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Nossa grande vocação é estar no amor do Pai

COR LITÚRGICA: BRANCO

5ª Semana da Páscoa | Quinta-feira


Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:  “Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor.  Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor.  Eu vos disse isto, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena”. (Jo 15,9-11)

Caríssimo irmão (a) de fé e caminhada, iniciamos o mês de Mariano, que Maria Santíssima venha fortalecer a nossa fé, acolher nosso amor a Jesus e amá-lo sempre mais.

Três temáticas marcam o texto que a liturgia nos propõe: o amor, os mandamentos e a alegria. Da metáfora da videira, Jesus passa à temática da comunhão unitiva e amorosa. Por um lado, a finalidade última dos bons frutos produzidos pelos ramos, os discípulos, é a glória do Pai. Agora Jesus quer refletir sobre a origem fundamental dessa união. Ele parte do amor entre o Pai e o Filho, que se torna modelo e fonte do amor entre ele e os discípulos, e do amor entre os irmãos.

No Cântico da Vinha, em Isaías 5, o amor é esponsal, marital. Aqui, ele tem perspectiva paternal, filial e fraternal. Contudo, a seiva que alimenta esse amor é sempre Deus, pois ele provém do tronco da videira, que é Cristo. O cumprimento dos mandamentos é a vivência do amor por inteiro: eles são sintetizados no amor de Deus e ao próximo. Se houver amor, o cumprimento dos mandamentos não é uma mera obrigação.

A obediência é fidelidade amorosa, entrega e oblação na plena liberdade. O texto se conclui com a alegria, própria do Reino, expressão do amor que se torna festa. Essa alegria, que provém de Cristo, o cristão deve portar consigo em todas as circunstâncias, inclusive nos sofrimentos e na dor.

Oração: Jesus Vida, fazei-me viver na alegria do vosso amor!


Apolônia Ribeiro

Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

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