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Uma boa ação mal interpretada

COR LITÚRGICA: ROXO

3ª Semana da Quaresma | Quarta-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra. Portanto, quem desobedecer a um só desses mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus”. (Mt 5,17-19)

Amigos e irmãos na fé;

Hoje, como em outros tempos, vivemos num mundo muito dividido. São manifestações do mal que animam o sonho de fraternidade e justiça. Esse clima de divisão penetra na comunidade e nas famílias. A coisa não foi diferente com Jesus. Ele encontrou muita oposição dos grupos de poder. Em certo momento, começaram a espalhar que ele agia em nome do demônio.

O Mestre tentou levar seus adversários a raciocinar, sem preconceitos, a respeito de seus milagres. Os gestos portentosos de Jesus visavam sempre desarticular o poder opressor de Belzebu sobre as pessoas. Este poder satânico expressava-se na impossibilidade de alguém se comunicar, de conviver fraternalmente com os outros, de fechar-se no próprio egoísmo. Ao liberar as pessoas destas situações Jesus impedia que Belzebu mantivesse seu poder sobre elas.

Os milagres eram um indício seguro da vitória do Filho de Deus. Não sejamos causa de divisão em nossas comunidades, dando crédito e espalhando suspeitas, fazendo o jogo dos que manipulam, mentem, espalham boatos em benefício de seus interesses contrários ao Evangelho.

Que o Senhor Jesus nos abençoe hoje, e sempre!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira


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