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Hospital do Nepal exibe centenas de cartazes com desaparecidos em enchentes

Mulher em pé frente a muro com cartazes de pessoas desaparecidas em Katmandu, Nepal, no domingo, 30 de agosto

No Hospital Universitário TU, na capital do Nepal, Katmandu, a parede externa foi coberta com centenas de cartazes de pessoas desaparecidas após as enchentes no país.

Na tarde deste domingo (30), mais de 2 mil nomes de pessoas desaparecidas haviam sido registrados, de acordo com a polícia no balcão de informações em frente ao hospital.

Famílias de todo o mundo têm chegado a Katmandu para tentar intensificar as buscas por seus parentes.

Uma equipe da CNN presente no local testemunhou como o muro estava tão repleto de fotos que algumas pessoas tiveram que escalá-lo para encontrar espaço para adicionar seus pôsteres.

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Trump diz que petróleo da Venezuela vai reabastecer reserva dos EUA

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse, neste domingo (30), que o petróleo da Venezuela proveniente do acordo anunciado recentemente será usado para reabastecer a Reserva Estratégica de Petróleo (SPR, na sigla em inglês), que foi drasticamente reduzida nos últimos anos em resposta às interrupções no fornecimento global e aos altos preços dos combustíveis.

Trump afirmou em uma publicação nas redes sociais que o processo de “atingir a altura máxima do poço” começará em breve, descrevendo o petróleo venezuelano como um “presente da Venezuela para o povo dos Estados Unidos”.

Não está claro com que rapidez o acordo com a Venezuela poderá fornecer petróleo para as reservas ou trazer benefícios a curto prazo para os motoristas americanos.

O acordo anunciado por Trump na sexta-feira tem o objetivo de revitalizar a debilitada indústria petrolífera venezuelana, mas exigirá investimentos significativos e obras de infraestrutura antes que a produção possa aumentar substancialmente.

A SPR detinha cerca de 290 milhões de barris em 21 de agosto, próximo da mínima em 44 anos, após os Estados Unidos reduzirem seus estoques durante os governos Biden e Trump em resposta às interrupções no fornecimento global, incluindo a invasão da Ucrânia pela Rússia e o conflito com o Irã.

Delcy diz que acordo com EUA preserva soberania da Venezuela

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou no sábado (29) que o acordo energético com os Estados Unidos permanecerá em vigor por 25 anos, com o objetivo de aumentar a produção de petróleo bruto para 1,5 milhão de barris por dia (bpd) e preservar a soberania do país sobre seus recursos naturais.

Em um pronunciamento no final da noite, Rodríguez elogiou o acordo como um pacto “histórico” que ajudaria a reativar a economia e impulsionar a receita do governo, afirmando que ele contribuiria para moldar o futuro do país.

Este projeto bilateral de 25 anos prevê o desenvolvimento de 17 campos petrolíferos estratégicos, com uma meta de produção superior a 1,5 milhão de barris por dia”, disse Rodríguez à emissora estatal VTV.

Esse valor se refere exclusivamente ao acordo bilateral entre a Venezuela e os Estados Unidos.”

Rodríguez acrescentou que a meta do acordo de 1,5 milhão de barris por dia era apenas um objetivo inicial e que o plano mais amplo também incluía o desenvolvimento de oito novos blocos de petróleo como parte de uma expansão mais abrangente do setor energético do país.

O presidente americano Donald Trump anunciou na sexta-feira (28) planos para que os EUA assumam o controle parcial das vastas reservas de petróleo da Venezuela, apostando que as empresas americanas podem ajudar a revitalizar a indústria energética debilitada do país sul-americano, ao mesmo tempo que fornecem uma nova fonte de petróleo bruto para ajudar a reduzir os preços dos combustíveis nos EUA.

Trump forneceu poucos detalhes sobre o acordo, dizendo apenas que os EUA garantiram o controle majoritário de mais de 65 bilhões de barris das reservas comprovadas de petróleo da Venezuela por meio de uma parceria com empresas privadas.

A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, mas produz apenas cerca de 1,25 milhão de barris por dia – muito abaixo de seu potencial – após anos de subinvestimento, má gestão e sanções.

Rodríguez afirmou que o acordo poderia gerar cerca de US$ 209 bilhões em receita para o Estado venezuelano, com base em um preço de referência do petróleo de US$ 65 por barril, embora tenha reconhecido que os preços do petróleo bruto podem flutuar.

Ela disse que aproximadamente US$ 19 de cada barril produzido e vendido sob o acordo iriam diretamente para a Venezuela, proporcionando um aumento significativo na receita do governo.

Ela afirmou que o país manteve a “propriedade e a soberania” sobre seus recursos naturais, “ao mesmo tempo que alavanca capital, tecnologia e experiência operacional para apoiar a recuperação de um setor estratégico que foi severamente afetado pelas sanções”.

No início da tarde de sábado, dezenas de grupos pró-governo se reuniram no centro de Caracas para protestar contra a presença dos EUA na Venezuela.

Após o anúncio de Trump, Rodriguez saudou o acordo, afirmando que ele impulsionaria o crescimento econômico e aumentaria a receita do governo.

Autoridades venezuelanas estão se preparando para assinar acordos na próxima semana, concedendo novos direitos de exploração e produção de petróleo a diversas empresas, incluindo empresas americanas.

Duas fontes próximas às negociações disseram na sexta-feira que a Chevron estava entre as empresas que deveriam finalizar as conversas para integrar suas joint ventures venezuelanas ao novo regime energético do país.

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Toffoli adia julgamento do registro de candidatura de Renan Santos e aponta indícios de ilicitude

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Dias Toffoli retirou de pauta o registro de candidatura de Renan Santos, do Missão, à presidência da República.

O procedimento que atesta a legalidade da candidatura começaria a ser julgado nesta segunda-feira (31) no plenário virtual.

Toffoli apontou indícios de ilicitudes por possível descumprimento de dispositivos da legislação eleitoral que obrigam os candidatos a informarem contas nas redes sociais utilizadas nas campanhas no momento de registro da candidatura.

O ministro afirmou, em despacho deste sábado (29) que Renan e seu vice, Aroldo Medina, apresentaram 18 contas nas redes sociais em documentos enviados à Corte em 19 de agosto. O pedido de registro havia sido apresentado dia 7.

Toffoli destaca que as informações complementares sobre contas nas redes sociais descumpriram dispositivos da legislação e de resoluções da TSE que obrigam os candidatos a comunicarem à Justiça Eleitoral sítios eletrônicos usados para propaganda eleitoral.

Segundo resolução do TSE, os endereços eletrônicos preexistentes não informados no registro, somente podem ser utilizados em campanha 48 horas após seu registro na Justiça Eleitoral.

“Constata-se que, em petições apresentadas em 19/8/2026, os candidatos componentes da chapa, Renan Antônio Ferreira dos Santos e Aroldo Medina informaram o total de 18 perfis em redes sociais, como complementação às informações do registro, enviado à Justiça Eleitoral em 7/8/2026. Tendo em vista haver, no registro dos candidatos, indícios de ilicitudes decorrentes do descumprimento aos arts. 57-B, IV e § 1º, da Lei nº 9.504/1997; 24, VIII, da Res.-TSE nº 23.609/2019; e 28, caput e § 1º-B da Res.-TSE nº 23.610/2019, determino a retirada do feito da pauta de julgamento” afirmou Toffoli.

Quem é Renan Santos

Renan Santos disputará a primeira eleição dele como candidato à Presidência e levará o partido Missão, criado em 2025, às urnas. Aos 42 anos, é empresário e ativista político, lidera o Movimento Brasil Livre (MBL), que ajudou a fundar em 2014. Estudou Direito na USP, sem concluir o curso.

O MBL teve origem nas manifestações pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT), em 2015 e 2016, e posteriormente se transformou em partido político.

Entre outras propostas, Renan defende condicionar a reeleição de prefeitos ao cumprimento de metas, substituir a CLT por um regime de negociação direta entre contratantes e trabalhadores e extinguir a Justiça do Trabalho.

Também propõe a criação de uma reserva nacional em criptomoedas, frentes de trabalho para reduzir a dependência do Bolsa Família e uma PEC para promover um corte radical de gastos públicos.

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No JN, Augusto Cury defende “Ministério da IA” e drones contra feminicídio

Augusto Cury em sabatina no Jornal Nacional

Candidato a presidente, o escritor Augusto Cury (Avante) defendeu o uso da tecnologia para resolver os principais problemas brasileiros. Durante sabatina no Jornal Nacional, na noite deste sábado (29), Cury elencou soluções com uso de inteligência artificial, drones e aplicativos no celular.

Ao ser questionado sobre corte de gastos, Cury falou em reduzir o número de ministérios e criar novas pastas, como um ministério ou secretária para inteligência artificial.

Cury afirmou que é preciso incentivar “pelo menos 10 mil jovens” a fazer doutorado na área de IA. “Já que não vamos criar as IAs, temos que ter os melhores pilotos”, disse.

Ainda sobre cortes de gastos, Cury afirmou que pretende reaver cerca de 50 mil cargos comissionados e “cortar o que não é essencial”. O escritor sugeriu usar IA para substituir os funcionários cortados.

Durante sabatina no JN, os jornalistas questionaram a proposta de Cury de usar um aplicativo de celular e drones com sirene e movidos por inteligência artificial como um mecanismo de combate ao feminicídio.

“Já pensou se nós usarmos tecnologia que é usada em outros países, que você vai com um drone, com sinal de alerta, até a casa do predador?”, completou.

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Governo Raquel aumentou pagamentos a cada ataque a João Campos, diz Metrópoles

A empresa controlada por um suposto operador de “gabinete do ódio” recebeu R$ 642 mil do governo de Pernambuco entre 2023 e 2026, mostram dados oficiais. Amisadai Andrade Silva afirma ter sido contratado para atuar em favor da gestão da governadora Raquel Lyra (PSD) e contra seu adversário, o ex-prefeito de Recife João Campos (PSB).

Apenas de janeiro a agosto de 2026, ano eleitoral, foram R$ 186 mil. Isso significou um aumento de 21% em relação aos R$ 153 mil pagos no mesmo período do ano passado.

Como mostrou o Metrópoles, Amisadai Andrade Silva é servidor da Caixa cedido à Secretaria de Turismo de Pernambuco. Em depoimento em vídeo obtido pela TV Record, ele contou que operava um “gabinete do ódio” para atacar a campanha do ex-prefeito de Recife, João Campos (PSB), adversário de Raquel Lyra na corrida ao governo estadual. Ele coordenava 300 perfis de redes sociais para criticar Campos e elogiar Raquel.

Raquel Lyra nega as acusações, chamando-as de “velhas práticas” do PSB.

Segundo o depoimento em vídeo, os pagamentos pelo chamado “gabinete do ódio” seriam feitos por meio de despesas de publicidade. Amisadai é o responsável pelo registro do site Portal de Prefeitura, que seria usado na rede do suposto “gabinete do ódio”.

A empresa que administra o site, a Portal Comunicação e Marketing Ltda – que está em nome de duas pessoas – recebeu pagamentos crescentes do governo pernambucano ao longo dos anos, mostram portais de transparência e diários da administração estadual. Conforme os ataques escalavam, os valores aumentavam.

Os pagamentos a Amisadai
Valores pagos à empresa, sem salários do servidor

Ano ……….. Valor pago (R$)
2023 …..….. 44.452,00
2024 ……..… 81.422,00
2025 …….… 330.287,00 (sendo 153.727,00 de janeiro a agosto)
2026* ……… 186.413,00
Total ….… 642.574,00

*Valores de janeiro a agosto. Fontes: Dados oficiais compilados pelo Metrópoles

Amisadai participou de reuniões na sede do governo, mostrou o Metrópoles. Parte dos pagamentos à empresa controlada por ele foi registrada após essas reuniões.

A governadora Raquel Lyra exonerou Amisadai no dia da veiculação da reportagem da Record. Ela negou as acusações.

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João Campos encerra agenda no Agreste com caminhada em Bonito

O candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), encerrou a agenda deste sábado (29) com uma caminhada em Bonito, no Agreste. O ato contou com a participação do prefeito do município, Dr. Ruy Barbosa, do candidato a vice-governador Carlos Costa, do deputado federal e candidato à reeleição Felipe Carreras, além de outras lideranças políticas.

Durante o evento, João Campos falou sobre sua experiência administrativa e defendeu medidas voltadas à geração de emprego e renda e à ampliação dos serviços públicos no Estado.

Em discurso, o candidato afirmou estar preparado para assumir o Governo de Pernambuco e fez críticas à postura de seus adversários, sem citar nomes.

“Eu me conheço e conheço o adversário. E eu não tenho dúvida: me dê serviço que eu dou conta. Eu não vou ficar reclamando da vida, jogando a culpa nos outros ou dizendo que a responsabilidade não é minha. Qualquer problema que tiver em Pernambuco, eu vou botar a cara, vou ter respeito e vou resolver”, afirmou.

João também defendeu a atração de investimentos e a geração de oportunidades no interior do Estado.

“A gente vai fazer tudo que precisa para botar a economia para girar, gerando emprego e renda. Quando a oportunidade não chega, a gente vai trabalhar muito para fazer ela chegar. Pernambuco precisa crescer por inteiro, e é isso que a gente vai fazer”, declarou.

Na área da saúde, o candidato citou propostas para o Agreste, entre elas a construção do Hospital da Criança do Agreste, em Caruaru, e a implantação de um serviço para tratamento de câncer na região. João também mencionou ações realizadas durante sua gestão à frente da Prefeitura do Recife.

“Eu trabalhei muito, muito. Era sábado, domingo, feriado. Se eu não tivesse trabalhado os quatro anos, Recife não teria sido a cidade do Brasil que mais abriu vagas de creche, nem teria feito o melhor hospital infantil do Nordeste, que é o Hospital da Criança. Eu vou fazer um igual aqui em Caruaru para o Agreste pernambucano, além de um serviço de tratamento de câncer”, disse.

O prefeito de Bonito, Dr. Ruy Barbosa, declarou apoio à candidatura de João Campos e mencionou sua relação com o ex-governador Eduardo Campos.

“Eu conheci o pai dele e construí uma amizade. Deus quis levá-lo, mas ficou o filho, esse menino que vai transformar Pernambuco. Tenho certeza de que João vai trabalhar para Bonito ficar cada vez melhor. Pernambuco só tem a crescer com João como governador”, afirmou.

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Cury promete cortar até 10 ministérios, mas não diz quais, e nega conflito ao defender telemedicina no SUS e ser ligado a empresa da área

Augusto Cury na bancada para entrevista com Renata Vasconcellos e César Tralli — Foto: Manoella Mello/Globo

O candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, concede neste sábado (29) entrevista à Globo.

Veja os principais destaques da entrevista com Augusto Cury:

Contas do governo

Augusto Cury defendeu taxar as empresas de bets como forma para reduzir o tamanho da dívida pública brasileira em até 3% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo ele, a dívida pública está em “números estratosféricos”.

“Eu taxaria as bets seriamente. Sabe quanto as bets pagam de imposto? Pagam 12%. Alimento, 18%. E, por incrível que pareça, luz, 30%, 33%. Se nós não taxarmos as bets… E deveríamos taxá-las, tá, é pelo menos com 50%, nós vamos ter uma economia muito grande. Talvez 40% a mais em relação aos 12%, 52% seria uma taxação razoável.”

Segundo o candidato, são necessárias “várias estratégias” para diminuir este valor. Ele citou o financiamento de 10 milhões de microempresas, “para poder aumentar a massa do pagamento de impostos”, uma auditoria “muito séria” na gestão pública, a revisão de 50 mil cargos comissionados e a revisão dos contratos públicos para “combater a corrupção”.

Corte de ministérios

Cury foi questionado sobre quais ministérios pretende extinguir, conforme previsto em seu plano de governo, mas disse que ainda seria feita uma “análise criteriosa”. Mesmo assim, afirmou que pretendia cortar de oito a dez ministérios para reduzir despesas.

O candidato também defendeu a criação de um Ministério da Segurança Pública e de uma secretaria executiva de Inteligência Artificial e Robótica.

“Se nós não tivermos uma secretaria executiva ou o Ministério da Inteligência Artificial e Robótica, o Brasil vai ser atropelado e pode ser que haja dezenas de milhões de desempregados, e ninguém fala sobre isso”, disse Cury. “Sim, nós vamos cortar, mas em algumas áreas nós temos que aumentar, e aumentar de maneira urgente.”

Arcabouço fiscal

Ao falar sobre o arcabouço fiscal, Augusto Cury afirmou que ainda estudava eventuais mudanças nas regras e evitou antecipar uma proposta. O candidato disse que seria “eleitoreiro” prometer alterações antes da conclusão dos estudos e defendeu a responsabilidade fiscal como condição para a redução da taxa Selic.

Cury afirmou que pretendia aumentar a tributação das bets e digitalizar a máquina pública, com uso de inteligência artificial e sem novas contratações, para ampliar receitas e reduzir despesas. Segundo ele, essas medidas poderiam gerar entre R$ 150 bilhões e R$ 200 bilhões.

“Eu não posso me antecipar. Seria ingênuo e até eleitoreiro, seria populista falar de uma mudança”, afirmou.

Salário mínimo

Sobre o salário mínimo, Augusto Cury defendeu a reposição da inflação mais um ganho real de 1% ao ano e afirmou que esperava elevar o piso entre 50% e 60% ao fim de quatro anos. O candidato disse ainda que pretendia fazer o salário mínimo passar dos atuais US$ 300 para US$ 600 em um período de oito a dez anos.

“Nós esperamos que, no final de quatro anos, 48 meses, nós tenhamos, se for juros compostos, talvez 50%, 60% de aumento do salário mínimo”, afirmou.

Cury disse que o ganho real seria viabilizado pelo controle das contas públicas e pelo aumento da eficiência da máquina pública. Segundo ele, a elevação do poder de compra ajudaria a fortalecer a classe média. “Sem uma classe média robusta, não vai funcionar adequadamente o comércio, não vai ter consumidores”, disse.

Atendimento por telemedicina no SUS

Ao defender a proposta de fazer com que 80% das consultas básicas do Sistema Único de Saúde (SUS) sejam realizadas por teleatendimento, Augusto Cury citou sua experiência como médico. A medida esbarra em regra do Conselho Federal de Medicina (CFM) que impede a substituição de consultas presenciais por telemedicina nesses termos. O candidato não citou estudos ou experiências concretas que embasassem a meta de 80%.

“Eu sou médico, você esqueceu disso? Eu sou médico, eu vivo a medicina, trabalho com médicos, dou treinamentos para médicos”, afirmou. “O Conselho Federal de Medicina precisa ser atualizado, há uma revolução tecnológica sem precedente. Eu quero dizer que eu respeito o CRM, eu respeito o Conselho Federal também de Medicina, mas o mundo está mudando de maneira tão rápida que nem os médicos estão acompanhando.”

Segundo o plano de governo de Cury, apenas os atendimentos mais complexos seriam realizados presencialmente. Em 2025, o Brasil registrou 31 milhões de consultas de atenção primária em todo o país.

“Nós sabemos hoje que a telemedicina, se for robusta, inteligente, com inteligência artificial, com médicos capazes, oferecendo atendimento 24 horas por dia, você pode atender uma criança com diarreia e vômito de madrugada, na periferia”, disse.

Questionado sobre o fato de ser embaixador de uma empresa de telemedicina e de ter sido sócio dela até 2023, Cury negou “em hipótese alguma” haver conflito de interesses entre essa relação e sua proposta para o SUS. “Representa que eu já tive experiência aplicando nessa telemedicina, que não tenho mais nenhuma relação”, afirmou.

Previdência

Augusto Cury afirmou que não faria uma nova reforma da Previdência caso fosse eleito e defendeu aumentar “dramaticamente” a produtividade para enfrentar o déficit do sistema. Ele reconheceu que o país enfrenta um “problema previdenciário gravíssimo” e citou a perda do bônus demográfico.

“Eu não sou a favor de uma nova reforma em hipótese alguma, mas sou a favor de aumentar dramaticamente a produtividade, usando inteligência artificial e robótica e também preparando as empresas para serem 4.0”, afirmou.

Cury também defendeu estimular o empreendedorismo como forma de ampliar o número de contribuintes da Previdência e disse que o país precisaria ter pelo menos 10 milhões de microempresas. Para incentivar esses negócios, propôs dividir o BNDES em duas frentes: uma voltada às grandes empresas e outra às microempresas.

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Raquel Lyra cumpre agenda em Vitória de Santo Antão ao lado de Joaquim Lira e Aglailson Victor

A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), cumpriu agenda de campanha neste sábado (29), em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata de Pernambuco. Ela participou do lançamento da candidatura à reeleição do deputado estadual Joaquim Lira (PV) e, em seguida, de uma carreata com o deputado estadual e também candidato à reeleição Aglailson Victor (PSD).

Durante os atos, Raquel destacou ações do Governo de Pernambuco no município e afirmou que Vitória de Santo Antão vem recebendo investimentos em áreas como educação, infraestrutura e abastecimento de água.

“Quando assumimos o Governo de Pernambuco, pegamos uma casa muito desarrumada. Era um governo que estava na televisão, mas que não chegava na vida do povo. Vitória de Santo Antão está recebendo o maior investimento da sua história e voltou a entrar no mapa do Governo de Pernambuco. Estamos construindo uma Escola Técnica Estadual, investindo em pavimentação e levando água para o nosso povo”, declarou.

Raquel também manifestou apoio às candidaturas de Joaquim Lira e Aglailson Victor à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

Joaquim Lira afirmou que pretende continuar trabalhando em parceria com a governadora. “Hoje, Pernambuco, em todos os seus recantos, tem uma obra do Governo de Pernambuco. Raquel sempre olhou para o Estado do Sertão ao cais, cuidando de cada região. Estou pronto para seguir servindo meu povo na Alepe e continuar trabalhando ao lado da governadora”, disse.

Aglailson Victor também reforçou o apoio à candidatura de Raquel. “Estamos juntos, Raquel. O povo de Vitória de Santo Antão está com a senhora. Vamos por mais quatro anos representar a nossa população na Assembleia”, afirmou.

Participaram ainda do lançamento da candidatura de Joaquim Lira o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula; o deputado federal e candidato ao Senado Túlio Gadêlha (PSD); o deputado federal e candidato à reeleição Clodoaldo Magalhães (PV); além dos prefeitos Araújo, de Amaraji; George de Sidney, de Granito; Jogli Uchoa, de Araçoiaba; e vereadores da região.

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Jornalista aponta possível rompimento de Zé Negão com Danilo Simões para apoiar Miguel Coelho

Quem fez o acordo que diga à população como foi”, diz Zé Negão – Nill Junior

Rumores sobre um possível rompimento político entre Zé Negão e Danilo Simões ganharam força nas últimas horas em Afogados da Ingazeira. As especulações apontam para uma eventual mudança de apoio de Zé em direção a Miguel Coelho.

Procurado pelo blog de Nill Júnior, Zé Negão confirmou que foi procurado por Fernando Bezerra Coelho para discutir um possível apoio ao filho. Apesar da conversa, afirmou que, até o momento, continua alinhado politicamente com Danilo Simões.

Zé, entretanto, não escondeu divergências em relação à condução da campanha. Segundo ele, uma das insatisfações está relacionada ao que considera uma atuação mais reservada de Danilo, concentrada principalmente entre Afogados da Ingazeira e Recife. A postura, de acordo com Zé, tem provocado cobranças de integrantes da base.

Outro ponto citado envolve o apoio de Zé Negão a Marconi Santana. Ele relata que essa posição teria provocado desconfortos dentro do grupo, mencionando como exemplos o fato de não ter sido convidado para um adesivaço e dificuldades enfrentadas por aliados que votam em Marconi para utilizar o transporte destinado à convenção de Raquel Lyra.

Apesar das divergências externadas e da investida de Fernando Bezerra Coelho, Zé Negão afirma que não há, neste momento, uma decisão de romper com Danilo Simões.

Ele garantiu ao blog de Nill Júnior que, caso haja qualquer mudança em seu posicionamento político, fará a comunicação oficialmente.

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A minh’alma tem sede de vós, como a terra sedenta, ó meu Deus!

Cor Litúrgica: Verde

22º Domingo do Tempo Comum | Domingo


Naquele tempo, 21 Jesus começou a mostrar a seus discípulos que devia ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da Lei, e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia. 22 Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo, dizendo: “Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isso nunca te aconteça!” 23 Jesus, porém, voltou-se para Pedro, e disse: “Vai para longe, satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas sim as coisas dos homens!” 24 Então Jesus disse aos discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. 25 Pois, quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. 26 De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida? 27 Porque o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta”. (Mt 16,21-27).

Estimados leitores, neste domingo, Dia do Senhor, último do mês das vocações, celebramos o Dia do Catequista, como forma de reconhecer e agradecer a vocação e o serviço na transmissão da fé.

No Evangelho deste domingo, Jesus nos apresenta o caminho do verdadeiro discípulo: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga.”

Vemos que os discípulos, mesmo convivendo diretamente com Jesus, tiveram muitas dificuldades em entender o seu messianismo. Na mente deles, Jesus não deveria aceitar um desfecho tão trágico para a sua vida. A revelação da sua morte de cruz soou para eles como um fracasso.

Pedro, ao querer eliminar a cruz do caminho de Jesus, pouco depois de professar a sua fé, reconhecendo-o como o Filho do Deus vivo, demonstrou ainda não estar totalmente preparado para assumir o seu legado, dando a entender que ele ainda carregava consigo a mentalidade do mundo, alimentando dentro de si a ideia de um Messias glorioso, porém sem a cruz.

Jesus, conhecedor das fraquezas humanas, percebe de imediato a dificuldade dos discípulos em aceitar o desafio da cruz e repreende Pedro severamente: “Vai para longe, Satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas sim as coisas dos homens.”

Seguir Jesus não significa escolher sempre o caminho mais fácil. Significa colocar nossa vida a serviço, abrir mão do egoísmo e aprender a amar como Ele amou. A renúncia de que Jesus fala não é deixar de ser quem somos, mas deixar de colocar o “eu” no centro, para que Deus e o irmão tenham lugar em nosso coração.

Neste domingo, em que celebramos as vocações, somos convidados a perguntar: Senhor, qual é a minha missão? Onde posso servir? Toda vocação nasce de um chamado de Deus e se realiza quando respondemos com generosidade.

Que Jesus fortaleça todos os catequistas, celebrados neste domingo, e faça de cada um de nós discípulos missionários, dispostos a renunciar ao egoísmo, carregar nossas cruzes com fé e seguir seus passos.

Que possamos renovar o nosso “sim” a Deus e lembrar que toda vocação é um chamado para amar e servir.

Tenham todos um abençoado domingo!


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

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Lula afirma que o Congresso aprovará fim da 6×1 e nenhum país vai “meter o bedelho” no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste sábado, 29, que o Congresso aprovará na próxima semana a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1. Também defendeu a soberania nacional e disse que enquanto for presidente nenhum governo estrangeiro vai “meter o bedelho nesse País”.

Nós vamos aprovar nesta semana o fim da escala 6×1, para que mulheres e homens tenham mais tempo de cuidar de suas vidas, de cuidar das crianças, de passear e de namorar também“, afirmou.

Lula participou de um ato em Belo Horizonte voltado à participação feminina na política. Estiveram presentes as ministras mulheres do governo, entre elas a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, e da Gestão, Esther Dweck, e candidatas ao Senado em todo o País, como Marília Arraes (PDT) e Eliziane Gama (PT).

Os dois assuntos (defesa da soberania e fim da escala 6×1) estão entre os principais da campanha de Lula. Na entrevista que deu à TV Globo nesta semana, o petista acabou deixando-os de lado em meio às perguntas sobre as investigações contra seu filho Fábio Luís Lula da Silva e seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro.

O presidente se reuniu com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), nesta semana. Discutiram, entre outros assuntos, a PEC do fim da 6×1 e acordaram dar andamento ao texto. A proposta está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O relator, Omar Aziz (PSD-AM), apresentou um relatório favorável ao texto aprovado na Câmara.

Tanto no momento em que falou sobre o fim da escala 6×1 quanto quando falou sobre soberania, Lula foi aplaudido pelos presentes. Disse que quer que o Brasil seja um “País desenvolvido” ao final de um eventual quarto mandato e “respeitado”.

“Estou determinado, ao terminar meu próximo mandato o Brasil vai ser considerado um País desenvolvido. Não vai dever nada à China. Se é isso que vocês desejam, fiquem certos, eu dedicarei cada minuto da minha vida para que a gente possa deixar esse País com uma juventude mais bem informada e melhor remunerada, e com o País sendo respeitado. Enquanto o Lula for presidente, nenhum governo estrangeiro meterá o bedelho nesse País“, declarou.

O presidente da República cobrou que as mulheres votem em candidatas mulheres e que se comprometam com as pautas de defesa dos direitos das mulheres. Afirmou que elas devem aproveitar o fato de que são a maioria da sociedade.

Exerçam sua maioria. Deus já fez de vocês a maioria da população”, afirmou. Lula também fez o mesmo apelo aos trabalhadores. Disse que “quando eu vejo um pobre defendendo um rico, fico pensando: ‘O que ele pensa?'”

Lula também falou que “a participação de mulheres em cargos de gestão. no governo passado, era de 29%, e agora são 38%“. “E é pouco, precisamos chegar a 50% ou mais”, disse, sob os olhares da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja.

O petista fez referência à sua mãe, a Dona Lindu, figura sempre presente em seus discursos, e disse que ela é “a heroína da minha vida“. Também mencionou o Pacto Nacional contra o Feminicídio, levado adiante por seu governo junto aos demais Poderes da República. Segundo ele, desde que o pacto foi assinado, o governo aprovou 11 leis e assinou quatro decretos e três portarias sobre o assunto. Disse que “fizemos mais do que já havia sido feito no combate ao feminicídio“.

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João Campos faz panfletagem na Feira de Caruaru e destaca propostas para o Agreste

O candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), realizou, neste sábado (29), uma panfletagem na Feira de Caruaru, no Agreste do Estado. Durante a agenda, o candidato conversou com comerciantes e feirantes e apresentou compromissos de campanha para a região.

João esteve acompanhado do candidato à reeleição ao Senado, Humberto Costa (PT), do candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos), além de lideranças políticas e apoiadores.

Hoje é aqui na Feira de Caruaru, a gente conversando com as pessoas, firmando compromisso, porque aqui está um time que sabe fazer. Fiz pelo Recife, agora vamos fazer por Caruaru e Pernambuco”, afirmou João Campos.

Durante a passagem por Caruaru, o candidato também voltou a defender a construção do Hospital da Criança do Agreste, proposta apresentada pela campanha com o objetivo de ampliar o atendimento pediátrico especializado na região.

A Feira de Caruaru, reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural do Brasil, reúne diferentes segmentos comerciais e constitui um dos principais polos de comércio e geração de renda do Agreste pernambucano.

Após a panfletagem, João Campos participou da inauguração do comitê do candidato a deputado estadual Zé Queiroz (MDB), também em Caruaru. O evento reuniu apoiadores, lideranças políticas e integrantes da Frente Popular de Pernambuco.

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Raquel Lyra faz caminhada na Comunidade do Bode e destaca ações realizadas na localidade

A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), participou, neste sábado (29), de uma caminhada na Comunidade do Bode, no bairro do Pina, no Recife. A agenda reuniu moradores, comerciantes, apoiadores e lideranças políticas.

Durante o ato, Raquel destacou ações realizadas pelo Governo do Estado na comunidade, entre elas a regularização fundiária, com a entrega de títulos de propriedade, e reformas de imóveis por meio do programa Reforma no Lar.

Um agradecimento imenso a toda comunidade que abraçou a mim e a Priscila desde o primeiro momento, quando muito poucos acreditavam que duas mulheres pudessem chegar ao Governo de Pernambuco. A gente vai fazer nossa campanha com o coração na mão e vocês serão nossa voz para continuar trabalhando pelo nosso Estado, com ações que já realizamos aqui, como entrega de escrituras públicas e reformas no lar”, afirmou a candidata.

Segundo informações divulgadas pela campanha, a gestão estadual também implantou na localidade um espaço do programa PE na Comunidade, iniciativa voltada à oferta de atendimentos e orientações sobre políticas públicas.

Raquel esteve acompanhada da candidata a vice-governadora, Priscila Krause (PSD), e dos candidatos ao Senado Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP). Também participaram candidatos a deputado federal e estadual e a prefeita de Olinda, Mirella Almeida.

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Análise: Lula e Flávio travam duelo entre experiência e energia na TV

Na estreia da propaganda eleitoral gratuita na TV, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), líderes da corrida presidencial, travaram um duelo em busca dos indecisos para mostrar quem tem mais capacidade de enfrentar os principais problemas do país.

O petista apostou na experiência e nas entregas de seu governo, enquanto o primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro buscou se apresentar para além da imagem do pai, ao destacar sua trajetória política como deputado estadual e senador.

Lula, que busca o quarto mandato aos 80 anos, relembrou entregas de suas gestões e disse que chega a esta campanha “mais forte e mais preparado do que nunca” para avançar. Já Flávio, que disputa a Presidência pela primeira vez aos 45 anos, afirmou ter se preparado “a vida toda” e estar “pronto para fazer o Brasil vencer”.

As duas campanhas pretendem travar uma disputa entre experiência e energia para conduzir o Brasil nos próximos quatro anos.

Na batalha para reduzir a rejeição, o petista apostou no tom emocional com a leitura de uma carta dirigida ao Lula do passado, na qual citou a defesa da democracia e da soberania.

Lembro como se fosse ontem: vai dar tudo certo. Não vai ser fácil, vai ter perseguição, vão atentar contra nossa soberania, vai ter gente rica torcendo para você não aguentar, mas você nunca vai abrir mão da sua dignidade. Aguenta, companheiro, que o povo vai vencer! A democracia vai voltar, vai ajudar a escrever a Constituição, vai ganhar uma, duas, três eleições para presidente e vamos ganhar mais uma”, disse o presidente.

Por sua vez, em busca da imagem de um Bolsonaro moderado e de olho no eleitorado feminino, Flávio falou das duas filhas, da mulher, Fernanda, e da mãe, a candidata a deputada federal Rogéria Bolsonaro. As quatro tiveram mais espaço na propaganda do que o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso por tentativa de golpe de Estado.

Todo mundo conhece meu pai. Mas minhas filhas, minha esposa e minha mãe me fizeram ser assim, do jeito que eu sou. Meu pai vivia trabalhando muito. Eu passava mais tempo com a minha mãe. Ela me passou a visão de mundo dela, o jeito dela, a sensibilidade dela”, disse.

Os dois candidatos também deram espaço à segurança pública e à economia. Flávio retratou um país dominado por facções, com empresas quebrando e famílias endividadas, e prometeu “vencer o crime”, valorizar os policiais e fortalecer as mulheres. Lula destacou a retomada de programas sociais, defendeu imposto zero e maior cobrança sobre os super-ricos e prometeu combate firme às facções e à violência contra as mulheres, além de geração de empregos, defesa da soberania e incentivo às empresas de tecnologia.

Já os candidatos Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) aproveitaram o espaço para tentar romper a polarização e ser notados pelo eleitor.

Caiado, que precisa vencer o desconhecimento nacional, exaltou sua biografia e os 35 anos de trajetória política e disse ter sido o primeiro a enfrentar o PT. O ex-governador usou os dois mandatos à frente de Goiás para vender a imagem de “coragem” para mudar o Brasil, citando principalmente as ações na área de segurança pública.

A omissão, a conivência e a incompetência dos que governam este país há 20 anos trouxeram o Brasil para esta situação, em que o crime domina, você não pode andar na rua com o celular na mão e não sabe se vai conseguir pagar as contas no final do mês. Coragem para tirar o Brasil desta grave situação eu tenho”, disse Caiado.

Cury, com apenas 35 segundos na TV, começou o programa com imagens e sons de barulho, que cessaram quando ele bateu a mão no sofá em que estava sentado. A ideia foi atrair o eleitor cansado da disputa política.

É isso que vocês querem? Mais quatro anos disso? Ou a gente para de gritar, senta, se escuta e cura este país?”, afirmou.

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Nepal e China lutam para encontrar quase 3 mil desaparecidos após tragédia

Busca pelos desaparecidos foi agravada pelo temor de novas inundações nas áreas afetadas, devido à formação de grandes represas de água/AFP

As equipes de resgate no Nepal e na China continuam com seus esforços, neste sábado (29), para localizar milhares de pessoas após o deslizamento de terra mortal que atingiu uma região fronteiriça do Himalaia esta semana, soterrando bairros inteiros.

O número de desaparecidos subiu para quase 3.000 (2.426, incluindo centenas de estrangeiros, em território nepalês, e 556 no lado chinês), de acordo com dados oficiais de ambos os países.

Enquanto isso, 682 corpos foram recuperados; 675 deles no lado nepalês e 7 no território chinês do Tibete, que é em grande parte inacessível a jornalistas estrangeiros.

Além disso, sete corpos encontrados dezenas de quilômetros rio abaixo, no norte da Índia, estão sendo identificados e podem ser adicionados à lista de vítimas do desastre.

As equipes de resgate trabalham em condições extremamente difíceis devido à espessa camada de lama que cobre as áreas afetadas.

Kawan Koirala, membro da Equipe de Resposta a Desastres do Nepal, explicou que os esforços de busca avançam com dificuldade.

As pessoas querem recuperar os corpos de seus parentes, vivos ou mortos, mas não conseguimos encontrá-los (…) elas só veem a lama“, disse à AFP, visivelmente exausto após uma jornada de trabalho de 18 horas.

É muito traumático para mim também. É a primeira vez que vejo algo assim. Tem lama por toda parte. Já tivemos enchentes no Nepal antes, mas não como esta“, acrescentou.

Na quarta-feira (26), uma enorme avalanche de lama, atribuída ao colapso de uma geleira, soterrou casas, destruiu pontes e arrastou veículos tanto no Nepal quanto na região autônoma chinesa do Tibete.

Embora a causa exata do colapso ainda não esteja clara, as mudanças climáticas provocam o derretimento de geleiras em todo o mundo, aumentando o risco de desastres como esse.

Busca desesperada de familiares

Em uma região onde há grandes projetos de infraestrutura energética, a autoridade de gestão de desastres do Nepal adicionou 933 trabalhadores à sua lista de desaparecidos.

Essa lista já incluía dezenas de excursionistas e peregrinos que se dirigiam ao sagrado monte Kailash, no Tibete.

Aqueles que conseguiram escapar com vida dizem ter perdido tudo e agora enfrentam uma espera angustiante para saber o destino de seus entes queridos desaparecidos, além da perspectiva de reconstruir suas vidas do zero.

Todos os assentamentos perto do rio foram destruídos. Não sobrou nada“, disse o sobrevivente Buddhi Ram Dangol à AFP.

Em uma base militar em Bidur, que está sendo usada como centro de operações de resgate, parentes se aglomeravam em torno de listas de sobreviventes coladas em uma parede.

Vim aqui procurar meu filho“, disse Kalka Sharda. “Ele trabalhava na usina hidrelétrica, mas não consigo encontrar o nome dele, e as autoridades não dizem nada.”

Uma das principais operações de resgate está concentrada em uma usina hidrelétrica, onde cerca de 100 pessoas permanecem presas em um túnel desde o desastre.

O gabinete do primeiro-ministro nepalês informou que as equipes de emergência começaram a “remover lama e escombros” para desobstruir a entrada do túnel e facilitar o acesso dos sobreviventes.

Além disso, uma unidade indiana especializada em resgates em túneis chegou à região para auxiliar nas operações.

Trauma “enorme”

A busca pelos desaparecidos foi agravada pelo temor de novas inundações nas áreas afetadas, devido à formação de grandes represas de água.

Além disso, em algumas áreas afetadas, a devastação generalizada causa a escassez de alimentos e água potável.

As autoridades também indicaram que resgataram 555 turistas e 499 residentes chineses que estavam isolados naquela região autônoma.

O trauma causado pela catástrofe é “enorme”, com cerca de 93.000 pessoas potencialmente afetadas, disse a Cruz Vermelha, acrescentando que o número de mortos deve continuar aumentando.

“Vários bilhões de dólares”

Entre os desaparecidos na fronteira estão dezenas de devotos hindus de todo o mundo, muitos dos quais estavam em peregrinação ao monte Kailash, no Tibete.

Sivaranjani Muthunathan viajava de ônibus com outras 56 pessoas em direção à fronteira com a China quando ficaram presos no que pensavam ser um engarrafamento.

De repente, havia neblina, fumaça, algo que pareceu nos engolir“, disse Muthunathan, de 46 anos, à AFP na sexta-feira (28).

Ela mostrou um vídeo que gravou em seu celular, retratando uma torrente correndo em sua direção.

O ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shisir Khanal, estimou que a reconstrução das regiões devastadas e da infraestrutura custará “vários bilhões de dólares”.

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