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Rio Sena supera limites de poluição a 35 dias de Paris-2024

Más condições meteorológicas aumentaram a concentração de coliformes fecais no Sena  (foto: JULIEN DE ROSA / AFP)

O nível de poluição no rio Sena ultrapassa os limites previstos para a realização de competições de triatlo e maratona aquática, segundo análises publicadas nesta sexta-feira (21), 35 dias antes do início dos Jogos Olímpicos de Paris-2024.

“Até o momento, as amostras colhidas no Sena não correspondem aos padrões”, comentou o prefeito regional, Marc Guillaume, durante coletiva de imprensa, embora tenha expressado sua confiança de que as provas previstas poderão ser disputadas em suas águas.

Segundo o relatório semanal publicado pela prefeitura de Paris e pela prefeitura regional, as más condições meteorológicas dos últimos dias na França explicam o aumento das concentrações de coliformes fecais no rio.

“A qualidade da água continua piorando em consequência das condições hidrológicas e meteorológicas desfavoráveis: chuva, vazão intensa, poucas horas de sol, temperaturas abaixo do normal”, explicaram as autoridades locais.

Os fatores citados aumentam a concentração de duas bactérias fecais – enterococos e ‘Escherichia coli’ -, que superam os níveis máximos tolerados para autorizar as competições de natação nas águas do Sena.

Entre 10 e 16 de junho, o nível de E-Coli superou, quase todos os dias, 1.000 unidades formadoras de colônia (UFC) para cada 100 ml, o limite máximo aceito pelas federações internacionais de triatlo e natação (maratona aquática).

E tudo isso apesar de as autoridades terem investido 1,4 bilhão de euros (8 bilhões de reais) para permitir o banho no Sena e no seu principal afluente, o Marne.

França descobre plano de atentado ‘islâmico’ para partida de futebol nos Jogos Olímpicos

Olímpiadas em Paris

Os serviços de segurança franceses frustraram um plano de ataque de “inspiração islamista” contra um estádio de futebol durante os Jogos Olímpicos Paris-2024 e prenderam um suspeito checheno, informou nesta sexta-feira (31) o Ministério do Interior.

Os serviços de inteligência interna DGSI prenderam “um jovem de 18 anos de origem chechena em Saint-Etienne”, no sudeste do país, “suspeito de querer cometer um ataque de inspiração islamista”, disse em comunicado.

O Ministério do Interior afirmou que este é o “primeiro ataque frustrado contra os Jogos Olímpicos”, previsto para 26 de julho a 11 de agosto.

“Os primeiros elementos mostram que ele estava preparando ativamente um ataque contra o estádio Geoffroy Guichard” em Saint-Etienne, que sediará partidas de futebol durante o evento olímpico, disse o ministério.

O suspeito “queria atacar os espectadores e as autoridades e morrer como mártir”, acrescentou esta fonte.

A França está em nível de alerta máximo antes dos Jogos Olímpicos, quando são esperados cerca de 10 milhões de visitantes e 10 mil atletas. As competições acontecerão principalmente em Paris e na região parisiense, mas outras cidades da França também receberão algumas modalidades e partidas.

Thiago Braz tem suspensão por doping confirmada e está fora de Paris 2024

Thiago Braz é suspenso por doping e está fora de Paris-2024 | O Tempo

O campeão olímpico do salto com vara Thiago Braz está oficialmente suspenso do esporte por 16 meses e, consequentemente, fora das Olimpíadas de Paris 2024. A World Athletics, entidade máxima do atletismo mundial, confirmou na manhã desta terça-feira que a Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) considerou que o atleta brasileiro violou as Regras Antidoping do Atletismo Mundial. Thiago estava suspenso provisoriamente desde 28 de julho de 2023, após ter sido pego no antidoping com a substância ostarina, droga utilizada para o aumento de massa muscular, em um exame realizado em 2 de julho do ano passado. Com a confirmação da suspensão, ele só poderá voltar a competir em 27 de novembro deste ano, três meses após o fim dos Jogos Olímpicos. O advogado do atleta, Marcelo Franklin, já entrou com um recurso na Corte Arbitral do Esporte.

“A decisão foi boa, porque queriam quatro anos e tivemos 16 meses. Estabelecemos que o Thiago não teve culpa, foi uma vítima da contaminação cruzada. Na semana passada, apelamos para a Corte Arbitral do Esporte porque ainda consideramos 16 meses desproporcional” disse Marcelo Franklin em entrevista ao ge: – A situação é de otimismo.

Em nota, a Unidade de Integridade do Atletismo (Athletics Integrity Unit), órgão autônomo e separado da World Athletics, informa que pediu a suspensão de 4 anos e ainda considera entrar com recurso para aumentar a pena para este período. Segundo a instituição, Thiago foi “imprudente” e agiu com “intenção indireta”, já que os atletas são informados do risco do uso de suplementos feitos em farmácias de manipulação, e Thiago “desconsiderou manifestamente esse risco”. No entanto, o Tribunal Disciplinar decidiu que não houve “falha ou negligência significativa”, já que Thiago teria sido orientado pela sua equipe médica no consumo do suplemento.

Thiago Braz tem 30 anos e é um dos principais nomes do salto com vara no mundo. Além do ouro olímpico na Rio 2016, ele tem uma medalha de bronze nas Olimpíadas de Tóquio 2020 e uma prata no Mundial de Atletismo Indoor de Belgrado 2022.

O advogado defendeu, na World Athletics, que o atleta “foi vítima de contaminação de suplementos, uma violação não intencional, com ausência de culpa significativa, reduzindo a solicitada pena de 48 meses para apenas 16 meses de inelegibilidade.”

“Sob o entendimento de que os 16 meses continuam desproporcionais ao baixíssimo nível de responsabilidade atribuível ao atleta, desde a semana passada, a defesa de Thiago interpôs apelação na Corte Arbitral na Suíça e está confiante em excluir a sanção ou reduzir ainda mais o período de inelegibilidade imposto, de modo a que o atleta possa participar livremente das Olimpíadas de Paris 2024” disse Franklin.

Embora tenha sido revelado apenas nesta terça-feira, o veredito foi dado no dia 20 de maio. A defesa de Thiago entrou com o recursos três dias depois, pedindo julgamento sumário. Não há ainda data marcada, mas Franklin acredita que o julgamento aconteça em até 15 dias.

Especialista em antidoping e direito esportivo, Marcelo Franklin notabilizou-se por defender Cesar Cielo num caso de doping em 2011. Ele também advogou para os atletas Etiene Medeiros (natação), Ana Cláudia Lemos (atletismo) e Petrúcio Ferreira (atletismo paralímpico), garantindo a participação dos três na Rio 2016. Recentemente, defendeu o zagueiro Manoel, do Fluminense, que foi suspenso por apenas oito meses pela Conmebol por ter testado positivo para a substância “ostarina”.

“É uma pena (oito meses, como Manoel) que permitiria a participação do Thiago nas Olimpíadas, por exemplo” comentou o advogado.

Ginástica feminina do Brasil garante vaga em Paris-2024

Meninas da ginástica do Brasil estão classificadas para as olimpíadas em Paris-2024

A seleção brasileira feminina de ginástica artística, formada por Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Jade Barbosa, Júlia Soares e Lorrane Oliveira, está garantida em Paris-2024.

O Brasil conquistou a vaga ao terminar em quarto lugar no Mundial da Antuérpia, nesta segunda-feira. A final por equipes será disputada na quarta-feira, a partir das 14h15 (horário de Brasília). Já o masculino, não conquistou vaga olímpica por equipe e levará para Franca no máximo três ginastas.

No ano passado, a seleção feminina foi a quarta colocada. Assim, a seleção feminina terá um time completo, com cinco ginastas na França. Na última edição de Jogos Olímpicos, em Tóquio, o feminino não foi como equipe, apenas com Rebeca e Flávia.

Com 164.297, o Brasil ficou atrás apenas dos Estados Unidos (171.395), da Grã-Bretanha (166.130) e da China (165.663). As americanas, com o reforço de Simone Biles, liderou quase todas as disputas de todos os aparelhos, com exceção das barras assimétricas, liderada pela China.

Além disso, Rebeca, que comandou o Brasil nesta competição e apresentou sua nova coreografia no solo, disputará quatro finais por aparelhos (no Mundial de 2022, em Liverpool, foram cinco). Ela defenderá o título do individual geral. Somente as oito melhores ginastas em cada aparelho avançam para a disputa do título de cada especialidade.

Rebeca terminou em quarto no individual geral (Biles foi a primeira), segundo no salto (Biles foi a primeira e de quebra ainda batizou um elemento com seu nome, Biles II), em terceiro no solo (Biles foi a primeira), em oitavo na trave (Biles foi a primeira) e em 15º nas barras assimétricas (a chinesa Qiyuan Qiu foi a primeira). Assim, avança às finais do individual geral, salto, solo e trave.

Flávia Saraiva, quarta no solo e sexto no individual geral, também disputará estas finais.

“Estou muito satisfeita com o que a gente fez. Não deixamos a peteca cair mesmo quando chegamos às paralelas. Deu tudo certo. Estou bem orgulhosa. Confesso que, quando fiz minha série na paralela, não fiquei 100% satisfeita, mesmo sendo meu aparelho favorito. Mas o que me deixa mais orgulhosa é que não desisti. Podia ter descido da paralela e pensado em um monte de coisas, mas não. Lutei pra chegar até o final porque nosso objetivo aqui era a vaga para Paris” disse Rebeca, referindo-se ao pior desempenho das brasileiras em um aparelho.

Brasil vence Japão e garante vaga nas Olimpíadas de Paris

Brasil e Japão se enfrentam pelo Pré-Olímpico feminino de vôlei — Foto: FIVB

Salta, bate e tenta de novo. O Brasil precisou repetir o roteiro de tantas outras vezes neste domingo em Tóquio. No eterno jogo de paciência contra o Japão, a seleção foi ao limite para adiantar o tempo. Ao se impor na casa das rivais, o time de José Roberto Guimarães garantiu seu lugar nas Olimpíadas de Paris no ano que vem. Em 3 sets a 2, parciais 25/21, 22/25, 27/25, 15/25 e 15/10, a seleção ficou com a segunda vaga no Pré-Olímpico – a Turquia já havia garantido a sua.

Atletas nadam no rio Sena despoluído em evento-teste da Olimpíada de Paris

Atletas mergulham no rio Sena, com Torre Eiffel ao fundo, para prova em evento-teste da Olimpíada de Paris — Foto: MIGUEL MEDINA / AFP

A triatleta britânica Beth Potter venceu nesta quinta-feira (17) o primeiro evento-teste da Olimpíada de 2024 em Paris realizado no rio Sena, que foi despoluído para os Jogos. A expectativa agora é confirmar que os atletas não terão problemas de saúde depois de nadarem no local – há duas semanas, a prova de natação em águas abertas foi cancelada por más condições sanitárias.

Líder na disputa pelo Mundial feminino, Potter venceu a francesa Cassandre Beaugrand, vice-campeã, nesta repetição do que deverá ocorrer daqui a menos de um ano na Olimpíada, incluindo duas voltas de um percurso no Sena – entre as pontes Alexandre III e da Alma. O formato olímpico do triatlo é composto por 1,5 mil metros de natação, 40 km de ciclismo e 10 km de corrida.

A competição foi um teste tanto para as atletas quanto para a organização dos Jogos Olímpicos. A prefeitura de Paris informou que a “mobilização coletiva sem precedentes para melhorar as águas” do rio, que corta a cidade de leste a oeste, “foi recompensada”. A atual número 1 do mundo e vice-campeã olímpica e mundial, a britânica Georgia Taylor-Brown, está lesionada na panturrilha e não participou.

Até domingo, os 65 melhores triatletas do mundo disputarão provas de qualificação para os Jogos. Na quarta-feira (16), a qualidade da água voltou a um “limiar satisfatório”, explicou a prefeitura de Paris, especificando que o nível de escherichia coli – uma bactéria encontrada nas fezes – caiu para abaixo do limite máximo regulamentar (1.000 CFU por 100 ml). O controle da qualidade da água será diário nos quatro dias de competição, com análises laboratoriais e ferramentas de medição instantânea.

Obras para garantir os Jogos
Até Paris 2024, o Comitê de Organização dos Jogos Olímpicos conta com a entrada em funcionamento da bacia de Austerlitz, que vai armazenar a água da chuva para evitar contaminações e permitir que o mundo inteiro possa ver os atletas nadando no Sena, mesmo em caso de mau tempo.

Além da rigorosa disciplina para os treinamentos, os atletas de triatlo têm de enfrentar águas em condições muitas vezes deploráveis. Poluição, ratos, lixo e bactérias são alguns dos problemas, que, com frequência, acabam ameaçando a saúde dos esportistas.

De acordo com uma reportagem do Le Monde, 57 atletas ficaram doentes após uma etapa do campeonato mundial em Sunderland, no Reino Unido – inclusive o campeão, o francês Pierre Le Corre. Alguns dias depois da competição, testes de água no local mostraram que os níveis de escherichia coli eram 39 vezes maiores do que o normal.