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Jornalista investigado no STF diz que querem sua destruição profissional

O jornalista investigativo Luís Pablo afirmou que as medidas de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, sua fonte em reportagens sobre o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino, são “muito graves” e pretendem “destruir profissionalmente um jornalista”.

“Depois que uma fonte é identificada dentro de uma investigação, quem vai se sentir seguro para me procurar para entregar uma informação? Como eu vou preservar as fontes que construí durante anos de profissão se elas passam a ter medo de também serem identificadas e investigadas?”, questionou o jornalista na terça-feira (11).

Baseado no Maranhão, Luís Pablo publicou uma série de reportagens nas quais afirma que um carro oficial do Tribunal de Justiça do estado teria sido utilizado pela família do ministro Flávio Dino para se deslocar pela cidade.

Em março deste ano, o ministro Alexandre de Moraes determinou busca e apreensão na residência do jornalista. Em sua decisão, o ministro apontou que Luís Pablo teria cometido o crime de perseguição, além de permitir “a exposição indevida relacionada à segurança de autoridades” ao identificar o veículo oficial.

Com base na extração de dados de equipamentos do jornalista, Raimundo Cutrim, que foi secretário de Segurança Pública do Maranhão, pôde ser identificado como a fonte das reportagens.

Luís Pablo diz que sua denúncia contemplava o interesse público e que apresentou provas das irregularidades, que não foram investigadas por autoridades. O jornalista afirma que fatos pessoais alheios às reportagens estão sendo utilizados para incriminá-lo.

Minha vida privada passou a ser vasculhada. E agora fatos e revelações particulares, que não têm qualquer ligação com as minhas reportagens, estão sendo usados para tentar me atribuir uma conduta criminosa.”

A versão da defesa de Cutrim

Em nota, os advogados José Berilo de Freitas Leite Filho e José Berilo de Freitas Leite Neto afirmam que ainda não tiveram acesso à íntegra dos autos, que tramitam sob sigilo no STF.

A defesa reconhece que a diligência está relacionada às reportagens sobre os carros oficiais e afirma haver “preocupação técnica” com a exposição de uma fonte jornalística, citando o sigilo de fonte garantido pelo artigo 5º, inciso XIV, da Constituição

Procurado, o jornalista Luís Pablo negou ter perseguido o carro do ministro ou de familiares. Ele afirmou que a informação sobre o uso do veículo oficial é fato comprovado e negou ter recebido pagamento para publicar as reportagens.

O que diz o gabinete de Flávio Dino
A assessoria do ministro nega qualquer irregularidade no uso do veículo, afirmando que se tratava de um carro blindado cedido pela Secretaria de Segurança do STF, dentro de acordo de cooperação com tribunais do país.

Segundo a nota, a investigação identificou monitoramento clandestino do ministro e de familiares, incluindo veículos particulares e, segundo o texto, imagens dos filhos, menores de idade, realizadas por pessoas que a assessoria diz não serem jornalistas.

O gabinete afirma que o levantamento incluiu dados sobre a equipe de segurança do ministro, exigindo mudanças no esquema de proteção.

Aliados de Dino também disseram à CNN Brasil que o carro particular do ministro era seguido e que o jornalista teria cobrado R$ 100 mil para publicar as reportagens, informação negada por Luís Pablo.

Hugo Motta declara apoio a campanha de Lula à reeleição

Hugo Motta declara apoio a campanha de Lula à reeleição ao governo — Foto: SEAUD/PR

Presidente da Câmara dos Deputados e candidato à reeleição como deputado, Hugo Motta (Republicanos) declarou apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições desse ano. Motta confirmou sua posição em entrevista na Paraíba nesta segunda-feira (10).

A fala de Hugo Motta aconteceu na posse da advogada Giovanna Mayer como desembargadora do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).

“Iremos declarar esse apoio ao presidente, porque é o presidente que converge com aquilo que pensamos ser o melhor para o país, então eu estava aguardando a posição do partido para que pudesse trazer de público a nossa posição, e a nossa posição está sendo aqui revelada em primeira mão, de apoio ao presidente Lula em seu projeto de reeleição“, disse.

O presidente da Câmara Federal disse que como o partido dele, o Republicanos, declarou neutralidade à nível nacional na disputa eleitoral da Presidência da República, isso possibilitou o apoio a campanha de Lula.

“Eu estava aguardando o meu partido se posicionar. O Republicanos, em nível nacional, declarou a posição de neutralidade, ou seja, liberando os diretórios estaduais e os seus membros para apoiar ali a candidatura nacional, quem entender ser a candidatura melhor para o país“, disse.

Decisão do Republicanos

O Partido Republicanos anunciou no dia 4 de agosto que iria adotar uma posição de neutralidade na disputa pela Presidência da República nas eleições deste ano.

A decisão foi formalizada na convenção do partido em Brasília e, segundo o presidente da legenda, é um entendimento firmado após a diretoria nacional ouvir a posição de escritórios da legenda em todo o país.

A decisão do Republicanos segue o mesmo posicionamento da federação União Progressistas.

Em nota emitida à época, o partido afirmou que a deliberação foi construída de forma coletiva e levou em consideração o crescimento da legenda nos estados, além das diferentes realidades políticas e alianças regionais formadas ao longo dos últimos anos.

A posição de independência na disputa presidencial não representa ausência de princípios nem de posicionamento político“, afirmou o Republicanos. Segundo a sigla, a decisão busca preservar a autonomia das lideranças estaduais e a unidade partidária.

Informante da PF apontou elo entre Lulinha e atual assessor do Planalto

O informante da Polícia Federal que prestou depoimentos descrevendo as relações no governo com o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse em seu relato que o então secretário-executivo do Ministério da Saúde, Swedenberger Barbosa, conhecido como Berger, foi quem ajudou a abrir as portas da pasta a ele.

Berger atualmente despacha no Palácio do Planalto como chefe do Gabinete Adjunto de Gestão Interna do Gabinete Pessoal do presidente Lula.

Berger é figura histórica do petismo. A pedido do próprio delator, a CNN não divulgará seu nome. Mas ele confirmou à reportagem que Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, e Berger, eram os canais de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, da empresária Roberta Luchsinger e do empresário Antonio Camilo, o Careca do INSS, no Ministério da Saúde.

Na semana passada, foi revelado que Roberta Luchsinger fez pagamentos a Marcola. Ele ficou no cargo de chefe de gabinete durante todo o atual governo do petista e deixou o posto no dia 21 de julho deste ano.

Em depoimentos prestados à PF (Polícia Federal) em 2025, ele afirmou que o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, pagava mesadas a Lulinha em troca de acesso a órgãos de saúde do governo Lula para a venda de produtos ligados ao canabidiol. As defesas de Camilo e de Lulinha e Luchsinger negam as acusações.

A CNN procurou a Secom do Palácio do Planalto e o Ministério da Saúde e aguarda uma resposta.

Após negativa de Moraes, Flávio Bolsonaro narra carta ao pai nas redes sociais

Flávio chora durante o vídeo e declara:

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou neste domingo (9/8), Dia dos Pais, uma carta ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Flávio usou as redes sociais para narrar o conteúdo da carta.

Ao longo da mensagem, Flávio lembra que não pode estar com o pai porque o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido para que ele e os irmãos Carlos Bolsonaro e Jair Renan o visitassem enquanto o ex-presidente está em prisão domiciliar.

Flávio chora durante o vídeo e declara: “Proibir um filho de visitar o pai, ou o pai de dar um abraço nos filhos, no Dia dos Pais, é desumano, é insano, é injusto, é triste”. Ele também disse que tem recebido manifestações de apoio ao ex-presidente durante agendas pelo país e afirmou estar confiante na vitória na eleição.

Proibido de visitar o pai, Flávio ameaça: “Isso tem dia e hora para acabar”

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou neste sábado (8) que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes proibiu a visita dele e dos irmãos ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no Dia dos Pais, celebrado neste domingo (9/8).

“Proibiu a mim e aos meus irmãos de visitarmos nosso pai justamente no Dia dos Pais”, afirmou Flávio. Segundo ele, a decisão representa uma restrição à liberdade do ex-presidente.

Tiraram a liberdade dele. Agora querem tirar até o direito de um pai abraçar seus filhos”, declarou. Ao final da declaração, Flávio afirmou que “isso tem dia e hora para acabar”.

O que aconteceu

Neste sábado (8), Moraes negou o pedido feito pela defesa de Jair Bolsonaro para que o ex-presidente recebesse a visita dos filhos neste domingo, Dia dos Pais. Na decisão, o ministro determinou que todas as visitas a Bolsonaro, com exceção de integrantes da equipe médica e de seus advogados, permaneçam suspensas por 30 dias.

A defesa havia solicitado a autorização para a visita dos filhos sob a justificativa de uma finalidade “humanitária e familiar”. Moraes, no entanto, apontou o descumprimento de uma medida cautelar após Flávio Bolsonaro divulgar uma carta escrita pelo pai. A decisão ocorre em meio às medidas cautelares impostas ao ex-presidente pelo STF.

AGU se reúne com Discord e cobra proteção de crianças na plataforma

Discord/ Juca Varella/Agência Brasil

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta sexta-feira (7) que se reuniu com representantes da rede social Discord para tratar de falhas intensificadas na verificação de idade e proteção de crianças e adolescentes que utilizam a plataforma.

O encontro foi agendado após a repercussão do caso de uma adolescente que foi induzida a tirar a própria vida durante uma live transmitida pela plataforma. O episódio ocorreu no mês passado.

Durante a reunião, os representantes da AGU ressaltaram que a proteção de crianças e adolescentes é um dever legal que deve ser cumprido pelas empresas que operam as redes sociais e cobraram medidas concretas para prevenção de riscos, identificação de situações de vulnerabilidade e de proteção de menores de idade.

Segundo o órgão, os representantes do Discord manifestaram disposição para cumprir as exigências legais e corrigir as falhas identificadas.

A AGU avalia propor a assinatura de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para assegurar o cumprimento das regras.

Em caso de descumprimento, o órgão estuda entrar com uma ação judicial contra a plataforma.

Eduardo Bolsonaro critica obrigatoriedade de vacinas no Brasil: ‘Liberdade’

Ex-deputado federal, Eduardo Bolsonaro/Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro publicou nesta sexta-feira, 7, um vídeo em que critica a obrigatoriedade da vacinação para crianças brasileiras. A lei está prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

No Brasil, papai Lula obriga que todas as crianças se vacinem com tudo quanto é tipo de coisa. E se der alguma coisa errado, certamente ele não será o responsabilizado“, afirmou o ex-parlamentar em vídeo publicado no X.

Ele disse ter assinado uma declaração no Texas (estado em que se exilou com a família) para isentar a filha da obrigatoriedade de vacinação e matriculá-la em uma escola. Ele afirmou que o modelo texano deveria ser adotado no Brasil.

Imprimi esse papel em casa aqui, do governo do Texas, assinei, trouxe em uma espécie de cartório, só que sem fila. Paguei 10 dólares e tá feita a declaração juramentada, onde eu fico responsável pela minha filha não tomar vacinas”, disse o irmão do candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Eduardo Bolsonaro afirmou ainda que uma grande fabricante de vacinas, durante a pandemia, isentava-se de responsabilidade por eventuais efeitos colaterais na própria bula do produto. Para ele, esse episódio reforça a necessidade de o Brasil copiar a política americana, que classificou como uma política de liberdade. Segundo o ex-parlamentar, os pais é que sabem o que é melhor para os filhos, e não deveria existir responsabilização compartilhada com o Estado.

Até porque se ocorrer algum efeito colateral, ninguém do governo vai ser responsabilizar. Ou talvez muito pelo contrário, né? Vão até abafar uma investigação, que só aumenta a suspeita“, afirmou Eduardo.

Lula alfineta Trump após queda no desmatamento: “Vou mandar foto para ele”

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva à esquerda e presidente Donald Trump à direita

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enalteceu nesta sexta-feira (7) o combate brasileiro ao desmatamento e alfinetou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump: “Vou mandar uma foto para ele“.

Neste país a gente leva a questão climática com muita seriedade porque não somos negacionistas. A gente está vendo as coisas acontecendo. […] Depois quero tirar fotografia dos gráficos que vocês colocaram para mandar pro Trump”, disse Lula durante evento no INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

O Deter (Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real) indicou também nesta sexta-feira que as áreas sob alerta de desmatamento na Amazônia registraram redução de 36,05%, o equivalente a 2.874,38 km², entre agosto de 2025 a julho de 2026.

O possível descaso do Brasil em relação ao meio ambiente é uma das justificativas do USTR (Escritório de Comércio dos Estados Unidos) para o tarifaço. O governo Trump afirma que o “alto desmatamento” no Brasil geraria uma vantagem competitiva considerada “injusta” para produtores brasileiros, e que os EUA passariam a exigir que parceiros comerciais cumpram novos padrões ambientais.

Lula também disse que não tem problemas em negociar com parceiros comerciais do Brasil, independentemente de quem seja: “Entreguei na mão dele [Trump] a questão dos minerais críticos, das terras raras. O Brasil não tem veto aos Estados Unidos, não tem preferência pela China, pela França. O Brasil quer negociar em igualdade. O que não queremos é que o Brasil vire um mero exportador de uma riqueza”.

O presidente também voltou a criticar o Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Afirmou que Rubio “não gosta do Brasil e da América Latina” por se tratar de “um bolsonarista”.

Vice de Flávio descarta acordo com Lindbergh sobre acusação de estupro

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado como vice de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência, afirmou nesta quinta-feira (6) que não tem interesse em um acordo com o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) para uma possível retratação sobre a acusação de estupro.

O parlamentar nega as acusações e afirma que insistirá em uma ação contra o petista e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) por denunciação caluniosa. O vice de Flávio também representou contra os dois parlamentares no Conselho de Ética da Câmara e do Senado, além da PGR (Procuradoria-Geral da República) e do STF (Supremo Tribunal Federal).

A informação de que havia uma suspeita de estupro contra o deputado foi levantada durante a CPMI do INSS, da qual Gaspar era relator, por Lindbergh e Soraya, em 28 de março. Na data, Gaspar fazia a leitura do relatório final da comissão. O documento, que mais tarde foi rejeitado pelo colegiado, pediu o indiciamento de ex-ministros, dirigentes de entidades e do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Não tem acordo. Quando ficar esclarecido que é uma fake news, vou seguir com o processo até o fim contra Lindbergh e Soraya“, disse Gaspar.

A possibilidade de uma “pacificação” foi tratada pelo deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) com o petista nesta quarta-feira (5), horas após Gaspar ter sido confirmado como vice de Flávio.

O assunto foi tratado por Sóstenes e Lindbergh por telefone, horas após Gaspar ser anunciado como vice, segundo o líder do PL. “Ele me disse que não tem provas contra o Gaspar. É uma acusação muito grave sem prova nenhuma“, disse Sostenes à CNN.

O tema também foi discutido em uma troca de mensagens à qual a CNN teve acesso. Às 18h26, o petista enviou um arquivo no WhatsApp com a proposta de uma nota sobre o caso.

O líder do PL, por sua vez, respondeu que aquele não seria o texto ideal e que ele reacenderia o caso. Segundo apurou a CNN, Lindbergh, em sua declaração, apenas defenderia a investigação por parte da PF (Polícia Federal) e do STF (Supremo Tribunal Federal).

Em nova mensagem, o líder do PT escreve que poderia “dizer que não tem provas”. Sóstenes responde, mais uma vez: “Essa frase resolve tudo“, complementando que, daquela maneira, o assunto estaria “pacificado”.

À CNN, a assessoria de Lindbergh Farias admite que a publicação de uma nota segue em avaliação, mas afirma que jamais se tratou de um recuo.

Como a mostrou a CNN, nesta quinta, a defesa de Alfredo Gaspar apresentou à PGR uma petição na qual oferece espontaneamente seu material genético para exame de DNA e pede a rápida conclusão do procedimento preliminar aberto para apurar uma acusação de estupro contra ele.

O mesmo pedido será apresentado ao ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), relator do caso, ainda nesta quinta-feira, mas com a solicitação de que seja fixado prazo de 72 horas para uma decisão.

A equipe jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro afirma que o material genético do parlamentar já foi coletado em uma ação cautelar de produção antecipada de provas na Justiça de Alagoas. Assim, o exame realizado em 24 de abril deste ano está à disposição para compartilhamento com a PGR.

Governo sugere reunião entre Mendonça e diretor-geral da PF após tensão

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), e o diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues

O governo Lula sugeriu ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), uma reunião com o diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, como mais um passo para distensionar a crise entre a instituição policial e o gabinete do relator dos inquéritos do caso Master, do INSS e do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

A proposta do encontro foi apresentada nesta quinta-feira (6), durante uma conversa entre Mendonça, o ministro da Justiça, Wellington Cézar, e o advogado-geral da União, Jorge Messias. Segundo apurou a CNN Brasil, o magistrado não se opôs à reunião. Porém, ainda não há data marcada para o encontro.

Na conversa desta quinta, o ministro da Justiça se colocou à disposição de Mendonça para ajudar na interlocução com a PF e manter um diálogo permanente para atender demandas do magistrado. Foi neste contexto, segundo apurou a CNN, que surgiu a sugestão de inclusão do diretor-geral em um próximo encontro.

A reunião desta quinta-feira foi descrita como positiva por todos os participantes. A avaliação compartilhada pelo ministro da Justiça e pelo advogado-geral da União é a de que há um ambiente favorável para encerrar a tensão entre o gabinete de Mendonça e a PF.

Do lado de Mendonça, o encontro também foi considerado positivo, com a garantia de que a PF trabalhará de forma independente, com autonomia e sem interferência.

Em meio à tensão com o STF, os 27 superintendentes regionais da Polícia Federal divulgaram, nesta quinta-feira (6), uma nota conjunta em defesa do diretor-geral Andrei Rodrigues. Eles reafirmam o “compromisso da instituição” com a Constituição, a legalidade, a imparcialidade e o Estado Democrático de Direito.

Como mostrou a CNN Brasil, o encontro entre Mendonça e o ministro da Justiça foi articulado por Jorge Messias para evitar a ampliação da crise, que se tornou pública. A intenção é preservar a relação institucional entre a PF e o gabinete do relator, dar tranquilidade e agilidade às investigações e evitar novos desgastes.

As investigações envolvendo o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) geraram acusações e alimentaram desconfianças dos dois lados.

A iniciativa da AGU ocorre após o órgão ser acionado pela PF para atuar contra as medidas impostas por Mendonça sobre o controle da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes bilionárias.

O relator do caso INSS, por sua vez, reclama da demora da PF em dar andamento ao inquérito que cita Lulinha e da troca da coordenação da equipe de investigação. No começo do ano, o STF quebrou os sigilos bancário e fiscal de Lulinha.

Ele é apontado na investigação como suposto sócio oculto de Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, preso desde o fim do ano passado.

O embate entre a PF e o gabinete de Mendonça escalou na semana passada, quando a PF pediu a abertura de três inquéritos contra Lulinha por suposto tráfico de influência e corrupção envolvendo o Ministério da Saúde, a Dataprev e outros órgãos do governo federal.

Essas investigações tiveram origem no inquérito que apura as irregularidades nos descontos do INSS, mas a PF sustenta que elas não têm relação direta com esse caso.

O pedido de abertura dos novos inquéritos foi visto por uma ala do STF como uma tentativa de afastar Mendonça, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, da investigação envolvendo o filho do presidente Lula.

O sorteio feito pelo sistema da Corte, porém, distribuiu os inquéritos sobre Lulinha no Ministério da Saúde e na Dataprev para o próprio Mendonça, que já é relator do caso INSS e da investigação sobre o Banco Master.

Já o ministro Flávio Dino, indicado por Lula ao STF, foi sorteado relator do terceiro inquérito envolvendo o filho do presidente.

A rota de colisão entre a PF e Mendonça começou antes, quando o relator determinou que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ficasse de fora do caso e sem acesso às informações da investigação.

No começo deste mês, o chefe da PF reagiu e afirmou a jornalistas que “cumpre essa regra há mais de 20 anos, desde que se tornou delegado“, em referência à prática de não interferir em inquéritos conduzidos por subordinados.

A PF já concluiu o primeiro inquérito do caso e indiciou 48 pessoas, entre elas o “Careca do INSS”, o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto e o ex-ministro José Carlos Oliveira.

PF divulga nota em defesa de investigações em meio a atrito com STF

PF divulga nota em defesa de investigações em meio a atrito com STF | Blogs  | CNN Brasil

Os 27 superintendentes regionais da Polícia Federal divulgaram nesta quinta-feira (6) uma nota conjunta sobre “compromisso da instituição” com a Constituição, a legalidade, imparcialidade e o Estado Democrático de Direito.

O documento destaca que a instituição construiu ao longo de 82 anos credibilidade perante a sociedade brasileira e que decorre da atuação técnica e independente de seus servidores, “orientada exclusivamente pelos fatos”, pelas provas e pelos mecanismos de controle previstos no ordenamento jurídico.

A atividade investigativa da Polícia Federal não se submete a interesses políticos, ideológicos ou pessoais, mas ao estrito cumprimento da lei”, reforça.

A divulgação da nota vem em meio ao atrito da PF com o gabinete do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), no caso das fraudes do INSS.

Na semana passada, a PF acionou a AGU (Advocacia-Geral da União) para uma medida jurídica contra a recente decisão do magistrado na relatoria do caso. Algo inédito.

O ministro determinou que a PF junte aos autos de forma imediata todas as informações do caso e perícias transcritas na íntegra. E também ordenou que qualquer afastamento de policiais da equipe de investigação seja comunicado previamente ao seu gabinete. Em maio, a PF mudou de coordenação a responsabilidade pelo inquérito do INSS e o episódio desagradou o gabinete do ministro.

A rota de colisão entre PF e Mendonça, porém, começou antes, quando o relator do caso determinou que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ficasse de fora do caso e sem acesso a informações. No começo deste mês, o chefe da PF rebateu e disse a jornalistas que “cumpre essa regra há mais de 20 anos, quando se tornou delegado”, referindo-se a não interferir em inquéritos de subordinados.

Esse caso INSS envolve Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No começo do ano, o STF quebrou os sigilos bancário e fiscal dele. Ele é apontado na investigação como suposto sócio oculto de Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, preso desde o fim do ano passado.

Para tentar estancar a crise, o advogado-geral da União, Jorge Messias, articula uma reunião entre o ministro da Justiça, Wellington César, e o ministro André Mendonça para distensionar a relação entre a PF e o gabinete do relator de três inquéritos que citam Lulinha.

Para o adequado exercício de sua missão constitucional, é indispensável a preservação da independência técnica das investigações e da autonomia administrativa necessária à gestão eficiente de seus recursos e prioridades institucionais”, diz a nota assinada pelos superintendentes, indicados pelo diretor-geral.

Mendonça pede a ministro atuação independente e técnica da PF

O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, pediu ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, que a Polícia Federal aja com independência e com critérios técnicos nos inquéritos que estão sob sua relatoria. Ambos se encontraram na manhã desta quinta-feira (6) em Brasília. O encontro foi confirmado à CNN pelos dois gabinetes.

Na conversa, segundo relatos, Mendonça tratou especialmente dos inquéritos que estão sob seus cuidados e que apuram as fraudes no INSS.

Ele tem manifestado a aliados incômodo com o que considera interferência superior na PF nessas investigações para frear e impedir que elas avancem contra aliados do governo, como Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Mendonça tem cobrado, por exemplo, o envio de relatórios com as quebras de sigilo das investigações para serem anexados ao processo, o que a PF, segundo seus interlocutores, não tem feito.

Além disso, incomodou-se com a troca de delegados e peritos do caso e com a mudança feita pela PF na coordenação dessa investigação.

Aliados de Mendonça usam um dado para mostrar o resultado do que consideram interferência: antes das mudanças, houve oito operações sobre as fraudes do INSS. Após as mudanças, apenas uma.

O encontro com o ministro da Justiça foi considerado positivo e amigável pelos dois lados.

Atlas/Bloomberg: Lula tem melhor imagem positiva entre candidatos à Presidência

Presidente Luís Inácio Lula da Silva/ Ricardo Stuckert/Divulgação

Pesquisa do instituto AtlasIntel Bloomberg divulgada nesta quinta-feira, 6, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possui uma imagem positiva para 48% dos eleitores brasileiros e negativa para outros 52%. Outros 1% não souberam opinar.

Já o senador e candidato da oposição à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), tem uma imagem positiva para 37% dos eleitores e negativa para outros 59%. Outros 4% não souberam responder.

Entre outros candidatos à Presidência, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) possui uma imagem positiva para 31% dos eleitores e negativa para outros 55%. Os que não souberam opinar são 14%.

Já o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) possui uma imagem positiva para 28%, e negativa para outros 51%. Outros 21% não souberam responder.

O empresário Renan Santos (Missão) é quem acumula maior porcentual de eleitores que não souberam dar uma opinião: 26%. Ele tem uma imagem positiva para 19% e negativa para outros 55%.

O instituto também calculou a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para 42%, ela é positiva, enquanto para outros 56%, ela é negativa.

A AtlasIntel ouviu 5.021 eleitores entre os dias 22 e 27 de julho. A margem de erro é de um ponto porcentual para mais ou para menos e o índice de confiabilidade é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08602/2026.

Farmácia Popular foi o maior acerto do governo Lula, segundo entrevistados

O levantamento também perguntou aos entrevistados quais decisões do governo seriam qualificadas como maiores acertos ou erros. A ação vista como maior acerto é a gratuidade para todos os medicamentos e itens do Farmácia Popular, com 82% das indicações.

Em seguida, a isenção do imposto de renda para pessoas com renda abaixo de R$ 5 mil foi apontada como decisão acertada para 79%. Depois, também com avaliação positiva, a assinatura do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia (68%); o Desenrola (65%); a revogação da “taxa das blusinhas” (55%).

As decisões do governo Lula consideradas como maiores erros foram: a retirada de empresas públicas, como os Correios, do programa de privatização (48% das indicações); adoção do arcabouço fiscal para equilíbrio das contas públicas (43%); e programa Gás do Povo (42%).

55% dos entrevistados avalia negativamente a situação econômica do Brasil

Com relação à situação econômica, os entrevistados foram questionados sobre como avaliam a situação econômica do Brasil e do mercado de trabalho neste momento. Para 42%, a situação do emprego é ruim, outros 37% avaliaram como boa e 21% como normal. Também para 42% a situação da família foi considerada ruim, 31% consideram boa, e 27% normal. Sobre a situação do Brasil, 55% avaliaram como ruim; 29% como boa e 16% como normal.

Apesar da avaliação mais negativa sobre o momento atual, as expectativas para os próximos seis meses são mais otimistas. Para 43%, a situação da família vai melhorar, enquanto para 28% vai piorar e 30% avaliam que ficará igual.

Para o emprego, 39% acreditam que vai melhorar; para 33% vai piorar e 28% dizem que vai ficar igual. Sobre o Brasil, 38% acham que vai melhorar; 41% que vai piorar e 21% que a situação vai ficar igual.

PF apura pagamentos com códigos de barras de lobista a ex-assessor de Lula

PF apura pagamentos com códigos de barras de lobista a ex-assessor de Lula  - Paulo Figueiredo

A PF (Polícia Federal) investiga se a lobista implicada nas fraudes do INSS, Roberta Luschinger, fez pagamentos via códigos de barras ao então chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.

A equipe de investigação encontrou mensagens que seriam de códigos de barras em mensagens entre Roberta e Marco Aurélio Santana, o Marcola.

Os números para pagamentos foram encontrados no celular da empresária.

A PF também apura se o assessor direto do presidente recebeu dinheiro em espécie. A informação foi divulgada inicialmente pelo Metrópoles e confirmada pela CNN.

As informações fazem parte do inquérito aberto pela Polícia Federal, que cita Marcola, Roberta e o filho mais velho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A abertura das investigações foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, após pedido da PF.

Esse inquérito, o terceiro que mira Lulinha, apura se um grupo de pessoas teria negócios supostamente ilícitos em áreas do governo federal. Em tese, tráfico de influência e corrupção.

Marcola confirmou em nota oficial que recebeu R$ 249 mil de Roberta, mas refutou qualquer crime. Disse que seria empréstimo pessoal e foi tudo quitado.

O advogado de Lulinha disse que ainda não teve acesso aos autos, mas não vê necessidade de abertura de inquéritos diferentes e separados sobre seu cliente.

Roberta trocou de advogado nesta terça-feira após ver a investigação contra ela avançar. A nova defesa ainda não se pronunciou.

Renan Santos diz que, se eleito, não vai cumprir decisões monocráticas do STF, vai compor com o Centrão e propõe metas para prefeitos

Renan Santos responde sobre 8/1 e diz que seu vice 'se arrependeu' de  visitar acampamentos em frente a quartéis., ➡ #Estúdioi - de segunda a  sexta, às 13h, na #GloboNews. Assista na TV e no @globoplay ...

Em entrevista nesta quarta-feira (5), o candidato Renan Santos disse que não cumprirá decisões monocráticas ilegais do STF e governará com o Centrão, chamado por ele de “parasitas”.

Para reduzir despesas, o candidato propõe a PEC Fiscal. Ele admitiu fatiar o projeto e negociar a aprovação com o Centrão.

Na segurança, Renan defendeu o slogan “prendeu, matou” e o uso temporário do estado de defesa para combater o crime organizado.

Questionado sobre declarações anteriores, o candidato defendeu a “boa autoridade masculina” e disse se arrepender de um vídeo de 2017 com piada sobre estupro.

O candidato também defendeu um plano de desfavelização para o país. A proposta prevê atrair investimentos privados para transformar as favelas em bairros.