Search

Paris 2024: Bia Ferreira vence na estreia no boxe e está nas quartas

Bia Ferreira estreia no Boxe nas Olimpiadas — Foto: Reuters

A caminhada de Beatriz Ferreira rumo a uma histórica medalha de ouro se iniciou nesta segunda-feira nas Olímpiadas de Paris 2024. E começou da melhor forma: com vitória por decisão unânime (5-0) sobre a americana Jajaira Gonzalez nas oitavas de final da categoria peso-leve (até 60kg).

Após conquistar o cinturão profissional da Federação Internacional de Boxe (IBF, na sigla em inglês) em abril, Bia Ferreira busca se tornar a primeira campeã mundial profissional a conquistar um ouro olímpico – algo possível apenas desde 2016, quando a participação de profissionais nas Olimpíadas foi permitida. Para este feito, precisa vencer mais três lutas. No entanto, já estará com o bronze garantido caso vença a holandesa Chelsey Heijnen nas quartas de final, pois não há disputa de terceiro lugar no boxe.

“Estamos no jogo. A equipe está bem. Nada melhor e mais justo que começar com duas vitórias pra motivar essa turma que está com muita sede de medalha” disse Bia Ferreira, que deixou claro que não vai se contentar com nada menos que o ouro e que espera reencontrar sua algoz de Tóquio 2020, a irlandesa Kellie Harrington, na semifinal.

“Eu quero mais uma final. Eu vim pra brigar pelo ouro. Eu sei que a gente vai se encontrar, acredito que ela passando pela adversária dela, esse confronto vai acontecer. Eu estou esperando por isso há três anos.”

Bia andou pra frente desde o início. Apesar da vantagem de envergadura da americana, a brasileira jogava no contragolpe e acertava bons ganchos no corpo e cruzados. Ela encurralou a adversária na esquina e acertou bom uppercut. Três dos cinco juízes apontaram vantagem de Bia no primeiro assalto.

A brasileira acelerou no início do segundo assalto, com muitas combinações de ganchos no corpo e diretos na cabeça. Jajaira tentava responder na briga, mas Bia era mais certeira e contundente. A baiana venceu o round de forma unânime e tinha a vitória encaminhada.

Gonzalez voltou para o último assalto buscando extrair uma reação da brasileira com muitas fintas. Mas a campeã mundial estava confortável. Ela caminhava pelo perímetro do ringue com tranquilidade e golpeava na longa distância com bons jabs e cruzados. Jajaira buscou a briga na curta de novo, porém Bia continuava acertando mais. A americana acertou um bom direto no minuto final, mas não chegou nem perto de ameaçar a vitória da brasileira.

Gabriel Medina e João Chianca avançam às quartas nos Jogos Olímpicos

Gabriel Medina e João Chianca superam oitavas e brigarão pela semi do surfe  dos Jogos Olímpicos; Filipe Toledo é eliminado

Quando o mar cresce em Teahupoo, todos os surfistas sabem que o cara a ser batido é Gabriel Medina. Bicampeão do evento na WSL e tricampeão do mundo, brasileiro reencontrou Kanoa Igarashi, algoz das últimas Olimpíadas de Tóquio, e desta vez levou a melhor. Logo no início da bateria, Medina tirou uma nota 9.90, ditou o ritmo da disputa e avançou às quartas de final com facilidade.

Outro brasileiro que mostrou domínio total na onda foi João Chianca. O jovem surfista desbancou o marroquino Ramzi Boukhiam e vai enfrentar Gabriel na próxima fase em um confronto 100% brasileiro. Tatiana Weston-Webb, Luana Silva e Tainá Hinckel, que disputariam no feminino nesta segunda, tiveram a bateria adiada. Já Filipe Toledo foi eliminado para o japonês Reo Inaba e se despediu das Olimpíadas.

Nos Jogos Olímpicos de Tóquio, Gabriel Medina perdeu na semifinal para Kanoa Igarashi em uma bateria polêmica, que renderam provocações do lado do japonês. Nesta edição das Olimpíadas, o reencontro veio nas oitavas de final e logo em uma onda que o brasileiro domina. Desde 2014, quando Medina foi campeão da etapa – e depois em 2018 -, o pior resultado do brasileiro foi uma semifinal.

No segundo capítulo da história olímpica entre os dois surfistas, Medina dominou a disputa. Tirou uma nota quase perfeita e eliminou o japonês. As oitavas de final seguem com João Chianca na sexta bateria contra o marroquino Ramzi Boukiam em busca de uma vaga nas quartas de final. Tati, Luana e Tainá também estão nas oitavas de final do feminino.

“Nunca imaginei que a gente estaria mostrando pro mundo esse tipo de surfe. Não é sempre que a gente pega condição assim. Estou vivendo um sonho de estar aqui representando meu país. Está desafiador, mas é assim que é legal de surfar. É sei lá… está muito perfeito, eu amo essas condições” comemorou Gabriel Medina.

Rafaela Silva vence por ippon e está nas semifinais do judô

Rafaela Silva vence georgiana e avança às semifinais do judô em Paris — Foto: REUTERS/Kim Kyung-Hoon

Bastaram 20 segundos para o primeiro waza-ari. Rafaela Silva pontuou, impôs-se sobre a georgiana Eteri Liparteliani e pouco depois aplicou o segundo para selar a vitória por ippon, avançando às semifinais do judô feminino nos Jogos Olímpicos de Paris. Fez parecer fácil.

Com direito a bandeirão personalizado na arquibancada, a brasileira, campeã olímpica na Rio 2016 e em busca do segundo ouro, volta ao tatame a partir das 11h desta segunda-feira, quando enfrentará Mimi Huh, da Coreia do Sul, nas semifinais da categoria 57kg.

Rafaela Silva tem avançado sem muitas dificuldades até o momento nos Jogos de Paris. Venceu a turcomenistã Maysa Pardeyva por ippon nas oitavas, com chave de braço, e ippon automático sobre Eteri Liparteliani nas quartas, com menos de dois minutos de luta.

Dessa vez, foram menos de dois minutos de luta. Rafaela abriu com um waza-ari em 20 segundos, na sequência a georgiana sofreu um shido – penalidade no judô – e faltando dois minutos para terminar a brasileira deu o segundo waza-ari, vencendo por ippon.

Contra a sul-coreana, adversária na semifinal, a brasileira nunca venceu nas quatro lutas de retrospecto.

Já Daniel Cagnin, outro representante do Brasil nesta segunda-feira no judô, foi eliminado precocemente na estreia da categoria 73kg, ficando fora da disputa por medalhas depois de conquistar o bronze em Tóquio – quando lutou uma categoria abaixo (até 66kg).

Kelvin Hoefler está na final do skate; veja data, horário e onde assistir

Kevin Hoefler na Olimpíada de Paris

Kelvin Hoefler, medalhista de prata nos Jogos de Tóquio, está classificado para a final do skate street em Paris. Ele será o único representante do Brasil na decisão, já que Giovani Vianna e Felipe Gustavo não conseguiram ficar entre os oitos melhores.

A fase final será ainda nesta segunda-feira (29), a partir das 12h. Kevin está na 6ª posição da fase classificatória, com 265.24 pontos. Giovani teve pontuação de 178.52 e ficou em 13º, enquanto Felipe Gustavo terminou em 15º e somou 157.89.

Na fase de corrida, Kelvin terminou em primeiro na bateria e teve a maior nota de toda a primeira etapa: 90.41. Na parte das manobras, acertou três das cinco tentativas e ficou com as notas 85.53 e 89.30.

Brasil estreia nas Olimpíadas de Paris com vitória tranquila sobre o Quênia

Brasil comemora vitória sobre o Quênia nas Olimpíadas de Paris

A seleção feminina de vôlei teve uma estreia sem sustos nas Olimpíadas de Paris. Dominante desde o início, fez 3 sets a 0 sobre o Quênia, equipe com pior ranquemento entre as classificadas para os Jogos (enquanto o Brasil é 2º, as quenianas ocupam apenas a 20ª posição). As principais pontuadoras da partida foram Carol e Rosamaria, com 13 pontos cada. Ainda vale ressaltar o ótimo desempenho brasileiro no bloqueio: foram 16 pontos no fundamento, contra só três das adversárias.

Com a vitória sobre o Quênia, o Brasil já assumiu a liderança do Grupo B das Olimpíadas de Paris. A seleção verde e amarela voltará à quadra na próxima quinta-feira (1), às 8h (de Brasília), contra o Japão. Depois, no domingo (4), às 16h (também de Brasília), vai encerrar a participação na primeira fase em duelo com a Polônia.

Bronze em Tóquio, Daniel Cargnin perde na estreia nas Olímpiadas de Paris: “Nada funcionou”

Daniel Cargnin em ação nas Olimpíadas de Paris — Foto: REUTERS/Kim Kyung-Hoon

Depois de um domingo histórico, com duas medalhas (prata de Willian Lima e bronze de Larissa Pimenta), a segunda-feira do judô brasileiro nas Olimpíadas de Paris começou com uma eliminação precoce. Bronze em Tóquio, Daniel Cargnin foi eliminado ainda na primeira rodada da categoria 73kg masculino.

Cargnin estreou contra Akil Gjakova, de Kosovo, e tomou dois waza-ari no minuto final, perdendo a luta e ficando fora da disputa por medalhas.

– Nada funcionou muito bem. É um dos poucos caras que tinha lutado no circuito e não tinha vencido. É difícil, mas levantar a cabeça e ficar com a minha família – lamentou o judoca na saída do tatame em entrevista à TV Globo.

Depois de subir ao pódio nos últimos Jogos na categoria 66kg, o gaúcho de 25 anos subiu de peso durante o ciclo olímpico, mas evitou apontar a mudança como justificativa para a eliminação precoce em Paris. Ele ainda vai representar o Brasil na disputa por equipes.

– É natural, até com mais pressão. Mas não consegui fazer meu judô. Levantar a cabeça e pensar. É um momento de reflexão. O Brasil vem forte na disputa por equipe. É levantar a cabeça e tentar ajudar a equipe.

Abertura das Olimpíadas encenou deuses do Olimpo, não a ‘Última Ceia’, diz diretor

 (Inspiração da abertura das Olimpíadas foi o quadro "Festa dos Deuses", de Jan Harmensz van Bijlert. - (crédito: Reprodução/@Olympics no X %u2014 Jan Harmensz van Bijlert)
)

Após a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos ser criticada pela extrema direita mundial por causa da participação de drag queens em uma cena que supostamente fazia referência ao quadro “A Última Ceia”, de Leonardo da Vinci, o diretor artístico do evento, Thomas Jolly, negou, neste domingo (28/7), que a apresentação tenha relação com pintura ou com a fé cristã. De acordo com Jolly, a encenação é inspirada em deuses do Olimpo, como Baco, o deus do vinho.

“Nunca encontrarão da minha parte nenhuma vontade de zombar, de difamar nada. Eu queria fazer uma cerimônia que reparasse, que reconciliasse. Que também reafirme os valores da nossa República”, disse Jolly à rede de televisão BFMTV, após políticos de extrema-direita da França classificarem o momento como uma “blasfémia” e intolerância religiosa contra a fé cristã.

Uma das inspirações da cena é a pintura “Festa dos Deuses”, de Jan Harmensz van Bijlert. “A ideia era fazer um grande festival pagão ligado aos deuses do Olimpo”, afirmou Jolly. Em concordância com o artista, o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos (COJO) declarou, também neste domingo, que não houve a intenção de desrespeitar religiosos.

“Nunca houve qualquer intenção de desrespeitar qualquer grupo religioso”, disse Anne Descamps, diretora de comunicações do COJO, em entrevista coletiva. “Se alguém ficou ofendido, lamentamos muito”, acrescentou.

Entenda

Em um dos momentos da cerimônia de abertura, na última sexta-feira (26), o espetáculo “Festividade” apresentou um espetáculo onde um grupo de pessoas de diversos gêneros, idades, raças e orientação sexual apareceu em uma longa mesa, semelhante a obra ‘Última Ceia’.

Na cerimônia de abertura, a obra foi representada em dois momentos. Primeiro, um desfile de moda sobre a mesa cercada de frutas. Em seguida, o quadro de Da Vinci voltou a aparecer na seção “unidos na diversidade”, que incluiu um espetáculo de dança incluindo elementos criados pela comunidade LGBTQIA+. Neste momento, personagens cristãos foram retratados por drag queens.

As cenas foram intercaladas com outras apresentações, como o show da cantora Lady Gaga, considerada um ícone da comunidade LGBTQIA , e da francesa Aya Nakamura. Para encerrar, o cantor e ator Philippe Katerine surgiu sobre a mesa pintado de azul, representando o deus Dionísio, da mitologia grega.

Apesar da polêmica, segundo a Agência France-Presse, a cerimônia de abertura dos Jogos foi recebida com entusiasmo quase unânime na França.

Repercussão no Brasil

O espetáculo artístico foi duramente criticado por personalidades brasileiras, como os deputados federais Carla Zambelli e Nikolas Ferreira. “Uma festa que tinha de tudo para ser linda e participativa, exceto quando a cultura woke contamina o país e imprime sua intolerância com os Cristãos do mundo todo”, publicou Zambelli no X, antigo Tweeter.

Representantes do bolsonarismo também compararam o evento a uma “missa satânica”, ritual da Igreja Satã que simboliza a morte de Cristo, mas, sem ressurreição.

Rebeca Andrade se classifica para cinco finais e lidera equipe brasileira em Paris

Rebeca Andrade em ação no salto — Foto: Reuters

O Brasil brilhou mais nas classificatórias da ginástica artística do que as milhares de pedrinhas verdes e douradas minuciosamente coladas nos collants pretos de Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Jade Barbosa, Júlia Soares e Lorrane Oliveira.

Rebeca, por sinal, liderou o time brasileiro rumo à classificação para a final por equipes nas Olimpíadas de Paris 2024, além de ter garantido sua vaga nas finais do individual geral, salto, trave e solo. Com cinco finais, ficou fora apenas da decisão das assimétricas, e por muito pouco.

Flávia Saraiva fará companhia à amiga no individual geral, e Júlia Soares, caçula da seleção com 18 anos, se classificou para a final de trave. O detalhe é que Simone Biles também não conseguiu nota para a final das barras assimétricas, e estará exatamente nas mesmas decisões de Rebeca.

A equipe brasileira se classificou às finais em quarto lugar com 166.499. Ficou atrás apenas de Estados Unidos, com 172.296, Itália, com 166.861, e China, com 166.628. No individual geral, Rebeca somou 57.700 e se classificou em segundo lugar, atrás de Simone, que somou 59.566. Flávia Saraiva, com 54.199, passou em 11º entre as 24 finalistas. Jade Barbosa ficou em 20º, mas não poderá disputar a final porque a regra só permite a participação de duas atletas por país.

E o público presente na Bercy Arena, em Paris, na tarde deste domingo (28), ainda assistiu ao surgimento de uma nova estrela da ginástica brasileira. Em sua primeira Olimpíada, Júlia Soares, de 18 anos, encantou no solo e conquistou uma vaga na decisão da trave de equilíbrio.

Veja abaixo como o Brasil foi em cada aparelho nas classificatórias da ginástica artística das Olimpíadas de Paris 2024.

Saltos

Rebeca foi a única atleta do Brasil a dar dois saltos e, portanto, a única com o objetivo de se classificar para a final do aparelho. Última a saltar, abriu com um Cheng, no qual dá uma rondada com meia volta antes de chegar à mesa e segue dando uma pirueta e meia no ar. Na aterrissagem, deu um passo largo para o lado na chegada e pisou fora. Ainda assim, tirou um notão, 14.900.

Para o segundo salto, optou pelo DTY, o Yurchenko com dupla pirueta, um salto mais simples, mas que foi extremamente bem executado. Tirou 14.466 e ficou com 14.683 de média, atrás apenas de Simone Biles, garantindo a classificação para a final dos saltos, onde deve ser mais ousada.

Antes de Rebeca, Lorrane, Jade e Flavinha se apresentaram com saltos sólidos. A menor nota foi de Lorrane, que abriu com um mais simples e deu um passo na chegada, ficando com 12.900. Como a menor das quatro notas são descartadas, a de Lorrane não contou.

Em seguida, Jade acertou o DTY e comemorou muito a nota 13.733 que ganhou. Com 13.800, Flávia Saraiva também apostou no Yurchenko com dupla pirueta e praticamente cravou a chegada. O Brasil somou 42.733, ficando atrás apenas dos Estados Unidos nos saltos.

Assimétricas

A série linda de Rebeca e sua saída cravada não foram suficientes para colocá-la na final do aparelho, logo o seu favorito. Com uma falha de postura em uma parada de mão, perdeu décimos importantes na ligação dos movimentos. Mas ainda assim recebeu a boa nota 14.400, alta e importante para a equipe e para suas pretensões no individual geral. Ficou em nono, apenas 0,033 atrás justo de Simone Biles, em oitavo com a nota 14.433.

Flavinha praticamente cravou sua série nas barras e conquistou um ótimo 13.800, importante para o time. Lorrane fez uma série consistente e tirou 13.233. A nota de descarte foi a de Jade Barbosa, 12.733.

Trave

O Brasil terá duas finalistas na trave. Júlia Soares fez uma série impecável. Começou com o Soares, entrada que leva seu nome, e emendou com um triplo giro cossaco perfeito. Com 13.800, tomou para si a última vaga entre as finalistas do aparelho.

Já Rebeca Andrade apresentou uma séria difícil e cravada, em que mal respirou entre um salto e outro, entre uma acrobacia e uma pose. Com 14.500, se classificou atrás apenas de Simone Biles e da chinesa Yaqin Zhou.

Jade, com 13.100, teve sua nota descartada. A terceira nota do Brasil foi a de Flavinha. Especialista no aparelho, a ginasta começou mostrando a leveza a fluidez de costume. Mas um desequilíbrio a fez cair. Não foi ao chão, se agarrando à trave, mas perdeu pontos preciosos e, com 13.133, não chegou à sonhada final do aparelho.

Solo

No solo, Júlia Soares mostrou mais uma vez uma ginástica extremamente madura para seus 18 anos. Com um solo cravado ao som de “Milord”, da francesa Edith, e o pagode “Cheia de Manias”, do Raça Negra. Levantou a arquibancada em uma grande estreia em Olimpíadas e recebeu 13.500.

A veterana Jade Soares, de 32 anos, mostrou charme e competência com sua série, ao som de “Baby One More Time”, de Britney Spears, e fez a mesma nota de Júlia, 13.500.

Paris 2024: Brasil perde de virada para o Japão no futebol feminino e se complica

Marta durante jogo entre Brasil e Japão pelos Jogos Olímpicos de Paris

A Seleção Brasileira de futebol feminino perdeu de virada para o Japão por 2 a 1 no segundo jogo da fase de grupos da Olimpíada de Paris.

O Brasil abriu o placar com Jheniffer, mas as japonesas conseguiram reverter nos últimos minutos da partida com gols de Kumagai e Tanikawa.

Com o resultado, a equipe de Arthur Elias fica em terceiro lugar no grupo C, com três pontos, empatada com Japão, que venceu pela primeira vez em Paris, e Espanha, que ainda vai jogar neste domingo (28).

Nos Jogos Olímpicos, são 12 países divididos em três grupos. Os dois melhores de cada um se classificam para o mata-mata, além dos dois melhores terceiros colocados.

O próximo jogo da Seleção será nesta quarta-feira, contra a Espanha, às 12h, pela última rodada da fase de grupos do torneio.

Hugo Calderano atropela cubano em estreia e avança na Olimpíada de Paris

Hugo Calderano em duelo contra Andy Pereira nos Jogos Olímpicos de Paris

Hugo Calderano estreou com vitória e classificação nos Jogos Olímpicos de Paris. Na Arena Paris Sul, o brasileiro não tomou conhecimento do cubano Andy Pereira e venceu por 4 sets a 0, com parciais de 11-8, 11-7, 11-9 e 11-4.

O brasileiro se garantiu na segunda rodada, 32-avos de final. Calderano enfrentará o espanhol Álvaro Robles ou o austríaco Daniel Habesohn, que duelarão nesta segunda-feira (29).

Calderano se classificou à Olimpíada como quarto “seed”, sendo cabeça de chave da quarta seção do tênis de mesa. Somente os chineses Wang Chuqin e Fan Zhendong e o francês Félix Lebrun estão à frente do brasileiro no ranking.

Lula comemora medalhas brasileiras em Paris: “Parabéns aos nossos atletas”

Os três primeiros medalhistas olímpicos do Brasil em Paris - (crédito: AFP/ DA./ Cb.Press)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) parabenizou, neste domingo (28/7), por meio das redes sociais, as primeiras medalhas do Brasil nas Olimpíadas de Paris. “Parabéns, aos nossos atletas”, escreveu.

O paulista Willian Lima (66kg) faturou a primeira medalha. Para chegar à prata, o paulista de 24 anos passou por quatro adversários. A segunda medalha do dia, de bronze, nas competições para atletas até 52 kg ficou por conta da paulista Larissa Pimenta, na tarde deste domingo (28/7). A brasileira ganhou de Odete Giuffrida no Golden Score e colocou medalha no peito. Conquista é a segunda do judô e do país na atual edição dos Jogos Olímpicos.

Também hoje, Rayssa Leal conquistou a terceira medalha do Brasil nas Olimpíadas de Paris 2024. Em uma final emocionante, a Fadinha conseguiu uma nota altíssima na última manobra e levou o bronze na categoria skate street em Paris.

O ministro do Esporte, André Fufuca, comemorou por meio das redes sociais as premiações.

“A nossa primeira medalha veio aí! Willian Lima é no #Judo. Willian, beneficiário do #BolsaAtleta, conquistou a medalha de prata na categoria 66kg, na decisão contra Hifumi Abe. Parabéns, campeão!”, escreveu o ministro.

Ana Sátila fica em quarto na final do caiaque da canoagem slalom

Ana Sátila, em Paris — Foto: Divulgação: Luiza Moraes/COB

O quarto lugar de Ana Sátila no caiaque simples (k1) foi o melhor resultado do Brasil na história da canoagem slalom em Olimpíadas e a melhor posição da canoísta brasileira em quatro Olimpíadas. Foi a primeira vez que Ana Sátila chegou à final no caiaque, modalidade na qual ficou em 16º em Londres 2012, 17º na Rio 2016 e 13º em Tóquio 2020 – na canoa simples, chegou à final em Tóquio, terminando em décimo.

Na tarde deste domingo (28), terminou o percurso nas corredeiras de Vaires-Sur-Marne em 100s69. O resultado foi conquistado por braçadas vigorosas e precisas, que a deixaram fora do pódio por menos de dois segundos. Nos próximos dias, Ana Sátila ainda vai representar o Brasil na canoa (C1) e no Extremo.

A canoagem slalom é uma das provas mais desafiadoras dos Jogos Olímpicos. Na França, Ana Sátila foi a oitava a entrar na água, na final, para vencer as corredeiras e suas 23 portas. A canoísta começou muito rápido e usou toda a sua experiência para corrigir os erros cometidos nas classificatórias e na semifinal. Ao final da sua prova, ocupava a segunda posição, atrás apenas da australiana Jessica Fox, considerada a maior da história do esporte e que se tornou olímpica em Paris. Com o impressionante tempo de 96s08, Fox somou o ouro no caiaque ao que já havia conquistado em Tóquio 2020.

É BRONZE NO SKATE: Rayssa Leal conquista medalha no skate street feminino

A brasileira Rayssa Leal quebrou, neste domingo, mais um recorde para o esporte olimpico mundial. Com o bronze conquistado deste domingo, em Paris, se tornou a mais jovem da história, entre homens e mulheres, a ir ao podio em duas Olimpíadas diferentes.

Prata em Tóquio 2021 com 13 anos, ela voltou ao podio em Paris com 16 anos, seis meses e 24 dias. Assim, quebrou a marca que era de Dorothy Poynton-Hill, dos EUA conseguiu prata em Amsterdã 1928, e foi ouro em Los Angeles 1932, quando tinha 17 anos e 26 dias.

Neste domingo, Rayssa passou por apuros até alcançar o pódio. Ainda nas eliminatórias, depois de duas voltas aquém da própria capacidade, a brasileira precisou buscar um lugar entre as oito finalistas da disputa.

Na decisão, a brasileira cometeu erros nas duas voltas e teve como nova máxima 71.66 e também caiu na primeira manobra.

A reação para a medalha veio a partir da segunda manobra, com 92.88, nota que recolocou Rayssa na disputa pelo pódio. Com mais um 88.83 na última rotação, a brasileira conseguiu um lugar entre as três melhores das Olimpíadas pela segunda edição seguida.

É BRONZE NO JUDÔ: Larissa Pimenta bate campeã mundial e leva o bronze em Paris

Giuffrida recebe a terceira punição (shido), e Larissa Pimenta vence!

Que dia histórico para o Brasil! Que dia histórico para o judô! Larissa conquista a segunda medalha para o judô brasileiro neste domingo – a primeira foi a prata de Willian Lima!

“Foi um momento muito especial para mim. Eu fiz tudo o que eu podia durante a preparação. Eu mereço isso. Estou muito feliz”.

É PRATA NO JUDÔ: Willian Lima conquista 1ª medalha do Brasil em Paris

Willian Lima é medalha de prata no judô! Abe acerta o ippon e fecha a final, levando o ouro olímpico da categoria 66kg.

Foi uma campanha histórica em Paris! É a primeira medalha do Brasil nas Olimpíadas de 2024!

“A derrota machuca, ainda mais em uma final. Sabia que tinha condições de ser campeão. Eu abri mão de muitas coisas. Eu queria o ouro, mas fico feliz, porque eu falei para o meu filho que colocaria a medalha no peito dele, e isso eu consegui”.