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Petróleo venezuelano está chegando às refinarias dos EUA, diz Trump

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em uma entrevista ao jornal New York Post neste sábado (24) que o petróleo venezuelano que estava apreendido em navios foi retirado e está chegando às refinarias norte-americanas.

Na entrevista, ele disse que não está autorizado a contar. Em seguida, afirma: “mas vamos colocar desta forma, eles não têm petróleo. Nós pegamos o petróleo”. Agora, segundo ele, “o petróleo está chegando às refinarias em Houston, em vários lugares”.

O presidente americano afirma que o país está gerindo o petróleo na Venezuela. “A Venezuela vai receber uma parte, e nós vamos receber outra. Depois, teremos as grandes empresas de petróleo entrando, e elas vão extrair tanto petróleo que a Venezuela ganhará mais dinheiro do que jamais ganhou antes”, disse ao Post.

Na terça-feira (20), Trump afirmou que havia retirado 50 milhões de barris de petróleo da Venezuela e estava vendendo parte dele no mercado aberto.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou no mesmo dia que o país recebeu a primeira parcela do acordo de fornecimento desses barris com a venda do petróleo, no valor de US$ 300 milhões.

Os Estados Unidos tomaram o controle do petróleo na Venezuela após invadirem o país no dia 3 de janeiro e destituir o presidente Nicolás Maduro em uma operação surpresa. Desde então, Trump deixou claro seu objetivo em tomar conta do recurso na Venezuela.

PT se reúne próximo dia 29 para definir rumos em Pernambuco

Senadora Teresa Leitão (PT-PE) /Rafael Vieira/DP Foto

O PT em Pernambuco se reúne na próxima quinta (29) para discutir e encaminhar suas decisões eleitorais para as Eleições de 2026. A reunião será do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE), instância que reúne todas as forças internas do partido e os mandatos petistas, responsável por debater cenários, avaliar alianças e, a partir daí, formalizar os apoios para 2026.

Até lá, não há posição oficial do partido para os palanques em Pernambuco, que provavelmente terá o prefeito do Recife, João Campos (PSB), e a atual governadora do estado, Raquel Lyra (PSD), como principais protagonistas. Mesmo com indicativos de apoio já colocados para Campos por algumas lideranças, como do presidente do PT Pernambuco, Carlos Veras, e dos senadores petistas Humberto Costa e Teresa Leitão, o entendimento interno é de que nada está fechado. A orientação é que qualquer definição só será tomada depois desse encontro.

Sobre o cenário atual, a senadora Teresa Leitão afirmou que ainda não existe decisão formal e que “tudo que existe são indicativos”. “O clima que eu vejo é um clima de sintonia com a conjuntura nacional”, afirmou, ao comentar a avaliação do deputado estadual João Paulo de que a aliança em Pernambuco deveria ser revista em função dos apoios ao presidente Lula.

Segundo Teresa, a prioridade do PT para 2026 já foi dada pela direção nacional. “O PT Nacional já nos deu uma tarefa. O que é prioritário nessa eleição? A reeleição do presidente Lula e o aumento das bancadas no Congresso Nacional”, declarou.

Papa alerta para ‘perigos da IA’ e critica ‘falta de transparência’ na criação dos algoritmos

Papa Leão 14 (ANDREAS SOLARO / AFP)O papa Leão 14 voltou a alertar neste sábado(24) para os ‘perigos da inteligência artificial (IA)’ e a ‘falta de transparência’ na criação dos algoritmos que regulam o funcionamento dos chatbots.

“São sobretudo os chatbots baseados em grandes modelos de linguagem (LLM, na sigla em inglês)”, como o ChatGPT ou o Gemini, “os que se mostram especialmente eficazes na persuasão oculta”, denunciou o papa americano.

Desde sua eleição em maio, Leão 14 não tem deixado de alertar para os perigos da IA.

“Os modelos de IA são moldados pela visão de mundo de quem os constrói e, por sua vez, podem impor modos de pensar ao reproduzir os estereótipos e preconceitos presentes nos dados que utilizam”, escreveu o pontífice em uma mensagem por ocasião do Dia Mundial das Comunicações Sociais.

Também denunciou os “sistemas que vendem uma probabilidade estatística” — feita por IA — “como conhecimento, oferecendo, no máximo, aproximações”.

Leão 14 também manifestou preocupação com o fato de que “por trás dessa enorme força invisível que afeta a todos, haja apenas algumas empresas”.

“O desafio que enfrentamos não é deter a inovação digital, mas governá-la, estarmos conscientes do seu caráter ambivalente”, afirmou.

Para alcançar esse resultado, o papa recomendou “introduzir nos sistemas educativos de todos os níveis” uma orientação para os meios de comunicação e para a inteligência artificial.

“A revolução digital exige uma alfabetização digital (…) para compreender como os algoritmos moldam a nossa percepção da realidade”, prosseguiu.

Há um mês, Leão 14 criticou a corrida pela IA no âmbito militar e afirmou que “delegar às máquinas decisões sobre a vida e a morte das pessoas” constitui uma “espiral destrutiva”.

Trump ameaça Canadá com tarifas de 100% caso faça acordo comercial com a China

Presidente dos EUA, Donald Trump/MANDEL NGAN / AFP

O presidente americano, Donald Trump, ameaçou neste sábado (24) impor “tarifas de 100%” sobre as importações canadenses para os Estados Unidos caso um acordo comercial entre Canadá e China seja finalizado, após um pacto preliminar anunciado na semana passada entre Ottawa e Pequim.

As relações entre os Estados Unidos e seu vizinho do norte têm sido turbulentas desde que Trump retornou à Casa Branca há um ano, marcadas por disputas comerciais e pela intenção declarada do presidente de anexar o Canadá como “o 51º estado” dos Estados Unidos.

Durante uma visita a Pequim na semana passada, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, celebrou uma “nova parceria estratégica” com a China, que resultou em um “acordo comercial preliminar, mas histórico” para reduzir as tarifas.

Neste sábado, Trump alertou para sérias consequências caso esse acordo se concretize.

Se Carney “pensa que vai transformar o Canadá em um ‘porto de descarga’ para a China enviar mercadorias e produtos para os Estados Unidos, está muito enganado”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.

“Se o Canadá fechar um acordo com a China, estará imediatamente sujeito a uma tarifa de 100% sobre todos os bens e produtos canadenses que entrarem nos Estados Unidos”, alertou.

Os dois líderes afiaram suas armas retóricas nos últimos dias, começando com o discurso de Carney na terça-feira no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, onde ele recebeu uma ovação de pé por sua avaliação franca de um “colapso” na ordem global liderada pelos EUA.

Seu comentário foi visto como uma referência à influência disruptiva de Trump nos assuntos internacionais, embora Carney não tenha mencionado o presidente americano.

Trump respondeu a Carney um dia depois, em seu próprio discurso em Davos. Ele então retirou o convite feito ao primeiro-ministro canadense para se juntar ao seu “Conselho da Paz”, o órgão através do qual o americano busca resolver conflitos globais.

Segunda reunião trilateral entre EUA, Ucrânia e Rússia termina sem resolução sobre guerra

Representantes de Ucrânia, Rússia e Estados Unidos se reúnem em Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos, no dia 24 de janeiro de 2026 para discutir o fim da guerra — Foto: Governo dos Emirados Árabes Unidos/Reuters

A segunda rodada de conversas trilaterais entre Estados Unidos, Rússia e Ucrânia terminou neste sábado (24), em Abu Dhabi, sem acordo concreto para o fim do conflito, mas com a expectativa de continuidade das negociações.

Em sua conta oficial no X, o presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky classificou as conversas como “construtivas”. O mesmo termo foi utilizado por fontes dentro do governo dos Emirados Árabes Unidos à AFP (Agence France-Presse).

“Este foi o primeiro encontro dentro desse formato em bastante tempo: dois dias de reuniões trilaterais. Muitos temas foram discutidos, e é importante que as conversas tenham sido construtivas. O foco central das discussões foi os possíveis parâmetros para o fim da guerra. Valorizo muito a compreensão da necessidade de monitoramento e supervisão dos Estados Unidos no processo de encerramento da guerra e de garantia de uma segurança real”, disse Zelensky.

Antes mesmo do primeiro dia de conversas, o presidente ucraniano já havia dito que a questão territorial — incluindo a possível concessão da região ucraniana do Donbass — seria o ponto central das negociações.

Ainda segundo Zelensky, uma nova rodada de conversas deverá começar já na próxima semana, informação também compartilhada por fontes à AFP.

“Os representantes militares identificaram uma lista de temas para uma possível próxima reunião. Havendo disposição para avançar — e a Ucrânia está pronta — novas reuniões ocorrerão, possivelmente já na próxima semana. Espero um briefing pessoal da delegação assim que retornar”, completa o presidente ucraniano.

A delegação ucraniana estava representada pelo Ministro da Defesa, Rustem Umerov, o líder do governo no parlamento ucraniano, o vice-chanceler ucraniano e militares de alta patente.

Do lado americano, participaram Steve Witkoff, Jared Kushner, Dan Driscoll, Alexus Grynkewich e Josh Gruenbaum. O lado russo, por sua vez, estava representado por integrantes da inteligência militar e das forças armadas.

Homem é morto a tiros por agente federal de imigração em Minneapolis, nos EUA

Imagem de vídeo de testemunha de ação que terminou com um homem baleado e morto por agentes de imigração em Minneapolis, nos EUA. — Foto: Reprodução

Um homem de 37 anos morreu na manhã deste sábado (24) em Minneapolis, no estado de Minnesota, após ser baleado por um agente federal de imigração dos Estados Unidos. O caso aconteceu durante uma patrulha do Departamento de Segurança Interna (DHS).

Minnesota tem vivido sob forte tensão com a intensificação das ações federais de imigração, envolvendo tanto agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) quanto outros agentes do DHS. Há duas semanas, uma cidadã americana também foi morta a disparos.

De acordo com o Departamento de Segurança Interna, o agente disparou neste sábado em legítima defesa depois que o homem, supostamente armado, se aproximou da patrulha de fronteira. Ele morreu no local.

O jornal The New York Times informou que, apesar da versão oficial, imagens analisadas quadro a quadro mostram a vítima segurando um telefone quando foi derrubada no chão e baleada pelos agentes.

O homem atingido foi identificado como Alex Pretti, segundo a agência Associated Press e o New York Times, com base no relato dos pais e de pessoas próximas. Pretti era enfermeiro e trabalhava em uma unidade de terapia intensiva.

A Associated Press reportou ainda que o agente que realizou os disparos tinha oito anos de experiência na Patrulha de Fronteira. Testemunhas ouvidas pelo jornal local “The Minnesota Star Tribune” disseram que a vítima foi atingida várias vezes no peito.

Em sua declaração oficial, a polícia de Minneapolis afirmou que a pessoa atingida era um cidadão americano, morador da cidade e possuía permissão para porte de arma. As autoridades de segurança também informaram que ele carregava uma pistola e dois carregadores.

Em declaração a jornalistas, o governador de Minnesota, Tim Walz, criticou a atuação de agentes federais dos EUA, em meio ao aumento das tensões no estado. Mais cedo, ele já tinha classificado o caso como “ataque atroz”.

“Eles mataram um homem, criaram caos, derrubaram manifestantes, jogaram gás de forma indiscriminada e depois fomos deixados para limpar a bagunça”, disse ele.

O governador afirmou que realizou duas ligações com autoridades da Casa Branca após o caso. Uma delas foi com o chefe de gabinete do presidente Donald Trump, e incluiu um pedido para “tirar os agentes” da região. A segunda, disse ele, serviu para deixar claro que o estado investigará o tiroteio.

Também em pronunciamento, o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, questionou a ação que resultou em morte.

“Acabei de ver um vídeo de mais de seis agentes mascarados espancando um dos nossos constituintes e atirando nele até a morte. Quantos mais residentes, quantos mais americanos precisam morrer ou se ferir gravemente para que esta operação termine?”, declarou.

“Quantas vezes os líderes locais e nacionais precisam implorar a você, Donald Trump, para encerrar esta operação e reconhecer que isso não está criando segurança em nossa cidade?”, acrescentou.

Trump, por sua vez, usou as redes sociais para defender a atuação dos agentes federais e acusar autoridades locais de “incitar a insurreição”. Ele publicou a foto de uma pistola calibre 9 milímetros que, segundo autoridades policiais, estaria com o homem morto neste sábado.

“Deixem nossos patriotas do ICE fazerem seu trabalho! Doze mil criminosos ilegais, muitos deles violentos, foram presos e retirados de Minnesota. Se eles ainda estivessem lá, vocês veriam algo muito pior do que estão presenciando hoje”, escreveu o presidente americano.

Imagens do momento dos disparos mostram ao menos sete agentes tentando imobilizar o homem. Eles o derrubam no chão, e um deles faz os disparos.

Uma ambulância deixou a área após testemunhas observarem manobras de reanimação cardiopulmonar sendo realizadas no homem.

Os disparos provocaram confrontos entre as forças de segurança e centenas de manifestantes, que criticaram a atuação dos agentes federais de imigração.

Diante do caso, a NBA adiou a partida entre Warriors e Timberwolves, que seria disputada no Target Center, no centro de Minneapolis, neste domingo (25).

Moraes determina retirada de acampamentos nos arredores da Papuda

Ministro Alexandre de Moraes/Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a remoção imediata e a proibição de novos acampamentos e manifestações nos arredores do Complexo da Papuda incluindo a “Papudinha”, em Brasília, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está preso. Na decisão proferida nesta sexta-feira, 23, o ministro também determinou que aqueles que insistirem em permanecer na via deverão ser presos em flagrante.

A medida atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) após grupos se reunirem no local para protestar contra a prisão de Bolsonaro. A PGR ainda citou a “Caminhada da Paz”, ato organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que começou em Minas Gerais e vai até Brasília.

Na decisão, Moraes citou os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e destacou que é “irrazoável a repetição do lamentável erro anterior de permitir a organização e permanência de criminosos acampamentos golpistas livremente”.

“O exercício dos direitos de reunião e manifestação não pode ser confundido com o propósito de repetir os ilegais e golpistas acampamentos realizados na frente dos quartéis do Exército, para subverter a ordem democrática e inviabilizar o funcionamento das instituições republicanas, em especial o STF, que culminaram na tentativa de Golpe de Estado, em 8/01/2023”, afirmou o ministro.

PRF envia ofício a Nikolas Ferreira sobre caminhada na BR-040

caminhada é liderada por Nikolas Ferreira/Instagram/Reprodução

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) encaminhou um ofício ao gabinete do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) a respeito da caminhada iniciada pelo parlamentar pela rodovia BR-040, em direção a Brasília, em protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

No documento, assinado pela superintendente da PRF no Distrito Federal, Adriana Mancilha Pivato, o órgão informa que tomou conhecimento da manifestação após o início do percurso, o que inviabilizou a realização de análise prévia de risco e o planejamento operacional adequado.

Segundo o texto, a corporação passou a adotar providências para preservar a segurança dos manifestantes e dos demais usuários da rodovia, mencionando risco de acidentes.

“Recebida a informação por esta Superintendência, estão sendo tomadas as providências cabíveis para preservar a segurança dos manifestantes e usuários da rodovia”, diz o documento.

A PRF afirma ainda que se colocou à disposição para fornecer orientações técnicas, ressaltando a necessidade de observância das normas legais durante o deslocamento.

Os deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia protocolaram um pedido de providências junto à PRF solicitando medidas administrativas para impedir a continuidade da caminhada pela BR-040. No documento, os parlamentares alegam que o ato foi iniciado sem comunicação prévia às autoridades, o que teria inviabilizado o planejamento de segurança e colocado motoristas da rodovia em risco.

Eles sustentam ainda que há registros de utilização do acostamento e da pista de rolamento, além de indícios de um pouso de helicóptero nas imediações da via, o que, segundo o pedido, agravaria o risco à segurança viária e poderia configurar infrações administrativas e penais. Os deputados requerem que a PRF avalie a restrição, suspensão ou redirecionamento da manifestação, com base no Código de Trânsito Brasileiro.

No entanto, a assessoria de Nikolas Ferreira afirmou que não houve notificação formal, mas apenas o envio de um e-mail de caráter preventivo e colaborativo por parte da PRF.

Segundo a equipe do deputado, o contato não trouxe recomendações determinações ou medidas administrativas, e até o momento não houve necessidade de intervenção, uma vez que não foram registradas intercorrências durante o percurso.

“Recebemos um e-mail da Polícia Rodoviária Federal, no qual o órgão se colocou à disposição para atuar, caso necessário, com foco na segurança dos participantes da Caminhada Pela Justiça e Liberdade”, informou o gabinete.

A assessoria acrescentou que mantém comunicação constante e cooperação com a Superintendência da PRF no Distrito Federal, além de contato frequente com os órgãos de segurança do DF. De acordo com o gabinete, representantes participaram inclusive de reunião nesta semana para tratar do tema.

Nesta quinta-feira, 23, Nikolas rebateu críticas de adversários políticos. Em entrevista ao portal Metrópoles, ele disse que a iniciativa ocorre de forma “orgânica e pacífica” e não utiliza recursos públicos. “Estou de férias, faço o que quiser”, afirmou.

Ainda nesta sexta-feira, 23, entidades empresariais de Minas Gerais defenderam, em nota conjunta, o direito à livre manifestação e o respeito ao Estado Democrático de Direito. “Liberdade de expressão, liberdade de reunião e liberdade de manifestação são direitos constitucionais e componentes essenciais de qualquer nação que se pretenda civilizada, plural e próspera”, afirmam as entidades.

Assinam o documento a Associação Comercial e Empresarial de Minas Gerais, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte; o Centro Industrial e Empresarial de Minas Gerais, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais, a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de Minas Gerais, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais, a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Minas Gerais, a Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais e a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais.

A caminhada teve início em Paracatu (MG) e deve ser finalizada no domingo em Brasília. Duzentos e cinquenta quilômetros separam as duas cidades.

Lideranças como o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC), os deputados federais Maurício do Vôlei (PL-MG), Zé Trovão (PL-SC), André Fernandes (PL-CE), Luciano Zucco (PL-RS), Delegado Caveira (PL-PA), Carlos Jordy (PL-RJ) e os senadores Magno Malta (PL-ES) e Marcos do Val (Podemos-ES), entre outros, se juntaram à marcha. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também endossou o ato.

Trump diz que Canadá é contra o Domo Dourado sobre Groenlândia e critica acordo com China

Donald Trump, presidente dos EUA/ SAUL LOEB / AFP

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou hoje que o governo canadense é contra a construção do Domo Dourado sobre a Groenlândia, mesmo que ele proteja o Canadá, e mudou o tom sobre a o recente acordo de Ottawa com Pequim.

“O Canadá é contra a construção do Domo Dourado sobre a Groenlândia, mesmo que o Domo Dourado protegesse o Canadá. Em vez disso, eles votaram a favor de fazer negócios com a China, que irá “devorá-los” dentro do primeiro ano!”, escreveu Trump na Truth Social.

O republicano retirou ontem o convite para o Canadá integrar o Conselho da Paz em Gaza e o secretário de Comércio americano, Howard Lutnick, disse que as declarações do primeiro-ministro canadense, Mark Carney,sobre a China devem ser vistas como “ruído político”.

Trump provavelmente usará o pacto comercial do Canadá com a China sobre veículos elétricos como alavanca para extrair concessões durante as negociações do USMCA, diz a Eurasia Group. A empresa de consultoria de risco global afirma que a administração republicana não vê o acordo sobre veículos elétricos como uma ameaça imediata, mas Washington não ficará satisfeita com a estratégia de diversificação comercial de Carney e suas declarações em Davos criticando o uso agressivo do poder econômico pelos EUA.

Chavistas vão às ruas de Caracas para pedir libertação de Maduro

Manifestação em Caracas (PEDRO MATTEY / AFP)

Milhares de apoiadores de Nicolás Maduro marcharam nesta sexta-feira (23) em Caracas pela libertação do presidente deposto, justamente no dia em que se comemoram 68 anos da queda da ditadura militar na Venezuela.

Forças americanas capturaram Maduro e a esposa, Cilia Flores, em uma operação militar em 3 de janeiro. Delcy Rodríguez, que era sua vice-presidente, governa desde então de forma interina, sob fortes pressões de Washington.

O chavismo tem mobilizado suas bases quase todos os dias na capital. Nesta sexta-feira, 23 de janeiro, saiu às ruas em comemoração à queda da ditadura militar de Marcos Pérez Jiménez, em 1958, e com a reivindicação persistente de ver livres Maduro e a esposa, que enfrentam um julgamento por narcotráfico em Nova York.

“Nós os queremos de volta”, lia-se em uma faixa gigante estendida perto da Praça O’Leary, no coração de Caracas, onde foi montado um palanque e se concentravam várias centenas de manifestantes, muitos com guarda-chuvas e capas de chuva para se proteger do tempo.

Ao som de música, Marlene Blanco compareceu para celebrar “mais um aniversário da derrubada de Pérez Jiménez” e, ao mesmo tempo, pedir a liberdade de Maduro e Flores.

A captura deles “foi algo ilegal, algo injusto”, reclamou.

“Nosso maior triunfo nestes dias será trazer de volta o presidente Maduro e Cilia”, disse à televisão estatal o poderoso ministro do Interior, Diosdado Cabello, cercado por manifestantes.

Janeth Estancio aguarda esse momento com esperança. “O dia em que eles nos devolverem [Maduro] será uma grande festa nacional”, prevê essa funcionária da prefeitura de Caracas, de 57 anos.

Enquanto isso, a presidente interina deu uma guinada na relação com Washington, com acordos petrolíferos e a libertação de presos políticos. O presidente Donald Trump chegou inclusive a convidar Rodríguez para uma reunião na Casa Branca, em data ainda a ser definida.

Blanco considera que Rodríguez, que assumiu totalmente as rédeas do governo, tem uma “tarefa muito difícil”.

“Mas ela soube cumpri-la porque [Maduro e ela] são da mesma escola, ela também luta pela nossa revolução”, assegura a contadora de 65 anos.

Cabello reafirmou na marcha que Delcy Rodríguez “tem todo o apoio do partido” no poder “para seguir avançando”.

“Trump quer criar nova ONU”, diz Lula sobre Conselho de Paz

Presidente dos EUA, Donald Trump e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva/AFP e Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (23) que a política mundial atravessa um momento crítico, “com o multilateralismo sendo jogado fora pelo unilateralismo”. Durante o encerramento do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Salvador, Lula disse que a carta da Organização das Nações Unidas (ONU) está sendo rasgada e criticou a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de criação de um Conselho de Paz. Para o presidente brasileiro, Trump quer criar uma nova ONU para ser o dono.

“Está prevalecendo a lei do mais forte, a carta da ONU está sendo rasgada e, em vez de a gente corrigir a ONU, que a gente reivindica desde que fui presidente em 2003, reforma da ONU com entrada de novos países [como membros permanentes no Conselho de Segurança], com a entrada de México, do Brasil, de países africanos… E o que está acontecendo: o presidente Trump está fazendo uma proposta de criar uma nova ONU, em que ele sozinho é o dono da ONU”, afirmou Lula.

O presidente dos Estados Unidos convidou Lula para compor conselho da Paz, que será criado para supervisionar o trabalho de um Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG, na sigla em inglês).

Lula disse ainda que está telefonando para vários líderes mundiais para discutir o tema, entre eles o presidente da China, Xi Jinping; da Rússia, Vladimir Putin; o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi; e a presidenta do México, Claudia Sheinbaum.

“Estou conversando para fazer com que seja possível a gente encontrar uma forma de se reunir e não permitir que o multilateralismo seja jogado para o chão e que predomine a força da arma, da intolerância de qualquer país do mundo”, pontuou.

O presidente voltou a criticar a ação dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da deputada e primeira-dama, deputada Cilia Flores.

“Eu fico toda a noite indignado com o que aconteceu na Venezuela. Não consigo acreditar. O Maduro sabia que tinha 15 mil soldados americanos no mar do Caribe, ele sabia que todo dia tinha ameaça. Os caras entraram na Venezuela, entraram no forte e levaram o Maduro embora e ninguém soube que o Maduro foi embora. Como é possível a falta de respeito à integridade territorial de um país? Não existe isso na América no Sul. A América do sul é um território de paz, a gente não tem bomba atômica”, disse.

Citando os Estados Unidos, Cuba, a Rússia e a China, como exemplos, Lula disse ainda que o Brasil não tem preferência de relação com qualquer país, mas que não vai aceitar “voltar a ser colônia para alguém mandar na gente”.

O presidente também criticou a postura de Trump, que, segundo ele, toda vez que aparece na televisão se gaba de ter o exército e as armas mais poderosas do mundo. Lula disse querer fazer política na paz, no diálogo e não aceitando imposição de qualquer país.

“Eu não quero fazer guerra armada com os Estados Unidos, não quero fazer guerra armada com a Rússia, nem com o Uruguai, nem com a Bolívia. Quero fazer guerra com o poder do convencimento, com argumento, com narrativas, mostrando que a democracia é imbatível; que a gente não quer se impor aos outros, mas compartilhar aquilo que a gente tem de bom”, defendeu. “Não queremos mais Guerra Fria, não queremos mais Gaza”, completou.

Em ligação com Lula, Xi Jinping pede maior coordenação com Brasil sob cenário internacional ‘instável’

Lula e Xi Jinping, em novembro de 2024/Ricardo Stuckert/PR

O governo da China afirmou que o presidente do país, Xi Jinping, defendeu maior coordenação com o Brasil diante de um “cenário internacional instável” e ressaltou o papel dos dois países na defesa do multilateralismo e da governança global. As declarações foram feitas durante conversa telefônica com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, realizada nesta sexta-feira, 23.

Segundo o comunicado oficial chinês, Xi lembrou que, em 2024, ele e Lula anunciaram a elevação das relações entre os dois países a uma “comunidade de futuro compartilhado voltada à construção de um mundo mais justo e de um planeta mais sustentável”. De acordo com a nota, a construção dessa comunidade “avançou de forma sólida” ao longo do último ano, com o aprofundamento da articulação entre estratégias de desenvolvimento, o que teria se tornado “um exemplo de união e cooperação entre países do Sul Global”.

O presidente chinês afirmou ainda que 2026 marca o início do novo ciclo de planejamento econômico do país e que a China promoverá “o desenvolvimento de alta qualidade por meio de uma abertura de alto nível ao exterior”, o que, segundo ele, criará mais oportunidades para a cooperação sino-brasileira. Xi disse que Pequim está disposta a “avançar de forma abrangente a cooperação mutuamente benéfica em todos os campos” e a impulsionar “um maior desenvolvimento das relações China-Brasil”.

O comunicado destaca também que Xi avaliou que China e Brasil, como importantes membros do Sul Global, são “forças construtivas na manutenção da paz e da estabilidade mundiais” e devem “defender o papel central da ONU e a justiça e a equidade internacionais”.

Na conversa, segundo o governo chinês, Lula afirmou que a visita de Xi ao Brasil em 2024 foi histórica e levou as relações bilaterais a “um novo patamar”. O presidente brasileiro teria dito ainda que Brasil e China são “forças importantes na defesa do multilateralismo e do livre comércio” e manifestou disposição para “fortalecer a cooperação no âmbito do Brics” e atuar conjuntamente em favor da paz e da estabilidade globais.

Sisu 2026: prazo para inscrições termina nesta sexta (23)

As inscrições para o Sisu 2026 estarão abertas de 19 a 23 de janeiro/Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026 entram na reta final e se encerram às 23h59 desta sexta-feira (23). O prazo marca a última oportunidade para estudantes que desejam disputar uma vaga em instituições públicas de ensino superior por meio do programa neste ano.

Nesta edição, o Sisu vai ofertar 274,8 mil vagas distribuídas em 7.399 cursos de graduação, em 136 instituições públicas localizadas em todas as regiões do país. Diferentemente de anos anteriores, o processo seletivo ocorrerá em etapa única, com vagas para ingresso tanto no primeiro quanto no segundo semestre letivo.

O programa utiliza como critério de seleção o desempenho dos candidatos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O resultado da chamada regular está previsto para ser divulgado no dia 29 de janeiro.

Uma das principais mudanças do Sisu 2026 é a ampliação do período de validade das notas do Enem. A partir deste ano, poderão participar candidatos que tenham feito qualquer uma das três edições mais recentes do exame: Enem 2023, 2024 ou 2025. Até então, apenas a nota da edição imediatamente anterior era aceita.

Para concorrer a uma vaga, o estudante precisa ter concluído o ensino médio, obtido nota superior a zero na redação do Enem e atender aos demais critérios definidos no edital do programa.

Como se inscrever no Sisu

A inscrição é gratuita e deve ser feita exclusivamente pela internet, por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. No sistema, o candidato pode escolher até dois cursos, indicando a ordem de preferência entre primeira e segunda opção.

Durante o processo, é obrigatório o preenchimento do cadastro socioeconômico. Os candidatos que desejarem concorrer às vagas reservadas, conforme a Lei de Cotas ou políticas afirmativas específicas das instituições, devem selecionar essa opção no momento da inscrição.

Após o encerramento do prazo, o sistema realizará a classificação com base nas notas do Enem e nas opções indicadas pelos candidatos.

Confira o cronograma:

Inscrições: 19 a 23 de janeiro.
Resultado da chamada regular: 29 de janeiro.
Matrículas: a partir de 2 de fevereiro.
Manifestação de interesse na lista de espera: 29 de janeiro a 2 de de fevereiro.

Lula anuncia isenção de visto a cidadãos chineses

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva/ Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que concederá isenção de algumas categorias de vistos de curta duração a cidadãos chineses, em reciprocidade à medida de isenção adotada pela China desde 2025.

Lula informou a decisão ao presidente da China, Xi Jinping, em conversa por telefone na noite desta quinta-feira (22).

Em nota divulgada na manhã desta sexta-feira (23), o Palácio do Planalto explicou que a isenção ocorre no contexto da ampliação da cooperação em áreas da “fronteira do conhecimento”.

A política de isenção de visto da China passou a incluir os cidadãos brasileiros desde 1º de junho de 2025, com validade de um ano que posteriormente foi ampliada até 31 de dezembro de 2026.

A medida também inclui outros países sul-americanos (Argentina, Chile, Perue Uruguai) no total de 45 nações que fazem parte da política unilateral chinesa.

O objetivo é facilitar o intercâmbio de pessoas entre o país asiático e outras regiões, no contexto de aproximação da China com a América Latina e outros blocos.

Brasil, Argentina e Chile estão entre as cinco maiores economias da região. Desde 2024, a maioria dos países europeus, bem como Japão e Coreia do Sul, não precisam de visto para viajar para a China.

Os portadores de passaportes comuns válidosdesses países, são isentos da exigência de visto ao entrarem na China para fins de negócios, turismo, visita a familiares ou amigos, intercâmbios e trânsito. Eles podem permanecer no país por no máximo 30 dias sem visto.

Zelensky diz que controle de territórios será discutido na inédita reunião trilateral sobre a guerra

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky discursa durante uma coletiva de imprensa com o presidente dos EUA Donald Trump após conversas na residência de Trump em Mar-a-Lago, Palm Beach, Flórida, em 28 de dezembro de 2025. (Foto de Jim WATSON / AFP)/ AFP

Nesta sexta-feira (23), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que na reunião trilateral com as delegações ucraniana, russa e norte-americana, que acontece hoje nos Emirados Árabes Unidos, a questão do controle sobre os territórios será um dos temas discutidos.

“A questão do Donbass, território no leste da Ucrânia, incluindo as regiões de Donetsk e Lugansk, é fundamental”, declarou na coletiva de imprensa.

O encontro também foi confirmado pelo Kremlin durante a madrugada, depois da reunião em Moscou entre o presidente russo, Vladimir Putin, o enviado norte-americano Steve Witkoff e o genro de Donald Trump, Jared Kushner.

“Ficou acordado que a primeira reunião de um grupo de trabalho trilateral sobre questões de segurança será realizada hoje em Abu Dhabi. A equipe russa é liderada pelo general Igor Kostyukov, um alto funcionário do Estado-Maior”, informou o conselheiro da diplomacia da Rússia, Yuri Ushakov.

Por sua vez, Kiev será representada pelo secretário do Conselho de Segurança, Rustem Umerov, o chefe de gabinete Kyrylo Budanov, o vice-chefe de gabinete Serhiy Kyslytsia, e o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Andriy Gnatov.

Na delegação dos EUA além de Witkoff e Kushner, o conselheiro da Casa Branca Josh Gruenbaum também participa do encontro trilateral.