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Maranath, vem Senhor Jesus!

Cor Litúrgica: Roxo

1ª Semana do Advento | Segunda-feira


Naquele tempo, 5 quando Jesus entrou em Cafarnaum, um oficial romano aproximou-se dele, suplicando: 6 “Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia”. 7 Jesus respondeu: “Vou curá-lo”. 8 O oficial disse: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado. 9 Pois eu também sou subordinado e tenho soldados debaixo de minhas ordens. E digo a um : ‘Vai!’, e ele vai; e a outro: ‘Vem!’, e ele vem; e digo ao meu escravo: ‘Faze isto!’, e ele faz”. 10 Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado, e disse aos que o seguiam: “Em verdade, vos digo: nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé. 11 Eu vos digo: muitos virão do Oriente e do Ocidente, e se sentarão à mesa no Reino dos Céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó”. (Mt 8,5-11).

Iniciamos o ano litúrgico neste tempo do Advento, tempo de espera vigilante que nos convida a refletir sobre as vindas do Salvador, aquele que se fez carne e habitou entre nós. É tempo de uma feliz expectativa, na qual o cristão é chamado a permanecer vigilante na oração e, sobretudo, na fé.

O centurião mencionado no texto de hoje não era seguidor de Jesus, nem discípulo, tampouco judeu. Era um oficial romano, vindo de outras terras, com outros costumes e outra nacionalidade. Era alguém acostumado a dar ordens e ser obedecido. No entanto, ao dirigir-se a Jesus, assumiu uma postura de servo e de humildade: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado”. Essa atitude nos leva a repensar a nossa postura diante de Deus.

Muitas vezes somos pretensiosos quando nos dirigimos ao Senhor. Queremos ser atendidos em nossas reivindicações, desejamos privilégios e buscamos sempre os primeiros lugares. Por trás de uma falsa humildade, escondemos o desejo de ser reconhecidos e colocados em prioridade.

O reconhecimento da nossa fragilidade e a confiança em Jesus nos fazem sair da paralisia que o sofrimento impõe, seja pela doença, pela morte ou por qualquer outra dor. Aquele centurião demonstrou plena confiança no Senhor e em suas promessas de curar os doentes, libertar os oprimidos, consolar os que sofrem e anunciar a libertação aos cativos.

E nós, temos confiança na Palavra do Senhor? Em meio ao turbilhão de acontecimentos que atravessam nossas vidas, onde quer que estejamos, Ele permanece conosco. Mesmo não sendo dignos, Ele entra em nossa morada quando comungamos do seu Corpo e procuramos viver segundo os seus ensinamentos.


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira.

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