Search

João Campos diz ter recebido com “indignação” vídeo de Raquel Lyra sobre laqueadura

Entrevista João Campos: 'O Brasil tem dois lados na eleição, e aqui também'

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) se pronunciou nas redes sociais, na noite deste domingo (20), sobre a repercussão de um vídeo em que a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) sugere a realização de uma laqueadura sem o conhecimento de uma paciente.

Segundo João, a declaração de Raquel, sintetizada na frase “Faz sem ela saber”, causa “indignação” e representa, em sua avaliação, uma violação da integridade física da mulher.

“‘Faz sem ela saber’. Assisti com indignação ao vídeo em que a candidata usa essa frase pra sugerir a laqueadura de uma gestante, sem ela saber. A lei é clara: esterilização exige manifestação expressa da vontade da mulher. Autoridades e gestores públicos têm o dever legal e ético de garantir direitos e proteger a população, jamais de sugerir práticas ilícitas ou violações da integridade física. Fazer ‘sem ela saber’ não é cuidado. É violência. É crime previsto em lei”, escreveu João Campos.

As imagens foram gravadas em maio de 2025, durante uma agenda no Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, no Agreste. Na gravação, Raquel ouve o relato sobre uma gestante que, segundo a conversa, já teria sete filhos. A governadora sugere que a mulher seja colocada na fila para uma laqueadura. Após uma resposta da interlocutora que não é possível compreender no vídeo, Raquel afirma: “Mas faz sem ela saber, vai!”.

A legislação brasileira estabelece que a esterilização cirúrgica voluntária depende da manifestação expressa da vontade da pessoa, registrada por escrito e após o fornecimento de informações sobre o procedimento.

Após a repercussão do vídeo, Raquel Lyra reconheceu que a declaração foi equivocada e pediu desculpas. A governadora afirmou que a fala não traduz seu respeito pelas mulheres e disse não ter “compromisso com o erro”.

Até o momento, não há informação de que a paciente mencionada na conversa tenha sido efetivamente submetida a uma laqueadura sem consentimento.

Compartilhe:

Deixe um comentário