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Número de palestinos mortos em Gaza sobe para 4.385 desde o início da guerra, diz Ministério da Saúde local

Ao menos 4.385 palestinos morreram na Faixa de Gaza desde o início da guerra entre o Hamas e Israel. O balanço foi divulgado neste sábado (21), pelo Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, e aponta ainda que 13.561 pessoas estão feridas no local.

O confronto já dura duas semanas. A Faixa de Gaza tem sido bombardeada por Israel em resposta a um ataque terrorista do Hamas, que ocorreu em 7 de outubro.

Em Israel, foram confirmadas em torno de 1,4 mil mortes e mais de 4 mil feridos, a maior parte deles no dia 7.

Ajuda humanitária atravessa fronteira
A entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza foi autorizada neste sábado, segundo autoridades palestinas. Cerca de 100 caminhões com mantimentos aguardam na passagem de Rafah, na fronteira com o Egito. No entanto, apenas 20 veículos cruzaram o corredor de ajuda e entraram no território.

A Embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém anunciou que a passagem seria aberta por volta das 10h, pelo horário local — 4h, em Brasília. Pouco depois deste horário, emissoras de TV do Egito começaram a exibir imagens de caminhões atravessando a fronteira. Após a passagem dos 20 veículos, o corredor voltou a ser fechado.

Segundo a embaixada norte-americana, a passagem de estrangeiros de Gaza para o Egito deve ser autorizada.

“Não sabemos quanto tempo a fronteira permanecerá aberta para a saída de cidadãos estrangeiros de Gaza”, escreveu em comunicado, acrescentando que os cidadãos dos Estados Unidos que tentarem entrar no Egito por Rafah devem encontrar um ambiente “caótico e desordenado”.

Eleições na Argentina: acompanhe a cobertura no blog

O blog acompanha neste domingo (22) o primeiro turno das eleições presidenciais na Argentina. Os três candidatos com mais chances são Javier Milei, Patricia Bullrich e Sergio Massa.

Como funciona a votação nas Paso:
Ao chegar ao local de votação, o eleitor depara-se com distintas cédulas, cada qual pertencente a sua respectiva coligação política.

O eleitor precisa escolher a cédula do grupo político da predileção dele para votar nas primárias dessa agremiação.

As Paso servem como prévias e também indicam qual será o resultado das eleições, porque ao escolher a cédula da coligação de preferência os eleitores indicam qual vai ser o voto deles na corrida presidencial.

O que dizem as pesquisas:
Os institutos de pesquisas apontam números muito diferentes, o que, de acordo com o consultor Zapata, se deve a uma tendência de apenas pessoas mais ligadas em política responderem com precisão as perguntas.

Na média das pesquisas das consultorisa Atlas Intel e Management&Fit, os números são os seguintes:
• Sergio Massa: 25,85%
• Juan Grabois: 6,9%
• Patricia Bullrich: 19,3%
• Horacio Larreta: 15%
• Javier Milei: 18,55%

Israel não ocupará Gaza ‘para sempre’, diz ministro

A iminente incursão de tropas israelenses na Faixa de Gaza por terra não será uma missão permanente, e Israel não pretende ficar no território “para sempre”, afirmou nesta sexta-feira (20) o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, afirmou nesta sexta-feira (20),

Esta foi a primeira vez que autoridades de Israel falam sobre a duração de uma eventual ocupação de Israel em Gaza.

“Queremos fazer uma operação em Gaza para deixar de sermos responsável pelo território para sempre”, disse Gallant a parlamentares de Israel durante sessão no Parlamento do país.

Gallant disse ainda que Israel espera que haja três fases em sua guerra com o Hamas.

A primeira delas, já parcialmente em curso, é de ataques aéreos e a ofensiva por terra.
Em um segundo momento, militares focarão em combater “bolsões de resistência” dentro da Faixa de Gaza.
Na terceira fase, segundo o ministro, as tropas se retirarão e Israel criará “um novo regime de segurança” que trará “uma nova realidade para a segurança dos cidadãos de Israel”.

Após a conclusão da etapa final, Israel “cessaria sua responsabilidade pela Faixa de Gaza para sempre”, disse o ministro. Ele não especificou como funcionará o novo regime de segurança planejado por seu país.

Gallant disse ainda que as fases acontecerão de forma lenta e gradual. Na quinta-feira (19), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a guerra será “longa”.

Em pronunciamento, Biden compara Putin e Hamas e diz que sucesso de Israel e Ucrânia é vital para segurança dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez um pronunciamento nesta quinta-feira (19) anunciando a necessidade de enviar ajuda financeira para Israel e para a Ucrânia. Durante a fala, que durou cerca de 15 minutos, Biden comparou o Hamas e o presidente russo, Vladimir Putin.

Para Biden, o sucesso de Ucrânia e de Israel em seus respectivos conflitos é vital para a segurança nacional dos Estados Unidos.

Desde 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, os Estados Unidos têm enviado ajuda financeira e militar para Kiev, que tenta recuperar o controle sob territórios ocupados pelo exército do russo.

Já em relação a Israel, Biden visitou o país na quarta-feira (18) e se reuniu com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Os Estados Unidos estão fornecendo suporte militar aos israelenses, que travam uma guerra contra o grupo terrorista Hamas.

Durante o pronunciamento no Salão Oval, Biden afirmou que o mundo vive um ponto de inflexão histórico e, ao citar Israel, disse que os Estados Unidos também estão comprometidos com o povo palestino.

“Os palestinos inocentes querem apenas viver em paz e ter dignidade. (…) O Hamas não representa o povo palestino.”

Depois disso, Biden fez uma ligação entre o conflito no Oriente Médio com a guerra na Ucrânia.

“Hamas e Putin são diferentes, mas tem isso em comum: ambos querem aniquilar democracias vizinhas”, disse Biden.

O presidente norte-americano disse que, diante disso, enviará nesta sexta-feira (20) um pacote inédito e urgente para o Congresso Nacional, requisitando a aprovação de gastos e envio de ajuda para países aliados.

“Não podemos só observar quando há antissemitismo ou islamofobia”, disse Biden. “Devo dizer que somos todos norte-americanos. Não podemos viver com medo.”

A agência Reuters informou que Biden deseja enviar ao Congresso uma proposta para autorizar o envio de US$ 60 bilhões (R$ 303 bilhões) para a Ucrânia e de US$ 14 bilhões (R$ 70 bilhões) para Israel.

O presidente norte-americano também quer que o Congresso aprove investimentos no valor de US$ 10 bilhões para ajuda humanitária, US$ 14 bilhões para segurança de fronteira e US$ 7 bilhões para países do Indo-Pacífico.

Apesar de fazer um pronunciamento para tentar convencer os norte-americanos da necessidade dos gastos, Biden tem outro problema: a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos está sem presidente há 17 dias e, com isso, não pode aprovar o envio da ajuda.

Na sexta-feira (20), os deputados norte-americanos se reunirão novamente para escolher o novo presidente da Casa, que é de maioria republicana.

Jim Jordan, aliado do ex-presidente Donald Trump é um dos favoritos na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados. No entanto, ele já fracassou em duas votações, não conseguindo a quantidade de votos necessária.

Ministro da Defesa de Israel diz que tropas invadirão Gaza por terra em breve

O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, sugeriu para as tropas reunidas na fronteira com Gaza, nesta quinta-feira (19), que deve haver uma invasão à Gaza por terra em breve.

De acordo com o ministério, Gallant garantiu aos soldados israelenses que eles logo verão o território palestino “de dentro”.

“Agora, vocês veem Gaza à distância, [mas] em breve a verão por dentro. O comando virá”, teria dito.

Há dias, o governo de Israel vem afirmando que está se preparando para um ataque por terra à Gaza.

Análise inicial da inteligência dos EUA aponta que explosão de hospital em Gaza foi causada por falha em foguete da Jihad Islâmica

Evidências iniciais coletadas pela inteligência dos EUA sugerem a explosão de um hospital em Gaza foi causada por uma falha no lançamento de um foguete pela Jihad Islâmica, disseram autoridades à CNN.

Entre as evidências coletadas está uma análise da explosão, que sugere que ela tenha sido terrestre, não causada por um ataque aéreo. Não houve nenhuma cratera singular que sugerisse a existência de uma bomba, mas houve extensos danos causados pelo fogo e detritos espalhados, o que é consistente com uma explosão iniciada no nível do solo, segundo a fonte.

Essa análise é um dado que levou as autoridades de inteligência a se inclinarem para avaliar que o ataque ao hospital foi um lançamento de foguete que deu errado.

Ainda assim, a análise da explosão é apenas uma das coisas que está a ser examinada pela comunidade de inteligência, que enviou para a região recursos para o levantamento de informações. Autoridades de inteligência dos EUA não fizeram uma avaliação final e ainda estão reunindo evidências, disseram as autoridades.

O governo dos EUA avalia que Israel “não foi responsável” pela explosão, segundo o Conselho de Segurança Nacional (NSC, na sigla em inglês). Porta-voz do conselho, Adrienne Watson disse que a avaliação foi baseada nos relatórios disponíveis, incluindo “inteligência, atividade de mísseis e vídeos e imagens de código aberto do incidente”.

“Nossa avaliação atual, baseada na análise de imagens aéreas, interceptações e informações de código aberto, é que Israel não é responsável pela explosão no hospital em Gaza ontem”, disse Watson em comunicado.

O NSC fez uma declaração adicional na tarde de quarta-feira, apoiando-se ainda mais em sua avaliação. “A inteligência indica que alguns militantes palestinos na Faixa de Gaza acreditavam que a explosão foi provavelmente causada por um lançamento errôneo de foguete ou míssil realizado pela Jihad Islâmica. Os militantes ainda estavam investigando o que havia acontecido”, disse Watson.

Além da análise da explosão, a avaliação inicial dos EUA baseou-se em imagens aéreas coletadas de satélites norte-americanos e em interceptações de inteligência fornecidas pelos israelenses, segundo autoridades.

Israel permite ajuda humanitária em Gaza pelo Egito

Israel afirmou nesta quarta-feira (18) que permitirá ao Egito entregar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que a decisão foi aprovada após um pedido do presidente dos EUA, Joe Biden.

Mais cedo, Biden já havia dito que Israel concordou em permitir que o Egito envie ajudas humanitárias ao povo de Gaza com a condição de não ser enviada a membros do Hamas.

Horas mais tarde, o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, aceitou abrir a fronteira entre o território egípcio e a Faixa de Gaza para a passagem de 20 caminhões com itens de ajuda humanitária para os palestinos. A fronteira fica em Rafah.

Biden diz que Sisi merece reconhecimento, porque ele aceitou acomodar as demandas de outros países.

Num comunicado, o gabinete de Netanyahu afirmou que “não impedirá” as entregas de alimentos, água e medicamentos, desde que os fornecimentos não cheguem ao Hamas.

O comunicado de Israel não menciona o envio de combustível, item essencial para fazer funcionar os geradores que suprem a falta de energia em Gaza, inclusive em hospitais.

Não estava claro quando a ajuda começaria a fluir. A passagem de Rafah, no Egito, tem apenas capacidade limitada e o país afirma que foi danificada por ataques aéreos israelenses.

Israel, que controla a maioria das passagens para Gaza, afirma que não permitirá entregas a partir do seu território. Também exigiu que a Cruz Vermelha Internacional fosse autorizada a visitar israelenses raptados e mantidos em cativeiro em Gaza.

EUA vetam texto do Brasil sobre guerra Hamas x Israel no Conselho de Segurança da ONU

Os Estados Unidos rejeitaram nesta quarta-feira (18) o texto proposto pelo Brasil no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a guerra entre Hamas e Israel.

Atual presidente rotativo do Conselho de Segurança, o Brasil havia elaborado uma resolução que seria a primeira manifestação formal do órgão da ONU diante do novo conflito no Oriente Médio.

Mas os EUA votaram contra a proposta. Como o país tem poder de veto, o texto foi integralmente reprovado, e agora uma nova versão será elaborada, mas ainda sem prazo, segundo o Itamaraty.

Doze países, entre eles a China, votaram a favor do texto brasileiro. Foram eles:

Brasil;
China;
França
Albânia;
Equador;
Gabão;
Gana;
Japão;
Malta;
Moçambique;
Suíça e
Emirados Árabes Unidos

Dois países – a Rússia e o Reino Unido – se abstiveram, e apenas os Estados Unidos votaram contra.

O texto brasileiro condenava os ataques terroristas do Hamas e cobrava de Israel – sem mencionar o nome do país – o fim do bloqueio à Faixa de Gaza.

O embaixador do Brasil na ONU, Sérgio Danese, criticou o veto dos EUA – há dias, o Itamaraty vinha tentando convencer Washington a apoiar seu texto – e se disse “profundamente triste e decepcionado”.

“Nós trabalhamos intensamente para construir uma posição conjunta, fazendo esforço para acomodar posições diferentes, às vezes opostas”, disse Danese. “Nossa resposta era robusta, e estamos gratos a todos os membros do Conselho que se juntaram a nós e que demonstraram um sincero desejo multilateralismo. Mas, mais uma vez, tristemente o Conselho não conseguiu adotar uma resolução em relação à situação palestina. De novo, o silêncio prevaleceu. Nós estamos profundamente tristes e decepcionados”.

Após a votação, a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas-Greenfield, argumentou que seu país ficou “desapontado” pelo fato de o texto não mencionar o direito de autodefesa de Israel.

‘Tragédia injustificável’, diz Lula sobre ataque a hospital em Gaza que deixou centenas de mortos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como “tragédia injustificável” o ataque a um hospital na cidade de Gaza, no norte da Faixa de Gaza, que deixou centenas de mortos entre pacientes, profissionais de saúde e voluntários nesta terça-feira (17).

Em mensagem publicada nesta quarta, Lula reiterou o apelo para que o confronto entre Israel e o grupo terrorista Hamas, que controla o território de Gaza, não faça mais vítimas entre a população civil.

“O ataque ao Hospital Baptista Al-Ahli é uma tragédia injustificável. Guerras não fazem nenhum sentido. Vidas perdidas para sempre. Hospitais, casas, escolas, construídas com tanto sacrifício destruídas em instantes. Refaço este apelo. Os inocentes não podem pagar pela insanidade da guerra”, escreveu.

O ataque ao hospital Ahli Arab deixou 471 palestinos mortos, segundo dado divulgado pelo Ministério da Saúde da Palestina nesta quarta.

Autoridades israelenses e palestinas trocaram acusações sobre quem teria sido o responsável pela explosão do hospital.

O conflito na região teve início após o Hamas realizar um ataque terrorista em Israel, que, desde então, realiza uma ofensiva militar contra Gaza.

Lula dedicou os últimos dias a conversas com autoridades de outros países a fim de liberar um corredor humanitário entre Gaza e o Egito. Até o momento, a passagem não foi liberada.

‘Parece que foi obra do outro lado, não de vocês’, diz Biden a Netanyahu sobre explosão em hospital de Gaza

Pouco após desembarcar em Israel em um dos momentos de maior tensão no conflito entre o país e o Hamas, Joe Biden, presidente dos EUA, disse que, pelo observado por ele, a explosão do hospital Ahli Arab, em Gaza, parece, nas suas palavras, ter sido “obra do outro lado”.

A declaração foi dada em conversa com Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, nesta quarta-feira (18).

“Segundo o que observei, parece que foi obra do outro lado, não de vocês”, disse Biden . Ele também afirmou que “há muita gente por aí” que não tem essa certeza.

Biden também disse ter se sentido bastante triste e revoltado com o ataque ao hospital.

💭 Contexto: Um bombardeio no hospital Ahli Arab, na Faixa de Gaza, matou centenas de pessoas nesta terça-feira (17). O governo palestino chamou o ataque de genocídio e acusou Israel. Já Netanyahu disse que o ataque foi obra de “terroristas selvagens”, se referindo à Jihad Islâmica. O porta-voz do grupo aliado ao Hamas negou as alegações israelenses.

Após o ataque, o presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, decretou três dias de luto pelo ataque ao hospital. Para a Autoridade Palestina, o ataque foi um massacre.

Desde o dia 7 de outubro, quando o Hamas realizou diversos ataques contra Israel a partir da Faixa de Gaza, mais de 4 mil pessoas morreram e milhares ficaram feridas.

Bombardeio atinge hospital em Gaza e mata centenas de pessoas, diz Ministério da Saúde local

Um bombardeio matou centenas de pessoas em um hospital na Faixa de Gaza nesta terça-feira (17), segundo o Ministério da Saúde local. O órgão é subordinado ao grupo terrorista Hamas, que controla esse território palestino desde 2007.

O Hamas disse que partiu de Israel o ataque contra o hospital Ahli Arab. Localizado na cidade de Gaza, o edifício atendia pacientes e abrigava muitos civis que não tinham onde dormir. 
As Forças de Defesa israelenses, no entanto, alegaram que a explosão foi causada por um foguete lançado pela Jihad Islâmica, grupo terrorista ligado ao Hamas. Segundo essa versão, o alvo original do disparo seria o território de Israel, mas o artefato acabou atingindo o hospital.
A Jihad Islâmica, por sua vez, negou ser responsável pela ação.

Ao longo do dia, o Ministério da Saúde de Gaza chegou a falar em 500 mortos, mas, até a última atualização desta reportagem, não havia um consenso sobre o número de vítimas.

Inicialmente, o órgão publicou um comunicado afirmando que 200 pessoas tinham morrido no bombardeio.
Em um segundo momento, o porta-voz do ministério, Ashraf al-Qidra, deu entrevista a uma TV e disse que o total de vítimas chegava a 500.
Já um porta-voz da Defesa Civil de Gaza afirmou que havia 300 mortos. O chefe do órgão disse que as equipes ficaram sobrecarregadas e não conseguiram atender adequadamente aos chamados de emergência.
Posteriormente, o Ministério da Saúde de Gaza informou, no Telegram, que havia centenas de pessoas mortas, e não 500.

Tanto o Ministério de Saúde quanto a Defesa Civil de Gaza são controlados pelo Hamas. Em nota, o grupo terrorista citou centenas de vítimas sob os escombros. O hospital Ahli Arab é administrado pela Igreja Anglicana e, no sábado (14), já tinha sido atingido por foguetes.

Países e autoridades árabes condenaram o bombardeio desta terça: o Irã, por exemplo, falou em “crime de guerra selvagem”; a Autoridade Nacional Palestina citou “genocídio” e “catástrofe humanitária”; e o Egito definiu o ataque como “uma violação perigosa do Direito Internacional Humanitário”. Atacar hospitais é crime de guerra, segundo o direito internacional.

Os mais recentes conflitos na região começaram em 7 de outubro, quando o Hamas disparou milhares de foguetes contra Israel a partir da Faixa de Gaza (leia mais ao final desta reportagem). Por terra, ar e mar, com motos e parapentes, homens armados invadiram o território israelense pelo sul do país.

Houve relatos de que os invasores mataram pessoas que estavam nas ruas e sequestraram dezenas de israelenses, levados como reféns para Gaza.

As forças de Israel não estavam preparadas para responder, de imediato, ao ataque. No mesmo dia, o governo local declarou guerra ao Hamas. Desde então, morreram 1,4 mil pessoas em Israel e cerca de 3 mil na Faixa de Gaza, território palestino localizado em um estreito pedaço de terra na costa oeste de Israel, na fronteira com o Egito.

Autoridades de Gaza acusam Israel de bombardear hospital, e Israel culpa a Jihad Islâmica

Um bombardeio matou 500 pessoas no hospital Ahli Arab, na cidade de Gaza, na Faixa de Gaza, nesta terça-feira (17), segundo o Ministério da Saúde administrado pelo Hamas.

O Hamas afirma que foi um bombardeio de Israel, e as Forças de Defesa de Israel dizem que a explosão foi causada por um foguete da Jihad Islâmica que foi lançado contra o território israelense, mas que atingiu o hospital na cidade de Gaza. A Jihad Islâmica negou que seja a responsável.

Ainda não há um consenso sobre o número de mortos. O próprio Ministério da Saúde já deu números diferentes: inicialmente, o órgão publicou um comunicado no qual afirmava-se que eram 200, mas, em um segundo momento, o porta-voz da instituição Ashraf al-Qidra deu uma entrevista a uma TV e disse que são 500 mortos.

Já um porta-voz da Defesa Civil afirma que são 300 mortos. O chefe da Defesa Civil disse que as equipes estão sobrecarregadas e não estão conseguindo atender a emergência de forma adequada.

Tanto o Ministério de Saúde como a Defesa Civil são órgãos controlados por Hamas, que domina a Faixa de Gaza.

Muitos civis da cidade que não tinham onde dormir estavam se abrigando no hospital Ahli Arab. O Hamas afirma que a maioria dos mortos no hospital é de pessoas que estavam desabrigadas.

Esse hospital é da Igreja Anglicana. No sábado, o edifício já tinha sido atingido por foguetes.

Em um comunicado, o Hamas afirma que ainda há centenas de vítimas sob os escobros.

Bombardeios de Israel matam um dos comandantes do Hamas em Gaza, diz grupo terrorista

Os bombardeios feitos por Israel ao sul de Gaza na madrugada desta terça-feira (17) mataram um dos comandantes do Hamas em Gaza, afirmou o grupo terrorista.

Segundo o Hamas, Ayman Nofal, um dos nomes mais antigos da cúpula do grupo terrorista, foi morto nos ataques.

Nofal já foi comandante do braço armado do Hamas, e vivia em Gaza desde 2011, quando fugiu de uma prisão do Egito.

As Forças Armadas de Israel afirmam já ter matado outros sete comandantes do Hamas desde o início dos bombardeios em Gaza.

Mas os grandes alvos de Israel são os dois chefes do Hamas: Mohamed Deif, atual comandante do braço armado e Yahia Sinwar, o chefe do Hamas em Gaza.

Já o chefe do braço político do Hamas, Ismael Haniyeh, vive no Catar.

Biden visitará Israel na quarta-feira, diz secretário de Estado

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, irá visitar Israel na quarta-feira (18), informou o secretário de Estado, Antony Blinken. O anúncio foi feito após uma conversa entre o presidente norte-americano e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Segundo o secretário, durante a viagem, Biden se encontrará presencialmente com Netanyahu para reafirmar a solidariedade dos Estados Unidos a Israel.

Blinken anunciou ainda que os dois países concordaram em desenvolver um plano que irá permitir que ajuda chegue aos civis que estão na Faixa de Gaza.

Ainda segundo o secretário de Estado norte-americano, Biden vai coordenar esforços com Israel para libertar os reféns que estão sob poder do Hamas.

Além de Israel, Biden também irá viajar para a Jordânia, onde se encontrará com:

o rei da Jordânia, Abdullah II;
o presidente do Egito, Abdul Fatah Khalil Al-Sisi;
o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.

EUA e Israel concordam em fazer plano de ajuda humanitária para civis em Gaza, diz Blinken

Os Estados Unidos e Israel “concordaram em desenvolver um plano que permitirá que a ajuda humanitária das nações doadoras e das organizações multilaterais chegue aos civis em Gaza”, anunciou o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, nesta terça-feira (17) em Tel Aviv, no horário local.

“É fundamental que a ajuda comece a chegar em Gaza o mais rapidamente possível”, destacou Blinken em declarações em um edifício diplomático dos EUA em Tel Aviv.

O principal diplomata americano observou que o país compartilha “a preocupação de Israel de que o Hamas possa confiscar ou destruir o que entrará em Gaza ou impedir a assistência de chegar às pessoas que necessitam”.

“Se o Hamas impedir de alguma forma que a assistência humanitária chegue aos civis, inclusive apreendendo a própria ajuda, seremos os primeiros a condenar [a ação]. E trabalharemos para evitar que isso aconteça novamente”, destacou.

O secretário afirmou ainda que o acordo para o desenvolvimento do plano foi feito a pedido dos EUA, e que eles “saúdam o compromisso do governo de Israel em trabalhar neste plano”.