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Tu és o Messias

Cor Litúrgica: Verde

6ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira


Naquele tempo, 27 Jesus partiu com seus discípulos para os povoados de Cesareia de Filipe. No caminho perguntou aos discípulos: “Quem dizem os homens que eu sou?” 28 Eles responderam: “Alguns dizem que tu és João Batista; outros que és Elias; outros, ainda, que és um dos profetas”. 29 Então ele perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “Tu és o Messias”. 30 Jesus proibiu-lhes severamente de falar a alguém a seu respeito. 31 Em seguida, começou a ensiná-los, dizendo que o Filho do Homem devia sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, devia ser morto, e ressuscitar depois de três dias. 32 Ele dizia isso abertamente. Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo. 33 Jesus voltou-se, olhou para os discípulos e repreendeu a Pedro, dizendo: “Vai para longe de mim, Satanás! Tu não pensas como Deus, e sim como os homens”. (Mc 8,27-33)

Amados irmãos de fé e caminhada, neste evangelho, a pessoa de Jesus não se enquadrava nas categorias da época e era interpretada de formas as mais variadas. Seu modo de ser austero e a maneira incisiva de sua pregação levaram alguns a confundi-lo com João Batista ou com Elias.

Pensava-se que Jesus tivesse, de certa forma, feito reviver em si essas figuras. A pregação de Jesus também era identificada com a dos profetas do passado, cujas vidas pareciam servir-lhe de inspiração.

Jesus quis saber a opinião dos discípulos a seu respeito, por não estar bem seguro de como o consideravam. A resposta foi dada por Pedro, em nome do grupo, de maneira correta, e isso encheu Jesus de alegria. Ele, de fato, era o Messias.

Entretanto, o Mestre sentia-se na obrigação de oferecer aos discípulos pistas para a correta compreensão de sua condição messiânica. Seu messianismo levá-lo-ia a confrontar-se com a rejeição das autoridades e com a morte violenta. Ele, no entanto, estaria também destinado à ressurreição.

Os discípulos, portanto, tiveram de fazer um esforço gigantesco para introduzir o sofrimento no messianismo do Mestre. Jamais se esperava um Messias sofredor, como Jesus se proclamava ser. Os discípulos viram-se, assim, na obrigação de refazer seus esquemas.

Senhor Jesus, ajude-nos a compreender que escolheste o caminho da cruz e do sofrimento para realizar a missão recebida do Pai.


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Um exemplo de fé

Cor Litúrgica: Verde

5ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira


Naquele tempo, 24 Jesus saiu dali e foi para a região de Tiro e Sidônia. Entrou numa casa e não queria que ninguém soubesse onde ele estava. Mas não conseguiu ficar escondido. 25 Uma mulher, que tinha uma filha com um espírito impuro, ouviu falar de Jesus. Foi até ele e caiu a seus pés. 26 A mulher era pagã, nascida na Fenícia da Síria. Ela suplicou a Jesus que expulsasse de sua filha o demônio. 27 Jesus disse: “Deixa primeiro que os filhos fiquem saciados, porque não está certo tirar o pão dos filhos e jogá-lo aos cachorrinhos”. 28 A mulher respondeu: “É verdade, Senhor; mas também os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem as migalhas que as crianças deixam cair”. 29 Então Jesus disse: “Por causa do que acabas de dizer, podes voltar para casa. O demônio já saiu de tua filha”. 30 Ela voltou para casa e encontrou sua filha deitada na cama, pois o demônio já havia saído dela. (Mc 7,24-30).

Amados irmãos de fé e caminhada, Jesus é interpelado por pessoas de diferentes denominações. Até aqueles que não aguardavam a vinda do Filho de Deus encontraram em Jesus uma possibilidade de cura. A mulher siro-fenícia suplica-lhe a cura de sua filha.

Jesus fez uma analogia com o pão, destacando que a preferência é sempre para os filhos.

A sofrida mulher contrapõe-se a isso, afirmando que os cachorrinhos se contentam com as migalhas.

Naquele instante, Jesus percebe a grandiosidade da fé daquela mãe, que, ao chegar a sua casa, encontra a filha curada.

É incrível o quanto Jesus se deixa tocar por corações que manifestam uma profunda fé! Ele nunca oferecerá apenas uma migalha para quem tem fome de vida plena, pois seu amor é eterno.

O Mestre, sábio e repleto de eras, pensou um pouco e viu que ela tinha razão e merecia ser atendida, pela humildade de sua fé.

“Cultivem a fé e permitam que a vida se torne plena.”


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Pregar na pobreza

Cor Litúrgica: Vermelho

São Paulo Miki e companheiros mártires, Memória | Quinta-feira


Naquele tempo, 7 Jesus chamou os doze, e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. 8 Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. 9 Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. 10 E Jesus disse ainda: “Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. 11 Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!” 12 Então os doze partiram pregaram que todos se convertessem. 13 Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo. (Mc 6,7-13).

Caríssimo irmão(ã) de fé, quando Jesus enviou seus discípulos para anunciar o Evangelho do Reino, ordenou-lhes que se apresentassem como pobres. Ele só lhes permitiu levar, na viagem, um simples bastão – talvez para se protegerem de animais ferozes – e calçar sandálias, por causa das longas caminhadas.

Tudo mais se reduzia às roupas do corpo. Mas por que tanto rigor da parte de Deus?

Agindo assim, os apóstolos não corriam o risco de atrair gente por motivos alheios à proposta do Reino. Seria inútil recorrer a eles esperando encontrar algo que não fosse estritamente a Palavra de Deus e seu apelo à conversão.

Por outro lado, os apóstolos ficavam livres da tentação de atrair discípulos para si mesmos, esquecendo-se de sua missão: conduzi-los ao Senhor. Pregando na pobreza, eram forçados a se entregar totalmente à providência de Deus, que não lhes deixaria faltar o pão nem o necessário para a sobrevivência. Essa é a vida missionária de quem crê em Jesus Cristo e aposta a própria vida na causa d’Ele.

Apesar de sua opção pelo despojamento, os discípulos deveriam contar com a possibilidade de serem rejeitados.

Nem por isso estariam dispensados da missão.

Oração:

Senhor Jesus, ajuda cada missionário a compreender a importância de anunciar o teu Reino na pobreza, totalmente entregue nas mãos da providência divina. Amém!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

É preciso ser Luz

Cor Litúrgica: Verde

3ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira


Naquele tempo, Jesus disse à multidão: 21 “Quem é que traz uma lâmpada para colocá-Ia debaixo de um caixote, ou debaixo da cama? Ao contrário, não a coloca num candeeiro? 22 Assim, tudo o que está escondido deverá tornar-se manifesto, e tudo o que está em segredo deverá ser descoberto. 23 Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça”. 24 Jesus dizia ainda: “Prestai atenção no que ouvis: com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos; e vos será dado ainda mais. 25 Ao que tem alguma coisa, será dado ainda mais; do que não tem, será tirado até mesmo o que ele tem”. (Mc 4,21-25).

Amados irmãos de fé e caminhada, neste evangelho Marcos quer nos mostrar que a vivência da palavra de Jesus exige ser testemunhada publicamente.

É terna e poética a cena do acendimento da lâmpada, e eles na penumbra do anoitecer. Talvez sejam as memórias afetivas de Jesus sobre a família de Nazaré, onde ele assistia encantado à mãe iluminando a casa e a havia preparando a ceia.

A luz material é o mais forte símbolo da graça de Deus, que a tudo clareia pela presença e pela prática de pessoas de fé e de amor. Por outro lado, o Mestre adverte para o enrijecido que é “oculto”, distante da luz de Deus, imerso na escuridão.

E que escuridão é essa?

É a vida de quem pratica o mal. Mas tudo tem consequências, e o que decidimos e praticamos pode voltar a nós em medida maior. Por isso, vale a pena ter muita luz de Deus em nossa vida.

O saber-se luz colocada pelo Senhor para iluminar o mundo não deve ser motivo de orgulho por parte do discípulo. Antes, trata-se de uma tarefa difícil e exigente, na qual se poderá até perder a própria vida. Ser luz é uma responsabilidade.

Oração

Senhor Jesus, que eu assuma minha fé com determinação e disponibilidade, a fim de, em mim, tua palavra se transformar em luz.

Amém!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Eis o que o Senhor fez por mim, nos dias em que ele se dignou tirar-me da humilhação pública!

Cor Litúrgica: Roxo

3ª Semana do Advento | Quinta-feira


Nos dias de Herodes, rei da Judeia, vivia um sacerdote chamado Zacarias, do grupo de Abia. Sua esposa era descendente de Aarão e chamava-se Isabel. Ambos era justos diante de Deus e obedeciam fielmente a todos os mandamentos e ordens do Senhor. Não tinham filhos, porque Isabel era estéril, e os dois já eram de idade avançada. Em certa ocasião, Zacarias estava exercendo as funções sacerdotais no Templo, pois era a vez do seu grupo. Conforme o costume dos sacerdotes, ele foi sorteado para entrar no Santuário, e fazer a oferta do incenso. Toda a assembleia do povo estava do lado de fora rezando, enquanto o incenso estava sendo oferecido. Então apareceu-lhe o anjo do Senhor, de pé, à direita do altar do incenso. Ao vê-lo, Zacarias ficou perturbado e o temor apoderou-se dele. Mas o anjo disse: “Não tenhas medo, Zacarias, porque Deus ouviu tua súplica. Tua esposa, Isabel, vai ter um filho, e tu lhe darás o nome de João. Tu ficarás alegre e feliz, e muita gente se alegrará com o nascimento do menino, porque ele vai ser grande diante do Senhor. Não beberá vinho nem bebida fermentada e, desde o ventre materno, ficará repleto do Espírito Santo. Ele reconduzirá muitos do povo de Israel ao Senhor seu Deus. E há de caminhar à frente deles, com o espírito e o poder de Elias, a fim de converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à sabedoria dos justos, preparando para o Senhor um povo bem disposto”. Então Zacarias perguntou ao anjo: “Como terei certeza disto? Sou velho e minha mulher é de idade avançada”. O anjo respondeu-lhe: “Eu sou Gabriel. Estou sempre na presença de Deus, e fui enviado para dar-te esta boa notícia. Eis que ficarás mudo e não poderás falar, até ao dia em que essas coisas acontecerem, porque tu não acreditaste nas minhas palavras, que hão de se cumprir no tempo certo”. O povo estava esperando Zacarias, e admirava-se com a sua demora no Santuário. Quando saiu, não podia falar-lhes. E compreenderam que ele tinha tido uma visão no Santuário. Zacarias falava com sinais e continuava mudo. Depois que terminou seus dias de serviço no Santuário, Zacarias voltou para casa.  Algum tempo depois, sua esposa Isabel ficou grávida, e escondeu-se durante cinco meses. Ela dizia: “Eis o que o Senhor fez por mim, nos dias em que ele se dignou tirar-me da humilhação pública!”. (Lc 1,5-25).

Estimados irmãos e irmãs, o evangelho de hoje fala do nascimento de João Batista, anunciado pelo anjo Gabriel, de maneira grandiosa, Deus anuncia o nascimento de João Batista, pois Isabel era já de idade avançada.

“…Apareceu-lhe então um anjo do Senhor, em pé, à direita do altar do perfume. Vendo-o, Zacarias ficou perturbado, e o temor assaltou-o. Mas o anjo disse-lhe: “Não temas, Zacarias, porque foi ouvida a tua oração: Isabel, tua mulher, dar-te-á um filho, e chamá-lo-ás João.”

Zacarias e Isabel apesar das limitações, não desistiram de esperar que a força de Deus se manifestasse neles. O Senhor tinha para eles um plano muito importante, e foi revelado o poder grandioso, porque, para Deus, o impossível não existe.

Nunca poderemos subestimar o poder e a ação do Espírito Santo em nós. Às vezes, nós precisamos como Zacarias, silenciar para fazer crescer no nosso coração os segredos de Deus os quais, no devido tempo, serão revelados para o engrandecimento do Seu reino aqui na terra.

Zacarias e Isabel apresentaram a Deus a sua necessidade, abriram-se e se deixaram tocar pela graça da fecundidade e o Senhor os abençoou e os fez personagens da História da Salvação.

Zacarias serviu-se da ocasião oferecida pelo serviço sacerdotal desempenhado no templo de Jerusalém para abrir seu coração a Deus, confessando-lhe a angústia de morrer sem deixar descendência. E Deus lhe deu a graça.

A oração dos justos, quando é feita do mais profundo da sua dor, é devidamente ouvida por Deus. Ele é bondoso e compassivo.


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Festa de Nossa Senhora de Guadalupe

Cor Litúrgica: Branco

Bem-aventurada Virgem Maria de Guadalupe, Padroeira principal da América | Quinta-feira


Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judéia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido, o que o Senhor lhe prometeu”. Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador”. (Lc 1,39-47).

Amados irmãos de fé e caminhada!

Hoje é a festa de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América Latina. A Virgem de Guadalupe é a mesma que Isabel chama de “bendita entre as mulheres”. É aquela que acredita na manifestação de Deus e engrandece o Senhor com o seu canto e oferece seu serviço a Isabel. Ao longo dos tempos, Maria continua visitando seus filhos e filhas, sobretudo nos momentos difíceis, apontando seu Filho como Caminho, Verdade e Vida.

Foi no começo de dezembro de 1531, no México, que o indígena Juan Diego ouviu uma voz que o chamava.

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai pelos povos latino-americanos tão sofridos.

É maravilhosa a identificação de Maria Santíssima com a humanidade, revelando amorosamente o rosto materno de Deus.

Sejamos imitadores da Mãe de Jesus que, mesmo sabendo que seria mãe, saiu ao encontro de sua prima Isabel, que também se tornaria mãe, apesar da idade avançada. Quem encontra Jesus consegue sempre encontrar o que fazer e a quem servir.

Nossa missão foi iniciada por ocasião do batismo. Procuremos servir como Maria, àqueles que precisam de alento e de pão.

“Meu irmão, minha irmã: reserve meia hora de intimidade para você e Deus.”


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

A casa construída sobre a rocha

COR LITÚRGICA: ROXO

1ª Semana do Advento | Quinta-feira[


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:  “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus.  Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha.  Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha.  Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia.  Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa.” (Mt 7,21.24-27).

Amadas irmãs de fé e caminhada,

Para ilustrar a importância de realizar os desígnios do Pai, Jesus nos apresenta a parábola dos dois homens que construíram suas casas.

A casa construída sobre a rocha representa a realização da vontade do Pai, que consiste na prática da justiça e da solidariedade, especialmente com os mais necessitados. É a prática do amor que transcende as vicissitudes humanas e se eterniza em bem-aventurança. Ser fiel a Deus e observar os ensinamentos de Jesus nos coloca em um terreno firme.

Assim, o fiel permanece em chão sólido: uma rocha que não permite sucumbir.

As crises e turbulências da vida são momentos preciosos para avaliarmos se estamos firmes sobre a rocha, que é Cristo.

Jesus é a rocha sobre a qual edificamos nosso ser cristão, sempre abertos ao crescimento como Igreja, nas diversas obras de caridade.

A humanidade tem sido muito provada. Feliz é quem mantém sua vida alicerçada na rocha do amor.

Sigam vivendo fielmente, mantendo-se firmes sobre a rocha que é Jesus.

Glórias e louvores ao Senhor Jesus!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

A libertação se aproxima

COR LITÚRGICA: VERDE

34ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:  “Quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, ficai sabendo que a sua destruição está próxima.  Então, os que estiverem na Judéia, devem fugir para as montanhas; os que estiverem no meio da cidade, devem afastar-se; os que estiverem no campo, não entrem na cidade.  Pois esses dias são de vingança, para que se cumpra tudo o que dizem as Escrituras.  Infelizes das mulheres grávidas e daquelas que estiverem amamentando naqueles dias, pois haverá uma grande calamidade na terra e ira contra este povo.  Serão mortos pela espada e levados presos para todas as nações. e Jerusalém será pisada pelos infiéis, até que o tempo dos pagãos se complete.  Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra, as nações ficarão angustiadas, com pavor do barulho do mar e das ondas.  Os homens vão desmaiar de medo, só em pensar no que vai acontecer ao mundo, porque as forças do céu serão abaladas.  Então eles verão o Filho do Homem, vindo numa nuvem com grande poder e glória. Quando estas coisas começarem a acontecer, levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima”. (Lc 21,20-28).

Amados irmãos em Cristo Jesus,

A descrição evangélica sobre o fim do mundo reúne uma variedade de elementos com o objetivo de motivar a esperança e a perseverança no coração dos discípulos. O pano de fundo do relato é a destruição de Jerusalém pelas tropas romanas e a narração de sinais cósmicos, de caráter apocalíptico, postos em relação com a vinda de Jesus como juiz libertador.

Segundo os textos proféticos, a intervenção salvífica de Deus na história humana seria acompanhada por fenômenos cósmicos aterradores, com o universo inteiro sendo abalado pelo poder absoluto de Deus. Nesse contexto, é descrita a visão de Jesus, o Filho do Homem, manifestando-se como o juiz de toda a humanidade.

Jesus é o penhor da libertação do ser humano e deve ser esperado em vigilância e fidelidade.

Não importa quando isto aconteça. Importa, sim, que o discípulo esteja preparado. A vigilância e a fidelidade se fortalecem mutuamente quando são vividas com constância.

O convite é para estimarmos o dom da graça, escutarmos sua promessa com renovada esperança e abrirmos nossos corações às surpresas de Deus que se manifestam em nossa história e em nossa vida. Quem cuida de nós é o Senhor. Confiemos em sua palavra!

Oração: Senhor Jesus, que eu esteja vigilante e fiel à tua esperança, pois vens como libertador.


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

A família de Jesus

COR LITÚRGICA: BRANCO

Apresentação da Bem-aventurada Virgem Maria, Memória | Quinta-feira


Naquele tempo,  enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele.  Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar contigo”. Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?”  E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos.  Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. (Mt 12,46-50).

Amados irmãos em Cristo, graça e paz!

O Reino de Deus, anunciado por Jesus, estabelece laços de amizade profunda entre aqueles que assumem seu projeto de vida. Esses laços fazem dos seus seguidores uma grande família, não unida pelos vínculos de sangue, mas pela submissão à vontade de Deus.

Como é lindo e maravilhoso o projeto de Deus para nós! A identidade dessa família é revelada por meio de uma fé profunda, pela prática do amor e da justiça.

Por este caminho, o cristão se reconhece como irmão ou irmã, unidos para além de qualquer divergência. Essa unidade não deve ser apenas de fachada. É preciso que exista uma efetiva comunhão de vida.

Quando o relacionamento entre as pessoas não se expressa dessa forma, é sinal de que o Reino de Deus ainda não aconteceu entre elas.

Essa dimensão do Reino foi expressa pelo próprio Jesus. Ele se recusou a privilegiar os laços sanguíneos que o uniam à sua mãe e a seus demais parentes. Para Jesus, o verdadeiro parentesco deveria se concretizar no cumprimento da vontade do Pai. Quem faz a vontade do Pai faz parte da família de Jesus. Quem prefere pautar sua vida por outros caminhos não tem parte com Ele.

Jesus possibilita a todos, em qualquer tempo e lugar, saber-se unidos a Ele como a um ser querido, muito próximo. Fazer a vontade do Pai é a forma de estar intimamente ligado a Jesus.

É preciso ser vigilante, porque, não raras vezes, caímos. Reconheça que errou, peça perdão, mude de vida e continue caminhando com Jesus.

Que Jesus seja louvado em vossa vida!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

O Reino de Deus está entre vós

Cor Litúrgica: Verde

32ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira


Naquele tempo,  os fariseus perguntaram a Jesus sobre o momento em que chegaria o Reino de Deus. Jesus respondeu: “O Reino de Deus não vem ostensivamente.  Nem se poderá dizer: ‘Está aqui’ ou ‘Está ali’, porque o Reino de Deus está entre vós”.  E Jesus disse aos discípulos: “Dias virão em que desejareis ver um só dia do Filho do Homem e não podereis ver.  As pessoas vos dirão: ‘Ele está ali’ ou ‘Ele está aqui’. Não deveis ir, nem correr atrás.  Pois, como o relâmpago brilha de um lado até ao outro do céu, assim também será o Filho do Homem, no seu dia.  Antes, porém, ele deverá sofrer muito e ser rejeitado por esta geração”. (Lc 17,20-25).

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos na fé, no evangelho de hoje, os fariseus perguntam a Jesus quando chegaria o Reino de Deus. Desta vez, não se trata de uma pergunta maliciosa, pois eles realmente tinham interesse em saber sobre a chegada do Reino de Deus — mas não no sentido da fé. Eles tinham interesses pessoais, aguardando ansiosamente a vinda de um reino político, no qual poderiam beneficiar-se.

O reino aguardado pelos fariseus era completamente diferente do reino de amor proposto por Jesus. No reino que Jesus anuncia, todos são convidados a fazer parte. A cegueira dos fariseus, porém, não os deixava perceber a presença do Reino de Deus na pessoa do próprio Jesus. Assim também pode acontecer conosco: estar diante de Jesus e não enxergá-lo, porque nossos interesses estão voltados para outras coisas. Jesus veio nos propor um jeito novo de viver, mostrar-nos a face humana do Pai, e revelar-nos o Deus de amor, o Deus da vida que caminha conosco.

É na pessoa de Jesus que o Reino de Deus acontece. Enxergar esta verdade é estar afinado com o projeto de Deus, uma proposta de felicidade que se concretizará plenamente no céu.

Longe de Jesus, não é possível ser feliz. Ele é o caminho que nos conduz à felicidade plena. Nossa salvação passa por Jesus, que é a presença do Reino de Deus. Estar com Ele é vivenciar as alegrias deste Reino.

Feliz quinta-feira para todos!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

A alegria de Deus

COR LITÚRGICA: VERDE

31ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira


Naquele tempo,  os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar.  Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”.  Então Jesus contou-lhes esta parábola:  “Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la?  Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria,  e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’  Eu vos digo: Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão.  E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e a procura cuidadosamente, até encontrá-la?  Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!’  Por isso, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”. (Lc 15,1-10).

Amados irmãos em Cristo Jesus!

Os fariseus continuavam a criticar Jesus, questionando seu comportamento com os pecadores e colocando-o à margem dos religiosos da época. Nas parábolas de hoje, encontramos uma contraposição clara entre o justo, que se julga superior, e o pecador, muitas vezes excluído e marginalizado.

Jesus nos convida a olhar o pecador com o olhar de Deus, que difere do julgamento humano. Na parábola, o foco não está no julgamento, mas sim na atitude do pastor que busca sua ovelha perdida. Esse é o amor do Pai que precisamos imitar: um amor que acolhe tanto o pecador arrependido quanto o justo perseverante.

Para Jesus, Deus é o Pai misericordioso, que direciona seu amor aos pecadores e marginalizados. Sua alegria não está em condená-los, mas em vê-los retornarem ao bom caminho. Aqueles que já seguem firmes na fé são chamados a perseverar, enquanto o Pai vai ao encontro dos que se afastaram, alegrando-se em cada reencontro.

Senhor Jesus, ajuda-nos a compreender a misericórdia de Deus, que busca e se alegra na conversão dos pecadores.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

A Coragem do Profeta

Cor Litúrgica: Verde

30ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira


Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam.  Diante de Jesus, havia um hidrópico.  Tomando a palavra, Jesus falou aos mestres da Lei e aos fariseus: “A Lei permite curar em dia de sábado, ou não?”  Mas eles ficaram em silêncio. Então Jesus tomou o homem pela mão, curou-o e despediu-o.  Depois lhes disse: “Se algum de vós tem um filho ou um boi que caiu num poço, não o tira logo, mesmo em dia de sábado?”  E eles não foram capazes de responder a isso. (Lc 14,1-6).

Amados irmãos em Cristo Jesus!

Os fariseus ficaram sabendo que Herodes queria matar Jesus e o alertaram para que se protegesse. Mas, mesmo diante das ameaças de morte, Ele continuou seu caminho com convicção, reafirmando sua missão libertadora.

Jesus expulsava demônios e realizava curas, sendo o libertador que compartilha a vida, as angústias, os sofrimentos e a dor de seu povo. Nele, também hoje, encontramos libertação de tudo o que nos oprime, para que possamos viver com dignidade. Ele nos chama à conversão: “Quantas vezes quis congregar teus filhos…” Que, pela escuta e meditação da palavra, possamos crescer em gestos concretos que promovam a libertação, a justiça e a reconciliação, em comunhão com o próximo e com Deus.

A firmeza e a coragem dos profetas só se explicam pela consciência de estarem a serviço de Deus. Quanto a Jesus, nem os conselhos dos fariseus, nem as ameaças de Herodes foram capazes de desviá-lo de seu caminho. Todos eles ignoravam a fidelidade absoluta de Jesus ao Pai.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos guia no caminho do serviço ao Reino.


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

A cisão do Reino

Cor Litúrgica: Verde

29ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira


Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:  “Eu vim para lançar fogo sobre a terra, e como gostaria que já estivesse aceso!  Devo receber um batismo, e como estou ansioso até que isto se cumpra!  Vós pensais que eu vim trazer a paz sobre a terra? Pelo contrário, eu vos digo, vim trazer divisão.  Pois, daqui em diante, numa família de cinco pessoas, três ficarão divididas contra duas e duas contra três;  ficarão divididos: o pai contra o filho e o filho contra o pai; a mãe contra a filha e a filha contra a mãe; a sogra contra a nora e a nora contra a sogra”. (Lc 12,49-53).

Amados irmãos de fé

Quando o profeta Simeão avisou aos pais de Jesus que Ele seria um sinal de contradição, estava anunciando que Cristo seria um fogo transformador, purificando todas as relações. Lucas quer nos lembrar que optar por Cristo é extremamente exigente, e, para que esse fogo transformador possa purificar as relações humanas, muitas divisões ocorrerão, pois o fogo do Evangelho queima, separa e envolve toda a nossa existência. Como diz o Papa Francisco: “O grande perigo manifesta-se verdadeiramente como o fogo que salva, que transforma o mundo a partir da mudança do coração de cada um.” O fogo do amor, aceso por Cristo no mundo através do Espírito Santo, é um fogo sem limites, um fogo universal.

Você está disposto a assumir o risco da conversão em sua opção cristã?

Jesus é a própria novidade. Diante dele, não há espaço para a indiferença. As próprias divisões, com o passar dos dias, abrem espaço para a confirmação da verdade. Que o batismo de sangue de Jesus possa nos santificar e confirmar nossa opção por Ele, que deu a vida por todos nós.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo em nossas vidas.


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Os profetas perseguidos

Cor Litúrgica: Vermelho

Santo Inácio de Antioquia, bispo e mártir| Quinta-feira


Naquele tempo, disse o Senhor: “Ai de vós, porque construís os túmulos dos profetas; no entanto, foram vossos pais que os mataram. Com isso, vós sois testemunhas e aprovais as obras de vossos pais, pois eles mataram os profetas e vós construís os túmulos. É por isso que a sabedoria de Deus afirmou: Eu lhes enviarei profetas e apóstolos, e eles matarão e perseguirão alguns deles, a fim de que se peçam contas a esta geração do sangue de todos os profetas, derramado desde a criação do mundo, desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário. Sim, eu vos digo: serão pedidas contas disso a esta geração. Ai de vós, mestres da Lei, porque tomastes a chave da ciência. Vós mesmos não entrastes, e ainda impedistes os que queriam entrar”. Quando Jesus saiu daí, os mestres da Lei e os fariseus começaram a tratá-lo mal, e a provocá-lo sobre muitos pontos. Armavam ciladas, para pegá-lo de surpresa, por qualquer palavra que saísse de sua boca. (Lc 11,47-54)

Amadas irmãs em Cristo Jesus!

O compromisso com a missão recebida do Pai faz com que Jesus seja firme ao apontar as falhas daqueles que se apresentam como detentores da Lei.

A facilidade com que se veste o dever de “bem-aventurado” aos que procuram fazer a vontade de Deus é evidente quando Ele lida com as muralhas protetoras da Lei, das quais os fariseus se intitulam proprietários e defensores. Jesus não aceita aparências sem coerência. Em todos os tempos, a superficialidade acaba fragilizando o essencial, que consiste na adesão ao projeto de Deus. A essência da fé pode ser percebida na qualidade das obras. A ausência de fé pode ser reconhecida também pela falta de obras.

As mesmas mãos que se unem em oração se estendem para garantir a necessária unidade.

Jesus nos exorta a não sermos cúmplices das más ações de nossos antepassados, mas a sermos responsáveis pelo legado religioso que nos foi dado e do qual prestaremos contas. Aquele que recebeu a preciosa herança de fé tem o papel de transmiti-la às futuras gerações, seguindo os passos do Evangelho.

Qual é a sua responsabilidade no processo de fé daqueles que estão sob seus cuidados? E nós, participamos da missão da Igreja?


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

A oração perseverante

Cor Litúrgica: Verde

27ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Se um de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: ‘Amigo, empresta-me três pães, porque um amigo meu chegou de viagem e nada tenho para lhe oferecer’, e se o outro responder lá de dentro: ‘Não me incomodes! Já tranquei a porta, e meus filhos e eu já estamos deitados; não me posso levantar para te dar os pães’; eu vos declaro: mesmo que o outro não se levante para dá-los porque é seu amigo, vai levantar-se ao menos por causa da impertinência dele e lhe dará quanto for necessário. Portanto, eu vos digo: pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto. Pois quem pede, recebe; quem procura, encontra; e, para quem bate, se abrirá. Será que algum de vós que é pai, se o filho pedir um peixe, lhe dará uma cobra? Ou ainda, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Ora, se vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem!” (Lc 11,5-13)

Amigos de fé e caminhada,

Ao orientar seus discípulos a respeito da oração, Jesus procurou evitar certas atitudes equivocadas em relação a Deus. Entre elas, está a tendência de fazer de Deus um empregado do ser humano, sempre pronto a atender seus pedidos, sem jamais recusar-se.

Muitos discípulos, vendo que suas orações não eram atendidas imediatamente, eram levados a deixá-las de lado, considerando-as inúteis. Jesus alertou-os a não nutrirem tais disposições.

A relação com o Pai dá-se na gratuidade e na perseverança. O discípulo sabe que tudo quanto recebe de Deus é dom imerecido. Não tem o direito de exigir nada; antes, deve colocar-se diante dele com humildade e apresentar-lhe suas necessidades. Por outro lado, o discípulo sabe que o Pai não está obrigado a submeter-se ao seu ritmo.

Daí a necessidade de ser perseverante e rezar sem cessar. O Pai conhece a melhor hora para atendê-lo.

Jesus cobrou dos discípulos uma certeza: só quem pede com perseverança obtém o que espera, pois o Pai celeste não se deixa vencer em bondade. Se um pai humano jamais dá algo ruim a seu filho para prejudicá-lo, quanto mais o Pai reserva-lhes um dom precioso. E o Espírito Santo é o bem mais necessário para que não esmoreçam em seu caminho de fidelidade ao Reino.

Senhor Jesus, dai-nos a graça de ser perseverantes na oração, a mim, a você e a todos nós.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, hoje e sempre!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.