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Os apóstolos têm a tarefa de preparar a chegada de Jesus

COR LITÚRGICA: VERMELHO

Santos André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro, presbíteros, Mateus Moreira e companheiros, mártires, Memória | Quinta-feira


Naquele tempo,  o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir.  E dizia-lhes: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita.  Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos.  Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não cumprimenteis ninguém pelo caminho!  Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ 6 Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós.  Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa.  Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem,  curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘O Reino de Deus está próximo de vós.’  Mas, quando entrardes numa cidade e não fordes bem recebidos, saindo pelas ruas, dizei:  ‘Até a poeira de vossa cidade, que se apegou aos nossos pés, sacudimos contra vós. No entanto, sabei que o Reino de Deus está próximo!’  Eu vos digo que, naquele dia, Sodoma será tratada com menos rigor do que essa cidade”. (Lc 10,1-12).

Amigos e irmãos de fé, bom dia!

Tendo já enviado os Doze apóstolos em missão (Lc 9,1-6), agora Jesus envia um grupo maior e mais diversificado, cujo número varia entre 70 e 72.

No Antigo Testamento, esse número equivale à lista das nações pagãs (Gn 10) ou ao número de colaboradores de Moisés. Os apóstolos têm a tarefa de preparar a chegada de Jesus; eles são precursores. A obra de evangelização é imensa e faltam missionários. Por isso, é necessário muita oração.

Além disso, é preciso eliminar o temor da perseguição.

A única segurança dos discípulos é Deus, pois devem adotar um estilo de vida pobre e desapegado. Jesus tem pressa; eles não podem perder tempo. Devem permanecer na mesma casa, para evitar a tentação de buscar a casa dos ricos.

A mensagem que transmitem é simples e contundente: o Shalom de Deus, a paz. A lei da hospitalidade deve ser usada a favor da missão, mas há sempre a possibilidade de rejeição. Nesse caso, é feito um gesto profético de protesto: sacudir o pó das sandálias.

A tarefa é clara: preparar a chegada de Jesus, curar os doentes e anunciar que o Reino de Deus está próximo. Vamos nós também em missão!

Eu, você, nós estamos participando da missão da Igreja?

“Neste mês missionário, seja um missionário do Evangelho, da Paz e do Amor.”


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

O desejo de ver Jesus

COR LITÚRGICA: VERDE

25ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira


Naquele tempo,  o tetrarca Herodes ouviu falar de tudo o que estava acontecendo, e ficou perplexo, porque alguns diziam que João Batista tinha ressuscitado dos mortos.  Outros diziam que Elias tinha aparecido; outros ainda, que um dos antigos profetas tinha ressuscitado.  Então Herodes disse: “Eu mandei degolar João. Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?” E procurava ver Jesus. (Lc 9,7-9).

Caríssimos irmãos! As palavras e os milagres de Jesus atraíam verdadeiras multidões ao seu redor. No entanto, era impossível conhecer a intenção de cada pessoa. Muitos vinham por pura curiosidade, enquanto outros esperavam que Jesus os curasse de alguma enfermidade ou os libertasse de qualquer aflição. Ainda havia aqueles que eram movidos por um desejo sincero de ouvir Jesus e tornar-se seus discípulos, escolhendo como projeto de vida a proposta do Reino.

Essa variedade de intenções não alterava a conduta do Mestre. Jesus não satisfazia a curiosidade das pessoas, realizando milagres a pedido. Suas curas beneficiavam somente aqueles que, de alguma forma, demonstravam fé.

O violento Herodes, ao ouvir falar de Jesus, manifestou curiosidade em conhecê-lo. Esse rei não sabia exatamente quem era Jesus, mas as hipóteses que lhe apresentaram o satisfaziam. Ele desejava vê-lo pessoalmente, querendo presenciar um milagre como um espetáculo, pois ouvira falar de sua fama.

Seu desejo de ver o Mestre só seria realizado durante a Paixão. Mas, naquela ocasião, Jesus o decepcionou por não ceder a seus caprichos.

Rezemos juntos: Senhor Jesus, eu quero seguir-te com sinceridade, com o único desejo de ouvir o Reino por ti anunciado e fazer-me teu discípulo ou tua discípula.

Que Jesus seja honrado em nossa vida!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

O Pai modelo de misericórdia

Cor Litúrgica: Verde

23ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira


Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 27 “A vós que me escutais, eu digo: Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, 28 bendizei os que vos amaldiçoam, e rezai por aqueles que vos caluniam. 29 Se alguém te der uma bofetada numa face, oferece também a outra. Se alguém te tomar o manto, deixa-o levar também a túnica. 30 Dá a quem te pedir e, se alguém tirar o que é teu, não peças que o devolva. 31 O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles. 32 Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Até os pecadores amam aqueles que os amam. 33 E se fazeis o bem somente aos que vos fazem o bem, que recompensa tereis? Até os pecadores fazem assim. 34 E se emprestais somente àqueles de quem esperais receber, que recompensa tereis? Até os pecadores emprestam aos pecadores, para receber de volta a mesma quantia. 35 Ao contrário, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca. Então, a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e os maus. 36 Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37 Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38 Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”. (Lc 6,27-38)

Amados irmãos de fé e caminhada,

O ensinamento de Jesus a respeito do amor aos inimigos é o maior desafio para quem aceita ser seu discípulo. Este amor aos inimigos foi especificado de várias maneiras. Responder ao ódio com a prática do bem, à maldição com a bênção e à calúnia com a oração são todas formas de amor aos inimigos e, assim, quebrar a espiral da violência. Oferecer a outra face a quem o esbofeteou e dar a túnica a quem lhe tirou o manto são também sinais deste amor.

Só é capaz de agir assim quem tem o coração repleto da misericórdia do Pai. Caso contrário, não terá condição de realizar os gestos heróicos propostos por Jesus.

O modelo inspirador da ação cristã é a misericórdia do Pai. Ele é igualmente bondoso para bons e maus. Se Ele respondesse às ofensas humanas eliminando o pecado, boa parte da humanidade deveria desaparecer. O Pai tem paciência com os ingratos e malvados por nutrir a esperança de que se convertam para a misericórdia no trato mútuo.

O mesmo se dá com o discípulo. A capacidade de fazer frente à violência com o amor justifica-se pela esperança de conquistar o malvado para o Reino. A atitude cristã pode fazer o perverso abandonar seu caminho de violência e levá-lo a optar pelo caminho indicado por Jesus.

Sejamos seguidores de Jesus, praticando com amor a sua palavra.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

A pesca milagrosa

Cor Litúrgica: Verde

22ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira


Naquele tempo, 1 Jesus estava na margem do lago de Genesaré, e a multidão apertava-se ao seu redor para ouvir a palavra de Deus. 2 Jesus viu duas barcas paradas na margem do lago. Os pescadores haviam desembarcado e lavavam as redes. 3 Subindo numa das barcas, que era de Simão, pediu que se afastasse um pouco da margem. Depois sentou-se e, da barca, ensinava as multidões. 4 Quando acabou de falar, disse a Simão: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca”. 5 Simão respondeu: “Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes”. 6 Assim fizeram, e apanharam tamanha quantidade de peixes que as redes se rompiam. 7 Então fizeram sinal aos companheiros da outra barca, para que viessem ajudá-los. Eles vieram, e encheram as duas barcas, a ponto de quase afundarem. 8 Ao ver aquilo, Simão Pedro atirou-se aos pés de Jesus, dizendo: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador!” 9 É que o espanto se apoderara de Simão e de todos os seus companheiros, por causa da pesca que acabavam de fazer. 10 Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão, também ficaram espantados. Jesus, porém, disse a Simão: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens”. 11 Então levaram as barcas para a margem, deixaram tudo e seguiram a Jesus. (Lc 5,1-11)

Irmãos de fé e caminhada,

Os pescadores haviam trabalhando a noite inteira, mas não tinham pescado nada. Jesus mesmo não sendo pescador, indica para avançarem para águas mais profundas e lançarem as redes. O resultado foi extraordinário, a ponto de ser necessário a ajuda de outras barcas.

Na vida de todos nós é bem assim quando ouvimos e praticamos a palavra de Jesus, as maravilhas acontecem.

Em um tempo de tantas alternativas, em que muitas pessoas estão perdidas, Jesus se apresenta a chama, assim como chamou os humildes pescadores. Se eles deixaram tudo e seguiram Jesus, também podemos fazer o mesmo.

Sintamo-nos amados e chamados. Muitos aguardam pelo nosso “sim” para encontrar a dignidade e a alegeria de viver.

Finalmente, ser cristão é deixar tudo e seguir Jesus como discípulos, com a missão de combater o mal e tudo o que nos impede, a nós e aos nossos irmãos, de vivermos com dignidade e de sermos felizes.

Seu caminho é feito no barco de Jesus?

Ouçamos o chamado do Senhor!

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

A morte de João Batista

Cor Litúrgica: Vermelho

Martírio de São João Batista, Memória | Quinta-feira


Naquele tempo, Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher do seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. João dizia a Herodes: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”. Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava. Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia. A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu to darei”.  E lhe jurou dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”. Ela saiu e perguntou à mãe: “O que vou pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”. O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão, trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram. (Mc 6,17-29)

Caríssimos irmãos de fé e caminhada!

João Batista, o último dos profetas, recebe dois momentos especiais no calendário litúrgico: o nascimento e a morte.

A maldade de Herodes, com suas entranhadas atitudes ditatoriais, mostra a violência do poder que desconhece o serviço. Para que o cristianismo alcançasse nossos dias, muito sangue foi derramado. A história dos mártires é uma amostra do elevado amor que a fé corajosa desperta e manifesta. Hoje, talvez, não seja necessário derramar sangue, mas são muitos os sacrifícios para levar Jesus a determinados ambientes onde a vida não é respeitada nem dignificada.

As injustiças e o poder continuam fragilizando a felicidade de muitos, que são obrigados a caminhar à margem da dignidade.

João Batista morreu por razões políticas e morais. Flávio Josefo, historiador do século I, deixou por escrito que muitos judeus viam na destruição do exército de Herodes uma justa punição de Deus, “para vingar o que ele havia feito a João Batista”. E acrescenta: “Herodes o matou, embora ele fosse um bom homem”.

O cristianismo é uma religião que sobreviveu à custa do testemunho de pessoas em profunda experiência de Deus, dispostas a pagar o preço por sua opção.

Convém cultivar a fé para persistir, mesmo diante da maldade.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, hoje e sempre.


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo

COR LITÚRGICA: BRANCO

Bem-aventurada Virgem Maria Rainha, Memória | Quinta-feira


Naquele tempo,  o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré,  a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da virgem era Maria.  O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”  Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação.  O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus.  Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus.  Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi.  Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”.  Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?”  O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altissimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus.  Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril,  porque para Deus nada é impossível”.  Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se. (Lc 1,26-38).

Amados irmãos de fé e caminhada!

Nove meses antes do Natal, a Igreja celebra o anúncio do Anjo Gabriel: Maria será Mãe do Salvador. São dois anúncios: sobre Maria, a Mãe de Jesus, e sobre sua prima Isabel, a mãe de João Batista, o precursor. Deus age de forma surpreendente, tornando possível o que se apresentava, aos olhos humanos, como impossível. O “sim” de Maria continua ecoando na missão de todos aqueles que abrem o coração para acolher a vontade de Deus. Mesmo não compreendendo detalhadamente, Maria não se opõe nem dimensiona as consequências.

Um coração repleto de fé e de esperança não se preocupa com detalhes, mas com o essencial, que é Jesus de Nazaré, o Filho de Deus, que assumiu a condição humana para nos salvar.

Viver a vontade de Deus é tornar o impossível possível.

A construção do Reino de Deus se tornou visível quando Maria aceitou colocar o seu corpo a serviço do projeto do Pai, e o Anjo Gabriel ouviu a resposta: “Faça-se em mim tal como disseste”.

Então, o Anjo do Senhor nos encoraja: “Nada de medo, alegrem-se porque o Senhor está no meio de vós”. Maria trouxe entre nós o Rei dos reis, o Senhor dos senhores, o vencedor do pecado e da morte.

Eu e você precisamos nos colocar a serviço do Reino de Deus, socorrendo alguém necessitado.

Deus conosco sempre!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

O amor e o perdão

Cor Litúrgica: Verde

19ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira


Naquele tempo, 21 Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” 22 Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23 Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24 Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25 Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26 O empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! E eu te pagarei tudo’. 27 Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28 Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. 29 O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo! E eu te pagarei’. 30 Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31 Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32 Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: “Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33 Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?” 34 O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35 É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”. 19,1 Ao terminar estes discursos, Jesus deixou a Galileia e veio para o território da Judeia além do Jordão. (Mt 18,21-19,1)

Perdoar não é coisa fácil. Há muita gente que, por isso, carrega mágoa, ressentimento e ódio no coração. Jesus respondeu a uma pergunta de Pedro sobre o perdão. A primeira: todos erramos e precisamos de perdão. Os dois servos tinham uma dívida. Um devia muito e não teria nunca com que pagar. O outro devia pouco e também não tinha com que pagar. Segunda verdade: apesar de nossos muitos e graves pecados, Deus nos perdoa. E é essa experiência de perdão que nos leva a perdoar nossos semelhantes. Terceira verdade: se não perdoamos, não seremos perdoados.

O perdão ocupa um espaço significativo na agenda de Jesus. E não deve ser diferente conosco. Quem perdoa é capaz de viver de forma mais leve e consegue cultivar efetivamente laços de familiaridade e de amizade. Quantas vezes perdoar? Pedro desejou quantificar o perdão. Jesus usa a simbologia dos números para dizer que o perdão deve ser ininterrupto. Mais ainda, Jesus amplia o leque de possibilidades, quando afirma que o perdão de Deus é interdependente do perdão humano. Para seguir Jesus é imprescindível saber a importância de dedicar-se à prática do perdão. O modo como tratamos nossos irmãos serve de parâmetro para entender como Deus vai nos tratar quando do nosso encontro final.

Amados irmãos de fé, perdoar com serenidade e com sinceridade é um ato de amor. Deus conosco sempre.


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?

COR LITÚRGICA: BRANCO

São Domingos, presbítero, Memória | Quinta-feira


 “Eis que virão dias, diz o Senhor, em que concluirei com a casa de Israel e a casa de Judá uma nova aliança;  não como a aliança que fiz com seus pais, quando os tomei pela mão para retirá-los da terra do Egito, e que eles violaram, mas eu fiz valer a força sobre eles, diz o Senhor.  Esta será a aliança que concluirei com a casa de Israel, depois desses dias, diz o Senhor: imprimirei minha lei em suas entranhas, e hei de inscrevê-la em seu coração; serei seu Deus e eles serão meu povo.  Não será mais necessário ensinar seu próximo ou seu irmão, dizendo: ‘Conhece o Senhor!’; todos me reconhecerão, do menor ao maior deles, diz o Senhor, pois perdoarei sua maldade, e não mais lembrarei o seu pecado”. (Jr 31,31-34).

Amados irmãos em Cristo Jesus!

Primeiro Jesus exalta Pedro pela sua profissão de fé. Entrega-lhe as chaves do Reino, com o poder de tudo ligar e desligar na terra e no céu; depois o afasta para longe. Antes, Pedro é a pedra sobre a qual será construída a Igreja, depois, tornar-se pedra de tropeço. Quando, movido pelo Espírito Santo, Pedro proclama que Jesus é o Filho de Deus vivo

Logo depois, ao falar sob a inspiração humana, é repudiado como Satanás, o tentador. Como Pedro, às vezes, agimos pelo sopro do Espírito Santo, e, outras vezes, por impulsos humanos, saindo da sintonia com Deus e com seu Espírito. É preciso constante discernimento sobre quem é que nos inspira, para que sejamos discípulos segundo o coração do Mestre.

É na fé professado por Pedro que edificou sua Igreja. A Pedro, a pedra do alicerce, Jesus deu as chaves, o encargo de cuidar de sua casa, de sua comunidade.

O reconhecimento do Messias seria completo quando integrasse sua paixão, seu sofrimento. Sem a cruz, não conhecemos Jesus, o Ressuscitado dos mortos.

Convém proclamar, com destemor, a fé em Jesus Cristo Salvador.

Será que o meu, o seu testemunho cristão merece o elogio de Jesus: “Feliz és tu”.


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

O Reino dos Céus também é semelhante a uma rede lançada ao mar

Cor Litúrgica: Branco

Santo Afonso Maria de Ligório, bispo e doutor da Igreja, Memória | Quinta-feira


Naquele tempo, disse Jesus à multidão: “O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam. Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos, e lançarão os maus na fornalha de fogo. E ai, haverá choro e ranger de dentes. Compreendestes tudo isso?” Eles responderam: “Sim”. Então Jesus acrescentou: “Assim, pois, todo mestre da Lei, que se torna discípulo do Reino dos Céus, é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”. Quando Jesus terminou de contar essas parábolas, partiu dali. (Mt 13,47-53)

Amados irmãos em Cristo Jesus!

Jesus compara o Reino dos Céus a uma rede de arrasto que os pescadores lançam dos barcos no mar de Genesaré. Ao nascer do sol, a rede é recolhida à praia, capturando de tudo: peixes bons e peixes imprestáveis. Os peixes que não prestam são lançados fora.

Se no tempo de Jesus a parábola da rede era incompreensível aos discípulos e ao povo que vivia ao redor do lago da Galileia, essa imagem se torna mais forte com o advento das redes digitais. Diferentes tipos de pessoas, com opiniões e narrativas muitas vezes contraditórias, estão continuamente influenciando nossas opções. É preciso posicionar-se perante a oferta, discernir o que constrói o ser humano e jogar na lixeira o que não nos dignifica. O Reino dos Céus é uma rede aberta a todos, sem distinção. A nós, especialmente aos cristãos, é confiada a missão de lançar a rede, recolher o velho e o novo e discernir sobre os valores, não sobre as pessoas. Quem faz o julgamento final é somente Deus.

Ainda hoje existe dificuldade em entender o Reino dos Céus, pois a ausência da justiça, da paz e da solidariedade compromete o propósito de Jesus. O jeito de viver torna o Reino dos Céus presente no mundo. Então, sejamos comunidade de amor.

Procuremos confirmar o Reino dos Céus como o maior objetivo da vida.


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Promete que, em teu reino, esses dois filhos meus se sentem um à tua direita e o outro à tua esquerda

COR LITÚRGICA: VERMELHO

São Tiago, Apóstolo | Quinta-feira


Naquele tempo,  a mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido.  Jesus perguntou: “O que tu queres?” Ela respondeu: “Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda”. Jesus, então, respondeu-lhes: “Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos”.  Então Jesus lhes disse: “De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é quem dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou”.  Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram irritados contra os dois irmãos.  Jesus, porém, chamou-os, e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem.  Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor;  quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo.  Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”. (Mt 20,20-28).

Amados irmãos em Cristo Jesus!

A busca por destaque e privilégio tem a mesma idade da humanidade. É interessante o fenômeno de querer estar acima dos demais. Jesus aproveita a solicitação da mãe dos filhos de Zebedeu para ensinar algo extremamente necessário: a humildade. Para seguir Jesus e alcançar um dia a eternidade feliz, é necessário ser o último e estar a serviço dos demais.

O próprio Jesus dá o exemplo de como deve ser a vida de quem deseja a eternidade feliz. Ele poderia levar uma vida de rei, porém abraçou a causa do serviço, pois não veio para ser servido, mas para servir.

Quem deseja seguir Jesus precisa matricular-se na escola do serviço e da doação. Servir é a alegria e a dinâmica identidade do cristão.

Precisamos, sim, imitar Jesus no amor que se faz serviço. Jesus insiste no serviço como remédio contra a ambição pessoal, e no dom da vida com amor, para estabelecer entre nós, em nossas relações, o Reino dos Céus.

É preciso aprender a ocupar o último lugar, a servir e a não dominar.

É preciso virtude e equilíbrio no serviço do Reino. Jesus é imperativo: “Não deve ser assim entre vós?”

Preste, despretensiosamente, um serviço à comunidade ou obra social. Que Jesus seja louvado em nossa vida!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

O Reino chegou

COR LITÚRGICA: BRANCO

São Bento, abade, Memória | Quinta-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7 “Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. 8 Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar! 9 Não leveis ouro nem prata, nem dinheiro nos vossos cintos; 10 nem sacola para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bastão, porque o operário tem direito ao seu sustento. 11 Em qualquer cidade ou povoado onde entrardes, informai-vos para saber quem ali seja digno. Hospedai-vos com ele até a vossa partida. 12 Ao entrardes numa casa, saudai-a. 13 Se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; se ela não for digna, volte para vós a vossa paz. 14 Se alguém não vos receber, nem escutar vossa palavra, saí daquela casa ou daquela cidade, e sacudi a poeira dos vossos pés. 15 Em verdade vos digo, as cidades de Sodoma e Gomorra serão tratadas com menos dureza do que aquela cidade, no dia do juízo”. (Mt 10,7-15)

Amados irmãos em Cristo Jesus!

Os discípulos foram enviados com a tarefa de dar continuidade à missão de Jesus. A dupla face do messianismo do Filho de Deus se expressaria no ministério dos apóstolos. Não somente com palavras, mas também com obras, eles as colocariam a serviço do Reino.

Aos apóstolos competia proclamar a chegada do Reino dos Céus, na pessoa de Jesus. De que modo? Deus foi plenamente Senhor da vida de Jesus. Nada nem ninguém jamais o desviou do caminho traçado pelo Pai. Somente ao querer do Pai ele se submeteu. Jamais cedeu a qualquer tipo de tentação. Por isso, o Reino dos Céus se encarnou em sua pessoa e ação. Este evento deveria ser proclamado a todos os povos.

Por outro lado, como sucedeu com Jesus, a pregação dos apóstolos encontraria apoio nos milagres realizados por eles. Os quatro milagres apontados relacionam-se com a operação de vida humana, investida das doenças, da morte e dos espíritos impuros. O ministério apostólico, portanto, estava destinado a colocar-se a serviço da vida. Onde esta fosse defendida, restaurada ou garantida, aí estaria acontecendo o milagre do Reino, cuja presença seria historicamente perceptível.

A vida de Jesus é o ponto de referência da ação dos apóstolos. A fidelidade à missão acontece na medida em que realmente o Filho de Deus continua atuando na pessoa de seus enviados.

Senhor Jesus, dá-nos coragem suficiente para vivermos a serviço da vida. Viva Jesus!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Perdão e cura

COR LITÚRGICA: VERDE

13ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira


Naquele tempo, entrando em um barco, Jesus atravessou para a outra margem do lago e foi para a sua cidade. Apresentaram-lhe, então, um paralítico deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: “Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!” Então alguns mestres da Lei pensaram: “Esse homem está blasfemando!” Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse: “Por que tendes esses maus pensamentos em vossos corações? O que é mais fácil, dizer: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te e anda’? Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados, – disse, então, ao paralítico – “Levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa”. O paralítico então se levantou, e foi para a sua casa. Vendo isso, a multidão ficou com medo e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens. (Mt 9,1-8)

Amados irmãos em Cristo Jesus!

A declaração de que os pecados do homem paralítico tinham sido perdoados custou nos adversários de Jesus. Pareceu-lhes ser uma ofensa a Deus o que tinham acabado de ouvir. Como alguém, no caso de Jesus, tinha a ousadia de usurpar-se um poder divino? Não podiam aceitar a afirmação do Mestre. Para eles, não passava de uma autêntica blasfêmia.

Jesus não se dobrou a esta interpretação maldosa errada de sua mãe. Pelo contrário declarou-se capaz de fazer algo mais, próprio de Deus; curar a paralisia daquele homem. Demonstrando seu poder de curar, Jesus manifestou sua condição do Filho do Homem, revestido de poderes que lhes foram conferidos pelo Pai, para agir em nome dele. Assim, Jesus, que perdoou os pecados daquele homem, também o libertou de sua limitação física.

O duplo gesto de Jesus deu-se na mais total fidelidade a Deus, pois era um concorrente nem usurpador dos poderes divinos. Contemplar os gestos poderosos de Jesus era como ver Deus prodigalizando seus benefícios à humanidade. Os inimigos do Mestre, porém, se recusavam a curvar-se diante da evidência.

A Igreja é uma escola de perdão. O paralítico curado e perdoado volta para sua casa, que deve transformar-se em casa reconciliada. Perguntamo-nos quais são nossas paralisias que nos impedem de caminhar? Quem nos ajuda a carregar as macas da vida? Escutemos Jesus que nos diz: “Coragem, filho! Levanta-te e anda”. O perdão e a cura física reconstroem o ser humano. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

O discípulo prudente

COR LITÚRGICA: VERDE

12ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. Naquele dia, muitos vão me dizer: ‘Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos? Não foi em teu nome que expulsamos demônios? E não foi em teu nome que fizemos muitos milagres?’ Então eu lhes direi publicamente: Jamais vos conheci. Afastai-vos de mim, vós que praticais o mal. Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha. Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa!”Quando Jesus acabou de dizer estas palavras, as multidões ficaram admiradas com seu ensinamento. De fato, ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os mestres da lei. (Mt 7,21-29)

Amados irmãos em Cristo Jesus!

Trata-se de ouvir e pôr em prática a Palavra do Senhor. Esse dinamismo de “escuta e prática” é o que dá solidez à nossa fé. Uma vida edificada sobre a Palavra de Deus é como uma casa construída sobre a rocha. “A rocha é Jesus Cristo! Uma palavra é forte, dá vida, pode resistir a todos os ataques, se tem suas raízes em Jesus Cristo. Uma palavra cristã que não tem raízes vitais em Jesus Cristo é uma palavra que engana, faz mal!”, diz o Papa Francisco.

Todo trabalho de construção exige planejamento, esforço e dedicação. Construir sobre a rocha ou sobre a areia é uma escolha livre, mas as consequências são inevitáveis. O correto é ouvir e pôr em prática as palavras de Jesus e viver os seus valores.

A condição de discípulo expressa-se com a vida pautada pelas palavras de Jesus e é sinal de sensatez. Uma vida assim alicerçada prepara o discípulo para enfrentar toda sorte de contradições e dificuldades, sem se deixar abalar.

Pelo contrário, é insensatez não pautar a vida pelas palavras de Jesus.

Em que alicerce você está construindo a sua vida?

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Ó justos, alegrai-vos no Senhor!

COR LITÚRGICA: VERDE

11ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. 8 Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais. 9 Vós deveis rezar assim:

Pai nosso que estás nos céus,
santificado seja o teu nome;

 venha o teu Reino;
seja feita a tua vontade,
assim na terra como nos céus.

 O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.

 Perdoa as nossas ofensas,
assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.

 E não nos deixes cair em tentação,
mas livra-nos do mal.

 De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes”. (Mt 6,7-15).

Amados irmãos em Jesus Cristo!

A oração do Pai-Nosso nos ensina como nos dirigir a Deus para um engajamento filial com o Pai, visando uma serena e saudável convivência fraterna. Segundo Tertuliano, antigo escritor cristão, o Pai-Nosso resume todo o evangelho.

Na primeira parte, temos três pedidos direcionados ao Pai: o teu nome, o teu reino, a tua vontade. Outros quatro pedidos, na segunda parte, assinalam nossas necessidades e dificuldades: dá-nos o pão, perdoa-nos, não nos deixes cair… mas livra-nos do mal.

Ao apresentar Deus como nosso Pai, Jesus está dizendo que Deus é amor e nós somos os filhos, a razão desse amor. Ele nos chama a aproximar-nos de Deus de modo familiar, nos coloca no colo de Deus e nos empurra para os irmãos. A segunda parte tem como centro a necessidade de comunidade: o pão cotidiano, o perdão dos pecados, a preservação da tentação e a libertação do maligno.

Ao final, Jesus faz uma catequese sobre o perdão. A fraternidade é o sinal da paternidade, pois a Igreja é a comunidade de irmãos que, no Filho, reconhece o Pai.

Deus seja louvado em nossa vida.


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

A reconciliação necessária

COR LITÚRGICA: BRANCO

Memória de Santo Antônio de Pádua, presbítero e doutor da Igreja | Quinta-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus. Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. Eu, porém, vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo; quem disser ao seu irmão: ‘patife!’ será condenado pelo tribunal; quem chamar o irmão de ‘tolo’ será condenado ao fogo do inferno. Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar, e ali te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa a tua oferta ali diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta. Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. Em verdade eu te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo”. (Mt 5, 20-26)

Amados irmãos de fé e caminhada!

A busca do espírito da Lei levou Jesus a reinterpretar os mandamentos do Decálogo. O mandamento de não matar, na perspectiva de Deus, vai além do gesto de tirar a vida física do próximo. Pelo contrário, inclui ter um trato fraterno e respeitoso para com o próximo, evitando agredi-lo verbalmente, desmoralizá-lo e fazê-lo perder a boa fama. Existe, portanto, uma maneira de “matar” o próximo sem privá-lo da vida física, que também é proibida pelo mandamento. O discípulo do Reino não pode ficar tranquilo se, com palavras e gestos inconsiderados, acaba por ferir o próximo.

O mandamento exige, também, viver reconciliado com o próximo, como pré-condição para um bom relacionamento com Deus. Uma oferenda só é agradável ao Pai se quem a oferece não guarda, em seu coração, ódio nem rancor contra o próximo. Enquanto não se fizer a reconciliação, a oferta não poderá ser feita, porque Deus não a aceitará.

Por outro lado, o processo de reconciliação não pode ser protelado indefinidamente. Existe um tempo limite para fazê-lo. É preciso agir prontamente para não se acabar nas mãos do juiz – Deus – que pedirá conta da ofensa grave à sua Lei.

A reinterpretação dos mandamentos por parte de Jesus permite ao discípulo tornar-se mais afinado no seu desejo de relacionar-se corretamente com Deus e com o próximo. Jesus é o modelo de perdão ao pedir ao Pai por seus algozes: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem.”

Desejo-lhe uma santa semana.


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira