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Os reis de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!

Cor Litúrgica: Branco

Tempo do Natal depois da Epifania | Terça-feira


Naquele tempo, 34 Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas. 35 Quando estava ficando tarde, os discípulos chegaram perto de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e já é tarde. 36 Despede o povo, para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar alguma coisa para comer”. 37 Mas, Jesus respondeu: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Os discípulos perguntaram: “Queres que gastemos duzentos denários para comprar pão e dar-lhes de comer?” 38 Jesus perguntou: “Quantos pães tendes? Ide ver”. Eles foram e responderam: “Cinco pães e dois peixes”. 39 Então Jesus mandou que todos se sentassem na grama verde, formando grupos. 40 E todos se sentaram, formando grupos de cem e de cinquenta pessoas. 41 Depois Jesus pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e ia dando aos discípulos, para que os distribuíssem. Dividiu entre todos também os dois peixes. 42 Todos comeram, ficaram satisfeitos, 43 e recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e também dos peixes. 44 O número dos que comeram os pães era de cinco mil homens. (Mc 6,34-44).

Estimados leitores,

O Evangelho de hoje nos mostra, mais uma vez, a sensibilidade de Jesus diante da necessidade humana. “Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas.”

Ao anoitecer, os discípulos sugeriram a Jesus que despedisse o povo, para que fossem comprar alimento nos povoados vizinhos. Mas Jesus, de imediato, apresenta uma solução para aquilo que, aos olhos deles, parecia impossível: “Dai-lhes vós mesmos de comer”.

Essas palavras assustaram os discípulos, que dispunham apenas de cinco pães e dois peixes. O que parecia impossível aos olhos humanos tornou-se possível para Jesus, que mostrou aos discípulos e hoje a nós que, com a sua bênção, o pouco que doamos se transforma em muito.

O relato da multiplicação dos pães deve nos conscientizar da importância de termos um coração sensível às necessidades do nosso irmão, um coração aberto à partilha. A fome é uma questão emergencial. Quem tem fome não pode esperar por um novo emprego ou por uma ajuda do governo. Precisa de alimento naquele momento.

Nunca devemos dizer que não temos nada a oferecer, pois todos nós, de alguma forma, podemos ajudar o outro. Matar a fome também é nosso compromisso. Precisamos saciar a fome física do pobre para, depois, orientá-lo e conscientizá-lo do seu valor diante de Deus, despertando em seu coração a necessidade d’Ele.

Hoje, Jesus continua a nos dizer: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Não podemos esperar apenas pelos governantes, que, muitas vezes, demoram a se importar com os mais necessitados, assim como acontecia no tempo de Jesus.

Quem conhece os ensinamentos de Cristo não pode fechar os olhos diante das necessidades do irmão, nem transferir para outros a responsabilidade que é de cada um de nós. Onde existe amor, existe partilha. Onde existe partilha, Deus entra e o milagre da multiplicação acontece.

Tenham todos uma abençoada terça-feira.


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

A graça de Deus estava com Ele em todo o tempo

Cor Litúrgica: Branco

7º Dia na Oitava de Natal | Quarta-feira


No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus; e a Palavra era Deus. No princípio estava ela com Deus. Tudo foi feito por ela e sem ela nada se fez de tudo que foi feito. Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la. Surgiu um homem enviado por Deus; Seu nome era João. Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz: daquele que era a luz de verdade, que, vindo ao mundo, ilumina todo ser humano. A Palavra estava no mundo – e o mundo foi feito por meio dela – mas o mundo não quis conhecê-la. Veio para o que era seu, e os seus não a acolheram. Mas, a todos que a receberam, deu-lhes capacidade de se tornarem filhos de Deus isto é, aos que acreditam em seu nome, pois estes não nasceram do sangue nem da vontade da carne nem da vontade do varão, mas de Deus mesmo.E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como filho unigênito, cheio de graça e de verdade. Dele, João dá testemunho, clamando: “Este é aquele de quem eu disse: ‘O que vem depois de mim passou à minha frente, porque ele existia antes de mim’ “. De sua plenitude todos nós recebemos graça por graça. Pois por meio de Moisés foi dada a Lei, mas a graça e a verdade nos chegaram através de Jesus Cristo. A Deus, ninguém jamais viu. Mas o Unigênito de Deus, que está na intimidade do Pai, ele no-lo deu a conhecer. (Jo 1,1-18)

Estimados leitores, o Evangelho de hoje nos recorda a profetisa Ana. “Ana chegou nesse momento, pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. Era de idade muito avançada. Quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. Depois ficara viúva.”

Ana falava do Menino Jesus, que não era uma criança comum, mas alguém especial no sentido mais profundo, o próprio Deus encarnado e presente no meio daquele povo e também no meio de nós.

A graça de Deus estava com Ele em todo o tempo. Crescia forte e saudável, cheio de sabedoria, uma sabedoria que chegava a surpreender seus próprios pais, embora eles já soubessem quem Ele era. E é verdade que o semelhante atrai o semelhante.

A profetisa Ana reconheceu o Menino Jesus e anunciou a todos os que estavam no Templo quem Ele era. Ela sentiu, percebeu e reconheceu a presença de Deus naquele Menino. Sejamos como Ana, santos, puros, profetas e prontos para acolher a Luz divina e refletí-la ao mundo.

Depois de Maria e José terem apresentado o Menino no Templo, conforme prescrevia a Lei de Moisés, regressaram à sua cidade de Nazaré para continuarem a viver como mais uma família feliz.

Tenham todos uma abençoada terça-feira.


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Levantai vossa cabeça e olhai, pois, a vossa redenção se aproxima!

Cor Litúrgica: Roxo

4ª Semana do Advento | Terça-feira


57 Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho. 58 Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel, e alegraram-se com ela. 59 No oitavo dia, foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. 60 A mãe porém disse: “Não! Ele vai chamar-se João.” 61 Os outros disseram: “Não existe nenhum parente teu com esse nome!” 62 Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse. 63 Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: “João é o seu nome.” 64 No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus. 65 Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judeia. 66 E todos os que ouviam a notícia, ficavam pensando: “O que virá a ser este menino?” De fato, a mão do Senhor estava com ele. (Lc 1,57-66).

Estimados leitores, o Evangelho deste dia narra o acontecimento que marca a passagem do tempo da espera para o tempo da realização das promessas de Deus. Com o nascimento de João Batista, inicia-se uma nova etapa do projeto divino, já anunciado na concepção de Maria.

Tudo acontece de forma inesperada. Isabel, considerada estéril, dá à luz. Zacarias, que estava mudo, recupera a fala. E o nome da criança não segue a tradição da família. Deus age para além das expectativas humanas.

As pessoas ao redor esperavam algo normal e previsível, mas Deus tinha um plano maior. Ao insistirem no nome João, Isabel e Zacarias demonstram obediência e confiança, mesmo diante do espanto dos outros.

Quando Zacarias volta a falar, fica claro que a escuta e a fidelidade a Deus libertam. O silêncio termina quando ele acolhe plenamente a vontade divina. O temor e a admiração do povo revelam que, quando Deus se manifesta, ninguém permanece indiferente.

Nem sempre o agir de Deus corresponde aos nossos desejos. Confiar nele pode exigir coragem para ser diferente, mas é justamente nesse caminho que a promessa se cumpre.

Assim como João Batista, também nós viemos ao mundo com uma missão: realizar a vontade de Deus na vivência do amor. Para isso, somos chamados a assumir o compromisso de cultivar em nossos corações a disposição de nos renovarmos a cada dia por meio da Palavra de Deus, que é sempre atual.

Colocar Jesus no centro da nossa vida, como fez João Batista, é pensar, viver, falar e agir em função do amor. Há uma grande necessidade de profetas, homens e mulheres que não se calam diante das injustiças que se apresentam diariamente, profetas dispostos, se necessário, a dar a vida pela causa do Reino.

Como anunciadores da Boa Nova, peçamos a Deus a graça da humildade e da coragem de João Batista. Humildade para reconhecer que somos apenas sinais que apontam para Jesus, e coragem para anunciá-lo, mesmo em meio à rejeição.

Tenham todos uma abençoada terça-feira.


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Para Jesus, ninguém está excluído

Cor Litúrgica: Roxo

2ª Semana do Advento | Terça-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Que vos parece? Se um homem tem cem ovelhas, e uma delas se perde, não deixa ele as noventa e nove nas montanhas, para procurar aquela que se perdeu? Em verdade vos digo, se ele a encontrar, ficará mais feliz com ela, do que com as noventa e nove que não se perderam. Do mesmo modo, o Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos”.

Estimados leitores, o evangelho de hoje nos convida a compreender melhor os ensinamentos de Jesus, situando-os no contexto das experiências que Ele vivia naquele momento. No desejo de transformar a mentalidade egoísta dos discípulos, Jesus apresenta a parábola da ovelha perdida.

Essa parábola nos desperta para a importância de acolher quem se afastou do caminho de Deus, mas deseja retornar. Ao mesmo tempo, ela nos traz serenidade quando percebemos que, às vezes, nós mesmos somos essa ovelha que se perdeu. Para Jesus, ninguém está excluído. Todos os que, por qualquer motivo, se desviaram do caminho que conduz à vida têm a liberdade de voltar ao convívio do Pai.

A parábola da ovelha perdida nos recorda que jamais devemos desistir do outro. O próprio Jesus afirma que o Pai acolhe com alegria todos aqueles que desejam retornar à sua presença e à comunhão com os irmãos.

Tenham todos uma abençoada terça-feira.


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Quantos pães tendes?

Cor Litúrgica: Roxo

1ª Semana do Advento | Terça-feira


Naquele momento, Jesus exultou no Espírito Santo e disse: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue pelo meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém conhece quem é o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. Jesus voltou-se para os discípulos e disse-lhes em particular: “Felizes os olhos que veem o que vós vedes! Pois eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que estais vendo, e não puderam ver; quiseram ouvir o que estais ouvindo, e não puderam ouvir”. (Lc 10,21-24)

Estimados leitores, fazemos memoria hoje, de São Francisco Xavier, presbítero.

Todos nós temos necessidades das curas físicas e dos confortos para os nossos males, porém, estejamos certos de que Jesus percebe muito mais do que nós mesmos conseguimos transparecer.

Os discípulos disseram: “Onde vamos buscar, neste deserto, tantos pães para saciar tão grande multidão?”
Jesus perguntou: “Quantos pães tendes?” E nós, hoje, não podemos esconder de Jesus os pães e alguns peixes. Como saciar as nossas necessidades, se não partilhamos um pouco do que temos?

O evangelho de hoje nos apresenta, mais uma vez, a sensibilidade de Jesus diante da necessidade humana. O texto nos apresenta o episódio que marcou o milagre da multiplicação dos pães. O ponto fundamental deste acontecimento é o amor, pois é o amor que leva à partilha.

Jesus nos encarrega de saciar a fome dos nossos irmãos, fome de pão e de amor.

É nosso compromisso cristão despertar, no outro, a necessidade de Deus, mas, antes, é preciso saciar a nossa fome, criar no nosso coração a necessidade de Deus, como fez Jesus: a partir da necessidade do pão material, Ele despertou no povo a necessidade do pão da vida eterna.

A fome de tantos irmãos é uma ferida que sangra constantemente no coração de Jesus e está em nossas mãos a cura desta ferida. Afinal, quem de nós não tem algo a partilhar? Partilhando, com o outro, o pão material, estamos despertando nele a necessidade de Deus.

Tenham todos uma abençoada terça feira!


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida

Cor Litúrgica: Verde

34ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira


Naquele tempo, 5 algumas pessoas comentavam a respeito do Templo que era enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas. Jesus disse: 6 “Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído”. 7 Mas eles perguntaram: “Mestre, quando acontecerá isto? E qual vai ser o sinal de que estas coisas estão para acontecer?” 8 Jesus respondeu: “Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ E ainda: ‘O tempo está próximo’. Não sigais essa gente! 9 Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim”. 10 E Jesus continuou: “Um povo se levantará contra outro povo, um país atacará outro país. 11 Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em muitos lugares; acontecerão coisas pavorosas e grandes sinais serão vistos no céu”. (Lc 21,5-11).

Estimados leitores, já meditamos sobre este Evangelho no último 33º Domingo: “Não ficará pedra sobre pedra”. Hoje, o Evangelho, o mesmo, aparece de forma resumida. As palavras de Jesus interrompem alguns comentários cheios de admiração e soaram assustadoras, como já falamos no outro comentário. Mas, afinal, de que catástrofe falava Jesus?

Ele continua a advertir que haverá momentos difíceis, nos quais surgirão charlatães que se apresentarão como possuidores de falas bonitas. Porém, os autênticos seguidores de Cristo não devem deixar-se enganar, nem ter medo.

Seu ensinamento continua atual. Como disse um dia o Papa Francisco: “Também hoje existem salvadores falsos, que procuram pôr-se no lugar de Jesus: líderes deste mundo, santarrões e até feiticeiros, personagens que desejam atrair a si as mentes e os corações, especialmente dos jovens. Jesus vos alerta: Não os sigais!”

Temos algo muito valioso a oferecer ao mundo: a fé e o amor de Deus, dos quais Jesus Cristo nos torna participantes desse grande tesouro. Jesus nos dá muita esperança e garante a vitória: “É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida!”, como prometeu e meditamos no contexto de outro Evangelho. Mesmo diante de perseguições, desordens ou desastres, possamos perseverar com a misericórdia de Deus.

Tenham todos uma ótima terça-feira!


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

O amor de Jesus o transformou

Cor Litúrgica: Verde

33ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira


Naquele tempo, Jesus tinha entrado em Jericó e estava atravessando a cidade. Havia ali um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores de impostos e muito rico. Zaqueu procurava ver quem era Jesus, mas não conseguia, por causa da multidão, pois era muito baixo. Então ele correu à frente e subiu numa figueira para ver Jesus, que devia passar por ali. Quando Jesus chegou ao lugar, olhou para cima e disse: “Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa”. Ele desceu depressa, e recebeu Jesus com alegria. Ao ver isso, todos começaram a murmurar, dizendo: “Ele foi hospedar-se na casa de um pecador!” Zaqueu ficou de pé, e disse ao Senhor: “Senhor, eu dou a metade dos meus bens aos pobres, e se defraudei alguém, vou devolver quatro vezes mais”. Jesus lhe disse: “Hoje a salvação entrou nesta casa, porque também este homem é um filho de Abraão. Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido”.(Lc 19,1-10)

Estimados leitores, o Evangelho de hoje nos mostra a importância de acolher bem aqueles que andam por caminhos difíceis, mas que pedem ajuda para voltar ao caminho bom da vida. Como colaboradores do Reino de Deus, podemos ajudar muitas pessoas com paciência, amor e carinho. Foi isso que aconteceu com Zaqueu: o amor de Jesus o transformou.

Zaqueu era um homem que cometia muitos erros. Ele tinha dinheiro adquirido de forma errada, explorando o povo, e por isso era muito odiado. Mesmo tendo riqueza, não era feliz; se fosse, não teria tanta vontade de conhecer Jesus. Embora ainda não conhecesse Jesus pessoalmente, Zaqueu já tinha ouvido falar d’Ele e, por isso, tinha grande desejo de vê-Lo.

Quando soube que Jesus passaria por Jericó, ficou alegre com a chance de ver aquele homem que atraía multidões. Mas, por ser baixo, sabia que não conseguiria enxergar Jesus no meio da multidão. Mesmo assim, não desistiu. Aquela poderia ser a única oportunidade!

Cheio de vontade, correu na frente, subiu em uma árvore e ficou esperando Jesus passar, sem se importar com o que os outros iam pensar. Para ele, o mais importante era ver Jesus. E Jesus, ao vê-lo na árvore, chamou-o para descer. A partir desse momento, Zaqueu foi alcançado pelo amor de Jesus.

Assim como chamou Zaqueu pelo nome, Jesus também nos chama e nos convida a descer dos pedestais que criamos para nós mesmos. Somos chamados a descer pelos degraus da humildade, que nos levam à conversão, o primeiro passo para entrar no Reino de Deus.

O chamado de Jesus é para todos. Ele não faz diferença entre as pessoas. O que importa é a resposta que damos. Que tenhamos um coração grande para amar e um olhar de misericórdia para aqueles que só precisam sentir-se amados para mudar. É sendo amado que alguém aprende a amar.

Tenham todos uma ótima terça-feira!


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo!

Cor Litúrgica: Branco

São Martinho de Tours, bispo | Memória | Terça-feira


Naquele tempo, disse Jesus: “Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: ‘Vem depressa para a mesa’? Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: ‘Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso tu poderás comer e beber?’ Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado? Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer'”. (Lc 17,7-10)

Estimados leitores,

Praticar a justiça, ser honesto, é nossa obrigação. Ninguém precisa ser elogiado pelo cumprimento dos próprios deveres. Somos todos filhos do mesmo Pai; Ele nos ama por igual e é capaz de transformar a nossa visível inutilidade em fonte de benefícios para o outro.

No evangelho de hoje, podemos perceber que Jesus tinha um cuidado muito especial para com aqueles que, mais tarde, dariam continuidade à sua missão.

E, conhecendo a fragilidade humana, orientava os seus discípulos, advertindo-os sobre o perigo das condições excessivas, de se deixarem levar pela vaidade e pelos interesses pessoais, o que poderia desviá-los da missão.

Jesus é bem claro: “Assim também vós, quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer.’”

Não se busca recompensa naquilo que se faz por amor. A gratuidade no serviço a Deus deve ser a marca do seguidor de Jesus. Não podemos nos contentar com o que já estamos fazendo, pois, se Jesus está em nós e nós n’Ele, podemos fazer muito mais.

As ações que partem de nós não são realizadas por nós mesmos; é Jesus quem age através de nós. A grande recompensa que devemos esperar pela nossa participação na construção do Reino de Deus aqui na terra é a alegria de sermos um dia acolhidos pelo Pai na eternidade.

Tenham todos uma abençoada terça-feira!


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

O zelo pela casa do meu Pai me consumirá

Cor Litúrgica: Branco

Dedicação da Basílica do Latrão (Catedral de Roma) | Festa | Domingo


Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. No Templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados. Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. E disse aos que vendiam pombas: “Tirai isto daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!” Seus discípulos lembraram-se, mais tarde, que a Escritura diz: “O zelo por tua casa me consumirá”. Então os judeus perguntaram a Jesus: “Que sinal nos mostras para agir assim?” Ele respondeu: “Destruí, este Templo, e em três dias o levantarei”. Os judeus disseram: “Quarenta e seis anos foram precisos para a construção deste santuário e tu o levantarás em três dias?” Mas Jesus estava falando do Templo do seu corpo. Quando Jesus ressuscitou, os discípulos lembraram-se do que ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra dele. (Jo 2,13-22)

Estimados leitores,
Na festa da dedicação da Basílica de São João de Latrão, celebramos o mistério da presença de Deus na história.

“Tirai isto daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!” Sempre que deparamos com o evangelho proposto para este domingo, ficamos centrados na atitude dura de Jesus ao expulsar os vendedores do templo. Com isso, muitas vezes não meditamos o essencial do evangelho, que é a apresentação de Jesus como o verdadeiro templo de Deus.

A leitura chama a nossa atenção também sobre a importância de eliminarmos tudo aquilo que nos impede de fazer do nosso coração um templo vivo, onde Jesus possa habitar e agir no mundo através de nós.

Fala também da indignação de Jesus quanto ao cuidado com a casa do Pai: um lugar que deveria ser o local de encontro de irmãos para a oração estava sendo transformado num lugar de comércio, de exploração. Jesus age repentinamente, expulsa os vendedores e os animais. Percebemos que, com as pombas, Jesus foi menos rude; não as expulsou, apenas pediu que as retirassem dali — provavelmente por serem as oferendas dos pobres.

É importante ter em mente que a preocupação de Jesus não era com o templo de pedra, e sim com o templo de pedra viva, que é a vida humana. Jesus sabia da esperteza dos guardiões do templo, conhecia o coração de cada um e estava ciente da exploração contra o povo, principalmente contra os pequenos.

Enquanto Jesus falava do templo vivo de Deus, eles estavam voltados para o templo de “pedra”, ou seja, para as coisas materiais. Isso pode acontecer conosco também: não reconhecermos Jesus como o próprio Deus por estarmos voltados para as coisas materiais.

“O zelo pela casa do meu Pai me consumirá.” Estas palavras, descritas no evangelho, prenunciavam o caminho da cruz que seria percorrido por Jesus. Hoje sabemos que foi o seu zelo pelo que é do Pai — isto é, o humano — que levou Jesus à morte. Sabemos também que foi o amor do Pai pela humanidade que o ressuscitou.

Como fiéis seguidores de Jesus, precisamos nos comprometer mais com a construção e a conservação do templo vivo de Deus, que é o coração humano. Portanto, cuidemos bem uns dos outros, para que Deus possa fazer morada em nosso coração.

Tenham todos um abençoado domingo!


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas

Cor Litúrgica: Roxo

Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos | Domingo


Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas. Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrir, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater. Felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade eu vos digo: Ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá. E caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão, se assim os encontrar! Mas ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. Vós também, ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes”. (Lc 12,35-40).

Estimados leitores, hoje, no domingo, dia do Senhor, é também um dia de lembranças, silêncio e gratidão. Recordamos aqueles que partiram, mas que continuam vivos em nossas memórias, em nossas histórias e no amor que deixaram.

Que este dia nos inspire a valorizar a vida, a presença e o tempo que temos com quem amamos. Que a saudade se transforme em paz e que a fé nos console com a certeza de que a morte não é o fim, mas uma passagem para a eternidade.

No Evangelho de hoje, somos despertados para a consciência que devemos ter do nosso tempo de vida terrena. É importante conscientizarmo-nos de que o nosso tempo presente deve ser um tempo útil à nossa caminhada rumo à eternidade.

“Vós também, ficai preparados, porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes.”

Quanto ao dia e à hora da nossa passagem, Deus preferiu ocultar de nós. No entanto, para quem vive dentro do plano de Deus, o dia e a hora não importam; o importante é estar o tempo todo em sintonia com Ele.

Jesus nos alerta sobre a importância de estarmos atentos o tempo todo, de estarmos vigilantes — o que não significa ficarmos parados. Pelo contrário, devemos esperar por esta sua segunda vinda no exercício da nossa missão, no lugar onde fomos plantados por Deus para produzir frutos.

“Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas.”

No tempo de Jesus, estar com os rins cingidos significava colocar sobre as vestes largas um cinto ou uma corda na cintura, para facilitar os movimentos do corpo, favorecendo assim a agilidade no trabalho.

Rins cingidos falam de serviço — foi o que o próprio Jesus fez: cingiu-se para lavar os pés dos apóstolos, numa atitude de humildade e de serviço. Manter as lâmpadas acesas é uma vigilância permanente, dia e noite.

Em Jesus encontramos força e coragem para enfrentar e superar as adversidades da vida. Com Ele, em vez de medo, cultivamos em nossos corações a certeza da vitória.

Tenham todos um abençoado domingo!


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Meu Deus, tem piedade de mim, que sou pecador

Cor Litúrgica: Verde

30º Domingo do Tempo Comum | Domingo


Naquele tempo, 9 Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros: 10 “Dois homens subiram ao Templo para rezar: um era fariseu, o outro cobrador de impostos. 11 O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo: ‘Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. 12 Eu jejuo duas vezes por semana, e dou o dízimo de toda a minha renda’. 13 O cobrador de impostos, porém, ficou à distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: ‘Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!’ 14 Eu vos digo: este último voltou para casa justificado, o outro não. Pois quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado”. (Lc 18,9-14).

Estimados leitores, no domingo passado Jesus contou aos discípulos uma parábola para lembrar a necessidade de rezar sempre, diante das nossas necessidades e agradecimentos pelas dádivas alcançadas, na hora e no tempo de Deus.

Diante da parábola no evangelho de hoje, Jesus nos orienta a fazermos um exame de consciência. Precisamos fazer uma reflexão da nossa verdadeira disposição quando nos apresentamos diante do altar do templo do Senhor para conversar com Ele. Conversamos como o fariseu ou o cobrador de impostos?

Podemos ser como o fariseu, que abriu a boca apenas para justificar as suas boas obras e os seus méritos, ao mesmo tempo em que apontava os defeitos do cobrador de impostos, com desprezo pelas suas aparentes imperfeições.

Ou sejamos como o cobrador de impostos, que, envergonhado e de cabeça baixa, dá um exemplo de verdadeira humildade quando reconhece o seu ser pecador.

Não são as nossas palavras bonitas, nem as orações longas, que agradam ao Senhor, que sonda os nossos corações. A oração que fazemos no silêncio será ouvida e agradável. Humilhados por causa dos nossos pecados, é que alcançamos a misericórdia de Deus.

Pensando que agradava a Deus, o fariseu se autoelogiava, enquanto o cobrador de impostos não se achava digno nem mesmo de olhar para o Senhor. Por isso, clamava por misericórdia: “Meu Deus, tem piedade de mim, que sou pecador.”

A oração dele agradou a Deus, por isso ele voltou para casa justificado. Jesus conta essa parábola para nos dar a noção exata de uma pessoa humilde. A humildade é a expressão da verdade; é o reconhecimento da nossa limitação e a consciência de que somos dependentes das graças de Deus.

Jesus é quem nos justifica perante o Pai; nós mesmos nunca poderemos nos justificar. Mesmo que não digamos nada, o Senhor conhece tudo, por isso, não nos adiantará fugir. A verdade brilha como o sol do meio-dia.

Como tem sido a nossa oração diante do Senhor? Como a do fariseu pretensioso ou como a do cobrador de impostos, envergonhado?
Como temos feito o exame da nossa consciência diante do Senhor? Costumamos nos autoelogiar?

“Quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado.”

Tenham todos um abençoado domingo!


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!

Cor Litúrgica: Verde

29ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas. Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrirem, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater. Felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade eu vos digo: Ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá. E caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão, se assim os encontrar!” 

Estimados leitores, o Evangelho de hoje nos desperta para a consciência que devemos ter do nosso tempo de vida terrena. É importante ficarmos atentos quanto ao nosso tempo presente, que deve ser um tempo útil à nossa caminhada rumo à eternidade.

Devemos aproveitar bem este tempo, pois ele é o único tempo que possuímos, como espaço sagrado que Deus nos concede para construirmos aqui na terra a nossa morada no céu.

O texto vem nos acordar também para uma realidade da qual ninguém pode fugir: a certeza da nossa passagem da vida terrena.

Quanto ao dia e à hora da nossa passagem, Deus preferiu não revelar; só nos deu uma pista: vai acontecer de modo surpreendente, inesperado, o que pode nos deixar apreensivos.

No entanto, para quem vive dentro do plano de Deus, o dia e a hora não importam; o importante é estar o tempo todo em sintonia com Deus, ciente de que há uma vida melhor por vir, uma vida em plenitude, que é a vida eterna.

Jesus ainda lembra sobre a importância de não ficarmos parados; pelo contrário, devemos esperar por esta sua segunda vinda no exercício da nossa missão, no lugar onde fomos plantados por Deus para produzir frutos.

“Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas.” Estar com os rins cingidos é estar como o próprio Jesus esteve: cingiu-se para lavar os pés dos apóstolos, numa atitude de humildade e de serviço.

E quanto às lâmpadas acesas? Jesus fala da vigilância permanente, dia e noite.

Em Jesus encontramos força e coragem para enfrentar e superar as adversidades da vida. Com Ele, em vez de medo, cultivamos em nossos corações a certeza da vitória.

Tenham todos uma abençoada terça-feira!


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Fazei tudo o que Ele vos disser

Cor Litúrgica: Branco

Bem-aventurada Virgem Maria da Conceição Aparecida, Solenidade | Domingo


Naquele tempo, houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente. Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou.” Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser”. Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros. Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”. Encheram-nas até a boca. Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E eles levaram. O mestre-sala experimentou a água, que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água. O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora!” Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele. (Jo 2,1-11 – Bodas de Caná)

Estimados leitores, neste domingo dia do Senhor, celebramos a solenidade da Bem-aventurada Virgem Maria da Conceição Aparecida, e também o dia das crianças. Queria abrir um parêntese para falar do dia da criança. É claro que a vida continua e as outras crianças inocentes precisam celebrar seu dia. É a vida. Mas, como celebrar o “Dia das Crianças” amanhã dia 12, se no último dia 06, choramos a ausência de uma? Como comemorar quando falta um sorriso que fazia tudo brilhar? Nossa Senhora Aparecida a santa padroeira e protetora do Brasil, quando celebramos seu dia, interceda a Jesus seu Filho, o conforto para os familiares ilutados pelas mortes dos santos inocentes.

No evangelho de hoje, vemos a significante participação de Maria num dos primeiros milagres realizado por Jesus. Tudo acontece numa festa de casamento em que Jesus e Maria estão presentes. O relato nos leva a crer, que os donos da festa eram pobres, do contrário, não iria faltar vinho. Tudo indica, que Jesus e Maria, eram amigos íntimos da família e que estavam ajudando na recepção. Maria, sempre atenta a todos os detalhes, percebe de imediata a falta do vinho, ao invés de levar o fato ao conhecimento do mestre sala, ela não hesita, vai direto à fonte que é Jesus, sabendo que dEle viria a solução.
“Eles não têm mais vinho. Jesus respondeu-lhe: Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou.” Com esta atitude de mãe, que quer proteger seus filhos, Maria evita um vexame para os donos da festa, já que o vinho, naquela época, era considerado um símbolo de alegria, a bebida que não podia faltar numa festa.

Ao aproximar-se de Jesus, Maria não lhe pede nada, simplesmente apresenta a Ele o problema: “Eles não têm mais vinho”! Foi uma plena afirmação da sua fé no poder do seu filho Jesus. Ela estava segura, sabia que Jesus agiria em favor dos donos da festa. Sua confiança era tão grande, que mesmo sem ter uma resposta afirmativa de Jesus, ela dirigir-se aos serventes e diz: “Fazei tudo que Ele vos disser”. E o milagre acontece: Jesus transforma a água em vinho.

Maria não é simplesmente uma figura histórica, e sim, um exemplo de Mulher atenta, atuante, solidária diante às necessidades dos seus filhos. Como Mãe, ela é nossa intercessora, levando a Jesus todas as nossas súplicas.

Deus escolheu Maria, uma mulher simples que vivia no meio dos pobres, para reacender a chama do amor no coração da humanidade. Somos eternos aprendizes de Maria, com ela aprendemos a ser mais solidários, a ter um olhar de misericórdia para com os irmãos, a dar passos ao encontro do outro, a buscar o seu filho Jesus.

Com o coração tomado de alegria, celebramos a festa da nossa Padroeira do nosso Brasil. E somos convidados a reverenciar Maria no seu título de Nossa Senhora Aparecida. Maria é a voz que grita em defesa dos pobres, dos aflitos, de todos aqueles que buscam nela, a força, a coragem para lutar e vencer os problemas. O exemplo de Maria, deve nos manter firmes na fé, diante dos impetuosos ventos contrários que passam pela nossa vida. Salve, salve, Nossa Senhora Aparecida e viva as crianças!

Tenham todos um abençoado domingo!


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!

Cor Litúrgica: Branco

Bem-aventurada Virgem Maria do Rosário | Memória | Terça-feira


Naquele tempo, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da virgem era Maria O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, porque para Deus nada é impossível”. Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

Estimados leitores, hoje fazemos memória da Bem-aventurada Virgem Maria do Rosário. “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a refletir sobre o significado da saudação.

O Evangelho de hoje nos apresenta o mistério da Encarnação, permitindo que Jesus entre em nossa vida e nos transforme por inteiro. A história da salvação teve início com o “sim” de Maria. A iniciativa foi do Pai, e o “sim” de Maria marcou o começo da nossa Redenção, mudando a história da humanidade.

Deus tinha muitos meios para chegar até nós, mas escolheu vestir-se da fragilidade humana, nascendo de uma mulher para viver como um de nós, exceto no pecado. O projeto divino para a humanidade, corrompida pelo pecado, começou a se desenvolver com a saudação do anjo a uma jovem humilde de Nazaré, um pequeno povoado entre as montanhas da Galileia.

Na sua simplicidade, Maria não compreendia plenamente o projeto de Deus que se realizaria por meio dela. Tudo que lhe foi comunicado pelo anjo era grande demais para seu entendimento. No entanto, mesmo sem compreender completamente, ela não hesitou em entregar-se inteiramente a Deus, oferecendo-Lhe seu “sim”.

Todas as incertezas de Maria deram lugar à certeza quando o anjo lhe revelou a promessa de que o Espírito Santo lhe daria assistência total no mistério da Encarnação. Maria sentiu-se segura ao saber que estaria amparada por Deus e que receberia a força necessária para cumprir a missão confiada pelo Pai: ser mãe de Jesus, nosso Salvador.

Com o “sim” de Maria, abriram-se as cortinas de um novo tempo. O sonho de Deus tornou-se possível, iniciando-se a construção de um Reino de amor, justiça e paz.

A oração proferida pelo anjo, no encontro com aquela que geraria o Filho de Deus, ainda hoje ecoa no coração de todos que veem em Maria a ternura materna do Pai:

“Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.”

Tenham todos uma ótima terça-feira!


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Aumenta a nossa fé!

Cor Litúrgica: Verde

27º Domingo do Tempo Comum | Domingo


Naquele tempo, 5 os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta a nossa fé!” 6 O Senhor respondeu: “Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: ‘Arranca-te daqui e planta-te no mar’, e ela vos obedeceria. 7 Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: ‘Vem depressa para a mesa?’ 8 Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: ‘Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso tu poderás comer e beber?’ 9 Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado? 10 Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer’ “. (Lc 17,5-10).

Estimados leitores, no início do Mês Missionário, com o tema “Missionários da esperança entre os povos”, somos convidados a fortalecer a consciência da Igreja por meio da oração, do sacrifício e da solidariedade, caminhando juntos na construção do Reino de Deus.

Neste espírito, pedimos ao Senhor Jesus: “Aumenta a nossa fé!”

O Evangelho deste domingo nos apresenta várias pistas: a fé, a salvação e a radicalidade do caminho do Reino, atitudes que devemos assumir diante de Deus. O texto convida os discípulos a aderirem, com coragem e determinação, ao projeto de vida que, em Jesus, Deus oferece à humanidade. Essa adesão chama-se fé, e dela depende a instauração do Reino no mundo.

“Os apóstolos disseram ao Senhor: ‘Aumenta a nossa fé!’ O Senhor respondeu: ‘Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: Arranca-te daqui e planta-te no mar, e ela vos obedeceria… Assim também vós, quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer.’” (Lc 17, 5-10)

O Senhor nos mostra que, mesmo uma fé pequenina como um grão de mostarda, é capaz de realizar grandes coisas. Diante disso, percebemos o quanto ainda deixamos adormecer dentro de nós o dom da fé recebido no Batismo.

Se colocássemos em prática essa fé, com mais confiança e entrega, nosso serviço ao Senhor seria mais consciente, fecundo e transformador.

Quando realizamos algo em favor do Reino de Deus, devemos fazê-lo como parte da nossa condição de servos fiéis, e não em busca de honrarias ou elogios. Por isso, Jesus nos recorda:

“Quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer.”

Hoje em dia, infelizmente, há muita confusão sobre o verdadeiro sentido da fé. Em alguns meios, vemos os chamados “shows da fé”, onde a crença é apresentada como uma moeda de troca para alcançar bênçãos imediatas.
Segundo certos pregadores, quanto maior a fé — expressa por meio de ofertas financeiras —, maiores seriam as bênçãos recebidas. Essa prática, porém, é uma grave deturpação do Evangelho.

A Palavra de Deus é clara: as bênçãos do Senhor, a salvação em Cristo e o poder do Espírito Santo não são mercadorias. São dons gratuitos, frutos da graça divina, e não podem ser comprados nem negociados.

Esses “shows da fé” alimentam o individualismo e a busca por soluções apenas pessoais, esquecendo que a fé autêntica é comunitária, solidária e comprometida com o próximo. Tal tipo de religiosidade, que se apresenta em nome de Jesus, na verdade corrompe a verdadeira fé e gera confusão.

Por isso, é essencial ouvir o testemunho das Sagradas Escrituras. É nelas que encontramos discernimento, direção e verdade. No Evangelho, os discípulos estão no caminho com Jesus — aprendendo, escutando e, humildemente, pedindo: “Aumenta a nossa fé!”

E é aí que está o centro da mensagem:

Não é o tamanho da nossa fé que importa, mas em quem depositamos essa fé.

Mesmo pequena, se colocada inteiramente em Jesus, não há limites para o que Ele pode realizar — para a glória de Deus e o bem do mundo.

Tenham todos um abençoado domingo!


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.