A Advocacia-Geral da União pediu ao Supremo Tribunal Federal que decrete a prisão em flagrante do secretário de Segurança Pública Anderson Torres, ex-integrante do governo Jair Bolsonaro, em razão de suposta ‘omissão’ em meio à invasão de bolsonaristas aos prédios do Supremo Tribunal Federal, do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto neste domingo, 8. Também foi requerida a detenção de ‘todos os envolvidos em atos criminosos decorrentes da invasão de prédios públicos federais em território nacional’.
Após grupos radicais invadirem a sede dos Três Poderes, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), afirmou que mandou exonerar Torres. O ex-ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro está em Orlando, nos Estados Unidos, onde também se encontra o ex-chefe do Executivo.
A Advocacia-Geral da União ainda informou que vai criar uma força-tarefa para cobrar indenizações pelos danos causados ao patrimônio público durante as invasões perpetradas por bolsonaristas. O mesmo grupo ainda será responsável por entrar com ações de improbidade contra agentes públicos ‘por eventuais omissões dolosas’ ante os atos antidemocráticos.
Ao Supremo, o órgão aponta que os atos de vandalismo registrados em Brasília neste domingo, 8, ‘importam prejuízo manifesto ao erário e ao patrimônio público’ e causam ‘embaraço e perturbação da ordem pública e do livre exercício dos Poderes da República, com a manifesta passividade e indício de colaboração ilegal de agentes públicos’.
Os pedidos de prisões foram encaminhados no bojo dos inquéritos das fake news e das milícias digitais, relatados pelo ministro Alexandre de Moraes – alvo principal de ataques dos apoiadores do ex-chefe do Executivo. Durante a invasão ao prédio da Corte máxima, extremistas aliados de Bolsonaro chegaram a arrancar a porta do armário de togas de Alexandre, tratando o objeto como um ‘troféu’.




