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Moraes segurou julgamento de interesse do Master após contrato com Viviane

O ministro Alexandre de Moraes pediu vista em um julgamento de grande interesse do Banco Master em novembro de 2024, época em que sua mulher, Viviane Barci de Moraes, já tinha firmado contrato de R$ 131 milhões com a instituição financeira de Daniel Vorcaro.

O magistrado devolveu o caso para análise do plenário em fevereiro deste ano, quando os pagamentos do ex-banqueiro à mulher do magistrado já eram de conhecimento público.

A reportagem questionou o ministro se houve algum conflito de interesses por ter julgado o caso, mas não obteve resposta.

Trata-se de uma disputa bilionária entre a União e empresas sucroalcooleiras, que foram derrotadas em setembro de 2023 com o veto unânime do Supremo Tribunal Federal (STF) ao pagamento antecipado de R$ 5 bilhões em precatórios a uma empresa específica do setor.

Os advogados apresentaram recurso e, em 8 de novembro de 2024, o então presidente da corte, ministro Luís Roberto Barroso, votou para manter a decisão do ano anterior. Moraes, então, pediu vista e devolveu o caso para julgamento em fevereiro de 2026, quando todos os ministros se posicionaram a favor da União contra o pagamento antecipado.

A previsão da Fazenda Nacional é que um entendimento em sentido contrário abriria precedente para outras 26 companhias do setor apresentarem o mesmo pleito à Justiça, o que poderia gerar um impacto superior a R$ 100 bilhões aos cofres do governo federal.

Foi justamente sobre este processo, intitulado Suspensão de Tutela Provisória 976, que o ministro André Mendonça afirma ter tratado no encontro que teve com Daniel Vorcaro em março de 2024.

A controvérsia jurídica começou nos anos 1980 e discute se a União deve ressarcir empresas do setor que alegam ter tido prejuízos bilionários por um tabelamento de preços imposto à época pelo Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), uma autarquia federal já extinta.

Há processos sobre o tema em curso no Judiciário há mais de 20 anos e o governo federal foi condenado em diversos processos a ressarcir as perdas, que se transformaram em precatórios.

Em 2020, o Supremo uniformizou o entendimento sobre o tema e decidiu que a União tem o dever de indenizar apenas as empresas que consigam comprovar os danos sofridos pelas políticas de preço da IAA.

Depois disso, processos sobre o tema ficaram travados e muitos dos precatórios, títulos que reconhecem a existência de uma dívida da União e que geralmente demoram a ser pagos, foram revendidos a bancos a preços menores, dentre eles o Master.

No andamento processual do caso no site do STF, consta a informação de que em 4 de fevereiro de 2025 Moraes chegou a devolver a vista e o caso a ser incluído na pauta do plenário virtual, mas um dia depois o ato foi invalidado sob a justificativa de “lançamento indevido”.

O mesmo ocorreu em 14 de março do ano passado: aparece a informação de que Moraes havia devolvido o caso para julgamento, mas há o registro de que em 10 de fevereiro de 2026 o ato tratou-se de “lançamento indevido”.

Nesse meio tempo, consta a informação de que o processo foi incluído para apreciação pelo presidente em 29 de setembro de 2025, mas o caso não chegou a ser analisado, o que só ocorreu a partir de 11 de fevereiro.

A aquisição de precatórios era uma das principais estratégias de Vorcaro para inflar o balanço do Master e uma eventual onda de pagamentos por ordem do STF desses títulos do setor sucroalcooleiro, que tinham baixo valor de mercado, beneficiariam Vorcaro.

Na nota em que admite a reunião com Vorcaro, Mendonça não cita Moraes, mas menciona que o caso estava paralisado por vista de um ministro.

Em todas as ocasiões, o assunto tratado foi a Suspensão de Tutela Provisória (STP) 976, que estava sob julgamento do STF e que discutia créditos de precatórios de interesse do Banco, mas que se encontrava, na exata data da reunião, com pedido de vista de outro ministro”.

Lula conversou com ministros do STF sobre caso Moraes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) procurou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (1º), diante de mais um desdobramento de uma crise interna, após a divulgação de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A ala mais próxima a Moraes, que conversou com o presidente, acusa André Mendonça, relator do Master, de agir alinhado ao adversário de Lula nas eleições, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o que é rechaçado pelo entorno do ministro.

Integrantes da Corte reclamaram a Lula sobre o que consideram a falta de uma reação institucional mais contundente do governo diante da crise.

Um dos alvos dos ministros foi o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias. A AGU não avançou com um pedido da Polícia Federal para contestar André Mendonça sobre o que consideram restrições à PF em relação às investigações do Master e do INSS.

Por exemplo, a obrigação de compartilhar com o gabinete do ministro dados brutos das investigações e de comunicar previamente alterações nas equipes responsáveis pelos inquéritos.

Há ainda cobranças sobre o papel do Ministério da Justiça na defesa da Polícia Federal, diante de vazamentos, como detalhes de apurações sobre a relação do filho do presidente, Fábio Luís, com uma rede de lobistas no governo.

O presidente Lula tem sido aconselhado por aliados próximos a evitar defender o ministro Alexandre de Moraes e a manter distância da crise no Supremo.

Mensagens de Vorcaro mergulham Supremo em crise sem precedentes

Ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes em Sessão plenária do STF/Gustavo Moreno/STF

Conversas entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que constam de um relatório da Polícia Federal (PF), fizeram a Corte mergulhar numa inédita e grave crise. Os diálogos vieram a público por causa da retirada de sigilo do documento da PF, determinada pelo ministro André Mendonça, relator da Operação Compliance Zero no STF. A decisão foi tomada na sequência de um pedido de manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre o relatório, que seria analisado pelo Plenário da Corte. Para agravar a situação, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a anulação de todas as evidências que citam Moraes no relatório. Mais: o PGR afirma que Mendonça não tem competência para investigar o colega de STF.

A documentação cujo sigilo foi retirado por Mendonça expôs mensagens extraídas do celular de Vorcaro e expõe a suposta relação de amizade entre o ex-banqueiro com Moraes. A PF aponta que o dono do Master pode ter recebido previamente informações relacionadas às investigações sobre o banco e registra diálogos nos quais o empresário demonstra preocupação com medidas que poderiam ser adotadas contra ele e a instiuição financeira.

Nos diálogos trazido à tona pelo relatório, Vorcaro em alguns momentos pede a intercessão de “Andrei” e “Paulo”, que, para os investigadores, são o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o PGR Paulo Gonet. O ex-banqueiro manifesta preocupação com o fato de que o Banco Central (BC) estaria apertando o cerco ao Master, apesar de, conforme afirmava, estar trabalhando para manter a liquidez da instituição.

Tive informações informais, em em confidência de turma do Banco Central, que G (aparentemente o diretor da autoridade monetária Gabriel Galípolo) estão na pressão máxima de novo para uma medida, pois o Bacen está sendo muito pressionado pela PF e MP“, diz Vorcaro em um dos diálogos recuperados pelos peritos. Não há respostas de Moraes, que estaria usando o dispostivo de visualização única — que não gera registros.

Várias mensagens mostram que as reuniões de Vorcaro com Moraes foram intermediadas pelo ex-ministro das Comunicações do governo Bolsonaro, Fábio Faria. Nas conversas encontradas no celular de Vorcaro, estão descritos encontros presenciais entre o banqueiro e o ministro em Brasília e São Paulo. Em uma deles, Vorcaro chegou a desmarcar com o magistrado para encontrar o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Em março de 2024, Fábio sugere ao magistrado um encontro presencial. Moraes responde que teria um jantar, mas que era possível “tomar um whisky” e pergunta o horário.

Em outra data, um homem identificado como motorista de Vorcaro envia mensagem dizendo que “o min Alexandre chegou”, confirmando a presença de Moraes em uma residência ligada ao banqueiro no Lago Sul. Há diálogos, ainda, de Vorcaro com a ex-namorada, Martha Graeff, e com a filha, nos quais admite estar com o ministro.

Elogios

Também há mensagens nas quais Vorcaro, aparentemente, elogia Moraes. Como esta de 30 de outubro de 2025. “Tudo de importante fica no seu colo. Impressionante! Mas seu legado pro Brasil será eterno. Tenho muito orgulho e tenho certeza que cada vez mais se consolidará como a pessoa mais importante do país. Então, todo sacrifício pessoal valerá à pena“. No mesmo dia, o ex-banqueiro manda outra mensagem, agora de agradecimento: “Juntos em tudo. Muito obrigado por tudo”.

Na mensagem de 4 de novembro de 2025, Vorcaro diz: “Pelo amor de Deus, veja se você consegue bloquear toda a maldade (…) Estou pronto pra ir em qualquer um, explicar qualquer coisa, mas uma medida drástica agora literalmente quebra o banco de modo irreversível”. No dia seguinte, ele pergunta: “Como estamos aí? Conseguiu bloquear a maldade e a sacanagem?” Em 14 de novembro, mais agradecimentos: “Estamos juntos sempre. Você sabe que tenho gratidão da minha vida a você. Toda minha família, funcionários, parceiros, amigos que dependem de nós têm uma dívida de vida contigo e com sua família. Muito obrigado por tudo”.

Vorcaro, porém, mostra que temia ser preso. Em 15 de novembro de 2025, diz: “Que loucura, bem na semana que estou resolvendo tudo. Aquele mesmo juiz Ricardo? (…) Acha que segunda já tenho que estar fora?” O ex-banqueiro referia-se ao juiz federal Ricardo Augusto Soares Leite, titular da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, responsável por expedir a ordem de prisão preventiva contra o empresário e por decretar medidas de busca e apreensão no âmbito da operação conduzida pela PF. No mesmo dia, em outra mensagem, Vorcaro pede: “Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei?” No dia 16, nova pergunta: “E com o Andrei, dá pra segurar?

No documento da PF, chamam a atenção, também, as cobranças feitas sobre pagamentos que deveriam ser feitos ao escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. Uma delas é feita por Fabio Faria, afirmando que “o careca não pode atrasar”. Em outra mensagem, o próprio Vorcaro avisa a Angelo Silva, sócio e executivo do setor financeiro do Master, que trata-se do “contrato mais importante que temos”. “Manda pagar agora”, determina o ex-banqueiro.

Além disso, metadados analisados pelos invetigadores indicam que Moraes fez alterações na última versão da minuta do acordo de prestação de serviços antes da assinatura do contrato. Em nota, o escritório de Viviane Barci confirmou que o ministro foi consultado na análise do documento. Segundo a banca, o setor de compliance solicitou informações ao ministro, “na condição de marido da sócia-diretora”, para verificar a existência de eventuais impedimentos legais.

Sustenta, ainda, que não havia qualquer obstáculo à contratação, uma vez que o magistrado não tinha sob sua relatoria processos envolvendo o Master, nem havia participado de julgamentos de interesse da instituição. De acordo com a nota, diante da ausência de impedimentos, “o contrato foi assinado e os serviços advocatícios devidamente prestados“.

Anulação

Porém, tudo isso pode estar diante da possibilidade de ser invalidado. Ontem à noite, o PGR Paulo Gonet pediu anulação das evidências colhidas pela PF que citam Moraes. O parecer foi protocolado na Corte e será avaliado por Mendonça. Nas conversas interceptadas, ele e Andrei Rodrigues são citados e Vorcaro dá a entender que teriam condições de interferir no caso.

Na manifestação enviada ao Supremo, Gonet afirma que Mendonça quis que mensagens relacionadas a Moraes fossem detalhadas pelos investigadores e que induziu o aprofundamento da investigação contra o magistrado. “O próprio relator já havia ordenado que lhe entregassem o dispositivo informático contendo todos os dados que vieram a ser postos na peça da polícia. De toda forma, é certo que o relator quis que fossem ‘minudenciados’. Não importa o grau de investigação que a providência constitui, é inegável que houve imersão em elementos dos autos para buscar indicativos de envolvimento do Ministro Alexandre de Moraes em ilícitos“, diz um trecho.

Na representação, Gonet afirma que Mendonça não teria competência para investigar Moraes e defende a anulação de todas as evidências. “Se a autoridade policial deve interromper as suas investigações para que sobre elas delibere o órgão do Judiciário encarregado do julgamento, com maioria de razão não deve o relator admitir e nem determinar que um colega da Corte seja escrutinado. Na realidade, o relator nem sequer detém competência para dirigir as ações policiais contra alvos que resolva mirar. Quem investiga, na fase pré-processual, é polícia judiciária, cabendo ao Ministério Público, como órgão de acusação, com a titularidade única para propor a ação penal, igualmente buscar elementos de convicção“, frisa Gonet.

Ao determinar a retirada do sigilo do relatório, Mendonça registra que o processo deve ser levado ao Plenário do STF. Essa decisão será tomada pelo ministro Edson Fachin, presidente do Supremo.

Independentemente de qual venha a ser a manifestação exarada pela douta Procuradoria-Geral da República, o caminho inevitável dos presentes autos leva ao Plenário deste Supremo Tribunal Federal“, observa Mendonça.

Romeu Zema chama Moraes de “projetinho de ditador” e pede cadeia para ministro do STF

Romeu Zema/Gabriel Pinheiro/CNI/Estado de Minas

O candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, comentou nesta terça-feira (1º) a revelação feita pelo Estadão de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, foi responsável por editar a última versão do contrato de R$ 131 milhões em serviços advocatícios firmado entre o escritório da sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Em uma publicação em seu perfil no X, Zema afirmou: “Esse projetinho de ditador nunca me enganou. A PF acaba de demonstrar que o Ministro Alexandre de Moraes editou o contrato do escritório da esposa com o Master, às 23h04, no mesmo sistema que ele usa pra despachar processo. E tem mais: Moraes teria pedido proteção pro Vorcaro diretamente ao PGR e ao diretor da PF“.

O presidenciável mencionou que ainda como governador de Minas protocolou, em março deste ano, um pedido de impeachment contra Moraes e finalizou: “Impeachment é pouco. Ele merece é cadeia. Chega de intocável enriquecendo às custas do povo. Prisão pra ele e que devolva todo o dinheiro“.

Flávio se nega a dar informações sobre novo repasse de Vorcaro a “Dark Horse”

Candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro/AFP

O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, negou-se nesta terça-feira (1º) a dar informações sobre informações de outro repasse do banqueiro Daniel Vorcaro ao filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo Flávio, cabe à produtora Go Up fornecer os detalhes.

Essas informações não tenho como saber, porque não trato disso. Tem que perguntar para a produtora. Eu sabia que ele Vorcaro é investidor, mas não tinha como falar. A resposta tem que perguntar para a produtora“, declarou a jornalistas ao chegar ao Senado, onde presidirá sessão da Comissão de Segurança Pública.

Reportagem da revista Piauí mostrou que um relatório inédito do Coaf desmente Flávio sobre o financiamento do Dark Horse. Apesar de o senador afirmar que os pagamentos do banqueiro Daniel Vorcaro cessaram em maio de 2025, um repasse de US$ 1,6 milhão foi feito em setembro daquele ano, elevando o total de US$ 10,6 milhões para US$ 12,3 milhões, com evidências de um possível pagamento adicional em outubro.

Ao comentar as questões envolvendo o filme, Flávio mudou o assunto para o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. O candidato afirmou que o magistrado deveria renunciar ao cargo em razão de sua relação profissional anterior com Vorcaro. “O Alexandre de Moraes tinha que renunciar ao Supremo Tribunal Federal. Não tem melhor condição dele continuar sendo ministro do Supremo“, afirmou.

O Estadão/Broadcast mostrou que, por meio de uma longa troca de mensagens entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, a indicação de que o banqueiro pediu reiteradamente ao ministro para que interviesse junto ao diretor-geral da Polícia Federal, delegado Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para travar as investigações sobre negócios fraudulentos da instituição financeira.

Para 55,1%, “Caso Lulinha” afeta diretamente governo Lula, segundo levantamento da Atlas/Bloomberg

Lulinha, filho do presidente Lula/Reprodução/Redes sociais

Levantamento Atlas/Bloomberg divulgado nesta segunda-feira (31), mostra que 55,1% dos brasileiros acham que as investigações envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, afetam diretamente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros 37,9% dizem acreditar que é um problema exclusivo do filho do presidente. Outros 7,1% não souberam responder. Filho do presidente Lula, Lulinha é investigado pela Polícia Federal em três inquéritos que giram em torno de suposto tráfico de influência em contratos no governo.

Os que acreditam que Lulinha ajudou empresários a conseguir contratos com o governo por meio de lobby somam 52,6%. Outros 26,3% acham que Lulinha não cometeu essas irregularidades. Outros 21,1% não souberam responder.

Para 43,4% dos eleitores, as investigações pioram muito a imagem do governo Lula. Para outros 37,4%, o Planalto não é afetado. Outros 17,3% acham que pioram pouco e, para 1,9%, melhoram.

Os que acreditam que o escândalo pode piorar muito a candidatura de Lula à reeleição são 34,8%, enquanto 36% avaliam que a campanha do petista não será afetada. Outros 24,6% avaliam que será um pouco afetada. Outros 4,6% não souberam responder.

Os que disseram ter “acompanhado de perto” o caso Lulinha somam 67,2% dos eleitores. Outros 29,5% disseram que conhecem o tema, mas com “poucos detalhes”. Apenas 3,4% dizem que não tiveram contato.

A Atlas/Bloomberg ouviu 5.014 eleitores brasileiros entre 25 e 30 de agosto de 2026. A margem de erro é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos, e o índice de confiabilidade é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07972/2026.

Lula tem 52,9% de desaprovação; 45,4% aprovam, aponta a Atlas/Bloomberg

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)/Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é desaprovado por 52,9% e aprovado por 45,4%, segundo a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta segunda-feira, 31. Outros 1,7% disseram não saber.

Em um mês, a desaprovação de Lula subiu 1,7 ponto porcentual, enquanto a aprovação caiu 2,2 pontos porcentuais, de acordo com a série histórica do levantamento.

Na avaliação do governo, 51,1% consideram a gestão Lula ruim/péssima, 37,0% a classificam como ótima/boa e 11,9% a avaliam como regular.

Nos recortes demográficos da pesquisa, os grupos que mais desaprovam Lula são os mais jovens (16 a 24 anos), com 76,9%, e os evangélicos, com 76,1%. Já os que mais aprovam o presidente são os idosos (60 a 100 anos), com 63,2%, os católicos, com 55,4%, e os moradores do Nordeste, com 54,7%.

Confira abaixo as perguntas feitas e as respostas dos entrevistados:

“Você aprova ou desaprova o desempenho do presidente Lula?”

– 52,9% – Desaprovo

– 45,4% – Aprovo

– 1,7% – Não sei

“Como você avalia o governo do presidente Lula?”

– 51,1% – Ruim/Péssimo

– 37,0% – Ótimo/Bom

– 11,9% – Regular

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg foi realizada entre 25 e 30 de agosto de 2026, com 5.014 respondentes. A margem de erro é de 1 ponto porcentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-07972/2026.

Brasil e EUA se reúnem para retomar negociações sobre novo tarifaço

Brasil e EUA se reúnem para retomar negociações sobre novo tarifaço | CNN  Brasil

O ministro do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Márcio Elias Rosa, e o representante do USTR (Escritório de Comércio dos Estados Unidos), Jamieson Greer, se reunirão nesta segunda-feira (31) para reabrir as negociações entre os dois países após a imposição de tarifas pelo governo Trump a produtos brasileiros.

A retomada do diálogo técnico entre Brasil e Estados Unidos veio após o telefonema do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o presidente Donald Trump no dia 21 de agosto. A reunião entre Márcio Elias e Jamieson Greer será por videoconferência e está marcada para ocorrer às 14h30.

Washington oficializou a aplicação da nova tarifa de 25% sobre uma série de produtos brasileiros. A medida foi anunciada após recomendação do USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) e faz parte de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana.

Pouco tempo depois, o USTR também confirmou a aplicação de uma nova tarifa de até 12,5% contra o Brasil e outros países que teriam falhado em mitigar a importação de produtos oriundos de trabalho escravo.

Como mostrou a CNN, apesar do encontro, o governo brasileiro mantém a percepção de que não haverá avanço rápido nas negociações do tarifaço. A expectativa é de que um acordo só saia após as eleições. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem dito a interlocutores que não há tema que não possa ser negociado com os EUA, mas a orientação é não ceder diante de pontos cruciais para o Brasil, como os minerais críticos e o PIX.

O Brasil estaria aberto, por exemplo, a discutir a redução de alíquotas de bens de capital. O país também não está totalmente fechado a discutir pontos sobre etanol, desde que haja uma análise conjugada para repensar a política de biocombustíveis e a cadeia produtiva do açúcar.

O governo brasileiro deu início em 13 de agosto ao processo de reciprocidade contra os Estados Unidos e notificou os departamentos de Estado, de Comércio e o USTR. A legislação permite ao Brasil adotar contramedidas diante de ações unilaterais de outros países vistas como prejudiciais à competitividade internacional brasileira.

Em nota divulgada no dia do anúncio da abertura do processo, o governo brasileiro afirmou que, ao longo do último ano, tentou convencer o USTR a encerrar a investigação baseada na Seção 301 e apresentou argumentos para contestar as acusações de práticas comerciais desleais.

A abertura do processo não significa a aplicação automática de retaliações contra produtos ou empresas norte-americanas. O procedimento segue o rito estabelecido pela Lei da Reciprocidade e prevê etapas de análise antes da eventual adoção de contramedidas. Pela regra, o pleito deve apontar as medidas estrangeiras consideradas prejudiciais, os setores brasileiros afetados e uma estimativa do impacto econômico.

As tarifas norte-americanas são injustificadas e arbitrárias, e o Brasil continuará defendendo sua posição em todas as instâncias cabíveis“, diz trecho da nota divulgada à época.

A Lei da Reciprocidade Econômica foi sancionada em abril de 2025 e regulamentada três meses depois. O mecanismo permite, em determinadas circunstâncias, a suspensão de concessões comerciais, de investimentos e de obrigações relacionadas a direitos de propriedade intelectual em resposta a medidas unilaterais que afetem negativamente a competitividade brasileira.

Flávio publica fotos de Lula com lobista após presidente negar conhecê-la

O candidato Flávio Bolsonaro (PL) publicou fotos da lobista Roberta Luchsinger ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após ele dizer que nunca esteve com ela.

A declaração de Lula foi dada durante sabatina no Jornal Nacional após pergunta sobre investigações da PF (Polícia Federal) a respeito de Lulinha.

Eu não conheço essa moça, nunca vi essa moça na minha vida, nunca conversei com essa moça. Ela nunca esteve próxima de mim“, respondeu o presidente.

Diante das afirmações, Flávio postou quatro imagens no X em que Lula está com a lobista. Em uma das fotos, retiradas do perfil verificado de Roberta no Instagram, ela aparece “fazendo o L”, sinal de apoio ao presidente na corrida eleitoral de 2022.

As imagens continuam no ar mesmo com a investigação em curso. Em uma delas, publicada em 27 de outubro de 2023, Roberta dá feliz aniversário a Lula.

Roberta Luchsinger está no mesmo inquérito que o filho do presidente Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Os investigadores apuram se ambos integravam uma sociedade oculta que também teria participação de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.

A PF apura se o trio tentava fechar contratos com o governo federal. Lula declarou que nunca esteve com a lobista depois de a âncora do programa mencionar uma mensagem encontrada no celular de Roberta durante a perícia. Na conversa, ela afirmava que recebeu ofertas de cargos na administração federal durante o atual mandato de Lula.

Lula indica apoio à reeleição de Hugo Motta e Alcolumbre no Congresso

Lula, Motta e Alcolumbre fecham acordo para acabar com escala 6×1 antes da  eleição – CONTEE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou apoio à reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP) à frente da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, respectivamente. O tema foi discutido em reunião realizada no Palácio da Alvorada, conforme apuração da analista de política Larissa Rodrigues.

Durante o Bastidores CNN desta quinta-feira (27), Larissa afirmou que, de acordo com assessores do governo, a ideia é fazer um gesto de agradecimento a Hugo Motta, que declarou apoio à reeleição de Lula e atuou ativamente para impulsionar a pauta governista no Congresso.

Motta também teria trabalhado ao lado de Alcolumbre para superar as tensões geradas após a recusa do Senado Federal à indicação de Jorge Messias, assunto que, segundo Larissa, ficou de fora da reunião.

O apoio de Lula à reeleição de Motta e Alcolumbre ao comando do Congresso em 2027 estaria condicionado a dois fatores: que o próprio Lula seja reeleito e que Hugo Motta também conquiste novo mandato como deputado federal em outubro.

A reunião foi muito mais sobre Lula falando que eles serão reeleitos e que irá trabalhar para reelegê-los no comando do Congresso Nacional porque eles têm um bom relacionamento“, afirmou Larissa.

Alcolumbre não enfrenta eleição para o Senado em 2026, uma vez que foi reeleito senador nas últimas eleições e cumpre mandato de oito anos. Sua preocupação imediata é garantir a reeleição à presidência do Senado a partir de fevereiro do ano que vem, cargo cujo mandato é de dois anos.

Já Motta precisa, primeiro, reconquistar o mandato de deputado federal na Paraíba e, depois, disputar novamente o comando da Câmara.

Cenário político

Tanto Hugo Motta quanto Alcolumbre reconhecem que a direita está disposta a lançar candidaturas próprias para a presidência das duas casas. Na Câmara, cogita-se a candidatura de Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).

No Senado, os nomes de Tereza Cristina (Progressistas-MS) e Rogério Marinho (PL-RN) já circulam como possíveis postulantes.

Diante desse cenário, o apoio de Lula e da esquerda seria considerado o principal caminho para a reeleição dos dois parlamentares ao comando do Congresso.

A reunião também foi marcada por um pronunciamento de Lula aos presidentes do Congresso, sem a presença de repórteres, apenas cinegrafistas foram autorizados a registrar as imagens.

A analista destacou que, ao tomar a palavra, Alcolumbre sinalizou que o ambiente no Congresso é “muito favorável”, destacando a unidade entre os poderes.

Larissa lembrou que Lula já havia viajado ao Amapá no início da campanha eleitoral, em um aceno político a Alcolumbre, ocasião em que visitou um laboratório da Petrobras dedicado ao estudo da extração de petróleo na margem equatorial.

Haddad rebate Tarcísio sobre caso do filme Dark Horse: “Não tem nada explicado'”

Haddad disse ainda defender que suspeitas sejam investigadas independentemente de partido ou alinhamento político/Divulgação/MF

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, rebateu nesta quarta-feira (26) a declaração do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) de que Flávio Bolsonaro (PL) já deu explicações suficientes sobre o caso envolvendo o filme Dark Horse. Em entrevista ao portal de notícias Assiscity, em Assis, Haddad afirmou que “não tem nada explicado” e acusou Tarcísio de tentar “abafar” o episódio. “Tá tudo explicado. O que ele quer? Abafar a investigação da Polícia Federal?“, afirmou.

Mais cedo, Tarcísio havia afirmado considerar suficientes as explicações apresentadas por Flávio até o momento. “Acho que ele já deu explicações. Se nenhum fato novo aparecer, eu acho que está tudo esclarecido”, disse, após participar de evento de campanha na zona sul de São Paulo.

Ao comentar a declaração, Haddad mencionou a entrada da Polícia Federal na investigação e questionou a posição de Tarcísio. O petista questionou se o governador estaria tentando encerrar o assunto antes da conclusão das investigações.

Na sequência, o petista fez uma série de questionamentos sobre o caso e citou outras acusações contra integrantes da família Bolsonaro. As afirmações foram feitas por Haddad durante a entrevista.

Aquele telefonema do Vorcaro tá explicado? Os R$ 61 milhões que o Vorcaro botou de dinheiro público, roubado de fundo de pensão, para financiar um filme vagabundo, tá explicado? Como explicaram as rachadinhas, como explicaram a compra de 50 imóveis com dinheiro vivo, como explicaram a mansão, tá tudo explicado? Não tem nada explicado“, afirmou.

Haddad disse ainda defender que suspeitas sejam investigadas independentemente de partido ou alinhamento político. “O País precisa de explicação, e é de todo mundo, viu? Eu não sou desses. Quem tem que explicar, tem que se explicar. PT, PL, Republicanos, fez alguma coisa que inspira atenção, explica“, afirmou.

O petista também usou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como contraponto à postura que atribuiu a Tarcísio. Segundo Haddad, a conduta adequada é permitir a investigação inclusive quando ela envolve aliados ou familiares: “Olha a diferença dele para o Lula. Quando o Lula fala, pode investigar meu filho, que eu quero saber a verdade. Não vou mudar ministro, não vou mudar delegado, não vou fazer o que o Bolsonaro fez para proteger o Flávio“, pontuou.

Dark Horse

Quando o episódio do financiamento do filme Dark Horse veio à tona, em maio, Tarcísio afirmou que o aliado precisava se explicar. Na ocasião, Flávio prometeu apresentar uma prestação de contas detalhada sobre o financiamento do filme, o que ainda não ocorreu. Em 19 de maio, disse ter pedido à produtora Go Up, responsável pelo longa, que organizasse uma prestação de contas “a todo mundo”, de forma transparente, em até 30 dias.

Em 19 de agosto, o assunto ganhou força na campanha eleitoral após o PT cobrar publicamente os “90 dias sem explicações“. A assessoria do senador respondeu que a produtora teria prestado contas à Justiça dentro do prazo. O laudo com gastos apresentado pela produtora fala em R$ 75 milhões, mas sem detalhar quem foram os financiadores.

A falta de uma prestação de contas pública virou, assim, um ponto de desgaste político para Flávio. Nos últimos dias, o senador tentou encerrar o assunto. Em 20 de agosto, afirmou considerar o caso “página virada” e disse que a prestação de contas já teria sido realizada. Quatro dias depois, ao ser questionado novamente por jornalistas, reagiu: “Vocês estão parados no tempo?”.

Em paralelo a essa disputa retórica pública, as apurações avançam no Supremo Tribunal Federal (STF) e também no Tribunal de Contas da União (TCU). No Supremo, há investigação instaurada para apurar possível direcionamento de emendas parlamentares a entidades ligadas à produção do filme, sobre relatoria do ministro Flávio Dino.

No TCU, foi sorteado relator – o ministro Benjamin Zymler -, para uma representação que pede apuração de indícios de irregularidades e cita, entre outros pontos, contraste entre os valores mencionados em diálogos e captações de declarações de Flávio de que haveria “zero de dinheiro público” na produção.

PF pede à produtora de Dark Horse que abra as contas do filme

PF pede à produtora de Dark Horse que abra as contas do filme | Blogs | CNN  Brasil

A Polícia Federal encaminhou um e-mail à empresária Karina Ferreira da Gama, dona da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, pedindo que ela voluntariamente colabore com as investigações e abra as contas do filme para o órgão. O filme conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O e-mail, segundo relatos, foi encaminhado há uma semana, no dia 18 de agosto, por um delegado da Polícia Federal lotado em Brasília, ao qual foi anexado um ofício detalhando o pedido.

Nele, é solicitada “a apresentação voluntária da documentação comprobatória da produção cinematográfica”, como faturas pagas, invoices realizados dentro e fora do país, contratos, aditivos, demonstração de despesas, comprovantes das origens dos recursos empregados e dos financiamentos.

Karina não encaminhou o que foi pedido. O advogado Ricardo Sayeg solicitou à PF mais detalhes sobre o processo, como a portaria de instauração do inquérito policial, para que possa entender o que está sendo apurado contra ela. E respondeu ao delegado entender que o que está em curso é uma “fishing expedition”, ou “pesca predatória”, termo utilizado no direito para classificar uma devassa em uma pessoa ou empresa em busca de um crime.

Na tarde desta terça-feira (25), Karina e a produtora Go Up divulgaram uma nota reafirmando a regularidade na execução do filme, que conta a história de Jair Bolsonaro.

Diante de questionamentos levantados nos últimos dias, a Go Up Entertainment Ltda. vem a público esclarecer que o laudo de transparência das contas sobre o filme The Dark Horse já foi feito e entregue às autoridades competentes no dia 10 de junho de 2026, ou seja, há dois meses e meio”, diz a nota, assinada pelo advogado Ricardo Sayeg.

De acordo com o advogado, “a apresentação completa foi entregue em tempo hábil, cumprindo as obrigações legais relacionadas à produção e aos recursos envolvidos no projeto, e esclarecendo a total regularidade no recebimento e destinação de recursos relativos à produção de origem integralmente privada”.

Ele diz ainda que “na oportunidade foi apresentado laudo de perícia técnica, elaborado por profissional independente, que analisou toda a documentação financeira e contábil relacionada ao filme”.

Afirma também que “o documento emitido pelo Instituto de Perícia Investigativa (IPI) atesta que 100% dos valores recebidos foram utilizados em despesas diretas e indiretas da produção do filme, sem qualquer irregularidade na aplicação dos recursos captados”.

Por fim, declarou que “a Go Up Entertainment Ltda. reafirma seu compromisso com a transparência e o cumprimento de todas as obrigações legais”.

O caso voltou ao centro das atenções nesta semana após o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino autorizar o compartilhamento de informações da investigação da Polícia Civil de São Paulo, que envolve a produtora, com a Polícia Federal.

A CNN mostrou na segunda-feira (24) que o candidato a presidente Flávio Bolsonaro desistiu de apresentar uma prestação de contas do filme e deixou a tarefa para a produtora. Ele havia anunciado a prestação de contas após um áudio em que pede recursos para o filme a Daniel Vorcaro vazar, no dia 13 de maio.

Janja repudia fala de Renan Santos em debate presidencial da ‘Band’ e do ‘Estadão’

Primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja/Claudio Kbene/PR

A primeira-dama Janja da Silva divulgou na segunda-feira (24), uma nota de repúdio às declarações feitas pelo candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) durante o debate promovido pela TV Bandeirantes em parceria com o Estadão, neste domingo (23). Para Janja, a fala do candidato teve caráter misógino e utilizou sua imagem para atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durante o debate, ao criticar a ausência de Lula, Renan Santos mencionou a primeira-dama de forma depreciativa. O candidato afirmou que o presidente teria ficado com “aquela Janja” e sugeriu que Lula poderia encontrar “companhias melhores”.

Na nota, Janja afirma que a declaração não configura uma crítica política, mas uma tentativa de “deslegitimar e ridicularizar a figura da mulher” como forma de atingir um adversário. A primeira-dama também ressalta que não era candidata, não estava presente no debate e, portanto, não tinha possibilidade de responder às declarações.

“Insinuar que a companhia da esposa de outro presidenciável seria motivo de ‘pena’ está longe de ser uma crítica política. É mais uma maneira de deslegitimar e ridicularizar a figura da mulher, como ferramenta misógina para atacar um adversário político”, afirmou.

A primeira-dama também citou episódios anteriores envolvendo Renan Santos e afirmou haver um padrão de declarações que, segundo ela, “normalizam o desrespeito às mulheres”.

Ao final do comunicado, Janja afirmou que debates eleitorais sejam utilizados para a apresentação de propostas e o confronto de ideias, e não para ataques pessoais a mulheres que não participam da disputa.

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada por Janja:

Diante do episódio ocorrido no debate presidencial promovido pela TV Bandeirantes na noite deste domingo (23/08), manifesto repúdio às falas do candidato Renan Santos (Missão). Situações como essa não podem ser normalizadas. O candidato atacou, de forma pessoal e depreciativa, uma mulher que não é candidata, não estava presente para se defender e não tinha qualquer relação com o tema em discussão. Insinuar que a companhia da esposa de outro presidenciável seria motivo de “pena” está longe de ser uma crítica política. É mais uma maneira de deslegitimar e ridicularizar a figura da mulher, como ferramenta misógina para atacar um adversário político. Episódios como esse não são um caso isolado. Renan Santos já esteve envolvido em declarações de violência contra as mulheres e incitou dezenas de homens a cometerem um estupro coletivo. É possível visualizar um padrão de falas que normalizam o desrespeito às mulheres. Nós, mulheres sabemos o quanto precisamos lutar para sermos ouvidas sem sermos interrompidas, desqualificadas ou atacadas. Por isso, faz-se tão necessário repreender imediatamente atos como esses, que depreciam nossas existências. Debate político é, ou deveria ser, um lugar para apresentar propostas, confrontar ideias e discutir projetos para o nosso país. Não é lugar para expor, debochar ou intimidar uma mulher, principalmente uma que nem candidata é.”

Lobista dizia gastar R$ 100 mil por mês para bancar Lulinha

Lobista dizia gastar R$ 100 mil por mês para bancar Lulinha | Blogs | CNN  Brasil

A lobista Roberta Luchsinger relatou em conversa com um empresário que gastava R$ 100 mil por mês para bancar despesas de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

A informação está no inquérito em curso no STF (Supremo Tribunal Federal) que apura se o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Luchsinger teriam atuado para fechar contratos no Dataprev, empresa de tecnologia do governo federal.

Segundo investigadores, Roberta teria dito que seria necessário parar de pagar passagens devido à demora em receber pagamentos acordados.

Se cê souber o que que o outro disse, eu fui cortar o negócio né, daí eu falei ‘ó Fábio, agora acabou porque a casa por mês a gente gasta em torno de 100 mil, então assim, não vai dar mais pra ter essas passagens né’, ele falou ‘ah, eu vou ficar pedindo pro Cleber e ro Checon’, eu ri pra caramba, eu falei ué, eu falei ué, boa sorte pra você”, disse Roberta em diálogo revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmado pela CNN.

O interlocutor é o empresário Cléber Ribas. A conversa teria ocorrido em 25 de agosto de 2025 e começado com um áudio de Luchinger com questionamentos sobre pagamentos.

Bom dia, tudo bem? Deixa eu te falar, o Freitas paga quando? Aí será que ele não paga hoje não? Tem que pagar essa bosta dessas passagens pro Fabio, aí vai pagar com o dinheiro do Freitas, tá foda”, diz trecho obtido pela investigação.

Ribas teria respondido logo na sequência: “ele paga sempre dia 28, vou ver com ele aqui”. É depois desta resposta que ela fala das despesas de Lulinha.

A polícia diz que ainda investiga quem seria a pessoa mencionada como Freitas e que é necessário seguir as apurações para entender o contexto da conversa.

O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, afirma que não pode atestar a autenticidade das mensagens.

O que podemos dizer é que, caso elas sejam verdadeiras, foram tiradas de contexto. Não há nada nos autos que possa sugerir que a Roberta gastava R$ 100 mil com Fábio. Não há nada nos autos. São inferências não conclusivas e irresponsáveis de setores da PF que seguem tentando interferir nas eleições de 2026”, disse à CNN.

A defesa de Cléber Ribas critica o vazamento das mensagens “sem contexto” e diz que todos os contratos celebrados de empresas ligadas a ele com o governo federal foram firmados com transparência.

Os vazamentos de trechos selecionados das comunicações e de interpretações feitas a partir desses extratos, todos vagos e descontextualizados, impossibilitam a efetiva atividade defensiva. Reiteramos que os contratos celebrados com o Governo Federal foram firmados com a mais absoluta transparência, depois dos procedimentos administrativos previstos em lei e sem o favorecimento de quem quer que seja”, diz o texto.

Dino autoriza PF acessar dados de operação contra produtora de “Dark Horse”

Dino autoriza PF acessar dados de operação contra produtora de “Dark Horse”  | CNN Brasil

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), atendeu ao pedido da PF (Polícia Federal) e autorizou que a corporação tenha acesso aos dados da operação contra a produtora do filme “Dark Horse”.

Pela decisão, a corporação poderá acessar informações obtidas após uma operação, realizada em junho pela Polícia Civil de São Paulo, contra Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora Go Up Entertainment.

A empresa foi a responsável pela produção da cinebiografia inspirada na vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A ação da Polícia Civil mirou suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos.

Em julho, o ministro André Mendonça, do STF, autorizou a PF a investigar o financiamento do filme “Dark Horse”. Em outra frente que mira a produção, Flávio Dino autorizou a PF a investigar o possível repasse de emendas parlamentares a empresas vinculadas à produtora do filme sobre Bolsonaro.