Cor Litúrgica: Branco
Tempo do Natal depois da Epifania | Terça-feira
Naquele tempo, 34 Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas. 35 Quando estava ficando tarde, os discípulos chegaram perto de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e já é tarde. 36 Despede o povo, para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar alguma coisa para comer”. 37 Mas, Jesus respondeu: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Os discípulos perguntaram: “Queres que gastemos duzentos denários para comprar pão e dar-lhes de comer?” 38 Jesus perguntou: “Quantos pães tendes? Ide ver”. Eles foram e responderam: “Cinco pães e dois peixes”. 39 Então Jesus mandou que todos se sentassem na grama verde, formando grupos. 40 E todos se sentaram, formando grupos de cem e de cinquenta pessoas. 41 Depois Jesus pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e ia dando aos discípulos, para que os distribuíssem. Dividiu entre todos também os dois peixes. 42 Todos comeram, ficaram satisfeitos, 43 e recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e também dos peixes. 44 O número dos que comeram os pães era de cinco mil homens. (Mc 6,34-44).
Estimados leitores,
O Evangelho de hoje nos mostra, mais uma vez, a sensibilidade de Jesus diante da necessidade humana. “Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas.”
Ao anoitecer, os discípulos sugeriram a Jesus que despedisse o povo, para que fossem comprar alimento nos povoados vizinhos. Mas Jesus, de imediato, apresenta uma solução para aquilo que, aos olhos deles, parecia impossível: “Dai-lhes vós mesmos de comer”.
Essas palavras assustaram os discípulos, que dispunham apenas de cinco pães e dois peixes. O que parecia impossível aos olhos humanos tornou-se possível para Jesus, que mostrou aos discípulos e hoje a nós que, com a sua bênção, o pouco que doamos se transforma em muito.
O relato da multiplicação dos pães deve nos conscientizar da importância de termos um coração sensível às necessidades do nosso irmão, um coração aberto à partilha. A fome é uma questão emergencial. Quem tem fome não pode esperar por um novo emprego ou por uma ajuda do governo. Precisa de alimento naquele momento.
Nunca devemos dizer que não temos nada a oferecer, pois todos nós, de alguma forma, podemos ajudar o outro. Matar a fome também é nosso compromisso. Precisamos saciar a fome física do pobre para, depois, orientá-lo e conscientizá-lo do seu valor diante de Deus, despertando em seu coração a necessidade d’Ele.
Hoje, Jesus continua a nos dizer: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Não podemos esperar apenas pelos governantes, que, muitas vezes, demoram a se importar com os mais necessitados, assim como acontecia no tempo de Jesus.
Quem conhece os ensinamentos de Cristo não pode fechar os olhos diante das necessidades do irmão, nem transferir para outros a responsabilidade que é de cada um de nós. Onde existe amor, existe partilha. Onde existe partilha, Deus entra e o milagre da multiplicação acontece.
Tenham todos uma abençoada terça-feira.
Rosa Amélia
Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.


