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Ministro André de Paula chama Raquel Lyra de “futura presidente” em ato político em Itapissuma

Ministro da Agricultura, André de Paula (PSD), e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD)/Foto: Divulgação

O ministro da Agricultura, André de Paula (PSD), afirmou que a governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), tem potencial para chegar à Presidência da República. A declaração foi feita na sexta-feira (21) durante agenda política em Itapissuma, no Grande Recife.

Durante o discurso, André de Paula classificou Raquel como a principal liderança política feminina do país e a chamou de “futura presidente”. O ministro, que integra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), também declarou apoio à reeleição da governadora.

Nós temos orgulho de sermos liderados pela mulher que hoje tem a maior liderança política feminina desse país. A futura presidente, a governadora do povo dos pernambucanos”, afirmou.

A declaração ocorreu no mesmo dia da divulgação da pesquisa Datafolha, que aponta Raquel Lyra com 47% das intenções de voto no primeiro turno, contra 40% de João Campos (PSB). A diferença de sete pontos percentuais está acima da margem de erro de três pontos.

Na pesquisa anterior do instituto, divulgada em 3 de agosto, Raquel aparecia com 48% e João Campos com 42%. Os dois, portanto, oscilaram negativamente, mas a vantagem da governadora passou de seis para sete pontos percentuais.

A governadora mantém uma posição de neutralidade na disputa presidencial e não declarou apoio à candidatura à reeleição de Lula (PT), como fez João Campos. A estratégia tem permitido diálogo com diferentes segmentos do eleitorado.

A pesquisa Datafolha ouviu 1.204 eleitores pernambucanos com 16 anos ou mais entre os dias 18 e 20 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-01528/2026.

Dino determina que emendas indicadas por dirigentes partidários são nulas

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou neste domingo (23) que qualquer ato de indicação de emendas parlamentares relacionado a presidentes de partidos deve ser considerado “juridicamente inidôneo e revestido de nulidade absoluta”. O descumprimento, segundo ele, poderá implicar em responsabilização.

Dino estabeleceu que a Câmara e o Senado sejam comunicados da decisão para dar “imediata e ampla ciência aos órgãos técnicos, assessorias, servidores e demais agentes envolvidos no processamento das indicações de emendas parlamentares“.

Qualquer ato, tabela, expediente, comunicação, planilha, ofício ou solicitação que pretenda atribuir a Presidente de partido político ou a ex-parlamentar a autoria, titularidade ou poder de indicação sobre emenda parlamentar deve ser considerado juridicamente inidôneo e revestido de nulidade absoluta, não podendo servir de fundamento para a prática de atos administrativos destinados à execução da despesa pública”, afirmou Dino.

O ministro também determinou prazo “improrrogável” de cinco dias úteis para as siglas que ainda não se manifestaram sobre a eventual participação de dirigentes partidários distribuição ou operacionalização de emendas. Após esse prazo, os partidos estarão sujeitos a multas diárias no valor de R$ 100 mil.

Dino estabeleceu ainda que sejam intimados “pessoalmente” os presidentes do Solidariedade, deputado federal Paulinho da Força (SP), e do Podemos, deputada federal Renata Abreu (SP). As duas siglas foram as únicas que não enviaram resposta ao STF.

À CNN, Paulinho da Força afirmou que aguarda a notificação para enviar o esclarecimento. Procurado, o Podemos ainda não se manifestou.

O prazo para que 21 partidos respondessem ao STF sobre a possível atuação envolvendo emendas se encerrou na quarta-feira (19). Pela decisão deste domingo, as informações recebidas pela Corte serão enviadas à PF (Polícia Federal).

Como a CNN mostrou, nas respostas das legendas, predomina a afirmação de que os presidentes das siglas não têm cotas de emendas nem poder formal para definir a destinação dos recursos. A indicação de emendas parlamentares é uma prerrogativa de deputados e senadores.

Em julho, Dino determinou o bloqueio de bens de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e do ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos-MG), cujos patrimônios foram parcialmente congelados por suspeitas de desvio de emendas parlamentares.

Raquel Lyra aciona Justiça Eleitoral contra vereador que a chamou de “louca”

Governadora Raquel Lyra (PSD)/Rafael Vieira/DP Foto

Uma representação criminal foi protocolada na Justiça Eleitoral pela defesa da governadora Raquel Lyra (PSD-PE), candidata à reeleição em Pernambuco, neste sábado (22), contra o vereador angelinense Maurílio Cavalcanti (PSB-PE).

Em discurso na plenária da Câmara de Vereadores de Angelim, no Agreste do estado, o parlamentar tecia crítica à gestora quando a chamou de “louca” e afirmou que “o dia dela está chegando”. A sessão plenária foi realizada na quarta-feira (19) e transmitida em vídeo pelos canais oficiais da casa legislativa.

Na declaração, Maurílio Cavalcanti repercute a denúncia de que Lyra faria desvio de finalidade de um avião adquirido pelo governo do estado. “Pega o avião que é para usar na saúde e muda de configuração que é para fazer as visitas políticas dela”, diz o parlamentar.

A fala do vereador se baseia em reportagem da Folha de S.Paulo, de junho, que aponta que uma aeronave modelo King Air 260 foi adquirida por R$ 64,2 milhões com recursos da Secretaria de Defesa Social, em 2025, para reforço da estrutura de transporte de pacientes e ampliação da capacidade de atendimento médico no estado.

De acordo com a reportagem, em dezembro daquele ano, o kit médico instalado no avião teria sido temporariamente removido para o transporte da governadora a Brasília, onde ela teria participado de reuniões políticas com o presidente Lula (PT) e com Gilberto Kassab, presidente do PSD, seu partido.

As declarações foram denunciadas como violência política de gênero, com base no artigo 326-B do Código Eleitoral. O dispositivo, incluído pela Lei Federal nº 14.192/2021, tipifica como crime condutas como constranger e humilhar candidata a cargo eletivo ou detentora de mandato.

Em nota, a defesa de Raquel Lyra afirma que “a crítica política, a fiscalização e a divergência de opiniões são legítimas e fazem parte do debate democrático” e reitera que “a desqualificação pessoal de uma mulher, especialmente por meio de estereótipos, não pode ser naturalizada como instrumento de disputa política“.

O vereador Maurílio Cavalcanti foi procurado pela reportagem do Diario, mas até o momento não obteve resposta. O espaço permanece aberto.

Brasil e Estados Unidos vão retomar diálogo sobre tarifas, afirma Lula

Diplomatas brasileiros avaliam que o mais provável é que Lula e Trump conversem pessoalmente durante visita à Malásia no final de outubro/Crédito: ANGELA WEISS / AFP e BRENDAN SMIALOWSKI / AFP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, na noite da última sexta-feira (21) que Brasil e Estados Unidos vão retomar o diálogo sobre as tarifas comerciais, após conversar por telefone com o colega Donald Trump.

Ontem, Lula havia telefonado para o presidente americano, depois que os Estados Unidos impuseram no mês passado duas novas rodadas de tarifas sobre produtos do Brasil, sob o argumento de que o país comete falhas em áreas como desmatamento, propriedade intelectual e combate à corrupção.

O presidente brasileiro disse a Trump que as tarifas são “infundadas” e que manter as negociações é “a melhor opção para os dois países”, informou a Presidência brasileira, segundo a qual a conversa durou uma hora e vinte minutos e foi conduzida em tom “amistoso” e “cordial”.

Durante um ato de campanha em Minas Gerais, Lula disse que Trump pediu ao seu representante comercial que telefonasse para o ministro brasileiro do Comércio Exterior, e que eles marcassem uma reunião. O presidente acrescentou ainda que Trump “reconheceu” durante o telefonema seus argumentos segundo os quais as tarifas contra o Brasil foram baseadas “na mentira”.

Lula acusou recentemente os Estados Unidos de tentar interferir nas eleições de outubro, nas quais o presidente enfrentará seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, um aliado de Trump.

Uma fonte do governo brasileiro informou que a questão eleitoral não foi mencionada na conversa, embora Lula tenha afirmado a Trump que o sistema eleitoral brasileiro é confiável, diante de uma pergunta genérica do presidente americano sobre a disputa.

Lula defendeu nas últimas semanas sua determinação em dialogar com Trump, particularmente para tratar da questão das tarifas, que prejudicam a economia brasileira e enfurecem os líderes empresariais.

Em um eventual segundo turno, Lula teria 47% das intenções de voto, contra 43% de Flávio Bolsonaro, segundo uma pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta sexta-feira.

Sem interferência

Durante o telefonema, o presidente brasileiro reiterou sua recusa em designar as duas principais facções criminosas do país – Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) – como organizações terroristas. Washington atribuiu essa designação a ambos os grupos em maio.

Esses “grupos criminosos exercem terror cotidiano sobre as populações mais carentes, mas não se confundem com organizações terroristas“, diz o comunicado de Brasília. Lula ressaltou que seu governo defende outros métodos para acabar com esses grupos, como asfixiá-los financeiramente.

Eu falei: ‘Ô, Trump, se você quer combater o crime organizado (…) nós queremos trabalhar juntos. O que não queremos é interferência no Brasil’“, relatou o presidente, durante o ato em Minas Gerais.

A insegurança é uma das principais preocupações dos brasileiros. Flávio Bolsonaro defende a importação do modelo de linha dura do presidente salvadorenho, Nayib Bukele. O senador afirma que pediu pessoalmente a Trump que designasse o PCC e o CV como terroristas dias antes de os Estados Unidos tomarem essa decisão.

Pajeú nas Eleições recebe coordenadores das campanhas de João Campos e Raquel Lyra neste sábado

A terceira edição do programa Pajeú nas Eleições recebe, neste sábado (22), os coordenadores das campanhas de João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) na região do Pajeú.

Participam do programa o ex-prefeito de Itapetim Adelmo Moura, coordenador regional da campanha de João Campos, e o prefeito de São José do Egito, Fredson Brito, que coordena a campanha de Raquel Lyra na região.

Apresentado pela jornalista Juliana Lima, o programa começa às 11h, na Rádio Pajeú FM 99,3.

A edição coloca frente a frente representantes das duas principais candidaturas ao Governo de Pernambuco para discutir o cenário eleitoral, a organização das campanhas e as estratégias dos dois grupos políticos na região do Pajeú.

Entre os assuntos que estarão em pauta também estão as propostas defendidas pelas candidaturas, os apoios políticos, a conjuntura estadual e a avaliação dos coordenadores sobre o atual momento da disputa pelo Governo de Pernambuco.

Além da transmissão pelo rádio, o Pajeú nas Eleições poderá ser acompanhado ao vivo pelo canal da Rádio Pajeú no YouTube e pelas plataformas digitais da emissora.

Datafolha no DF: Celina, 30%; Arruda, 28%; Grass, 11%

Celina, Arruda e Grass — Foto: Reprodução

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21) mostra como está a disputa para o governo do Distrito Federal nas eleições de outubro.

Veja abaixo os números da pesquisa estimulada, em que o Datafolha mostra aos eleitores entrevistados os nomes dos candidatos:

Celina Leão (PP): 30%
Arruda (PSD): 28%
Leandro Grass (PT): 11%
Paula Belmonte (PSDB): 4%
Cappelli (PSB): 3%
Kiko Caputo (Novo): 2%
Professora Samara Mineiro (UP): 2%
Elisson (Agir): 1%
Professor Robson (PSTU): 1%
Expedito Mendonça (PCO): 0%
Em branco/nulo/nenhum: 11%
Não sabe: 8%

A pesquisa foi contratada pela Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”. O Datafolha ouviu 910 pessoas entre os dias 18 e 21 de agosto.

A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Os números de registro da pesquisa são DF-07561/2026 e BR-02094/2026.

PT vê DataFolha com alívio em meio ao caso Lulinha

Da CNN

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viu o resultado do DataFolha com alívio em meio a uma semana de desgastes com desdobramentos de denúncias envolvendo o caso Lulinha que ajudaram a abastecer adversários.

Datafolha: 50% avaliam gestão Raquel Lyra como positiva e 18%, como negativa

Raquel Lyra, governadora de Pernambuco — Foto: Janaína Pepeu/Divulgação

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21) mostra que 50% dos eleitores avaliam a gestão de Raquel Lyra (PSD) como ótima ou boa. Outros 18%, como ruim ou péssima.

Outros 30% consideram o governo regular. Além disso, 2% dos entrevistados não souberam responder.

O levantamento é o primeiro contratado pela TV Globo e Folha de S.Paulo para as eleições de 2026 após o início da campanha eleitoral.

Foram ouvidas 1.204 pessoas entre 18 e 20 de agosto. A margem de erro é de 3 pontos percentuais e o registro é PE-01528/2026.

Datafolha: 42% avaliam a gestão Tarcísio como positiva e 23% como negativa em SP

O candidato do Republicanos ao governo de SP, Tarcísio de Freitas, em sabatina na rádio CBN. — Foto: Maria Isabel Oliveira / O Globo / Divulgação

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21) mostra que 42% dos paulistas consideram a gestão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ótima ou boa, enquanto 31% a avaliam como regular, 23%, como ruim ou péssima e 4% dizem não saber.

A pesquisa é a primeira contratada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo para as eleições de 2026.

Veja abaixo os números:

Aprovação da gestão Tarcísio
Ótimo/Bom: 42%
Regular: 31 %
Ruim/Péssimo: 23%
Não sabe: 4%

Trabalho de Tarcísio como governador

O trabalho do candidato à reeleição como governador também foi pesquisado.

Aprovam: 60%
Desaprovam: 34%
Não sabe: 6%

A pesquisa foi contratada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Foram entrevistadas 1.610 pessoas entre os dias 18 e 19 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é SP-01806/2026.

Datafolha para o Senado em SP: Marina, 12%, Tebet, 12%, André do Prado, 10%, Derrite, 7% e Salles, 6%

Candidatos ao Senado por São Paulo — Foto: Reprodução

Na primeira pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21) após o registro das candidaturas, Marina Silva (Rede), Simone Tebet (MDB), André do Prado (PL), lideram a corrida ao Senado por São Paulo, com 12%, 12% e 10%, respectivamente.

Os três em empate técnico dentro do intervalo da margem de erro, que é de dois pontos para mais ou para menos.

André do Prado também empata tecnicamente com Derrite (PP), que tem 7%, e com Salles (Novo), que tem 6%.

A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Foram entrevistadas 1.610 pessoas entre os dias 18 e 19 de agosto.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é SP-01806/2026.

Pesquisa estimulada – votos totais
Marina Silva (Rede) – 12%
Simone Tebet (PSB) – 12%
André do Prado (PL) – 10 %
Guilherme Derrite – (PP) – 7%
Ricardo Salles (Novo) – 6%
Geraldo Rufino (Podemos) – 4%
Soninha Francine (Cidadania) – 3%
Marcio Alves (UP) – 3%
Dra Eliana Ferreira – (PSTU) – 3%
Maíra de Souza (UP) – 2%
William Teixeira (Agir) – 1%
Petter Maahs (PCB) – 1%
Ednelson Cesaretti (PCO) – 1%
Weller Gonçalves (PSTU) – 0%
Em branco/nenhum – 21%
Indecisos – 14%

Na pesquisa espontânea — em que os nomes dos pré-candidatos não são mostrados aos eleitores —, 79% estão indecisos.

No momento do registro da pesquisa, o candidato Guto Schiavetto (Missão) não constava como candidato no sistema do TSE.

Cada entrevistado pelo Datafolha foi questionado sobre em quem votaria para a primeira vaga no Senado e, depois, para a segunda vaga.

Pesquisa estimulada – primeira vaga

Simone Tebet (PSB) – 17%
Marina Silva (Rede) – 14%
André do Prado (PL) – 12%
Guilherme Derrite – (PP) – 10%
Ricardo Salles (Novo) – 5%
Geraldo Rufino (Podemos) – 2%
Marcio Alves (UP) – 2%
Soninha Francine (Cidadania) – 2%
Maíra de Souza (UP) – 2%
William Teixeira (Agir) – 2%
Dra Eliana Ferreira – (PSTU) – 1%
Petter Maahs (PCB) – 1%
Ednelson Cesaretti (PCO) – 0%
Weller Gonçalves (PSTU) – 0%
Em branco/nulo/nenhum – 19%
Indecisos – 12%

Pesquisa estimulada – segunda vaga

Marina Silva (Rede) – 11%
André do Prado (PL) – 8%
Simone Tebet (PSB) – 8%
Ricardo Salles (Novo) – 7%
Geraldo Rufino (Podemos) – 5%
Soninha Francine (Cidadania) – 5%
Dra Eliana Ferreira – (PSTU) – 4%
Guilherme Derrite – (PP) – 4%
Marcio Alves (UP) – 4%
Maíra de Souza (UP) – 3%
William Teixeira (Agir) – 1%
Ednelson Cesaretti (PCO) – 1%
Petter Maahs (PCB) – 1%
Weller Gonçalves (PSTU) – 0%
Em branco/nulo/nenhum – 23%
Indecisos – 17%

Moraes determina cassação da aposentadoria de ex-diretor da PRF

 Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF)/Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (21) a cassação da aposentadoria do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques.

No ano passado, Silvinei foi condenado pelo Supremo a 24 anos e seis meses de prisão em um dos processos da trama golpista ocorrida no governo Jair Bolsonaro.

Além do tempo de prisão a cumprir, o ex-diretor foi condenado à perda do cargo em função da condenação. Contudo, em 2022, antes da decisão do STF, Silvinei conseguiu se aposentar aos 47 anos.

Na decisão, Moraes disse que o entendimento do Supremo sobre a perda de cargo público em função de condenação criminal alcança os inativos, ou seja, acarreta a cassação da aposentadoria.

Diante de todo o exposto, nos termos do art. 21 do RISTF, remeta-se o acórdão dos embargos de declaração à Advocacia Geral da União, determinado o imediato cumprimento da sanção de perda do cargo público imposta a Silvinei Vasques, mediante a cassação de sua aposentadoria no cargo de policial rodoviário federal“, decidiu.

Conforme a acusação feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Silvinei atuou para barrar o deslocamento de eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no segundo turno das eleições de 2022, por meio de blitze em rodovias do Nordeste.

Durante o julgamento do caso, a defesa de Silvinei negou a atuação do ex-diretor para barrar o deslocamento de eleitores e disse que ele foi alvo de uma “tempestade midiática” e de notícias falsas nas redes sociais.

CNJ manda investigar juiz que anulou caso de R$ 200 mi após nomear o filho

Fachada do CNJ, em Brasília

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) determinou o encaminhamento ao TJPE (Tribunal de Justiça de Pernambuco) de uma representação para apurar a conduta do juiz Rildo Vieira da Silva. O magistrado anulou medidas cautelares da Operação Barriga de Aluguel, que investiga a Prefeitura do Recife, poucas horas após assumir o caso; um mês depois, seu filho foi nomeado procurador do município.

A representação foi levada ao órgão pelo candidato a deputado estadual Manoel Medeiros (Novo-PE). Segundo o processo, a investigação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) apurava suspeitas de “fraudar licitações e contratos administrativos, desviar recursos públicos e lavar dinheiro” em contratos de R$ 200 milhões voltados a empresas de engenharia.

Cerca de um mês após a anulação das medidas cautelares pelo magistrado, o filho do juiz, Lucas Vieira Silva, foi nomeado para o cargo de Procurador Judicial do município por meio da Portaria nº 1.777, de 23 de dezembro de 2025, em vaga destinada a Pessoas com Deficiência (PcD).

A nomeação, no entanto, foi cancelada pelo prefeito João Campos (PSB) em 30 de dezembro de 2025 e a vaga passou para o candidato seguinte da lista. O cancelamento ocorreu após vir a público que a apresentação do laudo de PcD ocorreu três anos após a realização do concurso, o que fez o candidato avançar da 63ª para a 1ª colocação na cota.

Ao analisar o caso em despacho do último dia 14, o Conselho Nacional de Justiça destacou que o magistrado “não rebateu” as acusações de frustrar a transparência e a celeridade processual, determinando o envio dos autos via PJeCOR para a Corregedoria-Geral do TJPE.

Histórico das instâncias

Antes da deliberação do CNJ, o caso passou por diferentes instâncias. O colegiado do TJPE chegou a afastar a tese de nulidade dada pelo juiz e autorizou a retomada da investigação, em decisão relatada pelo desembargador Mauro Alencar de Barros.

Posteriormente, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, determinou a suspensão da apuração, apontando que a falta de individualização das condutas indicava possível “pesca probatória”.

Nas redes sociais, o vereador Osmar Ricardo (PT) reforçou a cobrança por transparência e a articulação para a coleta de assinaturas visando a instalação de uma CPI na Câmara do Recife para investigar os contratos municipais.

Em entrevista à CNN, Manoel Medeiros celebrou a decisão da corregedoria e afirmou que o episódio, que ficou conhecido localmente como “fura-fila”, é um marco na história de Pernambuco “no que se refere a colocar a investigação de corrupção embaixo do tapete”. Para ele, a eventual investigação sobre o magistrado é o “primeiro passo concreto para que isso não fique sem consequências”.

Manoel também criticou a decisão do ministro do STF, afirmando que a medida busca proteger o Partido Socialista Brasileiro (PSB): “A decisão monocrática do ministro Gilmar Mendes não pode ser eterna e a sociedade tem o direito de saber o que tanto incomoda João Campos e o PSB nesse inquérito“, declarou.

A reportagem entrou em contato com a assessoria do Conselho Nacional de Justiça para confirmação dos prazos e trâmites do envio ao estado.

Também foram solicitados posicionamentos oficiais ao Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), ao juiz Rildo Vieira e à Prefeitura do Recife a respeito das citações sobre as licitações e atos de nomeação. A matéria será atualizada assim que houver retorno das partes. O espaço segue aberto.

Governo Federal anuncia supercomputador de R$ 1 bi e Nuvem Brasileira para IA

Luiz Inacio Lula da Silva, presidente do Brasil/Miguel Schincariol/AFP

O governo federal lançou nesta quinta-feira (20) novas medidas do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) que incluem a aquisição de dois supercomputadores, uma parceria com a China para desenvolvimento de modelos de IA e formação de profissionais, e a estruturação de uma nuvem brasileira para armazenamento de dados.

A iniciativa, de acordo com o governo, tem o objetivo de reduzir a dependência tecnológica do Brasil do exterior e viabilizar a capacidade de processamento nacional, viabilizando pesquisas científicas e atendendo o setor produtivo. O pacote reúne medidas que somam pouco mais de R$ 2,3 bilhões.

O governo tem falado em seus discursos sobre a importância de reduzir a dependência de países desenvolvidos em relação à tecnologia.

Supercomputador

O edital para a compra do supercomputador prevê o investimento de R$ 1 bilhão para adquirir o equipamento que fique entre os dez maiores do mundo em capacidade de processamento de IA. A máquina terá capacidade de 7,2 mil petaflops, o que significa que poderá fazer cerca de 7,2 quintilhões de operações matemáticas por segundo.

O supercomputador será instalado no Rio Grande do Norte, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição faz visita nesta quinta-feira (20). Uma das justificativas para alocar a tecnologia no Estado é a capacidade energética disponível.

O supercomputador poderá ser utilizado pelo governo, por universidades, por empresas. E um comitê de governança definirá critérios de seleção de projetos a serem priorizados.

Nuvem brasileira

Os anúncios incluem a estruturação da “Nuvem Brasileira” para armazenar dados em tecnologia nacional. Segundo o governo, o sistema funcionaria por meio de uma parceria entre o setor público e privado. O projeto ainda é inicial e começará com uma escuta ao mercado para avaliar a capacidade técnica da indústria nacional de oferecer opções.

A ideia é criar um software brasileiro em parceria com empresas nacionais para preservar os dados. A proposta será coordenada pelo Ministério da Gestão e Inovação em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Desde 2023, o Brasil tem a Nuvem de Governo que armazena dados de órgãos federais em território nacional. Essa nuvem, no entanto, funciona a partir de tecnologia de empresas internacionais, mas que estão fisicamente instaladas em locais controlados pelo Estado Brasileiro, com gestão feita por órgãos nacionais. No caso da Nuvem Brasileira, o software desenvolvido também seria nacional.

PL pede que Justiça autorize Michelle a ser substituída no cuidado de Bolsonaro

Michelle e Jair Bolsonaro/Carolina Antunes/PR

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quinta-feira (20) que o partido entrou com um pedido para que outra pessoa fique responsável pelos cuidados médicos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, o objetivo é liberar a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) para se concentrar em sua campanha ao Senado pelo Distrito Federal e em viagens do candidato do partido à Presidência, Flávio Bolsonaro.

Temos de conseguir autorização do Poder Judiciário para que ela seja substituída, porque ela precisa participar da campanha, fazer a campanha dela para o Senado e precisa estar presente nos comícios principais do Flávio Bolsonaro“, disse Valdemar à CNN Brasil.

Segundo ele, Michelle tem muito carisma e será importante para promover o nome de Flávio. Valdemar disse que, após a reconciliação entre os dois, Flávio teria subido dois ou três pontos porcentuais nas pesquisas de intenção de voto.

Valdemar falou, no entanto, que o plano é que a ex-primeira-dama participe apenas das agendas com maior relevância.

O presidente do PL também defendeu que Pablo Marçal possa concorrer à Presidência, mas disse considerar essa hipótese improvável, por impedimento da Justiça Eleitoral.

Valdemar afirmou ainda que as mudanças de discurso de Flávio foi causada por mudanças de marqueteiros – o senador passou a acenar mais ao bolsonarismo e menos ao centro.

PGR pediu a Mendonça envio do caso Lulinha para primeira instância

A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), o envio para a primeira instância do inquérito contra o empresário Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha.

O filho do presidente da República é investigado por tráfico de influência em órgãos do governo federal. Foram abertos três inquéritos contra o empresário, todos no STF. Dois estão sob relatoria de Mendonça e um é conduzido por Flávio Dino.

A manifestação do procurador-geral, Paulo Gonet, que está em sigilo, foi enviada logo após o ministro autorizar a abertura de uma dessas investigações.

Gonet sustenta a Mendonça no parecer que não há, no inquérito, nenhum investigado com foro por prerrogativa de função no STF que justifique a permanência do caso no tribunal.

O STF tem atribuição de processar presidentes, deputados e senadores, ministros de Estado, ministros do próprio tribunal e o procurador-geral da República.

O ministro André Mendonça ainda não analisou o pedido feito pelo procurador-geral.