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Por essa palavra, vai; o demônio já saiu de tua filha

COR LITÚRGICA: VERDE

5ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira


Naquele tempo, Jesus saiu e foi para a região de Tiro e Sidônia. Entrou numa casa e não queria que ninguém soubesse onde ele estava. Mas não conseguiu ficar escondido. Uma mulher, que tinha uma filha com um espírito impuro, ouviu falar de Jesus. Foi até ele e caiu a seus pés. A mulher era pagã, nascida na Fenícia da Síria. Ela suplicou a Jesus que expulsasse de sua filha o demônio. Jesus disse: “Deixa primeiro que os filhos fiquem saciados, porque não está certo tirar o pão dos filhos e jogá-lo aos cachorrinhos”. A mulher respondeu: “É verdade, Senhor; mas também os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem as migalhas que as crianças deixam cair”. Então Jesus disse: “Por causa do que acabas de dizer, podes voltar para casa. O demônio já saiu de tua filha”. Ela voltou para casa e encontrou sua filha deitada na cama, pois o demônio já havia saído dela. (Mc 7,24-30)

Amados irmãos de fé, mais uma vez nos encontramos com o evangelho de Jesus, narrado por Marcos.

Que sabedoria maravilhosa a de Jesus! Ele conhece como funciona a psique humana. Nas carências, estamos mais focados e abertos para novas soluções. Então, ele se aproveita dos conflitos para mudar o “estabelecido” que não está em sintonia com o bem da pessoa. Jesus não condena o princípio de que os filhos têm prioridade, mas abre o coração para a fé de quem suplica com tanta humildade. A fé dessa mulher reconhece em Jesus o Senhor. O fato controverso dá espaço para Jesus mudar a mentalidade dos ouvintes, incluindo os discípulos. O amor misericordioso do Pai é infinito e vai além de nossos méritos. É aberto a todos os que têm fome de misericórdia, mesmo os que julgam não a merecer.

Eu, você, nós abramos nosso coração para a misericórdia, como fez Jesus.

É incrível o quanto Jesus se deixa tocar por corações que manifestam uma profunda fé! Ele nunca oferecerá apenas uma migalha para quem tem fome de vida plena, pois seu amor é eterno.

Ao cultivar a fé permitimos que a vida se torne plena.

Que Jesus seja sempre louvado por cada um de nós.


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira


Servidores do Reino

COR LITÚRGICA: VERDE

4ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira


Naquele tempo, Jesus chamou os doze e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. E Jesus disse ainda: “Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!” Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo. (Mc 6,7-13)

Amados irmãos de fé, Deus seja louvado em nossa vida! Jesus enviou os doze em missão. A recomendação foi para que não levassem nada, a não ser um cajado. Cajado é coisa de pastor. O pastor é Jesus. Os doze participam da missão de Jesus de cuidar do rebanho. O cajado representa a responsabilidade do pastor de cuidar das ovelhas (com o cajado, ele tange as mais lentas e segura as mais apressadas). Mas representa também o zelo que eles devem ter na defesa do rebanho. (Com o cajado, o pastor afugenta as feras do mato e enfrenta os ladrões). Os doze são, então, os pastores do rebanho de Deus, nossos líderes religiosos. É por isso que nossos bispos têm o báculo, imitando o cajado dos pastores.

Se há um Mestre que não engana seus seguidores é Jesus. Nenhuma promessa de fama, ou lucro está em seu projeto. Apenas a Palavra de que o nome dos seus estará escrito nos céus e terão como prêmio a vida eterna. O Evangelho convoca-nos a caminhar na estrada de Jesus com fé e discernimento. Sem bagagem, livres para partir e pousar ao sopor vivo do Espírito. Partir conscientes de que encontraremos passagens luminosos e túneis escuros, mas o que importa é “parar” com Deus e “caminhar” com ele. Peregrinos e construtores da paz.

Irmão e irmã a bagagem que carrega lhe permite “partir” e “parar” ao sopro do Espírito?

O Senhor nos chama, fiquemos atentos!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Ai de mim se não anunciar o Evangelho

COR LITÚRGICA: BRANCO

Conversão de São Paulo, Apóstolo – Festa | Quinta-feira


Naquele tempo, Jesus se manifestou aos onze discípulos, e disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados”. (Mc 16,15-18)

Amigos de fé e caminhada que o Senhor Jesus esteja sempre conosco!

A realização da missão no mundo inteiro é decorrente da ressurreição de Cristo. Em Jesus, a missão foi descrita como cura das enfermidades (socorro à fragilidade humana), como expulsão dos demônios (enfrentamento vitorioso do mal), como purificação dos leprosos (perdão dos pecados) e ressurreição dos mortos (comunicação da vida de Deus). Assim, o anúncio da Boa-Nova a toda criatura está descrito também com ações semelhantes. É obra da Igreja, a comunidade dos discípulos, que se dirige a todos com a Boa-Nova da salvação em Cristo. Os sinais exemplificam que a missão está acontecendo e que conta com a proteção de Cristo.

O texto é uma síntese do projeto de Jesus: ir pelo mundo e anunciar a Boa-Nova a toda criatura. Durante uma viagem a Damasco com o intuito de destruir a comunidade cristã daquela cidade, Paulo foi surpreendido pelo olhar esplêndido de Deus, que o transformou de perseguidor dos cristãos em prisioneiro do amor de Cristo. Prisioneiro de Cristo e servo dos irmãos. Enviado por Deus para anunciar Cristo entre os pagãos, Paulo assume radicalmente esse mandato. “Ai de mim se não anunciar o Evangelho” (1 Cor 9,16). Sua vida apostólica foi um bom combate. Encerrou a carreira, guardou a fé e cumpriu fielmente seu ministério até o fim. Venceu o cansaço do homem exterior com a força da graça interior.

Eu, você, nós peçamos a graça transformadora da experiência pessoal com Jesus Cristo.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

O Filho de Deus

COR LITÚRGICA: BRANCO

Santo Antão, abade, Memória | Quarta-feira


Naquele tempo, Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão seca. Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. Jesus disse ao homem da mão seca: “Levanta-te e fica aqui no meio!” E perguntou-lhes: “É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?” Mas eles nada disseram. Jesus, então, olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração; e disse ao homem: “Estende a mão”. Ele a estendeu e a mão ficou curada. Ao saírem, os fariseus com os partidários de Herodes, imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo. (Mc 3,1-6)

Amados irmãos em Jesus Cristo; Deus seja louvado por nós hoje, e sempre!

Neste evangelho claramente Jesus torna-se um verdadeiro fenômeno. Não é um distribuidor de curas, mas um portador de transformação. O centro do seu anúncio implica a conversão, a constituição de um novo Reino, onde a justiça e o amor se encontram para propor uma nova humanidade.

Todos queriam tocar Jesus, o mal não tem como subsistir em sua presença, e o anseio por outra forma de viver adquire grandes proporções.  Porém, só consegue acessar essa novidade quem aceita mudar de vida e entrar na dinâmica do amor de Deus e ao próximo. O princípio de todos os milagres de Jesus é o reconhecimento de que ele é o Filho de Deus.

Em tempo: quem realmente é Jesus para mim? Não se trata de dar uma resposta racional, mas de confirmar o seguimento.

A presença libertadora do Filho de Deus expulsa e continua expulsando toda sorte de espírito imundo instalado no coração humano.

Irmãos, coloquemos nos pequenos gestos, a presença de Jesus. Louvemos o nosso Deus em nossas atitudes diárias.

Sinta-se carinhosamente abraçado (a) por mim!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Um benefício discreto

COR LITÚRGICA: VERDE

1ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira


Naquele tempo, um leproso chegou perto de Jesus, e de joelhos pediu: “Se queres, tens o poder de curar-me”. Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero: fica curado!” No mesmo instante, a lepra desapareceu, e ele ficou curado. Então Jesus o mandou logo embora, falando com firmeza: “Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova para eles!” Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo.(Mc 1,40-45)

Caríssimo irmão (ã) de fé e caminhada, desejo-lhe que este Ano Novo venha fortalecer ainda mais sua fé e a esperança no futuro. Jesus é surpreendido por um doente excluído que pede ajuda. Jesus quer o bem da pessoa com sinceridade. Então, não hesita, fala e faz: “Quero, ser purificado”. Porém, manda que o leproso cumpra a Lei, que servia apenas para proteger do contágio, mas não tinha poder de cura.

Jesus, o Filho de Deus, quer e pode curar. Palavra e ação se unem em um encontro que liberta o ser humano do domínio da Lei, tanto social quanto religiosa. Depois, Jesus se retira. Proíbe o homem curado de divulgar o acontecido e vai para um lugar deserto, em oração. Quando agraciado por Deus, o coração humano não suporta, precisa anunciar as maravilhas do Senhor.

Jesus não queria que o povo se aproximasse dele, considerando-o apenas um taumaturgo. Sua vida era muito mais rica e abrangente. Deveria comportar também a cruz. Quem o seguisse por causa dos milagres, poderia decepcionar-se diante da paixão. Antes de pôr-se a segui-lo, era preciso ponderar bem.

A discrição de Jesus, portanto, não era modéstia de sua parte. Ele tinha como único objetivo salvaguardar o sentido correto de sua própria identidade.

De que “doença” você quer sinceramente ser curado?

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, hoje e sempre.


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Convivendo com Jesus

COR LITÚRGICA: BRANCO

Tempo do Natal antes da Epifania | Quinta-feira


Naquele tempo, João estava de novo com dois de seus discípulos e, vendo Jesus passar, disse: “Eis o Cordeiro de Deus!” Ouvindo essas palavras, os dois discípulos seguiram Jesus. Voltando-se para eles e vendo que o estavam seguindo, Jesus perguntou: “Que estais procurando?” Eles disseram: “Rabi (que quer dizer: Mestre), onde moras?” Jesus respondeu: “Vinde ver”. Foram pois ver onde ele morava e, nesse dia, permaneceram com ele. Era por volta das quatro da tarde. André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram as palavras de João e seguiram Jesus. Ele foi logo encontrar seu irmão Simão e lhe disse: “Encontramos o Messias (que quer dizer: Cristo)”. Então André conduziu Simão a Jesus. Jesus olhou bem para ele e disse: “Tu és Simão, filho de João; tu serás chamado Cefas” (que quer dizer: Pedra). (Jo 1,35-42)

Amados irmãos de fé e caminhada, com alegria e amor continuo partilhando a Santa Palavra de Deus semanalmente.

O Evangelho de hoje mostra o poder da palavra que permite o encontro de Jesus com os primeiros seguidores: “Que buscais?”, disse Jesus. Eles indagam: “Onde moras?”. “Vinde e vede”. Foram e permaneceram com ele o dia todo. O Mestre começa aqui uma catequese de iniciação ao discipulado. Ele quer pessoas de diálogo, que buscam perguntam, discernem e entram no íntimo da realidade.

O Papa Francisco insiste numa Igreja missionária, capaz de testemunhar no mundo o amor que salva cura e liberta. É preciso entrar no coração, onde a vida pulsa com suas alegrias e suas dores. Acolher o ser humano e permanecer no diálogo respeitoso, esse é o projeto de Jesus desde o primeiro encontro com seus seguidores.

Procuremos fazer de nossos encontros oportunidade de manifestar o amor cristão.

Que a convivência contigo Jesus, possa ajudar a cada u de nós a conhecer-te mais e a compreender melhor a missão que reservaste para cada um de nós.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Feliz Ano Novo!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Nossa alma como um pássaro escapou do laço que lhe armara o caçador

COR LITÚRGICA: VERMELHO

Os Santos Inocentes, mártires – Festa | Quinta-feira


Depois que os magos partiram, o Anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: “Levanta-te, pega o menino e sua mãe e foge para o Egito! Fica lá até que eu te avise! Porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo”. José levantou-se de noite, pegou o menino e sua mãe, e partiu para o Egito. Ali ficou até a morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: “Do Egito chamei o meu Filho”. Quando Herodes percebeu que os magos o haviam enganado, ficou muito furioso. Mandou matar todos os meninos de Belém e de todo o território vizinho, de dois anos para baixo, exatamente conforme o tempo indicado pelos magos. Então se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias: “Ouviu-se um grito em Ramá, choro e grande lamento: é Raquel que chora seus filhos, e não quer ser consolada, porque eles não existem mais”. (Mt 2,13-18)

Amados irmãos de fé e caminhada;  Herodes, por medo de perder o poder, vê no nascimento do Menino Deus uma ameaça para seu reinado. Então, decreta a morte de todos os meninos de dois anos para baixo. Maria, José e o pequeno Jesus fogem para o Egito. Além de falta de lugar na hospedaria para Jesus nascer, a família de Nazaré é obrigada a refugiar-se em outro país, para escapar da fúria de Herodes. A Igreja dedica, liturgicamente, um dia para celebrar todos os meninos inocentes que derramaram seu sangue por causa de Jesus. Os tempos são outros, mas muitas crianças não são protegidas.

A fome tem ceifado muitas vidas e a falta de acesso à saúde, igualmente. Lembremos ainda das crianças vítimas de Herodes na pedofilia, no aborto. Tomemos a defesa das crianças, ajudemos Maria e José a salvar o Menino Jesus.

Amados irmãos de fé e caminhada, procuremos defender os inocentes. Apoiar as instituições que amenizam o sofrimento das crianças. Na vida de Jesus e de seus discípulos, a perseguição e a morte, por causa do Reino, seriam uma constante.

Entretanto, como estão a serviço do Reino do Pai, podem contar com a vitória, uma vez que os prepotentes jamais prevalecerão.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

O menor no Reino

COR LITÚRGICA: BRANCO

São João da Cruz, presbítero e doutor da Igreja – Memória | Quinta-feira


Naquele tempo, disse Jesus à multidão: “Em verdade eu vos digo, de todos os homens que já nasceram, nenhum é maior do que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos Céus é maior do que ele. Desde os dias de João Batista até agora, o Reino dos Céus sofre violência, e são os violentos que o conquistam. Com efeito, todos os Profetas e a Lei profetizaram até João. E se quereis aceitar, ele é o Elias que há de vir. Quem tem ouvidos, ouça”. (Mt 11,11-15)

Amados irmãos de fé e caminhada, a grandiosidade de São João Batista está em sua humildade, Jesus se refere a João Batista como exemplo e modelo de simplicidade e humildade. Para ser autenticamente cristão é necessário encontra-se com a humildade. Nada é mais significativo na vida de uma pessoa do que a simplicidade de vida, que a torna atenta às necessidades dos pequenos e sofredores. Para ser grande, é necessário abaixar-se, isto é, ser servidor.

São João da Cruz recorda sabiamente que, no entardecer da vida, seremos julgados pelo amor. Vivamos de forma autêntica o amor, em todas as dimensões. Nossas obras serão levadas em conta, mas o amor fará toda diferença. Que o bem possa ser expresso pela humildade e pela acolhida. Precisamos viver a humildade e praticar a caridade.

O Reino dos Céus é dos pobres. Jesus é o Messias esperado; João é aquele que lhe prepara o caminho. Encontraram-se o tempo de espera e o tempo do cumprimento. Quem tem ouvido, ouça. Jesus nos pede uma escolha, uma opção radical e comprometida com o Reino de Deus.

Como discípulos ou discípulas do Reino procuremos ser maior no amor e no serviço ao nosso próximo.

Irmãs e irmãos de fé, Deus seja louvado em nossas vidas!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Das palavras à ação

COR LITÚRGICA: BRANCO

Santo Ambrósio, bispo e doutor da Igreja – Memória | Quinta-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha. Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa!” (Mt 7,21.24-27)

A mera declaração de fé ou o culto não são suficiente para entrar no Reino dos Céus. O critério de Jesus é a prática da vontade de Deus. Ele dá dois exemplos: praticar ou não praticar a Palavra de Deus. Tudo está qualificado pelo dia do Senhor, como é próprio da primeira parte do Advento. No primeiro caso, a pessoa é comparada a alguém que constrói a casa sobre a rocha (pedra). Jesus diz sobre a rocha, que é a profissão de fé de Pedro, é que a Igreja será edificada. Essa casa edificada sobre a fé de todos os seus membros e que cumprem a Palavra de Deus, não se despedaça nas dificuldades e perseguições.

Cumprir a Palavra de Deus é viver segundo a justiça do Reino, apresentada nas bem-aventuracas e em todo o Sermão da Montanha. Não basta profetizar, fazer milagres ou expulsar demônios em nome de Jesus. Falta o essencial: a vivência do amor. A mensagem do Reino de Deus é terreno firme, é rocha estável sobre o qual se pode construir uma vida, se pode arriscar tudo por causa dela. O insensato constrói a casa sobre a areia. Ela é destruída pela primeira enxurrada.

Seguir as regras e normas era para o judeu o caminho da salvação. A vida dependia unicamente da observância da lei. Jesus inaugura um novo tempo e propõe não a multiplicação de palavras, mas a acolhida e a vivência dos seus ensinamentos. Ao falar da cada sobre a areia, ele aborda a superficialidade de fé.

Porém, quem constrói sobre a rocha tem sua existência fortalecida, isto é, sua vida torna-se plena se sentido, independentemente da chuva e das tempestades. Jesus é a rocha sobre a qual edificamos nosso ser cristão, sempre abertos para crescer como Igreja, nas diferentes obras da caridade. A humanidade tem sido muito provada. Feliz de quem mantém sua vida alicerçada na rocha do amor.

Meu caro irmão, convém a cada um de nós, manter-se firme sobre a rocha, que é Jesus.


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Sim, Deus pode me chamar

COR LITÚRGICA: VERMELHO

Santo André, Apóstolo – Festa | Quinta-feira


Naquele tempo, quando Jesus andava à beira do mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam lançando a rede ao mar, pois eram pescadores. Jesus disse a eles: “Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens”. Eles imediatamente deixaram as redes e o seguiram. Caminhando um pouco mais, Jesus viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João. Estavam na barca com seu pai Zebedeu, consertando as redes. Jesus os chamou. Eles imediatamente deixaram a barca e o pai, e o seguiram. (Mt 4,18-22)

Amados irmãos de fé e caminhada, a Igreja celebra a festa do Apóstolo André. Ele tinha uma pequena empresa de pesca no lago da Galileia, juntamente com Pedro, Zebedeu e seus dois filhos, Tiago e João. No milagre da multiplicação dos pães, André apresenta o menino que tem os cinco pães e dois peixes. Também resolve a situação dos gregos que querem conversar com Jesus. Foi crucificado na Grécia, onde é particularmente venerado.

O texto do evangelho de hoje apresenta o itinerário do chamado. São muito importantes os cinco verbos com os quais Mateus narra o chamado dos quatro primeiros discípulos: andar, ver, chamar, deixar e seguir. Jesus caminha junto ao mar e vê André em sua situação concreta. Chama-o. Ele abandona as redes e o mar, e o segue.

O chamado de Jesus tem como objetivo o seguimento e a missão. André se tornará pescador de homens. O mesmo acontece com João e Tiago, que não somente as redes como também a barca e o pai. Agora, eles são chamados a ser filhos de um único Pai, aquele do céu. André já procurava o Senhor, mas é Jesus quem o encontra. A fé e o seguimento nascem da escuta da voz do Senhor, que passa em nossas vidas e nos chama.

Ainda hoje, ele continua chamando e enviando, pois há muito a ser feito e o Reino de Deus precisa alcançar a maior quantidade possível de pessoas. Estejamos atentos para ouvir seu chamado e, assim, dar nossa contribuição para que o Reino de Deus continue sendo o espaço da plenitude da vida, da justiça e da paz. A fé será sempre o melhor caminho e seguir.

Jesus nos chama diariamente, procuremos ouvi-Lo.


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

A visita recusada

COR LITÚRGICA: VERDE

33ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira


Naquele tempo, quando Jesus se aproximou de Jerusalém e viu a cidade, começou a chorar. E disse: “Se tu também compreendesses hoje o que te pode trazer a paz! Agora, porém, isso está escondido aos teus olhos! Dias virão em que os inimigos farão trincheiras contra ti e te cercarão de todos os lados. Eles esmagarão a ti e a teus filhos. E não deixarão em ti pedra sobre pedra. Porque tu não reconheceste o tempo em que foste visitada”. (Lc 19,41-44)

Amados irmãos e irmãs de fé e caminhada, Jesus chorou ao ver a cidade que poderia ter acolhido a conversão, mas escolheu a indiferença. Ao afirmar que não ficará pedra sobre pedra. Jesus traz presente risco de destruição em todos os sentidos, quando os valores humanos não se evidenciam nem se concretizam.

Num linguajar próprio dos antigos profetas, Jesus anunciou o futuro, sem meios termos. A infidelidade a Deus levaria o povo à ruína completa. Seu orgulho seria dobrado pela ação inclemente dos inimigos, que não teriam misericórdia. O povo escolhido de outrora não seria mais objeto do carinho divino. Nenhum prazer lhe causaria ver a cidade santa destruída e o povo massacrado. A mesma lamentação do Senhor, com certeza, se daria hoje, ao contemplar muitos de nós. Negando-nos a acolhê-lo como nosso guia e salvador, correndo cegamente atrás dos nossos mesquinhos interesses, expomo-nos à perda dos bens eternos que ele nos oferece e ao fracasso de nossa existência. “Se tu também compreendesses hoje o que te pode trazer e paz!”

Reconhecer o tempo favorável não é privilégio de alguns, mas uma oportunidade para todos aqueles que desejam fazer a vontade de Deus. Em um coração repleto de fé, o tempo favorável se faz contínuo e surpreendente. Algumas lágrimas são inevitáveis, mas, assim como a chuva que cessa e o sol volta a brilhar, os sorrisos também retornam e a alma se enche de esperança. O sentimento de Jesus nos faz pensar nos desafios de nossos dias.

Irmãos de fé, fazer o bem é o tempo mais favorável, pois leva à felicidade.


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Confie no Senhor para sempre

COR LITÚRGICA: VERDE

32ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira


Naquele tempo, os fariseus perguntaram a Jesus sobre o momento em que chegaria o Reino de Deus. Jesus respondeu: “O Reino de Deus não vem ostensivamente. Nem se poderá dizer: ‘Está aqui’ ou ‘Está ali’, porque o Reino de Deus está entre vós”. E Jesus disse aos discípulos: “Dias virão em que desejareis ver um só dia do Filho do Homem e não podereis ver. As pessoas vos dirão: ‘Ele está ali’ ou ‘Ele está aqui’. Não deveis ir, nem correr atrás. Pois, como o relâmpago brilha de um lado até o outro do céu, assim também será o Filho do Homem, no seu dia. Antes, porém, ele deverá sofrer muito e ser rejeitado por esta geração”. (Lc 17,20-25)

Amados irmãos de fé e caminhada, no tempo de Jesus, havia uma verdadeira febre de fim de mundo. Discutia-se, com vivo interesse, a questão de quando o Reino de Deus haveria de chegar. A dominação romana, na Palestina, fazia crescer ainda mais o desejo de tempos novos, sem opressão e perseguição, onde a vida do povo fosse regida somente por Deus. A festa da Páscoa era uma ocasião excelente para fazer reacender a esperança de libertação. O próprio Jesus é a presença do Reino dos Céus, a manifestação da vontade de Deus, que faz acontecer um novo tempo. Jesus, sempre atento aos detalhes, alerta para que não escutem aqueles que dirão onde está o Reino de Deus.

Ao longo da história, muitas pessoas se apresentaram como o filho enviado por Deus. O único capaz de confirmar a presença do Reino é Jesus, que volta ao Pai, mas não nos deixa órfãos, pois nos envia o Espírito Santo.

Em tempos de tantas fragilidades, que saibamos manter a fidelidade a Deus, fortalecendo nossa decisão de seguir Jesus, em qualquer lugar e ocasião. As dúvidas são normais, mas a fidelidade ao Senhor simplesmente transforma nossa vida e a vida dos irmãos.

Em Jesus, o Reino está presente e atuante. Em suas palavras e em suas ações acolhidas por nós, Deus está reinando. O Reino de Deus já está no meio de nós.

Amados irmãos, eu, você, nós deixemos Deus ser o Senhor absoluto da nossa vida. Tenham todos um bom dia!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa

COR LITÚRGICA: BRANCO

Dedicação da Basílica do Latrão (Catedral de Roma) – Festa | Quinta-feira


Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. No Templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados. Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. E disse aos que vendiam pombas: “Tirai isto daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!” Seus discípulos lembraram-se, mais tarde, que a Escritura diz: “O zelo por tua casa me consumirá”. Então os judeus perguntaram a Jesus: “Que sinal nos mostras para agir assim?” Ele respondeu: “Destruí, este Templo, e em três dias o levantarei”. Os judeus disseram: “Quarenta e seis anos foram precisos para a construção deste santuário e tu o levantarás em três dias?” Mas Jesus estava falando do Templo do seu corpo. Quando Jesus ressuscitou, os discípulos lembraram-se do que ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra dele. (Jo 2, 13-22)

Amados irmãos de fé e caminhada, no evangelho de hoje Jesus nos ensina que o Templo será continuamente o Templo vivo do Espírito santo. O Templo sempre será o lugar sagrado. Jesus bem sabia qual era sua finalidade: ser casa de oração. No entanto, com o passar dos anos, o Templo passou a ser utilizado como um lugar comercial, de manifestações políticas e de demonstrações sociais. Jesus encontra tudo no Templo, menos o espaço sagrado da oração.

Sua reação impacta e assusta. Não se trata, porém, de um ato de violência, mas de conscientização quanto ao sentido e o respeito ao que é sagrado.

Jesus vai mais longe prometendo destruir o Templo e em três dias reconstruí-lo. Os judeus não compreenderam as palavras de Jesus, pois demoraram quarenta e seis anos para construir o Templo. O novo templo é Jesus, que ressuscitou ao terceiro dia. Matar o filho de Deus correspondia à determinação de destruir o verdadeiro Templo. Jesus, porém, estava seguro de que o templo-filho seria reconstruído. O templo material, ao invés, estava a fadado à ruína completa.

Senhor Jesus, que cada um de nós tenha pelas coisas do Pai o mesmo zelo que tiveste, sabendo reconhecer as exigências práticas da nossa fé. Cada um de nós precisa reforçar a compreensão de ser Templo do Espírito santo.

Amados leitores, deixemos o Espírito Santo de Deus morar em nosso corações!


DEDICAÇÃO DA BASÍLICA DE SÃO JOÃO DE LATRÃO

“Dedicar/consagrar” um lugar a Deus é um rito de todas as religiões: “reservar” a Deus um lugar, onde dar-lhe honra e glória.

Quando o imperador Constantino deu plena liberdade aos cristãos (ano 313), não pouparam esforços para construir templos ao Senhor. Por isso, muitas igrejas foram construídas naquela época.

O próprio imperador deu o exemplo, mandando construir uma magnífica Basílica no Monte Célio, em Roma, no lugar do antigo Palácio de Latrão, que o Papa Silvestre I havia dedicado ao Santíssimo Salvador (318 ou 324). Ali, foi construída uma Capela dedicada a São João Batista, que servia de batistério: no século IX, o Papa Sérgio III confirmou a dedicação a João Batista. Por fim, no século XII, Papa Lúcio II também a dedicou a São João Evangelista. Daí a denominação da Basílica Papal do Santíssimo Salvador e dos Santos João Batista e Evangelista de Latrão. A Basílica é considerada pelos cristãos como a principal, a mãe de todas as igrejas do mundo.

Ao longo dos séculos, a Basílica foi destruída, várias vezes, mas sempre reconstruída: sua última reconstrução deu-se sob o Pontificado de Bento XIII, que a reconsagrou em 1724. Desde então, a festa que hoje celebramos, foi estendida a toda a cristandade.


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Morrer não é desaparecer, mas viver de modo novo. É saber que, os que nos precederam, deram um “passo a mais” no caminho da vida

COR LITÚRGICA: ROXO

Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos | Quinta-feira


Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: ‘Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós, e quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que onde eu estiver estejais também vós. E para onde eu vou, vós conheceis o caminho.’ Tomé disse a Jesus: ‘Senhor, nós não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?’ Jesus respondeu: ‘Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. (João 14 1-6)

“Dizem que as águas da fonte sentem saudade do mar. E que borbulham e saltam e pulam e correm querendo chegar.” É o Padre Zezinho cantando a saudade que temos de Deus. Nós fomos criados a sua imagem e semelhança.

“A minha alma tem sede de Deus”,  rezamos no Salmo 42. A realização do ser humano é estar no amor de Deus, é estar com Ele. Na ceia, Jesus falou de sua intimidade com Deus. Ele é um só com o Pai. É tudo que nós sonhamos estar unidos ao Pai. O pecado nos impede dessa aproximação. Por isso, Jesus vai à frente, preparando-nos o caminho para o Pai. Ele é o caminho que nos leva ao Pai. Por ele, nossa comunhão com o Pai será plena.

A saudade movimenta as lembranças, as preces sobem aos céus e as lágrimas rolam, mas a esperança do reencontro fortalece a fé. O importante é não agitar o coração, mas aumentar a certeza de que existe um lugar que foi preparado para cada um, na eternidade. Em um só dia a Igreja eleva aos céus uma prece para o descanso eterno de todos. Unamo-nos em oração para que, lá do céu, possam também interceder por nós.

Que o nosso peregrinar neste mundo possa deixa as marcas do bem, da justiça e da paz. Não buscamos conceitos, pois temos Jesus, que é o caminho a verdade e a vida. É nele que validamos o esforço para sermos pessoas do bem, da justiça e da paz. Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno!

Vamos aumentar a fé na ressurreição e jamais esquecer de fazer o bem.


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Jesus é a própria novidade

COR LITÚRGICA: VERDE

29ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Eu vim para lançar fogo sobre a terra, e como gostaria que já estivesse aceso! Devo receber um batismo, e como estou ansioso até que isto se cumpra! Vós pensais que eu vim trazer a paz sobre a terra? Pelo contrário, eu vos digo, vim trazer divisão. Pois, daqui em diante, numa família de cinco pessoas, três ficarão divididas contra duas e duas contra três; ficarão divididos: o pai contra o filho e o filho contra o pai; a mãe contra a filha e a filha contra a mãe; a sogra contra a nora e a nora contra a sogra”. (Lc 12,49-53)

Amados irmãos de fé, o Reino anunciado por Jesus criou rupturas nos seios da humanidade. Pode parecer estranho, considerando que pretendia ser um Reino de paz. Entretanto, Jesus afirmou não ter vindo trazer paz à terra, e sim a divisão.

Jesus tem consciência de que, por sua causa algumas divisões poderão ocorrer dentro e fora de casa. Acontece que Jesus é o grande divisor de águas: de um lado estão aqueles que continuam defendendo a lei pela lei; do outro, aqueles que aderiram ao chamado e abraçaram a causa do Reino de Deus. Pode parecer estranho Jesus falar de divisão, uma vez que ele veio agregar. Porém, é necessário tomar posição, pois um novo tempo chegou, e o ontem precisa de dar espaço para o novo.

Jesus é a própria novidade. Diante dele não há espaço para a indiferença. As próprias divisões, com o passar dos dias, abrem espaço para a confirmação da verdade. Que o batismo de sangue de Jesus possa nos santificar.

Eu, você, nós precisamos saber colocar o Reino e suas exigências acima até do afeto familiar, de modo a não pactuar com nada que se lhe aponha.

Amados irmãos, Deus seja louvado em nossas vidas!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira