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Exército põe 2,5 mil militares de prontidão em Brasília

O Exército Brasileiro mobilizou 2,5 mil militares neste domingo, dia 8, diante dos ataques extremistas às sedes dos três poderes em Brasília. A tropa foi colocada de prontidão, em condições de emprego imediato, se houver ordem nesse sentido. Nenhum, no entanto, foi envolvido na repressão às agressões golpistas.

Conforme o Exército, houve um aumento do efetivo que em geral fica de prontidão, subordinado ao Comando Militar do Planalto (CMP), responsável pela área de Brasília. Na sede do comando, ao lado do Quartel-General do Exército, oficiais se reuniram para acompanhar a reação das forças de segurança, polícias e Força Nacional, no centro de operações.

A reação envolveu somente militares do Batalhão de Guarda Presidencial (BGP) e vinculados ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República. Os efetivos também foram reforçados e atuaram na expulsão de invasores que vandalizaram o Palácio do Planalto, inclusive o terceiro andar, acesso ao gabinete de Luiz Inácio Lula da Silva.

A interpretação do Exército, por enquanto, é que não haverá envolvimento das Forças Armadas na intervenção federal decretada por Lula. Para que os militares fossem empregados, seria necessária a decretação de uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), descartada pelo presidente. Lula também foi aconselhado a decretar uma medida de exceção ainda mais restritiva, o Estado de Defesa, mas optou por assumir apenas a segurança no Distrito Federal.

Oficiais do Exército dizem, no entanto, estar disponíveis para eventual suporte de meios e equipamentos à segurança do Distrito Federal.

Segundo oficiais, o acampamento no QG vinha perdendo força e participação nos últimos dias, mas foram reforçados por caravanas de bolsonaristas que chegaram à capital federal nas últimas horas. O Exército não soube informar prontamente se haverá autorização para que permaneçam acampados no QG.

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