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Cercados de bombardeios, grupo de brasileiros abrigados em Gaza recebe ordem para deixar abrigo, diz brasileira

Diante de intensos bombardeios, o grupo de brasileiros na Faixa de Gaza que espera resgate teve de deixar o abrigo onde estavam, uma escola local, por conta de ataques, segundo relatou, em entrevista à Globonews, a adolescente Shahed al-Banna, uma das brasileiras do grupo.

“Estamos muito nervosos. Não durmo há dias. Tem 12 crianças aqui com a gente. Muitas mulheres. Vamos buscar um lugar mais seguro”, relatou al-Banna.

Durante a entrevista, a adolescente, de 18 anos, disse que recebeu ordens do representante da Embaixada de Israel para deixar o abrigo imediatamente.

O grupo será levado para Khan Yunis, na fronteira de Gaza com Egito, para ser hospedado por moradores locais, conforme fontes da diplomacia informaram ao jornalista César Tralli, da TV Globo e GloboNews.

URGENTE: Itamaraty diz que brasileira desaparecida em Israel foi encontrada morta

O embaixador do Brasil em Israel, Frederico Meyer, informou nesta sexta-feira (13) que a carioca Karla Stelzer Mendes, brasileira que estava desaparecida em Israel, foi encontrada morta.

Com isso, são três os brasileiros mortos nos conflitos entre Israel e Hamas. Além de Karla, o gaúcho Ranani Nidejelski Glazer e a carioca Bruna Valeanu também morreram.

Karla Stelzer Mendes, de 41 anos, morava no país com o namorado, brasileiro, e que também morreu. Os dois estavam na rave Universo Parallelo, festa que acontecia no sul do Israel, perto da fronteira com a Faixa de Gaza, e que foi atacada por terroristas do Hamas em 7 de outubro.

A carioca, que tinha cidadania israelense, deixa um filho, de 19 anos, que faz parte do Exército israelense.

Israel dá prazo de 24 horas para palestinos deixarem Cidade de Gaza; Hamas pede que moradores ignore ultimato

O Exército israelense emitiu um aviso pedindo que os moradores da Cidade de Gaza deixem suas casas em direção ao sul da região em até 24 horas. A informação foi confirmada em um vídeo publicado em redes sociais das forças militares do país.

O porta-voz do exército afirmou que a “evacuação é para a própria segurança” dos habitantes da Faixa de Gaza e recomendou que as pessoas só voltem à Cidade de Gaza quando o governo israelense permitir.

Palestinos temem que a ordem seja um indicativo de que o Exército israelense entre por terra em Gaza.

Pouco tempo antes do pronunciamento nas redes sociais do exército, a Organização das Nações Unidas (ONU) disse, em comunicado, que os militares israelenses avisaram que todos os palestinos na região norte da Faixa de Gaza, cerca de 1,1 milhão de pessoas, deveriam migrar para o sul.

No entanto, segundo as informações do Exército, o alerta é apenas para a Cidade de Gaza, que tem 677 mil habitantes.

Israel também afirmou que, nos próximos dias, as operações na Cidade de Gaza serão “significativas” e que os moradores da região não devem se aproximar ou tentar ultrapassar a fronteira.

Segundo a ONU, o comunicado foi enviado pouco antes da meia-noite no horário local. Assim, as 24 horas serão completadas às 18 horas desta sexta-feira (13), no horário de Brasília. A Organização afirmou que já transferiu seu centro de operações centrais para o sul de Gaza.

Salama Marouf, chefe do gabinete de comunicação do Hamas, disse à agência que o aviso é “propaganda falsa, com o objetivo de semear confusão entre os cidadãos e prejudicar a nossa coesão interna” e que orienta os cidadãos palestinos a “não se envolverem nestas tentativas”.

Lula condena ataques terroristas do Hamas e pede corredor humanitário a presidente de Israel

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse no início da noite desta quinta-feira (12) que conversou por telefone com o presidente de Israel, Isaac Herzog, e que fez um apelo para a abertura de um corredor humanitário entre a Faixa de Gaza e o Egito.

Gaza tem sido alvo de bombardeios israelenses desde o fim de semana, após ataques do grupo terrorista Hamas ao território de Israel.

Lula vem mobilizando esforços diplomáticos em prol do corredor humanitário, para que alimentos, água e remédio entrem e Gaza, e para que os civis que queiram sair de lá possam ter caminho livre.

O presidente disse também que argumentou com Herzog que inocentes não podem pagar pela guerra.

“Solicitei ao presidente todas as iniciativas possíveis para que não faltem água, luz e remédios em hospitais. Não é possível que os inocentes sejam vítimas da insanidade daqueles que querem a guerra. Transmiti meu apelo por um corredor humanitário para que as pessoas que queiram sair da Faixa de Gaza pelo Egito tenham segurança”, escreveu Lula em uma rede social.

Na postagem, o presidente incluiu também uma foto sua trabalhando nesta sexta-feira, a primeira desde que fez a cirurgia no quadril.

Pela organização política de Israel, as decisões mais importantes e a maior força administrativa recaem sobre o primeiro-ministro, cargo ocupado por Benjamin Netanyahu. Ao presidente cabe um papel cerimonial e mais simbólico.

A ideia do corredor humanitário será o principal tema da reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), a ser realizada na tarde desta sexta (13). O Brasil exerce a presidência temporária do conselho.

Condenação dos ataques
Lula ainda afirmou que voltou a condenar os ataques do Hamas em Israel. O presidente já havia chamado a ação do Hamas de “terrorista” no fim de semana, quando o grupo terrorista invadiu Israel.

“Reafirmei a condenação brasileira aos ataques terroristas e nossa solidariedade com os familiares das vítimas”, contou o presidente.

Retirada de brasileiros
Na ligação, Lula agradeceu a disposição de Israel pelo apoio na retirada de brasileiros do país.

Desde a terça-feira, voos diários da Força Aérea Brasileira saem da capital, Tel Aviv, trazendo de volta cidadãos do Brasil.

O governo continua negociando uma maneira de retirar 22 brasileiros que estão na Faixa de Gaza. A solução seria a saída pelo Egito, por isso também o apelo pelo corredor humanitário. No momento, o Egito ainda não concordou com a ideia.

Um avião da Presidência da República embarcou nesta quinta (12) para Roma e de lá aguardará autorização para pousar no Egito, a fim de buscar os brasileiros de Gaza.

Brasil envia avião da Presidência para resgatar brasileiros em Gaza

O governo brasileiro envia nesta quinta-feira (12/10) uma das aeronaves da Presidência da República para resgatar os brasileiros que estão na Faixa de Gaza, bombardeada por Israel. O avião foi acionado em caráter de urgência, e decolará da Base Aérea de Brasília ainda na tarde de hoje.

É a sexta aeronave enviada ao Oriente Médio para atuar na repatriação de brasileiros. As outras, porém, foram destinadas a resgatar pessoas de Israel. A VC-2, modelo Embraer 190, tem capacidade para 40 passageiros. Aguardam resgate em Gaza 28 brasileiros.

A aeronave decolará para Roma, Itália, onde vai aguardar a janela de oportunidade para buscar o grupo de brasileiros no Egito. A operação de resgate prevê o transporte dos nacionais, de ônibus, para a cidade de Rafah. O governo egípcio, porém, ainda não autorizou a entrada do grupo pela fronteira, que também está fechada por conta dos bombardeios de Israel.

Operação delicada

O resgate depende das negociações para abertura de corredores humanitários na região, que será tema de reunião emergencial do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) amanhã (13). A expectativa é que a operação só ocorra após o encontro.

A embaixada do Brasil na Palestina já organizou o transporte dos brasileiros em ônibus até a fronteira. Um grupo de 13 pessoas aguarda em uma igreja na Faixa de Gaza, e o governo brasileiro pediu a Israel que não bombardeie o local.

Voo com mais de 200 brasileiros que estavam em Israel chega ao Rio

Mais 214 brasileiros que estavam em Israel durante a guerra do país do Oriente Médio contra o grupo terrorista do Hamas chegaram ao Rio de Janeiro, na madrugada desta quinta-feira (12). O voo da Força Aérea Brasileira (FAB) chegou a Base Aérea do Galeão, na Zona Norte da cidade, às 2h41, depois de 14 horas de viagem.

O avião KC-30 (Airbus A330 200), que decolou às 12h30 de Tel Aviv, trouxe de volta ao país os brasileiros que ficaram retido na cidade de Jerusalém, em Israel, após o início da guerra com o Hamas.

A repatriação faz parte da Operação Voltando em Paz, deflagrada pelo governo federal.

Em coletiva de imprensa, o Itamaraty informou que idosos, grávidas e crianças são os três grupos prioritários no processo de repatriação. O voo que chegou nesta madrugada trouxe três gatos e um cachorro, além das 214 pessoas.

Segundo o Itamaraty, os brasileiros que desejam deixar Israel precisam preencher um formulário de inscrição disponibilizado pela Embaixada do Brasil em Tel Aviv.

Grupo de brasileiros está alojado em escola em Gaza; Brasil avisa Israel para não bombardear

Um grupo de 13 brasileiros está alojado em uma escola católica situada na Faixa de Gaza, enquanto aguarda o retorno para o Brasil. O Escritório de Representação do Brasil em Ramallah, na Cisjordânia, informou nesta quarta-feira (11) que vai avisar ao governo de Israel sobre a presença dessas pessoas, para que a unidade de ensino não seja bombardeada. As forças israelenses iniciaram uma contraofensiva após ter sofrido um ataque de terroristas do Hamas, no último sábado.

Ao todo, 28 brasileiros residentes na Faixa de Gaza aguardam uma operação para serem retirados da área conflagrada e retornar ao Brasil. O grupo inicialmente era formado por 30 pessoas, mas duas desistiram de serem resgatadas.

“A fim de reuni-los e protegê-los, estamos hospedando 13 integrantes do grupo de brasileiros em uma escola católica: Sister Rosary School. Os restantes 15 preferiram aguardar em suas casas. Informaremos Israel deste fato, a fim que o local não seja bombardeado”, afirmou o embaixador Alessandro Candeas, chefe do Escritório de Representação do Brasil em Ramallah.

Celulares sem bateria
Outro fator que torna mais urgente o resgate dos brasileiros em Gaza é que a região está sem energia elétrica, e a bateria dos celulares corre o risco de acabar.

Questionado sobre esse ponto, o embaixador disse que alguns brasileiros estão conseguindo economizar a bateria e ainda podem ser contactados pelo celular.

Premiê de Israel se une a principal opositor e forma governo de emergência com gabinete de guerra

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o líder da oposição, Benny Gantz, anunciaram nesta quarta-feira (11) um governo de emergência de coalizão que passará a governar o país durante os conflitos com o Hamas.

Netanyahu disse ainda que formou um gabinete de guerra.

Gantz é um dos principais adversários político de Netanyahu, que, antes da guerra Hamas x Israel enfrentava a pior crise política de sua carreira, e uma das mais complexas da história de Israel.

“Depois de uma reunião (…) realizada hoje, ambos concordaram em estabelecer um governo de emergência e um gabinete de guerra”, informaram os dois líderes, em um comunicado conjunto.

Outro forte opositor de Netanhyahu, o centrista Yair Lapid, não integra o novo governo, mas estará no gabinete de guerra, segundo o premiê.

Israel ataca única saída de Gaza por terra que Brasil planejava usar para resgatar brasileiros

Israel atacou, na terça-feira (10), a única passagem para fora da Faixa de Gaza, em Rafah, que faz fronteira com o norte do Egito. O Brasil planejava usar a saída para retirar brasileiros da região, segundo o governo.

Os israelenses bloquearam as fronteiras com Gaza após o início de um conflito com o grupo Hamas no sábado (7). Segundo as autoridades, 2,1 mil pessoas já morreram nos ataques deferidos por ambos os lados.

O presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, disse na terça-feira que a escalada em Gaza era “altamente perigosa” e que o Egito estava pressionando com os parceiros regionais e internacionais por uma solução negociada para a violência.

Segundo ele, o país não permitirá que a questão seja resolvida “às custas de outros”. Esta foi uma aparente referência ao risco de que parte dos 2,3 milhões de residentes de Gaza tentem fugir para o Egito.

Há anos, a passagem de pessoas e bens é estritamente controlada sob um bloqueio a Gaza imposto pelo Egito e por Israel.

Na segunda-feira (9), cerca de 800 pessoas deixaram Gaza por Rafah e cerca de 500 pessoas entraram, embora a passagem estivesse fechada para a circulação de mercadorias, afirmou o escritório humanitário das Nações Unidas.