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Subi, Senhor, para o lugar de vosso pouso!

Cor Litúrgica: Verde

5ª Semana do Tempo Comum | Segunda-feira


Naquele tempo, 53 tendo Jesus e seus discípulos acabado de atravessar o mar da Galileia, chegaram a Genesaré e amarraram a barca. 54 Logo que desceram da barca, as pessoas imediatamente reconheceram Jesus. 55 Percorrendo toda aquela região, levavam os doentes deitados em suas camas para o lugar onde ouviam falar que Jesus estava. 56 E, nos povoados, cidades e campos onde chegavam, colocavam os doentes nas praças e pediam-lhe para tocar, ao menos, a barra de sua veste. E todos quantos o tocavam ficavam curados. (Mc 6,53-56).

Nesta segunda-feira, dia 9 de fevereiro, o Evangelho nos apresenta um resumo da missão de Jesus.

Jesus, junto com seus apóstolos, costumava permanecer na região do Lago de Genesaré, na Galileia. Era ali que as multidões se aproximavam d’Ele para pedir a cura de seus males. Naquele lugar, brilhava a luz da esperança para um povo sofrido, que vivia na escuridão. Dali também partiam os Apóstolos, enviados para levar ao mundo a luz que é o próprio Jesus.

Assim que chegava, Jesus era reconhecido, e logo levavam até Ele os doentes. Quem o procurava era movido pela fé e desejava ao menos tocar em suas vestes. Jesus sempre deixou claro que o que realiza o milagre é a fé de quem d’Ele necessita. Dessa forma, Ele revela sua divindade e sua infinita misericórdia para com os que mais precisam.

Aqueles que acreditam que Jesus é o verdadeiro Deus conhecem sua preferência pelos pobres e humildes. Por isso, continuam a tocar em seu manto, pedindo-lhe graças que, às vezes, podem até parecer impossíveis.

Que a nossa fé seja, de fato, uma fé autêntica, não apegada apenas às coisas visíveis, mas que nos conduza a um encontro profundo com Deus. Que possamos acolhê-Lo em nossa vida e em nosso coração, pois Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida.


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira.

O Rei da glória é o Senhor onipotente!

Cor Litúrgica: Branco

Apresentação do Senhor | Festa | Segunda-feira


22 Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. 23 Conforme está escrito na Lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor.” 24 Foram também oferecer o sacrifício – um par de rolas ou dois pombinhos – como está ordenado na Lei do Senhor. 25 Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele 26 e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor. 27 Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, 28 Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: 29 “Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; 30 porque meus olhos viram a tua salvação, 31 que preparaste diante de todos os povos: 32 luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”. 33 O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. 34 Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. 35 Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma”. 36 Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. 37 Depois ficara viúva, e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do Templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações. 38 Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. 39 Depois de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galileia, para Nazaré, sua cidade. 40 O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele. (Lc 2,22-40).

Meus queridos irmãos e irmãs.

Iniciando o mês de fevereiro, já nos aproximando da Quaresma, louvemos a Deus pelas maravilhas que Ele opera em nós. O Evangelho de hoje evidencia dois eixos da existência de Jesus: sua humanidade e sua divindade. Enquanto homem foi apresentado no templo com todas suas características, humanas, familiares, socioculturais, em sua fragilidade de recém-nascido, na pobreza, inferiorizado e no âmbito religioso por ser galileu. Naquela criança, expressou-se a humanidade de forma irrestrita, ao aceitar encarnar- se na história da humanidade.

Sendo fieis às tradições religiosas, Maria e José fiéis cumpriram o rito da apresentação do seu primogênito, um gesto que se revestiu de simbolismo. Quem tinha sido levado ao templo era mais que o filho de José e Maria, era o Filho de Deus. Simeão faz a sua profecia, afirma que aquele menino será um sinal de contradição. Quem foi conduzido pelos pais, observando a Lei, crescendo em graça e sabedoria, será o profeta que denuncia a opressão da Lei e a corrupção do Templo, proclamando a libertação e a bem-aventurança dos pobres. Assim, traz a convicção de que o amor liberta e cria novas relações justas e fraternas entre homens e mulheres.

Por meio de Jesus, se chega até Deus, visto que, sua pessoa, sua divindade fazia-se palpável na história humana. daí porque Simeão viu a salvação de Deus naquele menino.


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira.

Convertei-vos e crede no Evangelho, pois, o Reino de Deus está chegando

Cor Litúrgica: Verde

1ª Semana do Tempo Comum | Segunda-feira


Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: “O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!” E, passando à beira do mar da Galileia, Jesus viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. Jesus lhes disse: “Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens”. E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus. Caminhando mais um pouco, viu também Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca, consertando as redes; e logo os chamou. Eles deixaram seu pai Zebedeu na barca com os empregados, e partiram, seguindo Jesus. (Mc 1,14-20)

Irmãos e irmãs, um santo e feliz Ano Novo.

Após a festa do Batismo do Senhor, a Igreja inicia um novo tempo litúrgico, o Tempo Comum. Neste período, a liturgia nos apresenta, no dia de hoje, o primeiro capítulo do Evangelho de Marcos, que narra o início da missão de Jesus.

Depois da prisão de João Batista, Jesus retorna à Galileia, onde passa a desenvolver o seu ministério, seguindo a mesma mensagem já anunciada por João: a proximidade do Reino de Deus e o chamado à conversão e à justiça. O Evangelho relata também o chamado dos primeiros discípulos às margens do Mar da Galileia, em um clima de diálogo e de conhecimento mútuo.

Assim como Jesus deixa a sua rotina de carpinteiro em Nazaré, os discípulos abandonam a pesca para iniciar uma nova prática de vida, marcada pela justiça e pela paz. Após anunciar o Reino de Deus e a necessidade de conversão, Jesus fixa o seu olhar sobre os irmãos Simão e André, Tiago e João, e os chama para uma outra forma de pescar. Ele os chama com firmeza, e eles o seguem imediatamente, pois agora se tornam pescadores de homens.

O apóstolo é um enviado, alguém chamado a viver profundamente a experiência do Batismo. Dessa forma, os Doze são convidados a participar da mesma missão de Jesus, indo ao encontro das ovelhas perdidas. E essa missão continua. Permanece sempre atual o mandato do Senhor de reunir os povos na unidade do seu amor.

Esta é a nossa esperança e também o nosso compromisso: contribuir para essa universalidade, para essa verdadeira unidade na riqueza das culturas, em comunhão com o nosso verdadeiro Senhor, Jesus Cristo.


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira

Eu não vos direi com autoridade faço estas coisas

Cor Litúrgica: Roxo

3ª Semana do Advento | Segunda-feira


Naquele tempo, Jesus voltou ao Templo. Enquanto ensinava, os sumos sacerdotes e os anciãos do povo aproximaram-se dele e perguntaram: “Com que autoridade fazes estas coisas? Quem te deu tal autoridade?” Jesus respondeu-lhes: “Também eu vos farei uma pergunta. Se vós me responderdes, também eu vos direi com que autoridade faço estas coisas. Donde vinha o batismo de João? Do céu ou dos homens?” Eles refletiam entre si: “Se dissermos: ‘Do céu’, ele nos dirá: ‘Por que não acreditastes nele?’ Se dissermos: ‘Dos homens’, temos medo do povo, pois todos têm João Batista na conta de profeta”. Eles então responderam a Jesus: “Não sabemos”. Ao que Jesus também respondeu: “Eu também não vos direi com que autoridade faço estas coisas”. (Mt 21,23-27)

Nesta terceira semana do Advento, a Palavra de Deus apresentada na liturgia de hoje nos mostra que a interpelação direta dos donos da religião revela que eles já haviam reconhecido em Jesus uma autoridade que ultrapassava os limites normais do ser humano. Petulantes e acostumados a impor ao povo os seus preceitos sem qualquer contestação, temiam aquela nova autoridade e não aceitavam o “profeta galileu”.

Jesus se recusa a justificar-se diante deles e essa recusa, por si só, já é uma resposta. Ele manifesta sua autoridade e não vê necessidade de prestar contas. É o Senhor do sábado, o Senhor do tempo e da Lei. Tudo já havia sido dito. Por isso, limita-se a despedi-los com uma pergunta que os deixa embaraçados. No centro dessa pergunta está a figura de João Batista, que eles haviam rejeitado. Jesus deixa claro que não lhes deve qualquer satisfação.

Ele sabe que eles temem a reação do povo, que via em João um verdadeiro profeta do Senhor. Sem saída, os sumos sacerdotes preferem assumir a própria ignorância. Diante disso, Jesus encerra a conversa dizendo: “Pois eu também não digo de onde vem a minha autoridade”.

Mas de que adianta saber a origem da autoridade de Jesus se não estamos dispostos a seguir os seus ensinamentos e a viver a sua prática?

Jesus tinha autoridade porque era coerente entre o que ensinava e o que fazia, isto é, entre sua palavra e sua vida. Essa coerência é o que confere a uma pessoa a verdadeira autoridade.


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira

“Alegra-te, cheia de graça”

Cor Litúrgica: Branco

Imaculada Conceição da Bem-aventurada Virgem Maria, Solenidade | Segunda-feira


Naquele tempo, no sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, porque para Deus nada é impossível”. Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.(Lc 1,26-38)

Neste 8 de dezembro, a Igreja celebra a solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, mãe do Salvador e porta pela qual Deus entrou no mundo, realizando plenamente a vontade do Pai. O Evangelho proclamado hoje apresenta o anúncio do anjo Gabriel e o diálogo com Maria, momento em que ressoa o “sim” que transformou a história da humanidade.

O dogma da Imaculada Conceição foi definido pelo Papa Pio IX no dia 8 de dezembro. A Igreja professa, como verdade revelada por Deus, que a Virgem Maria, por graça e privilégio divino, foi preservada de toda mancha do pecado original. Modelada pela ação do Espírito Santo, tornou-se nova criatura desde o primeiro instante de sua existência.

Após saudar Maria, o anjo Gabriel lhe apresenta o projeto de Deus para a salvação da humanidade. Ela é escolhida para ser a mãe do Messias, o Salvador. E Maria responde com a mais bela profissão de entrega: Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a vossa palavra.

O Papa Francisco destaca duas atitudes de Maria que revelam um coração livre do pecado. A primeira é a admiração, pois ela se deixa surpreender pela saudação do anjo. A segunda é a fidelidade nas coisas simples, atitude que preservou seu Coração Imaculado.

Assim Maria se preparou para responder ao Senhor e para lhe oferecer um “sim” vivido com toda a sua existência.


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira.

Maranath, vem Senhor Jesus!

Cor Litúrgica: Roxo

1ª Semana do Advento | Segunda-feira


Naquele tempo, 5 quando Jesus entrou em Cafarnaum, um oficial romano aproximou-se dele, suplicando: 6 “Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia”. 7 Jesus respondeu: “Vou curá-lo”. 8 O oficial disse: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado. 9 Pois eu também sou subordinado e tenho soldados debaixo de minhas ordens. E digo a um : ‘Vai!’, e ele vai; e a outro: ‘Vem!’, e ele vem; e digo ao meu escravo: ‘Faze isto!’, e ele faz”. 10 Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado, e disse aos que o seguiam: “Em verdade, vos digo: nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé. 11 Eu vos digo: muitos virão do Oriente e do Ocidente, e se sentarão à mesa no Reino dos Céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó”. (Mt 8,5-11).

Iniciamos o ano litúrgico neste tempo do Advento, tempo de espera vigilante que nos convida a refletir sobre as vindas do Salvador, aquele que se fez carne e habitou entre nós. É tempo de uma feliz expectativa, na qual o cristão é chamado a permanecer vigilante na oração e, sobretudo, na fé.

O centurião mencionado no texto de hoje não era seguidor de Jesus, nem discípulo, tampouco judeu. Era um oficial romano, vindo de outras terras, com outros costumes e outra nacionalidade. Era alguém acostumado a dar ordens e ser obedecido. No entanto, ao dirigir-se a Jesus, assumiu uma postura de servo e de humildade: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado”. Essa atitude nos leva a repensar a nossa postura diante de Deus.

Muitas vezes somos pretensiosos quando nos dirigimos ao Senhor. Queremos ser atendidos em nossas reivindicações, desejamos privilégios e buscamos sempre os primeiros lugares. Por trás de uma falsa humildade, escondemos o desejo de ser reconhecidos e colocados em prioridade.

O reconhecimento da nossa fragilidade e a confiança em Jesus nos fazem sair da paralisia que o sofrimento impõe, seja pela doença, pela morte ou por qualquer outra dor. Aquele centurião demonstrou plena confiança no Senhor e em suas promessas de curar os doentes, libertar os oprimidos, consolar os que sofrem e anunciar a libertação aos cativos.

E nós, temos confiança na Palavra do Senhor? Em meio ao turbilhão de acontecimentos que atravessam nossas vidas, onde quer que estejamos, Ele permanece conosco. Mesmo não sendo dignos, Ele entra em nossa morada quando comungamos do seu Corpo e procuramos viver segundo os seus ensinamentos.


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira.

Filho de Davi, tem piedade de mim!

Cor Litúrgica: Branco

Santa Isabel da Hungria, religiosa | Memória | Segunda-feira


Quando Jesus se aproximava de Jericó, um cego estava sentado à beira do caminho, pedindo esmolas. Ouvindo a multidão passar, ele perguntou o que estava acontecendo. Disseram-lhe que Jesus Nazareno estava passando por ali. Então o cego gritou: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!” As pessoas que iam na frente mandavam que ele ficasse calado. Mas ele gritava mais ainda: “Filho de Davi, tem piedade de mim!” Jesus parou e mandou que levassem o cego até ele. Quando o cego chegou perto, Jesus perguntou: “O que queres que eu faça por ti?” O cego respondeu: “Senhor, eu quero enxergar de novo”. Jesus disse: “Enxerga, pois, de novo. A tua fé te salvou”. No mesmo instante, o cego começou a ver de novo e seguia Jesus, glorificando a Deus. Vendo isso, todo o povo deu louvores a Deus. (Lc 18,35-43)

Irmãos e irmãs, louvado seja Deus!

O Evangelho de hoje nos apresenta a figura do cego, que representa as pessoas marginalizadas, afastadas da multidão por causa da sua deficiência física, enquanto a turbulência da multidão que passa. São pessoas que, atarefadas com suas preocupações e pensamentos, ficam indiferentes, enquanto o cego, ao saber que é Jesus que passa, clama pela sua cura, pois manifesta uma grande fé ao chamá-lo de Filho de Davi, que não é apenas um clamor de um homem deficiente e marginalizado, mas um grito de alerta em busca de compaixão que buscava enxergar a messianidade de Jesus.

“Jesus, Filho de Davi!” é a primeira aclamação messiânica, já na perspectiva da entrada de Jesus em Jerusalém. É evidente que o cego é movido por sua extrema necessidade pessoal de querer enxergar, pois ele não tinha consciência do alcance do seu grito, que salta acima e vai além da sua miséria e da sua esperança interessada.

No texto, o que nos chama atenção é que a multidão barulhenta torna-se um obstáculo para o encontro entre o cego e Jesus, pois muitas vezes, no fervor de seguir o Mestre, nos detemos nos louvores e orações superficiais e esquecemos dos necessitados e marginalizados que estão à beira do caminho, muitas vezes achando que eles até incomodam. Que saiamos da nossa cegueira para enxergarmos que Jesus é o Messias, o Salvador!


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira

Aumentai nossa fé

Cor Litúrgica: Branco

São Leão Magno, papa e doutor da Igreja | Memória | Segunda-feira


Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: “É inevitável que aconteçam escândalos. Mas ai daquele que produz escândalos! Seria melhor para ele que lhe amarrassem uma pedra de moinho no pescoço e o jogassem no mar, do que escandalizar um desses pequeninos. Prestai atenção: se o teu irmão pecar, repreende-o. Se ele se converter, perdoa-lhe. Se ele pecar contra ti sete vezes num só dia, e sete vezes vier a ti, dizendo: ‘Estou arrependido’, tu deves perdoá-lo”. Os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta a nossa fé!” O Senhor respondeu: “Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: ‘Arranca-te daqui e planta-te no mar’, e ela vos obedeceria”.(Lc 17,1-6)

Queridos irmãos em Cristo!

Hoje, Jesus faz um alerta para que evitemos os escândalos, pois eles podem acontecer, mas Jesus afirma que ai daqueles que provocam escândalos. Ai daquele que causar escândalos aos pobres, pequeninos e indefesos, para que não sejamos pedra de tropeço para estes.

Vivemos num mundo onde os desafios espirituais e pessoais nem sempre se manifestam em formas evidentes. Muitos desses desafios agem como véus, ocultando a nossa visão do sagrado e do transcendente. Esses “escândalos” modernos podem ser a desesperança que sentimos ao observar a complexidade do mundo, o apego à lógica que sufoca o mistério e o medo de sermos incompreendidos quando assumimos uma postura de fé. Esses são os obstáculos invisíveis que mascaram e sufocam nossa confiança em Deus.

Ele chama a atenção constantemente para o perdão, pois é sempre um caminho para a conversão e o arrependimento.

Nesse contexto, os apóstolos pedem a Jesus: “Aumentai nossa fé”, e Ele destaca aí a força da fé. Mesmo que ela seja do tamanho de um grão de mostarda, ela pode mover montanhas.

Dessa forma, Jesus vem nos propor a explorar um novo jeito de agir — uma fé discreta, que não precisa ser mostrada aos olhos dos outros, mas que representa a certeza de que essa pequena semente pode crescer em nosso coração e mover montanhas.

Em um mundo onde o visível parece dominar a realidade, precisamos desse movimento inverso que Jesus nos propõe: nutrir a pequena chama que carrega um poder transformador. A fé não se impõe, mas age de maneira discreta e silenciosa, reordenando nosso ser para ver além dos obstáculos.

A fé que transforma não vem da ausência de dúvidas, mas da coragem de abraçar o mistério com humildade. Ela nos chama a perdoar repetidas vezes, a amar sem medida e a persistir em face das barreiras, confiando que existe algo maior do que o que nossos olhos podem ver.

Assim, em meio aos desafios de nossos dias, que possamos cultivar essa semente de fé, abrindo nosso coração para perceber que, além das limitações visíveis, há uma realidade divina em ação.

E essa fé, ainda que tão pequena quanto um grão de mostarda, será suficiente para mover os obstáculos e nos conduzir ao propósito mais profundo de nossa existência.


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira

Deus nos fará seus filhos prediletos

Cor Litúrgica: Verde

31ª Semana do Tempo Comum | Segunda-feira


Naquele tempo, 12 dizia Jesus ao chefe dos fariseus que o tinha convidado: “Quando tu deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te e isto já seria a tua recompensa. 13 Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. 14 Então tu serás feliz! Porque eles não te podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos”. (Lc 14,12-14)

Meu irmão, minha irmã:

Após celebrarmos a solenidade de Todos os Santos e a memória dos fieis defuntos, a Liturgia de hoje nos dá oportunidade de perceber que ela é uma dádiva que a Igreja nos oferece para que possamos nos alimentar e orientar a nossa caminhada espiritual.

A Palavra de Deus é viva e atual, tem a força que toca nosso coração e transforma a nossa vida, ao mesmo tempo nos inserindo no mistério de Cristo e na vida da Igreja. Ao refletirmos sobre os textos, nos deixamos moldar pelo amor misericordioso de Deus, que nos convida todos os dias a uma vida nova de esperança e de fé. Que a Palavra de Deus penetre profundamente em nós, permitindo que ela ilumine o nosso caminhar.

Durante a refeição na casa de um dos chefes dos fariseus, Jesus se dirige àquele que o convidou de maneira simples e direta: Que não façamos nada buscando uma recompensa. Ele dá um exemplo claro de uma atitude desprovida de interesse que seria convidar quem não tem condições de retribuir, pois nossa recompensa virá na ressurreição dos justos, quando se une à caridade, a fé e a esperança.

Este é o verdadeiro sentido da generosidade cristã, pois o fundamento da prática não deve ser a retribuição, nem a vanglória, mas a recompensa na ressurreição dos justos, porque assim, Deus nos fará seus filhos prediletos.


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira

A Palavra de Deus é o grande sinal para nós

Cor Litúrgica: Verde

28ª Semana do Tempo Comum | Segunda-feira


Naquele tempo, 29 quando as multidões se reuniram em grande quantidade, Jesus começou a dizer: “Esta geração é uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas. 30 Com efeito, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração. 31 No dia do julgamento, a rainha do Sul se levantará juntamente com os homens desta geração, e os condenará. Porque ela veio de uma terra distante para ouvir a sabedoria de Salomão. E aqui está quem é maior do que Salomão. 32 No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão. Porque eles se converteram quando ouviram a pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas”. (Lc 11,29-32).

Meu irmão, minha irmã: louvado seja Deus!

A Palavra que hoje nos é dirigida apresenta Jesus como o grande sinal do Pai para toda a humanidade.
Ele é a revelação viva do amor misericordioso de Deus por nós. Está acima de Jonas, de Salomão e de todos os que O precederam, porque veio ao mundo com uma missão única: salvar o ser humano da destruição causada pelo pecado. Por isso, Ele é o verdadeiro sinal de Deus em nosso meio.

Jesus é a Palavra que se fez carne, veio habitar entre nós e nos ensinar o caminho da graça, aquele que nos foi prometido quando perdemos nossa comunhão com o Criador.
Entretanto, muitas vezes, somos incrédulos e frágeis na fé, e por isso deixamos escapar as bênçãos que o Senhor nos preparou.

Assim como a geração que conviveu com Jesus, também nós ainda não reconhecemos plenamente que Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Continuamos pedindo sinais para acreditar, quando o maior de todos os sinais já está diante de nós: o próprio Cristo.

Fazemos parte de uma geração que, mesmo tendo Jesus como sinal do Pai, ainda busca outras provas para crer na misericórdia divina.

É necessário compreender que Jesus é o grande sinal de Deus entre nós, e que nossa geração é mais abençoada que a dos ninivitas e da rainha do Sul: eles se converteram apenas com a pregação de Jonas e de Salomão, enquanto nós temos a graça de conhecer e seguir o próprio Cristo, Mestre e Redentor.

Sua Palavra nos conforta, orienta e fortalece na certeza do perdão do Pai, que nos acolhe com amor e misericórdia, apesar das nossas fraquezas.

Jesus é o nosso Salvador, o Pão da Vida.


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira.

Vai e faze a mesma coisa

Cor Litúrgica: Verde

27ª Semana do Tempo Comum | Segunda-feira


Naquele tempo, Um mestre da Lei se levantou e, querendo pôr Jesus em dificuldade, perguntou: “Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?” Jesus lhe disse: “O que está escrito na Lei? Como lês?” Ele então respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência; e ao teu próximo como a ti mesmo!” Jesus lhe disse: “Tu respondeste corretamente. Faze isso e viverás”. Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: “E quem é o meu próximo?” Jesus respondeu: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de assaltantes. Estes arrancaram-lhe tudo, espancaram-no, e foram-se embora deixando-o quase morto.Por acaso, um sacerdote estava descendo por aquele caminho. Quando viu o homem, seguiu adiante, pelo outro lado. O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu o homem e seguiu adiante, pelo outro lado. Mas um samaritano que estava viajando, chegou perto dele, viu e sentiu compaixão. Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. Depois colocou o homem em seu próprio animal e levou-o a uma pensão, onde cuidou dele. No dia seguinte, pegou duas moedas de prata e entregou-as ao dono da pensão, recomendando: ‘Toma conta dele! Quando eu voltar, vou pagar o que tiveres gasto a mais’. E Jesus perguntou: “Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”. Então Jesus lhe disse: “Vai e faze a mesma coisa”.(Lc 10,25-37)

Meu irmão, minha irmã: Louvado seja Deus!

A mensagem do Evangelho de hoje nos aponta para o verdadeiro seguimento da vida: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração […] e ao teu próximo como a ti mesmo”. Deus nos amou tanto que esse amor nos leva à união com Ele. Essa união se realiza através da oração, pois, unidos a Deus, tudo se torna possível.

Hoje, um mestre da Lei faz a Jesus uma pergunta que, talvez, muitos de nós já tenhamos feito mais de uma vez: «Que hei de fazer para ter como herança a vida eterna?». Era uma pergunta feita com segundas intenções, com o intuito de testar Jesus. Ele, com sabedoria, responde retomando o que diz a Lei: amar a Deus e ao próximo como a si mesmo. O amor é a chave de tudo.

Se estamos em busca da vida eterna, precisamos compreender que tudo passa, exceto o amor de Cristo por nós. Qualquer projeto de vida ou espiritualidade que não tenha o amor como centro nos afasta do verdadeiro sentido da existência. Somente podemos amar a Deus e ao próximo a partir da nossa identidade como cristãos.

O mestre da Lei insiste e pergunta: “E quem é o meu próximo?” Jesus responde com a conhecida parábola do Bom Samaritano, uma história simples, mas de profundo conteúdo. O exemplo do próximo é o samaritano, um marginalizado, alguém excluído do povo de Deus. Um sacerdote e um levita, homens conhecedores da Lei, passam de longe ao ver o homem ferido. Curiosamente, os que parecem mais próximos de Deus são, na realidade, os mais distantes.

O samaritano vê, detém-se, sente compaixão e salva a vida do necessitado — e, ao fazê-lo, salva a si mesmo. Em qualquer situação em que nos encontremos, como necessitados ou como colaboradores, somos chamados pelo Senhor a amar o próximo como a nós mesmos.

A proposta de Jesus é clara: Ele nos convida a viver a experiência do amor. A narrativa nos ensina que viver como povo de Deus, hoje e sempre, significa demonstrar compaixão, mesmo quando nos incomoda, mesmo quando nos desafia e até quando parece tornar nossa vida “impura”, segundo padrões tradicionais.


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira

De onde me conheces?

Cor Litúrgica: Branco

Santos Miguel, Gabriel e Rafael, Arcanjos | Festa | Segunda-feira


Naquele tempo, Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”. Jesus disse: “Tu crês porque te disse: Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que esta verás!” E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”.(Jo 1,47-51)

Amados irmãos em Cristo Jesus!

A Igreja celebra hoje a festa dos Santos Arcanjos: São Gabriel, São Miguel e São Rafael. Jesus manifesta, assim, a presença dos arcanjos, bem como a relação que mantém com eles. Os santos anjos estão na glória celestial e a serviço do Senhor, louvando a todo momento o Filho do Homem.

Gabriel, Miguel e Rafael aparecem na Bíblia presentes nas vicissitudes terrenas e, assim, comunicam aos homens mensagens que mudam a vida das pessoas. São chamados de arcanjos porque são mensageiros da paz, enviados para as missões mais importantes.

Gabriel foi enviado a Maria para anunciar a ela a concepção virginal do Filho de Deus, o princípio da nossa redenção. Miguel luta contra os anjos rebeldes e os expulsa dos céus. Rafael acompanha Tobias, o defende, aconselha e cura seu pai.

Sendo assim, também nós temos a presença dos anjos junto de nós: o anjo da guarda.

No Evangelho de hoje, o evangelista João nos apresenta um Jesus conhecedor de tudo e de todos. Antes de ser chamado, Natanael conversava com Felipe, que lhe disse haver encontrado aquele de quem escreveram Moisés e os Profetas: “Jesus de Nazaré, o filho de José.”

Ao que Natanael lhe responde: “Por acaso pode sair algo de bom de Nazaré?”

Jesus se aproxima dos dois naquele momento, e Felipe diz a Natanael: “Vem e vê!” Assim que ele olha, encontra o seu olhar com o olhar de Jesus, que lhe diz: “Eis um verdadeiro israelita, no qual não há enganos.”

Assustado, ele pergunta a Jesus: “De onde me conheces?”

Jesus lhe diz: “Antes que Felipe te chamasse, eu te vi quando estavas debaixo da figueira.”

Daí Natanael exclama: “Mestre, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel.”

Na nossa vida, como a Natanael, Jesus nos pergunta de várias maneiras para nos incentivar a caminhar nos seus caminhos; para vivermos fundamentados nos seus ensinamentos de Filho de Deus, demonstrando com a sua vida o verdadeiro lugar do amor na vida de todos os que O seguem.

Muitas são as vezes que nós somos displicentes e, deixando-nos levar pelo barulho do mundo — principalmente nos dias atuais — não percebemos o amor de Deus a nos abraçar e a falar dentro do nosso coração, completamente diferente daquilo que temos na nossa cabeça.

Sem forçar, sem exigir, Ele não nos abandona nesses tempos; deixa-nos livres para seguirmos a nossa cabeça ou o nosso coração.


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira

Portanto, prestai atenção à maneira como vós ouvis!

Cor Litúrgica: Verde

25ª Semana do Tempo Comum | Segunda-feira


Naquele tempo, disse Jesus à multidão: “Ninguém acende uma lâmpada para cobri-la com uma vasilha ou colocá-la debaixo da cama; ao contrário, coloca-a no candeeiro, a fim de que todos os que entram, vejam a luz. Com efeito, tudo o que está escondido deverá tornar-se manifesto; e tudo o que está em segredo deverá tornar-se conhecido e claramente manifesto. Portanto, prestai atenção à maneira como vós ouvis! Pois a quem tem alguma coisa, será dado ainda mais; e àquele que não tem, será tirado até mesmo o que ele pensa ter”. (Lc 8,16-18)

MEU IRMÃO, MINHA IRMÃ! LOUVADO SEJA DEUS!

O Evangelho do dia de hoje, tão breve e tão rico, chama a nossa atenção para a simbologia da luz. Tudo é evidente aos olhos de Deus. Acende-se a lâmpada para que ela ilumine. Ouve-se primeiro, fala-se depois. Aquilo que se ouve é transmitido aos outros, é para ser comunicado, não para ficar oculto.

É preciso muita atenção ao que ouvimos, ela é proclamada para ser escutada e colocada em prática, pois a Palavra é para ser bem escutada para depois ser transmitida. Para que a Palavra de Deus penetre em nossa vida, se faz necessário que ela seja meditada, ruminada, repetida, relacionada aos acontecimentos da vida cotidiana e depois devemos rezar para que essa luz brilhe, iluminando o mundo todo.

Não sejamos omissos, devemos comunicar a Palavra com a vida, depois comunicada aos outros com firmeza e convicção.

Para Jesus, famosos e importantes são aqueles que se doam, livremente e sem pretensões, em favor do seu projeto; são os trabalhadores honestos que levam o sustento às suas famílias com o árduo labor do dia a dia; são as heroicas mães que, com dificuldade, multiplicam o pão na mesa e educam os filhos numa vida íntegra; são os profissionais da saúde que, com dedicação e desprendimento, não medem esforços para salvar a vida dos outros.

Que sejamos iluminados pela Palavra para nos tornarmos luz do mundo e sal da terra.


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira

Somos também guias insensatos e cegos?

Cor Litúrgica: Verde

21ª Semana do Tempo Comum | Segunda-feira


Naquele tempo, disse Jesus: 13 “Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós fechais o Reino dos Céus aos homens. Vós, porém, não entrais, nem deixais entrar aqueles que o desejam. 15 Aí de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós percorreis o mar e a terra para converter alguém, e quando o conseguis, o tornais merecedor do inferno, duas vezes pior do que vós. 16 Ai de vós, guias cegos! Vós dizeis: ‘Se alguém jura pelo Templo, não vale; mas, se alguém jura pelo ouro do Templo, então vale!’ 17 Insensatos e cegos! O que vale mais: o ouro ou o Templo que santifica o ouro? 18 Vós dizeis também: ‘Se alguém jura pelo altar, não vale; mas, se alguém jura pela oferta que está sobre o altar, então vale!’ 19 Cegos! O que vale mais: a oferta, ou o altar que santifica a oferta? 20 Com efeito, quem jura pelo altar, jura por ele e por tudo o que está sobre ele. 21 E quem jura pelo Templo, jura por ele e por Deus que habita no Templo. 22 E quem jura pelo céu, jura pelo trono de Deus e por aquele que nele está sentado”. (Mt 23,13-22).

Irmãos e irmãs em Cristo!
No Evangelho de hoje, Jesus dirige-se com firmeza aos mestres da Lei e fariseus, chamando-os de hipócritas e condenando a forma como se relacionam com a espiritualidade e a prática religiosa. Essa repreensão é um convite para refletirmos profundamente sobre a verdadeira natureza do Reino de Deus e sobre a autenticidade da nossa prática espiritual.

Os fariseus e mestres da Lei eram conhecidos por sua adesão rígida às leis e tradições, mas Jesus revela que sua religião era mais uma fachada do que uma verdadeira expressão de fé. Eles se preocupavam mais com a aparência externa e com a manutenção de normas cerimoniais do que com a essência do que essas normas representavam. A crítica de Jesus vai além da simples reprovação às práticas; ela expõe a desconexão entre a religiosidade e a verdadeira vivência do Reino.

O Reino de Deus não pode ser reduzido a regras e tradições externas. É uma realidade que se manifesta na profundidade da transformação interior e na prática do amor genuíno. Ao condenar aqueles que fecham o Reino dos Céus diante dos homens, Jesus nos desafia a questionar se, de alguma forma, também estamos contribuindo para que outros se sintam excluídos ou desencorajados na sua busca espiritual.

Neste Evangelho, Jesus abre os olhos de todos os que se propõem a difundir o Reino de Deus, mas agem com hipocrisia e discriminação. Ele admoesta os guias, aquelas pessoas que estão à frente de projetos de edificação do Reino, mas estão longe de fazer a vontade de Deus e não usam de misericórdia.

Nós também podemos refletir se não somos guias cegos quando queremos atrair alguém para seguir a Jesus, mas, depois que conseguimos, colocamos obstáculos para o seu crescimento espiritual por causa de formalismos, leis e outras exigências.

Quando dizemos que somos evangelizadores e anunciadores da Palavra de Deus, mas impedimos que outras pessoas assumam papel importante na edificação do Reino porque não queremos perder posição, estamos vivendo o mesmo erro criticado por Cristo.

Que possamos sempre lembrar que o Reino de Deus se revela na profundidade do nosso coração e na sinceridade das nossas ações, e que o verdadeiro poder da nossa fé está em vivê-la de maneira autêntica e inclusiva. Que nossa prática religiosa seja um reflexo verdadeiro da transformação interior que Deus deseja em cada um de nós.


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira

Os filhos de Deus são livres!

Cor Litúrgica: Branco

Santa Clara, virgem – Memória | Segunda-feira


Naquele tempo, quando Jesus e os seus discípulos estavam reunidos na Galileia, ele lhes disse: “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens. Eles o matarão, mas no terceiro dia ele ressuscitará”. E os discípulos ficaram muito tristes. Quando chegaram a Cafarnaum, os cobradores do imposto do Templo aproximaram-se de Pedro e perguntaram: “O vosso mestre não paga o imposto do Templo?” Pedro respondeu: “Sim, paga”. Ao entrar em casa, Jesus adiantou-se, e perguntou: “Simão, que te parece: Os reis da terra cobram impostos ou taxas de quem: dos filhos ou dos estranhos?” Pedro respondeu: “Dos estranhos!” Então Jesus disse: “Logo os filhos são livres. Mas, para não escandalizar essa gente, vai ao mar, lança o anzol, e abre a boca do primeiro peixe que tu pescares. Ali tu encontrarás uma moeda; pega então a moeda e vai entregá-la a eles, por mim e por ti”. (Mt 17,22-27)

IRMÃOS E IRMÃS, EM CRISTO JESUS!
Hoje é dia de Santa Clara, a fiel discípula de São Francisco de Assis. Que saibamos seguir seu exemplo de humildade e perseverança.

O trecho do Evangelho de hoje tem início com o segundo anúncio da futura paixão, morte e ressurreição de Jesus. Diante disso, os discípulos ficam entristecidos, apesar de ainda não compreenderem bem a proposta de Jesus.

Tendo continuidade, o texto apresenta a preocupação dos cobradores de impostos para saber se Jesus pagava impostos, pois os sacerdotes do templo não pagavam impostos. Mesmo não tendo obrigação, Jesus manda que Pedro providencie uma moeda, revelando a cuidadosa providência do Senhor para com os seus seguidores, dando exemplo de cumprir com os deveres sociais e não se utilizando disso para ter privilégios.

O Senhor correlaciona os dois acontecimentos: por um lado, vemos a tristeza e o sofrimento; por outro, vemos o poder de Deus que supera todas as dificuldades.

Assim, Ele nos dá esses ensinamentos: a entrega total por amor à humanidade e o exemplo de cumprimento do pagamento de impostos, pois, neste mundo, estamos sujeitos às leis e exigências dos homens, e temos obrigações sociais.

Portanto, precisamos seguir o seu exemplo, tomando consciência de que temos obrigações diante de Deus e dos homens, não escandalizando os nossos irmãos.

Jesus sabe de todas as coisas e sabe como conduzir as diversas situações, dando o testemunho da verdade e do discernimento.


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira