Search

Datafolha para o Senado em SP: Marina, 12%, Tebet, 12%, André do Prado, 10%, Derrite, 7% e Salles, 6%

Candidatos ao Senado por São Paulo — Foto: Reprodução

Na primeira pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21) após o registro das candidaturas, Marina Silva (Rede), Simone Tebet (MDB), André do Prado (PL), lideram a corrida ao Senado por São Paulo, com 12%, 12% e 10%, respectivamente.

Os três em empate técnico dentro do intervalo da margem de erro, que é de dois pontos para mais ou para menos.

André do Prado também empata tecnicamente com Derrite (PP), que tem 7%, e com Salles (Novo), que tem 6%.

A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Foram entrevistadas 1.610 pessoas entre os dias 18 e 19 de agosto.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é SP-01806/2026.

Pesquisa estimulada – votos totais
Marina Silva (Rede) – 12%
Simone Tebet (PSB) – 12%
André do Prado (PL) – 10 %
Guilherme Derrite – (PP) – 7%
Ricardo Salles (Novo) – 6%
Geraldo Rufino (Podemos) – 4%
Soninha Francine (Cidadania) – 3%
Marcio Alves (UP) – 3%
Dra Eliana Ferreira – (PSTU) – 3%
Maíra de Souza (UP) – 2%
William Teixeira (Agir) – 1%
Petter Maahs (PCB) – 1%
Ednelson Cesaretti (PCO) – 1%
Weller Gonçalves (PSTU) – 0%
Em branco/nenhum – 21%
Indecisos – 14%

Na pesquisa espontânea — em que os nomes dos pré-candidatos não são mostrados aos eleitores —, 79% estão indecisos.

No momento do registro da pesquisa, o candidato Guto Schiavetto (Missão) não constava como candidato no sistema do TSE.

Cada entrevistado pelo Datafolha foi questionado sobre em quem votaria para a primeira vaga no Senado e, depois, para a segunda vaga.

Pesquisa estimulada – primeira vaga

Simone Tebet (PSB) – 17%
Marina Silva (Rede) – 14%
André do Prado (PL) – 12%
Guilherme Derrite – (PP) – 10%
Ricardo Salles (Novo) – 5%
Geraldo Rufino (Podemos) – 2%
Marcio Alves (UP) – 2%
Soninha Francine (Cidadania) – 2%
Maíra de Souza (UP) – 2%
William Teixeira (Agir) – 2%
Dra Eliana Ferreira – (PSTU) – 1%
Petter Maahs (PCB) – 1%
Ednelson Cesaretti (PCO) – 0%
Weller Gonçalves (PSTU) – 0%
Em branco/nulo/nenhum – 19%
Indecisos – 12%

Pesquisa estimulada – segunda vaga

Marina Silva (Rede) – 11%
André do Prado (PL) – 8%
Simone Tebet (PSB) – 8%
Ricardo Salles (Novo) – 7%
Geraldo Rufino (Podemos) – 5%
Soninha Francine (Cidadania) – 5%
Dra Eliana Ferreira – (PSTU) – 4%
Guilherme Derrite – (PP) – 4%
Marcio Alves (UP) – 4%
Maíra de Souza (UP) – 3%
William Teixeira (Agir) – 1%
Ednelson Cesaretti (PCO) – 1%
Petter Maahs (PCB) – 1%
Weller Gonçalves (PSTU) – 0%
Em branco/nulo/nenhum – 23%
Indecisos – 17%

Moraes determina cassação da aposentadoria de ex-diretor da PRF

 Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF)/Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (21) a cassação da aposentadoria do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques.

No ano passado, Silvinei foi condenado pelo Supremo a 24 anos e seis meses de prisão em um dos processos da trama golpista ocorrida no governo Jair Bolsonaro.

Além do tempo de prisão a cumprir, o ex-diretor foi condenado à perda do cargo em função da condenação. Contudo, em 2022, antes da decisão do STF, Silvinei conseguiu se aposentar aos 47 anos.

Na decisão, Moraes disse que o entendimento do Supremo sobre a perda de cargo público em função de condenação criminal alcança os inativos, ou seja, acarreta a cassação da aposentadoria.

Diante de todo o exposto, nos termos do art. 21 do RISTF, remeta-se o acórdão dos embargos de declaração à Advocacia Geral da União, determinado o imediato cumprimento da sanção de perda do cargo público imposta a Silvinei Vasques, mediante a cassação de sua aposentadoria no cargo de policial rodoviário federal“, decidiu.

Conforme a acusação feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Silvinei atuou para barrar o deslocamento de eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no segundo turno das eleições de 2022, por meio de blitze em rodovias do Nordeste.

Durante o julgamento do caso, a defesa de Silvinei negou a atuação do ex-diretor para barrar o deslocamento de eleitores e disse que ele foi alvo de uma “tempestade midiática” e de notícias falsas nas redes sociais.

CNJ manda investigar juiz que anulou caso de R$ 200 mi após nomear o filho

Fachada do CNJ, em Brasília

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) determinou o encaminhamento ao TJPE (Tribunal de Justiça de Pernambuco) de uma representação para apurar a conduta do juiz Rildo Vieira da Silva. O magistrado anulou medidas cautelares da Operação Barriga de Aluguel, que investiga a Prefeitura do Recife, poucas horas após assumir o caso; um mês depois, seu filho foi nomeado procurador do município.

A representação foi levada ao órgão pelo candidato a deputado estadual Manoel Medeiros (Novo-PE). Segundo o processo, a investigação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) apurava suspeitas de “fraudar licitações e contratos administrativos, desviar recursos públicos e lavar dinheiro” em contratos de R$ 200 milhões voltados a empresas de engenharia.

Cerca de um mês após a anulação das medidas cautelares pelo magistrado, o filho do juiz, Lucas Vieira Silva, foi nomeado para o cargo de Procurador Judicial do município por meio da Portaria nº 1.777, de 23 de dezembro de 2025, em vaga destinada a Pessoas com Deficiência (PcD).

A nomeação, no entanto, foi cancelada pelo prefeito João Campos (PSB) em 30 de dezembro de 2025 e a vaga passou para o candidato seguinte da lista. O cancelamento ocorreu após vir a público que a apresentação do laudo de PcD ocorreu três anos após a realização do concurso, o que fez o candidato avançar da 63ª para a 1ª colocação na cota.

Ao analisar o caso em despacho do último dia 14, o Conselho Nacional de Justiça destacou que o magistrado “não rebateu” as acusações de frustrar a transparência e a celeridade processual, determinando o envio dos autos via PJeCOR para a Corregedoria-Geral do TJPE.

Histórico das instâncias

Antes da deliberação do CNJ, o caso passou por diferentes instâncias. O colegiado do TJPE chegou a afastar a tese de nulidade dada pelo juiz e autorizou a retomada da investigação, em decisão relatada pelo desembargador Mauro Alencar de Barros.

Posteriormente, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, determinou a suspensão da apuração, apontando que a falta de individualização das condutas indicava possível “pesca probatória”.

Nas redes sociais, o vereador Osmar Ricardo (PT) reforçou a cobrança por transparência e a articulação para a coleta de assinaturas visando a instalação de uma CPI na Câmara do Recife para investigar os contratos municipais.

Em entrevista à CNN, Manoel Medeiros celebrou a decisão da corregedoria e afirmou que o episódio, que ficou conhecido localmente como “fura-fila”, é um marco na história de Pernambuco “no que se refere a colocar a investigação de corrupção embaixo do tapete”. Para ele, a eventual investigação sobre o magistrado é o “primeiro passo concreto para que isso não fique sem consequências”.

Manoel também criticou a decisão do ministro do STF, afirmando que a medida busca proteger o Partido Socialista Brasileiro (PSB): “A decisão monocrática do ministro Gilmar Mendes não pode ser eterna e a sociedade tem o direito de saber o que tanto incomoda João Campos e o PSB nesse inquérito“, declarou.

A reportagem entrou em contato com a assessoria do Conselho Nacional de Justiça para confirmação dos prazos e trâmites do envio ao estado.

Também foram solicitados posicionamentos oficiais ao Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), ao juiz Rildo Vieira e à Prefeitura do Recife a respeito das citações sobre as licitações e atos de nomeação. A matéria será atualizada assim que houver retorno das partes. O espaço segue aberto.

Governo Federal anuncia supercomputador de R$ 1 bi e Nuvem Brasileira para IA

Luiz Inacio Lula da Silva, presidente do Brasil/Miguel Schincariol/AFP

O governo federal lançou nesta quinta-feira (20) novas medidas do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) que incluem a aquisição de dois supercomputadores, uma parceria com a China para desenvolvimento de modelos de IA e formação de profissionais, e a estruturação de uma nuvem brasileira para armazenamento de dados.

A iniciativa, de acordo com o governo, tem o objetivo de reduzir a dependência tecnológica do Brasil do exterior e viabilizar a capacidade de processamento nacional, viabilizando pesquisas científicas e atendendo o setor produtivo. O pacote reúne medidas que somam pouco mais de R$ 2,3 bilhões.

O governo tem falado em seus discursos sobre a importância de reduzir a dependência de países desenvolvidos em relação à tecnologia.

Supercomputador

O edital para a compra do supercomputador prevê o investimento de R$ 1 bilhão para adquirir o equipamento que fique entre os dez maiores do mundo em capacidade de processamento de IA. A máquina terá capacidade de 7,2 mil petaflops, o que significa que poderá fazer cerca de 7,2 quintilhões de operações matemáticas por segundo.

O supercomputador será instalado no Rio Grande do Norte, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição faz visita nesta quinta-feira (20). Uma das justificativas para alocar a tecnologia no Estado é a capacidade energética disponível.

O supercomputador poderá ser utilizado pelo governo, por universidades, por empresas. E um comitê de governança definirá critérios de seleção de projetos a serem priorizados.

Nuvem brasileira

Os anúncios incluem a estruturação da “Nuvem Brasileira” para armazenar dados em tecnologia nacional. Segundo o governo, o sistema funcionaria por meio de uma parceria entre o setor público e privado. O projeto ainda é inicial e começará com uma escuta ao mercado para avaliar a capacidade técnica da indústria nacional de oferecer opções.

A ideia é criar um software brasileiro em parceria com empresas nacionais para preservar os dados. A proposta será coordenada pelo Ministério da Gestão e Inovação em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Desde 2023, o Brasil tem a Nuvem de Governo que armazena dados de órgãos federais em território nacional. Essa nuvem, no entanto, funciona a partir de tecnologia de empresas internacionais, mas que estão fisicamente instaladas em locais controlados pelo Estado Brasileiro, com gestão feita por órgãos nacionais. No caso da Nuvem Brasileira, o software desenvolvido também seria nacional.

PL pede que Justiça autorize Michelle a ser substituída no cuidado de Bolsonaro

Michelle e Jair Bolsonaro/Carolina Antunes/PR

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quinta-feira (20) que o partido entrou com um pedido para que outra pessoa fique responsável pelos cuidados médicos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, o objetivo é liberar a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) para se concentrar em sua campanha ao Senado pelo Distrito Federal e em viagens do candidato do partido à Presidência, Flávio Bolsonaro.

Temos de conseguir autorização do Poder Judiciário para que ela seja substituída, porque ela precisa participar da campanha, fazer a campanha dela para o Senado e precisa estar presente nos comícios principais do Flávio Bolsonaro“, disse Valdemar à CNN Brasil.

Segundo ele, Michelle tem muito carisma e será importante para promover o nome de Flávio. Valdemar disse que, após a reconciliação entre os dois, Flávio teria subido dois ou três pontos porcentuais nas pesquisas de intenção de voto.

Valdemar falou, no entanto, que o plano é que a ex-primeira-dama participe apenas das agendas com maior relevância.

O presidente do PL também defendeu que Pablo Marçal possa concorrer à Presidência, mas disse considerar essa hipótese improvável, por impedimento da Justiça Eleitoral.

Valdemar afirmou ainda que as mudanças de discurso de Flávio foi causada por mudanças de marqueteiros – o senador passou a acenar mais ao bolsonarismo e menos ao centro.

PGR pediu a Mendonça envio do caso Lulinha para primeira instância

A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), o envio para a primeira instância do inquérito contra o empresário Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha.

O filho do presidente da República é investigado por tráfico de influência em órgãos do governo federal. Foram abertos três inquéritos contra o empresário, todos no STF. Dois estão sob relatoria de Mendonça e um é conduzido por Flávio Dino.

A manifestação do procurador-geral, Paulo Gonet, que está em sigilo, foi enviada logo após o ministro autorizar a abertura de uma dessas investigações.

Gonet sustenta a Mendonça no parecer que não há, no inquérito, nenhum investigado com foro por prerrogativa de função no STF que justifique a permanência do caso no tribunal.

O STF tem atribuição de processar presidentes, deputados e senadores, ministros de Estado, ministros do próprio tribunal e o procurador-geral da República.

O ministro André Mendonça ainda não analisou o pedido feito pelo procurador-geral.

Lula diz que soberania não pode ficar apenas no discurso e quer mais investimentos na defesa do país

Segundo o presidente Lula, é preciso encontrar recursos no Orçamento para mais investimentos em defesa/Reprodução / Youtube

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse nesta quarta-feira, 19, que a defesa da soberania nacional não pode ficar apenas no “discurso”, mas também se refletir em investimentos militares. Lula disse que é preciso “estar preparado” para “poder dizer não”.

A gente não tem soberania nacional porque a gente faz discurso. O discurso é só palavra. O adversário às vezes nem escuta. Nós precisamos estar preparados para eles saberem que a gente vai ter força para poder dizer não, para dizer que vamos competir. O que a gente não pode é ser um País desse tamanho de cabeça baixa a vida inteira“, declarou o presidente.

A fala foi durante a nominata (momento de início do discurso em que os políticos agradecem as pessoas presentes), em evento em Iperó (SP), durante visita ao Centro Industrial Nuclear de Aramar.

Lula também defendeu que o Brasil “possa enriquecer urânio, para fins pacíficos“, e que é preciso encontrar recursos no Orçamento para mais investimentos em defesa.

Volto para Brasília e nós vamos arrumar os recursos para que a gente termine, de uma vez por todas, esse submarino. Isso significa facilitar que a nossa juventude tenha esperança“, declarou. “O submarino é importante para que a gente tenha tecnologia para dar e para vender. Para que a gente possa enriquecer urânio, para fins pacíficos, como está na nossa Constituição, para vender para o mundo.

O presidente reclamou do fato de que investimentos que foram feitos ainda nas suas duas primeiras gestões acabaram ficando de lado e outros presidentes que o sucederam não fizeram aportes em defesa. Disse que o constante contingenciamento no Orçamento dificultam a continuidade de obras. Não mencionou, porém, que inclusive seu governo faz bloqueios e contingenciamentos no Orçamento quando necessário.

A gente fica dependendo do Orçamento da União e ele, às vezes, precisa ser contingenciado. Muitas vezes em um ano, você tem dois, no outro tem um. Em um ano tem três e no outro não tem nada. Isso não permite uma continuidade para a gente dizer que vamos concluir um projeto em tanto tempo. Volto hoje aqui e outra vez me deparo com a descontinuidade do Orçamento“, disse Lula.

Elogios para a presidente da Petrobras

No mesmo evento, o presidente da República brincou e chamou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, de “rainha do Brasil” por causa da descoberta de petróleo na Margem Equatorial.

Quero cumprimentar nossa querida magnata Magda Chambriard, presidente da Petrobras, porque depois da descoberta do petróleo na Margem Equatorial essa moça parece a rainha da Arábia Saudita e rainha do Brasil“, disse Lula, arrancando aplausos dos presentes no local.

Na última sexta-feira, a Petrobras anunciou que atingiu o reservatório do Poço de Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira, identificando a descoberta de hidrocarbonetos, que podem representar presença de petróleo ou gás natural no local. O Poço de Morpho está localizado a cerca de 175 km da costa do Amapá. Na segunda-feira, em entrevista coletiva, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, confirmou a existência de petróleo. “Tem petróleo, tem descoberta. Ainda não sabemos quanto.”

Flávio Bolsonaro diz ter sido alvo de mais de 1,8 mil ameaças de morte

Flávio Bolsonaro (PL), senador e candidato à presidência da República /Lula Marques/Agência Brasil

Vocês estão vendo aí. Foi só eu dizer que vou classificar PCC, CV e milícias como organizações terroristas, já recebi mais de mil e oitocentas ameaças de morte”, afirmou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numa transmissão ao vivo à meia noite deste domingo, 16.

Nos últimos meses, a campanha de Flávio, aliados do senador e perfis apoiadores passaram a dizer que há chance de ocorrer uma tentativa de assassinato contra o candidato à Presidência da República, sem detalhar de onde vêm as ameaças.

A equipe de Flávio diz que 30 dessas ameaças teriam se desdobrado em investigações por parte da Polícia do Senado Federal, que hoje faz a segurança de Flávio em Brasília e em viagens. O candidato disse que os agentes conduziram à delegacia uma pessoa que planejava um ataque a Flávio em Juiz de Fora, nesta segunda-feira, 17.

Em julho, Flávio dispensou a escolta da Polícia Federal (PF) que estava garantida para acompanhá-lo pelo Brasil, sob a alegação de que possa haver infiltrados entre os agentes, uma vez que a corporação está gerida por alguém indicado pelo PT, o diretor-geral Andrei Rodrigues.

Coordenada pela Diretoria de Proteção à Pessoa (DPP), a estrutura da PF é preparada para atender com equipes especializadas até dez candidaturas ao mesmo tempo. Os profissionais atuam em todos os Estados e fazem acompanhamento permanente das agendas de campanha.

A tese de um suposto atentado passou a ser insuflada pelos aliados de Flávio a partir de dois episódios. A primeira se deu quando o senador viajou aos Estados Unidos para uma reunião na Casa Branca, em que aproveitou a oportunidade para defender a classificação de organizações criminosas como narcoterroristas.

A segunda, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fazer uma declaração sugerindo enforcar traidores da Pátria, numa referência a uma suposta subserviência do adversário ao presidente americano, Donald Trump.

Em resposta a um novo discurso de Lula contra “traidores da Pátria”, os advogados da campanha, Maria Cláudia Bucchianeri e Tracy Reinaldet, fizeram uma petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) “alertando para repetição de discurso de ameaças e incitação à violência feita por Lula contra o senador”.

A equipe de comunicação tem feito questão de divulgar notas sobre o temor com violência, diante de “crescentes ameaças à vida de Flávio Bolsonaro”, de acordo com um dos comunicados.

Diante desse alerta, novas medidas de segurança passam a ser adotadas pela equipe de segurança do senador, como a ampliação do efetivo, com o triplo de policiais destacados, e o uso permanente do colete balístico por Flávio Bolsonaro. Os registros que atentam contra a vida de Flávio estão distribuídos da seguinte forma: 868 ameaças explícitas; 647 manifestações de incitação à violência; 640 referências codificadas; e 133 conteúdos relacionados a planejamento ou oportunidade de ataques”, afirmou a campanha em nota, em 22 de julho.

Flávio tem usado há meses colete à prova de balas em seus eventos, assim como fez neste domingo, no lançamento oficial da campanha em Copacabana. Numa de suas transmissões ao vivo às quintas-feiras, ele afirmou que começou a sofrer “ameaça de morte sem parar” enquanto defendia enquadrar facções como narcoterroristas.

Em alguns eventos vocês veem como eu tenho que estar de colete à prova de balas. Não posso fazer como eu adoro fazer, de entrar mais no meio da galera, e abraçar e tirar foto, porque pode ter alguém ali no meio mal intencionado, para tentar concluir o que não conseguiram fazer com o meu pai. Mas estou aqui arriscando a minha vida. Tirando a minha família do sossego. Queria pedir a vocês: assumam um pouquinho de risco também”, declarou em 30 de julho.

O coordenador da campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN), atribui as ameaças à esquerda, a quem chama de “turma mais radical, que se coloca como defensora da democracia, mas é quem mais agride a democracia”.

Tem (receio de ataque), mas estamos tomando todas as providências. Temos uma estrutura que protege Flávio, a partir inclusive da Polícia do Senado, (com) quem ele tem uma relação desde o primeiro dia do mandato dele”, declarou ao Estadão.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, endossou a tese de um atentado durante uma entrevista ao canal Rede Comunica Brasil no YouTube. Ele também fez associação entre um possível ataque e os interesses eleitorais da esquerda.

Flávio tem que tomar muito cuidado com a segurança dele. Cada vez mais vai valer mais a pena assassiná-lo. Porque se tirar o Flávio, quem que resta? Vai ser uma eleição entregue de bandeja para o Lula. Então é contra isso aí que a gente está lutando”, afirmou.

Não há evidências públicas de que haja uma orquestração de grupos de esquerda para cometer esses ataques. Em 2022, a poucos meses das eleições, houve episódios de violência cometidos por pessoas de diferentes matizes ideológicas.

Aliados e apoiadores também têm embarcado nos alertas. “EXCLUSIVO: CV planeja matar Flávio Bolsonaro em MG”, alardeava um vídeo do comunicador Allan dos Santos no Canal Timeline do YouTube, em 1º de junho. Ele descrevia supostas conversas num grupo de WhatsApp planejando uma manifestação contra a entrega do título de cidadão honorário de Belo Horizonte a Flávio, momento em que haveria um atentado. O ataque não aconteceu.

Também em junho, em entrevista ao canal Auri Verde Brasil no YouTube, o deputado federal Maurício Marcon (PL-RS) comentou um comentário do apresentador Alexandre Pittoli de que “tem (uma declaração do) Lula ontem, pra culminar numa nítida incitação, numa ameaça à vida de Flávio e Eduardo”.

Apito de cachorro é quando um líder dá a ordem para alguém, que vai entender a ordem, que não é uma ordem expressa. Em vez de falar ‘matem o Flávio Bolsonaro’, (ele sugere) que lá em 1800 e alguma coisa, alguém, por ter atitudes semelhantes ao que Flávio fez, deveria ser morto. Isso é muito usado por traficantes, esse tipo de pessoas aliadas ao narcopresidente da República”, disse o parlamentar.

PF indicia “Rei do lixo” e mais 24 pessoas por desvio de emendas

A PF (Polícia Federal) indiciou o empresário José Marcos Moura, conhecido como “Rei do lixo” e mais 24 pessoas, entre agentes privados e agentes públicos na Operação Overclean, que apura desvio de dinheiro público na destinação de emendas parlamentares.

Além de Moura, Fábio e Alex Parentes também foram indiciados. A PF estima que o esquema tenha movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão em contratos fraudulentos.

O indiciamento é a finalização da investigação por parte da polícia, quando a equipe entende que houve cometimento de crime. Com isso, o caso segue para o STF (Supremo Tribunal Federal) e à PGR (Procuradoria-Geral da República), que pode oferecer denúncia contra os indiciados, pedir novas diligências ou arquivar o caso.

No Supremo, a Overclean está sob a relatoria do ministro Nunes Marques.

Os alvos foram investigados por corrupção, fraude a licitações e desvio de dinheiro. A primeira fase da operação foi autorizada pela Justiça Federal em dezembro de 2024, mas o caso foi encaminhado ao STF por ter ligação com políticos com foro privilegiado.

A última fase foi em janeiro deste ano quando o deputado federal Félix Mendonça Jr. (PDT-BA) foi alvo da ação, que teve o apoio da CGU (Controladoria-Geral da União) e da Receita Federal.

A CNN busca a defesa dos indiciados. Relembre aqui todas as nove fases da Operação Overclean.

Mesmo inelegível até 2032, PRTB lança Pablo Marçal como candidato à Presidência

Pablo Marçal (PRTB) no debate promovido pela revista Veja em São Paulo, em 2024. — Foto: Antonio Milena/Divulgação/Veja

O PRTB protocolou neste sábado (15) o pedido de registro da candidatura do empresário e influenciador Pablo Marçal à Presidência da República após uma decisão da Justiça Eleitoral autorizar sua filiação ao partido.

O presidente nacional da legenda, Leonardo Avalanche, que havia sido escolhido para encabeçar a chapa, agora será candidato a vice. O registro, no entanto, ainda precisa ser analisado e aprovado pela Justiça Eleitoral.

Marçal, contudo, segue inelegível até 2032. No dia 5 de agosto, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou, por unanimidade, os embargos de declaração apresentados pela defesa do empresário e manteve a condenação que o tornou inelegível por oito anos por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral de 2024.

Ao g1, o PRTB afirmou que Avalanche, escolhido em convenção nacional no fim de julho para encabeçar a chapa presidencial da legenda, “passou as semanas seguintes construindo, nos bastidores, a jogada que mudaria completamente o tabuleiro político do partido”.

Ivan Moraes reafirma candidatura ao governo em meio à “pressão do PSB”

Apesar do confronto com o PSB, Ivan afirmou que a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é a principal prioridade do seu grupo político em 2026/Foto: Karol Rodrigues/DP Foto

O candidato da chapa PSOL/Rede ao Governo de Pernambuco, Ivan Moraes, confirmou neste sábado (15) que vai permanecer na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas. A decisão ocorre após dias de pressão, segundo o próprio candidato, do PSB e do presidente nacional da legenda, João Campos, para que o PSOL retirasse sua candidatura às vésperas do início oficial da campanha eleitoral.

Durante coletiva de imprensa realizada no Recife, Ivan afirmou que a direção estadual do PSOL resistiu às articulações e classificou a permanência da candidatura como uma demonstração da autonomia do partido em Pernambuco.

“O azar deles é que nós temos um partido autônomo, independente, em todas as suas instâncias. Um partido que não abriu para conversa”, afirmou Ivan.

A confirmação encerra, ao menos momentaneamente, a possibilidade de retirada da candidatura em uma articulação que extrapolou o cenário estadual e chegou à direção nacional do PSOL. Nos últimos dias, dirigentes da Federação PSOL/Rede em Pernambuco haviam denunciado uma tentativa de interferência externa para retirar Ivan da disputa. O presidente estadual da federação, Jerônimo Galvão, classificou a movimentação como “absurda” e “antidemocrática”.

Ivan diz que houve pressão do PSB

Ao falar sobre a crise, Ivan atribuiu diretamente ao PSB e a João Campos a pressão para que sua candidatura fosse retirada. Segundo ele, a movimentação chegou a ameaçar articulações partidárias em outros estados e colocou em discussão a autonomia do PSOL em Pernambuco.

“Todo mundo sabe a pressão que a gente sofreu pelo PSB pela retirada da minha candidatura. Todo mundo sabe disso já. Não através de mim, mas vocês que são jornalistas perceberam isso e divulgaram isso e noticiaram isso para quem quisesse ler, para quem quisesse ouvir, para quem quisesse ver”, afirmou.

Antes da coletiva deste sábado, Ivan já havia negado a possibilidade de desistência. Em entrevista ao Diario, afirmou que confiava nas instâncias partidárias e que o PSOL de Pernambuco estava fechado com sua candidatura. A direção estadual da federação também sustentava que a retirada só poderia ocorrer mediante uma intervenção nacional e que, para isso, seria necessário o apoio de dois terços da direção nacional.

Pedro Campos dá início à campanha com caminhada no Recife destacando presença e entregas pelo estado

Da assessoria – O deputado federal Pedro Campos inicia, neste domingo(16), sua campanha pela recondução à Câmara dos Deputados com uma extensa agenda no Recife. Ao longo do dia, o parlamentar percorrerá 40 quilômetros, passando por diferentes pontos da cidade para conversar com a população, apresentar as principais entregas do mandato e reafirmar seus compromissos para os próximos anos.

“Essa campanha começa do mesmo jeito que fizemos política nesses quatro anos: na rua, perto das pessoas e ouvindo Pernambuco. Foram 122 cidades visitadas, muitas histórias conhecidas e muitos problemas levados para Brasília. Agora, quero renovar esse compromisso e seguir fazendo da nossa atuação um instrumento para melhorar a vida do povo”, completa Pedro.

A largada da campanha será marcada por uma das principais características que Pedro Campos atribui ao seu mandato: a presença. Nos últimos quatro anos, o deputado esteve em todas as regiões do estado, mantendo contato direto com a população.

A proposta, segundo Pedro, é fazer da atuação parlamentar uma ponte permanente entre Pernambuco e Brasília: ouvir os problemas reais enfrentados pelas pessoas, levar essas demandas para a Câmara dos Deputados e trabalhar para transformá-las em políticas públicas, investimentos e conquistas concretas.

“O nosso mandato foi ao lado do povo. É preciso estar nas cidades, olhar nos olhos das pessoas, conhecer os problemas de perto e levar essa realidade para dentro da Câmara. Foi isso que fizemos nesses quatro anos: construímos uma ponte entre Pernambuco e Brasília, ouvindo as pessoas e transformando demandas em resultados”, afirma Pedro Campos.

MANDATO – Entre as principais conquistas do mandato está a atuação para tornar realidade a Tarifa Social de Água, política que beneficia cerca de 500 mil famílias pernambucanas, garantindo acesso à água e ao saneamento a um preço justo para quem mais precisa.

Outra bandeira destacada é a Lei Pai Presente, texto de Pedro Campos, que ampliou a licença-paternidade de cinco para 20 dias e criou o salário-paternidade. A iniciativa busca fortalecer a presença dos pais nos primeiros dias de vida dos filhos e reconhecer a responsabilidade compartilhada e a divisão do trabalho de cuidado voltado às crianças.

O deputado também chega ao início da campanha destacando sua atuação em defesa da democracia. Pedro foi uma voz firme contra o bolsonarismo e afirma que a defesa das instituições democráticas permanece como um compromisso inegociável de sua atuação política.

No campo político, Pedro Campos reforçará ainda sua atuação ao lado do presidente Lula, de João Campos, Marília Arraes e Humberto Costa na construção da Frente Popular de Pernambuco. Para o parlamentar, a união do campo progressista é fundamental para garantir avanços sociais, desenvolvimento e mais oportunidades para os pernambucanos.

A agenda deste primeiro dia simboliza a estratégia de campanha: estar nas ruas, prestar contas do mandato, ouvir a população e apresentar um novo ciclo de propostas para Pernambuco e para o Brasil.

Eduardo da Fonte, candidato ao Senado pelo PP, declara R$ 842 mil em bens ao TSE

Convenção oficializa Eduardo da Fonte (PP) como candidato a senador pela Federação União Progressista — Foto: Rafael Souza/g1

Eduardo da Fonte (PP), candidato ao Senado em Pernambuco, declarou R$ 842 mil em bens ao TSE. O montante representa uma redução de 37% em relação a 2022.

Os partidos políticos têm até as 19h deste sábado (15) para registrar candidaturas. O prazo limite vale para o envio de informações à Justiça Eleitoral.

O patrimônio declarado de Eduardo da Fonte caiu R$ 501.500,98 nos últimos 4 anos. Na primeira eleição disputada, em 2006, ele informou possuir R$ 626.100 em bens.

A maior parte dos bens declarados está concentrada em quotas de empresas, somando R$ 798.900. O candidato possui também um terreno e um cavalo.

Os suplentes declararam patrimônios que somam R$ 4,6 milhões. Carlos Andrade Lima informou R$ 3.610.417,68 e Jane Santos declarou R$ 1.045.000.

Paulo Rubem Santiago, candidato ao Senado pela Rede, declara R$ 319 mil em bens ao TSE

Paulo Rubem Santiago, candidato ao Senado pela Rede — Foto: Paulo Veras/g1

O candidato ao Senado Paulo Rubem Santiago (Rede) declarou R$ 319.551,70 em bens ao TSE. O patrimônio é 45% maior do que na eleição de 2022.

Os partidos têm até as 19h do domingo (15) para registrar candidaturas. Em 2022, os bens declarados pelo político somavam R$ 220.455,41.

Em 2018, ao disputar vaga de deputado federal pelo PSOL, Santiago informou patrimônio de R$ 232.241,05. O valor era 5% superior ao declarado em 2022.

O maior bem declarado é um apartamento na Várzea de R$ 200.000. Ele também possui participação em outro imóvel em Boa Viagem e um automóvel.

Os suplentes de Santiago, Cristiano Romão (PCB) e Rafaela Ramos (PSOL), informaram ao TSE não ter nenhum bem a declarar.

Mendonça Filho, candidato ao Senado pelo PL, declara R$ 2,2 milhões em bens ao TSE

Convenção realizada nesta terça-feira (4) anunciou a candidatura de Mendonça Filho ao Senado nas eleições de 2026 — Foto: Rafael Souza/g1

O deputado federal Mendonça Filho (PL), candidato ao Senado por Pernambuco, declarou R$ 2,2 milhões em bens à Justiça Eleitoral.

O patrimônio atual é 12% menor do que o declarado em 2022, quando foi eleito deputado federal. No entanto, o valor cresceu 65% em relação à eleição de 2018.

Ao disputar a prefeitura do Recife, em 2020, o candidato declarou patrimônio de R$ 2,2 milhões. O valor representou um crescimento de 67% em dois anos.

A maior parte do patrimônio está concentrada em imóveis. O político declarou um apartamento de R$ 1,2 milhão e uma casa de R$ 160 mil.

Os suplentes de sua chapa somam mais de R$ 4,6 milhões em bens. Adriana Ferreira declarou R$ 71.289,93 e Alcides Cardoso informou R$ 4.579.819,00.