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Filho de Davi, tem piedade de mim!

Cor Litúrgica: Branco

Santa Isabel da Hungria, religiosa | Memória | Segunda-feira


Quando Jesus se aproximava de Jericó, um cego estava sentado à beira do caminho, pedindo esmolas. Ouvindo a multidão passar, ele perguntou o que estava acontecendo. Disseram-lhe que Jesus Nazareno estava passando por ali. Então o cego gritou: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!” As pessoas que iam na frente mandavam que ele ficasse calado. Mas ele gritava mais ainda: “Filho de Davi, tem piedade de mim!” Jesus parou e mandou que levassem o cego até ele. Quando o cego chegou perto, Jesus perguntou: “O que queres que eu faça por ti?” O cego respondeu: “Senhor, eu quero enxergar de novo”. Jesus disse: “Enxerga, pois, de novo. A tua fé te salvou”. No mesmo instante, o cego começou a ver de novo e seguia Jesus, glorificando a Deus. Vendo isso, todo o povo deu louvores a Deus. (Lc 18,35-43)

Irmãos e irmãs, louvado seja Deus!

O Evangelho de hoje nos apresenta a figura do cego, que representa as pessoas marginalizadas, afastadas da multidão por causa da sua deficiência física, enquanto a turbulência da multidão que passa. São pessoas que, atarefadas com suas preocupações e pensamentos, ficam indiferentes, enquanto o cego, ao saber que é Jesus que passa, clama pela sua cura, pois manifesta uma grande fé ao chamá-lo de Filho de Davi, que não é apenas um clamor de um homem deficiente e marginalizado, mas um grito de alerta em busca de compaixão que buscava enxergar a messianidade de Jesus.

“Jesus, Filho de Davi!” é a primeira aclamação messiânica, já na perspectiva da entrada de Jesus em Jerusalém. É evidente que o cego é movido por sua extrema necessidade pessoal de querer enxergar, pois ele não tinha consciência do alcance do seu grito, que salta acima e vai além da sua miséria e da sua esperança interessada.

No texto, o que nos chama atenção é que a multidão barulhenta torna-se um obstáculo para o encontro entre o cego e Jesus, pois muitas vezes, no fervor de seguir o Mestre, nos detemos nos louvores e orações superficiais e esquecemos dos necessitados e marginalizados que estão à beira do caminho, muitas vezes achando que eles até incomodam. Que saiamos da nossa cegueira para enxergarmos que Jesus é o Messias, o Salvador!


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira

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