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Quantos pães tendes?

Cor Litúrgica: Roxo

1ª Semana do Advento | Terça-feira


Naquele momento, Jesus exultou no Espírito Santo e disse: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue pelo meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém conhece quem é o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. Jesus voltou-se para os discípulos e disse-lhes em particular: “Felizes os olhos que veem o que vós vedes! Pois eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que estais vendo, e não puderam ver; quiseram ouvir o que estais ouvindo, e não puderam ouvir”. (Lc 10,21-24)

Estimados leitores, fazemos memoria hoje, de São Francisco Xavier, presbítero.

Todos nós temos necessidades das curas físicas e dos confortos para os nossos males, porém, estejamos certos de que Jesus percebe muito mais do que nós mesmos conseguimos transparecer.

Os discípulos disseram: “Onde vamos buscar, neste deserto, tantos pães para saciar tão grande multidão?”
Jesus perguntou: “Quantos pães tendes?” E nós, hoje, não podemos esconder de Jesus os pães e alguns peixes. Como saciar as nossas necessidades, se não partilhamos um pouco do que temos?

O evangelho de hoje nos apresenta, mais uma vez, a sensibilidade de Jesus diante da necessidade humana. O texto nos apresenta o episódio que marcou o milagre da multiplicação dos pães. O ponto fundamental deste acontecimento é o amor, pois é o amor que leva à partilha.

Jesus nos encarrega de saciar a fome dos nossos irmãos, fome de pão e de amor.

É nosso compromisso cristão despertar, no outro, a necessidade de Deus, mas, antes, é preciso saciar a nossa fome, criar no nosso coração a necessidade de Deus, como fez Jesus: a partir da necessidade do pão material, Ele despertou no povo a necessidade do pão da vida eterna.

A fome de tantos irmãos é uma ferida que sangra constantemente no coração de Jesus e está em nossas mãos a cura desta ferida. Afinal, quem de nós não tem algo a partilhar? Partilhando, com o outro, o pão material, estamos despertando nele a necessidade de Deus.

Tenham todos uma abençoada terça feira!


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

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