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Quem está próximo do Reino

COR LITÚRGICA: VERDE

9ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira


Naquele tempo, um mestre da Lei, aproximou-se de Jesus e perguntou-lhe: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?” Jesus respondeu: “O primeiro é este: Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor.  Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força! O segundo mandamento é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo! Não existe outro mandamento maior do que estes”. O mestre da Lei disse a Jesus: “Muito bem, Mestre! Na verdade, é como disseste: Ele é o único Deus e não existe outro além dele. Amá-lo de todo o coração, de toda a mente, e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo é melhor do que todos os holocaustos e sacrifícios”. Jesus viu que ele tinha respondido com inteligência, e disse: “Tu não estás longe do Reino de Deus”. E ninguém mais tinha coragem de fazer perguntas a Jesus. (Mc 12,28b-34)

Amados irmãos em Cristo Jesus!

A pergunta que o mestre da Lei dirigiu a Jesus pode ser o sintoma de sua perplexidade diante do emaranhado de mandamentos e normas a que se reduzira a religião judaica. Na impossibilidade de guardar fielmente todos os ditames da religião, era necessário centrar-se nos elementos essenciais.

O mestre da Lei queria saber qual seria, na opinião de Jesus, o mandamento fundamental da religião, a fim de pautar por ele a sua vida.

A resposta de Jesus resumiu no amor a Deus e ao próximo o núcleo da religião. Este seria o caminho para viver de modo agradável a Deus e obter a salvação.

O mestre da Lei deu-se por satisfeito com a resposta de Jesus, pois ele pensava da mesma forma: o amor vale mais do que todos os sacrifícios e holocaustos.

Jesus, então, constatou que seu interlocutor não estava longe do Reino de Deus. Por quê? São vários os motivos. O mestre da Lei demonstrou ter renunciado ao legalismo característico de sua função e estar disposto a buscar a vontade de Deus. Percebeu que o amor é a única maneira de permitir a Deus tornar-se Senhor da vida humana e viabilizar a salvação.

Por outro lado, quando o Reino de Deus acontece na história humana, o sinal de sua presença se dá mediante a vivência do amor. Se o mestre da Lei se predispõe a assumir o amor como projeto de vida, é porque tinha assimilado a dinâmica do Reino.

Senhor Jesus, que o Reino aconteça sempre mais na vida de cada um de nós, pela vivência radical do amor a Deus e ao próximo.


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Elevo o cálice da minha salvação, invocando o nome santo do Senhor

8ª Semana do Tempo Comum

| Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo | Quinta-feira


No primeiro dia dos Ázimos, quando se imolava o cordeiro pascal, os discípulos disseram a Jesus: “Onde queres que façamos os preparativos para comeres a Páscoa?”  Jesus enviou então dois dos seus discípulos e lhes disse: “Ide à cidade. Um homem carregando um jarro de água virá ao vosso encontro. Segui-o  e dizei ao dono da casa em que ele entrar: ‘O Mestre manda dizer: onde está a sala em que vou comer a Páscoa com os meus discípulos?’  Então ele vos mostrará, no andar de cima, uma grande sala, arrumada com almofadas. Aí fareis os preparativos para nós!”  Os discípulos saíram e foram à cidade. Encontraram tudo como Jesus havia dito, e prepararam a Páscoa.  Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, tendo pronunciado a bênção, partiu-o e entregou-lhes, dizendo:”Tomai, isto é o meu corpo”.  Em seguida, tomou o cálice, deu graças, entregou-lhes e todos beberam dele.  Jesus lhes disse: “Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos.  Em verdade vos digo, não beberei mais do fruto da videira, até o dia em que beberei o vinho novo no Reino de Deus”.  Depois de terem cantado o hino, foram para o monte das Oliveiras. (Mc 14,12-16.22-26).

Amados irmãos em Cristo Jesus!

A Eucaristia, instituída por Jesus durante a celebração da Páscoa com os seus discípulos, foi colocada como um marco na vida da comunidade, de forma a não deixar cair no esquecimento os eventos da sua vida, morte e ressurreição.

A Páscoa cristã, mediante a Eucaristia, seria perenizada na contínua memória da vida de Jesus. Esta memória iria convocar os discípulos para a imitação do Mestre, visando conformar a vida atual da comunidade cristã com a vida de Jesus.

O antigo líder, Moisés, estava sendo definitivamente substituído pelo Filho Jesus, na condução do verdadeiro Israel. A Eucaristia torna, pois, a vida em comunidade cristã um êxodo rumo a casa do Pai.

Na Quinta-feira Santa reunimos-nos para fazer o que fez Jesus na última ceia. Professamos a nossa fé na presença de Jesus no sacramento da Eucaristia. Comungar do corpo e sangue de Cristo é comprometer-se com a sua vida, seu projeto e sua missão. É ter coragem de ser pão partilhado para a vida do mundo.

A eucaristia é a grande ação de graças, pois o corpo e sangue do Senhor são nosso verdadeiro alimento. Somos convidados a louvar publicamente o Senhor na Eucaristia; então, cantemos com alegria o hino: “Faz-se carne o pão do trigo, faz-se sangue o vinho amigo. Pão é vinho, eis o que vemos, mas ao Cristo é que nós temos em tão ínfimos sinais”.

Participe da Eucaristia, agradecendo tão sublime sacramento


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

O conteúdo da espiritualidade cristã é o amor

COR LITÚRGICA: BRANCO

7ª Semana da Páscoa | Quinta-feira


Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao céu e rezou, dizendo: “Pai santo, eu não te rogo somente por eles, mas também por aqueles que vão crer em mim pela sua palavra; para que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, e para que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste. Eu dei-lhes a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um: eu neles e tu em mim, para que assim eles cheguem à unidade perfeita e o mundo reconheça que tu me enviaste e os amaste, como me amaste a mim. Pai, aqueles que me deste, quero que estejam comigo onde eu estiver, para que eles contemplem a minha glória, glória que tu me deste porque me amaste antes da fundação do universo. Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci, e estes também conheceram que tu me enviaste. Eu lhes fiz conhecer o teu nome, e o tornarei conhecido ainda mais, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu mesmo esteja neles”. (Jo 17,20-26)

 Amados irmãos em Cristo Jesus!

O conteúdo da espiritualidade cristã é o amor. A obra da criação é o primeiro alfabeto do amor, presente na linguagem de cada ser criado. Em determinado momento da história, Deus manda seu Filho ao mundo, e este resume todos os ensinamentos no mandamento do amor. Ter e amar se misturam de tal maneira que fica impossível fazer qualquer distinção ou separação. O ponto de partida da vida cristã é o modo como o próprio Jesus viveu.

O cristão tem Jesus como a maior referência e o caminho para viver intensamente o dom da vida.

A salvação que buscamos passa pela vivência do mandamento do amor. Podemos e devemos saber as orações, mas nada se iguala à maior de todas as preces: amar como Jesus amou.

Nós somos a grande comunidade dos discípulos de Jesus, sua Igreja. Em sua oração sacerdotal, ele rezou por nós. Rezou por todos os que haveriam de crer pela pregação dos apóstolos. E fez ao Pai um pedido muito especial: que vivêssemos em unidade, que todos sejamos um só, isto é, experimentemos e expressemos o amor que une o Pai e seu enviado.

Jesus sabia que, neste mundo, muita coisa joga contra a unidade. A prece de Jesus foi que participássemos da unidade que há entre ele e o Pai. A unidade é a força que leva o mundo a crer no amor de Deus, que enviou seu Filho e nos ama como ama a ele.

“Que estejamos com ele, essa é a vontade de Jesus”.


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

O Senhor fez conhecer seu poder salvador

COR LITÚRGICA: BRANCO

6ª Semana da Páscoa | Quinta-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Pouco tempo ainda, e já não me vereis. E outra vez pouco tempo, e me vereis de novo”. Alguns dos seus discípulos disseram então entre si: “O que significa o que ele nos está dizendo: ‘Pouco tempo, e não me vereis, e outra vez pouco tempo, e me vereis de novo’, e: ‘Eu vou para junto do Pai?’ ”Diziam, pois: “O que significa este pouco tempo? Não entendemos o que ele quer dizer”. Jesus compreendeu que eles queriam interrogá-lo; então disse-lhes: “Estais discutindo entre vós porque eu disse: ‘Pouco tempo e já não me vereis, e outra vez pouco tempo e me vereis?’ Em verdade, em verdade vos digo: Vós chorareis e vos lamentareis, mas o mundo se alegrará; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria”. (Jo 16,16-20)

O retorno de Jesus ao Pai é motivo de tristeza para os apóstolos, mas condição para que o tempo do Espírito Santo aconteça. Trata-se de uma tristeza passageira, pois será transformada em alegria.

Não existe alegria maior do que agir conforme as inspirações do Espírito Santo. Porém, para chegar a tal patamar, isto é de ser instrumento do Espírito do Senhor, é necessário superar todas as adversidades que possam ocorrer.

Quando recordamos como foi a trajetória de sofrimento de Jesus até chegar à ressurreição, não podemos exigir que nossa fidelidade ao projeto de Deus não implique ter que suportar determinadas dores. Mas, com certeza, tudo será passageiro e a felicidade se eternizará.

A volta de Jesus é o tempo da Igreja, isto é, o tempo da vivência da fé. A certeza da presença do Ressuscitado que animou a Igreja da primeira hora continua animando os cristãos até nossos dias.

A fé cristã avança entre dores e alegrias, mas confiante na vitória de Cristo sobre o mal e na firme esperança de que a tristeza de hoje, colocada no coração do Pai, transformar-se-á em alegria e júbilo.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, hoje e sempre!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Nossa grande vocação é estar no amor do Pai

COR LITÚRGICA: BRANCO

5ª Semana da Páscoa | Quinta-feira


Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:  “Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor.  Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor.  Eu vos disse isto, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena”. (Jo 15,9-11)

Caríssimo irmão (a) de fé e caminhada, iniciamos o mês de Mariano, que Maria Santíssima venha fortalecer a nossa fé, acolher nosso amor a Jesus e amá-lo sempre mais.

Três temáticas marcam o texto que a liturgia nos propõe: o amor, os mandamentos e a alegria. Da metáfora da videira, Jesus passa à temática da comunhão unitiva e amorosa. Por um lado, a finalidade última dos bons frutos produzidos pelos ramos, os discípulos, é a glória do Pai. Agora Jesus quer refletir sobre a origem fundamental dessa união. Ele parte do amor entre o Pai e o Filho, que se torna modelo e fonte do amor entre ele e os discípulos, e do amor entre os irmãos.

No Cântico da Vinha, em Isaías 5, o amor é esponsal, marital. Aqui, ele tem perspectiva paternal, filial e fraternal. Contudo, a seiva que alimenta esse amor é sempre Deus, pois ele provém do tronco da videira, que é Cristo. O cumprimento dos mandamentos é a vivência do amor por inteiro: eles são sintetizados no amor de Deus e ao próximo. Se houver amor, o cumprimento dos mandamentos não é uma mera obrigação.

A obediência é fidelidade amorosa, entrega e oblação na plena liberdade. O texto se conclui com a alegria, própria do Reino, expressão do amor que se torna festa. Essa alegria, que provém de Cristo, o cristão deve portar consigo em todas as circunstâncias, inclusive nos sofrimentos e na dor.

Oração: Jesus Vida, fazei-me viver na alegria do vosso amor!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Ide pregar o Evangelho

COR LITÚRGICA: BRANCO

São Marcos, Evangelista – Festa | Quinta-feira – Ano B


Naquele tempo, Jesus se manifestou aos onze discípulos,  e disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas;  se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados”. Depois de falar com os discípulos, o Senhor Jesus foi levado ao céu, e sentou-se à direita de Deus. Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra por meio dos sinais que a acompanhavam. (Mc 16,15-20)

Amados irmãos em Cristo Jesus!

Jesus convida apóstolos e discípulos. Preocupa-se com a capacitação e o fortalecimento da fé. Confere-lhe os mesmos poderes que recebeu do Pai e, depois dos envia. O dinamismo está presente na atenção de Jesus para com todos aqueles que precisam do anúncio do Reino, a fim de continuarem acreditando em um novo momento de vida e de dignidade.

Antes de concluir sua missão e voltar ao Pai, Jesus organiza a evangelização por meio da meditação dos apóstolos e discípulos. Da mesma forma, pelo dom do batismo, somos continuadores do anúncio do Evangelho e da construção do Reino.

Dentro da nossa manifestação de fé está intrínseca a missão. Sejamos criativos, para evangelizar eficazmente. “Quem se encontra com Jesus descobre que há muito por ser feito”.

Da catequese de Marcos aprendemos, sobretudo, que para ser discípulo de Jesus é preciso que a presença de Cristo transpire pelos nossos poros, pelas nossas palavras, pelo novo agir e pelo anúncio de que o Jesus da história é o Messias esperado, o Filho de Deus, o Unigênito do Pai.

Eu, você, nós estamos participando da missão da Igreja?


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

O Ressuscitado e o Pai

COR LITÚRGICA: BRANCO

3ª Semana da Páscoa | Quinta-feira


Naquele tempo, disse Jesus à multidão: “Ninguém pode vir a mim, se o pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos Profetas: ‘Todos serão discípulos de Deus’. Ora, todo aquele que escutou o Pai e por ele foi instruído, vem a mim. Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. Em verdade, em verdade vos digo, quem crê possui a vida eterna. Eu sou o pão da vida. Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer, nunca morrerá. Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”. (Jo 6,44-51)

Irmãos de fé e caminhada, estamos caminhando com Jesus, no seu discurso sobre o pão, feito na sinagoga de Cafarnaum. Até agora, Jesus estabeleceu duas verdades fundamentais: ele é o pão da vida, diferente do maná, o pão provisório mediado por Moisés no deserto; ele é o pão vivo descido do céu.

Os judeus reagem imediatamente, pois conhecem as origens humanas de Jesus. Por isso, Jesus nos ajuda a compreender que a fé já é graça e dom. Deus nos atrai e nos conduz a Cristo.

Somos gerados na obediência e no discipulado da fé. Crer em Jesus Cristo como pão vivo descido do céu só é possível se for fruto da graciosidade de Deus. O pão, quando comido, entra na nossa corrente sanguínea e alimenta as nossas células, nos dá força, coragem e energia para o trabalho e a missão.

Quando nos alimentamos de Cristo, no pão da Palavra e no pão da Eucaristia, ele desperta dentro de nós. Torna-se alento, esperança, vida com sabor de eternidade.

O texto de hoje se conclui com a chave para rezarmos o texto de amanhã: o pão do céu é a carne de Jesus doada para a vida do mundo. Jesus “PÃO” é o sacramento que nos reúne para celebrar, agradecer a Deus e fortificar o nosso amor ao próximo.

“Meu irmão, minha irmã, ao receber a Eucaristia, faça a oferta de si, entrega, doação, serviço”

Senhor Jesus, o Pai me guia para ti, para que eu tenha vida. Sê para mim, o elemento propiciador da salvação.


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Jesus fala as coisas de Deus

COR LITÚRGICA: VERMELHO

Santo Estanislau, bispo e mártir – Memória | Quinta-feira


“Aquele que vem do alto está acima de todos. O que é da terra, pertence à terra e fala das coisas da terra. Aquele que vem do céu está acima de todos. Dá testemunho daquilo que viu e ouviu, mas ninguém aceita o seu testemunho. Quem aceita o seu testemunho atesta que Deus é verdadeiro. De fato, aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, porque Deus lhe dá o espírito sem medida. O Pai ama o Filho e entregou tudo em sua mão. Aquele que acredita no Filho possui a vida eterna. Aquele, porém, que rejeita o Filho não verá a vida, pois a ira de Deus permanece sobre ele”.

Amados irmãos de fé e caminhada, neste evangelho, João quer nos mostrar que a missão da Igreja é dar testemunho do amor de Deus ao mundo. Ela experimenta, celebra e anuncia que Jesus veio para manifestar o amor de Deus pelos seus filhos e filhas.

Recorda que Jesus, de maneira especial, foi próximo e amigo dos pequenos e sofredores; que, nele, contemplamos o amor de Deus que restaura, reconcilia, renova. Por amor a nós e em obediência ao Pai, Jesus nos comunicou as palavras de Deus e nos deu seu Santo Espírito. Assim, a Igreja anunciou que quem crê no Filho tem a vida eterna.

É importante perceber que Jesus não veio em nome próprio: veio unir a terra ao céu, enquanto revelador do verdadeiro rosto do Pai. Não aceitar Jesus é desconhecer quem é Deus. Jesus procura mostrar que ele veio do céu para realizar a eterna esperança da humanidade. Mais do que explicações, Jesus aguarda nosso seguimento e nosso amor. Sejamos cooperadores nessa maravilhosa obra denominada “Reino de Deus”!

A tarefa da Igreja é, então, dar testemunho de Jesus e ajudar as pessoas a crerem nele, tornando-se seus discípulos.

A tarefa da Igreja é apresentar Jesus a todo ser humano, levá-lo a toda criatura.

Oração: Senhor Jesus, que a tua Palavra, testemunho do Pai, ecoe profundamente no meu coração e seja penhor de vida eterna. Amém!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

“Sou Eu”

COR LITÚRGICA: BRANCO

Oitava da Páscoa | Quinta-feira


Evangelho (Lc 24,35-48)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos! (Sl 117)

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 35 os discípulos contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão. 36 Ainda estavam falando, quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: “A paz esteja convosco!”

37 Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um fantasma. 38 Mas Jesus disse: “Por que estais preocupados, e por que tendes dúvidas no coração? 39 Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai em mim e vede! Um fantasma não tem carne, nem ossos, como estais vendo que eu tenho”.

40 E dizendo isso, Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés. 41 Mas eles ainda não podiam acreditar, porque estavam muito alegres e surpresos. Então Jesus disse: “Tendes aqui alguma coisa para comer?” 42 Deram-lhe um pedaço de peixe assado. 43 Ele o tomou e comeu diante deles. 44 Depois disse-lhes: “São estas as coisas que vos falei quando ainda estava convosco: era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”.

45 Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras, 46 e lhes disse: “Assim está escrito: o Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia 47 e no seu nome, serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. 48 Vós sereis testemunhas de tudo isso”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Irmão e irmã de fé e caminhada, o relato de Lucas sugere que o contato visual não é suficiente. Ao ver Jesus, os onze discípulos e seus companheiros, assustados, imaginam estar vendo um fantasma. Somente quando o Senhor lhes dirige a palavra, eles reconhecem que esse homem é o mesmo que foi crucificado. Então, Jesus faz questão de que eles o toquem. E eles o tocaram, deram-lhe um peixe assado para comer e ouviram uma explicação das Escrituras. Receberam do Mestre o mandato de testemunhar tudo o que estara acontecendo. E o testemunho dos que viram e tocaram chega até nós hoje. Senhor, ilumina nossa inteligência, aqueça nosso coração, fortaleça nossa vontade para vivermos e testemunharmos a alegria da ressurreição.

As primeiras comunidades cristãs tiveram dificuldade em ver, no Ressuscitado, o Jesus que havia sido crucificado. Depois compreenderam que, se o Ressuscitado não fosse o mesmo Jesus que fora crucificado, a salvação de Deus não teria atingido. Os pecados da humanidade só foram redimidos porque Jesus foi capaz de vencê-los com sua morte de cruz. No entanto, se a última palavra na vida de Jesus tivesse sido a morte, com seu sabor de derrota, não tinha de se gloriar, pois em nada teria diferido dos demais seres humanos.

Quando a comunidade entendeu o verdadeiro sentido do “Sou Eu!” pronunciado pelo Ressuscitado, tornou-se capaz de fazer a conexão entre o passado e o presente e proclamar a fé no Jesus vivo e atuante no meio dela, incentivando-a a superar o medo e a proclamar as maravilhas operadas por Deus em seu Filho Jesus.

Irmão e irmã de fé, como a cruz e a ressurreição de Jesus entram em nossa história?


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

O mundo rejeitou a Luz

COR LITÚRGICA: BRANCO

Quinta-feira Santa | Ceia do Senhor


Era antes da festa da Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. Estavam tomando a ceia. O diabo já tinha posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de entregar Jesus. Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado tudo em suas mãos e que de Deus tinha saído e para Deus voltava, levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido. Chegou a vez de Simão Pedro. Pedro disse: “Senhor, tu me lavas os pés?” Respondeu Jesus: “Agora, não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás”. Disse-lhe Pedro: “Tu nunca me lavarás os pés!” Mas Jesus respondeu: “Se eu não te lavar, não terás parte comigo”. Simão Pedro disse: “Senhor, então lava não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça”. Jesus respondeu: “Quem já se banhou não precisa lavar senão os pés, porque já está todo limpo. Também vós estais limpos, mas não todos”. Jesus sabia quem o ia entregar; por isso disse: “Nem todos estais limpos”. Depois de ter lavado os pés dos discípulos, Jesus vestiu o manto e sentou-se de novo. E disse aos discípulos: “Compreendeis o que acabo de fazer? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz. (Jo 13,1-15)

Amados irmãos de fé e caminhada, o clima é de despedida. O mundo rejeitou a Luz. Mesmo sabendo da dor, Jesus aproveita até o último instante para conviver, ensinar e eternizar gestos. Ao redor de uma mesa, acontece a ceia. É o dia da Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio. Jesus sabia de toda a trama de Judas Iscariotes, mas permaneceu firme.

O amor permite que ele se inclina para lavar os pés dos apóstolos e, assim, defina para sempre o papel do poder, que consiste em servir. Não existe outro sentido para o poder senão o serviço, mesmo que a história, de ontem e de hoje, esteja manchada pelo abuso de poder. É comum ouvir: “Quer conhecer uma pessoa, dê-lhe poder”. Seguir Jesus é ser capaz de lavar os pés dos sofredores.

Jesus pratica um gesto de amor-serviço; um gesto provocador, um dos mais expressivos da identidade cristã. “Se compreenderdes isso, sereis felizes se o praticardes”. (Jo 13,17)

Na eucaristia encontramos forças para servir mais e melhor, que é a fonte de verdadeira felicidade.

Amados irmãos, quais são as pessoas cujos pés você precisa lavar?

Com o Tríduo Pascal, confirmemos a fé e o seguimento a Jesus.

Que Deus seja louvado em nossas vidas!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira


A morte foi vencida

COR LITÚRGICA: ROXO

5ª Semana da Quaresma | Quinta-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: “Em verdade, em verdade vos digo: se alguém guardar a minha palavra, jamais verá a morte”. Disseram então os judeus: “Agora sabemos que tens um demônio. Abraão morreu e os profetas também, e tu dizes: ‘Se alguém guardar a minha palavra jamais verá a morte’. Acaso és maior do que nosso pai Abraão, que morreu, como também os profetas? Quem pretendes ser? ”Jesus respondeu: “Se me glorifico a mim mesmo, minha glória não vale nada. Quem me glorifica é o meu Pai, aquele que vós dizeis ser o vosso Deus. No entanto, não o conheceis. Mas eu o conheço e, se dissesse que não o conheço, seria um mentiroso, como vós! Mas eu o conheço e guardo a sua palavra. Vosso pai Abraão exultou, por ver o meu dia; ele o viu, e alegrou-se”. Os judeus disseram-lhe então: “Nem sequer cinquenta anos tens, e viste Abraão!” Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, antes que Abraão existisse, eu sou”. Então eles pegaram em pedras para apedrejar Jesus, mas ele escondeu-se e saiu do Templo.(Jo 8,51-59)

Irmão e irmã de fé, quando Jesus afirmou que o cumprimento de sua palavra pouparia o ser humano da morte, os judeus interpretaram mal a declaração dele. Tomando a afirmação no sentido da morte física, não conseguiam entender como Jesus podia ser imortal e proporcionar imortalidade, se até mesmo o venerável Abraão morrera.

Na perspectiva do Mestre, a imortalidade ia além do aspecto físico da vida. Tratava-se da participação da vida eterna, em comunhão com o Pai. A imortalidade de Jesus decorria de sua condição de enviado do Pai. Ele possibilitaria a quem cresse ter a mesma participação. Neste sentido, a fé se tornava penhor da imortalidade, neutralizando as consequências do pecado.

Os judeus recusavam-se a aceitar que a imortalidade já estivesse acontecendo na vida de Jesus. Eles partiam da idade cronológica do Mestre e daí deduziam ser impossível alguma relação entre Abraão e Jesus.

Jesus, então, fez uma afirmação insuportável para os judeus: “Antes que Abraão existisse, Eu sou”. A irritação foi causada por estas últimas palavras: “Eu sou”. Era demais Jesus querer unir, de maneira tão radical, sua existência a Deus! Sua palavra pareceu-lhes uma blasfêmia. Daí a decisão de apedrejá-lo. Senhor da vida, ele se defronta com a morte!

Fazer-se igual a Deus é, sim, uma ousadia, uma blasfêmia, a não ser na palavra de Jesus, o Filho de Deus. Ele está com o Pai desde o princípio. Ele é o sopro da Vida que permanece.

Eu, você, nós, rezemos: “Jesus vida, fazei-nos viver a alegria de vosso amor”

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Uma boa ação mal interpretada

COR LITÚRGICA: ROXO

3ª Semana da Quaresma | Quarta-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra. Portanto, quem desobedecer a um só desses mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus”. (Mt 5,17-19)

Amigos e irmãos na fé;

Hoje, como em outros tempos, vivemos num mundo muito dividido. São manifestações do mal que animam o sonho de fraternidade e justiça. Esse clima de divisão penetra na comunidade e nas famílias. A coisa não foi diferente com Jesus. Ele encontrou muita oposição dos grupos de poder. Em certo momento, começaram a espalhar que ele agia em nome do demônio.

O Mestre tentou levar seus adversários a raciocinar, sem preconceitos, a respeito de seus milagres. Os gestos portentosos de Jesus visavam sempre desarticular o poder opressor de Belzebu sobre as pessoas. Este poder satânico expressava-se na impossibilidade de alguém se comunicar, de conviver fraternalmente com os outros, de fechar-se no próprio egoísmo. Ao liberar as pessoas destas situações Jesus impedia que Belzebu mantivesse seu poder sobre elas.

Os milagres eram um indício seguro da vitória do Filho de Deus. Não sejamos causa de divisão em nossas comunidades, dando crédito e espalhando suspeitas, fazendo o jogo dos que manipulam, mentem, espalham boatos em benefício de seus interesses contrários ao Evangelho.

Que o Senhor Jesus nos abençoe hoje, e sempre!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira


O coração insensível ao sofrimento alheio

COR LITÚRGICA: ROXO
2ª Semana da Quaresma | Quinta-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus:“Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias. Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão, à porta do rico. Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas. Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado. Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado. Então gritou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas’. Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te de que recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. E, além disso, há grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós’. O rico insistiu: ‘Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa do meu pai, porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não venham também eles para este lugar de tormento’. Mas Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os profetas, que os escutem!’ O rico insistiu: ‘Não, Pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter’. Mas Abraão lhe disse: ‘Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos”’. (Lc 16,19-31)

O excesso de riqueza faz o coração humano tornar-se insensível ao sofrimento alheio. O pecado, neste caso, consiste em não se dar conta de que existem outras pessoas cuja sobrevivência depende de um gesto generoso e solidário. Jesus buscou abrir o coração dos discípulos para a sensibilidade e a misericórdia.

Jesus, além de preparar os apóstolos nos detalhes do cotidiano, aborda claramente como conduzir a vida para alcançar a eternidade. A parábola do pobre Lázaro e do rico avarento resgata a proximidade do céu e da terra.

O modo como vivemos neste mundo ressoa à eternidade.

Sabemos que Deus é misericordioso, mas isso não despensa nosso compromisso na construção de um mundo novo e, consequentemente, da eternidade, nossa casa definitiva.

Lázaro padeceu muito, enquanto o rico viveu a abundância, sem o mínimo de solidariedade. O problema não está nas coisas, mas no apego que gera o orgulho e a autossuficiência. Sejamos construtores do céu, enquanto trilhamos os caminhos deste mundo!

“O céu é uma construção diária, um jeito autêntico de viver”.

Senhor Jesus, cria em nós um coração sensível, capaz de fazer-se solidário com quem bate à nossa porta, esmolando um pouco de nosso amor.

Onde os apelos de Deus são mais fortes para você, hoje?


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

A Pedra Fundamental

COR LITÚRGICA: BRANCO

Cátedra de São Pedro, Apóstolo – Festa | Quinta-feira


Naquele tempo, Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”. (Mt 16,13-19)

Amados irmãos, Jesus deseja saber o que o povo está expressando em relação a uma pessoa. As respostas são diversas. Em ato contínuo, Jesus quer escutar a opinião dos apóstolos. Pedro, em nome do grupo, afirma que Jesus é o Filho de Deus. O elogio que Pedro recebe é grandioso: “Tu és Pedro, e sobre esta rocha edificarei minha Igreja”. Em uma só festividade, Pedro e Paulo são reconhecidos como as colunas da Igreja. Pedro a rocha firme, a referência, o sustentáculo e a coordenação. Paulo o dinamismo, a empolgação, o desejo de tornar Jesus conhecido por todos os povos, o missionário incansável.

Pedro e Paulo são referenciais obrigatórios da primitiva Igreja – Pedro recebeu como missão ser a “pedra” sobre a qual a Igreja seria construída. Paulo foi o pregador do Evangelho e fundador de comunidades, levando a mensagem da Ressurreição até os povos pagãos. No coração de ambos, ardia uma profunda fé no Senhor.

A experiência do encontro com o Senhor, o caminho de Damasco, deu uma guinada na vida de Paulo. De perseguidor, não só se tornou discípulos de Cristo, mas também o mais corajoso defensor do projeto cristão, deixando, assim, uma marca indelével na Igreja. Neste dia festivo renovemos em nós o que está tão evidente em Pedro e Paulo: a firmeza da fé e encantamento por Jesus.

Oração: Senhor Jesus, cria no nosso coração o mesmo amor por ti e por tua Igreja, que puseste no coração de Pedro e de Paulo. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

O destino do Filho de Homem

COR LITÚRGICA: ROXO

Quinta-feira depois das Cinzas


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”. Depois Jesus disse a todos: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará. Com efeito, de que adianta a um homem ganhar o mundo inteiro, se se perde e se destrói a si mesmo?” (Lc 9,22-25)

Amado(a) irmão (ã) em Cristo Jesus:

Neste começo de Quaresma, a nós que o seguimos, Jesus indica o próprio caminho. Ele fez um caminho de completo despojamento de si mesmo. No final de sua caminhada humana, foi rejeitado pelas lideranças do seu povo, sofreu muito, foi morto, mas ressuscitou vitorioso ao terceiro dia. No seu seguimento, precisamos também renunciar a nós mesmos, não somos mais o centro da nossa existência, mas deixar que Jesus seja o centro de nossa vida. Assim, fazer a vontade de Deus, não a nossa. E, como Jesus, carregar nossa cruz todos os dias.

Pelo caminho de Jesus, encontramos a vida, a felicidade, a salvação. Não adianta nada alguém ganhar o mundo todo, disse ele, se vier a perder-se.

Então, vivamos o momento presente sem deixar-se abater pelas aflições. Convém que peçamos a Jesus, ajuda-nos a carregar, com coragem e perseverança, todos os dias da nossa vida, a cruz que aceitamos por teu amor.

Que Jesus seja sempre louvado e amado por nós!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira