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Rússia indica que dialoga com Ucrânia de acordo com nova ‘realidade’

 (Foto: Pixabay)

Nesta sexta-feira, o governo da Rússia admitiu dialogar com a Ucrânia com base nos acordos de Istambul discutidos com Kiev em março de 2022, desde que leve em conta ‘a nova realidade’ territorial.

Pode se basear, entre outras coisas, nesse documento de Istambul para iniciar as negociações, mas, desde então, houve muitas mudanças, temos novas regiões inscritas na Constituição, o que não existia há dois anos. Mas ainda não vemos nenhuma oportunidade para isso“, disse Dmitri Peskov, porta-voz presidencial do Kremlin, se referindo às regiões que foram anexadas pela Rússia desde que invadiu a Ucrânia.

Segundo a mídia independente russa, a Turquia propôs um projeto de acordo a Moscou e Kiev, que inclui o congelamento das hostilidades e referendos nos territórios ucranianos anexados pela Rússia.

Peskov, além disso, lamentou que Kiev decidiu proibir por decreto qualquer negociação com a Rússia e declarou que o presidente russo, Vladimir Putin, tem expressado repetidamente a vontade de dialogar.

Putin também ironizou as negociações de paz que acontecerão conferência internacional na Suíça e afirmou que a Rússia não foi convidada. A cúpula de alto nível está marcada para junho e tem como objetivo traçar um caminho rumo à paz na Ucrânia. “Além disso, eles acham que não temos nada para fazer lá, mas ao mesmo tempo dizem que é impossível decidir qualquer coisa sem nós. Seria engraçado se não fosse tão triste.“, disse Putin.

A Suíça reconheceu que um processo de paz não pode ocorre sem a participação da Rússia e manifestou esperança de que Moscou possa se juntar ao processo de paz algum dia.

O Kremlin rejeita a fórmula de paz proposta pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, que exige que Moscou retire suas tropas do seu território e das regiões anexadas, incluindo a Crimeia, que ocorreu em 2014, pague compensações à Ucrânia e enfrente ainda um tribunal internacional como condição para as negociações de paz.

A Ucrânia e a maioria da comunidade internacional não reconhecem a anexação das cinco regiões, Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia e a Crimeia, pela Rússia.

Ucrânia pode ficar sem mísseis de defesa se Rússia continuar com bombardeios

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky

O presidente Volodymyr Zelenskiy alertou, em comentários veiculados neste sábado, que a Ucrânia pode ficar sem mísseis de defesa aérea se a Rússia mantiver sua intensa campanha de bombardeios de longo alcance.

O alerta mais contundente do líder ucraniano até agora sobre a deterioração da situação das defesas aéreas do seu país foi dado após semanas de ataques russos contra o sistema de energia e cidades, usando um vasto arsenal de mísseis e drones.

Se eles continuarem atingindo (a Ucrânia) todos os dias da maneira como estão fazendo no último mês, podemos ficar sem mísseis, e os parceiros sabem disso”, afirmou Zelenskiy, em uma entrevista para a televisão ucraniana.

Ele afirmou que a Ucrânia tem estoques de defesa aérea suficientes para lidar com o momento, mas que já estava tendo que tomar decisões difíceis sobre o que proteger.

Ele destacou especialmente a necessidade do sistema de defesa aérea Patriot.

O sofisticado sistema de defesa aérea dos EUA tem sido vital durante os ataques russos com mísseis balísticos ou hiperssônicos que podem atingir alvos em questão de minutos.

Zelenskiy também disse que a Ucrânia não tem munições suficientes para uma contra-ofensiva contra a Rússia, mas começou a receber algumas de parceiros. “Não temos munições para ações contra-ofensivas, como para a defesa – há várias iniciativas e estamos recebendo armas”, disse.

O presidente ucraniano aonda disse que seu país concordaria com um pacote de ajuda dos EUA na forma de um empréstimo “Concordaremos com quaisquer opções”, disse ele, acrescentando que “quanto mais cedo (a ajuda chegar), melhor”.

OTAN afirma que Ucrânia pode contar com apoio a longo prazo

Planejamento inicial da OTAN é assumir parte da coordenação de uma coalizão liderada pelos EUA, chamada de grupo Ramstein (Foto: AFP)

Os ministros das Relações Exteriores da OTAN, que celebrará o 75º aniversário da fundação da aliança, discutem nesta quarta e na quinta-feira o conflito na Ucrânia e a cooperação no Indo-Pacífico, na primeira reunião ministerial que conta com a participação da Suécia.

Em Bruxelas, o secretário-geral da Aliança, Jens Stoltenberg, assegurou que a Ucrânia pode contar com o apoio da OTAN a longo prazo. “Devemos garantir uma assistência de segurança confiável e previsível para a Ucrânia a longo prazo, de modo que dependamos menos de contribuições voluntárias e mais dos compromissos da OTAN. Menos em ofertas de curto prazo e mais em compromissos plurianuais”, declarou.

Stoltenberg disse ainda que foi firmado um compromisso financeiro multianual para Kiev e proposto a criação de um fundo de ajuda de US$ 100 bilhões à Ucrânia. Além disso, os aliados já começaram a projetar novas estruturas e formas de apoio a Kiev. “Hoje não tomamos nenhuma decisão final sobre o formato que vamos implementar, mas concordamos em dar início ao planejamento. A decisão será tomada na cúpula de julho, em Washington. Mas, precisamos mudar a dinâmica de nosso apoio”, disse.

O planejamento inicial da OTAN é assumir parte da coordenação de uma coalizão liderada pelos EUA, chamada de grupo Ramstein, uma medida projetada inclusive para se proteger contra qualquer corte no apoio norte-americano caso Donald Trump ganhe as eleições presidenciais.

Stoltenberg também indicou que os membros concordaram em avançar e começar a planejar um maior envolvimento da OTAN na coordenação da assistência de segurança e treino das forças militares de cada país.

“É essencial que o Reino Unido e a OTAN obtenham mais armas para apoiar a Ucrânia”, defendeu o chanceler britânico David Cameron, acrescentando que todos os países devem gastar mais 2% do PIB na defesa.

Por sua vez, o chanceler ucraniano, Dmytro Kuleba, afirmou que a quantidade de sistemas de defesa aérea fornecidos às forças de Kiev pelos seus aliados é insuficiente. Já o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, alertou hoje que Moscou prepara a mobilização de mais 300 mil tropas russas até junho.

Enquanto isso, a porta-voz das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, após o novo anúncio de apoio da Aliança à Ucrânia, disse que a OTAN regressou à mentalidade da Guerra Fria nas relações com o Kremlin. “Hoje, nas relações com a Rússia, o bloco voltou aos cenários da Guerra Fria. Não há lugar para a Aliança Atlântica num mundo multipolar”, criticou Zakharova.

EUA é contra envio de tropas a Ucrânia

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, reiterou que o presidente norte-americano Joe Biden é contra o envio das suas tropas para a Ucrânia. “Temos de apoiar a Ucrânia, mas evitar uma guerra com a Rússia. Não haverá um único soldado americano em solo ucraniano”, apontou.

8 caminhões com ajuda humanitária devem entrar na Faixa de Gaza pela passagem de Rafah

Oito caminhões com alimentos, remédios e água deverão cruzar para a Faixa de Gaza nesta sexta-feira (27), informou um funcionário das Nações Unidas às agências internacionais de notícias.

O comboio irá se somar aos 12 caminhões com água, alimentos, medicamentos e insumos que atravessaram a passagem de Rafah em direção a Faixa de Gaza na manhã de quinta-feira (26), segundo a Sociedade do Crescente Vermelho Palestino.

“Esperamos mais oito caminhões ou mais hoje”, disse Lynn Hastings, coordenadora humanitária da ONU para o Território Palestino Ocupado, a repórteres em Genebra.

Segundo o organismo, cerca de 74 caminhões com ajuda humanitária já foram autorizados a entrar na Faixa de Gaza desde o início do conflito entre Israel e Hamas, em 7 de outubro.

O fornecimento de combustível, no entanto, segue proibido pelas autoridades israelenses.

Segundo a ONU, seriam necessários que, pelo menos, 100 caminhões entrassem diariamente em Gaza, onde vivem mais de dois milhões de pessoas, para atender a população com alimentos, água e combustível.

Na mesma região onde estão entrando os caminhões, há pessoas que estão aguardando a abertura da fronteira para um corredor humanitário, incluindo brasileiros, que estão em cidades da região sul de Gaza, próximo a Rafah.

A primeira entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza foi autorizada no sábado (21). Cerca de 100 caminhões com mantimentos aguardavam na passagem de Rafah, na fronteira com o Egito. No entanto, apenas 20 veículos cruzaram pela primeira vez o corredor de ajuda e entraram no território.

Sexto avião com 219 brasileiros repatriados de Israel e 11 animais de estimação chega ao Rio

Avião K-30 da Força Aérea Brasileira

O avião da Força Aérea Brasileira (FAB) KC-30 procedente de Tel Aviv, em Israel, pousou na madrugada desta quinta-feira (19) no Rio de Janeiro com 219 brasileiros repatriados da zona de guerra no Oriente Médio. Eles trouxeram 11 animais de estimação no voo. Com isso, chegou a 1.135 o número de brasileiros atendidos pela Operação Voltando em Paz, do governo federal.

De acordo com a lista mais atualizada do Itamaraty, restam 150 brasileiros ainda interessados em deixar a região, sendo cerca de 120 em Israel e cerca de 30 na Faixa de Gaza.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o próximo voo que deve trazer os brasileiros será feito por um KC-30, da FAB, com capacidade para mais de 200 pessoas. Isso vai permitir o transporte de todos os brasileiros em Israel mais 15 estrangeiros da Argentina, do Uruguai, Paraguai e da Bolívia que pediram ajuda ao Brasil para sair da região.

O problema é o grupo de brasileiros na Faixa de Gaza, pois não há previsão para saída de pessoas do enclave palestino. Um avião presidencial já está no Cairo, capital do Egito, aguardando autorização para tirar os brasileiros pela fronteira com o Egito.

“Depende um pouco de uma série de questões. Tanto do lado de Israel, também das autoridades de Gaza, quanto do lado do Egito, para se chegar a um acordo”, destacou o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, nessa quarta-feira (18) em Brasília.

Vieira acrescentou que os guichês de atendimento para sair da Faixa de Gaza são poucos e que existem cerca de 5 mil estrangeiros querendo sair de lá. “Por todas essas questões práticas ainda não foram abertas as passagens e não pôde haver a saída dos brasileiros e dos outros nacionais”, acrescentou.

Cercados de bombardeios, grupo de brasileiros abrigados em Gaza recebe ordem para deixar abrigo, diz brasileira

Diante de intensos bombardeios, o grupo de brasileiros na Faixa de Gaza que espera resgate teve de deixar o abrigo onde estavam, uma escola local, por conta de ataques, segundo relatou, em entrevista à Globonews, a adolescente Shahed al-Banna, uma das brasileiras do grupo.

“Estamos muito nervosos. Não durmo há dias. Tem 12 crianças aqui com a gente. Muitas mulheres. Vamos buscar um lugar mais seguro”, relatou al-Banna.

Durante a entrevista, a adolescente, de 18 anos, disse que recebeu ordens do representante da Embaixada de Israel para deixar o abrigo imediatamente.

O grupo será levado para Khan Yunis, na fronteira de Gaza com Egito, para ser hospedado por moradores locais, conforme fontes da diplomacia informaram ao jornalista César Tralli, da TV Globo e GloboNews.

Chefe da ONU diz estar preocupado com relatos de ataques vindos do Líbano

António Guterres | | ONU News

O secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, disse nesta quarta-feira que está preocupado com relatos de ataques a Israel vindos do sul do Líbano.

“Apelo a todos os partidos, e àqueles que têm influência sobre esses partidos, para evitarem qualquer nova escalada e repercussões”, disse ele aos jornalistas.

Já o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, disse que, embora Israel tenha o direito de se defender contra ataques, ele espera que a resposta ao ocorrido no norte não escale a guerra. Aos repórteres, ele diz ser importante evitar que morram novos inocentes.