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Datafolha: Marília tem 18% para o Senado em PE; Humberto, 16%; Mendonça, 12%; Eduardo, 10%

Marília Arraes (PDT) aparece com 18% das intenções de voto na disputa pelo Senado em Pernambuco, seguida por Humberto Costa (PT), com 16%, Mendonça Filho (PL), com 12%, e Eduardo da Fonte (PP), com 10%, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11).

Com margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, o levantamento aponta empate técnico entre Marília e Humberto. Mendonça aparece no limite da margem de erro em relação à pedetista, situação em que o empate é considerado estatisticamente pouco provável.

Embora Marília esteja numericamente à frente, a diferença de dois pontos para Humberto coloca os dois candidatos em situação de empate técnico. Mendonça, por sua vez, aparece no limite da margem de erro em relação à pedetista, cenário em que o empate é considerado estatisticamente pouco provável.

Mais atrás, Túlio Gadêlha (PSD) registra 5% das intenções de voto. Carlos Sant’Anna (Novo) e Pastor Gilvan Costa (Democrata) aparecem com 2% cada.

Paulo Rubem Santiago (Rede), Samuel Timoteo (UP) e Mariano Macedo (PSTU) têm 1% cada. Gorett Bitu (UP) e Mailson da Silva Neto (PCO) não pontuaram.

Entre os entrevistados, 22% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 10% ainda estão indecisos.

Marília e Humberto avançam

Na comparação com a rodada anterior do Datafolha, divulgada em 21 de agosto, Marília e Humberto avançaram numericamente, enquanto Mendonça permaneceu estável e Eduardo oscilou um ponto para baixo.

Na ocasião, a pesquisa apontava um empate quádruplo: Marília tinha 15%, Humberto aparecia com 14%, Mendonça registrava 12% e Eduardo da Fonte, 11%.

Agora, Marília chega a 18%, uma alta de três pontos percentuais, enquanto Humberto passa de 14% para 16%. Mendonça segue com os mesmos 12%, e Eduardo varia de 11% para 10%.

Como Pernambuco elege dois senadores neste ano, os entrevistados puderam indicar até dois nomes no cenário estimulado.

Pesquisa espontânea

No cenário espontâneo, quando os pesquisadores não apresentam previamente os nomes dos candidatos, a indefinição ainda predomina. Ao todo, 58% dos entrevistados disseram não saber em quem votar.

Marília e Humberto aparecem empatados, com 8% das menções cada. Mendonça tem 5%, Eduardo da Fonte registra 3% e Túlio Gadêlha, 1%.

Outros nomes somam 3%, enquanto 14% dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo.

O Datafolha ouviu 1.204 pessoas com 16 anos ou mais em Pernambuco entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. Contratada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, a pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob os números PE-04411/2026 e BR-05923/2026.

Datafolha, 2º turno: Lula, 46%; Flávio Bolsonaro, 44%

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra que o presidente Lula (PT) aparece com 46% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 44% em eventual disputa de 2º turno da eleição presidencial. Eles estão empatados tecnicamente.

O resultado é o mesmo da pesquisa anterior, divulgada no dia 3 de setembro. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.

Na segunda quinzena de agosto, a distância entre eles era de quatro pontos: 47% a 43%.

O Datafolha testou cinco cenários, em que Lula enfrenta também os candidatos Ronaldo Caiado (PSD), Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). Este é o primeiro levantamento em que o Datafolha inclui Cury em eventual 2º turno.

Veja abaixo os números das quatro simulações de 2º turno, com o resultado de agosto entre parênteses.

Lula x Flávio Bolsonaro
Lula (PT): 46% (eram 46%)
Flávio Bolsonaro (PL): 44% (eram 44%)
Em branco/nulo/nenhum: 8% (eram 9%)
Indecisos: 1% (eram 2%)

Lula x Ronaldo Caiado
Lula (PT): 46% (eram 46%)
Ronaldo Caiado (PSD): 41% (eram 41%)
Em branco/nulo/nenhum: 10% (eram 11%)
Indecisos: 2% (eram 2%)

Lula x Romeu Zema
Lula (PT): 48% (eram 48%)
Romeu Zema (Novo): 39% (eram 39%)
Em branco/nulo/nenhum: 11% (eram 12%)
Indecisos: 2% (eram 2%)

Lula x Renan Santos
Lula (PT): 48% (eram 47%)
Renan Santos (Missão): 37% (eram 38%)
Em branco/nulo/nenhum: 12% (eram 13%)
Indecisos: 2% (eram 2%)

Lula x Augusto Cury
Lula (PT): 45%
Augusto Cury (Avante): 43%
Em branco/nulo/nenhum: 10%
Indecisos: 2%

O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-01833/2026.

Datafolha, 1º turno: Lula, 39%; Flávio Bolsonaro, 35%; Cury, 6%; Caiado, 4%; Renan, 3%; Zema, 2%

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra o cenário da disputa pela Presidência da República. Lula tem 39% das intenções de voto no 1º turno, e Flávio Bolsonaro, 35%. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S. Paulo.

Segundo o instituto, Lula (PT) mantém estreita vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto para o 1º turno da disputa pela Presidência, mas com margem menor do que na semana passada. No 2º turno, persiste o empate técnico entre os dois.

A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos para mais ou para menos, e o Datafolha aponta que a distância de 4 pontos entre eles os coloca nos limites dessa margem, com maior probabilidade de vantagem do petista.

Veja os números da pesquisa estimulada, em que o Datafolha mostra aos eleitores os nomes dos candidatos. Entre parênteses, o resultado da pesquisa anterior, do dia 3 de setembro.

Lula (PT): 39% (eram 38%)
Flávio Bolsonaro (PL): 35% (eram 33%)
Escritor Augusto Cury (Avante): 6% (eram 8%)
Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 4%)
Renan Santos (Missão): 3% (eram 3%)
Romeu Zema (Novo): 2% (eram 2%)
Samara Martins (UP): 1% (era 1%)
Rui Costa Pimenta (PCO): 1% (era 1%)
Clariana Barão (DC): 1% (era zero)
Edmilson Costa (PCB): 1% (era 1%)
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0 (era zero)
Hertz Dias (PSTU): 0 (era zero)
Em branco/nulo/nenhum: 6% (eram 6%)
Indecisos: 4% (eram 3%)

O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-01833/2026.

Cenário com Pablo Marçal

O Datafolha testou dois cenários de 1º turno, um deles com Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível por causa de uma condenação na Justiça Eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga se ele pode ou não concorrer e formou maioria nesta sexta-feira para barrar a candidatura.

Veja os números do cenário com Marçal:

Lula (PT): 39% (eram 39% em agosto)
Flávio Bolsonaro (PL): 33% (eram 32%)
Escritor Augusto Cury (Avante): 5% (eram 7%)
Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 4%)
Renan Santos (Missão): 3% (eram 4%)
Pablo Marçal (PRTB): 2% (eram 2%)
Romeu Zema (Novo): 2% (eram 2%)
Samara Martins (UP): 1% (era 1%)
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 1% (era zero)
Rui Costa Pimenta (PCO): 0 (era zero)
Edmilson Costa (PCB): 0 (era zero)
Clariana Barão (DC): 0 (era zero)
Hertz Dias (PSTU): 0 (era zero)
Em branco/nulo/nenhum: 6% (eram 6%)
Indecisos: 3% (eram 3%)

Votos válidos

Pela primeira vez nesta eleição, o Datafolha divulgou também os votos válidos. Para chegar a esse número, o Datafolha exclui os votos em branco, nulos e os eleitores indecisos.

Veja como fica o cenário sem Pablo Marçal – votos válidos:

Lula (PT): 43%
Flávio Bolsonaro (PL): 38%
Escritor Augusto Cury (Avante): 6%
Ronaldo Caiado (PSD): 4%
Renan Santos (Missão): 3%
Romeu Zema (Novo): 2%
Samara Martins (UP): 1%
Rui Costa Pimenta (PCO): 1%
Clariana Barão (DC): 1%
Edmilson Costa (PCB): 1%
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0
Hertz Dias (PSTU): 0

Veja como fica o cenário com Pablo Marçal – votos válidos:

Lula (PT): 42%
Flávio Bolsonaro (PL): 37%
Escritor Augusto Cury (Avante): 6%
Ronaldo Caiado (PSD): 4%
Renan Santos (Missão): 3%
Pablo Marçal (PRTB): 2%
Romeu Zema (Novo): 2%
Samara Martins (UP): 1%
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 1%
Rui Costa Pimenta (PCO): 0
Edmilson Costa (PCB): 0
Clariana Barão (DC): 0
Hertz Dias (PSTU): 0

Definição do voto

O Datafolha mostra também que 75% dos eleitores estão totalmente decididos sobre a escolha do candidato a presidente, e que 25% ainda podem mudar o voto.

Pesquisa espontânea

Veja abaixo os números da pesquisa espontânea, em que o instituto não mostra os nomes dos candidatos aos eleitores entrevistados. Entre parênteses, o resultado da pesquisa anterior.

Lula (PT): 33% (eram 31%)
Flávio Bolsonaro (PL): 25% (eram 22%)
Escritor Augusto Cury (Avante): 3% (eram 5%)
Jair Bolsonaro (PL): 2% (eram 3%)
Renan Santos (Missão): 2% (eram 2%)
Ronaldo Caiado (PSD): 1% (era 1%)
Outras respostas: 5%
Em branco/nulo/nenhum: 6% (eram 5%)
Indecisos: 23% (eram 26%)

Índices de rejeição dos candidatos

O Datafolha perguntou aos eleitores em quem eles não votariam de jeito nenhum no 1º turno. Os números:

Flávio Bolsonaro (PL): 46% (eram 47%)
Lula (PT): 46% (eram 45%)
Renan Santos (Missão): 17% (eram 15%)
Romeu Zema (Novo): 16% (eram 16%)
Ronaldo Caiado (PSD): 14% (eram 13%)
Rui Costa Pimenta (PCO): 11% (eram 9%)
Escritor Augusto Cury (Avante): 10% (eram 9%)
Edmilson Costa (PCB): 9% (eram 8%)
Samara Martins (UP): 9% (eram 9%)
Clariana Barão (DC): 7% (eram 8%)
Hertz Dias (PSTU): 7% (eram 7%)
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 7% (eram 6%)
Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 2% (era 1%)
Rejeita todos/não votaria em nenhum: 2% (era 1%)
Não sabe: 3% (eram 3%)

Moraes diz que Mendonça direciona derrubada de sigilos para proteger ‘grupo político’

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta sexta-feira (11) que o colega André Mendonça realiza “levantamento seletivo” das informações do caso Master.

O levantamento seletivo e direcionado do sigilo realizada pelo Ministro André Mendonça, na proteção ostensiva de determinado grupo político, repete a ilegal conduta de direcionamento dos acordos de colaboração premiada e de determinações de diligências de investigação de ofício contra alvos predeterminados”, afirmou Moraes.

Pouco antes, Mendonça negou ter sido seletivo e afirmou ter tornado públicos todos os procedimentos relacionados às conversas de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O tema será julgado em sessão marcada para a próxima terça-feira (15).

Mais cedo, Moraes havia pedido a derrubada imediata de todo e qualquer sigilo dos documentos.

Depois do ofício de Moraes, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao presidente do STF a retirada de sigilo de todos os documentos da investigação.

O ministro Edson Fachin acolheu o pedido da PGR e deu 24 horas para que o relator do caso liberasse as informações.

Celular de Vorcaro

Moraes também se manifestou, em outro ofício, que “não cabe ao Ministro relator escolher quais os documentos acessíveis ao Colegiado para realizar seu julgamento.”

O ministro Cristiano Zanin chegou a solicitar a Fachin acesso a todo o celular de Vorcaro. Ele argumentou que seriam informações essenciais para a preparação do julgamento da próxima terça-feira (15), em que a Corte analisará o relatório da PF que encontrou 52 mensagens de Vorcaro para Moraes.

Em resposta, André Mendonça afirmou que o aparelho apreendido nas investigações não se encontra em seu gabinete, mas, sim, sob a custódia da PF.

Crise Master no STF

O embate ocorre após André Mendonça retirar, na quinta (10), o sigilo das principais apurações envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro a pedido de Fachin.

Contudo, a liberação manteve em segredo outras frentes, como a do financiamento do filme “Dark Horse” — cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro que colocou sob apuração da Polícia Federal conversas entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A disputa expôs divergências públicas entre integrantes da Corte, a PGR e a direção-geral da PF.

Mendonça libera sigilo de novos documentos do caso Master sobre Flávio Bolsonaro, Ciro Nogueira e Jaques Wagner

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou na noite desta sexta-feira (11) o sigilo de mais documentos do caso Master.

Entre os processos com quebra de sigilo hoje estão casos sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Ciro Nogueira (PP-PI), Cláudio Castro (PL-RJ), Jaques Wagner (PT-BA) e Thiago Miranda.

Flávio Bolsonaro é investigado pela Polícia Federal (PF) em inquérito aberto para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O procedimento foi autorizado em julho pelo ministro André Mendonça STF após pedido da PF.

Nesta sexta, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a retirada de sigilo de mais documentos do caso Master. A PGR argumentou que liberar apenas parte da documentação poderia “induzir à ideia equivocada de transparência”.

Segundo a PGR, a lista de documentos enviada pelo relator do caso, ministro André Mendonça, omitiu a maior parte dos procedimentos ligados à investigação mais ampla da Polícia Federal.

Mendonça atendeu ao pedido da PGR e liberou o sigilo de 18 processos envolvendo o caso Master. Além disso, tirou o sigilo de mais 20 processos.

Na noite desta quinta-feira (10), Mendonça determinou o levantamento do sigilo das principais investigações relacionadas ao Banco Master que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao todo, 53 procedimentos vinculados à apuração serão tornados públicos.

Argumentos da PGR

Ao pedir a retirada do sigilo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que a divulgação apenas de parte dos autos poderia criar uma “ideia equivocada de transparência”.

O órgão argumentou que a lista de documentos liberados por André Mendonça não incluía diversos procedimentos ligados ao núcleo principal da investigação da Operação Compliance Zero.

Segundo a PGR, a lista de documentos enviada pelo relator do caso, ministro André Mendonça, omitiu a maior parte dos procedimentos ligados à investigação mais ampla da Polícia Federal.

O que se verifica, porém, da listagem encaminhada é que nela não se contêm grande parte dos procedimentos atualmente correlatos à investigação mais ampla da chamada Operação Compliance Zero“, diz o documento.

Fato que, embora se suponha motivado por alguma razão escusável de ordem administrativa, pode induzir à ideia equivocada de que a transparência […] perca, ao fim e ao cabo, o seu sentido último“, prossegue.

O pedido, direcionado ao presidente do STF, Edson Fachin, foi assinado pelo vice-procurador-geral da República Hindenburgo Chateaubriand Filho.

Chateaubriand Filho e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, vão atuar juntos no caso.

Pedidos de Moraes e Zanin

Mais cedo, os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin encaminharam ofícios ao presidente do STF defendendo medidas semelhantes às propostas pela PGR para ampliar o acesso aos documentos relacionados ao caso Master.

Zanin solicitou acesso a uma mídia específica relacionada ao caso. Segundo o ministro, o material é necessário para a análise de requerimentos apresentados pela PGR que serão apreciados pelo tribunal na próxima semana.

No ofício enviado a Fachin, o ministro afirmou ainda que a mídia estaria abrangida tanto pela decisão de compartilhamento dos autos quanto pelo levantamento de sigilo determinado pelo ministro André Mendonça.

Já Moraes defendeu o levantamento integral do sigilo dos procedimentos relacionados ao caso Master.

O ministro criticou o que classificou como uma retirada “seletiva” do sigilo e afirmou que parte das peças e documentos ainda não foi disponibilizada aos integrantes da Corte.

Segundo Moraes, foram excluídos 180 documentos e arquivos digitais do conjunto de procedimentos liberados aos ministros. Para ele, a disponibilização parcial do material prejudica a análise completa dos fatos investigados.

O ministro também pediu que duas petições relacionadas ao caso sejam julgadas em conjunto: uma que trata de mensagens trocadas entre ele e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e outra que reúne relatórios sobre a atuação de Mendonça em investigações.

Crise Master no STF

O embate ocorre após André Mendonça retirar, nesta quinta (10), o sigilo das principais apurações envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro a pedido de Fachin.

Contudo, a liberação manteve em segredo outras frentes, como apurações ligadas ao senador Jaques Wagner (PT-BA) e ao financiamento do filme “Dark Horse” — cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro que colocou sob apuração da Polícia Federal conversas entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A disputa expôs divergências públicas entre integrantes da Corte, a Procuradoria-Geral da República e a direção-geral da PF.

Datafolha em PE: Raquel Lyra, 47%; João Campos, 42%

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) com as intenções de voto para o governo de Pernambuco mostra a governadora Raquel Lyra (PSD) com 47% das intenções de voto. Em seguida vem o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), com 42% das intenções de voto.

A margem de erro da pesquisa é de três pontos para mais ou para menos. A última pesquisa Datafolha foi divulgada em 21 de agosto.

O percentual de brancos/nulos/nenhum é de 6%. Além disso, 2% não sabem em quem vão votar.

A lista inclui Professor Jeremias do Branco (Democrata), cuja candidatura foi indeferida pela Justiça Eleitoral. O caso ainda deve ser julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Foram entrevistadas 1.204 pessoas entre os dias 8 e 10 de agosto.

A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é PE-04411/2026.

Zanin pede a Fachin acesso a dados brutos do celular de Vorcaro

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, acesso aos dados brutos encontrados no celular do banqueiro Daniel Vorcaro.

No ofício enviado nesta sexta-feira (11), Zanin diz que a solicitação visa “permitir a apreciação necessária e completa” do pedido para investigar o ministro Alexandre de Moraes, apresentado pelo ministro André Mendonça.

Na próxima terça-feira (15), os ministros devem analisar a validade de um relatório da Polícia Federal que aponta Alexandre de Moraes como interlocutor de Vorcaro. O Estadão revelou que o banqueiro pediu orientações a Moraes e cobrou que o ministro interviesse junto ao chefe da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O pedido de Zanin surge após Fachin pedir para Mendonça retirar o sigilo das investigações do caso do Banco Master. Mendonça liberou 15 processos que são apenas uma parte do material.

Em seguida, Moraes reclamou a Fachin dos critérios usados por Mendonça e disse que houve “escolha seletiva” dos documentos que tiveram o sigilo levantado.

Corrupção, lavagem e evasão: suspeitas sobre Flávio na relação com Vorcaro

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), atendeu a um pedido da PF (Polícia Federal), com parecer favorável da PGR (Procuradoria-Geral da República), e autorizou a abertura de uma investigação contra o candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre os possíveis crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A ordem foi tomada no dia 22 de julho pelo ministro e está em sigilo.

O foco central da apuração é a suspeita de irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e pai de Flávio. A decisão judicial foi proferida no âmbito de uma petição vinculada ao Inquérito 5026, considerado o inquérito-mãe do “Caso Banco Master”.

Nos autos, a PF e o Ministério Público Federal investigam a possível prática dos três crimes financeiros que estariam diretamente ligados à captação de recursos para a produção do filme.

Como a investigação enquadra os crimes

A Polícia Federal apura a possibilidade de Flávio ter solicitado e intermediado repasses de milhões de reais de Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, para custear a obra cinematográfica.

Além dessa frente, o Supremo, sob a relatoria do ministro Flávio Dino, acompanha as investigações que apuram a suspeita de direcionamento indevido de emendas parlamentares para a produtora do longa-metragem.

Em relação à lavagem de dinheiro, os investigadores apuram a suspeita de que a estrutura de financiamento do filme Dark Horse tenha sido usada como canal para ocultar e dissimular a origem, a movimentação e a real propriedade dos valores repassados.

Já sobre o crime de evasão de divisas, a apuração busca verificar se o fluxo financeiro destinado ao pagamento de custos da produção, distribuição ou contratos do filme envolveu transferências internacionais ou remessas ilícitas não declaradas ao Banco Central e aos órgãos de fiscalização.

Como Flávio se posiciona

Em manifestações públicas sobre o caso, o senador Flávio Bolsonaro tem afirmado que os recursos captados para a cinebiografia referem-se a financiamento privado.

O parlamentar sustenta ainda que não praticou qualquer ato ilícito e que a gestão financeira, o recolhimento e a prestação de contas dos valores cabem exclusivamente à produtora encarregada do projeto cinematográfico.

Além disso, a campanha Flávio Bolsonaro (PL) passou a defender a retirada dos sigilos da integralidade das investigações sobre o caso do filme Dark Horse, que homenageia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e de outros inquéritos que correm no STF (Supremo Tribunal Federal).

Toffoli seria beneficiário de fundo ligado a Vorcaro, diz revista

Um relatório da Polícia Federal aponta a hipótese de que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli seria o “beneficiário final” ou o “proprietário de fato” do Fundo de Investimento em Participações Arleen, que teria recebido ao menos R$ 35 milhões do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

As informações foram reveladas pela revista Piauí em reportagem publicada na quinta-feira (10).

O documento da PF aponta que, por meio de uma operação envolvendo a empresa Egide I, os recursos do fundo foram transferidos para uma estrutura registrada nas Ilhas Virgens Britânicas, território conhecido como paraíso fiscal no Caribe.

O fundo Arleen era sócio do Tayayá, resort ligado a Toffoli e à família do ministro em Ribeirão Claro, no interior do Paraná. De acordo com o relatório, o fundo pertencia a Vorcaro e, em fevereiro de 2025, passou para o empresário Alberto Leite, amigo de Toffoli e dono da empresa de segurança FS Security.

No mês seguinte à aquisição, segundo a PF, Leite registrou a Egide I nas Ilhas Virgens Britânicas e o regulamento do Arleen foi alterado para permitir investimentos no exterior. Em novembro, o fundo começou a se desfazer de suas cotas e, em dezembro, transferiu cerca de R$ 34 milhões para a empresa no exterior.

Para a PF, “pode-se afirmar que todo o ativo do Arleen […] é transferido para a Egide I Hodling na liquidação do fundo”.

Ao analisar a movimentação, os investigadores apontaram que havia elementos que, considerados em conjunto, indicariam a possibilidade de Toffoli ter figurado como beneficiário final ou proprietário de fato do Arleen e de seus ativos.

O relatório também menciona a possibilidade do uso de “interpostas pessoas e estruturas no exterior”, citando as movimentações envolvendo a Egide I Holding, nas Ilhas Virgens Britânicas.

Pagamentos de Vorcaro

O relatório da PF também mostra que Vorcaro acompanhava de perto os pagamentos destinados ao Arleen. Em agosto de 2024, segundo os investigadores, o banqueiro demonstrou preocupação com o atraso de transferências e acionou operadores próximos, entre eles o cunhado Fabiano Zettel e o ex-ministro Fábio Faria.

Na ocasião, Vorcaro também teria enviado uma mensagem diretamente a Toffoli para justificar o atraso nos pagamentos.

Em novembro de 2025, após a decisão relacionada ao caso da usina Alcídia, Vorcaro passou a discutir sua saída do Tayayá e, consequentemente, sua desvinculação do Arleen.

Em uma mensagem enviada a Zettel, o banqueiro afirmou que o “FIP Tayayá”, referência ao Arleen, deveria passar para “um amigo que vai comprar”.

Na sequência, perguntou se poderia pedir que essa pessoa entrasse em contato e informou apenas o primeiro nome: “Alberto”. Segundo a PF, tratava-se de Alberto Leite.

O empresário aparece em outros episódios citados no relatório. Em um plano de negócios encontrado no celular de Vorcaro, datado de abril de 2024, Leite, Fábio Faria e o próprio banqueiro aparecem como diretores da Skylink, empresa criada para representar a Starlink, de Elon Musk, no Brasil.

A FS Security, empresa de Leite, também aparece entre as patrocinadoras de um fórum jurídico bancado pelo Banco Master em Londres. Segundo o relatório, Vorcaro posteriormente determinou a retirada da empresa da lista de patrocinadores.

Outro episódio citado pelos investigadores ocorreu em junho de 2024, quando Leite custeou um camarote na final da Liga dos Campeões, em Londres, que recebeu Toffoli.

À época, Leite declarou à Folha de S.Paulo que a aquisição do Arleen havia sido uma operação imobiliária regular e lucrativa realizada por seu braço de investimentos. Ele também negou vínculo societário, comercial ou favorecimento em relação a Toffoli.

Caso dos precatórios

O relatório da PF também levanta a hipótese de que Vorcaro possa ter tentado influenciar uma decisão de Toffoli em um processo envolvendo precatórios do setor sucroalcooleiro.

O caso envolvia a destilaria Alcídia, do grupo Atvos, que cobrava da União uma reparação por prejuízos provocados na década de 1980. Uma eventual decisão favorável à empresa poderia ter impacto sobre a carteira de precatórios do setor mantida pelo Master, que, segundo o relatório, superava R$ 10 bilhões.

Antes do julgamento, o diretor jurídico do Master, André Kruschewsky, enviou uma mensagem a Vorcaro: “É importante! Serve de paradigma para nossos casos.”

Segundo a PF, Toffoli mantinha historicamente um posicionamento favorável às usinas em processos envolvendo os precatórios. Dias antes do julgamento da Alcídia, porém, o ministro teria adotado posição diferente em uma ação semelhante e votado a favor da União.

As mensagens trocadas por pessoas próximas a Vorcaro após a mudança de entendimento registraram preocupação com o resultado. Fábio Faria, que atuava próximo ao banqueiro, escreveu: “Matou a gente” e “Comecei a suar”.

Em uma troca de mensagens com Kruschewsky, Vorcaro teria afirmado: “Estou acompanhando” e “mais do que imagina”. Depois reafirmou: “Tô tratando aqui”.

O julgamento Alcídia ocorreu em outubro de 2024. Toffoli votou a favor da Alcídia e a tese da usina venceu por 3 votos a 2. O resultado foi comemorado por integrantes do Master. À revista Piauí, o gabinete de Toffoli negou qualquer “alteração de voto”.

A PF ressalta, entretanto, que o caso ainda demanda aprofundamento. Segundo o relatório, os elementos analisados “não sendo no presente momento suficientes para conclusões definitivas”.

Os investigadores afirmam que mensagens como “Toffoli virou o voto” e “tô tratando aqui” ganham relevância por terem ocorrido pouco antes do julgamento e em meio a conversas sobre a necessidade de “se movimentar” e “acompanhar” o processo.

Relação com Vorcaro

O relatório também registra outros vínculos entre Toffoli e Vorcaro. De acordo com a PF, foram identificados ao menos 12 registros de encontros presenciais entre o ministro e o banqueiro, em contextos considerados pelos investigadores como não estritamente profissionais.

Para a corporação, a expressão “nosso amigo Zé Tof”, utilizada em mensagens, indicaria a existência de um vínculo pessoal entre os envolvidos.

Os investigadores também identificaram uma relação profissional entre Vorcaro e Roberta Rangel, então esposa de Toffoli. Segundo o relatório, ela teria atuado como advogada do banqueiro entre dezembro de 2020 e fevereiro de 2025.

Em uma troca de mensagens de março de 2024, um advogado avisou Vorcaro que a parte contrária em um processo no Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia constituído Roberta Rangel e acrescentou: “Mulher do Toffoli”. Na sequência, Vorcaro respondeu: “Ela é minha advogada”.

Quanto a Roberta Rangel, então esposa de Dias Toffoli, esta figuraria como advogada de Daniel Bueno Vorcaro, tendo sido identificados vínculos profissionais e logísticos com o banqueiro ao menos no período compreendido entre dezembro de 2020 e fevereiro de 2025”, afirma o relatório.

O documento também registra que, em maio de 2021, um sócio do escritório Walfrido Warde enviou ao celular de Vorcaro uma procuração na qual Roberta Rangel aparecia como representante da Companhia Agroindustrial de Goiânia em uma ação rescisória.

O precatório da empresa aparece na carteira de ativos do Banco Master em duas posições que, somadas, chegam a R$ 1,8 bilhão.

Dez meses após o último registro identificado pelos investigadores sobre a relação profissional entre Vorcaro e Roberta, um sorteio definiu Toffoli como relator do caso Master no Supremo. O ministro deixou a relatoria posteriormente.

O relatório da PF foi encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin. Segundo o documento, Toffoli era relator do caso Master e, conforme as regras aplicáveis à Corte, ministros do Supremo não podem ser investigados sem autorização do próprio tribunal.

Após o envio do relatório, a PF solicitou a suspeição de Toffoli. O ministro decidiu abrir mão da relatoria. Com isso, o pedido de suspeição feito pela PF perdeu objeto e o documento enviado foi arquivado.

Na época, a saída da relatoria do caso foi anunciada em uma nota assinada pelos dez ministros da Corte após uma reunião fechada, que durou mais de quatro horas.

Em fevereiro, o ministro André Mendonça assumiu a relatoria do caso Master. Na noite de quinta-feira (10), Mendonça determinou a retirada do sigilo de parte das investigações. A liberação, no entanto, não contemplou o relatório da PF que citava Toffoli, por já ter sido arquivado.

Fachin dá 24 horas para Mendonça liberar sigilo de documentos do caso Master

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, acolheu nesta sexta-feira (11) o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para retirada de sigilo de documentos do caso Master.

Na resposta à PGR, Fachin dá 24 horas para que o ministro André Mendonça, relator do caso, libere a documentação.

Acolho o pedido feito pelo Vice-Procurador-Geral da República, titular da ação penal, para solicitar que o e. Ministro André Mendonça promova, em até 24h, a remessa, em HD próprio, a esta Presidência e aos Gabinetes dos eminentes Ministros, de todos os procedimentos contidos ou relacionados à Pet 15.556 e à denominada ‘Operação Compliance Zero’“, escreve Fachin.

Bem como o levantamento do sigilo da Pet 15.556 (e dos procedimentos nela contidos ou a ela relacionados), ressalvadas exclusivamente as diligências em andamento ou a serem realizadas, para os quais se pudesse antever possíveis prejuízos à sua efetividade”, prossegue.

A PET 15.556 é um dos principais procedimentos que reúnem documentos e apurações relacionados à Operação Compliance Zero e ao caso Master.

Ao acolher o pedido, o presidente do STF determinou que Mendonça envie aos ministros todos os procedimentos vinculados à investigação principal da Operação Compliance Zero e promova o levantamento do sigilo desses autos.

A única exceção são diligências em andamento ou ainda não executadas cuja divulgação possa comprometer as apurações.

Minutos depois, um novo despacho de Fachin juntou aos autos outro pedido: do ministro Cristiano Zanin, para ter acesso a uma mídia específica relacionada ao caso Master (entenda mais abaixo).

Argumentos da PGR

Ao pedir a retirada do sigilo, a PGR afirmou que a divulgação apenas de parte dos autos poderia criar uma “ideia equivocada de transparência”.

O órgão argumentou que a lista de documentos liberados por André Mendonça não incluía diversos procedimentos ligados ao núcleo principal da investigação da Operação Compliance Zero.

Segundo a PGR, a lista de documentos enviada pelo relator do caso, ministro André Mendonça, omitiu a maior parte dos procedimentos ligados à investigação mais ampla da Polícia Federal.

“O que se verifica, porém, da listagem encaminhada é que nela não se contêm grande parte dos procedimentos atualmente correlatos à investigação mais ampla da chamada Operação Compliance Zero”, diz o documento.

Fato que, embora se suponha motivado por alguma razão escusável de ordem administrativa, pode induzir à ideia equivocada de que a transparência […] perca, ao fim e ao cabo, o seu sentido último“, prossegue.

O pedido, direcionado ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, é assinado pelo vice-procurador-geral da República Hindenburgo Chateaubriand Filho.

Chateaubriand Filho e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, vão atuar juntos no caso.

Pedidos de Moraes e Zanin

Mais cedo, os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin encaminharam ofícios ao presidente do STF, Edson Fachin, defendendo medidas semelhantes às propostas pela PGR para ampliar o acesso aos documentos relacionados ao caso Master.

Os pedidos foram apresentados às vésperas da sessão marcada para a próxima terça-feira (15), quando o Supremo deve analisar petições ligadas às investigações.

Zanin solicitou acesso a uma mídia específica relacionada ao caso. Segundo o ministro, o material é necessário para a análise de requerimentos apresentados pela PGR que serão apreciados pelo tribunal na próxima semana.

No ofício enviado a Fachin, o ministro afirmou ainda que a mídia estaria abrangida tanto pela decisão de compartilhamento dos autos quanto pelo levantamento de sigilo determinado pelo ministro André Mendonça.

Já Moraes defendeu o levantamento integral do sigilo dos procedimentos relacionados ao caso Master.

O ministro criticou o que classificou como uma retirada “seletiva” do sigilo e afirmou que parte das peças e documentos ainda não foi disponibilizada aos integrantes da Corte.

Segundo Moraes, foram excluídos 180 documentos e arquivos digitais do conjunto de procedimentos liberados aos ministros. Para ele, a disponibilização parcial do material prejudica a análise completa dos fatos investigados.

O ministro também pediu que duas petições relacionadas ao caso sejam julgadas em conjunto: uma que trata de mensagens trocadas entre ele e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e outra que reúne relatórios sobre a atuação de Mendonça em investigações condu

Crise Master no STF

O embate ocorre após André Mendonça retirar, nesta quinta (10), o sigilo das principais apurações envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro a pedido de Fachin.

Contudo, a liberação manteve em segredo outras frentes, como apurações ligadas ao senador Jaques Wagner (PT-BA) e ao financiamento do filme “Dark Horse” — cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro que colocou sob apuração da Polícia Federal conversas entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A disputa expôs divergências públicas entre integrantes da Corte, a Procuradoria-Geral da República e a direção-geral da PF.

“São herdeiros”: Ivan Moraes critica histórico político familiar de João e Raquel durante debate

O candidato ao Governo de Pernambuco Ivan Moraes (PSOL) criticou o histórico familiar dos também candidatos Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) na política. “Pernambuco não precisa de uma casta de herdeiros”, disparou durante o debate promovido pela Rádio Cidade 99,7 FM nesta sexta-feira (11), em Caruaru, no Agreste.

A afirmação foi feita durante a apresentação inicial de Ivan. “A gente tem competindo como principais favoritos a duas candidaturas que vêm do mesmo centro ideológico, duas candidaturas que vêm de famílias tradicionais na política, que estão muito longe daquilo que as pessoas querem para a política”, disse.

Na resposta às provocações iniciais do debate, a respeito da realidade mais preocupante do estado de Pernambuco atualmente, Ivan respondeu que o “revezamento das mesmas famílias” no poder é o ponto latente.

Ele fez referência ao fato de que tanto a governadora Raquel Lyra quanto o ex-prefeito do Recife, João Campos, são filhos de ex-governadores do estado de Pernambuco: João Lyra, que assumiu o posto entre 2014 e 2015, e Eduardo Campos, que foi chefe do executivo estadual entre 2007 e 2014.

Partindo desse ponto, Ivan tem se colocado como diferente dos outros candidatos. “Aqui não tem nenhum fascista, aqui não tem extrema-direita, aqui tem duas candidaturas comuns, e tem uma candidatura diferente das iguais”, acrescentou.

“Comando Vermelho e PCC estão no dia a dia do estado”, critica João Campos sobre segurança em PE

O candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) afirmou que facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) estão presentes de maneira “latente”. A afirmação foi feita durante o debate promovido pela Rádio Cidade 99,7 FM nesta sexta-feira (11), em Caruaru, no Agreste.

João realizou o comentário ao responder a uma indagação sobre a segurança pública em Pernambuco, criticando diretamente a atual gestão da governadora Raquel Lyra (PSD). Ele prometeu, ainda, que, se eleito, fará um “pacto antifacções”.

Nós combateremos as facções que estão entrando no estado de Pernambuco. Hoje, a presença do Comando Vermelho e PCC é algo latente, presente no dia a dia do estado, e nós não vamos tolerar isso. Vamos lançar o ‘De Olho na Estrada’, para monitorar as estradas de Pernambuco, as divisas, para que o tráfico de droga, contrabando de armas, isso seja combatido de forma rigorosa, de ponta a ponta”, disparou João.

Sobre o mesmo tema, Raquel Lyra rebateu que a gestão anterior, que era ligada ao partido de João Campos, bateu recordes negativos de violência.

Na violência, Pernambuco bateu recorde: foram 5 mil homicídios em 2017. Estamos vivendo o melhor momento da nossa história na segurança pública”, disse.

Ela prometeu, ainda, continuar com os investimentos na área, citando os “laranjinhas”, policiais militares recém-formados que fazem parte do efetivo do patrulhamento ostensivo urbano.

Raquel promete ampliar abastecimento em Pernambuco: “Quero ser a governadora das águas”

Ser a “governadora das águas” e levar abastecimento a todas as regiões de Pernambuco. Foi dessa forma que Raquel Lyra (PSD) definiu uma das prioridades para um eventual segundo mandato à frente do Estado, durante debate com os candidatos ao Governo de Pernambuco promovido pela Rádio Cidade de Caruaru, nesta sexta-feira (11).

Eu quero ser governadora de Pernambuco para ser a governadora das águas, para garantir que todo o povo de Pernambuco, independentemente de onde ele nasça, onde ele viva, ou no morro do Recife ou aí no Sertão do Araripe, tenha direito a tomar banho de pé”, afirmou.

Ao defender o desempenho da gestão na área, Raquel disse ter encontrado Pernambuco com 2 milhões de pessoas sem acesso à água e afirmou que mais de 600 mil passaram a ser atendidas desde o início do governo. Entre as intervenções, destacou a Adutora do Agreste, feita em parceria com o governo do presidente Lula (PT), e citou a chegada das águas do São Francisco a municípios do Agreste.

A governadora também enumerou obras em outras regiões, como a Adutora de Negreiros, no Sertão do Araripe, e intervenções em Ouricuri e Salgueiro. Citou ainda 1,2 mil sistemas simplificados de abastecimento rural, a retomada de 400 dessalinizadores e a licitação de outros 500. “É o maior programa de abastecimento de água da nossa história”, declarou.

Raquel também defendeu a concessão parcial dos serviços da Compesa e afirmou que o modelo prevê R$ 23 bilhões em investimentos privados. Segundo ela, o objetivo é ampliar o acesso à água e ao esgotamento sanitário e permitir que os pernambucanos tenham condições de “tomar banho de pé” e empreender, independentemente da região onde vivem.

Após crise, Lula defende discutir mandato a ministros do STF

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu, nesta quinta-feira (10), uma reforma do Judiciário e a adoção de mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Eu acho que a gente precisa discutir mandato para a Suprema Corte. Ninguém pode ficar 40 anos no mesmo cargo. Ninguém pode ter escritório trabalhando na Suprema Corte. Outro dia, eu disse, brincando: quem quiser ser da Suprema Corte não pode querer ser rico. Se quiser ser rico, vai trabalhar no seu escritório. Se quiser ser juiz, com método e respeito, vai para a Suprema Corte“, afirmou.

A declaração foi dada durante entrevista ao SBT Brasil. A sabatina faz parte da série especial da emissora com os seis candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República.

“Todo mundo tem de ser investigado”, diz Lula sobre Moraes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, defendeu nesta quinta-feira (10) que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), seja investigado caso haja qualquer suspeita de irregularidade.

Ao comentar a atuação das autoridades públicas e do sistema de Justiça, Lula sustentou que nenhuma função pública deve estar acima das investigações.

Todo mundo tem que ser investigado: do presidente da Suprema Corte ao presidente da República, do mais simples catador de papel deste Brasil ao mais rico empresário. Todos que estiverem sob suspeita de ter cometido qualquer equívoco têm que ser investigados. Senão, a gente não passa credibilidade ao Poder Judiciário”, afirmou.

Se o Alexandre de Moraes é culpado, ele tem que pagar. Se o Mendonça é culpado, ele tem que pagar. Se o Fachin é culpado, ele tem que pagar. Todo mundo tem que estar à disposição do cumprimento da nossa Constituição. A lei acima de tudo e a verdade sempre soberana“, completou.

Segundo Lula, sua preocupação é preservar o papel do Supremo no regime democrático.

A minha preocupação como presidente da República é que a Suprema Corte é muito importante como garantidora do processo democrático desse país. […] Se tem alguém suspeito, que se investigue. Eu não vejo nenhum problema que se escancare tudo”, disse.

As declarações foram feitas durante entrevista ao SBT Brasil. A sabatina faz parte da série especial da emissora com os seis candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República.