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Galeria com fotos dos presidentes aparece destruída após ataque aos Três Poderes

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra os quadros de fotos da galeria dos presidentes destruídos após o ataque às sedes do Três Poderes, que ocorreu neste domingo (8), por parte de apoiadores de Jair Bolsonaro (PL).

A parade apareceu vazia e os quadros no chão. A partir do vídeo, é possível ver o estado das fotos de Washington Luís (1926-19230), Getúlio Vargas (1937-1945), Eurico Gaspar Dutra (1946-1951), Café Filho (1954-1955) e Michel Temer (2016-2019).

Moraes decide afastar o governador Ibaneis Rocha, do Distrito Federal, por 90 dias

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu na madrugada desta segunda-feira (9) afastar o governador do Distrito Federal do cargo por 90 dias.

No domingo (8), as forças de segurança do DF não contiveram vândalos bolsonaristas que invadiram e depredaram o Congresso, o Palácio do Planalto e o prédio do STF.

Moraes tomou a decisão ao analisar um pedido do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e da Advocacia-Geral da União.

Moraes disse que os atos terroristas do domingo só podem ter tido a anuência do governo do DF, uma vez que os preparativos para os atos eram conhecidos.

“A escalada violenta dos atos criminosos resultou na invasão dos prédios do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, com depredação do patrimônio público, conforme amplamente noticiado pela imprensa nacional, circunstâncias que somente poderiam ocorrer com a anuência, e até participação efetiva, das autoridades competentes pela segurança pública e inteligência, uma vez que a organização das supostas manifestações era fato notório e sabido, que foi divulgado pela mídia brasileira”, escreveu Moraes na decisão.

O ministro afirmou ainda que os ataques aos prédios e às instituições da Republica foram “desprezíveis” e não ficarão impunes.

“Os desprezíveis ataques terroristas à democracia e às Instituições Republicanas serão responsabilizados, assim como os financiadores, instigadores e os anteriores e atuais agentes públicos coniventes e criminosos, que continuam na ilícita conduta da prática de atos antidemocráticos”, afirmou o ministro.

Indícios de irregularidades

Entre os indícios apontados contra Ibaneis, segundo Moraes, estão:

os terroristas e criminosos foram escoltados por viaturas da Polícia Militar do Distrito Federal até os locais dos crimes;

não foi apresentada, pela Polícia Militar do Distrito Federal, a resistência exigida para a gravidade da situação, havendo notícia, inclusive, de abandono dos postos por parte de alguns policiais

parte do efetivo deslocado para impedir a ocorrência de atos violentos não adotou as providências regulares próprias dos órgãos de segurança, tendo filmado, de forma jocosa e para entretenimento pessoal, os atos terroristas e criminosos

Anderson Gustavo Torres (secretário de segurança) foi exonerado do cargo, no momento em que os atos terroristas ainda estavam ocorrendo

Em áudio, secretário em exercício da SSP-DF tranquiliza Ibaneis 1h antes da invasão: “Tudo tranquilo, ordeiro e pacífico”

Uma hora antes da invasão ao Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal (STF), o então secretário de Segurança Pública do Distrito Federal em exercício, Fernando de Sousa Oliveira, foi categórico ao tranquilizar o governador Ibaneis Rocha (MDB) sobre a temperatura do ato previsto para a Esplanada dos Ministérios, neste domingo (8).

Em áudio obtido pela coluna, gravado às 13h23, Fernando usou 10 adjetivos para comunicar a Ibaneis que não haveria riscos de a manifestação sair do controle. Às 14h40, a invasão começou.

Como o então titular da pasta está nos Estados Unidos, o comando da Secretaria de Segurança Pública ficou com o secretário executivo, que é delegado da Polícia Federal (PF).

O próprio secretário em exercício disse que estaria passando informe mais atualizado diretamente a Ibaneis. Na ocasião, como é possível depreender do áudio, o secretário fala que os manifestantes estão descendo do Setor Militar Urbano (SMU) “controlados”, diz que a negociação foi “pacífica”, “organizada” e reforçou que o clima estava “bem tranquilo, bem ameno”, com movimentação “bem suave” e, mais uma vez, fala em “manifestação totalmente pacífica”.

Fernando ainda diz: “Nossa inteligência está monitorando e não há nenhum informe de questão de agressividade, ligado a esse tipo de comportamento”. O secretário em exercício informa que já havia, na cidade, 150 ônibus, e em áudio de 1 minuto diz em manifestação “ordeira e pacífica”.

Em um print que revela conversa entre Fernando e Ibaneis, no início desta tarde, o secretário em exercício detalha cada um dos pontos onde havia concentração de ônibus que levavam manifestante para o ato. Após o áudio de Fernando tranquilizando Ibaneis, o governador responde: “Maravilha. Coloca tudo na rua”, em referência ao efetivo policial que atuaria na ocasião.

Imagem colorida de conversa no WhatsApp

De volta a Brasília, Lula vai ao Planalto e ao STF e confere os estragos feitos por terroristas bolsonaristas

De volta a Brasília na noite deste domingo (8), Lula foi para o Palácio do Planalto conferir o estrago feitos por terroristas bolsonaristas na sede do Poder Executivo. Depois, foi ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), também alvo dos vândalos.

O presidente tinha ido, pela manhã para Araraquara, no interior de São Paulo. Ele foi ver os efeitos das chuvas intensas na cidade.

No meio da tarde, bolsonaristas começaram a chegar à Praça dos Três Poderes, em Brasília, e invadiram e depredaram, além de Planalto e STF, o Congresso Nacional.

Ainda em Araraquara, após os atos dos vândalos, Lula decretou intervenção federal na segurança pública de Brasília. Dentro do governo federal há o entendimento de que Polícia Militar do DF foi omissa.

Por volta de 21h, o presidente chegou de volta à capital federal. Os terroristas já haviam sido presos ou escoltados para fora da região da Praça dos Três Poderes.

Lula visitou primeiramente o Planalto. O presidente encontrou o mobiliário destruído, vidraças quebradas e obras de arte rasgadas.

Depois, atravessou a praça e foi até o STF. Lá o cenário de destruição era o mesmo. Ele foi recebido pela presidente da Corte, ministra Rosa Weber, e pelos ministros Dias Toffoli e Luis Roberto Barroso.

Mais de 400 criminosos são presos por ataque aos Três Poderes

Mais de 400 criminosos foram presos pelas forças de segurança no início da noite deste domingo (8) após os atos de vandalismo e destruição desta tarde, quando um grupo invadiu sedes dos Três Poderes – Câmara, Senado, Superior Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, durante atos antidemocráticos em Brasília (DF).

O número foi confirmado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. “Venho informar que mais de 400 pessoas já foram presas e pagarão pelos crimes cometidos. Continuamos trabalhando para identificar todas as outras que participaram desses atos terroristas na tarde de hoje no Distrito Federal. Seguimos trabalhando para que a ordem se restabeleça”, tuitou.

Quatro ônibus chegaram até a Polícia Civil de Brasília com manifestantes presos e algemados que invadiram e depredaram os prédios públicos. Os próprios ônibus que transportavam os criminosos estavam também parcialmente depredados.

Ao chegar ao prédio da Polícia Civil, o grupo iniciou os trâmites burocráticos para dar andamento à prisão, quando começarão a serem ouvidos. Não se sabe ao certo quantas pessoas estavam dentro dos quatro ônibus, por isso, o número de presos pode ainda aumentar.

O grupo foi preso na região da Praça dos Três Poderes pela Polícia Militar com apoio do Exército, que foi chamado para ajudar a conter a invasão.

Exército põe 2,5 mil militares de prontidão em Brasília

O Exército Brasileiro mobilizou 2,5 mil militares neste domingo, dia 8, diante dos ataques extremistas às sedes dos três poderes em Brasília. A tropa foi colocada de prontidão, em condições de emprego imediato, se houver ordem nesse sentido. Nenhum, no entanto, foi envolvido na repressão às agressões golpistas.

Conforme o Exército, houve um aumento do efetivo que em geral fica de prontidão, subordinado ao Comando Militar do Planalto (CMP), responsável pela área de Brasília. Na sede do comando, ao lado do Quartel-General do Exército, oficiais se reuniram para acompanhar a reação das forças de segurança, polícias e Força Nacional, no centro de operações.

A reação envolveu somente militares do Batalhão de Guarda Presidencial (BGP) e vinculados ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República. Os efetivos também foram reforçados e atuaram na expulsão de invasores que vandalizaram o Palácio do Planalto, inclusive o terceiro andar, acesso ao gabinete de Luiz Inácio Lula da Silva.

A interpretação do Exército, por enquanto, é que não haverá envolvimento das Forças Armadas na intervenção federal decretada por Lula. Para que os militares fossem empregados, seria necessária a decretação de uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), descartada pelo presidente. Lula também foi aconselhado a decretar uma medida de exceção ainda mais restritiva, o Estado de Defesa, mas optou por assumir apenas a segurança no Distrito Federal.

Oficiais do Exército dizem, no entanto, estar disponíveis para eventual suporte de meios e equipamentos à segurança do Distrito Federal.

Segundo oficiais, o acampamento no QG vinha perdendo força e participação nos últimos dias, mas foram reforçados por caravanas de bolsonaristas que chegaram à capital federal nas últimas horas. O Exército não soube informar prontamente se haverá autorização para que permaneçam acampados no QG.

AGU pede ao Supremo que mande prender em flagrante Anderson Torres

A Advocacia-Geral da União pediu ao Supremo Tribunal Federal que decrete a prisão em flagrante do secretário de Segurança Pública Anderson Torres, ex-integrante do governo Jair Bolsonaro, em razão de suposta ‘omissão’ em meio à invasão de bolsonaristas aos prédios do Supremo Tribunal Federal, do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto neste domingo, 8. Também foi requerida a detenção de ‘todos os envolvidos em atos criminosos decorrentes da invasão de prédios públicos federais em território nacional’.

Após grupos radicais invadirem a sede dos Três Poderes, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), afirmou que mandou exonerar Torres. O ex-ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro está em Orlando, nos Estados Unidos, onde também se encontra o ex-chefe do Executivo.

A Advocacia-Geral da União ainda informou que vai criar uma força-tarefa para cobrar indenizações pelos danos causados ao patrimônio público durante as invasões perpetradas por bolsonaristas. O mesmo grupo ainda será responsável por entrar com ações de improbidade contra agentes públicos ‘por eventuais omissões dolosas’ ante os atos antidemocráticos.

Ao Supremo, o órgão aponta que os atos de vandalismo registrados em Brasília neste domingo, 8, ‘importam prejuízo manifesto ao erário e ao patrimônio público’ e causam ‘embaraço e perturbação da ordem pública e do livre exercício dos Poderes da República, com a manifesta passividade e indício de colaboração ilegal de agentes públicos’.

Os pedidos de prisões foram encaminhados no bojo dos inquéritos das fake news e das milícias digitais, relatados pelo ministro Alexandre de Moraes – alvo principal de ataques dos apoiadores do ex-chefe do Executivo. Durante a invasão ao prédio da Corte máxima, extremistas aliados de Bolsonaro chegaram a arrancar a porta do armário de togas de Alexandre, tratando o objeto como um ‘troféu’.

Bolsonaristas agridem e derrubam de cavalo policial da Cavalaria do Distrito Federal

Um grupo de bolsonaristas radicais que participam da invasão à Praça dos Três Poderes, em Brasília, agrediu, neste domingo (8), um agente do Batalhão da Cavalaria da Polícia Militar do Distrito Federal (DF).

Os extremistas utilizaram pedras e pedaços de pau para bater no policial, que foi derrubado do animal sobre o qual estava montado.

Nas imagens, divulgadas pelo portal Metrópoles, é possível ver o momento em que os agressores, vestidos com roupas e bandeiras verde-amarelas, correm em direção ao agente. Eles rodeiam o guarda e o animal e começam a agredi-los com pauladas enquanto atiram pedras e outros objetos.

Depois, o policial não é mais visto sobre o cavalo, que fugiu. Não foram divulgadas informações sobre a identidade e o estado de saúde do agente.

Cerca de 150 pessoas são presas no Distrito Federal após atos antidemocráticos

Assessoria do Governo do Distrito Federal confirmou que pelo menos 150 pessoas foram presas, neste domingo (8), em decorrência dos atos antidemocráticos nas sedes dos três poderes da República.

Nesta tarde, bolsonaristas radicais quebraram vidraças e objetos. Os policiais tentaram impedir o avanço dos terroristas utilizando o spray de pimenta, mas não tiveram êxito.

Mais de 100 ônibus chegam a Brasília e governo promete endurecer contra extremistas

Relatórios de inteligência em poder do governo indicam que 100 ônibus com 3.900 pessoas chegaram em Brasília com disposição de retomar protestos de rua contra a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Convocados pelas redes sociais, os extremistas falam em um ato na capital federal neste domingo. Para evitar depredações como as que ocorreram no dia 12 de dezembro, a segurança em Brasília foi reforçada e o governo passou a falar em endurecer o tratamento contra quem adotar discurso golpista.

Desde a posse de Lula, o acampamento dos extremistas no QG do Exército vinha sofrendo esvaziamento. Na última semana, apenas 200 pessoas permaneciam por ali. Com a chegada das caravanas de ônibus, em viagens organizadas por grupos de Whatsapp, o contingente voltou a preocupar o governo.

Autoridades do Executivo relataram ao Estadão que a movimentação dos extremistas vem sendo monitorada. Até o momento, os que estavam acampados na frente do Quartel General do Exército vinham recebendo tratamento respeitoso, sem que fosse forçada uma saída do local.

A partir de informações de que os extremistas decidiram retomar atos em Brasília e seguem com discurso de enfrentar o governo eleito, até com pregação de atos para impedir distribuição de combustível e ir para “o tudo ou nada”, a cúpula do governo Lula mobilizou o aparato de segurança federal: Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional foram acionadas para proteger a Esplanada. Também houve uma articulação com o governo do Distrito Federal para reforçar a proteção.

Segundo um integrante do governo, apesar de ainda acampados na porta de quartéis, os extremistas não têm apoio dos militares. Mas o relato que tem sido levado ao presidente Lula é de que ainda há dúvidas entre parte dos oficiais sobre o resultado da eleição. Nas palavras de um auxiliar do presidente, os militares estão “pacificados, mas não totalmente convencidos”. Assim, o cenário descrito é de situação pacífica, porém “delicada”.

Com esse diagnóstico em mãos, ministros do governo decidiram neste fim de semana deixar claro que a atual gestão não poupará esforços para reprimir atos extremistas e espera contar com apoio das forças de segurança para isso. Neste sábado, o ministro da Justiça, Flávio Dino, passou o dia em conversas telefônicas com seu colega da Defesa, José Múcio. Dino também conversou com diretores da PF e da PRF. O próprio Dino acabou relatando que teve as conversas em rede social: “Sobre uma suposta “guerra” que impatriotas dizem querer fazer em Brasília, já transmiti as orientações cabíveis à PF e PRF. E conversei com o governador Ibaneis e o ministro Múcio”, escreveu.

Há uma semana no cargo, Lula enfrenta desgastes na economia e com ministra do Turismo

Há uma semana na Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já enfrenta desgastes na economia e com a ministra do Turismo, Daniela Carneiro (União Brasil).

Nesses primeiros dias do terceiro governo Lula, ministros recém-empossados divergiram publicamente quanto à condução de políticas públicas, especialmente na economia e quanto a reformas.

Na terça-feira (3), em discurso, o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, disse que o governo precisa discutir o que ele classificou como “antirreforma da Previdência”, em referência às mudanças do sistema previdenciário realizadas em 2019, no governo de Jair Bolsonaro (PL).

Ele chegou a citar a formação de uma comissão com sindicatos dos trabalhadores, os sindicatos patronais, dos aposentados e com o governo para debater mudanças no modelo de aposentadoria do país.

No mesmo dia, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, se posicionou a favor de mexer em trechos da reforma trabalhista promovida no governo de Michel Temer (MDB).

Um dia depois, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, desautorizou Lupi e negou que o governo Lula esteja estudando rever a reforma da Previdência. Ele indicou que também não deve haver uma revisão maior em outras áreas, ao menos no momento.

“Não há nenhuma proposta sendo analisada, pensada, neste momento para revisão de reforma, seja previdenciária ou outra. Nesse momento temos nada sendo elaborado. […] Vai passar pela Casa Civil e é evidente que quem teve mais de 60 milhões de votos é quem decide […] Todo mundo tem o direito a opinião, mas neste momento não há nenhuma proposta de reforma da Previdência ou coisa semelhante sendo elaborada”, declarou.

Outro ponto de desgaste foi na edição de uma Medida Provisória que retirava a regulação do saneamento da Agência Nacional de Águas (ANA). mercado financeiro entendeu que a medida poderia alterar o marco do saneamento básico, sancionado em 2020 pelo governo Bolsonaro. A possibilidade foi vista como um problema, já que a área recebe muitos investimentos da iniciativa privada.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Gabriel Galípolo, então falou em um “engano” na redação do texto e em corrigir o que foi publicado, além de que o marco do saneamento não deve ser revogado.

Nesses primeiros dias, no campo econômico, houve ainda a decisão de prorrogar a desoneração de tributos federais sobre combustíveis. As alíquotas de PIS/Pasep e Cofins incidentes sobre óleo diesel, biodiesel e gás liquefeito de petróleo ficam reduzidas a zero até 31 de dezembro deste ano. Já a cobrança dos dois tributos sobre gasolina e álcool fica suspensa até 28 de fevereiro.

Acidente no metrô da Cidade do México deixa um morto e 57 feridos

Um acidente entre dois trens do metrô da Cidade do México deixou um morto e 57 pessoas feridas, neste sábado (7).

“Há 57 pessoas feridas, algumas delas com ferimentos leves, mas que foram admitidas nos hospitais, e infelizmente há uma morte”, informou a prefeita da capital mexicana, Claudia Sheinbaum, em uma breve mensagem à imprensa desde o local do acidente.

A prefeita também explicou que o acidente ocorreu pela manhã, quando dois trens se chocaram entre as estações Potrero e La Raza, pertencentes à Linha 3 do metrô, que vai de norte a sul da grande capital mexicana.

“A pessoa que está em estado mais grave é o condutor”, acrescentou. Sheinbaum disse que o acidente deixou quatro pessoas presas nos destroços, mas que elas já foram resgatadas.

O Ministério Público local anunciou que abriu um processo de investigação sobre o acidente.

O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, expressou suas condolências às vítimas do acidente.

CNH tem emissão suspensa em Pernambuco após exoneração no Detran

O Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE) suspendeu a emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para motoristas pernambucanos novatos e para aqueles que precisam renovar a documentação.

Segundo o Sindicato dos Servidores do Detran-PE (Sindetran-PE), com o decreto assinado pela governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, que exonera os servidores comissionados, o diretor-presidente do Detran-PE da antiga gestão, Gustavo Carneiro Leão, responsável por assinar os documentos, também foi exonerado, e o órgão ficou impossibilitado de liberar as documentações desde a última terça-feira (3).

“Quando você faz a renovação da CNH ou a emissão da primeira CNH, tem que ter a assinatura do diretor-presidente do Detran. Como ele foi exonerado, está sem diretor-presidente e não tem ninguém para assinar. Qualquer ato que ele fizer dando legalidade a uma CNH dessa é nulo”, explicou o presidente do Sindetran-PE, Alexandre Bulhões.

De acordo com Alexandre, a documentação também poderia ser assinada pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Estado, pasta que o órgão fazia parte. Mas, agora, com a reforma do novo governo, o Detran ficará na Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura, que também poderia ser um meio de assinatura. Porém, na avaliação do sindicalista, a primeira alternativa ainda é a nomeação de um novo diretor-presidente para a instituição.

“A documentação poderia ser assinada pela secretaria à qual o Detran pertence, que, no caso, é a Habitação, mas como tem uma reforma também no governo levando o Detran para a Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura que engloba também o DER-PE (Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco), eu não sei se a secretária que está hoje na pasta vai assinar ou eles vão nomear até segunda-feira um novo diretor para assinar”, destacou.

Quando a CNH vence, o motorista tem um prazo de 30 dias para renovar o documento. De acordo com o sindicato, muitas pessoas que trabalham dependendo da documentação já passaram do prazo e seguem sem a renovação.

“Eu acredito que vão resolver até segunda-feira, porque está ficando um gargalo muito grande. Tem muita gente precisando, tem motorista profissional, policial Rodoviário Federal, tem uma fila de espera por essa CNH que trabalha conduzindo veículos e tem que estar com o documento em dia. Você não pode ser um policial, nem Civil, nem Federal, nem agente de trânsito, nem motorista de Uber e andar com a CNH vencida”, pontuou Alexandre.

Lula diz que ‘quem fizer errado será convidado a deixar o governo’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (6) que ministros que tiverem alguma ação ilícita serão demitidos do governo.

“Quem fizer errado sabe que tem só um jeito: a pessoa será simplesmente, da forma mais educada possível, convidada a deixar o governo. E se cometer algo grave a pessoa terá que se colocar diante das investigações e da própria Justiça”, afirmou.

A declaração ocorre no momento em que a ministra do Turismo, Daniela Carneiro (União Brasil), provoca um desgaste político nesse início de governo. Ela tem sido defendida pela equipe de Lula, após as revelações de que mantém elo político com aos menos três acusados de chefiar milícias no Rio.

Lula deu a declaração na abertura da primeira reunião ministerial, que ocorre na manhã desta sexta no Palácio do Planalto.

Daniela foi nomeada ministra como uma forma de contemplar a União Brasil e ampliar a presença feminina na montagem do governo.

Também foi uma retribuição pelo empenho dela e do marido na campanha do segundo turno em favor do presidente Lula. O casal foi uma das poucas lideranças a apoiar abertamente o petista na Baixada Fluminense —o marido da ministra, Waguinho, é prefeito de Belford Roxo.

Essa é a primeira reunião ministerial de Lula. De acordo com integrantes do primeiro escalão, o objetivo do encontro é alinhar as ações do governo e deixar claro que anúncios devem ter aval do Planalto.

A ideia é que o presidente faça um alinhamento da gestão e comunicação, além de discutir as primeiras medidas a serem encampadas no início do governo.

O convite foi enviado para os 37 titulares das pastas. Também devem participar os líderes do governo na Câmara, José Guimarães (PT), no Senado, Jacques Wagner (PT), e no Congresso, Randolfe Rodrigues (Rede).

Ao mesmo tempo que deu recado aos ministros sobre eventuais investigações, Lula também prometeu uma relação de lealdade. “Estejam certos que eu estarei apoiando cada um de vocês nos momentos bons e nos momentos ruins. Não deixarei nenhum de vocês no meio da estrada. Não deixarei nenhum de vocês.”

Prefeitura de Afogados inaugurou duas ruas pavimentadas no São Francisco

A Prefeitura de Afogados inaugurou na tarde/noite desta quinta (05), a pavimentação com piso intertravado das ruas Jaime Batista e Amaro Batista, no São Francisco. Na ocasião, o Prefeito Alessandro Palmeira assinou a ordem de serviço para pavimentação da Rua Manoel de Paiva Neto. As ruas tiveram um investimento de 137 mil Reais, em parceria com a Caixa, resultado da emenda do então Deputado Federal João Campos.

“Que você continue fazendo esse bom trabalho, Sandrinho, calçando as ruas aqui no bairro, porque muito em breve, com o crescimento de afogados e a ponte sobre o rio São Francisco, nosso bairro vai fazer parte do centro de Afogados,” afirmou o morador da Rua Jaime Batista, o senhor Cláudio Carneiro.

As ruas também ganharam iluminação em LED. O decano da câmara, Cícero Miguel, chegou ao bairro com 13 anos. “Vi esse bairro crescer, se desenvolver. Agradeço pelo trabalho realizado,” afirmou Cicero. O vice-prefeito Daniel Valadares destacou o empenho de toda a gestão para levar pavimentação e dignidade para os moradores dos bairros. “Temos um volume de recursos à disposição, com bons projetos, para levar obras para todos os bairros e zona rural de nossa cidade,” afirmou Daniel. Presente à inauguração, o Deputado Federal eleito Pedro Campos agradeceu o apoio que teve no Pajeu e em Afogados. “Estamos trabalhando antes mesmo de tomar posse. Conseguimos intermediar junto ao governo Paulo Câmara a liberação de recursos para uma série de obras em Afogados. E aqui, de público, quero reafirmar meu compromisso de trabalhar para trazer mais recursos para Afogados,” enfatizou Pedro.

O Prefeito Sandrinho Palmeira avisou que a inauguração é o início de uma série de entregas à população. “Todas as nossas promessas estão sendo paulatinamente cumpridas. Esse é o pontapé inicial de uma maratona de inaugurações que iremos vivenciar. Toda semana teremos obras para entregar à população até dezembro desse ano,” afirmou Sandrinho.

Participaram da inauguração ainda, secretários e secretárias municipais, lideranças comunitárias, moradores das ruas e os vereadores Erickson Torres, César Tenório, Raimundo Lima, Gal Mariano, Sargento Argemiro, Reinaldo Lima, Cícero Miguel, Douglas eletricista e Toinho da ponte.