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PoderData/Aya: Flávio tem 45% contra 44% de Lula no 2º turno

Divulgada nesta quinta-feira (3), a mais recente pesquisa PoderData para as eleições presidenciais mostra um cenário de empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na simulação principal de segundo turno.

O parlamentar aparece numericamente à frente, com Flávio marcando 45%, enquanto o petista registra 44% das intenções de voto. Como a diferença de um ponto é inferior à margem de erro do levantamento, os dois candidatos encontram-se rigorosamente empatados.

Os votos em branco e nulos somam 8%, e os eleitores que não souberam ou não quiseram responder representam 3%.

O levantamento foi realizado em meio as novas revelações do caso Master, envolvendo Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes. As novas informações vieram à público após o ministro do Supremo, André Mendonça, que também é relator do caso, retirar o sigilo da ação que apura troca de mensagens entre o empresário e o magistrado.

Avaliando os dados ao longo do tempo, nota-se uma inversão numérica recente na disputa principal. No levantamento anterior, do final de agosto, o atual presidente marcava 45% contra 44% do senador.

Outros cenários

O levantamento testou ainda outras três simulações de confronto direto. Já em um cenário com o ex-governador Romeu Zema (Novo-MG), Lula atinge 44% contra 42% do ex-governador mineiro. Trata-se de uma vantagem numérica do petista que fica logo acima do limite da margem de erro, com 12% de brancos e nulos e 2% de indecisos.

Na simulação contra o também ex-governador Ronaldo Caiado (União-GO), o quadro de pontuação se repete estritamente. O atual presidente anota 44% ante 42% de Caiado, configurando o mesmo distanciamento numérico de dois pontos. Neste cenário, os votos brancos e nulos são 11%, e os que não sabem somam 2%.

Por fim, em um eventual embate contra Renan Santos (Missão), o petista aparece com 44%, enquanto o adversário soma 39% do eleitorado, marcando a maior diferença entre as simulações estimuladas. Nesta hipótese, o índice de brancos e nulos sobe para 15%, e os indecisos mantêm-se em 3%.

Metodologia

A pesquisa PoderData/Aya ouviu 3.000 pessoas em 716 municípios das 27 unidades da federação, entre os dias 30 de agosto e 2 de setembro.

A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa foi feita com recursos do próprio instituto e o registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-07561/2026.

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Dark Horse: PGR fecha delação com empresário ligado a fundo nos EUA

PGR fecha delação com empresário que fez repasses ligados ao filme “Dark  Horse” - NC News

A PGR (Procuradoria-Geral da República) fechou um acordo de delação premiada com o empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, dono da Entre Investimentos e Participações.

A empresa de Freixo seria utilizada para repasses do banqueiro Daniel Vorcaro para a produção de “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Os pagamentos eram feitos ao Havengate Development Fund, um fundo americano que administrava o dinheiro para o “Dark Horse” e encaminhava os recursos para a Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme.

O fundo, sediado no Texas, teria como um dos administradores Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

A colaboração premiada é primeira envolvendo o caso Dark Horse e a segunda ligada à fraude financeira do Banco Master. Como a CNN mostrou, João Carlos Mansur, dono da gestora Reag, também fechou acordo com a PGR.

Após a assinatura do acordo com a PGR, o próximo passo é o envio da proposta de colaboração para o ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF (Supremo Tribunal Federal) e do inquérito sobre o financiamento do “Dark Horse”. O ministro deve avaliar a possível homologação do acordo.

As investigações do caso “Dark Horse” apuram se houve irregularidades no financiamento do filme e se todo o dinheiro repassado por Vorcaro foi direcionado para a produção. Uma das suspeita é que parte dos recursos possam ter sido direcionados para Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado. O ex-deputado nega ter recebido repasses.

As parcelas pagas por Vorcaro para a produção do “Dark Horse” foram negociada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência.

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Em áudio, Nikolas chama Vorcaro de ‘lindão’ e pede liberação de ativo de minério

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu que o banqueiro Daniel Vorcaro ajudasse seu advogado e ex-assessor de seu gabinete, Thiago Rodrigues de Faria. Nas palavras do deputado bolsonarista, era necessária ajuda do dono do banco Master para liberar “um ativo de minério”. No áudio, enviado no dia 30 de março de 2025, ao qual a coluna teve acesso com exclusividade, Nikolas chama o banqueiro de “Dani” e de “lindão” e diz que “quer ter mais proximidade” com Vorcaro.

No áudio, Nikolas diz: “Ei Dani, tudo bom? Como você está? Como estão as coisas aí? Desculpa te incomodar num domingo aí, é jogo rápido, também não quero tomar muito seu tempo. É o seguinte, meu amigo, meu advogado, enfim, irmão meu aqui, comentou comigo e falou daqui do seu nome. Eu falei: ‘não conheço o Dani, enfim, não tenho a proximidade assim, até mesmo a que eu queria ter, enfim, de conversar e trocar ideia, mas eu o conheço.’ Ele falou: ‘cara, tô com um ativo minerário lá, inclusive já passou pela ficha técnica, o pessoal técnico dele, enfim, tá pendente lá, tem algumas pessoas que sabem disso lá na empresa.’ E eu falei: ‘não, ué, eu posso dar um toque nele’. Então assim, não sei nem do que se trata, mas enfim é como é uma pessoa, enfim, que eu confio totalmente, tô passando aí pra você, pra se for do teu interesse, passar o contato dele aqui pra vocês tocarem isso, beleza? No mais, qualquer coisa tô aqui à disposição”

Nikolas envia o áudio e Vorcaro responde minutos depois com um áudio de visualização única. Na sequência, Nikolas agradece e envia o contato de Thiago Faria. Vorcaro então responde: “Amém irmão. Estamos na guerra juntos”. Nikolas escreve que vai “dar banho na pequena agora” e completa na sequência: “pra amanhã voltar pra guerra”. A conversa termina com Vorcaro dizendo ao deputado para “Thiago me chamar”.

No dia seguinte, 1 de abril de 2025, Nikolas avisa que Thiago estará em Brasília e “qualquer horário ele estará disponível”. O banqueiro responde um dia depois dizendo: “Deixa comigo”.

Pelo conjunto de mensagens, não é possível saber se Vorcaro ajudou no pedido do assessor de Nikolas. No áudio enviado ao banqueiro, Nikolas também fez questão de se desculpar com Vorcaro por postagens que haviam gerado críticas do dono do Master a ele em abril de 2024 quando o deputado criticou um evento financiado pelo banco em Londres e que contou com a presença de ministros do STJ, STF e TSE.

Na mensagem de áudio, Nikolas também reiterou o arrependimento a Vorcaro: “Troquei ideia lá com o Pastor Valadão naquela época, lá naquela postagem, eu falei: ‘Pastor, eu não fazia ideia que era este o Banco do Dani etc. e tudo, se não, obviamente eu não teria postado, já teria conversado anteriormente’, mas enfim, acabou que a palavra dita não tem como voltar, né? Mas espero que tenha sido esclarecido, enfim, depois vamos marcar da gente se encontrar também, tá bem? Um abraço, lindão.”

A coluna enviou cinco perguntas para Thiago Faria e Nikolas. Faria disse que Nikolas está em campanha e não iria incomodá-lo. “Essas perguntas são nada a ver”, disse. “O Vorcaro é de Belo Horizonte e eu sou de Belo Horizonte e a gente conhece todo mundo. Uma vez eu, enfim, tinha um ativo minério porque eu trabalho nessa área de mineração e mandei um ativo minerário pra todo mundo de um contrato que todo mundo sabe que já saiu de uma pessoa que teve um problema e ao qual eu nunca fui chamado para depor na PF porque eu não tenho nada a ver com isso”, finalizou Faria, em um áudio enviado para a coluna.

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Raquel Lyra anuncia concurso para mais de 3,9 mil profissionais da segurança em Pernambuco

A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), anunciou nesta quarta-feira (2) a realização de novos concursos públicos para contratação de mais de 3,9 mil profissionais da área de segurança pública no Estado. O anúncio foi feito durante caminhada de campanha no bairro do Ipsep, no Recife.

Vai ter concurso para mais 3.900 profissionais de segurança, batalhão de polícia, viatura nova e sabe mais o quê? Laranjinhas nas ruas fazendo história”, afirmou Raquel, ao mencionar medidas previstas para reforçar a segurança pública.

Durante o ato, a candidata também comentou a disputa eleitoral e afirmou que pretende manter o foco na campanha pela reeleição. “Vocês têm visto que querem desviar a gente do nosso foco. Ninguém desvia, não. Mainha enverga, mas não quebra. A gente veio aqui fazer história e vamos construir a maior vitória política que Pernambuco já viu”, declarou.

A caminhada aconteceu pela Rua Jean Emile Favre, uma das principais vias do Ipsep. Raquel percorreu o local acompanhada da candidata a vice-governadora, Priscila Krause (PSD), e dos candidatos ao Senado Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP).

Também participaram da agenda o ex-prefeito de Petrolina e candidato a deputado federal Miguel Coelho (UB), a candidata a deputada federal Nanda Chagas (PSD), além dos candidatos a deputado estadual Jarbas Filho (PSD), Carlos Braga (PSD), Ni do Badoque (PSD), Renato Antunes (Novo), Negra Linda (PSD) e Odete Carneiro (PSD).

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Real Time Big Data: Marília lidera para o Senado, e Mendonça passa Humberto Costa

Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (3) aponta Marília Arraes (PDT) na liderança da disputa pelo Senado em Pernambuco, com 29% das intenções de voto. O levantamento também mostra Mendonça Filho (PL) à frente de Humberto Costa (PT) na corrida pela segunda colocação.

Mendonça aparece com 20%, enquanto Humberto registra 19%. A diferença entre os dois é de apenas um ponto percentual e está dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais.

Na sequência aparecem Eduardo da Fonte (PP), com 13%, e Túlio Gadêlha (PSD), com 12%. Carlos Sant’Anna (Novo) e Paulo Rubem Santiago (Rede) têm 1% cada.

Confira os números para o Senado:

Marília Arraes (PDT): 29%
Mendonça Filho (PL): 20%
Humberto Costa (PT): 19%
Eduardo da Fonte (PP): 13%
Túlio Gadêlha (PSD): 12%
Carlos Sant’Anna (Novo): 1%
Paulo Rubem Santiago (Rede): 1%
Branco/Nulo: 3%
Não sabe/Não respondeu: 2%

A Real Time Big Data ouviu 1.600 pessoas por telefone e pela internet entre 29 de agosto e 2 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-09116/2026.

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Real Time Big Data mostra empate entre Raquel Lyra e João Campos em Pernambuco

Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (3) aponta empate entre Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) na disputa pelo Governo de Pernambuco. Os dois aparecem com 43% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno.

Na sequência, Renan Hallais (Missão) registra 4% e Ivan Moraes (PSOL), 2%. Outros candidatos somam 1%. Brancos e nulos representam 4%, enquanto 3% não souberam ou não responderam.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Raquel Lyra e João Campos também aparecem empatados, ambos com 23%. Marília Arraes (PDT) foi citada por 1%. Outros nomes somam 4%, brancos e nulos chegam a 10% e 39% não souberam ou não responderam.

O levantamento também simulou um eventual segundo turno entre os dois principais candidatos. O cenário novamente aponta empate, com João Campos e Raquel Lyra registrando 44% cada. Brancos e nulos são 6% e outros 6% não souberam ou não responderam.

A Real Time Big Data ouviu 1.600 pessoas por telefone e pela internet entre 29 de agosto e 2 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-09116/2026.

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“Não estou com ela por oportunismo”, diz Miguel Coelho sobre não compor chapa majoritária de Raquel

Miguel Coelho (União)/Foto: Elaine Guimarães/DP Foto

O candidato a deputado federal Miguel Coelho (União) comentou, nesta quarta-feira (2), sobre manter apoio à governadora Raquel Lyra (PSD) mesmo após ficar de fora da chapa majoritária dela. Ele era cotado para concorrer ao Senado pela coligação Pernambuco de Coração.

Queria, sim, ser candidato ao Senado, mas, ao final da pré-campanha, Raquel tomou a decisão, montou a chapa como ela bem entendeu e pediu para que a gente pudesse continuar com ela como candidato a deputado federal. Eu não estou com ela por oportunismo, e sim por convicção, por acreditar que ela é a melhor para recuperar a credibilidade, a liderança, o brilho no olho do povo pernambucano”, disse ao Diario de Pernambuco.

A vaga da federação União Progressista para disputa ao Senado pela chapa de Raquel foi ocupada por Eduardo da Fonte (PP), após disputas internas. A decisão, por fim, ficou na mão da governadora.

O ex-prefeito de Petrolina, no Sertão, também comentou como tem visto o início de campanha eleitoral, durante uma agenda de Raquel no Ipsep, Zona Sul do Recife, no início da noite da quarta.

Aqui em Pernambuco, com todo o respeito aos demais candidatos, vai ter uma eleição polarizada entre Raquel e o seu adversário. E, nesse momento incerto, o ideal era que a gente pudesse comparar as histórias, comparar o que cada um fez e o que cada um quer e pode fazer por meio da sua força política pelo nosso estado, por todas as regiões de Pernambuco”, disse.

Ele apontou, ainda, que a maneira como a eleição estadual tem se desenrolado cria uma “cortina de fumaça” que tira o foco “do que é importante”.

Você mancha vidas, famílias, histórias que não têm nada a ver com a política. Eu acho que tem que se jogar, como a própria governadora fala, dentro das quatro linhas, onde o respeito nunca pode faltar. Na política, tem adversário, não pode ter inimigo. Os adversários têm que se respeitar, porque a gente deve isso a quem nos assiste, que é o eleitor”, finalizou.

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Mendonça confirma depoimento de Vorcaro em seu gabinete

Ministro André Mendonça, do STF/Rosinei Coutinho/SCO/STF

O gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça confirmou, em nota, que colheu depoimento de Daniel Vorcaro no próprio gabinete. O texto não informa quando ocorreu a reunião, mas destaca que se deu após o dono do Banco Master relatar intimidações sofridas e pedir para ser ouvido com urgência.

O depoimento foi acompanhado por um representante do Ministério Público (MP), mas não havia ninguém da Polícia Federal (PF) presente. Mendonça é o relator do processo que investiga as fraudes do Master e na nota divulgada o ministro defende o procedimento adotado.

A presença de representante do Ministério Público em audiências dessa natureza é exigência legal, e foi observada. Quanto à Polícia Federal, as normas do Conselho Nacional de Justiça consagram, como garantia de incolumidade física e psicológica do depoente, o afastamento da equipe policial responsável pela investigação nos atos em que ele é ouvido”, explicou o ministro na nota.

Tratando-se de depoimento motivado por relato de graves intimidações, a não convocação de agentes policiais seguiu essa mesma diretriz de proteção, e não qualquer escolha de conveniência do gabinete”, acrescentou.

A existência desse depoimento foi revelada pelo jornal O Globo na manhã desta quarta-feira (2), e confirmada posteriormente pelo gabinete do ministro.

Moraes e Vorcaro

De acordo com a equipe de Mendonça, Vorcaro não tratou do ministro Alexandre de Moraes, colega de Mendonça no STF, no depoimento.

O conteúdo da audiência é resguardado por sigilo legal. Registre-se, apenas, que a informação de que teriam sido abordados temas relacionados ao ministro Alexandre de Moraes não procede”.

Nessa terça-feira (1º), Mendonça tornou públicas as apurações da PF sobre conversas de Vorcaro e seus aliados com Alexandre de Moraes. As citações ao nome de Moraes foram captadas a partir da quebra de sigilo do celular do ex-banqueiro, alvo da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras no Banco Master.

Em uma das mensagens recuperadas, Vorcaro diz ao contato atribuído a Moraes que “estava tentando antecipar os investigadores”. A conversa teria ocorrido no dia 17 de novembro de 2025.

Ainda na noite de ontem (1º), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a nulidade da investigação da PF. Para Gonet, Mendonça investigou Moraes ilegalmente, sem autorização do plenário do STF, ao determinar o aprofundamento da investigação sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo Moraes e o ex-banqueiro.

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Fiocruz vai iniciar testes da primeira vacina RNAm contra a covid-19

Vacina de RNA mensageiro (RNAm) contra a covid-19/BERNARDO PORTELLA/FIOCRUZ

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) a iniciar os estudos clínicos da vacina de RNA mensageiro (RNAm) contra a covid-19. A vacina é a primeira produzida com esta tecnologia no país.

O imunizante foi totalmente desenvolvido na plataforma RNAm da Fiocruz. O estudo de Fase 1 tem o objetivo de avaliar a segurança e a imunogenicidade do reforço vacinal com a vacina COVID19 (RNAm) da Biomanguinhos/Fiocruz em participantes adultos sadios.

A vacina do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos passou pelo estágio pré-clínico, que mostrou eficácia na proteção contra a doença. Também foram realizados estudos toxicológicos e de escalonamento.

Participantes

O recrutamento dos participantes para a Fase 1 do estudo clínico está previsto para começar no primeiro trimestre de 2027.

Serão incluídos no estudo 90 participantes saudáveis entre 18 e 59 anos. As pessoas serão recrutadas nos centros Unidade de Ensaios Clínicos para Imunobiológicos e Policlínica Lincoln de Freitas Filho, no Rio de Janeiro (RJ).

O período de inclusão desse grupo no estudo deverá ser de seis meses. Após a inclusão, cada participante será acompanhado por mais seis meses.

Na primeira fase, são testadas a segurança e a imunogenicidade do reforço da vacina. O estudo clínico vai avaliar o uso do imunizante como dose de reforço, como consta atualmente no calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

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PGR pede arquivamento de denúncia de Vorcaro sobre ameaças na prisão

A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu nesta quarta-feira (2) o arquivamento de denúncias feitas por Daniel Vorcaro em depoimento ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal). Os advogados do ex-banqueiro alegaram que ele vinha sofrendo “graves intimidações”.

A oitiva ocorreu na semana passada, a pedido da defesa de Vorcaro, e foi realizada sem a presença da PF (Polícia Federal). Como mostrou a CNN, o ex-controlador do Banco Master prestou depoimento em caráter de urgência a um juiz auxiliar que acompanha o caso.

Após a oitiva, Mendonça encaminhou o caso à PGR para que o órgão avaliasse se havia elementos que justificassem novas providências.

Na manifestação enviada ao Supremo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que Vorcaro não apresentou fatos concretos nem elementos mínimos que sustentassem as acusações.

Do exame acurado dos termos da oitiva prestada, constata-se que o declarante não noticiou fato concreto ou juridicamente delimitado capaz de impulsionar providências investigativas próprias, tampouco conferiu o mínimo elemento de verossimilhança às assertivas ali formuladas”, afirmou.

Gonet também mencionou uma tentativa anterior de Vorcaro de fechar um acordo de colaboração premiada. Segundo a PGR, a proposta já havia sido rejeitada pela autoridade policial por não trazer informações inéditas. O próprio Ministério Público também recusou o acordo ao considerar frágil o conteúdo apresentado pelo ex-banqueiro.

O PGR afirmou que o prosseguimento da petição seria “inócuo” e sem utilidade prática e pediu o arquivamento do caso. A manifestação será analisada por Mendonça, relator da petição no Supremo.

Vorcaro está preso no âmbito das investigações envolvendo o Banco Master.

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Moraes segurou julgamento de interesse do Master após contrato com Viviane

O ministro Alexandre de Moraes pediu vista em um julgamento de grande interesse do Banco Master em novembro de 2024, época em que sua mulher, Viviane Barci de Moraes, já tinha firmado contrato de R$ 131 milhões com a instituição financeira de Daniel Vorcaro.

O magistrado devolveu o caso para análise do plenário em fevereiro deste ano, quando os pagamentos do ex-banqueiro à mulher do magistrado já eram de conhecimento público.

A reportagem questionou o ministro se houve algum conflito de interesses por ter julgado o caso, mas não obteve resposta.

Trata-se de uma disputa bilionária entre a União e empresas sucroalcooleiras, que foram derrotadas em setembro de 2023 com o veto unânime do Supremo Tribunal Federal (STF) ao pagamento antecipado de R$ 5 bilhões em precatórios a uma empresa específica do setor.

Os advogados apresentaram recurso e, em 8 de novembro de 2024, o então presidente da corte, ministro Luís Roberto Barroso, votou para manter a decisão do ano anterior. Moraes, então, pediu vista e devolveu o caso para julgamento em fevereiro de 2026, quando todos os ministros se posicionaram a favor da União contra o pagamento antecipado.

A previsão da Fazenda Nacional é que um entendimento em sentido contrário abriria precedente para outras 26 companhias do setor apresentarem o mesmo pleito à Justiça, o que poderia gerar um impacto superior a R$ 100 bilhões aos cofres do governo federal.

Foi justamente sobre este processo, intitulado Suspensão de Tutela Provisória 976, que o ministro André Mendonça afirma ter tratado no encontro que teve com Daniel Vorcaro em março de 2024.

A controvérsia jurídica começou nos anos 1980 e discute se a União deve ressarcir empresas do setor que alegam ter tido prejuízos bilionários por um tabelamento de preços imposto à época pelo Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), uma autarquia federal já extinta.

Há processos sobre o tema em curso no Judiciário há mais de 20 anos e o governo federal foi condenado em diversos processos a ressarcir as perdas, que se transformaram em precatórios.

Em 2020, o Supremo uniformizou o entendimento sobre o tema e decidiu que a União tem o dever de indenizar apenas as empresas que consigam comprovar os danos sofridos pelas políticas de preço da IAA.

Depois disso, processos sobre o tema ficaram travados e muitos dos precatórios, títulos que reconhecem a existência de uma dívida da União e que geralmente demoram a ser pagos, foram revendidos a bancos a preços menores, dentre eles o Master.

No andamento processual do caso no site do STF, consta a informação de que em 4 de fevereiro de 2025 Moraes chegou a devolver a vista e o caso a ser incluído na pauta do plenário virtual, mas um dia depois o ato foi invalidado sob a justificativa de “lançamento indevido”.

O mesmo ocorreu em 14 de março do ano passado: aparece a informação de que Moraes havia devolvido o caso para julgamento, mas há o registro de que em 10 de fevereiro de 2026 o ato tratou-se de “lançamento indevido”.

Nesse meio tempo, consta a informação de que o processo foi incluído para apreciação pelo presidente em 29 de setembro de 2025, mas o caso não chegou a ser analisado, o que só ocorreu a partir de 11 de fevereiro.

A aquisição de precatórios era uma das principais estratégias de Vorcaro para inflar o balanço do Master e uma eventual onda de pagamentos por ordem do STF desses títulos do setor sucroalcooleiro, que tinham baixo valor de mercado, beneficiariam Vorcaro.

Na nota em que admite a reunião com Vorcaro, Mendonça não cita Moraes, mas menciona que o caso estava paralisado por vista de um ministro.

Em todas as ocasiões, o assunto tratado foi a Suspensão de Tutela Provisória (STP) 976, que estava sob julgamento do STF e que discutia créditos de precatórios de interesse do Banco, mas que se encontrava, na exata data da reunião, com pedido de vista de outro ministro”.

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Frente Popular entrega à Justiça vídeo de colagem de cartazes apócrifos contra João Campos

A Frente Popular de Pernambuco apresentou à Justiça Eleitoral, nesta quarta-feira (2), um vídeo que registra três pessoas colando cartazes apócrifos contra o candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB), no Recife. A coligação pede que as imagens sejam utilizadas na investigação sobre a origem, produção, financiamento e distribuição do material.

A gravação, feita por uma câmera de videomonitoramento, é do dia 1º de agosto e mostra três homens afixando cartazes durante a madrugada na Travessa Tiradentes, no Bairro do Recife, região central da capital.

O material foi anexado pela coligação a uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), apresentada no último dia 27 de agosto, que trata de suspeitas de abuso de poder político e econômico envolvendo a atual gestão estadual.

No novo pedido, os advogados da Frente Popular afirmam que o vídeo pode contribuir para identificar as pessoas responsáveis pela colocação dos cartazes e, a partir delas, buscar informações sobre quem teria produzido, contratado e financiado o material.

“O que surge agora é uma nova e relevante porta de entrada probatória para que se descubra aquilo que, desde o primeiro momento, a coligação pediu que fosse investigado: quem estava por trás da produção, distribuição, financiamento e instalação massiva dessa propaganda negativa”, afirma trecho da petição.

A própria coligação ressalta que os 36 segundos de gravação não permitem apontar quem teria determinado ou financiado a produção dos cartazes. O argumento apresentado à Justiça é de que a identificação das pessoas que aparecem realizando a colagem pode abrir novas linhas de investigação.

Segundo o pedido, a apuração poderia buscar informações sobre eventual contratação dos responsáveis pela instalação, origem dos impressos, locais onde o material foi distribuído, veículos utilizados, gráfica responsável pela produção e formas de pagamento.

AIJE

A ação apresentada pela Frente Popular no final de agosto reúne outras acusações que a coligação pede que sejam investigadas pela Justiça Eleitoral.

Entre elas estão suspeitas relacionadas à atuação de uma estrutura de perfis nas redes sociais contra João Campos, gastos do Governo de Pernambuco com publicidade e eventuais pagamentos realizados por agências.

A coligação também questiona o suposto uso de ônibus oficiais para transportar pessoas para a convenção da candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), além da utilização de uma aeronave do Estado destinada a operações aeromédicas em deslocamentos da governadora.

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Alcolumbre diz que pedido de ‘R$ 130 milhões’ para filme é esquecido: ‘Agora o culpado só é o Moraes’

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta quarta-feira (2) que “todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões” para o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para produção do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Eu vou voltar para a pauta porque senão, terei que responder muitas agressões que, como presidente do Senado, estou recebendo nos últimos dias. Apenas um comentário, no momento adequado eu vou falar, todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme. E agora o culpado culpado é só o ministro Alexandre de Moraes“, disse Alcolumbre durante sessão do plenário do Senado.

Alcolumbre se dirigiu aos senadores da oposição. Na terça-feira (1º), em um discurso no Senado, Flávio Bolsonaro – que pediu o dinheiro a Vorcaro para financiar o filme – afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez articulação política entre os presidentes do Senado e da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Olhe o ambiente que os três Poderes respiram hoje: o Presidente da República tem que se servir de Alexandre de Moraes para fazer articulação política, presidente Davi, com vossa excelência. Olhe a que nível chegou o ‘trabalho’, muito entre aspas, de um ministro do Supremo Tribunal Federal“, afirmou Flávio.

Na terça (1º), foi revelado mais um repasse de US$ 1,6 milhão para o filme em setembro de 2025, dias após o senador e candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), cobrar Vorcaro de parcelas que estavam atrasadas. A informação é da revista “piauí” e foi confirmada pelo g1.

Alcolumbre foi questionado por Flávio Bolsonaro, na terça, e por mais três oposicionistas, nesta quarta, sobre quando dará seguimento aos pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Abra esse impeachment de uma vez por todas, presidente Davi. Essa é sua chance de entrar para a história pela porta da frente dos heróis da República, e não sair com Alexandre de Moraes pelos fundos por que ele sairá“, afirmou o líder do PL, Carlos Portinho (RJ).

O presidente do Senado disse não ter um prazo para analisar os requerimentos. Ele já citou que 109 pedidos, que solicitam afastamento não só de Moraes, mas dos outros ministros do STF, aguardam avaliação do Senado.

É Alcolumbre quem decide se arquiva ou se admite a denúncia. Essa etapa é política e costuma ser o primeiro grande filtro. Só depois, se a denúncia for aceita, o processo pode avançar para uma comissão especial e, depois, para o plenário.

Trocas de mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro indicam que o ministro discutia com o ex-banqueiro a possibilidade de a Polícia Federal (PF) deflagrar uma operação que o teria como alvo.

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João Campos propõe Pacto Antifacção e expansão do ensino técnico durante sabatina na FIEPE

O candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), apresentou nesta quarta-feira (2), durante sabatina promovida pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE), propostas para as áreas de infraestrutura, segurança pública, qualificação profissional e desenvolvimento econômico.

Durante o Diálogo da Indústria, João defendeu que Pernambuco precisa ampliar sua competitividade para atrair novos investimentos. Segundo o candidato, o Estado deve aproveitar o atual cenário nacional para fortalecer sua infraestrutura e ampliar a participação na captação de empreendimentos.

“Pernambuco pode muito mais. A gente está diante de um momento de oportunidades que estão sendo criadas no Brasil, mas Pernambuco não está conseguindo liderar esse protagonismo na captação de grandes investimentos e no incremento da infraestrutura”, afirmou.

Entre as propostas apresentadas estão a duplicação da rede estadual de ensino técnico, a expansão do Embarque Digital para diferentes regiões de Pernambuco e investimentos na infraestrutura rodoviária e hídrica.

Na área de logística, João Campos apontou a conclusão da Transnordestina e sua conexão com o Porto de Suape como prioridades. O candidato defendeu maior participação do Governo de Pernambuco na condução do projeto.

“É fundamental que seja uma obra que Pernambuco possa liderar e utilizar essa janela de oportunidade”, declarou.

João também propôs ampliar a área de influência de Suape em direção à Mata Sul, integrando o complexo portuário aos distritos industriais da região e buscando atrair novas atividades econômicas.

Qualificação profissional

Na área de educação e geração de emprego, João Campos prometeu criar 10 mil vagas de formação em tecnologia durante quatro anos, através da expansão do Embarque Digital, programa implantado durante sua gestão na Prefeitura do Recife.

A proposta prevê que a formação seja adaptada aos arranjos produtivos de cada região. O candidato também defendeu a duplicação da rede estadual de ensino técnico e apresentou a proposta de criação do Vale Agrotec, no Vale do São Francisco, voltado à aplicação de ciência, tecnologia e inovação na produção agrícola.

Segurança pública

Na segurança, João Campos anunciou a proposta de criação de um Pacto Antifacção, que, segundo ele, seria coordenado diretamente pelo governador.

O candidato também apresentou o programa Olho na Estrada, com ações de monitoramento das divisas de Pernambuco, instalação de videomonitoramento, realização de blitzes e integração entre as forças e instituições de segurança.

“Eu não terei uma agenda ideológica na segurança pública. Vou ter uma agenda técnica, e isso vai desagradar às vezes os dois lados”, afirmou.

Ao encerrar a participação na FIEPE, João Campos afirmou que pretende utilizar a capacidade de investimento do Estado para ampliar obras de infraestrutura e políticas voltadas à geração de emprego e desenvolvimento econômico.

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Mendonça Filho critica julgamentos do 8 de janeiro e diz haver “desequilíbrio entre os Poderes”

Mendonça Filho | Tudo Sobre | G1

O candidato ao Senado por Pernambuco Mendonça Filho (PL) criticou, nesta quarta-feira (2), a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) nos processos relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Durante debate promovido pelo g1, ele afirmou que existe um “desequilíbrio entre os Poderes” e questionou a forma como alguns dos julgamentos foram conduzidos.

O tema surgiu durante a discussão sobre a relação entre Congresso Nacional, governo e Supremo. Mendonça se posicionou contra os atos de 8 de janeiro, mas criticou procedimentos adotados pelo STF e a proporcionalidade das penas aplicadas aos envolvidos.

Durante a argumentação, o candidato comparou os processos enfrentados pelo presidente Lula (PT) com o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“O presidente Lula foi julgado na 1ª instância por dois juízes federais; depois, pelo TRF; depois, pelo STJ, revisado pelo Supremo Tribunal Federal várias vezes. Jair Bolsonaro foi julgado numa turma do STF e falam em julgamento justo”, declarou.

Mendonça também citou o caso de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, condenada por participação nos atos de 8 de janeiro, e questionou a pena aplicada.

“Isso é justiça? Eu defendo a Justiça, eu defendo e sempre pratiquei o respeito à democracia. Para mim, isso é uma aberração completa da democracia”, afirmou.

A declaração provocou reação de Marília Arraes (PDT), que defendeu “maturidade e temperança” na avaliação da atuação das instituições e na preservação da democracia.

Além de Mendonça e Marília, participaram do debate Eduardo da Fonte (PP), Humberto Costa (PT), Paulo Rubem Santiago (Rede) e Túlio Gadêlha (PSD). Entre os temas discutidos também estiveram violência contra a mulher, emendas parlamentares e a relação entre os Poderes da República.

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