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Moraes afirma que vai intimar testemunhas para atestar relatório da PF contra Mendonça

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes afirmou na sua peça de defesa que vai intimar testemunhas para corroborar as acusações dos relatórios de inteligência da Polícia Federal sobre suposta parcialidade e direcionamento das investigações por seu colega André Mendonça.

Moraes usou os relatórios de inteligência da PF para incluir Mendonça no inquérito das fake news e acusá-lo de abuso de autoridade. Os relatórios eram apócrifos e se classificavam como sem valor probatório.

Na sua defesa, o ministro admitiu que os relatórios não tinham valor de prova, mas afirmou que poderiam ser usados como “meios de obtenção de prova” da mesma forma como um acordo de delação premiada. Os próprios relatórios, porém, afirmam que servem apenas para informar a direção da PF para adotar medidas de gestão e que não podem ser usados como instrumento de acusação.

Com base nesse raciocínio, Moraes afirmou que vai intimar testemunhas para corroborar as acusações contra André Mendonça.

Moraes classificou de “patética” a afirmação de que os relatórios demonstravam o monitoramento de ministros do STF e disse que tomou conhecimento dos documentos “por indagações de vários jornalistas sobre minha eventual ciência de que estaria sendo investigado pelo ministro relator, André Mendonça”.

“Importante salientar que Relatórios de Inteligência tem a mesma força probante de Colaborações Premiadas, ou seja, são meios de obtenção de prova, que devem ser comprovados por outras provas. Exatamente por isso, em relação a essa conduta absurda do Ministro relator, irei solicitar ao Presidente do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL que intime diversas testemunhas que presenciaram, em várias reuniões, os diversos pedidos do Ministro André Mendonça para a Polícia Federal solicitar medidas contra o Ministro Alexandre de Moraes, bem como, incluí-lo, juntamente com o Presidente do Senado Davi Alcolumbre, na colaboração premiada, mesmo sempre sendo informado que não havia nenhum mínimo indício para isso, por total ausência de prática de infração penal de ambos. As testemunhas serão indicadas no momento adequado”, escreveu.

Governo de PE: João Campos tem 44% no 1º turno, contra 43% de Raquel Lyra, aponta Real Time

Pesquisa eleitoral divulgada nesta terça-feira (15) pelo instituto Real Time Big Data sobre as intenções de voto para o Governo de Pernambuco mostra que o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) tem 44% no primeiro turno, enquanto a governadora Raquel Lyra (PSD) tem 43%. Os dois candidatos estão, portanto, empatados tecnicamente dentro da margem de erro.

Os números são referentes ao cenário estimulado, quando uma lista de candidatos é apresentada aos entrevistados.

Veja o resultado:

João Campos (PSB): 44%
Raquel Lyra (PSD): 43%
Renan Hallais (Missão): 4%
Ivan Moraes (PSOL): 1%
Outros: 1%
Nulo/Branco: 4%
NS/NR: 3%

Os candidatos Guilherme Fonseca (PSTU), Professor Jeremias do Banco (Democrata), Professora Camila (UP) e Victor Assis (PCO), somados, atingiram 1%.

A pesquisa foi feita entre os dias 10 e 14 de setembro, com as entrevistas de 1.600 eleitores. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança da pesquisa é de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número PE-07953/2026.

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados respondem livremente em quem votariam, João Campos e Raquel Lyra aparecem com 25% cada e Renan tem 1%.

A pesquisa foi feita entre os dias 10 e 14 de setembro, com as entrevistas de 1.600 eleitores. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança da pesquisa é de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número PE-07953/2026.

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados respondem livremente em quem votariam, João Campos e Raquel Lyra aparecem com 25% cada e Renan tem 1%.

João Campos: 44%
Raquel Lyra: 44%
Nulo/Branco: 6%
Não sabe/Não respondeu (NS/NR): 6%

Moraes chama diálogos com Vorcaro de fantasiosos e acusa Mendonça de farsa

Em documento de 44 páginas, protocolado na presidência do STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Alexandre de Moraes chamou de “diálogos fantasiosos” e “criminosas mentiras” as supostas trocas de mensagens que teria mantido com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Usando 26 vezes a palavra “ilegal” para referir-se à atuação do colega André Mendonça, Moraes valeu-se novamente dos relatórios de inteligência apócrifos da Polícia Federal para sustentar sua defesa, apresentada a menos de 12 horas da sessão do STF que analisará o pedido de abertura de investigação contra ele.

No documento, Moraes acusa Mendonça de”motivação político-eleitoral” e afirma que “está muito clara a tentativa de vingança” dos aliados de quem tentou acabar com a democracia no país.

“A tentativa de Golpe não se encerrou em 8/1/2023, simplesmente mudou seu modus operandi. Mas assim como na primeira vez, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL saberá resistir e sairá fortalecido, mantendo a Defesa plena da CONSTITUIÇÃO, do ESTADO DE DIREITO e da DEMOCRACIA”, disse o ministro em sua petição.

Moraes garante nunca ter atuado em nenhum caso envolvendo o Banco Master ou o escritório de sua esposa, Viviane Barci, no âmbito do STF.

‘Inconstitucional e ilegal’, diz Moraes sobre investigação de Mendonça; ministro nega favorecimento a Vorcaro

Pela primeira vez desde o início da crise envolvendo a Operação Compliance Zero, o ministro Alexandre de Moraes falou publicamente sobre as suspeitas levantadas contra ele em relatórios produzidos no âmbito das investigações sobre o banqueiro Daniel Bueno Vorcaro.

Em manifestação enviada ao presidente do STF, Luiz Edson Fachin, nesta segunda (14), Moraes negou ter cometido qualquer irregularidade, afirmou que nunca favoreceu o Banco Master ou Vorcaro e disse que jamais julgou processos envolvendo o banqueiro ou a instituição financeira.

O ministro também classificou as acusações como uma tentativa de responsabilizá-lo por anotações produzidas por terceiros e afirmou que a ofensiva tem motivação “político-eleitoral”.

O documento foi apresentado na véspera do julgamento marcado para esta terça-feira (15), quando o plenário do STF vai analisar o relatório produzido pela Polícia Federal sobre mensagens atribuídas a Vorcaro e discutir se os elementos reunidos justificam a abertura de uma investigação envolvendo Moraes.

A sessão foi convocada pelo presidente da Corte, Fachin, e ocorre em meio a uma série de discussões sobre a validade do relatório, o alcance da análise dos ministros e a participação de integrantes diretamente citados no caso.

PGR cobra explicação de Mendonça sobre pagamentos de Vorcaro

A Procuradoria-Geral da República enviou solicitação de informação ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, sobre a lista de pagamentos de Daniel Vorcaro.

O questionamento é para saber se o ministro André Mendonça autorizou a Polícia Federal a ter acesso a informações de repasses a um político com prerrogativa de foro.

Nesta segunda-feira (14), o ministro tirou o sigilo de uma petição sobre pagamentos feitos a entidades e associações pelo ex-dono do Banco Master.

Nos documentos, há, em março, um ofício da Polícia Federal pedindo que o magistrado autorizasse o acesso da corporação aos pagamentos a pessoas com foro privilegiado.

No documento, não consta a informação se Mendonça ignorou o pedido ou se autorizou a força policial. E também não aparece quem seria o investigado com prerrogativa de foro.

A divulgação parcial dos dados foi alvo de críticas do grupo do ministro Alexandre de Moraes, que acusa Mendonça de esconder dados do inquérito do Banco Master.

Ela ocorre em meio a uma disputa entre Moraes e Mendonça sobre a transparência completa dos dados referentes à investigação do Banco Master.

Mendonça derruba sigilo de pagamentos de Vorcaro

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), retirou nesta segunda-feira (14) o sigilo do processo que reúne detalhes sobre a rede de pagamentos do empresário Daniel Vorcaro e do Banco Master. Ele atendeu a um pedido feito pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

A publicização desse processo foi pedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, no domingo (13). A PGR (Procuradoria-Geral da República) foi favorável ao levantamento do sigilo.

Quaest, 2º turno: Flávio Bolsonaro, 42%; Lula, 40%

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda (14) mostra empate técnico no 2º turno entre Flávio Bolsonaro, com 42%, e Lula, com 40%.

A diferença de dois pontos está dentro da margem erro, mas é a primeira vez em que Flávio aparece numericamente à frente desde abril, antes do caso “Dark Horse” vir à tona.

Contra os demais candidatos, Lula aparece à frente de todos numericamente, em situação de empate técnico contra Cury, Caiado e Renan Santos.

O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre 10 e 13 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais e o registro no TSE é BR-03607/2026.

Quaest, 1º turno: Lula, 36%; Flávio Bolsonaro, 31%; Cury, 7%; Renan, 4%; Caiado, 4%; Zema, 1%

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (14) sobre a eleição presidencial mostra Lula (PT) com 36% das intenções de voto, Flávio Bolsonaro (PL) com 31% e Augusto Cury (Avante) com 7%.

Em relação ao levantamento divulgado em 7 de setembro, Lula manteve os 36%, e Flávio oscilou de 29% para 31%. A distância entre os dois passou de sete para cinco pontos percentuais. Cury oscilou de 8% para 7%. Cury está tecnicamente empatado com Renan e Caiado. Os dois candidatos com 4% também têm empate técnico com Zema, que aparece com 1%.

Na simulação de segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Lula, o que não acontecia desde abril na série de pesquisas da Quaest, em situação de empate técnico. Flávio tem 42%, contra 40% de Lula.

🔎 A Quaest entrevistou 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país, entre 10 e 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03607/2026.

Veja os números da pesquisa estimulada, em que os entrevistados recebem os nomes dos candidatos:

Lula (PT): 36% (eram 36% em 7 de setembro);
Flávio Bolsonaro (PL): 31% (eram 29%);
Augusto Cury (Avante): 7% (eram 8%);
Renan Santos (Missão): 4% (eram 3%);
Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 3%);
Romeu Zema (Novo): 1% (eram 2%);
Clariana Barão (DC): 0% (era zero);
Edmilson Costa (PCB): 0% (era zero);
Hertz Dias (PSTU): 0% (era zero);
Rui Costa Pimenta (PCO): 0% (era zero);
Samara Martins (UP): 0% (era 1%);
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0% (era zero);
Indecisos: 10% (eram 10%);
Branco/nulo/não vai votar: 7% (eram 8%).

PGR se manifesta a favor de retirar sigilo sobre pagamentos de Vorcaro

A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou nesta segunda-feira (14) a favor da retirada de sigilo do processo que reúne detalhes sobre a rede de pagamentos do empresário Daniel Vorcaro e do Banco Master.

A publicização desse processo foi pedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), no domingo (13). Ao receber a solicitação, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, pediu a posição da PGR.

Em resposta, o vice-procurador-geral Hidenburgo Chateaubriand afirmou que não havia conhecimento da existência do processo e que ele sequer aparece visível à PGR no sistema do Supremo.

No entanto, afirma que, por se tratar de um processo tido como relevante por Moraes para que o STF possa compreender a totalidade do caso antes do julgamento de terça-feira (15), entende que deve sim ser removido o sigilo da petição.

O processo em questão é a Pet 15.645. Moraes defende que ela seja aberta e disponibilizada a todos os ministros antes do julgamento. Segundo apurou a CNN, o processo reúne detalhes sobre a rede de pagamentos de Vorcaro e do Banco Master.

No ofício, Moraes afirma que a petição, distribuída por prevenção ao ministro André Mendonça, contém “elementos essenciais” para o julgamento a ser realizado na terça-feira (15), que tratará das mensagens entre ele e Vorcaro.

O episódio foi parte de mais um capítulo da disputa dentro do Supremo sobre quais documentos ligados às investigações do Banco Master devem ser tornados públicos e disponibilizados aos ministros antes da sessão de terça.

Na sexta-feira (11), Mendonça retirou o sigilo de dezenas de procedimentos depois de cobranças da PGR e de ministros do STF por maior acesso ao material das investigações do Master.

Moraes já havia criticado o que classificou como divulgação “seletiva” e afirmado que documentos e arquivos digitais continuavam fora do conjunto disponibilizado aos integrantes da Corte.

A disputa também envolve os dados extraídos do celular de Vorcaro. Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes pediram acesso integral ao material antes da sessão.

Mendonça tratou com Castro sobre prisão de Cabral; ministro diz que atuou apenas com base nos autos

Por Folha de São Paulo

Mensagens coletadas pela Polícia Federal e obtidas pela Folha mostram conversas no WhatsApp atribuídas ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), com o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), tratando de processos de seu interesse.

Nos diálogos, trocados na noite de 11 de novembro de 2022, Castro escreve a Mendonça, às 19h37: “Amigo, preciso falar com urgência” e completa “caso Cabral”, numa referência ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral. Em seguida, Castro encaminha dois arquivos com pedidos de habeas corpus e alvará de soltura, objeto de julgamento do STF.

Mendonça responde à mensagem às 20h25, com a descrição de um processo da 13ª Vara Federal de Curitiba que decretou a prisão preventiva de Cabral por corrupção, no âmbito da Operação Lava Jato.

Após escrever essa mensagem, Mendonça completa: “ligo em alguns minutos”. Castro, então, responde com um “ok”.

Sete minutos depois, Mendonça encaminha ao ex-governador um link da página do Supremo que remete ao habeas corpus movido por Cabral. O caso estava sendo julgado na Segunda Turma da Corte, da qual Mendonça faz parte.

Procurado, o gabinete de André Mendonça informou, em nota, que ele não mantém relação de amizade com Cláudio Castro e que os dois se conheceram institucionalmente, quando o ministro ocupava o cargo de ministro da Justiça.

Dark Horse: Dino retira sigilo de material da polícia de SP sobre produtora

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, levantou neste domingo (13) o sigilo de documentos enviados pela Justiça de São Paulo e unificou sob sua relatoria investigações que apuram um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo emendas parlamentares federais, contratos ligados à Prefeitura de São Paulo e pessoas vinculadas ao deputado federal Mário Frias (PL-SP).

Na última quinta-feira (10), Mario Frias classificou como “cortina de fumaça” a operação da PF que realizou buscas em sua residência. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar negou irregularidades, afirmou que vai colaborar com as investigações e entregar todos os documentos necessários e disse acreditar no arquivamento do caso. Foi a primeira manifestação de Frias sobre a operação.

Na decisão divulgada neste domingo, Dino afirma haver indícios de conexão entre os inquéritos e menciona a hipótese investigativa de uma organização criminosa voltada à captação, circulação e ocultação de recursos públicos. O ministro também registra uma linha de investigação que apura possíveis vínculos do grupo investigado com a facção PCC (Primeiro Comando da Capital).

Circuito financeiro fechado
Segundo o despacho, a Complexsys Soluções Integradas Ltda., empresa de tecnologia contratada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade presidida pela empresária Karina Ferreira da Gama e beneficiária de recursos oriundos de emendas parlamentares, recebeu transferências do deputado federal Mário Frias (PL-SP), que, segundo a Polícia Federal, teria papel central na suposta engrenagem investigada, e também repassou recursos de volta ao próprio instituto.

De acordo com o documento, a empresa ainda transferiu valores para a Academia Nacional de Cultura (ANC), organização sem fins lucrativos também presidida por Karina Gama. Para a Polícia Federal, a circulação de recursos entre Frias, a Complexsys, o ICB e a ANC sugere a existência de um “circuito financeiro fechado”, compatível com a atuação coordenada de um mesmo núcleo.

“Essa circulação de recursos entre o parlamentar, a entidade executora, a empresa contratada e outra organização beneficiária não se compatibiliza com relações negociais independentes e economicamente justificadas. Ao contrário, evidencia um circuito financeiro fechado, característico de estruturas destinadas à circulação, fragmentação e reintrodução de valores entre integrantes de um mesmo núcleo de atuação”, diz o despacho do ministro.

Datafolha em Pernambuco: Lula tem 55% e Flávio Bolsonaro, 24% no primeiro turno

Uma pesquisa do instituto Datafolha divulgada neste sábado (12) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, com 55% das intenções de voto entre os eleitores de Pernambuco. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 24%.

O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo e é o segundo divulgado pelo Datafolha após o início das campanhas eleitorais.

Na sequência aparecem os candidatos Augusto Cury (Avante), com 4%, seguido por Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), que têm 2% cada. Samara Martins (UP) tem 1%.

Romeu Zema (Novo), Edmilson Costa (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO), Veterinário Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC) e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram. A pesquisa ainda mostra que os eleitores que votariam nulo, branco e ou não votariam somam 8%. 3% afirmaram estar indecisos.

O Datafolha ouviu 1.204 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Os números de registro na Justiça Eleitoral são PE-04411/2026 e BR-01833/2026.

Fachin assume relatoria da discussão sobre suposta relação entre Moraes e Vorcaro

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, assumiu a relatoria da discussão sobre a suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e determinou a remessa à Presidência da Corte dos processos relacionados às investigações sobre as fraudes do INSS e do banco Master.

Com isso, os dois casos ficarão paralisados até nova decisão de Fachin. O ministro pode decidir se assume também a relatoria das duas investigações depois que o material chegar à Presidência ou pode submeter a decisão ao plenário do STF.

Pelo mesmo fundamento, e considerando o teor da manifestação do e. Min. Alexandre de Moraes (eDOC 11, p. 20, nesta PET 16704), determino a remessa à Presidência das PETs 15.041 e 15.556, com todos os processos a elas relacionados.

Considerando a possibilidade de o resultado da deliberação da PET 16.662 ensejar a aplicação do art. 144, IV, do Código de Processo Civil, determino, com fundamento no art. 13, XV, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, à Secretaria Judiciária, que substitua a relatoria da PET 16.662 para a Presidência do Supremo Tribunal Federal.

Na terça, a Corte vai discutir o relatório da Polícia Federal (PF) feito a pedido do ministro André Mendonça que apontou uma suposta relação entre Moraes e o ex-banqueiro preso.

Ao assumir a relatoria do caso Moraes, Fachin passa a conduzir as medidas que serão adotadas nesse procedimento.

A medida também deve impactar o rito da sessão que vai decidir se abre ou não investigação contra Moraes. Cabe ao relator apresentar para o plenário um resumo (relatório) dos principais fatos em análise. O relator também é o primeiro a votar, definindo se serão analisadas questões preliminares primeiro (processuais) e só depois o mérito, por exemplo. O ministro-relator também é o primeiro a votar, podendo guiar a análise pelo plenário.

O caso no STF é inédito e o rito da sessão será definido e anunciado por Fachin. A sessão será transmitida pela TV Justiça e acesso restrito ao plenário.

Na sessão, os ministros vão discutir a validade do relatório da PF. O documento sofreu críticas de alguns ministros da Corte. Na avaliação deles, Mendonça pediu para investigar um colega sem autorização do plenário.

Os ministros também vão decidir sobre o pedido de nulidade da Procuradoria-Geral da República (PGR) e devem definir se será aberta ou arquivada investigação contra Moraes.

A PGR argumentou que Mendonça não deveria ter solicitado apuração sobre o destinatário das mensagens do ex-banqueiro, sem um pedido do Ministério Público ou da própria PF, e também que a competência para decidir sobre a eventual apuração envolvendo Moraes é do plenário do STF.

PGR reforça pedido para que todos os ministros do STF tenham acesso integral aos dados extraídos do celular de Vorcaro

A Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou neste sábado (12) nova manifestação ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, defendendo que todos os ministros da Corte tenham acesso integral dos dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro antes do julgamento marcado para terça-feira (15).

No documento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, reitera posição apresentada na véspera e afirma considerar relevante que os integrantes do tribunal conheçam previamente “a integralidade dos dados necessários” para formar convicção sobre o caso.

Da mesma forma, parece-nos relevante, sobretudo e especialmente dadas as peculiaridades da causa, que todos ministros tenham conhecimento prévio da integralidade dos dados necessários para a formação de juízo sobre o tema posto em debate“, escreveu Gonet.

A manifestação também é assinada pelo subprocuradores-gerais da República Antônio Edílio Magalhães Teixeira e André de Carvalho Ramos, e pelo vice-procurador-Geral da República Hindemburgo Chateaubriand Filho, que fez o primeiro pedido de acesso total aos dados do Master.

O pedido da PGR ocorre um dia depois de os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes se manifestarem pelo acesso integral dos dados extraídos do celular de Vorcaro.

Eles defenderam que o conteúdo completo do aparelho seja compartilhado com todos os integrantes do STF antes da sessão que analisará relatório da Polícia Federal sobre mensagens trocadas entre o ex-banqueiro e Moraes.

Nesta sexta (11), Gilmar Mendes enviou ofício a Fachin sustentando que o acesso restrito ao material compromete a colegialidade do tribunal e pediu que, caso o ministro André Mendonça não disponibilize os arquivos, a Presidência do STF solicite diretamente à Polícia Federal o envio das cópias aos gabinetes dos ministros.

A ofensiva de Gilmar Mendes se somou a movimentos feitos por Cristiano Zanin e por Alexandre de Moraes:

  • Zanin acionou Fachin cobrando acesso à íntegra do espelhamento do telefone de Vorcaro, um iPhone 17 Pro apreendido pela PF, argumentando que o plenário precisa conhecer o contexto integral dos dados antes de julgar o caso.
  • André Mendonça informou a Fachin que o aparelho físico original não está sob sua posse, mas sim guardado nos depósitos da própria PF para preservar a cadeia de custódia da prova. O relator declarou que possui apenas uma cópia de segurança em disco rígido criptografado, enviada pela PF em março de 2026, que permanece intacta e lacrada.
  • Em novo ofício, Zanin contestou a justificativa de Mendonça, sustentando que o lacre de uma cópia de segurança não impede o compartilhamento com os demais julgadores, lembrando ainda que a própria defesa de Vorcaro já obteve acesso à integralidade do material. Moraes reforçou o pedido e afirmou que “não cabe ao relator escolher quais os documentos acessíveis ao colegiado”.
  • Com o novo documento enviado a Fachin, Gilmar Mendes consolidou a pressão sobre o relator para que o conteúdo seja destravado, seja por via do gabinete de Mendonça ou diretamente pela PF, antes da sessão de terça-feira.

Em outro ofício, o próprio Moraes reforçou o pedido de Zanin. “Não cabe ao ministro relator escolher quais os documentos acessíveis ao Colegiado para realizar seu julgamento“, declarou.

Fachin nega julgar Moraes e Mendonça juntos e marca sessão do relator do Master para 23 de setembro

O presidente do STF, Edson Fachin, negou neste sábado (12) o pedido de Alexandre de Moraes para julgar conjuntamente investigações envolvendo ele e André Mendonça.

A sessão de terça-feira (15) analisará mensagens de Daniel Vorcaro a Moraes. O caso sobre Mendonça foi agendado para 23 de setembro.

Moraes apontou “risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual”. Ele alegou que as pautas deveriam ser unificadas.

Ele também acusou Mendonça de fazer uma “escolha seletiva” na divulgação de dados. Segundo Moraes, foram ocultados cerca de 180 arquivos do tribunal.

Fachin justificou que as ações estão em fases distintas. As investigações envolvem supostas fraudes no Banco Master e financiamento de filme sobre Jair Bolsonaro.