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O que fazer de bom para possuir a vida eterna

COR LITÚRGICA: BRANCO

São Pio X, papa – Memória | Segunda-feira


Naquele tempo, alguém aproximou-se de Jesus e disse: “Mestre, que devo fazer de bom para possuir a vida eterna?” Jesus respondeu: “Por que me perguntas sobre o que é bom? Um só é o Bom. Se queres entrar na vida, observa os mandamentos”. O homem perguntou: “Quais mandamentos?” Jesus respondeu: “Não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não levantarás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe, e ama o teu próximo como a ti mesmo”. O jovem disse a Jesus: “Tenho observado todas essas coisas. Que ainda me falta?” Jesus respondeu: “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me”. Quando ouviu isso, o jovem foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico. (Mt 19,16-22)

Hoje, a Liturgia nos apresenta um trecho do evangelho bem conhecido, que narra a famosa passagem do jovem rico, que não soube dar uma resposta diante do olhar de amor com o qual Cristo olhou para ele (cf. Mc 10,21). Jesus utiliza três momentos, conforme vai se desenvolvendo o diálogo. Tomando como referência os mandamentos, Jesus interpela o jovem que afirma observar todos os mandamentos, mas estava faltando alguma coisa, que Jesus deixa exatamente para o último momento, pois tratava-se de algo muito precioso para o jovem, que era desfazer-se da riqueza. Diante disso, Jesus manda que ele se desfaça de todos os bens, dê aos pobres e só assim ele conquistará o Reino dos céus. Mas, o jovem apegado aos bens materiais, vai embora cheio de tristeza e não consegue seguir Jesus.

Como é difícil renunciar aos bens terrenos para mudar de vida e buscar a conversão. Não basta ter uma prática religiosa, sem uma verdadeira conversão, através da qual reflete o amor incondicional ao seguimento do Mestre.

São João Paulo II lembra-nos que naquele jovem podemos reconhecer todo homem que se aproxima de Cristo e lhe pergunta sobre o sentido de sua própria vida: «Mestre, que devo fazer de bom para ter a vida eterna?» (Mt 19,16). O Santo Papa comenta que «o interlocutor de Jesus intui que há uma conexão entre o bem moral e o pleno cumprimento do próprio destino».

Nos dias de hoje, para alguns ou para muitos, tanto faz! Parece ser impossível ser bom?… Ou melhor, pode parecer até algo sem sentido: uma bobagem!

Hoje, como há vinte séculos, Jesus Cristo segue nos lembrando que para entrar na vida eterna é necessário cumprir os mandamentos da Lei de Deus: não se trata do “ótimo”, mas de seguir o caminho necessário para que o homem se assemelhe a Deus e assim possa entrar na vida eterna de mãos dadas com seu Pai-Deus. Efetivamente, «Jesus mostra que os mandamentos não devem ser entendidos como um limite mínimo que não se deve ultrapassar, mas como uma vereda aberta para um caminho moral e espiritual de perfeição, cujo impulso interior é o amor».


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

A experiência da gratuidade

COR LITÚRGICA: VERMELHO

São Maximiliano Maria Kolbe, presbítero e mártir – Memória | Segunda-feira


Naquele tempo, quando Jesus e os seus discípulos estavam reunidos na Galileia, ele lhes disse: “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens. Eles o matarão, mas no terceiro dia ele ressuscitará”. E os discípulos ficaram muito tristes. Quando chegaram a Cafarnaum, os cobradores do imposto do Templo aproximaram-se de Pedro e perguntaram: “O vosso mestre não paga o imposto do Templo?”. Pedro respondeu; “Sim, paga”. Ao entrar em casa, Jesus adiantou-se, e perguntou: “Simão, que te parece: Os reis da terra cobram impostos ou taxas de quem: dos filhos ou dos estranhos?” Pedro respondeu: “Dos estranhos!” Então Jesus disse: “Logo os filhos são livres. Mas, para não escandalizar essa gente, vai ao mar, lança o anzol, e abre a boca do primeiro peixe que pescares. Ali encontrarás uma moeda; pega então a moeda e vai entregá-la a eles, por mim e por ti”. (Mt 17,22-27)

Pela segunda vez, Jesus anuncia sua Paixão, que será entregue nas mãos dos homens e isso deixa os muito tristes, porque ainda não compreenderam o caráter salvífico e redentor que a morte de Cristo vem trazer. Pedro responde aos cobradores de impostos do templo, afirmando que Jesus paga imposto sim! Jesus esclarece e dialoga com seus apóstolos sobre o compromisso de dar o dízimo e para dar o bom exemplo manda que Pedro pesque um peixe, no qual ele encontra uma moeda, que será entregue como dízimo. Assim, Jesus se submete ao pagamento da taxa para evitar escândalos e afastamentos da comunidade.

O evangelho do dia de hoje, apresenta-se muito oportuno, quando estamos vivenciando a campanha de evangelização sobre o dízimo, que é antes de tudo a gratidão a Deus pelo que temos. O dízimo é, de fato, essa fonte inesgotável do amor, é bênção que recebemos ao vivenciarmos essa experiência da gratuidade. Peçamos hoje ao Senhor a graça da gratuidade, esse dom de Deus e saiamos também, propagando essa gratuidade, uma atitude autenticamente cristã. Que cada vez mais sejamos seguidores, colocando em prática os ensinamentos e exemplos de Jesus.

Uma abençoada semana a todos!


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

“Dai-lhes vós mesmos de comer!”: de que maneira?

COR LITÚRGICA: VERDE

18ª Semana do Tempo Comum | Segunda-feira


Naquele tempo, quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé. Ao sair da barca, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!”Jesus porém lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!” Os discípulos responderam: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”. Jesus disse: “Trazei-os aqui”. Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida partiu os pães, e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões. Todos comeram e ficaram satisfeitos, e dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças. (Mt 14,13-21)

O Evangelho apresenta-nos Jesus, qual novo Moisés no deserto, no meio de uma multidão cansada, faminta, doente. Esta multidão sente dificuldades em seguir o Messias. Mas é dele que espera tudo, incluindo a libertação política. Jesus corresponde aos seus anseios de modo eficaz e milagroso. Mas os sinais realizados, tal como a sua pessoa, devem ser acolhidos na fé. Jesus vive em comunhão com o Pai, mas também com os discípulos, com quem partilha tudo.

Deixemo-nos guiar por Jesus, novo Moisés, e acolhamos agradecidos os alimentos da Palavra e da Eucaristia que nos dá. Meditemos sobre o gesto de bênção de Jesus: “Ele tomou os cinco pães e dois peixes e, elevando os olhos aos céus, abençoou-os. Em seguida, partiu os pães e deu-os… (v.19). Como podemos perceber, trata-se dos mesmos sinais que Jesus fez durante a ceia; e também os mesmos gestos que cada sacerdote cumpre quando celebra a Sagrada Eucaristia.

Oferecer sinal concreto de solidariedade 

A comunidade cristã renasce continuamente desta comunhão eucarística. Daí porque, viver a comunhão com Cristo é inserir-se de forma eficaz no relacionamento com os nossos irmãos, nos dias atuais, oferecendo o sinal concreto da solidariedade, da partilha e da comunhão. Enquanto nos alimenta de Cristo, a Eucaristia que celebramos também nos transforma gradualmente em corpo de Cristo o alimento espiritual dos irmãos.

A única explicação dos pães multiplicados está no versículo 14: “Ao sair do barco, Jesus viu uma grande multidão”. É imensa a multidão. Maior ainda é a misericórdia desse coração movido por emoções e sentimentos, o coração de Jesus, que se comove diante da necessidade dos mais necessitados

Que Ele toque nosso coração, para que também nos encha de compaixão por aqueles que necessitam da nossa solidariedade, do nosso apoio e sobretudo, que tenhamos gestos de partilha.

Tenham todos uma abençoada semana!


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Semeando o Reino de Deus no mundo

COR LITÚRGICA: BRANCO

Santo Inácio de Loyola – Memória | Segunda-feira


Naquele tempo, Jesus contou-lhes outra parábola: “O Reino dos Céus é como uma semente de mostarda que um homem pega e semeia no seu campo. Embora ela seja a menor de todas as sementes, quando cresce, fica maior do que as outras plantas. E torna-se uma árvore, de modo que os pássaros vêm e fazem ninhos em seus ramos.” Jesus contou-lhes ainda uma outra parábola: “O Reino dos Céus é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado”. Tudo isso Jesus falava em parábolas às multidões. Nada lhes falava sem usar parábolas, para se cumprir o que foi dito pelo profeta: “Abrirei a boca para falar em parábolas; vou proclamar coisas escondidas desde a criação do mundo”. (Mt 13,31-35)

Irmãos e irmãs, em Cristo Jesus. O Evangelho de hoje, Mt. 13,31-35, apresenta-se como uma continuidade das parábolas propostas nos textos dos dias anteriores, quando Jesus faz analogias, utilizando situações do cotidiano, da vida das pessoas, para explicar o que é o Reino de Deus. Muitas vezes a Palavra de Deus é discreta e imperceptível, que não damos conta da sua ação e da sua eficácia, que produz efeitos surpreendentes no meio da comunidade. A semente de mostarda na sua pequenez, consegue gerar uma planta de grandes proporções e um pouco de fermento faz crescer uma grande quantidade de massa.

Assim, o Reino dos céus é construído através de pequenas obras, mas realizadas com amor, fraternidade, solidariedade e compromisso atinge grandes proporções. Cada um de nós, cristãos, podemos atender ao chamado de Jesus, semeando e fermentando a Sua Palavra, utilizando nossos dons, com o que sabemos e podemos fazer pelos nossos irmãos, colocando-se a serviço de Deus e da Comunidade, praticando gestos de caridade, justiça e solidariedade, superando as atitudes do egoísmo, do ódio e da maldade.

Semeando o Reino de Deus no mundo

São os pequenos e insignificantes gestos que geram atitudes generosas que, com certeza irão contribuir para que o Reino de Deus cresça e transforme esse mundo permeado de tantos males. Que a humanidade seja fermentada com a verdade e a alegria do Evangelho, conforme o que afirma o Papa Francisco, através de pequenos gestos que semeados façam germinar e crescer o bem e a fraternidade entre os povos. Que a Jornada Mundial da Juventude, que terá início no dia 1º de agosto produza entre os jovens bons frutos para a Igreja de Jesus Cristo. Que saibamos estender nossas mãos para afagar, acolher, caminhar e permanecer juntos, assim como os discípulos de Emaús!

Abençoada semana a todos!


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Jesus é o sinal maior

Naquele tempo, alguns mestres da Lei e fariseus disseram a Jesus: “Mestre, queremos ver um sinal realizado por ti”. Jesus respondeu-lhes: “Uma geração má e adúltera busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal do profeta Jonas. Com efeito, assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim também o Filho do Homem estará três dias e três noites no seio da terra. No dia do juízo, os habitantes de Nínive se levantarão contra essa geração e a condenarão, porque se converteram diante da pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas. (Mt 12,38-42)

No Evangelho do dia de hoje, Jesus é posto à prova, por aqueles que sempre estavam testando Jesus por se sentirem ameaçados, não por razões de fé, mas pelo medo de perder o seu poder. Assim eles procuravam descredibilizar Jesus, provocando-O. Muitas vezes nós, agimos assim, quando procuramos seguir os nossos egoísmos e interesses individuais; quando olhamos para a Igreja como uma realidade meramente humana e não como projeto de amor de Deus por e para cada um de nós.

A resposta de Jesus é bem objetiva: «Nenhum sinal lhe será dado» (cf. Mt 12,39), não por ter medo, mas para recordar e fazê-los compreender que os “sinais” são relação de comunhão e amor entre Deus e a humanidade e não de interesses e poderes individuais. Jesus recorda que há muitos sinais dados por Deus, não é provocando ou chantageando Deus, que se consegue chegar a Ele.

Jesus é o sinal maior

Neste dia a Palavra nos convida a compreender com humildade, que só um coração convertido, voltado para Deus, pode acolher, interpretar e viver este sinal que é o próprio Cristo Jesus. A humildade é uma realidade que nos aproxima não só de Deus, mas também dos nossos irmãos.

Pela humildade reconhecemos as nossas limitações e O Papa Francisco recorda que «O Senhor é deveras paciente para conosco! Não se cansa de recomeçar de novo, cada vez que caímos». Por isso, apesar das nossas faltas e provocações, o Senhor está de braços abertos para nos acolher e recomeçar. Que procuremos introduzir na nossa vida, esta palavra para que ganhe vida, pois a alegria do cristão está em ser reconhecido pelo amor que se vê na sua vida, amor que brota de Jesus.

O sinal de que Jesus fala é o seu perdão através do mistério da salvação: paixão, morte e ressurreição, também a sua misericórdia. O sinal verdadeiro de Jonas é o que nos a confiança de sermos salvos pelo sangue de Cristo.

Abençoada semana a todos!


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira