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Lula diz que Brasil ‘retomou presença na Ásia’ após reunião com presidente da Coreia do Sul

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva/Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta segunda-feira, 27, que o Brasil “retomou sua presença na Ásia” nos últimos três anos, durante o governo petista. “Restabelecemos diálogo de alto nível com as maiores economias da Ásia e aproximamos empresas e investidores“, afirmou em declaração à imprensa após se reunir com o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-Myung, no Palácio do Alvorada.

Para Lula, o diálogo com a Ásia “significa se aproximar de uma das regiões que mais impulsionam o crescimento, a inovação e a transformação da economia global.”

Na declaração ao lado do presidente da Coreia do Sul, Lula disse que os dois estão construindo uma “parceria mais ambiciosa e preparada para desafios do mundo.”

Lula disse que o Brasil não recebia uma visita de estado do presidente da Coreia do Sul há 11 anos.

PT entra com ações no TSE e no STF contra mensagem de Bolsonaro em vídeo de IA

A convenção do PL exibiu um vídeo gerado por Inteligência Artificial (IA), em que uma imagem simulada de Jair Bolsonaro fala sobre a candidatura de Flávio /Reprodução

A Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) questionando a legalidade da exibição de um vídeo na convenção do PL, realizada no sábado, 25. As imagens e o áudio, feitas com Inteligência Artificial (IA), mostraram um discurso do ex-presidente Jair Bolsonaro pedindo apoio à candidatura do filho, Flávio Bolsonaro à presidência da República.

O PT também encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma notícia de descumprimento de ordem judicial de Bolsonaro, que cumpre pena por condenação criminal em prisão domiciliar. O ex-presidente está com os direitos políticos suspensos e proibido de se manifestar sobre política ou sobre eleições.

“Não se cuida de simples manifestação do pensamento, mas de manifesto político-eleitoral difundido por terceiros, elaborado por inteligência artificial, denotando premeditação, coordenação e consciente desprezo pela respeitável ordem judicial”, argumenta o PT.

Ao TSE, a federação sustenta que houve propaganda eleitoral antecipada e também uso irregular de IA, em desacordo com as normas da Justiça Eleitoral. O vídeo recriou a imagem e a voz de Jair Bolsonaro em apoio ao filho, que foi oficializado candidato ao Palácio do Planalto na Convenção Nacional do PL.

A federação da qual o PT participa pede aplicação de multa de R$ 30 mil à candidatura de Flávio Bolsonaro, além da retirada do vídeo das postagens referentes ao evento.

Segundo a federação, o uso do vídeo recria, “com elevado grau de realismo, a imagem e a voz do ex-Presidente, conferindo maior autenticidade aparente, impacto emocional e poder persuasivo à mensagem eleitoral, circunstância que amplia significativamente sua aptidão para influenciar a formação da vontade do eleitor”.

Fachin repudia fala de Milei contra Moraes e reafirma autonomia do STF

Edson Fachin/ AFP

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, divulgou uma nota oficial em que classifica como “referência desrespeitosa” a declaração do presidente da Argentina, Javier Milei, sobre o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Em discurso na convenção nacional do PL, em São Paulo, Milei se referiu a Moraes como “lixo careca” por não ter autorizado visita a Jair Bolsonaro. O ex-presidente está em prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado.

Ao reafirmar a plena autonomia do Judiciário brasileiro, a Presidência do STF deplora manifestações incompatíveis com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados”, disse Fachin, em nota.

Além de participar da convenção do PL, na qual foi oficializada a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, Javier Milei esteve neste sábado no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de SP.

Recebido pelo governador Tarcísio de Freitas, o presidente argentino foi condecorado com a Ordem do Ipiranga, concedida pelo estado a personalidades que prestaram serviços relevantes à população.

Lula diz, em artigo, que ninguém “vai nos derrotar com base em mentiras”

Declaração de Lula ocorre um dia depois do governo publicar uma medida provisória com uma subvenção de até R$ 0,8925 por litro de gasolina/Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou neste domingo (26), um artigo no jornal The Washington Post rebatendo os argumentos do governo dos Estados Unidos para aplicar novas tarifas de 25% e 12,5% sobre a importação de produtos brasileiros. Lula também alertou que o governo brasileiro está avaliando medidas de reciprocidade e convidou o governo de Donald Trump para continuar o diálogo.

Tentativas de impor amarras ideológicas à parceria bilateral, ou de instrumentalizá-la para fins eleitorais, não se sustentam. Nunca antes um secretário de Estado norte-americano havia qualificado o Brasil como um país não-amigo. Ninguém vai nos derrotar com base em mentiras“, escreveu o presidente no artigo reproduzido em sua conta no X.

O artigo ainda afirma que as justificativas do presidente Donald Trump para as tarifas “são infundadas”. Ele destacou que o Pix “não discrimina empresas norte-americanas e é uma referência internacional de infraestrutura pública digital“. Ele acrescentou que seu governo reduziu “drasticamente” o desmatamento e destacou que “liberdade de expressão não é carta branca para a criminalidade nas plataformas de redes digitais”.

Respeitamos a soberania de outros Estados e negociamos com todos aqueles que saibam respeitar a nossa. A reciprocidade é a base de toda relação entre nações e temos mecanismos apropriados para assegurá-la. Estamos prontos a continuar dialogando de maneira aberta e construtiva, como o relacionamento entre dois países como o Brasil e os Estados Unidos requer. Mas o destino do Brasil compete apenas aos brasileiros, sem interferência externa, nem subserviência”, conclui o artigo.

Brasil chama embaixador na Argentina após críticas de Milei a Lula e Moraes

O Brasil convocou, neste domingo (26), o embaixador em Buenos Aires, Julio Bitelli, para consultas, após Javier Milei criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Alexandre de Moraes em discurso na Convenção Nacional do Partido Liberal.

A medida foi confirmada à CNN Brasil pelo Ministério das Relações Exteriores, que considera que as falas foram uma “afronta”, que desrespeitaram o presidente, o Poder Judiciário e a população brasileira.

A chamada para consultas de um embaixador significa, na diplomacia, um forte protesto contra as ações de outro Estado. Bitelli deve chegar em Brasília hoje ou amanhã e se reunir com o chanceler Mauro Vieira.

Em discurso no sábado, ao lado do senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro, o presidente argentino chamou Lula de “presidiário” e Moraes de “lixo careca”.

Na fala de cerca de 30 minutos, Milei afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro está “injustamente” preso, e que a negativa a autorização para visitá-lo na prisão domiciliar é uma “demonstração da injustiça de sua prisão e do caráter vingativo de seus responsáveis”.

Ele também afirmou que o Brasil está no caminho de uma crise de dívida provocada pelo petista e que espera que o presidente brasileiro “pague” por isso, “perdendo nas urnas em outubro”.

Milei disse ainda que Lula “voltou ao poder radicalizado” e que representa um “risco”.

Milei já havia se reunido com opositores na Conferência de Ação Política Conservadora em Balneário Camboriú, mas, na ocasião, as falas foram menos hostis a Lula.

Segundo fontes diplomáticas, a situação é a crise mais grave entre o Brasil e a Argentina das últimas décadas, e o embaixador argentino no Brasil, Daniel Raimondi, também poderá ser convocado pelo ministro Mauro Vieira para prestar esclarecimentos sobre as falas de Milei.

“Lixo careca”: Milei critica Moraes por proibir visita a Bolsonaro

O presidente da Argentina, Javier Milei, chamou neste sábado (25) o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de “lixo careca” ao criticar a decisão que impediu uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar.

A declaração foi feita durante a Convenção Nacional do PL, em São Paulo, que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.

Em um discurso de cerca de 30 minutos, Milei afirmou que pretendia reencontrar Bolsonaro durante a viagem ao Brasil, mas disse que não recebeu autorização para visitá-lo. Ao comentar a negativa, atacou Moraes e voltou a manifestar apoio ao ex-presidente, a quem chamou de “grande amigo”.

Ao longo da fala, o presidente argentino também direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Milei disse confiar que Flávio poderá derrotar o petista nas eleições de outubro.

O argentino voltou a defender que o Brasil se some ao que chamou de uma transformação política na América Latina. Segundo ele, o socialismo levou a Argentina à pobreza e o mesmo modelo representaria riscos para o Brasil.

Hoje o Brasil pode se somar à transformação regional da qual temos sido testemunhas nestes últimos anos”, afirmou. “Assim como conseguimos na Argentina, confio que o Brasil poderá se levantar novamente; é isso que Flávio representa.”

Milei também declarou esperar voltar ao Brasil para “dar um abraço em Jair Bolsonaro” e afirmou que “os esquerdistas vão jogar duro” durante a campanha eleitoral, aconselhando Flávio a se preparar para “uma grande batalha”.

A participação do presidente argentino foi um dos principais momentos da convenção do PL. Além de Milei, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, enviou uma mensagem em vídeo, na qual parabenizou Flávio pelo lançamento da candidatura.

Milei critica Lula e diz que Flávio “é único capaz de derrotá-lo”

O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou neste sábado (25) que a experiência argentina sob governos de esquerda serve de alerta para outros países e defendeu que o combate ao socialismo deve ser uma prioridade. Em sua fala, Milei disse que Flávio “é o único capaz de vencer Lula”.

A declaração foi feita durante a convenção nacional do PL, em São Paulo, que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.

Em discurso, Milei disse que os eleitores precisam pensar “nas próximas gerações” e afirmou que a Argentina viveu as consequências de “ter tomado o caminho do socialismo até o final”.

Segundo o presidente argentino, o país deixou de ser uma potência econômica e passou a enfrentar pobreza, inflação e déficit fiscal.

O presidente também afirmou que seu governo busca compartilhar a experiência argentina com outros países para evitar que “tragédias sociais e econômicas” se repitam. “Parte da nossa missão como governo é ajudar outras nações para que mudem a tempo“, declarou.

Ao comentar a situação econômica herdada por sua gestão, Milei disse que encontrou a Argentina à beira de uma hiperinflação e voltou a criticar o kirchnerismo, responsabilizando governos anteriores pelo aumento dos gastos públicos, da emissão de moeda e da inflação.

Durante o discurso, Milei também fez referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chamando-o de “presidiário”, ao afirmar que um país vizinho teria tentado interferir nas eleições argentinas em favor da esquerda.

Sem apresentar provas, o presidente argentino também acusou Lula de “prender opositores”.

Milei encerrou a fala afirmando que, em sua visão, “o caminho para o socialismo é sempre o caminho para o totalitarismo” e disse acreditar que os brasileiros compreendem esse cenário.

O presidente argentino participou da convenção a convite do PL e também foi homenageado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), que lhe concedeu a Ordem do Ipiranga, a mais alta honraria do Estado de São Paulo.

Javier Milei vem ao Brasil e terá agendas com Flávio e Tarcísio

O presidente da Argentina, Javier Milei, é aguardado em São Paulo na noite desta sexta-feira (24). Ele viaja ao Brasil para uma série de agendas com integrantes da direita. Entre eles, o senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Milei vai participar da convenção que lançara o nome do parlamentar como candidato à presidência da República. O presidente argentino também vai se encontrar com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital paulistana Ricardo Nunes (MDB).

De acordo com nota divulgada pela Presidência da Argentina, Javier Milei deverá receber a Ordem do Ipiranga no sábado (25). Trata-se da maior condecoração concedida pelo governo do estado de São Paulo.

Após a cerimônia, o presidente argentino participará de uma reunião de trabalho na residência oficial do governador ao lado do prefeito Ricardo Nunes e do senador Flávio Bolsonaro. Segundo o comunicado, o encontro será dedicado à discussão de temas da agenda bilateral.

Na sequência, Milei estará presente na convenção do PL (Partido Liberal), ocasião em que Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, oficializará sua candidatura à Presidência da República.

No mês anterior, o presidente argentino reuniu-se com Flávio Bolsonaro em Buenos Aires e manifestou apoio à sua pré-candidatura à eleição presidencial.

Após o encontro, Milei publicou nas redes sociais que “a onda azul está chegando ao Brasil, liderada por Flávio Bolsonaro”. O senador aparece nas pesquisas de intenção de voto como o principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pretende disputar a reeleição.

A relação entre Milei e Lula é marcada por divergências desde o início do mandato do presidente argentino, em 2023. Milei tem feito uma série de demonstrações de apoio à família Bolsonaro, em especial ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Na semana passada, o STF (Supremo Tribunal Federal) negou o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para que Javier Milei pudesse visitá-lo em Brasília durante o período de prisão domiciliar. A decisão foi proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, responsável pela supervisão do cumprimento da pena.

Confira a agenda de Milei no sábado:

9h30 – Encontro com o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas e cerimônia de Condecoração da Ordem do Ipiranga;
11h – Lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro, onde discursa;
14h – Retorno para Buenos Aires.

Caiado compara crise entre Flávio e Michelle Bolsonaro a ‘Casos de Família’

Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro/Foto: Minervino Júnior/CB/D.A Press e Divulgação/PLO ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) comparou a reconciliação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao programa “Casos de Família”. A declaração foi dada nesta quinta-feira (23) horas depois de Flávio publicar vídeo pedindo desculpas à madrasta.

Enquanto uma família que conhecemos resolve questões internas como se estivesse em um episódio do programa ‘Casos de Família’, eu sigo trabalhando para construir um projeto de futuro que nos liberte, de uma vez por todas, das garras do PT e de qualquer outro projeto ideológico“, afirmou o ex-governador no X.

“Casos de Família” foi um programa de auditório exibido pelo SBT que apresentava conflitos familiares e disputas do cotidiano levados ao palco por participantes anônimos. O formato ficou marcado por embates acalorados entre parentes e desavenças expostas ao público.

Michelle Bolsonaro e Flávio entraram em guerra pública no dia 24 de junho deste ano. A ex-primeira-dama publicou um vídeo acusando Flávio de ter a humilhado e a maltratado por posicionamento contrário ao apoio do PL a Ciro Gomes no Ceará.

O senador buscou conter os danos à campanha com um pedido de desculpas em vídeo logo no dia seguinte, mas não foi aceito por Michelle. Em paralelo, Flávio também lançou pacote voltado ao público feminino para conter a crise.

Nesta quinta-feira, o pré-candidato publicou outro vídeo pedindo desculpas e união para as eleições. Desta vez, Michelle aceitou o pedido e publicou outro material elogiando a postura de Flávio.

A ação acontece dias antes da convenção nacional do PL, que lançará oficialmente a candidatura de Flávio. Michelle iria se ausentar do evento e o abandono era tido como prejudicial para a corrida eleitoral.

Moraes pede que PGR se manifeste sobre pedido da Receita de laudos de joias de Bolsonaro

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, em Brasília. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (23) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre pedido da Receita Federal para acessar laudos periciais da investigação sobre as joias sauditas recebidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O prazo é de cinco dias. O caso foi revelado pelo Estadão.

A solicitação foi apresentada pela Receita Federal na quarta-feira, 22, em ofício. Segundo o órgão, os laudos periciais e os subsídios técnicos são necessários para o procedimento administrativo fiscal que apura infrações à legislação aduaneira relacionadas à entrada das joias no país.

No início de julho, Moraes já havia determinado, a pedido da Receita e com parecer favorável da PGR, a transferência da custódia das joias de uma agência da Caixa Econômica Federal, em Brasília, para a Alfândega do Aeroporto de São Paulo.

À época, a Procuradoria apontou não haver mais interesse criminal sobre os objetos. O entendimento foi de que a medida era necessária para o andamento do procedimento fiscal, com a incorporação dos itens ao patrimônio da União.

A investigação sobre o caso levou a Polícia Federal a indiciar Bolsonaro pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e apropriação de bens públicos. A PGR, no entanto, pediu o arquivamento do inquérito, sob o argumento de que não há previsão legal clara para responsabilização penal no caso.

Michelle Bolsonaro publica vídeo em que sugere reconciliação com Flávio: ‘Te desculpo’

Michelle Bolsonaro/Reprodução/Redes Sociais

Após semanas de mal-estar, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicou neste quinta-feira, 23, um vídeo aceitando uma reconciliação com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Nele, ela sugere que os dois sentem para conversar e reúnam forças para unir a militância bolsonarista.

Nosso propósito pelo bem do povo sempre foi maior do que desentendimentos. Por isso, aceito seu pedido, eu te desculpo. Vamos sentar, conversar, ajustar os detalhes e, juntos, vamos reunir um grande exército de pessoas de bem para resgatarmos o nosso Brasil“, declarou, na peça divulgada em suas redes sociais.

Michelle disse ter visto sinceridade no pedido de desculpas de Flávio e afirmou que um dos motivos para a reconciliação é o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL): “Existe um Brasil esperando para ser reconstruído e tenho certeza de que todos podemos unir forças para levarmos isso adiante. Vamos fazer isso pelo meu marido e seu pai e por cada um dos brasileiros que querem um Brasil melhor para seus filhos e netos“, continuou.

A ex-primeira-dama ainda atribuiu o gesto de aproximação à articulação da governadora do Distrito Federal, Celina Leão, e da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), a quem é próxima.

O vídeo vem três horas depois de Flávio reforçar o pedido de desculpas a Michelle e dizer que as portas para ela “estão abertas”. “Ninguém é perfeito, não sou perfeito e, mais uma vez, peço desculpas por alguns momentos que causaram desconforto. Como somos pessoas públicas, isso acaba sendo explorado pelos nossos opositores. Nunca foi minha intenção desrespeitar ninguém ainda mais a esposa do meu pai“, afirmou o presidenciável.

Michelle divulgou em junho dois vídeos em que acusou Flávio de maltratá-la durante as negociações da chapa do PL no Ceará. “Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou no telefone. E eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante. E, então, eu me recolhi. Fiquei na minha e assim permaneço“, disse ela, em 25 de junho.

Recentemente, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que os dois não haviam conversado desde então e defendeu um diálogo, sob o argumento de que os conflitos afastam o eleitorado.

O embate público entre Michelle e Flávio começou em dezembro do ano passado. Para ela, ao apoiar a candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo cearense, Flávio prejudicou a vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PL), que pretende concorrer ao Senado, com anuência de Bolsonaro.

É um desejo, é uma ordem do líder. Vejam bem, a palavra mais recente do meu marido em relação às candidaturas no Ceará é essa. Não honrar essa determinação do meu marido será um ato de traição contra Jair Messias Bolsonaro, venha de quem vier”, afirmou Michelle, na publicação.

Ela também atacou o deputado federal André Fernandes (PL-CE), fiador da aliança entre PL e Ciro Gomes. O pai dele, o deputado estadual Alcides Fernandes (PL), é pré-candidato ao Senado. “É para se unir a esse homem (Ciro Gomes) que estão tentando retirar da disputa uma mulher nordestina (Priscila Costa), mãe de quatro filhos?“, questionou a ex-primeira-dama.

Mendonça aumenta controle na investigação do INSS e gera incômodo na PF

Mendonça determinou que qualquer alteração na equipe que integra a investigação seja comunicada com antecedência ao seu gabinete/ Luiz Silveira/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), aumentou o controle sobre as investigações da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).

O magistrado determinou que qualquer ato no âmbito da corporação seja informado imediatamente ao Supremo. A decisão do ministro gerou incômodo entre investigadores da Polícia Federal, que avaliam que o controle externo da atividade policial cabe ao Ministério Público.

Mendonça determinou que qualquer alteração na equipe que integra a investigação seja comunicada com antecedência ao seu gabinete, a fim que seja avaliada. Integrantes da corporação avaliam como desnecessária a imposição feita pelo ministro, assim como um sinal de desconfiança em relação ao trabalho da PF.

O magistrado teria tomado a decisão após uma série de alterações na equipe de investigação, o que teria feito com que ele ficasse incomodado, por não ter sido avisado previamente. O ato do ministro também gerou críticas, nos bastidores, por parte de integrantes da Procuradoria-Geral da República (PGR).

No despacho, André Mendonça determina que todos os atos da investigação, como depoimentos, perícias, mudanças no setor onde as diligências tramitam, seja informados imediatamente no processo aberto no Supremo para tratar do caso.

A PF teria trocado dois delegados, um perito e transferido o caso da divisão de Repressão a Crimes Previdenciários para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq) sem aviso prévio. Ele teria sido avisado por advogados de réus do caso.

Zanin autoriza PF a investigar ministro do STJ em inquérito sobre venda de decisões

Ministro Cristiano Zanin/Gustavo Moreno/STF

O ministro do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) Moura Ribeiro será investigado formalmente pela Polícia Federal (PF) por suspeita de venda de decisões em processos sob a sua relatoria nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin autorizou o inquérito no âmbito da Operação Sisamnes, da qual é relator e que apura esquemas de corrupção, venda de sentenças e vazamento de informações sigilosas envolvendo o STJ. As informações foram divulgadas inicialmente pelo Estadão.

A decisão de Zanin, de 29 de maio, se deu após uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), baseada em um relatório da PF de 22 páginas, no qual foram identificados fortes indícios de antecipação de, pelo menos, dez processos do gabinete de Moura Ribeiro em benefício do lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, de sua esposa, Mirian Gonçalves e de empresários do agronegócio da região.

Apesar das suspeitas consistentes, a PF afirmou que ainda não há elementos comprobatórios da participação direta do ministro nos ilícitos, mas está autorizada pelo ministro Zanin a levantar dados de servidores vinculados ao gabinete de Moura Ribeiro e informações sobre pessoas próximas ao ministro (como parentes e eventuais sócios) para cruzamento de dados fiscais no período investigado.

Em nota, o gabinete de Moura Ribeiro, afirmou que desconhecia a investigação e que a própria PF “reconhece não haver indícios de sua participação na venda de sentenças”, que exonerou um servidor citado pela PF por “atuação irregular”, além de “possuir uma trajetória ilibada na magistratura há mais de quatro décadas”.

Flávio nega ter recebido dinheiro de empresa ligada ao caso Master

O senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro

O senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro (RJ), negou, nesta quarta-feira (22), ter recebido dinheiro da Copenhagen Assessoria e Consultoria, empresa que recebeu repasses do Banco Master.

A Copenhagen tinha como diretor um gestor da administradora de fundos Trustee DTVM, Artur Figueiredo. Tanto a Trustee quanto Figueiredo são apontados pela PF (Polícia Federal) como suspeitos de terem participado das fraudes financeiras do banco de Daniel Vorcaro.

Em 7 de abril de 2025, Flávio emitiu duas notas fiscais de R$ 500 mil cada para uma empresa investigada por ligação com o caso Master, a Copenhagen Assessoria e Consultoria S.A. As duas notas, porém, acabaram canceladas.

Eu não aceitei trabalhar para essa empresa chamada Copenhagen, que supostamente foi usada por [Daniel] Vorcaro para fazer pagamentos a algumas pessoas. Não foi o meu caso. Estou tendo que explicar porque eu não recebi o dinheiro dessa empresa. Cancelei duas notas fiscais“, disse Flávio em vídeo publicado nas redes sociais.

Dois dias após a emissão e o cancelamento das notas, o escritório de Flávio emitiu uma nota fiscal de R$ 500 mil para outra empresa, a Contábil Correa, pelo serviço de “assessoria jurídica”, de acordo com os registros de 9 de abril de 2025.

A Copenhagen e a Contábil Correa tiveram, em momentos diferentes, o mesmo administrador: Rogério Lourenço Novo. Ele assumiu a diretoria da Copenhagen cinco meses depois, em setembro de 2025, no lugar de Artur Figueiredo, de acordo com registros na Junta Comercial de São Paulo. Figueiredo, por sua vez, seguiu na Trustee DTVM.

“Fiz um trabalho para uma empresa [Contábil Correa]. Fui contratado para isso e prestei serviços advocatícios. Relação completamente legal e privada“, afirmou Flávio.

A CNN não conseguiu confirmar se há algum processo ou investigação abertos para apurar a Contábil Correa ou o caso específico da emissão e do cancelamento de notas fiscais.

Em nota, a Trustee DTVM afirmou que, como administradora do fundo Estônia Multiestratégia, que investe em ações da Copenhagen Assessoria e Consultoria, “não tinha ingerência sobre as relações comerciais da empresa nem da definição de qualquer pagamento ou negociação entre a companhia e o Banco Master para quem quer que seja“.

A reportagem tenta contato com os demais citados.

O empresário Rogério Lourenço Novo já foi investigado pela PF por, supostamente, operar um esquema de notas fiscais falsas de empresas de fachada para evadir impostos entre 2013 e 2015. A fraude foi estimada em mais de R$ 100 milhões, mas o caso acabou arquivado.

Alckmin sobre tarifaço: “A Lei da Reciprocidade está na mesa, mas esse não é o objetivo”

Vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin/Paulo Pinto/Agência Brasil

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta quarta-feira (22) que o governo brasileiro não descarta acionar a Lei da Reciprocidade em resposta à tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais, mas ressaltou que o objetivo é evitar uma guerra comercial.

Não tem retaliação. A ideia não é fazer retaliação. A ideia é buscar solução“, disse Alckmin. “A Lei da Reciprocidade está na mesa, mas esse não é o objetivo. O objetivo não é fazer guerra comercial. O objetivo é resolver o problema.”

O vice-presidente participou de evento de comemoração dos 25 anos da BandNewsTV, na capital paulista, e foi questionado, em coletiva de imprensa, sobre as tarifas impostas nesta quarta-feira (22). Também compareceram ao evento os ministros Sidônio Palmeira (Secretaria da Comunicação Social) e Frederico Siqueira (Comunicações), além do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB).

O governo norte-americano justificou a tarifa como resposta a supostas práticas comerciais desleais envolvendo temas como Pix, etanol e desmatamento. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a medida deve atingir 18% das exportações brasileiras para os Estados Unidos, equivalentes a US$ 7,4 bilhões em valores de 2024.

Ela é injusta, porque, quando entra um produto americano no Brasil, a tarifa média é de 3,1%“, continuou. “Não tem sentido você ter 25%, se o produto americano, quando a gente importa, é 3,1%. E, dos dez produtos que eles mais vendem para nós, sete deles têm tarifa zero.”

Alckmin reiterou que o governo federal disponibilizará R$ 18,5 bilhões em crédito a juros reduzidos para empresas afetadas pelo tarifaço e pela Guerra do Golfo, além de setores estratégicos, como fertilizantes e minerais críticos. Segundo ele, o governo Lula (PT) também buscará novos mercados, sem abandonar as negociações com os Estados Unidos.

Na avaliação do vice-presidente, o entendimento sobre as tarifas e uma maior integração produtiva, numa relação “ganha-ganha”, entre Brasil e Estados Unidos, que considera benéfica para os dois países, deve avançar. Para ele, as atuais divergências comerciais são passageiras.

Atuação da família Bolsonaro

Ao longo de conversa com jornalistas, Alckmin criticou a atuação da família do ex-presidente Jair Bolsonaro em relação às tarifas aplicadas pelo governo Donald Trump, em especial o discurso feito pelo pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, em audiência com o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês).

Lamentavelmente, alguns maus brasileiros levam informações erradas, equivocadas, prejudicando a economia brasileira, as empresas e os empregos“, afirmou.