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“Ideia é regular, não censurar”, afirma Exército sobre política de moderação nas redes sociais

A intenção do Exército, ao divulgar a nova Política de Moderação nas Redes Sociais, é garantir um ambiente democrático nas contas da instituição. Segundo a assessoria de imprensa da Força, “a ideia é regular, não censurar”.

As normas estabelecem limites para os comentários e interações feitos nas publicações da instituição nas redes sociais, como no X (antigo twitter) e no Instagram. Só nessas duas plataformas, o Exército acumula cerca de 9 milhões de seguidores.

Conforme a CNN mostrou nesse domingo (28), o Exército emitiu um alerta público informando que poderá “encaminhar às autoridades competentes” informações sobre comentários em suas redes sociais que incitem o ódio, a violência, a discriminação, entre outras situações.

O documento, que já vinha sendo elaborado desde o ano passado, passou pelo departamento jurídico da instituição e poderá passar por ajustes a partir da sua implementação.

Uma equipe ficará responsável por monitorar os comentários e avaliar a conduta dos seguidores para evitar que os limites estabelecidos sejam extrapolados.

Aqueles que desrespeitarem as chamadas “regras de uso e convivência”, poderão ter os comentários apagados e até serem bloqueados.

O documento diz ainda que o Exército poderá “encaminhar às autoridades competentes” informações sobre comentários em suas redes sociais que incitem o ódio, a violência, a discriminação, entre outras situações.

Lei da Saidinha: Juízes de SP permitem que presos deixem a cadeia sem exame criminológico

CDP do Belém, na cidade de São Paulo, onde está um dos presos beneficiados — Foto: Divulgação

Aprovada pelo Congresso e sancionada com vetos pelo presidente Lula (PT), a Lei da Saidinha obriga que todo preso passe por exame criminológico para ir para um regime mais brando de cumprimento de pena – por exemplo, sair do fechado para o semiaberto.

Alguns juízes de São Paulo, entretanto, tem entendido que essa exigência é contrária à Constituição e dispensado os detentos da realização desse teste.

Entenda o que é o exame criminológico

Desde 11 de abril, quando a lei entrou em vigor, foram publicadas 3 decisões que citam expressamente a Lei das Saidinhas (11.438/2024) em que os juízes dispensaram o exame, segundo consulta feita na tarde de sexta-feira (27) pelo g1 (dezenas de outras obrigavam a aplicação do teste, como prevê a lei).

Em duas decisões, os juízes dispensaram o exame criminológico para que os presos fossem do regime fechado, em que passam o dia todo na cadeia, para o semiaberto, o que os permite sair durante determinados períodos do dia. Na terceira, o detento foi do regime semiaberto para o aberto – em que não precisa dormir na prisão – sem a necessidade do teste.

“Evidente que a nova legislação, no ponto que determina a realização obrigatória, indiscriminada e abstrata do exame criminológico como requisito à progressão de regime, padece de inconstitucionalidade”, escreveu o juiz Davi Marcio Prado Silva, de Bauru, ao analisar o caso de um preso condenado por roubo que pedia para ir do regime fechado para o semiaberto.

Outro juiz de Bauru, Josias Martins de Almeida Junior, dispensou o exame escrevendo que, além de inconstitucional, a exigência gera “enormes atrasos processuais e superlotação” do sistema prisional e “viola o princípio da duração razoável do processo e da dignidade da pessoa humana“.

Já a juíza Luciana Amstalden Bertoncini, de Tupi Paulista, também considerou que a obrigatoriedade do exame é inconstitucional ao analisar o pedido de uma mulher para passar do regime fechado para o semiaberto.

Mais 200 pessoas são detidas em protestos nas universidades nos EUA

Policiais prendem estudante durante manifestação na Universidad de Emory, nos EUA, em 25 de abril — Foto: Mike Stewart/AP

Mais de 200 pessoas foram detidas neste sábado (27) em quatro universidades dos Estados Unidos durante protestos pró-Palestina.

Segundo o jornal “The New York Times”, os manifestantes foram detidos na Universidade Northeastern, na Universidade Estadual do Arizona, na Universidade de Indiana e na Universidade de Washington em St. Louis, enquanto a polícia tenta conter o crescimento no número de protestos nas faculdades dos EUA.

  • Harvard, Yale e Columbia: manifestações pró-palestinos tomam conta de universidades nos EUA;
  • Protestos pró-Palestina se espalham pelas universidades americanas e viram tema eleitoral para Biden e Trump.

Com isso, o número de manifestantes detidos desde o início dos protestos, em 18 de abril, chega a 700. A onda de protestos atinge algumas das universidades de maior prestígio dos EUA, como Columbia, Harvard e Yale.

Os manifestantes são contra a atuação de Israel na guerra contra o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza — e pedem para que as instituições de ensino cortem laços com Israel e também com empresas que, segundo os alunos, viabilizam a guerra.

Parte da comunidade universitária se incomodou com os protestos: alunos e professores judeus afirmam que as manifestações têm se tornado antissemitas, e que eles têm medo de pisar nos campi.

Shai Davidai, um professor da faculdade de administração da Universidade Columbia, em Nova York, afirmou que foi impedido de entrar em uma parte do campus. Davidai é um judeu israelense americano.

O epicentro desse movimento é a Universidade Columbia, em NY, onde há um acampamento de ativistas com bandeiras palestinas e mensagens de solidariedade a Gaza.

Prisões e acampamentos desmontados

Neste sábado, na Universidade de Washington, em St. Louis, mais de 80 detenções foram feitas e o campus foi fechado à noite, de acordo com um comunicado das autoridades da universidade.

A nota, segundo o jornal “The New York Times”, acrescenta que a polícia do campus ainda estava processando as detenções.

Jill Stein, candidata do Partido Verde às eleições presidenciais de 2024, estava entre os manifestantes detidos, juntamente com o seu coordenador de campanha e outro integrante da equipe, disse um porta-voz da campanha.

Na manhã de sábado, na Universidade Northeastern, em Boston, no estado de Massachusetts, os manifestantes montaram um acampamento no Centennial Common do campus esta semana e atraiu mais de 100 apoiadores. A administração pediu aos manifestantes que saíssem, mas muitos estudantes não obedeceram à ordem de retirada.

Policiais do estado de Massachusetts chegaram ao local, ainda na madrugada de sábado, e começaram a prender os manifestantes, algemando-os e desmontando várias tendas.

Eles disseram que prenderam 102 manifestantes. Não ficou claro quantos dos presos eram estudantes. A universidade informou que os alunos que mostrassem suas carteiras de identidade universitárias estavam sendo libertados.

Por volta das 11h de sábado, a maior parte do acampamento foi liberada.

A detenção em massa em Northeastern foi a segunda repressão na manhã de sábado contra manifestantes em um campus de Boston em menos de uma semana. Na manhã de quinta-feira, policiais da cidade prenderam 118 pessoas no Emerson College depois que os manifestantes se recusaram a sair do acampamento e formaram uma barricada.

Na Universidade Estadual do Arizona, a polícia escolar prendeu 69 pessoas na manhã de sábado depois que elas montaram um acampamento não autorizado, o que viola a política da universidade.

A universidade afirmou que os manifestantes criaram um acampamento e que o grupo foi instruído várias vezes a se dispersar.

Na Universidade de Indiana, onde a polícia universitária prendeu 33 pessoas em um acampamento no início desta semana, o campus e a polícia estadual prenderam mais 23 manifestantes no sábado. As autoridades disseram que um grupo “ergueu inúmeras tendas e toldos na noite de sexta-feira com a intenção declarada de ocupar o espaço universitário indefinidamente.”

Universidades de todo o país usaram estratégias diferentes na semana passada para reprimir os protestos. Algumas recuaram e procuraram diminuir as tensões, enquanto em outras faculdades, como a Universidade do Sul da Califórnia e a Universidade Emory, a polícia correu para desmantelar acampamentos e prender estudantes e membros do corpo docente.

Em Harvard, o acesso ao seu histórico Harvard Yard ficou com acesso restrito, permitindo a entrada apenas daqueles que apresentassem carteira de identidade universitária. A universidade também suspendeu um grupo pró-Palestina, mas mesmo assim o grupo e seus apoiadores montaram um acampamento no pátio.

Cão Joca: Donos de pets e ONGs fazem ato nos aeroportos de Guarulhos e Congonhas por justiça pela morte do golden retriever

Donos de animais fazem protesto no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, pedindo Justiça pelo cão Joca. — Foto: Reprodução/TV Globo

Donos de cachorros e ONGs de defesa dos animais realizam na manhã deste domingo (28) dois protestos simultâneos em memória do golden retriever Joca, que morreu na última segunda-feira (22), após ser enviado por engano pela empresa áerea Gol para um destino diferente de seu tutor.

Os protestos acontecem no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos – onde a morte foi registrada – e também no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo.

No ato de Guarulhos, as ONGs e donos de animais levaram seus pets para protestar contra a falta de segurança nos voos no Brasil para o transporte de animais.

Numa das faixas penduradas no terminal doméstico de embarque de Guarulhos, uma faixa exibe a frase “Justiça por Joca” e “Não somos bagagem, somos o amor de alguém”.

As entidades de defesa dos animais pedem que as autoridades brasileiras modifiquem as regras de transporte de bichos de estimação no país e punam severamente as empresas que violam as leis de proteção animal.

A família do engenheiro João Fantazzini Júnior, tutor do cãozinho Joca, esteve no ato e agradeceu o carinho das pessoas com a dor dele.

Ao discursar no protesto com um megafone, Fantazzini afirmou que espera que uma lei no Congresso Nacional normatize condições mais favoráveis de transporte de animais em todas as regiões do país.

“Precisou morrer um pra que isso acontecesse [protestos]. Por isso, tenho muita gratidão por todos que estão aqui e abraçaram essa causa comigo. Precisa ser mudado sim [as regras aéreas]. A única coisa que eu quero é que uma lei venha e que ela mude tudo isso. Porque não é justo. Eles são nossos filhos”, declarou.

No ato em Congonhas, donos de cãezinhos também ocuparam o terminal de embarque do aeroporto, em frente ao check in da empresa Gol, para protestar contra a morte de Joca.

Outro ato semelhante aconteceu durante a manhã deste domingo (28) no Aeroporto de Brasília, onde manifestantes também se reuniram para protestar contra a morte do cachorro Joca. O encontro foi marcado pelo Clube Golden de Brasília, por meio das redes sociais.

Protestos semelhantes aconteceram também no Aeroporto Santos Dummont, no Rio de Janeiro, neste domingo (28), e no Aeroporto Afonso Penna, em Curitiba, na manhã de sábado (27).

Um grupo de manifestantes ainda se reuniu no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, e outro no aeroporto de Campo Grande, na manhã deste domingo, em memória ao Joca.

Para flexibilizar armas, Câmara dos Deputados agora foca em dar autonomia aos estados

Projeto já foi aprovado na CCJ, presidida pela autora do texto, a deputada Caroline de Toni (PL - SC) (no telão). — Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Após restrições impostas pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à legislação que flexibilizava o porte e a posse de armas de fogo, a oposição na Câmara dos Deputados– alinhada ao ex-presidente Jair Bolsonaro– tenta avançar na política armamentista conferindo poder aos estados para legislar sobre o tema.

Um projeto aprovado nesta semana na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) autoriza estados e o Distrito Federal “a disporem de forma específica sobre a posse e o porte de armas de fogo, para fins de defesa pessoal, práticas desportivas e de controle de espécies exóticas invasoras”.

Se a proposta se tornar lei, os estados que decidirem fazer legislação específica sobre o assunto precisarão comprovar que têm condições de fiscalizar os donos das armas.

O texto em análise também define que as futuras autorizações estaduais só garantiriam o uso ou a posse das armas dentro de seu território.

A votação na CCJ foi apertada, o que indica que o debate tende a ser dividido. O texto também passou pela Comissão de Segurança Pública e está pronto para ser pautado no plenário, mas ainda não há uma data definida para a votação e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) não se manifestou.

O que dizem os especialistas

O modelo proposto é semelhante ao adotado nos Estados Unidos, onde cada estado define sua própria legislação sobre o tema. Apesar disso, especialistas apontam que, por lá, o controle de armas é frágil.

“Nos Estados Unidos, existem estados onde sequer se analisam antecedentes criminais para a compra de arma de fogo”, diz Roberto Uchoa, membro do conselho do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Em outros é permitida venda para adolescentes. Isso faz com que quem queira comprar uma arma consiga, se deslocando para outros estados”.

Ele diz que o projeto traz a “pior ideia que já tiveram sobre fiscalização e controle de armas de fogo em décadas”.

“Em termos de segurança pública isso vai ser muito negativo, porque com o controle centralizado a gente já tem um problema de desvios de armas do mercado legal para o ilegal, imagina cada estado podendo decidir requisitos para liberação, tipos de arma, será o descontrole total”, afirma Uchoa.

Para a professora de Direito Constitucional da FGV, Eloisa Machado, o texto é inconstitucional e dificultaria o controle da circulação de armas.

“Se for autorizado que cada estado tenha uma legislação específica, na prática a gente pode ter um cenário de caos normativo, com pouco controle da circulação destas armas e um impacto negativo para segurança pública”.

A professora alerta para uma tentativa de esvaziar a política de controle de armas no Brasil. “Nos últimos 4 anos isso foi feito por uma série de decretos emitidos pelo ex presidente Jair Bolsonaro, e agora há essa tentativa também por parte dos seus seguidores de criar um atalho e um buraco no Estatuto do Desarmamento”.

A preocupação com a fiscalização também foi mencionada em nota técnica divulgada pelo instituto Sou da Paz. Além de ver a proposta como inconstitucional, o Sou da Paz afirma que em países em que é possível adotar legislações estaduais sobre o tema, os efeitos para segurança pública são negativos, incluindo o aumento no número de armas roubadas.

“Além dos impactos sobre a circulação geral de armas de fogo no país e sobre indicadores criminais, permitir que as unidades da federação adotem diferentes normativas relacionadas à posse e ao porte de armas acrescenta um fator de grande complexidade à fiscalização dessas regras e ao cotidiano do policiamento, dada a natureza do livre trânsito entre divisas estaduais”, afirma o Sou da Paz.

Debates

Durante a votação do projeto na comissão, deputados falaram sobre a possibilidade de questionamento da constitucionalidade da medida caso seja aprovada – o PSOL já afirmou que recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF) se o texto se tornar lei.

A deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) disse que o argumento é o artigo 21 da Constituição, que aponta como prerrogativa da União legislar sobre o armamento ao apontar que “compete à União autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico”.

Para o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), se mais armas entrarem em circulação, mais mortes ocorrerão e as políticas serão enfraquecidas.

“[É ] Mais um retrocesso baseado na perniciosa concepção americanóide do cada cidadão uma arma”, afirmou.

O líder do maior bloco da Câmara, Aureo Ribeiro (SD-RJ), defende maior flexibilização do porte de armas, mas acredita que isso não pode ocorrer através dos estados. “Acho que a gente tem que flexibilizar os armamentos para alguns setores, mas acho que não pode ser por estados”, afirma.

Ele acredita que o projeto pode não ser pautado no plenário por ir de encontro à Constituição. “Vou me posicionar para nem colocar em plenário um projeto como esse. Temos que resolver o problema do Brasil e não de estados específicos”, disse o líder.

Presidente da CCJ e autora do projeto, a deputada Caroline de Toni (PL-SC) justificou a apresentação do projeto como necessário em razão das dimensões do Brasil e as “realidades diferentes nos vários Estados da Federação”.

“No atual cenário deste ano de 2023, no qual o novo Governo Federal vem impondo fortes limitações a este segmento de armas de fogo, sinalizando com outras séries de restrições a serem implementas, todas as iniciativas para evitar este retrocesso normativo são bem-vindas, desde que promovidas pacificamente, e dentro da legalidade”, diz ela.

“Permanecei em mim”

COR LITÚRGICA: BRANCO

5º Semana da Páscoa | Domingo


Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta; e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais fruto ainda. Vós já estais limpos por causa da palavra que eu vos falei. Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permaneceu em mim, e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Quem não permanecer em mim, será lançado fora como um ramo e secará. Tais ramos são recolhidos, lançados no fogo e queimados. Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vos será dado. Nisto meu Pai é glorificado: que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos. (Jo 15,1-8).

Amados leitores e ouvintes, irmãos em Cristo. Na liturgia do quinto Domingo do tempo pascal, temos uma palavra-chave, que se faz presente em todas as leituras proclamadas: permanecer.

Permanecer é um verbo, indica a ação de conservar-se, persistir. Logo na primeira leitura, vemos o exemplo do jovem Saulo de Tarso, que depois tornara-se Paulo.

Após sua experiência com Cristo Ressuscitado no caminho, e a cura de sua visão em Damasco, ele procura a Igreja que está em Jerusalém com os apóstolos, para juntar-se a eles.

Entendamos, Paulo tem uma experiência particular, um encontro, mas ele sabe que isso não é suficiente para permanecer com seu novo mestre Jesus.

Por isso ele busca, ele tenta unir-se, com a comunidade dos discípulos de Jesus, para aprender com os demais, para ajudar. Este simples gesto de Paulo deveria repercutir em nosso coração. Ninguém permanece com Jesus, afastando-se da comunidade. É necessário procurarmos juntarmo-nos aos demais discípulos de Jesus. Sozinhos não iremos a lugar nenhum.

A segunda leitura vai na mesma direção, o autor da carta de João: “acreditar no nome de seu Filho, Jesus Cristo, e amar-nos mutuamente, como Ele nos mandou.” Aqui vemos duas implicações, a primeira é professar a fé com a boca, e a segunda é concretizar aquilo que se diz com as atitudes. E esta segunda é modelada pelo próprio Jesus. Esta forma de viver aquilo que se acredita é o que definirá nossa união ou separação ao Cristo:

“Quem observa os seus mandamentos permanece em Deus e Deus nele. E sabemos que permanece em nós pelo Espírito que nos concedeu.”

Percebamos a expressão novamente: permanecer! Manter-se unido a Jesus para executar os seus mandatos. E essa se verifica, segundo o autor, no amor de nossas relações. Portanto, novamente a questão de que não conseguimos ser cristãos fora da comunidade.

No Evangelho, Jesus, em um contexto de despedida, prepara sua comunidade de discípulos para algo que acontecerá. Ensina aos seus que para manter-se vivos, seria necessário que estivessem sempre unidos a Ele, mesmo que fisicamente estivesse longe. Está unido, permanecer com Jesus é manter-se unido às suas palavras, a tudo que ensinou, hoje usamos outra palavra que expressa esse permanecer: fazer comunhão.

Jesus apresenta-Se como a “verdadeira videira” (vers. 1). A Ele, a “verdadeira videira”, estão ligados os “ramos”. Os “ramos” são, nesta alegoria, os discípulos de Jesus. Esta “verdadeira videira” e estes ramos são, portanto, o novo Povo de Deus, somos nós hoje também. Da ação criadora e vivificadora de Jesus irá nascer o novo Povo de Deus, a comunidade do Reino.

Jesus nos faz um convite! Um convite a que o discípulo, ou seja, cada um de nós, mantenhamos a nossa adesão a Jesus, a nossa identificação com Ele, a nossa comunhão com Ele. Se o discípulo mantiver a sua adesão, Jesus, por sua vez, permanece no discípulo – isto é, continuará fielmente a oferecer ao discípulo a sua Vida/Espírito.

Tal união não se dá de uma única vez e permanente, mas com o trabalho diário em fortalecer este laço. O discípulo tem de continuar a escutar as suas indicações e de continuar a assumir, em cada passo, o seu estilo de viver e de amar. E ninguém faz isso isolado, fechado… portanto, nós unamos a nossa comunidade de fé, para permanecermos também unidos a Jesus.


Pe. Gutembergue Lacerda

Sacerdote da Diocese de Afogados da Ingazeira

Vigário Paroquial da Paróquia de São Sebastião / Iguaracy – PE

Cotada para ser vice de Trump diz que matou cão da família em livro

A governadora da Dakota do Sul, Kristi Noem, é um dos nomes na lista de candidatos para compor a chapa republicana

Cotada para ser vice de Donald Trump, a governadora da Dakota do Sul, Kristi Noem, disse em seu livro que será lançado que ela matou um cachorro e uma cabra na fazenda de sua família.

De acordo com um trecho, que foi obtido pelo jornal britânico The Guardian, Noem matou seu cão Cricket porque o animal era “intratável”, “perigoso para qualquer um que ela entrou em contato” e “menos do que inútil como um cão de caça.”

“Eu odiava aquele cão”, escreve Noem, de acordo com o Guardian.

No trecho, Noem escreve que tentou domar o cão com uma coleira eletrônica, mas tomou a decisão de matá-lo, atirando-o em um poço de cascalho após um incidente em que o animal atacou galinhas da fazenda vizinha.

“Não foi um trabalho agradável”, escreve Noem, de acordo com o The Guardian, “mas teve que ser feito. E depois que acabou, percebi que outro trabalho desagradável precisava ser feito.”

Em seguida, o Guardian cita trechos do livro em que Noem atira em uma cabra da mesma maneira. Noem descreve a cabra como “desagradável e má” e com um cheiro “nojento e rançoso”. A cabra tinha o hábito de perseguir e derrubar seus filhos, acrescenta Noem.

Com o objetivo de se distinguir dos políticos típicos, Noem escreve: “Eu acho que se eu fosse uma política melhor eu não contaria a história aqui.”

Postando uma foto do artigo do Guardian, Noem disse que suas ações não eram incomuns em uma fazenda.

“Nós amamos animais, mas decisões difíceis como essa acontecem o tempo todo em uma fazenda. Infelizmente, só tivemos que abater 3 cavalos há algumas semanas que estavam em nossa família há 25 anos. Se você quiser histórias mais reais, honestas e politicamente incorretas que terão a mídia ofegante, pré-encomenda ‘No Going Back”, Noem postou no X, compartilhando um link para seu livro.

Noem, uma firme apoiadora de Trump, é um dos vários políticos que Trump reconheceu estarem em sua lista de candidatos para vice da chapa.

No início de abril, Noem disse a Dana Bash, da CNN, que ela apoiaria Trump mesmo que ele fosse condenado no julgamento em Nova York.

Noem disse ainda que se fosse vice de Trump no mandato anterior não teria certificado a eleição de 2020 se estivesse na mesma posição do ex-vice-presidente Mike Pence.

Ela empatou com a primeira escolha em uma pesquisa na Conferência de Ação Política Conservadora em fevereiro, na qual perguntou aos participantes quem eles gostariam de ver Trump escolher como seu companheiro de chapa. Noem e o ex-candidato presidencial Vivek Ramaswamy receberam 15% dos votos na pesquisa.

Durante a conferência, o governador da Dakota do Sul tentou atacar aqueles que entraram nas primárias republicanas de 2024 contra Trump, sugerindo que eles entraram na corrida por “benefício pessoal” e “um holofote por um período de tempo.”

“Fui uma das primeiras pessoas a endossar Donald J. Trump como presidente. No ano passado, quando todos me perguntavam se eu consideraria concorrer à presidência, eu disse que não. Por que você concorreria à presidência se não pudesse vencer?” disse Noem.

Zelensky diz que ataque russo pode prejudicar fornecimento de gás à UE

Zelensky diz que ataque russo pode prejudicar fornecimento de gás à UE

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que um ataque russo ao setor de energia da Ucrânia, neste sábado (27) teve como alvo instalações importantes para o fornecimento de gás à União Europeia.

A Rússia continua fornecendo gás à UE através da Ucrânia sob um acordo de trânsito com a russa Gazprom, que deve expirar em dezembro. O ministro da Energia da Ucrânia disse no mês passado que Kiev não tem planos de estender ou substituir o acordo com Moscou, que paga à Ucrânia para exportar seu gás para a UE.

Zelensky, que está em campanha para o fornecimento de sistemas de armas de seus parceiros internacionais, disse que as forças ucranianas “conseguiram derrubar alguns” dos 34 mísseis russos.

Ele não disse quais instalações específicas foram alvo, nem se mísseis atingiram essas áreas.

Tornado atinge sul da China e deixa cinco pessoas mortas

Guangzhou, cerca de 130 quilômetros de Hong Kong, é a capital da província de Guangdong

Pelo menos cinco pessoas morreram e 33 ficaram feridas em um tornado que atingiu Guangzhou, uma cidade de 19 milhões de pessoas no sul da China, de acordo com a mídia estatal chinesa.

As autoridades dizem que 141 prédios foram danificados, mas nenhuma casa residencial desabou, de acordo com a agência de notícias Xinhua. Uma avaliação preliminar colocou o tornado no nível três de intensidade, dois abaixo do nível mais alto.

Guangzhou, cerca de 130 quilômetros de Hong Kong, é a capital da província de Guangdong.

Uma estação meteorológica em Liangtian Village, Baiyun District, a cerca de 2,7 km de onde o tornado atingiu, registrou uma rajada de vento máxima de 20,6 metros por segundo, informou a Xinhua.

A partir das 22 horas (horário local), as operações de busca e resgate haviam terminado.

O tornado vem depois de vários dias de fortes chuvas que atingiram o sul da China, desencadeando inundações e ameaçando a vida de milhões de pessoas enquanto os socorristas correm para retirar os moradores presos pelas enchentes.

A província de Guangdong, uma potência econômica que abriga 127 milhões de pessoas, viu inundações generalizadas que forçaram mais de 110 mil pessoas a serem realocadas, informou a mídia estatal, citando o governo local.

No início desta semana, a mídia estatal informou que as inundações mataram pelo menos quatro pessoas em Guangdong.

Desde 16 de abril, chuvas torrenciais atingiram o Delta do Rio das Pérolas, o coração industrial da China e uma das regiões mais populosas do país, com quatro estações meteorológicas em Guangdong registrando chuvas recordes em abril.

A bacia do Rio das Pérolas está sujeita a inundações anuais de abril a setembro, mas a região enfrentou chuvas mais intensas e inundações severas nos últimos anos, enquanto os cientistas alertam que a crise climática amplificará o clima extremo, tornando-o mais mortal e mais frequente.

Embora os tornados não ocorram com tanta frequência na China como nos EUA, eles acontecem. Um artigo científico de 2015 descobriu que a China tem em média menos de 100 tornados por ano, e que pelo menos 1.772 pessoas morreram depois das tempestades no país desde 1961.

A Agência Meteorológica da China está alertando que fortes chuvas e tempestades devem continuar até o final do mês.

Pacheco reage a declarações de Haddad: “Desnecessária, para não dizer injusta”, afirmou senador

Em nota divulgada à imprensa, Pacheco cita diretamente Haddad

O presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), rebateu críticas feitas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, aos posicionamentos do Parlamento em relação à política fiscal. “Uma coisa é ter responsabilidade fiscal, outra bem diferente é exigir do Parlamento adesão integral ao que pensa o Executivo sobre o desenvolvimento do Brasil”, escreveu Pacheco em resposta a Haddad, por meio de nota divulgada na tarde deste sábado (27).

A declaração do senador veio após o ministro da Fazenda afirmar que, assim como o governo federal precisa respeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal, o respeito à regra também deve ser seguido pelo Congresso Nacional.

“Há não muito tempo, criar despesas e renunciar a receitas eram atos exclusivos do Poder Executivo. O Supremo Tribunal Federal disse que o Parlamento também tem o direito de fazer o mesmo. Mas qual é o desequilíbrio? É que o Executivo tem que respeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal, e o Parlamento, não”, afirmou Haddad em entrevista à Folha de S.Paulo, publicada neste sábado (27).

“É por isso que nós recorremos agora ao STF [na ação sobre a desoneração]. É preciso dizer que o Congresso também tem que respeitar a mesma lei, e que atos que não a respeitem precisam ser suspensos. Se o Parlamento tem as mesmas prerrogativas do Executivo, ele deve ter também as mesmas obrigações”, disse Haddad.

“Ninguém quer retirar a prerrogativa de ninguém. Mas não pode um Poder ficar submetido a regras rígidas, e o outro, não. Se a exigência de equilíbrio fiscal valer só para o Executivo, ele não será alcançado nunca”, também declarou o ministro.

Em nota divulgada à imprensa, Pacheco cita diretamente Haddad. “A admoestação do ministro Haddad, por quem tenho respeito, é desnecessária, para não dizer injusta com o Congresso”.

Veja a íntegra da nota de Rodrigo Pacheco:

“Uma coisa é ter responsabilidade fiscal, outra bem diferente é exigir do Parlamento adesão integral ao que pensa o Executivo sobre o desenvolvimento do Brasil. Até porque o progresso se assenta na geração de riquezas, tecnologia, crédito, oportunidades e empregos, e não na oneração do empresariado, da produção e da mão de obra. Sob o prisma da despesa, não nos esqueçamos que teto de gastos, reforma da Previdência e modernização de marcos legislativos, como o do saneamento básico, são obras do Congresso. Sem contar a pauta de 2023 que cumprimos em favor de uma arrecadação recorde do estado brasileiro. Portanto, a admoestação do ministro Haddad, por quem tenho respeito, é desnecessária, para não dizer injusta com o Congresso.”

Desoneração da folha

As declarações de Pacheco e Haddad acontecem em meio à decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender a prorrogação da desoneração da folha de pagamentos a diversos setores da economia.

Na nota, Pacheco ainda afirmou que o progresso do país não deve depender da oneração dos empresários.

“O progresso se assenta na geração de riquezas, tecnologia, crédito, oportunidades e empregos, e não na oneração do empresariado, da produção e da mão de obra”, afirmou o presidente do Senado.

Na quinta-feira (25), ao suspender a prorrogação da desoneração da folha de pagamentos, Zanin determinou que a ação fosse remetida ao plenário do Supremo. O ministro Luiz Fux pediu vista – mais tempo para análise – e suspendeu o julgamento.

Até o pedido de Fux, na sexta (26), o placar do julgamento estava em cinco votos a zero a favor de suspender a prorrogação da desoneração. Antes da interrupção do julgamento, faltava apenas um ministro para formar maioria e confirmar a decisão de Zanin.

Com o pedido de vista de Fux, o julgamento fica temporariamente suspenso e segue valendo a decisão liminar tomada por Zanin. Nesse intervalo, Fux dispõe de até 90 dias corridos para devolver o caso ao plenário. No entanto, o ministro pode devolver o processo antes do prazo estabelecido.

China deixa de ser a segunda maior parceira comercial da Argentina

Presidente argentino, Javier Milei

“Não só não vou fazer negócios com a China, como não vou fazer negócios com nenhum comunista” — esta foi uma das frases do então candidato à presidência da Argentina, Javier Milei, durante a campanha eleitoral do ano passado.

“Sou um defensor da liberdade, da paz e da democracia. Os chineses não entram lá”, acrescentou, em entrevista ao jornalista Tucker Carlson, em setembro de 2023.

Quando se tornou presidente, no entanto, Milei tentou contornar a situação e explicar sua posição frente ao gigante asiático.

“Somos liberais. E se as pessoas quiserem continuar a fazer negócios com a China, podem continuar fazendo os mesmos negócios de sempre. O que eu disse é que não vou estar alinhado com os comunistas, e por acaso estou alinhado com os comunistas?”, disse, em outra ocasião, à agência de notícias Bloomberg.

Essa distância entre os países parece ter se materializado na prática: Milei ainda não teve reuniões oficiais com o presidente chinês, Xi Jinping.

Desde 10 de dezembro, início da gestão de Milei, o vínculo entre os países está assim, frio.

Agora, a ministra das Relações Exteriores da Argentina, Diana Mondino, está tentando outras abordagens ao liderar uma viagem internacional, que inclui uma passagem pela China entre os dias 28 e 30 de abril.

No período que antecedeu a viagem, o governo chinês também demonstrou a sua vontade de “descongelar” a relação. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Wang Wenbin, afirmou que Argentina e China são “parceiros estratégicos abrangentes”.

Mas, enquanto tudo isso acontece, uma informação espalha-se como um incêndio no mundo dos negócios e da geopolítica: a China deixou de ser o segundo parceiro comercial da Argentina em março.

Segundo o último relatório sobre o intercâmbio comercial argentino, divulgado na semana passada pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), esse lugar hoje pertence à União Europeia, enquanto a China é o terceiro.

No aniversário da Embrapa, Lula puxa as orelhas de Haddad e Fávaro

Fávaro amenizou a dura cobrança feita por Lula e reconheceu que R$ 500 milhões para pesquisa "não são nada" (José Cruz/Agência Brasil)

No evento comemorativo dos 51 anos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criou uma saia-justa para os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária). Cobrou deles, com duras palavras, que encontrem uma forma de a Embrapa receber mais investimentos.

A empresa dispõe de apenas um terço — algo em torno de R$ 170 milhões — dos R$ 500 milhões necessários para manter o andamento dos mil projetos. “Notei aqui duas coisas: o (Fernando) Haddad (Fazenda) falou bonito, mas não falou de dinheiro; o (Carlos) Fávaro (Agricultura e Pecuária) falou, falou, e só puxou o saco dos funcionários. A única que falou de dinheiro foi a Luciana (Santos, ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação)”, cobrou Lula, na abertura do evento “Embrapa 50 : a revolução do futuro começa agora”.

“Façam uma reunião para a gente discutir quais são as necessidades da Embrapa, para que a gente possa atender”, exigiu Lula, dirigindo-se a Haddad e Fávaro.

Lula fez questão de enfatizar que a Embrapa é a “mãe” da tecnologia que colocou o agronegócio brasileiro na liderança mundial do setor. O presidente salientou, ainda, que incluirá mais a empresa em suas viagens internacionais.

“A cada centavo que a gente coloca na Embrapa, retorna para este país milhares de reais, que se transformam em dólares”, frisou, citando as pesquisas realizadas pela empresa que levaram ao aumento da fertilidade do Cerrado e o combate às gripes suína e aviária.

Sem mal-estar

Ao comentar a dura cobrança de Lula, Fávaro amenizou a situação. “O que o presidente nos convocou é para apertar aqui ou acolá. Ele vai nos dizer onde é o caminho, para a gente trazer mais um pouco de recurso”, explicou o ministro.

Para ele, não dá para resolver o baixo orçamento da Embrapa com “varinha de condão”, mas destacou que o governo realizou concursos públicos para a recomposição do quadro de funcionários e, também, a incluiu no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) — de onde receberá R$ 1 bilhão, nos próximos anos, para projetos de infraestrutura.

“Ciência e tecnologia se faz para as pessoas e R$ 500 milhões não são nada, desculpe a sinceridade, diante de tudo aquilo que a Embrapa faz para o Brasil. Acontece que o orçamento público, responsabilidade fiscal, é uma dificuldade a superar”, lamentou.

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, também preferiu diminuir o impacto das cobranças de Lula. Ela disse reconhecer o que vem sendo feito pelo atual governo para fortalecer a empresa, mas reconheceu que falta dinheiro para a atividade científica — que demanda permanentes investimentos.

“A Embrapa, hoje, precisa de mais recursos. Ela cresceu muito. A empresa tem muitos desafios e projetos. Trabalhamos com sistemas integrados, consorciados, com várias cadeias produtivas”, explicou.

Conforme salientou, os mil projetos que a Embrapa mantém em andamento consomem R$ 500 milhões por ano para avançar. Mesmo assim, Silvia destacou que os recursos limitados não paralisaram as pesquisas.

Salles é escolhido relator da PEC das Drogas na CCJ da Câmara e quer fazer texto ‘mais duro’

Salles quer que a nova redação da PEC não faça nenhuma distinção entre usuário e traficante, de modo a que ambos recebam a mesma punição pelo crime de porte ou posse de drogas. (Bruno Spada / Câmara dos Deputados)

Designado relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) das Drogas na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, Ricardo Salles (PL-SP) afirma que fará um texto ainda mais “duro” do que o aprovado pelo Senado. Salles quer que a nova redação da PEC não faça nenhuma distinção entre usuário e traficante, de modo a que ambos recebam a mesma punição pelo crime de porte ou posse de drogas.

“Sou completamente contra a droga e sou favorável à criminalização total. O relatório tem que ir nessa linha”, diz o deputado, que explicou sua posição com uma analogia. “Na minha opinião, é que nem crime de receptação de carga roubada: quem vende é criminoso e quem compra também.”

No Senado, o relator da PEC, Efraim Filho (União-PB), tinha optado por uma redação que fazia a distinção entre usuário e traficante, mas tornava a matéria mais rígida ao transferir o poder à autoridade policial de fazer a diferenciação ao encontrar um sujeito com o porte ou posse de droga.

A distinção implica na diferença de tratamento. Na redação do Senado, o usuário recebe penas alternativas à prisão e tratamento contra dependência. Na legislação em vigor, o crime de tráfico é passível de cinco a 15 anos de prisão e multa.

O Congresso Nacional avança com a PEC enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) julga caso similar e, até o momento, segue interpretação oposta aos deputados e senadores.

A Corte julga caso que pode descriminalizar o uso da maconha. O placar está 5 a 3, com divergências entre os ministros sobre uma dosimetria, isto é, um cálculo de quantidade da droga que diferenciaria o usuário de um traficante. Os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, por exemplo, dizem que a quantidade limite é de 60 gramas.

A votação na CCJ é o último passo antes de a matéria ir a votação no plenário da Câmara. Salles diz que trabalhará com o colegas para consolidar as alterações.

Neste ano, a CCJ tem perfil ainda mais conservador e é presidida pela deputada Caroline de Toni (PL-SC), que pertence à linha mais dura de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Câmara. Salles também faz parte desse grupo – ele foi ministro do Meio Ambiente no governo Bolsonaro.

Salles crê que a matéria deverá passar tanto na comissão como no plenário sem maiores problemas. “Há um certo consenso e um caminho para barrar o acesso total às drogas”, afirma. “Temos que endurecer um pouco para ver se passa o recado de que a sociedade precisa ter um comportamento mais conservador na Câmara.”

Esse apoio virá, segundo ele, da Frente Parlamentar Agropecuária, da bancada evangélica e da bancada da bala. “Essa turma tem voto suficiente para aprovar a proposta”, diz o deputado.

”Hospital é espaço de saúde, não de violência”, diz governadora após tiroteio e mortes no HR

A governadora Raquel Lyra se pronunciou sobre o caso (Foto: Rafael Vieira/DP foto)

Após as mortes de um vigilante e de um paciente em um tiroteio no Hospital da Restauração, no Recife, a governadora Raquel Lyra (PSDB) se pronunciou sobre o caso por meio das redes sociais.

A gestora comentou o episódio e se solidarizou com as famílias das vítimas.

“Hospital é espaço de saúde, não de violência. A Secretaria de Defesa Social está agindo desde o primeiro momento para investigar o lamentável episódio de hoje cedo, no Hospital da Restauração, que resultou na morte de duas pessoas. Minha solidariedade às famílias das vítimas”.

Como foi

Um paciente roubou a arma de uma vigilante e matou um outro trabalhador. Depois, esse homem tentou fugir e acabou sendo baleado e morto por colegas dos servidores de segurança.

Relatos iniciais apontam que tudo aconteceu por volta das 4h30. O paciente estava na sala vermelha do hospital, o maior do estado.

O vigilante morto foi identificado como Nivaldo. Ele teria tentado recuperar a arma da colega, que foi levada pelo paciente.

Um terceiro profissional de segurança teria sido baleado, mas não se feriu por causa do colete balístico. Ainda foram repassadas informações sobre o doente que teria ficado ferido por estilhaços.

Coronel Meira pede demissão de ministra da Saúde por falta de vacinas e óbitos da dengue

Coronel Meira (PL) pediu demissão de ministra de Lula por falta de vacinas em discurso na Câmara (Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

O deputado federal pernambucano Coronel Meira (PL) utilizou o plenário da Câmara dos Deputados na última quinta-feira (25) para pedir a demissão da ministra da Saúde, Nísia Trindade. O parlamentar estava acompanhado do deputado estadual Alberto Feitosa (PL).

Meira justificou o pedido ao culpabilizar a ministra pelo atual cenário da dengue no país. De acordo com o Painel de Monitoramento das Arbovisores, do Minisério da Saúde, foram registrados 3.852.901 prováveis casos de dengue no Brasil durante os primeiros quatro meses de 2024.

“Os dados indicam ainda 1.792 óbitos confirmados por dengue, só neste ano, além de 2.216 mortes em investigação. A incidência da doença no país, atualmente, é de 1.897,4 casos por cada 100 mil habitantes. O número representa mais que o dobro de casos prováveis da doença identificados ao longo de todo o ano passado: 1.649.144”, disse Meira.

“São mais de dois mil óbitos por dengue, um número inédito na história desse país, o maior número da série histórica, registrada pela pasta da Saúde desde 2000 e a grande culpa é da ministra da saúde, Nísia Trindade, e do Governo Lula. Não foi feito qualquer planejamento para evitar os casos, não há vacinas, mas sobra incompetência”, afirmou o coronel bolsonarista.