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Lula: “Se Alexandre de Moraes é culpado, ele tem que pagar; se Mendonça é culpado, tem que pagar”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, defendeu nesta quinta-feira (10) a abertura completa dos sigilos relacionados às investigações do caso Banco Master. Segundo ele, a medida é necessária diante do que chamou de vazamentos seletivos e da crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar disso, o chefe do Palácio do Planalto elogiou o presidente do STF, Edson Fachin, por “colocar ordem na Casa” — numa referência às últimas decisões do ministro.

Não se pode brincar com as pessoas, mentir sobre as pessoas. Já que vai haver vazamentos seletivos, tem que fazer a abertura de sigilo de todo mundo, para ver se a Corte recupera sua credibilidade”, disse em sabatina do SBT Brasil.

Lula afirmou que o caso deve ser apurado de forma ampla e que todas as informações relevantes precisam ser divulgadas, “doa a quem doer”. Em seguida, o petista citou especificamente as últimas decisões de Fachin.

“Eu estou satisfeito que o Fachin começou a colocar ordem na casa”, disse. “Ainda falta apurar. Quem é culpado de verdade? Se o Alexandre de Moraes é culpado, ele tem que pagar. Se o Mendonça é culpado, ele tem que pagar. Se o Fachin é culpado, tem que pagar. Todo mundo tem que estar à disposição do cumprimento da Constituição. A lei acima de tudo e a verdade soberana”, emendou.

Entenda a crise no STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) atravessa uma crise interna que começou após a divulgação de mensagens do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, com o ministro Alexandre de Moraes.

As conversas foram divulgadas quando o também ministro do STF André Mendonça retirou o sigilo do processo que continha informações extraídas do celular de Vorcaro, incluindo mensagens enviadas a um contato salvo como “Alexandre de Moraes Brasília”, atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes. Mendonça encaminhou o relatório à PGR e defendeu que o caso fosse analisado pelo plenário do Supremo.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também mencionado nas conversas, pediu a anulação do documento e questionou a forma como Mendonça conduziu o procedimento. No dia seguinte, veio a público que o próprio Mendonça havia se encontrado com Vorcaro em março de 2025. O ministro confirmou o encontro, realizado no Instituto Iter, entidade fundada por ele, mas defendeu sua isenção nas investigações.

A tensão aumentou quando Moraes pediu que Mendonça fosse investigado por suspeitas de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Moraes acusou o colega de direcionar investigações por razões pessoais e políticas e de determinar a produção ilegal de provas contra ele. Mendonça, por sua vez, passou a questionar a atuação da Polícia Federal e afirmou ter sido monitorado ilegalmente pela corporação.

A crise chegou ao comando da PF em 8 de setembro, quando Mendonça determinou o afastamento cautelar do diretor-geral Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. No dia seguinte, Flávio Dino suspendeu os afastamentos e questionou a possibilidade de Mendonça decidir sozinho sobre documentos nos quais ele próprio era mencionado.

Diante das decisões conflitantes, o presidente do STF, Edson Fachin, interveio. Fachin suspendeu as determinações de Mendonça e Dino, manteve os dois dirigentes da PF nos cargos e convocou uma sessão extraordinária do plenário para 15 de setembro. Também determinou que procedimentos com potencial para investigar ministros do Supremo sejam previamente encaminhados à Presidência da Corte.

Fachin é pressionado a fazer sessão fechada em julgamento de Moraes

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, tem sido pressionado a realizar uma sessão fechada para a análise, na próxima terça-feira (15), do pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

O objetivo seria não expor publicamente, por meio de transmissão televisiva, eventuais desavenças e discussões entre os ministros, — principalmente Moraes e André Mendonça.

Além disso, o argumento do grupo favorável a Moraes é de que uma transmissão televisiva pode aumentar a pressão popular magistrados a votarem a favor da investigação.

São citados, por exemplo, os casos dos ministros Kassio Nunes Narques e Carmen Lúcia, que costumam ser mais sucetíveis à opinião pública em seus votos.

Fachin, porém, ainda não tomou uma decisão. Ele sinalizou que fechar a sessão pode, na verdade, passar uma impressão negativa de que a Suprema Corte não está aberta à transparência.

Hoje, o placar da votação marcada para terça-feira (15) é inconclusivo. A expectativa é de que o ministro Dias Toffoli se declare impedido, já que também é suspeito de envolvimento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

No STF, há ainda a aposta de que um dos ministros possa pedir vista com o objetivo de jogar uma análise do episódio para depois do período eleitoral deste ano, assim como fez Gilmar Mendes na análise do afastamento do delegado-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Moraes planeja fazer um pronunciamento na próxima segunda-feira (14), véspera do julgamento. O objetivo é se defender das suspeitas e reafirmar que nunca teve envolvimento pessoal com Vorcaro.

Dino proíbe Mario Frias de sair do Brasil sem autorização

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que os 29 alvos de mandados de busca e apreensão na operação Meak Up, desta quinta-feira (10), não poderão sair do país sem autorização. A decisão do magistrado também proíbe que os investigados se comuniquem entre si.

Entre os atingidos pela medida estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), assessores ligados a seu gabinete e a empresária Karina Gama, responsável pela produção do filme “Dark Horse” sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A CGU (Controladoria-Geral da União) identificou indícios de irregularidade na destinação de R$ 2 milhões em repasse por emenda parlamentar de Mario Frias.

A PF investiga se uma parcela do valor total não teria comprovação de utilização, por meio de nota fiscal, pela produtora do filme “Dark Horse”. Essa suspeita foi o que levou à autorização do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), da operação de busca e apreensão contra o parlamentar nesta manhã.

A força policial cumpre 49 mandados de busca e apreensão contra nomes ligados ao financiamento do filme. Os mandados da operação estão sendo cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.

As investigações apontam a existência de uma “organização criminosa formada por agentes públicos e privados”, que é suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular e sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados.

O financiamento do filme “Dark Horse” é alvo de dois inquéritos no STF. Um deles é relatado pelo ministro André Mendonça e o outro, que mira o possível direcionamento de emendas, tem Dino como relator.

Em março, Dino determinou que Mario Frias prestasse esclarecimentos sobre uma emenda parlamentar de R$ 2 milhões destinada ao Instituto Conhecer Brasil, ONG ligada à produtora do filme “Dark Horse”. Dino mandou o deputado prestar informações sobre “possíveis irregularidades” na execução dos recursos.

O parlamentar é produtor executivo do longa e ex-secretário de Cultura na gestão Bolsonaro. Em manifestação enviada ao Supremo, em maio, Frias negou irregularidades e afirmou que os recursos tiveram fim social.

A Polícia Civil de São Paulo também realizou, em junho, operação contra a produtora do filme “Dark Horse”, a Go UP Entertainment. A ação da Polícia Civil mirou suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos. Após determinação de Dino, a Polícia Civil compartilhou com o STF os dados obtidos na operação.

A CNN procurou a assessoria de Mario Frias sobre a operação da PF realizada nesta quinta e aguarda resposta. A reportagem também tenta contato com Karina Gama.

Gastos com filme ‘Dark Horse’ coincidem com envio de emendas de Mario Frias para produtora, aponta PF

A Polícia Federal apontou uma coincidência entre movimentações financeiras envolvendo a Go Up Entertainment, empresa responsável pelo filme “Dark Horse” — cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro —, e o envio de recursos de emendas parlamentares pelo deputado federal Mario Frias (PL-RJ) a ONGs chefiadas por Karina Ferreira da Gama, produtora do filme.

O Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina, recebeu R$ 2 milhões em recursos de duas emendas parlamentares de autoria do parlamentar. O relatório da PF, que teve o sigilo retirado nesta quinta-feira (10), trata de suspeitas de desvios desses recursos.

A TV Globo entrou em contato com Mario Frias e com a defesa de Karina Gama, mas ainda não obteve resposta.

No relatório, investigadores destacam a natureza das despesas custeadas pela produtora no período do repasse do dinheiro. Apontam suspeitas de que verbas públicas podem ter sido usadas para custear hospedagem em hotel de alto padrão, refeições e pagamentos a outras produtoras ligadas ao filme (entenda mais abaixo).

O relatório da PF faz parte da decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou uma operação nesta quinta para o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra Frias, Karina e outros investigados.

Entre as organizações alvos de mandados estão o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC), ambos presididos por Karina Gama. Ela também é dona da produtora Go Up Entertainment, responsável pela produção da cinebiografia “Dark Horse”.

O filme “Dark Horse” (termo em inglês para “azarão”) passou a ser alvo de investigações após reportagens revelarem que a produção teria sido financiada por Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. Ele está preso em Brasília.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) admitiu ter intermediado as negociações e cobrado pagamentos de Vorcaro — que chegou a repassar cerca de R$ 61 milhões ao projeto antes de ser preso.

Movimentações financeiras

A PF analisou as movimentações financeiras da produtora e identificou que a Go Up Entertainment, responsável pelo filme, movimentou R$ 19.033.071 entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025, segundo a investigação.

Nesse período, a empresa recebeu valores de diferentes remetentes, entre eles o próprio deputado federal Mario Frias.

Segundo a PF, o filme foi gravado em São Paulo entre 20 de outubro e 7 de dezembro de 2025. O período coincide, em parte, com as movimentações financeiras analisadas pelos investigadores, realizadas entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025.

Nesse sentido, segundo fontes abertas, o filme foi gravado justamente em São Paulo, entre 20 de outubro e 07 de dezembro de 2025. Assim, chama a atenção a coincidência temporal das gravações com o período da referida comunicação (10/11/2025 a 30/12/2025), bem como a natureza das despesas, que envolvem hotel de alto padrão e refeições, além de despesas com produtoras“, diz o relatório da PF.

A movimentação financeira também chamou a atenção dos investigadores porque, no mesmo período, uma empresa identificada como NTT Brasil, de Heric Dias, transferiu R$ 750 mil para a Go Up Entertainment.

O valor é próximo dos R$ 700 mil recebidos pela Dinâmica Editora e pelo Instituto Super Poder Educacional, empresas do mesmo grupo empresarial, por meio do Instituto Conhecer Brasil (ICB), que receberam recursos de emendas parlamentares.

Com isso, a PF aponta indícios de que recursos originalmente destinados a contratos executados pelo ICB tenham sido repassados, por meio de contratações com indícios de fraude, a empresas ligadas ao grupo de Heric Dias. Posteriormente, segundo os investigadores, esses valores podem ter chegado à Go Up Entertainment por meio de uma transferência feita pela NTT Brasil.

Pagamentos feitos por Mario Frias

Outro ponto destacado pela investigação é uma transferência de R$ 645,4 mil feita pelo próprio deputado Mario Frias para a Go Up Entertainment. No entanto, a PF aponta que os rendimentos mensais do parlamentar são de R$ 44.008,52.

Destaca-se, ainda, o envio de R$ 645.400,00 para a Go Up pelo próprio Deputado Federal Mário Frias, cujos rendimentos mensais alcançam a monta de R$ 44.008,52, colocando em questão o lastro financeiro para dar suporte às transferências feitas para a pessoa jurídica de Karina Gama no curto espaço de menos de sessenta dias“.

Ou seja, a PF questiona se o deputado teria recursos suficientes para justificar as transferências feitas para empresas ligadas a Karina Gama em um período de menos de 60 dias.

O ex-marqueteiro do candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, enviou um repasse de R$ 1 milhão para a Go Up Entertainment.

O relatório do Coaf reproduzido na decisão do ministro Flávio Dino afirma que a empresa movimentou R$ 19 milhões no período analisado, sendo R$ 8,9 milhões a crédito e R$ 10 milhões a débito. Entre os principais repasses estão Marcello e o deputado Mario Frias.

Lopes atuava nos bastidores da pré-campanha. Ele deixou a equipe em meio às críticas à reação da campanha após a divulgação de mensagens e notícias sobre um encontro de Flávio com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O episódio aumentou a pressão sobre a equipe de comunicação.

Outras emendas

A Polícia Federal (PF) aponta que, além do deputado federal Mario Frias, os parlamentares Marcos Pollon (PL-MS) e Bia Kicis (PL-DF) também assinaram emendas parlamentares para uma organização presidida por Karina Ferreira da Gama, dona da produtora do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A Academia Nacional de Cultura (ANC), outra organização também presidida por Karina Gama, foi indicada como beneficiária de R$ 1 milhão em emendas destinadas por Marcos Pollon; e R$ 150 mil destinadas por Bia Kicis. Esses valores, porém, não foram efetivamente pagos.

A PF destaca que Marcos Pollon é eleito pelo Mato Grosso do Sul, e Bia Kicis pelo Distrito Federal. As emendas analisadas, porém, foram destinadas ao estado de São Paulo.

Essa diferença entre o estado pelo qual os parlamentares foram eleitos e o local que recebeu os recursos, segundo os investigadores, pode indicar descumprimento das regras que exigem uma relação entre a origem da emenda e o estado beneficiado.

Operação ‘Make Up’

O ministro Flávio Dino autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Make Up, realizada conjuntamente pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU).

A ação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.

Dino é o responsável por autorizar esse tipo de ação porque ele é o relator de processos no Supremo que investigam irregularidades no repasse desses recursos públicos, enviados por parlamentares para suas bases eleitorais.

Além do cumprimento de mandados de busca e apreensão, o ministro também determinou a aplicação de medidas cautelares contra o deputado federal Mario Frias, proibindo o parlamentar de deixar o país e de manter qualquer contato com os demais investigados no inquérito que apura desvios de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares.

PoderData/Aya: Flávio tem 47% no 2º turno; Lula, 45%

Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (10) aponta igualdade entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno na disputa ao Palácio do Planalto.

Flávio tem 47% e Lula, 45%. Com margem de erro de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, há empate técnico entre os dois.

Em comparação ao último levantamento, Flávio oscilou dois pontos percentuais para cima e Lula, um.

Augusto Cury

O instituto também testou o desempenho do atual presidente contra Augusto Cury (Avante).

Cury tem 44% e Lula, 43%. Eles também estão em empáte técnico. Os votos brancos e nulos são 11%, e os indecisos, 2%.

Já contra Flávio, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tem 43% e o escritor, 36%. Brancos e nulos ficam em 20%. Os que não sabem somam 2%.

Metodologia

Foram ouvidas 3.000 pessoas em 623 municipios nas 27 unidades da Federação entre os dias 6 e 9 de setembro. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04914/2026.

PF encontra sete armas em endereço ligado a advogado de Mario Frias

A PF (Polícia Federal) encontrou sete armas de fogo em endereço ligado ao advogado do deputado federal Mario Frias (PL-SP). Ao todo, na operação da Polícia Federal desta quinta-feira (10), foram identificadas cinco pistolas, uma espingarda e um fuzil. Investigadores ainda apuram em nome de quem as armas estão registradas.

Mario Frias está proibido de deixar o Brasil por ordem judicial. A CGU (Controladoria-Geral da União) identificou indícios de irregularidade na destinação de R$ 2 milhões em repasse por emenda parlamentar pelo deputado federal.

A suspeita é de que parcela do valor total não teria comprovação de utilização, por meio de nota fiscal, pela produtora do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A operação desta terça-feira (10) contra Frias e outras 28 pessoas foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Dark Horse: CGU apura irregularidade em repasse de R$ 2 milhões

A CGU (Controladoria-Geral da União) identificou indícios de irregularidade na destinação de R$ 2 milhões em repasse por emenda parlamentar pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP).

A suspeita é de que parcela do valor total não teria comprovação de utilização, por meio de nota fiscal, pela produtora do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A suspeita foi o que levou à autorização do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), da operação de busca e apreensão contra o parlamentar nesta quinta-feira (10).

A força policial cumpre nesta manhã 49 mandados de busca e apreensão contra nomes ligados ao financiamento do filme, entre eles Karina Gama, dona da produtora responsável pela produção do filme.

Os mandados da operação Make Up, realizada em parceria com a CGU, estão sendo cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.

As investigações apontam a existência de uma “organização criminosa formada por agentes públicos e privados”, que é suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular e sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados.

O financiamento do filme “Dark Horse” é alvo de dois inquéritos no STF. Um deles é relatado pelo ministro André Mendonça e o outro, que mira o possível direcionamento de emendas, tem Dino como relator.

Em março, Dino determinou que Mario Frias prestasse esclarecimentos sobre uma emenda parlamentar de R$ 2 milhões destinada ao Instituto Conhecer Brasil, ONG ligada à produtora do filme “Dark Horse”. Dino mandou o deputado prestar informações sobre “possíveis irregularidades” na execução dos recursos.

O parlamentar é produtor executivo do longa e ex-secretário de Cultura na gestão Bolsonaro. Em manifestação enviada ao Supremo, em maio, Frias negou irregularidades e afirmou que os recursos tiveram fim social.

A Polícia Civil de São Paulo também realizou, em junho, operação contra a produtora do filme “Dark Horse”, a Go UP Entertainment. A ação da Polícia Civil mirou suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos. Após determinação de Dino, a Polícia Civil compartilhou com o STF os dados obtidos na operação.

A CNN procurou a assessoria de Mario Frias sobre a operação da PF realizada nesta quinta e aguarda resposta. A reportagem também tenta contato com Karina Gama.

Dom Limacêdo anuncia nomeações e transferências no clero da Diocese de Afogados da Ingazeira

O bispo diocesano de Afogados da Ingazeira, Dom Limacêdo Antônio da Silva, anunciou, durante o programa Encontro de Fé, nesta quinta-feira (10), novas nomeações e transferências no clero diocesano.

Entre as mudanças, o Pe. Lucas Emmanuel foi nomeado administrador paroquial da Paróquia Nossa Senhora das Dores, em São José do Belmonte.

O Pe. Alison Maciel assumirá como pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Flores.

O Pe. Adenildo Santos foi nomeado vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, em Tabira, enquanto o Pe. Juacir Delmiro será vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Solidão.

Já o Pe. Cícero André foi nomeado administrador paroquial da Área Pastoral São Sebastião, em Ibitiranga.

Durante o programa, Dom Limacêdo também anunciou que o Pe. Gutembergue Lacerda ficará afastado de suas atividades para tratamento.

As mudanças fazem parte das decisões do governo pastoral da Diocese de Afogados da Ingazeira para o atendimento às comunidades e paróquias do território diocesano.

Fachin convoca plenário do STF para analisar decisão de Mendonça sobre suposta relação de Moraes com Vorcaro

  • O presidente do STF, Edson Fachin, convocou o plenário para analisar na terça-feira (15) o relatório da PF sobre suposta relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

  • Na sessão, os ministros vão discutir a validade do documento da PF feito a pedido do ministro André Mendonça.

  • O relatório da PF, tornado público na terça-feira (1º), revelou 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes.

  • A crise no STF envolvendo Mendonça e Moraes começou a partir de decisões nas investigações sobre o Banco Master.

PF manda intimar Galípolo, Campos Neto e André Esteves para dar depoimentos sobre Banco Master

A Polícia Federal (PF) determinou a intimação do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo e do ex-presidente da instituição Roberto Campos Neto sobre a fiscalização do Banco Master.

O ofício foi assinado em 3 de agosto. Também foi chamado para depor o atual diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos e o dono do BTG Pactual André Esteves.

Segundo o ofício, todos prestarão depoimento na condição de testemunhas, com o compromisso legal de falar a verdade.

Mendonça homologa delação de empresário responsável por pagamentos a fundo que bancou ‘Dark Horse’

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou nesta quarta-feira (9) o acordo de delação premiada de Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como “Mineiro”.

A decisão está sob sigilo.

Mineiro é dono da Entre Investimentos, a empresa que, a mando do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fez repasses para o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A delação premiada, ou colaboração premiada, é um meio de obtenção de provas nas investigações criminais. Nesse recurso, o investigado se dispõe a cooperar com o processo e a investigação. Em troca, o Estado pode dar benefícios a ele.

O empresário afirmou em sua delação — assinada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) em 8 de agosto — que era responsável por “gerar” dinheiro vivo para a equipe de Vorcaro. O dinheiro era entregue em malas e, segundo ele, seria usado para pagamentos de propina.

Mineiro disse ainda que fez sete repasses, a título de “subscrições de cotas”, para o fundo Havengate nos Estados Unidos. As transações foram feitas de janeiro a setembro de 2025 e totalizaram US$ 12,333 milhões. Pela cotação de setembro de 2025, esse valor equivalia a R$ 62,8 milhões.

A subscrição de cotas é um processo em que um fundo emite novas cotas para aumentar seu patrimônio, recebendo aporte de investidores. Os valores foram pedidos a Vorcaro pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), hoje candidato à Presidência.

Fachin tira Moraes do inquérito das Fake News e assume relatoria

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, decidiu nesta quarta-feira (9) retirar o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do chamado inquérito das Fake News e assumir a condução da investigação.

A mudança foi formalizada por meio de uma portaria assinada nesta quarta e comunicada pelo Supremo em nota à imprensa. Fachin revogou a designação de Moraes para conduzir o inquérito, feita em 2019 pelo então presidente da Corte, Dias Toffoli.

A decisão preserva os atos praticados por Moraes durante o período em que esteve à frente do caso. Segundo o STF, ações penais ligadas ao inquérito que já tiveram denúncia recebida continuarão seguindo normalmente.

O inquérito das Fake News foi aberto de ofício pelo Supremo em março de 2019 para investigar notícias fraudulentas, ameaças e ataques contra integrantes da Corte. Moraes foi escolhido relator por Toffoli sem sorteio, modelo que depois foi validado pelo plenário do STF.

A mudança ocorre cinco dias depois de Fachin defender publicamente o encerramento da investigação. Na última sexta-feira (4), o presidente do Supremo afirmou que os acontecimentos recentes reforçavam a “urgência” de pôr fim ao procedimento, aberto há mais de sete anos.

Fachin suspende decisão de Mendonça que afastou Andrei Rodrigues da PF e decisão de Dino que reintegrou diretor

O ministro Edson Fachin suspendeu nesta quarta-feira (9) a decisão de André Mendonça que afastou a cúpula da PF. Ele também barrou a reintegração determinada por Flávio Dino.

Em 1 de setembro, André Mendonça retirou o sigilo de mensagens que citavam Alexandre de Moraes. Em resposta, o ministro Moraes pediu a investigação de Mendonça a Fachin.

Na terça-feira (8), Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A Advocacia-Geral da União recorreu a Fachin para suspender a decisão.

Nesta quarta-feira (9), o ministro Flávio Dino ordenou a reintegração do diretor-geral da corporação. Ele atendeu a um recurso da defesa de Andrei contra o afastamento.

Prefeito de Salgadinho, no Agreste pernambucano, é preso em operação do MPPE

O prefeito de Salgadinho, Jeosadaque Barbosa Salgado, conhecido como Joia, foi preso na manhã desta quarta-feira (9), durante a Operação Dinastia, deflagadra pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público do Estado de Pernambuco (MPPE). A sua esposa, a presidente da Câmara Municipal de Salgadinho, Elane Barbosa de Lima Salgado, foi afastada do cargo.

A operação visa desarticular uma organização criminosa voltada à prática de crimes contra a administração pública em Salgadinho, município do Agreste pernambucano.

De acordo com o MPPE, durante o cumprimento dos 17 mandados de busca e apreensão em Salgadinho, Passira e Carpina, o prefeito de Salgadinho foi preso em flagrante por tentativa de obstrução da investigação e lavagem de dinheiro.

Na residência do chefe do executivo de Salgadinho foram contabilizados cerca de 580 mil reais em espécie. Em um segundo alvo, foram apreendidos aproximadamente 167 mil reais em espécie e, 165 mil, em cheques.

Além da busca e apreensão, foi determinada judicialmente, a pedido do MPPE, a indisponibilidade de bens imóveis do líder da organização criminosa e afastamento de cargos públicos de dois investigados: o prefeito de Salgadinho e a presidente da Câmara Municipal de Salgadinho, esposa do prefeito.

TRE-PE manda suspender propagandas de Clarissa e Júnior Tércio por participação cruzada

A Justiça Eleitoral determinou a suspensão de duas propagandas eleitorais de Clarissa Tércio (PP), candidata a deputada federal, e Pastor Júnior Tércio (PP), candidato a deputado estadual, após identificar irregularidades na participação cruzada entre as campanhas.

A decisão liminar foi proferida pelo desembargador eleitoral Paulo Augusto de Freitas Oliveira, do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), em representação apresentada pela candidata a deputada federal Liana Cirne (PT).

A ação questionou inserções exibidas nos dias 28 de agosto e 1º de setembro, nas quais Clarissa Tércio participou da propaganda de Júnior Tércio e, posteriormente, o candidato a deputado estadual apareceu na propaganda destinada à campanha da esposa.

Segundo a decisão, embora a situação não se enquadre tecnicamente como “invasão de horário”, por se tratar de duas candidaturas proporcionais, a legislação permite a participação de apoiadores, mas limita essa presença a 25% do tempo de cada programa ou inserção.

Na propaganda de Júnior Tércio, veiculada em 28 de agosto e destinada à disputa por uma vaga de deputado estadual, Clarissa apareceu em uma peça de 30 segundos e proferiu 17 das 63 palavras faladas individualmente pelos candidatos. O TRE-PE calculou que a participação correspondeu a aproximadamente oito segundos, ou 27% do tempo de fala individual, acima do limite de 7,5 segundos estabelecido para apoiadores.

Além da participação acima do limite, a decisão apontou que o nome e o número de urna de Clarissa Tércio foram exibidos de forma destacada na peça destinada à candidatura estadual. Para o desembargador, a forma de apresentação ultrapassou o caráter de mero apoio e configurou, em tese, promoção direta da candidatura da deputada federal em espaço eleitoral destinado à disputa estadual.

Já na propaganda de Clarissa Tércio, exibida em 1º de setembro no horário destinado à candidatura de deputado federal, a participação de Júnior Tércio foi considerada ainda mais significativa. Segundo o TRE-PE, o candidato estadual falou 30 das 71 palavras da inserção, correspondendo a 42,3% do tempo, ou aproximadamente 12,5 segundos de uma peça de 30 segundos. Clarissa, por sua vez, falou 24 palavras, equivalentes a 33,8% do tempo.

A decisão também destacou que Júnior Tércio teve seu nome e número de urna exibidos em destaque. Para o magistrado, a participação do apoiador assumiu caráter de protagonismo indevido, contrariando a regra que estabelece limite de 25% para esse tipo de presença na propaganda eleitoral.