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Ação terrestre de Israel no norte de Gaza continua com região ainda incomunicável

As Forças de Defesa de Israel dão seguimento a uma ação terrestre no norte de Gaza ao longo deste sábado (28), enquanto o território palestino segue sob um blecaute que impede a comunicação de residentes e organizações humanitárias com o exterior.

Daniel Hagari, principal porta-voz dos militares, disse em comunicado que as tropas, acompanhadas também por ataques aéreos, trabalham para desmantelar núcleos do Hamas na região que Tel Aviv, há uma semana, ordenou que fosse esvaziada, a despeito do apelo contrário feito por organizações como as Nações Unidas.

Ele voltou a fazer um ultimato para que a população deixe o norte. Em vídeo publicado nas redes sociais durante a tarde (manhã em Brasília), disse que civis devem partir para o sul “imediatamente”. “Não é mera precaução, é uma recomendação urgente para a proteção dos civis“, disse, ampliando a expectativa de uma invasão terrestre iminente.

O Exército afirma que nesta incursão —que ainda não caracteriza como a invasão completa do norte de Gaza que há semanas ameaça conduzir— ao menos dois membros da alta cúpula do Hamas foram mortos. São eles Asem Abu Rakaba, chefe da rede aérea do grupo terrorista, e Ratab Abu Tshaiban, chefe da força naval da fação.

Rakaba seria o responsável por operar a ação que permitiu que terroristas se infiltrassem no sul israelense usando parapentes, além de liderar os ataques feitos com drones a complexos militares de Israel.

As informações do que ocorre em Gaza são raras em meio ao blecaute na faixa terrestre, que está sem acesso a serviços de internet e de telefonia, o que amplia o temor de organizações internacionais.

8 caminhões com ajuda humanitária devem entrar na Faixa de Gaza pela passagem de Rafah

Oito caminhões com alimentos, remédios e água deverão cruzar para a Faixa de Gaza nesta sexta-feira (27), informou um funcionário das Nações Unidas às agências internacionais de notícias.

O comboio irá se somar aos 12 caminhões com água, alimentos, medicamentos e insumos que atravessaram a passagem de Rafah em direção a Faixa de Gaza na manhã de quinta-feira (26), segundo a Sociedade do Crescente Vermelho Palestino.

“Esperamos mais oito caminhões ou mais hoje”, disse Lynn Hastings, coordenadora humanitária da ONU para o Território Palestino Ocupado, a repórteres em Genebra.

Segundo o organismo, cerca de 74 caminhões com ajuda humanitária já foram autorizados a entrar na Faixa de Gaza desde o início do conflito entre Israel e Hamas, em 7 de outubro.

O fornecimento de combustível, no entanto, segue proibido pelas autoridades israelenses.

Segundo a ONU, seriam necessários que, pelo menos, 100 caminhões entrassem diariamente em Gaza, onde vivem mais de dois milhões de pessoas, para atender a população com alimentos, água e combustível.

Na mesma região onde estão entrando os caminhões, há pessoas que estão aguardando a abertura da fronteira para um corredor humanitário, incluindo brasileiros, que estão em cidades da região sul de Gaza, próximo a Rafah.

A primeira entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza foi autorizada no sábado (21). Cerca de 100 caminhões com mantimentos aguardavam na passagem de Rafah, na fronteira com o Egito. No entanto, apenas 20 veículos cruzaram pela primeira vez o corredor de ajuda e entraram no território.

Israel faz operação por terra na Faixa de Gaza

As Forças de Defesa de Israel anunciaram ter feito uma operação por terra na Faixa de Gaza, nesta quinta-feira (26). Segundo a agência Reuters, uma rádio controlada por militares descreveu a ação como “relativamente grande”.

A operação foi conduzida para atacar posições do Hamas em Gaza. Segundo os militares, entre os alvos estão células terroristas, infraestruturas e postos de lançamento de mísseis antitanque.

A Defesa de Israel disse que a operação foi feita como “preparação para as próximas fases de combate”. Após os ataques, os soldados deixaram a área e voltaram para o território israelense.

Israel já conduziu outras ações pontuais por terra na Faixa de Gaza. Na segunda-feira (23), por exemplo, as forças terrestres fizeram uma incursão pela região para buscar por informações sobre pessoas sequestradas pelo Hamas.

Papa Francisco nomeia Dom Limacêdo Antonio como quinto bispo da Diocese de Afogados da Ingazeira

O Papa Francisco acolheu na manhã desta quarta-feira, 25 de outubro, o pedido de renúncia do ofício apresentado por dom Egídio Bisol, em razão de ter completado 75 anos, conforme previsto no Cân. 401-§ 1. Dom Egídio completou 75 anos em 23 de dezembro de 2022.

No mesmo ato, o Santo Padre nomeou o bispo auxiliar da arquidiocese de Olinda e Recife, dom Limacêdo Antonio da Silva, como o quinto bispo para a diocese de Afogados de Ingazeira (PE).

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou saudação a dom Limacêdo e agradecimento a dom Egídio Bisol pelos 47 anos dedicados à Igreja no Brasil, especialmente os quais esteve conduzindo pastoralmente a diocese pernambucana de Afogados de Ingazeira.

Israel cancela reunião na ONU após Guterres dizer que ataque do Hamas ‘não aconteceu por acaso’

A sessão da Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para votar a resolução que os Estados Unidos elaboraram sobre a guerra no Oriente Médio terminou em atrito diplomático entre a ONU e Israel.

O chanceler israelense cancelou a reunião bilateral que teria com o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, após Guterres dizer que “o ataque de Hamas não aconteceu por acaso”, em referência aos atentados em série do grupo terrorista em solo israelense em 7 de outubro.

Em discurso de abertura da sessão, o secretário-geral falou ainda de uma “ocupação sufocante” de Israel na Faixa de Gaza.

“É importante reconhecer que os atos do Hamas não aconteceram por acaso. O povo palestino foi submetido a 56 anos de uma ocupação sufocante. Eles viram suas terras serem brutalmente tomadas e varridas pela violência. A economia sofreu, as pessoas ficaram desabrigadas e suas casas foram demolidas”, discursou Guterres.

Ele disse, em seguida, que “os sofreres do povo palestino não podem justificar os ataques do Hamas”.

Ainda assim, Israel criticou a fala. Em represália, além de o chanceler cancelar a reunião que teria com Guterres, e o embaixador do país na ONU, Gilad Erdan, pediu a demissão imediata do secretário-geral.

“Eu peço que ele se demita imediatamente. Não há justificativa ou sentido em falar àqueles que mostram compaixão às mais terríveis atrocidades cometidas contra os cidadãos de Israel e o povo judeu“, disse Erdan.

António Guterres não havia respondido às críticas de Israel até a última atualização desta reportagem.

Ainda em seu discurso, ele afirmou que cerca de 35 funcionários da ONU morreram em Gaza desde o início da guerra e pediu novamente para que Israel e Egito destravem negociações para a entrada de ajuda humanitária no território – até agora, apenas três comboios com menos de cem caminhões foram permitidos em Gaza.

Nova noite de bombardeios israelenses na Faixa de Gaza deixa 140 mortos

Pelo menos 140 pessoas foram mortas na Faixa de Gaza, numa nova noite de bombardeamentos das forças israelenses, segundo informou o Hamas. Na véspera, o grupo havia libertado duas mulheres raptadas durante o ataque contra Israel em 7 de outubro.

Seis funcionários da ONU também foram mortos em Gaza nas últimas 24 horas.

Desde esse dia, o exército israelense tem bombardeado incessantemente a Faixa de Gaza para preparar uma eventual operação terrestre contra o enclave palestino.

“Mais de 140 pessoas foram mortas e centenas ficaram feridas em massacres cometidos por ataques de ocupação”, afirmou o governo do Hamas, nesta terça-feira (24).

O movimento islâmico afirma que mais de cinco mil pessoas foram mortas pelos bombardeios de Israel contra a Faixa de Gaza, incluindo mais de duas mil crianças.

Por seu lado, as autoridades israelenses estimam que mais de 1.400 pessoas morreram em seu território, nas mãos do Hamas, a maioria delas civis baleados, mutilados ou queimados no primeiro dia do ataque. Entre os mortos estão mais de 300 soldados.

Durante o ataque surpresa de 7 de outubro, os combatentes islâmicos também fizeram cerca de 220 reféns. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, exigiu nessa segunda-feira a libertação de todos eles para poder discutir uma trégua nesta guerra.

Exército de Israel realiza operações pontuais em terra no norte de Gaza

As Forças Armadas de Israel afirmaram ter feito operações pontuais em terra no norte da Faixa de Gaza durante a madrugada desta segunda-feira (23).

As operações focaram em pontos onde integrantes do Hamas e de outros grupos armados estavam reunidos, mas, segundo Israel, ainda não são a ocupação por terra que o governo do país vem anunciado desde o início da guerra.

Houve ataques de tanques e forças de infantaria, segundo a BBC, para localizar e procurar informações sobre as pessoas desaparecidas e os reféns.

Na semana passada, o ministro da Defesa detalhou pela primeira vez a ocupação que Israel pretende fazer na Faixa de Gaza.

Segundo Yoav Gallam, essa ocupação ocorrerá em três fases e “não durará para sempre”.

“Queremos fazer uma operação em Gaza para deixar de sermos responsável pelo território para sempre”, disse Gallant a parlamentares de Israel durante sessão no Parlamento do país.

As três fases em sua guerra com o Hamas serão:

A primeira delas, já parcialmente em curso, é de ataques aéreos e a ofensiva por terra.
Em um segundo momento, militares focarão em combater “bolsões de resistência” dentro da Faixa de Gaza.
Na terceira fase, segundo o ministro, as tropas se retirarão e Israel criará “um novo regime de segurança” que trará “uma nova realidade para a segurança dos cidadãos de Israel”.

Sergio Massa e Javier Milei vão disputar o 2º turno na Argentina

A apuração dos votos na Argentina chegou a 86%. Os dois candidatos mais bem colocados no primeiro turno foram:

Sergio Massa, com 8,75 milhões de votos, ou 36,29% do total
Javier Milei, com 7,28 milhões de votos, ou 30,19% do total

A apuração de votos ainda não terminou: por enquanto, 90% dos votos foram contados. Acompanhe na cobertura ao vivo a contagem dos votos.

O segundo turno está marcado para acontecer no dia 19 de novembro.

Milei era o favorito para vencer o primeiro turno porque ele havia sido o vencedor das primárias, a votação em que as coligações políticas escolhem seus candidatos.

A coligação de Massa havia ficado em terceiro nas primárias.

Entrada do Hezbollah na guerra será devastadora para o Líbano, diz Netanyahu

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, alertou que se o Hezbollah decidir entrar na guerra, ficará paralisado “com uma força que (ele) nem sequer pode imaginar”.

“E o significado para (o Hezbollah) e para o estado do Líbano será devastador, mas estamos preparados para qualquer cenário”, disse Netanyahu durante uma visita às tropas no norte de Israel neste domingo (22).

Em um vídeo, Netanyahu diz aos militares: “estamos em uma batalha pela vida, uma batalha pelo nosso lar. Isso não é um exagero; esta é a guerra. É ‘ser ou cessar’ — eles deveriam cessar.”

O Hezbollah é um movimento islâmico apoiado pelo Irã e com uma das forças paramilitares mais poderosas do Oriente Médio.

O grupo, que tem a sua base principal na fronteira Israel-Líbano, poderá tornar-se um fator imprevisível na guerra entre o grupo radical islâmico Hamas e Israel e desencadear um conflito regional mais amplo.

A guerra que começou com os ataques terroristas do Hamas a Israel — que, segundo as autoridades israelitas, mataram 1.400 pessoas — já teve amplas ramificações no Oriente Médio e desencadeou divergências diplomáticas e protestos em todo o mundo.

ONU alerta que 120 bebês em incubadoras correm risco de vida por falta de combustível em Gaza

As vidas de 120 bebês em incubadoras estão em risco à medida que se esgota o combustível para os geradores de energia elétrica na Faixa de Gaza, alertou neste domingo (22) o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Os hospitais de Gaza enfrentam a grave falta de medicamentos, combustível e água para os milhares de feridos na guerra e pacientes de rotina.

“Há atualmente 120 recém-nascidos em incubadoras, 70 deles em ventilação mecânica e, claro, estamos muito preocupados”, disse o porta-voz da Unicef, Jonathan Crickx.

A eletricidade é uma grande preocupação nas sete unidades especializadas do enclave que tratam bebês prematuros, ajudando-os a respirar e fornecendo apoio crítico, por exemplo quando seus órgãos ainda não estão suficientemente desenvolvidos.

Israel impôs um “cerco total” ao território após a ofensiva do Hamas, que deixou cerca de 1.400 mortos, a maioria civis, de acordo com autoridades israelenses.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou na quinta-feira (19) que os hospitais não possuem combustível para os geradores, e que cerca de 1.000 pessoas que necessitam realizar diálises também estarão em risco.

Neste fim de semana, caminhões com ajuda humanitária começaram a entrar em Gaza, procedentes do Egito. No sábado (21), entrou o primeiro comboio, com 20 caminhões, mas nenhum com combustível. Neste domingo, entraram mais 17 caminhões com ajuda humanitária, mas ainda não está claro se foi permitido entrar algum veículo com combustível.

Embora Israel tema que o combustível ajude o Hamas, o pouco que resta no território palestino está sendo utilizado em geradores para permitir que os equipamentos médicos continuem funcionando.

Na média, quase 160 mulheres dão à luz todos os dias em Gaza, segundo o Fundo de População da ONU, que calcula que há 50 mil mulheres grávidas no território de 2,4 milhões de habitantes.

Ainda que Israel afirme que direciona os ataques contra alvos do Hamas, as crianças representam uma enorme proporção dos mais de 4.600 mortos registrados pelo Ministério da Saúde palestino.

Famílias inteiras, incluindo mulheres grávidas, morreram nos bombardeios, e todos os dias os pais são vistos carregando os corpos dos seus filhos em envoltórios brancos pela rua.

Número de mortos na guerra entre Israel e o Hamas passa de seis mil

Mais de seis mil pessoas já perderam a vida na guerra entre Israel e o Hamas, que começou no dia 7 de outubro, após ataques do grupo terrorista ao território israelense.

Neste domingo (22), o Ministério da Saúde palestino informou que o número de mortos na Faixa de Gaza subiu para 4.651 vítimas. Destas, 40% seriam crianças.

Em Israel, foram confirmadas em torno de 1,4 mil mortes e mais de 4 mil feridos, a maior parte deles no dia 7.

Nesta madrugada, mais de 50 palestinos foram mortos em ataques aéreos à Faixa de Gaza, segundo autoridades médicas palestinas. Israel tinha avisado que iria intensificar os ataques no norte de Gaza, mas o sul também foi alvo de novos bombardeios.

A ofensiva aconteceu horas depois de Israel pedir mais uma vez que os habitantes de Gaza se deslocassem para o sul da região. Segundo o exército israelense, um dos líderes do Hamas e dezenas de terroristas foram mortos em ataques noturnos em Gaza.

Israel também atualizou o número de reféns sob poder do grupo terrorista – 212. Na sexta-feira (20), as duas primeiras reféns foram libertadas, mãe e filha americanas.

O fim de uma era política na Argentina: o que está em jogo nas eleições presidenciais de domingo

Os eleitores argentinos votam no primeiro turno das eleições presidenciais neste domingo (22). A votação deve marcar um novo momento do país, com uma reconfiguração das principais forças políticas da Argentina.

Segundo Federico Zapata, diretor da consultoria Escenarios, a organização política atual da Argentina teve início em 2003, com a eleição de Nestor Kirchner, e deve ser alterada agora porque nenhum dos candidatos, nem mesmo o que representa o governismo, defende o continuísmo. “É o fechamento de uma época que teve uma série de pilares econômicos, culturais e políticos, e o que está em votação é a forma como vai acabar essa época, se isso será de uma forma mais ou menos radical”, afirma ele.

Além disso, também está em jogo o que deverá acontecer com a economia do país nos próximos 10 ou 15 anos, de acordo com a cientista política Maria Esperanza Casullo, professora da Universidad Nacional de Río Negro.

Em agosto, houve as primárias, que são obrigatórias para todas as coligações. Um dos objetivos dessa votação é tirar do pleito os candidatos nanicos e manter só os que realmente têm chances. Além disso, as primárias são consideradas uma espécie de ensaio para o que deve acontecer no primeiro turno. O resultado deste ano foi quase um empate triplo:

Javier Milei, deputado federal de extrema direita, em primeiro, com 29,86%;
A coligação de Patricia Bullrich, ex-ministra de Segurança de Macri, em segundo com 28%;
A frente política de Sergio Massa, o atual ministro da Economia, em terceiro com 27,27%. 

Os resultados das primárias não foram previstos pelas pesquisas eleitorais. O jornal espanhol “El País” fez uma compilação das pesquisas para o primeiro turno A maioria das pesquisas aponta que Milei deve ficar em primeiro, mas há muita variação — entre as 10 últimas, 7 apontam que Milei fica em primeiro lugar, e 3 dizem que é Massa. A tendência é que a eleição vá para o segundo turno.

O que está em jogo
A reconfiguração das forças políticas
Desde 2003, a política argentina é dividida entre apoiadores e adversários de uma vertente de esquerda do peronismo (ou seja, herdeiros políticos de Juan Domingo Perón, que foi presidente da Argentina três vezes durante o século 20).

Em 2003, o país elegeu o esquerdista Nestor Kirchner. A mulher dele, Cristina, venceu as duas eleições seguintes. O kirchnerismo é considerado a corrente dominante do peronismo nos últimos 20 anos.

Neste período, as eleições presidenciais foram marcadas por disputas entre um kirchnerista e um opositor, geralmente ligado à direita mais tradicional. Um único presidente de direita foi eleito, Maurício Macri, que governou entre 2015 e 2019.

Em 2023 a escolha não é entre um candidato kirchnerista versus um antikirchnerista porque há três candidatos com chances reais de serem eleitos:

O candidato ligado aos Kirchner é Sergio Massa;
Patricia Bullrich é a candidata da direita tradicional;
Javier Milei representa uma nova força política.

Cúpula no Egito para discutir conflito entre Israel e Hamas termina sem declaração final conjunta

No Egito, terminou sem acordo a cúpula de líderes que discutiu caminhos para paz na região do conflito. O Egito, que faz fronteira com Israel e a Faixa de Gaza, convocou e sediou o encontro.

O anfitrião, o presidente Abdel Fattah al-Sisi, condenou o deslocamento forçado de palestinos.

Na semana passada, Israel ordenou que a população do norte da Faixa de Gaza se deslocasse para o sul do território. Al-Sisi não quer que palestinos se instalem na região egípcia do Sinai.

Neste momento, a fronteira do Egito com Gaza está fechada para a circulação de pessoas. O país tem um papel histórico importante: não apenas tem a única fronteira com Gaza não controlada por Israel, mas também foi o administrador do território até 1967.

Outras nações árabes também temem que a ofensiva israelense possa expulsar palestinos para os estados vizinhos, como aconteceu na guerra de 1948, depois da criação de Israel.

O rei Abdullah da Jordânia, lar de muitos refugiados palestinos e seus descendentes, disse que o deslocamento forçado é um crime de guerra.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, que governa a Cisjordânia e não tem relações com o Hamas, que administra a Faixa de Gaza, afirmou: os palestinos não vão deixar suas terras.

O primeiro-ministro da Espanha condenou veementemente os ataques terroristas contra Israel e reconheceu o direito do país de se defender, respeitando as leis internacionais.

“Se a comunidade internacional não agir, a situação pode piorar dramaticamente”, disse Pedro Sánchez.

“Que não se torne um conflito muito mais amplo, numa guerra religiosa, num choque de civilizações”, destacou a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni.

Representando o Brasil, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse que o governo brasileiro defende uma solução multilateral. Na quarta-feira (18), os Estados Unidos vetaram uma resolução apresentada pelo Brasil no Conselho de Segurança da ONU, em Nova York, sobre a guerra.

“A paralisia do Conselho de Segurança está tendo consequências para a segurança e a vida de milhões de pessoas.”