No Egito, terminou sem acordo a cúpula de líderes que discutiu caminhos para paz na região do conflito. O Egito, que faz fronteira com Israel e a Faixa de Gaza, convocou e sediou o encontro.
O anfitrião, o presidente Abdel Fattah al-Sisi, condenou o deslocamento forçado de palestinos.
Na semana passada, Israel ordenou que a população do norte da Faixa de Gaza se deslocasse para o sul do território. Al-Sisi não quer que palestinos se instalem na região egípcia do Sinai.
Neste momento, a fronteira do Egito com Gaza está fechada para a circulação de pessoas. O país tem um papel histórico importante: não apenas tem a única fronteira com Gaza não controlada por Israel, mas também foi o administrador do território até 1967.
Outras nações árabes também temem que a ofensiva israelense possa expulsar palestinos para os estados vizinhos, como aconteceu na guerra de 1948, depois da criação de Israel.
O rei Abdullah da Jordânia, lar de muitos refugiados palestinos e seus descendentes, disse que o deslocamento forçado é um crime de guerra.
O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, que governa a Cisjordânia e não tem relações com o Hamas, que administra a Faixa de Gaza, afirmou: os palestinos não vão deixar suas terras.
O primeiro-ministro da Espanha condenou veementemente os ataques terroristas contra Israel e reconheceu o direito do país de se defender, respeitando as leis internacionais.
“Se a comunidade internacional não agir, a situação pode piorar dramaticamente”, disse Pedro Sánchez.
“Que não se torne um conflito muito mais amplo, numa guerra religiosa, num choque de civilizações”, destacou a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni.
Representando o Brasil, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse que o governo brasileiro defende uma solução multilateral. Na quarta-feira (18), os Estados Unidos vetaram uma resolução apresentada pelo Brasil no Conselho de Segurança da ONU, em Nova York, sobre a guerra.
“A paralisia do Conselho de Segurança está tendo consequências para a segurança e a vida de milhões de pessoas.”


