Search

Secretaria de Cultura e Esportes promoveu aulão de frevo na Praça Arruda Câmara

Dando início às atividades alusivas ao carnaval que se aproxima, a Secretaria Municipal de Cultura e Esportes promoveu ontem (11), o primeiro dos três aulões de frevo programados para esse mês de janeiro. A atividade aconteceu na Praça Monsenhor Alfredo de Arruda Câmara.

As aulas foram ministradas pelo professor de dança e coreógrafo Everton Souza, e pela bailarina Millena Levino. Eles ensinaram os passos clássicos do Frevo a crianças, jovens e adultos, de forma gratuita, em plena praça pública.

O projeto tem o objetivo de promover a cultura do frevo e deixar o folião mais preparado para encarar os quatro dias de folia que se aproximam. Participaram foliões de todas as idades.

Os próximos aulões acontecerão nos dias 18 e 25 de Janeiro, sempre as 17h, na Praça Monsenhor Alfredo de Arruda Câmara. Não precisa de inscrições. É só chegar e participar.

Governo Lula admite recorrer a Forças Armadas para proteção na Esplanada

Diante da convocação de novo protesto bolsonarista para “retomada do poder” por meio de mensagens em redes sociais, autoridades do governo Lula já admitem pedir auxílio às Forças Armadas na proteção de prédios públicos em Brasília. Os militares devem atuar na Esplanada dos Ministérios e Praça dos Três Poderes, com envio de soldados e equipamentos militares, como viaturas e blindados do Exército.

Essa é uma previsão já tratada em reuniões prévias por ministros Lula e comandantes das Forças Armadas. O decreto de intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal, editado por Lula no domingo e vigente ao menos até o fim de janeiro, prevê que o interventor Ricardo Capelli “poderá requisitar a quaisquer órgãos, civis e militares, da administração pública federal, os meios necessários para consecução do objetivo da intervenção”. No entendimento de oficiais do Exército, esse artigo abarca o envolvimento de militares.

As Forças Armadas já desempenham, rotineiramente, a segurança de alguns edifícios da Esplanada, como o Palácio Itamaraty, o Ministério da Defesa e o Palácio do Planalto. No último, além de militares do Gabinete de Segurança Institucional, o Batalhão de Guarda Presidencial (BGP) atua na proteção. No domingo, 8, esse efetivo não estava presente para assegurar a proteção do Planalto e isso gerou críticas sobre a atuação do BGP no episódio.

O Exército chegou a colocar de prontidão no domingo, 8, 2,5 mil soldados subordinados ao Comando Militar do Planalto. Dois blindados Guarani foram às ruas pela primeira vez, mas ficaram no limite do Setor Militar Urbano, área de segurança militar onde fica o Quartel-General do Exército, em frente ao qual acampavam por dois meses extremistas e intervencionistas.

Sem um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), no entanto, não há respaldo legal para que militares das Forças Armadas atuem em atividades de segurança pública de forma mais ampla e com poder de polícia. Mesmo que houvesse uma GLO em curso, ela deveria ter um período e zona específica de atuação, não sendo aplicada de forma indiscriminada.

Homem com faca deixa seis pessoas feridas em estação de trem de Paris

Um homem atacou seis pessoas com um faca na estação de trem Gare du Nord, em Paris, na manhã desta quarta-feira (11). Uma das vítimas ficou com ferimentos graves, disse um porta-voz da polícia.

A estação é uma das mais movimentadas da Europa e uma importante ligação de Paris com Londres e o norte do continente.

A polícia ainda não havia se pronunciado sobre a motivação do ataque até a última atualização desta notícia.

Uma fonte policial disse à agência de notícias Reuters que o policial que atirou no agressor estava de folga. O autor do ataque foi baleado pela polícia e levado a um hospital local com ferimentos graves.

A Gare du Nord é também uma das estações com mais policiamento de Paris. Policiais fortemente armados vigiam o local diariamente desde 2015, quando a capital francesa foi alvo de uma série de atentados terroristas.

Em janeiro daquele ano, integrantes do grupo terrorista Estado Islâmico invadiram a sede do jornal satírico Charlie Hedbo e mataram 11 pessoas, em retaliação a uma charge da publicação que consideraram ofensiva.

Já em outubro do mesmo ano, no pior atentado da história recente da França, terroristas mataram 130 pessoas em ataques simultâneos em diferentes pontos da cidade, como a casa de shows Bataclan e o entorno do Stade de France, estádio onde a seleção francesa jogava e o então presidente, François Hollande, estava. A partida foi interrompida.

Anderson Torres diz que vai interromper férias, voltar ao Brasil e se entregar à Justiça

O ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, afirmou nesta terça-feira (10) em sua rede social que vai interromper suas férias, voltar ao Brasil e se entregar à Justiça.

Torres teve a prisão decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por omissão nos ataques e depredação a prédios dos três poderes em Brasília no domingo (8). O pedido foi feito pela Polícia Federal.

“Hoje (10/01), recebi notícia de que o Min Alexandre de Moraes do STF determinou minha prisão e autorizou busca em minha residência. Tomei a decisão de interromper minhas férias e retornar ao Brasil. Irei me apresentar à justiça e cuidar da minha defesa”, afirma Torres.

“Sempre pautei minhas ações pela ética e pela legalidade. Acredito na justiça brasileira e na força das instituições. Estou certo de que a verdade prevalecerá”, declarou.

Nesta tarde, viaturas da Polícia Federal foram vistas em frente à casa de Torres, em Brasília. Ele está de férias em Orlando, nos Estados Unidos, mesma cidade onde está o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Anderson Torres foi ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro. Após deixar o cargo, com o fim do governo, ele reassumiu a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal.

Ele era o responsável pela pasta quando alguns bolsonaristas terroristas invadiram os prédios do Congresso, do Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto.

Quem exonerou Torres foi Ibaneis Rocha, pouco antes de ser afastado do cargo de governador por ordem de Moraes, por 90 dias. O ministro entendeu que houve omissão das autoridades do DF nos atentados.

Após os casos de terrorismo, Torres divulgou uma nota negando conivência nos atos e os classificando como “barbárie”.

Moraes determina prisão de Anderson Torres, ex-ministro de Bolsonaro

Ministro Alexandre de Moraes determina a prisão de Anderson Torres, ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro.

Torres era secretário de Segurança do Distrito Federal no momento em que golpistas realizaram atos terroristas em Brasília.

Torres reassumiu o comando da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal no dia 2 de janeiro e viajou de férias para os EUA cinco dias depois.

Ele não estava no Brasil no domingo (8), quando bolsonaristas atacaram os prédios do STF, Congresso e Palácio do Planalto.

Moraes ordena a prisão do ex-comandante da Polícia Militar do DF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), ordenou a prisão do ex-comandante da Polícia Militar do Distrito Federal Fabio Augusto Vieira.

O militar era o responsável pelo comando da corporação no domingo (8) quando bolsonaristas atacaram os prédios do Congresso, Palácio do Planalto e do STF. Ele já havia sido afastado do cargo pelo interventor federal Ricardo Capelli.

O governo federal, integrantes da Polícia Federal e do Judiciário têm creditado à PM do DF a responsabilidade pela invasão da Praça dos três Poderes.

Nesta terça (10), o interventor na Segurança Pública do Distrito Federal, Ricardo Capelli afirmou que a manifestação golpista promovida por militantes bolsonaristas foi possível por causa da “operação de sabotagem” nas forças de segurança locais, naquele momento comandadas por Anderson Torres, ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL) e secretario de Segurança Pública exonerado.

A Polícia Militar tentou conter a invasão, mas, com baixo número de efetivo no local, não conseguiram evitar o avanço dos golpistas.

Senado aprova intervenção federal na segurança pública do DF

O Senado aprovou nesta terça-feira (10) o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que determinou a intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal. A votação foi simbólica, ou seja, sem o uso do painel eletrônico para a contagem dos votos. Entretanto, oito senadores anunciaram que são contrários à medida.

Se posicionaram contra o decreto os senadores:

Carlos Portinho (PL-RJ)
Luis Carlos Heinze (PP-RS)
Zequinha Marinho (PL-PA)
Carlos Viana (PL-MG)
Eduardo Girão (Pode-CE)
Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
Plinio Valério (PSDB-AM)
Styvenson Valentin (Pode-RN)

Com a intervenção, a União assume o comando da segurança pública no DF no lugar do governo local. A medida vale até 31 de janeiro de 2023.

A intervenção já estava em vigor desde o último domingo (8), quando o decreto foi assinado pelo presidente Lula, mas precisava passar pela aprovação da Câmara e do Senado.

Os deputados já haviam referendado o decreto presidencial na noite desta segunda-feira (9).

Doze estados enviam policiais militares para integrar Força Nacional no DF

Ao menos doze estados anunciaram o envio de policiais militares para integrar a Força Nacional no Distrito Federal após o ataque criminoso às sedes dos Três Poderes, que ocorreu no domingo (8) por parte de apoiadores radicais do ex-presidente Jair Bolsonaro.

São eles: Piauí, Pernambuco, Bahia, Paraíba, Sergipe, Maranhão, Alagoas, Pará, Ceará, Rio Grande do Norte, Amapá, Goiás.

Segundo levantamento feito pela CNN, outros estados colocaram tropas à disposição do Ministério da Justiça e Segurança Pública. São pelos menos quatro estados, incluindo Tocantins, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Nesta terça-feira (10), foi publicada no Diário Oficial da União uma portaria pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, assinada pelo ministro Flavio Dino, autorizando parte desses policiais, que se encontram no Distrito Federal, o início da atuação no reforço da segurança na Praça dos Três Poderes e na Esplanada dos Ministérios.

A previsão é de que governos estaduais também cedam parte do efetivo à Força Nacional a partir desta terça-feira.

Consórcio do Nordeste
Até o momento os estados que compõem a região Nordeste se prontificaram e enviaram 336 policiais.

Seguem os números:

76 policiais do Maranhão
70 policiais do Ceará
70 policiais da Bahia
50 policiais do Alagoas
40 policiais do Piauí
30 policiais do Rio Grande do Norte

Dois dias após atos terroristas, Ministério da Justiça dispensa superintendente da PF no DF

O Ministério da Justiça e Segurança Pública dispensou do posto nesta terça-feira (10) o superintendente da Polícia Federal no Distrito Federal, delegado Victor Cesar Carvalho dos Santos.

A portaria é assinada pelo secretário-executivo do MJ, Ricardo Cappelli – que, desde domingo (8), é também interventor na segurança pública do DF.

O novo superintendente será o delegado Cézar Luiz Busto de Souza. O delegado já foi superintendente em Maringá (PR) e teve uma breve passagem pele Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado (Dicor). O nome não foi publicado no “Diário Oficial da União”.

A decisão foi publicada dois dias após uma minoria de bolsonaristas radicais promover atos de terrorismo e vandalismo na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O governo e o Ministério Público apuram se houve conivência das forças policiais distritais e federais no enfrentamento aos golpistas.

A GloboNews apurou que o superintendente já tinha sido informado da mudança na última semana, antes dos atos.

Bolsonaro lamenta atos em Brasília e diz que pretende antecipar volta ao Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) confirmou à CNN nesta segunda-feira (9) que está internado em um hospital em Orlando, nos Estados Unidos. Ele também afirmou que “está bem” e que deve ter alta nos próximos dias.

“Essa já é a minha terceira internação por obstrução intestinal grave. Vim passar um tempo fora com a família. Mas não tive dias calmos. Primeiro, houve esse lamentável episódio ontem [domingo] no Brasil e depois essa minha internação no hospital”.

Bolsonaro também afirmou que pretende antecipar o retorno ao Brasil. “Eu vim [aos Estados Unidos] para ficar até o final do mês [janeiro], mas pretendo antecipar minha volta. Porque, no Brasil, os médicos já sabem do meu problema de obstrução intestinal por causa da facada. Aqui, os médicos não me acompanharam”.

O ex-presidente foi internado com “dores abdominais”. Ele sentiu um desconforto na noite de domingo e foi hospitalizado nesta segunda-feira (9).

Acampamentos golpistas começam a ser desmobilizados no país

Os acampamentos golpistas que estavam em atividade desde novembro começaram a ser desmontados nesta segunda-feira (9). Concentrações de bolsonaristas extremistas já foram desmobilizadas em pelo menos seis estados e o Distrito Federal.

A ordem para a desmobilização foi dada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após terroristas apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) invadirem e depredarem o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto, sedes dos 3 Poderes.

No texto, Moraes ordena a “prisão em flagrante de seus participantes pela prática de crimes” e afirma que as operações deverão ser realizadas pelas polícias militares, “com apoio da Força Nacional e Polícia Federal se necessário”.

Alagoas
O governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), determinou que a Polícia Militar desmobilizasse o acampamento na avenida Fernandes Lima. Antes da ação policial, os manifestantes começaram a desmontar o acampamento em Maceió.

O grupo estava no local há cerca de dois meses e a estrutura deles contava com banheiro químico e um espaço para armazenamento de água e alimentos.

A desocupação do canteiro começou por volta das 10h30 e durou pouco menos de 2h. Foram retirados do local tendas, barracas, alimentos, cadeiras e outros pertences. O material foi colocado do outro lado na via, em uma calçada.

Ceará

Golpistas apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro desmontaram o acampamento na Praça Pedro II, no Centro de Fortaleza, no início da tarde desta segunda, após pedido da 10ª Região Militar em cumprimento à decisão do ministro do STF Alexandre Moraes.

Distrito Federal
Na manhã desta segunda-feira (9), pelo menos 1.200 pessoas foram detidas após as forças de segurança desmontarem um acampamento bolsonarista em frente ao quartel-general do Exército. Mais de 40 ônibus foram necessários para transportar os golpistas até a Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

Mato Grosso do Sul
Bolsonaristas abandonaram o acampamento em frente ao Comando Militar do Oeste (CMO), em Campo Grande.

Os golpistas deixaram lixo para trás, como faixas, bandeiras e estruturas de barracas. A limpeza deverá ser feita pela Polícia Militar.

A remoção não foi pacífica. Golpistas agrediram e ameaçaram jornalistas. Um fotógrafo recebeu tapas enquanto registrava a movimentação.

São Paulo
O acampamento de bolsonaristas instalado em frente à Assembleia Legislativa do estado de São Paulo e ao Círculo Militar, na Zona Sul da capital paulista, começou a ser desmontado no início da tarde desta segunda.

Em entrevista coletiva nesta segunda, o secretário da Segurança Pública de SP, Guilherme Derrite, minimizou o impacto dos protestos no estado e disse que a orientação do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) é para que os manifestantes sejam retirados “de forma pacífica”.

“É uma orientação do nosso governador que isso seja feito de forma pacífica […] A nossa preocupação é fazer com que todos os comandantes tenham consciência de que temos 24 horas para cumprir. Ao longo do dia de hoje, da tarde, esse diálogo será iniciado na esperança de que tudo se resolva sem o uso escalonado da força”, disse o secretário.

Pará
O acampamento de bolsonaristas em frente ao 2º Batalhão de Infantaria e Selva, em Belém, foi desmobilizado nesta segunda. Cinco pessoas foram presas em flagrante e levadas para a sede da Polícia Federal por resistirem ao desmonte do acampamento.

O acampamento tomava a calçada em frente ao quartel do Exército há mais de 60 dias. Eventualmente, o grupo ocupava uma das faixas da avenida Almirante Barroso, principal via de entrada da capital.

Paraíba
Na Paraíba, os golpistas abandonaram o acampamento que mantinham há cerca de 60 dias em frente ao 1º Grupamento de Engenharia, sede do Exército em João Pessoa.

Em nota conjunta, chefes de poderes rejeitam atos terroristas e pedem defesa da paz e democracia

Chefes dos poderes divulgaram uma nota conjunta nesta segunda-feira (9) em que dizem “rejeitar” os atos terroristas de bolsonaristas radicais em Brasília e pedem à população a “defesa da paz e da democracia”.

A nota é assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva; pelo presidente do Senado em exercício, Veneziano Vital do Rêgo; pelo presidente da Câmara, Arthur Lira; e pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber.

O documento foi divulgado após reunião entre eles, no Palácio do Planalto, em Brasília, um dos alvos de bolsonaristas radicais que, no domingo (8), invadiram e depredaram prédios públicos na capital.

“Os poderes da República, defensores da democracia e da Carta Constitucional de 1988, rejeitam os atos terroristas, de vandalismo, criminosos e golpistas que aconteceram na tarde de ontem (domingo) em Brasília”, diz o texto.

A nota afirma ainda que chefes dos poderes estão “unidos para que as providências institucionais sejam tomadas” e defende que o país precisa de “normalidade” e de “respeito”.

“Conclamamos a sociedade a manter a serenidade, em defesa da paz e da democracia em nossa pátria.”

Leia a íntegra da nota conjunta:

“Nota em Defesa da Democracia

Os poderes da República, defensores da democracia e da Carta Constitucional de 1988, rejeitam os atos terroristas, de vandalismo, criminosos e golpistas que aconteceram na tarde de ontem (domingo) em Brasília.

Estamos unidos para que as providências institucionais sejam tomadas, nos termos das leis brasileiras.

Conclamamos a sociedade a manter a serenidade, em defesa da paz e da democracia em nossa pátria.

O país precisa de normalidade, respeito e trabalho para o progresso e justiça social da nação.”

Papa Francisco condena ataques em Brasília

O papa Francisco condenou nesta segunda-feira (9) os ataques de terroristas bolsonaristas a Brasília neste domingo (8).

Durante o tradicional encontro do início do ano com embaixadores do Vaticano, o pontífice se disse preocupado com as tensões políticas no país. “Penso nos vários países das Américas onde as crises políticas são carregadas de tensões e formas de violência que exacerbam os conflitos sociais. Penso especialmente no que aconteceu recentemente no Peru e, nas últimas horas, no Brasil”, declarou o papa durante o encontro.

“Em muitas áreas (do mundo), um sinal do enfraquecimento da democracia é o aumento da polarização política e social, que não ajuda a resolver os problemas urgentes dos cidadãos”, disse.

Ex-primeira-dama da Paraíba invade o Congresso Nacional em Brasília e divulga imagens

A ex-primeira-dama da Paraíba Pâmela Bório (PSC) foi identificada como uma das bolsonaristas radicais que invadiram o Congresso Nacional no domingo (8), em Brasília. Nas redes sociais, Pâmela postou vídeos e fotos dos participantes dos atos antidemocráticos no gramado da Praça dos Três Poderes e, em seguida, ela própria filmou a si mesma e a outros bolsonaristas no telhado do Congresso, uma área restrita.

Pâmela é ex-esposa do ex-governador Ricardo Coutinho (PT), e foi a Brasília acompanhada do filho, que é menor de idade. O menino é visto nas imagens feitas por ela durante os atos. Pâmela Bório é jornalista e natural de Senhor do Bonfim, na Bahia. Ela também é suplente de deputado federal pelo PSC na Paraíba.

Bolsonaristas radicais, golpistas e criminosos invadiram e depredaram neste domingo (8) o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, sede da Presidência da República, em Brasília.

O ataque às sedes dos 3 Poderes e à democracia é sem precedentes na história do Brasil. Os terroristas quebraram vidraças e móveis, vandalizaram obras de arte e objetos históricos, invadiram gabinetes de autoridades, rasgaram documentos e roubaram armas.

O prejuízo ao patrimônio público, de todos os brasileiros, ainda não foi calculado. Até o fim da noite do domingo, pelo menos 300 pessoas haviam sido presas.

Sala de Janja é destruída mas gabinete de Lula foi preservado, diz ministro

O gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não foi invadido pelos terroristas que depredaram o Palácio do Planalto neste domingo, segundo o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta.

De acordo com Pimenta, que foi ao Planalto vistoriar os estragos na noite deste domingo, o gabinete presidencial, que fica no terceiro andar do Palácio do Planalto, tem segurança extra e trancas especiais nas portas, que não foram violadas pelos terroristas. A sala da primeira-dama, Rosângela Silva, no entanto, que não conta com esta proteção, acabou sendo destruída, conforme o ministro.

— A sala do presidente Lula tem um vidro mais grosso. Tem que passar por um, depois por outro, tem umas trancas, que fica isolada como se fosse um aquário. Não conseguiram entrar. Conseguiram destruir a sala da Janja que fica fora do aquário. Destruiram tudo — disse AO GLOBO.

O Palácio está passando por perícia. Segundo Pimenta, a Secom “foi o lugar mais destruído”. AO GLOBO, o ministro disse que pretende trabalhar do Planalto nesta segunda-feira “do jeito que tiver”.

O ministro fez um vídeo em que a destruição da sua sala com televisão quebrada, papeis espalhados e obras de arte no chão. É possível ver computadores e mesas quebradas, além de gavetas reviradas e uma máquina copiadora atirada no chão. A Secom fica no segundo andar do palácio.

— Amanhã vamos trabalhar aqui do jeito que tiver, minha sala foi toda destruída. Minha sala teve todos os computadores, monitores de TV, impressoras. A Secom foi lugar mais destruído. É inacreditável, é uma tristeza. Está tudo quebrado e destruído. As obras de arte, esculturas, obras rasgadas, furadas e quebradas. Não acredita como alguém tem coragem. A impressão é que estavam com uma fúria, com ódio tão grande para fazer o que fizeram.

Assessor especial de Lula, o ex-ministro Celso Amorim também teve sua sala arrombada no terceiro andar do palácio.