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Paris se despede de Jogos Olímpicos e Tom Cruise abre alas para Los Angeles com voo hollywoodiano

Tom Cruise no fim dos Jogos Olímpicos de Paris

Após 19 dias de competições, Paris se despede de seus Jogos Olímpicos neste domingo (11) com uma grande cerimônia de encerramento repleta de homenagens à cultura francesa e com as atenções já voltadas para Los Angeles-2028.

Os Estados Unidos foram os vencedores no quadro de medalhas num evento que teve na capital francesa um cenário luxuoso, graças aos seus monumentos mais emblemáticos como a Torre Eiffel, os Invalides e os jardins de Versalhes.

O caldeirão, um anel de sete metros de diâmetro que queimava desde a inauguração, em 26 de julho, no jardim das Tulherias, no coração de Paris, foi apagado quando o nadador Léon Marchand, herói francês destes Jogos com suas quatro medalhas de ouro, levou a chama olímpica em uma pequena lamparina dourada.

A chama se dirige ao Stade de France onde cerca de 70 mil espectadores encheram as arquibancadas para ver a pista repleta de milhares de atletas agitando as bandeiras das 205 delegações e alguns deles ostentando as medalhas conquistadas.

Desde o início, a cerimônia foi embalada por grandes clássicos da canção francesa: nas Tulherias, Zaho de Sagazan interpretou “Sous le ciel de Paris”, musica eternizada por Edith Piaf e Yves Montand.

E no estádio foi montado um gigantesco karaokê com as músicas “Emmenez-moi”, de Charles Aznavour, e “Les Champs Elysées” de Joe Dassin, que arrancou algumas palmas do presidente Emmanuel Macron, que preside a cerimônia com o presidente do COI, Thomas Bach. Depois foi a vez de outros clássicos, sempre em modo karaokê: “Freed from Desire”, e o hit imortal “We are the champions” do Queen.

Toque hollywoodiano

Enquanto aguardava as aparições do rapper americano Snoop Dogg e do ator Tom Cruise em homenagem a Los Angeles-2028, o Stade de France foi palco de uma sequência avassaladora: uma distopia futurística em que “o viajante dourado”, interpretado pelo ‘breakdancer’ francês Arthur Cadre desceu dos céus e redescobriu as Olimpíadas há muito desaparecidas, assim como fez o Barão Pierre de Coubertin no século XIX.

O personagem, todo de luz, ouro e movimento, encarna a liberdade, e acompanhado por uma reprodução da Vitória de Samotrácia, uma das mais famosas esculturas gregas do museu do Louvre, tem a missão de restabelecer o ideal olímpico, simbolizado na recomposição dos cinco anéis imaginados por Coubertin.

Tudo isto enquanto o ‘performer’ Alain Roche empreende a proeza de interpretar num piano suspenso e vertical o hino de Apolo, redescoberto nas ruínas de Delfos e apresentado no congresso que em 1894 em Paris decidiu o restabelecimento das Olimpíadas.

Com duração de cerca de duas horas e meia, será mais curta que a de abertura no dia 26 de julho, que durou quatro horas e foi histórica por não ter acontecido em um estádio, mas ao longo do Sena e com o atletas desfilando a bordo de 85 embarcações.

Homem escala Torre Eiffel antes da cerimônia de encerramento das Olímpiadas, e atração fica fechada por uma hora

Homem escala torre Eiffel horas antes da cerimônia de encerramento das Olimpíadas, em 11 de agosto de 2024. — Foto: Nickey Worlock via AP

A polícia francesa evacuou a área ao redor da Torre Eiffel depois que um homem foi visto escalando o ponto turístico mais famoso de Paris horas antes da cerimônia de encerramento das Olimpíadas, neste domingo (11).

O homem, que estava sem camisa e ainda não havia sido identificado até a última atualização desta reportagem, foi preso por policiais que estavam no local.

A polícia não sabe onde a subida começou, mas ele foi visto por pessoas que passavam no local logo acima dos anéis olímpicos que adornam a segunda seção da torre, depois do primeiro deque de observação.

A polícia escoltou os visitantes para fora da área por volta das 15h no horário local (10h pelo horário de Brasília). Alguns visitantes que ficaram brevemente trancados no segundo andar foram autorizados a sair cerca de 30 minutos depois.

A Torre Eiffel foi a peça central da cerimônia de abertura, com Celine Dion fazendo uma serenata para a cidade de uma de suas áreas de observação. No entanto, o monumento não deve fazer parte da cerimônia de encerramento.

Justiça altera resultado na final do solo feminino, e ginasta da Romênia fica com a terceira posição

Quem é Ana Barbosu, ginasta romena que comoveu brasileiros ao perder o  bronze após revisão de nota no solo

O CAS (Corte Arbitral do Esporte) decidiu neste sábado mudar uma nota da final feminina do solo na ginástica artística nas Olimpíadas de Paris. Assim, a americana Jordan Chiles, que havia ficado com o bronze, passa a ter uma avaliação menor do que as romenas Ana Barbosu e Sabrina Maneca-Voinea.

Com isso, o bronze passaria a ser de Barbosu. Mas, em sua decisão, o CAS informa que a decisão sobre as medalhas será da Federação Internacional de Ginástica (FIG). Não há mudança nas outras duas posições do pódio: Rebeca Andrade segue com o ouro, e Simone Biles fica com a prata.

Após a audiência deste sábado na qual ouviu as partes envolvidas, o CAS considerou irregular o acréscimo de 0.100 dado à nota de Jordan Chiles depois de um recurso pedido pela delegação dos EUA. Esse acréscimo permitiu que a ginasta americana superasse as duas romenas. Sem ele, Chiles fica na quinta posição, com 13.666.

A irregularidade, segundo o tribunal com sede na Suíça, ocorreu porque o recurso foi pedido depois do prazo estabelecido no regulamento, que é de um minuto após o anúncio da nota.

Com a decisão, Ana Barbosu, que recebeu a nota 13.700 em sua apresentação, passa a ser a terceira colocada. Sabrina Maneca-Voinea tirou a mesma nota de sua compatriota, mas fica em quarto lugar pelos critérios de desempate.

De acordo com a Corte, a decisão sobre o que deve ser feito com a medalha de Chiles e a entrega do bronze a Ana Barbosu caberá à Federação Internacional de Ginástica, responsável pela organização da prova nos Jogos Olímpicos.

“A Federação Internacional de Ginástica determinará a classificação final do solo e atribuirá as medalhas de acordo com a decisão acima” afirmou o CAS em sua decisão.

Em nota, o Comitê Olímpico dos EUA disse que seus dirigentes estão arrasados com a decisão da Justiça e lamentaram os ataques sofridos por Jordan Chiles nas redes sociais. A ginasta, inclusive, desativou sua conta no Instagram por causa de mensagens ofensivas que vem recebendo.

Estamos devastados ​​com a decisão da Corte Arbitral do Esporte. A investigação sobre o valor de dificuldade da rotina de exercícios de solo de Jordan Chiles foi apresentada de boa-fé.

“Durante todo o processo de recurso, a Jordan foi alvo de ataques consistentes, total e extremamente prejudiciais nas redes sociais. Nenhum atleta deveria ser submetido a tal tratamento” diz outro trecho da nota publicada pela equipe de ginástica artística dos Estados Unidos.

É BRONZE: Brasil vence a Turquia e leva o bronze nas Olimpíadas de Paris

Era preciso superar a derrota para os Estados Unidos na semifinal, recuperar a energia e batalhar pelo bronze. Foi exatamente isso que a seleção brasileira feminina de vôlei fez nas Olimpíadas de Paris. Neste sábado (10), o Brasil venceu a Turquia por 3 sets a 1, com parciais de 25/21, 27/25, 22/25 e 25/15. O resultado garantiu medalha e coroou uma campanha positiva na capital francesa. Foram cinco triunfos e um único revés, que tirou o ouro, mas não acabou com o brilho da equipe comandada por Zé Roberto Guimarães.

A sequência está mantida! 💪
O bronze da seleção feminina deixa ativa uma longa sequência do vôlei de quadra brasileiro em Olimpíadas. A última edição em que o Brasil ficou fora do pódio foi a de Seul, em 1988. Desde então, conquistamos 11 medalhas (cinco ouros, três pratas e três bronzes). Antes, a equipe masculina tinha terminado em segundo lugar nos Jogos de Los Angeles, em 1984.

Referências olímpicas 👏
José Roberto Guimarães conduziu uma seleção brasileira ao pódio pela quinta vez em Olimpíadas. Com a equipe masculina, conquistou o ouro em Barcelona 1992. À frente do time feminino, foi bicampeão (2008 e 2012) e ainda faturou uma prata (2021) e um bronze (2024). Como técnico, ele não ganha medalhas, mas isso não apaga a importância que tem para o vôlei do Brasil.

Bicampeã, Thaisa chegou à terceira medalha olímpica da carreira. Ela foi só a quinta mulher brasileira e a sétima jogadora de vôlei do país a alcançar o feito. Aos 37 anos, já anunciou que não disputará mais edições dos Jogos. Ganhou uma despedida à altura e está com o nome eternamente gravado na história do esporte nacional.

Como foi a disputa pelo bronze 🏐
A Turquia marcou os três primeiros pontos da partida e assustou. Mas o Brasil logo se recuperou e virou para 8 a 4. A vantagem verde e amarela também não se consolidou, e o jogo ficou equilibrado até a reta final, com trocas na liderança do marcador. O volume de jogo brasileiro prevaleceu nos últimos pontos, e Thaisa foi a responsável por fechar em 25 a 21. Tocaço para cima de Vargas!

A segunda parcial foi uma daquelas que tiram o fôlego do torcedor. O Brasil abriu 4 a 0, mas viu a Turquia virar e comandar o placar durante a maior parte do tempo. As turcas chegaram a abrir 19 a 15. As brasileiras, no entanto, buscaram a reação. Chegaram a salvar um set point adversário e fecharam em 27 a 25. Gabi assumiu a responsabilidade de derrubar a última bola do set!

O Brasil não aproveitou o embalo da vitória no segundo set e permitiu que a Turquia, ao longo da terceira parcial, recuperasse a confiança. Vargas e Cebecioglu foram os principais nomes do ataque turco. A camisa 11, inclusive, derrubou a bola que deu números finais: 25 a 22.

A Turquia saiu na frente, mas uma parcial de 10 a 1 a favor do Brasil colocou nossa seleção com ampla vantagem no quarto set. E aí foi só administrar o placar e esperar o bronze chegar! Não faltou seriedade em um lance sequer, tanto que o jogo terminou com seis pontos seguidos das brasileiras (e placar de 25 a 15). A medalha coroa o trabalho que foi feito no ciclo e faz jus à campanha da equipe nas Olimpíadas!

É PRATA: Brasil perde para os EUA e fica com a medalha de prata nos Jogos de Paris

Não deu para o Brasil. De volta à final olímpica após 16 anos, a seleção feminina de futebol parou novamente nos Estados Unidos, algoz também nas decisões de Atenas-2004 e Pequim-2008. Com um gol de Mallory Swanson, as americanas venceram por 1 a 0 neste sébado, no Parque dos Príncipes, e conquistaram pela quinta vez a medalha de ouro. A Alemanha, com o bronze, completa o pódio nos Jogos de Paris-2024.

MARTA SE DESPEDE DOS JOGOS
Em seu último jogo em Olimpíadas, Marta ficou no banco de reservas e entrou apenas no segundo tempo, logo após o gol dos Estados Unidos. Aos 38 anos, ela se despede com sua terceira medalha de prata e 13 gols marcados nas seis edições de Jogos Olímpicos que disputou, desde Atenas-2004. Marta é a segunda maior artilheira da história da competição.

BRASIL MELHOR NO 1º TEMPO
A seleção brasileira teve as melhores chances de gol no primeiro tempo, tentando surpreender a defesa americana em saídas rápidas para o ataque. Logo no minuto inicial, Ludmila recebeu livre na área mas bateu fraco, nas mãos de Naeher. Ludmila chegou a marcar aos 15, em jogada individual, mas o lance foi anulado por impedimento. A goleira dos EUA voltou a brilhar nos acréscimos, em chute perigoso de Gabi Portilho.

EUA MARCAM EM CONTRA-ATAQUE
Mais organizada após o intervalo, a seleção dos EUA aproveitou uma bola perdida pelo Brasil no meio do campo para marcar seu gol em rápido contra-ataque, aos 11 minutos. Lançada nas costas da defesa, Mallory Swanson entrou livre na área e chutou na saída de Lorena. O Brasil tentou pressionar, mas encontrou dificuldade diante da marcação americana. Na melhor chance de empatar, Naeher espalmou a cabeçada de Adriana nos acréscimos.

Boxe nas Olimpíadas de Paris: argelina vítima de polêmica conquista ouro

Imane Khelif Argélia medalha de ouro boxe Paris 2024 — Foto: REUTERS/Peter Cziborra

A argelina Imane Khelif ficou com a medalha de ouro ao vencer a chinesa Liu Yang na final do boxe, por decisão unânime, na categoria até 66kg, nesta sexta-feira. Desde o início dos jogos, Khelif ganhou holofotes ao ser alvo de uma onda de discurso de ódio.

Havia muita expectativa em torno da luta, sobretudo da torcida argelina que lotou as arquibancadas do ginásio. O anúncio do seu nome foi ovacionado e, durante a luta, a torcida não deixava de entoar gritos e cantos de apoio à compatriota.

O primeiro round foi equilibrado, com trocas francas entre as atletas, mas vitória da argelina, na avaliação dos árbitros. A argelina cresceu e dominou o segundo round e, no terceiro, fez seu papel ao administrar, para vencer por decisão unânime dos juízes.

Esta foi a segunda medalha do país africano nos Jogos Olímpicos de Paris. Antes, a ginasta Kaylia Nemour, de 17 anos, deu show na apresentação na final das barras assimétricas e conquistou a medalha de ouro.

Outros resultados do dia: Asadkhuja Muydinkhujaev, do Uzbequistão, foi ouro na categoria 71kg, com vitória sobreo italiano Marco Verde. Yu Wu, da China também venceu na categoria 50kg Feminino, ao bater Buse Naz Çakıroğlu, da Turquia. Lazizbek Mullojonov, do Uzbequistão, derrotou Loren Berto do Azerbaijão, nos 92kg Masculino.

É BRONZE: Alison dos Santos é bronze nos 400m com barreiras nas Olimpíadas de Paris 2024

Foram 47s26 entre a largada e mais uma medalha olímpica. Nos últimos anos, Alison Brendom dos Santos, o Piu, promoveu uma verdadeira revolução na forma como se corre os 400m com barreiras. E foi recompensado com mais um bronze nas Olimpíadas de Paris 2024, repetindo o resultado de Tóquio 2020.

Na tarde desta sexta-feira (9), Piu usou toda a sua ousadia, carisma e talento para transpor as dez barreiras do percurso e atravessar a linha de chegada em terceiro lugar no Stade de France, em Paris. O americano Rai Benjamin, com o tempo de 46s46, ficou com o ouro, e o norueguês Karsten Warholm, com 47s06, com a prata.

Piu não tem medo de ousar. E nem estamos falando do cabelo lilás que ele adotou em Paris. O atleta mudou a maneira como se disputa a prova, uma das mais técnicas do atletismo, com uma mecânica de corrida absolutamente inovadora, transpondo quatro barreiras consecutivas de forma bilateral, alternando perna esquerda e direita. É também o único atleta que consegue passar por quatro barreiras nos 400m dando apenas 12 passos entre elas, já que é necessário um número par de passos para que os ataques bilaterais sejam possíveis.

A estratégia garantiu a Piu o terceiro melhor tempo da história, 46s29, marca conquistada quando ele foi campeão no Mundial de Atletismo de 2022. No entanto, ainda não foi suficiente para alcançar o ouro olímpico. Aos 24 anos, Alison tem tempo para ajustar detalhes até Los Angeles 2028. Nos próximos Jogos, ele terá 28 anos, idade que Warholm tem hoje e apenas um ano mais velho do que Benjamin.

Piu largou forte e não teve seu terceiro lugar ameaçado em nenhum momento. Transpôs as dez barreiras com saltos altos e seguros. Na reta final, chegou a se aproximar perigosamente de Warholm, de olho na prata. Mas o norueguês, medalhista de ouro em Tóquio 2020 e recordista mundial com o incrível tempo de 45s94, conseguiu segurar o segundo lugar. Warholm é o único homem a ter completado essa prova em menos de 46 segundos, justamente em Tóquio. Dono do segundo melhor tempo da história, 46s17, o americano Rai Benjamin mostrou a força que tem demonstrado na última temporada e sobrou na prova.

Nenhum dos três chegou perto de sua melhor marca. Benjamin ficou 29 centésimos de segundo acima de seu recorde pessoal, mas fez o melhor tempo da temporada; Warholm acabou 1s12 acima do seu recorde mundial; e Alison, 97 centésimos atrás de seu próprio melhor tempo.

Ainda assim, repetiram a briga pelo pódio de três anos atrás. Uma disputa eletrizante entre três atletas especiais, que se revezaram no lugar mais alto do pódio em torneios e mundiais ao longo de todo este ciclo olímpico. E que também sofreram com lesões sérias. O primeiro foi o norueguês, com um problema no tendão da coxa direita em 2022. Em 2023, então, Alison teve que operar o menisco e ficou seis meses sem poder correr. Este ano, foi a vez de Benjamin sentir o quadríceps, mas numa situação menos grave do que as dos dois adversários diretos.

Recuperados, os três chegaram a Paris prontos para brilhar. E não decepcionaram, encerrando o dia do atletismo com mais uma prova olímpica emocionante, em que os seis primeiros ficaram abaixo dos 48 segundos.

Veja o resultado final:
Rai Benjamin (EUA) – 46s46 🥇
Karsten Warholm (Noruega) – 47s06 🥈
Alison dos Santos (Brasil) – 47s26 🥉
Clemen Ducós (França) – 47s76
Kyron McMaster (Ilhas Virgens) – 47s79
Abderrahman Samba (Catar) – 47s98
Rasmus Magi (Estônia) – 52s53
Roshawn Clarke (Jamaica) – Não completou a prova

É OURO: Ana Patrícia e Duda batem canadenses e são ouro no vôlei de praia em Paris

O jogo foi difícil, mas Ana Patrícia e Duda não se amedrontaram. Depois de virarem sobre as canadenses Brandie e Melissa, no primeiro set, as brasileiras acabaram se desestruturando na segunda parcial, mas voltaram entrosadas no tie-break, e conquistaram o ouro olímpico, com a vitória por 2 sets a 1 sobre as adversárias, parciais de 26/24, 12/21 e 15/10. A dupla quebrou um jejum de 28 anos da medalha de ouro no vôlei de praia feminino do Brasil.

As canadenses entraram em quadra confiantes, mostrando maior volume de jogo. Sem deixar a bola cair, Melissa e Brandie abriram seis pontos de vantagem: 8 a 2. Duda e Ana Patrícia cometeram alguns erros importantes, mas surpreenderam as adversárias quando conseguiram se acertar em quadra. Ana chegou a salvar uma bola com a cabeça, até a virada chegar em 18 a 17. O set se estendeu bastante, disputado ponto a ponto. A vitória veio com uma demonstração de talento de Duda, que passou de manchete e surpreendeu as adversárias em 26 a 24.

As canadenses voltaram à areia para o “tudo ou nada”. Com constante troca de pontos entre as duplas, Melissa conseguiu crescer na partida com ótimas bolas de segunda. Com tranquilidade e se aproveitando do momento de instabilidade de Ana e Duda, abriram sete pontos de vantagem: 18 a 11, até fechar em 21 a 12.

No tie-break, as brasileiras precisaram trabalhar o mental e lembrar do porquê de serem consideradas a dupla número 1 do mundo. Foi exatamente o que fizeram. Ignorando completamente a derrota pesada da parcial anterior, abriram três pontos de vantagem logo no início: 5 a 2. A partir daí, tiveram paciência para administrar o restante do jogo. Foi a vez das canadenses se abalarem e reclamarem com o árbitro sobre o olhar de Ana. O dj entrou na história e, sabiamente, tocou “Imagine” de John Lennon, para acalmar os ânimos. As jogadoras acabaram rindo com a situação e o clima melhorou em quadra. Sem se abalar, a dupla seguiu rumo à vitória. Duda fez o ponto do ouro e encerraram um jejum de 28 anos para o vôlei de praia feminino do Brasil, em 15 a 10.

É PRATA: Isaquias Queiroz dá arrancada espetacular no fim e garante a prata no C1 1000m em Paris

Isaquias Queiroz é medalha de prata no C1 1000m. Remada a remada na final da categoria, o baiano de Ubaitaba transformou a frustração no C2 500m no dia anterior em pódio nesta sexta-feira, com uma arrancada espetacular no fim para sair do quinto ao segundo lugar.

Martin Fuksa, da República Tcheca, levou o ouro com a melhor marca olímpica da categoria: 3m43s16 – o tempo do brasileiro foi de 3m44s33. Serghei Tarnovschi, da Moldávia, completou o pódio, em terceiro (3m44s68).

Com a medalha, Isaquias chegou ao quinto pódio olímpico na carreira e se igualou aos velejadores Robert Scheidt e Torben Grael em segundo entre os recordistas do Brasil – a ginasta Rebeca Andrade lidera o ranking, com seis medalhas.

Ginástica rítmica não tem atleta reserva para substituir brasileira lesionada

Ginástica rítmica não tem atleta reserva para substituir brasileira  lesionada; entenda a regra | olimpíadas | ge

Na manhã desta sexta-feira (9), o Brasil perdeu as chances que tinha de se classificar às finais por conjunto da ginástica rítmica. Isso porque a ginasta Victória Borges, de 22 anos, se apresentou machucada e não conseguiu realizar os movimentos corretamente. Por regra, a modalidade não aceita ginastas reservas. Decisão foi tomada para que houvesse vagas para incluir mais dois países nos jogos olímpicos.

Comentarista Renata Teixeira explica porque não tem ginasta reserva na ginástica rítmica

É uma regra que abriu a possibilidade de mais dois países entrarem, mas acaba que a gente ficou sujeito a esse tipo de situação. Talvez seja um momento pra se refletir, né? O quanto a reserva é importante na ginástica rítmica, porque o conjunto não pode se apresentar. A gente viu o que aconteceu com a Victória, então talvez seja um momento de reflexão pra nossa ginástica, pra Federação Internacional, pro próprio Comitê Olímpico, de rever essa situação em relação à ginástica rítmica de conjunto.

Victória lesionou a panturrilha minutos antes da apresentação, durante o aquecimento. Na primeira rotação, nos 5 arcos, a equipe havia pontuado 35.950, o que garantiu a 4ª colocação na classificação geral. Porém, devido à lesão antes da segunda rotação, com 3 fitas e 2 bolas, Victória não conseguiu acompanhar os movimentos junto às demais companheiras de equipe. Com isso, as brasileiras pontuaram apenas 24.950 e terminaram a classificação geral em 9º lugar, um abaixo da zona de classificação.

“A gente estava passando a última série antes de entrar em quadra, foi numa passada, um exercício simples, mas que pegou muito forte a panturrilha dela” disse Maria Eduarda, capitã do time.

A Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) confirmou a lesão na panturrilha sofrida por Victória na classificatória de ginástica rítmica dos Jogos de Paris 2024. A sergipana de apenas 22 anos sofreu uma contratura muscular na panturrilha.

Henrique Marques vence jordaniano e se classifica para as quartas no taekwondo

Henrique Marques no Taekwondo em Paris 2024 — Foto: Miriam Jeske/COB

O brasileiro Henrique Marques venceu Saleh Elsharabaty, da Jordânia, e se classificou para as quartas de final do taekwondo até 80kg nos Jogos Olímpicos de Paris. Caroline Santos, a Juma, enfrentou a tailandesa Sasikarn Tongchan e foi derrotada nas quartas.

Henrique venceu o 1º round por 4 a 1 e, depois de estar perdendo por 12 a 5, conseguiu a virada depois de Saleh Elsharabaty levar cinco punições e venceu por 2 a 0. Nas quartas de final, enfrenta Seo Geon-woo, da Coréia do Sul.

“A gente vem planejando isso, os nervos estão sempre presentes, mas está sempre manter bem baixo para manter um jogo excelente. São difíceis (sul-coreanos), mas lutei com ele duas vezes: uma eu ganhei a outra eu perdi. A gente está com a cabeça boa também. A gente já sabe o jogo dele e vai tentar impor o nosso jogo em cima dele” disse o brasileiro após a vitória.

Caroline começou vencendo o 1º round depois de uma punição à atleta tailandesa, mas levou a virada e perdeu por 5 a 4. No round seguinte, que teve revisão de vídeo do técnico brasileiro e também pela arbitragem, a tailandesa venceu por 7 a 6 e eliminou a brasileira. Caroline ainda pode entrar na repescagem da disputa pelo bronze, caso Sasikarn Tongchan consiga chegar à disputa do ouro.

Paris 2024: Brasil conquista bronze no Taekwondo com Edival Pontes

O Brasil conquistou mais uma medalha de bronze na Olimpíada de Paris 2024. Nesta quinta-feira (8), Edival Pontes, o Netinho, derrotou o espanhol Javier Pérez Polo, por 2 rounds a 1 na categoria até 68kg do taekwondo.

O brasileiro de 26 anos é o terceiro atleta do país ao ir ao pódio na modalidade em Jogos Olímpicos. O paraibano entra no seleto time que conta com Natália Falavigna e Maicon Siqueira.

Este foi a oitava medalha de bronze do Brasil nos jogos de Paris. Ao todo, são 2 ouros, 5 pratas e 8 bronzes, totalizando 15 medalhas no total.

Duda e Ana Patrícia vencem australianas de virada e vão à final no vôlei de praia

Ana Patrícia e Duda comemorando ponto durante semifinal do vôlei de praia em Paris 2024

Duda e Ana Patrícia estão na final vôlei de praia feminino nos Jogos Olímpicos de Paris 2024! As brasileiras venceram a dupla australiana Mariafe e Clancy por 2 sets a 1 na semifinal, nesta quinta-feira (8), com parciais foram 20/22, 21/25 e 15/12.

Agora a dupla brasileira enfrenta as canadenses Melissa e Brandie na final, que será nesta sexta-feira (9) às 17h30 (horário de Brasília). Mariafe e Clancy também entram em quadra na sexta, às 16h (horário de Brasília), para disputar o bronze contra as suíças Huberli e Brunner.

Para chegar à semifinal, a dupla australiana eliminou as brasileiras Carol e Bárbara nas oitavas de final e depois passou pelas suíças Esmee e Zoe nas quartas de final. Já Duda e Ana Patrícia superaram as japonesas Akiko e Ishii nas oitavas e Tina e Anastasija, da Letônia, nas quartas.

O jogo

A dupla brasileira começou melhor o primeiro set e chegou a abrir três pontos de vantagem, mas Mariafe e Clancy não se deixaram abalar e buscaram a diferença na reta final do set. Com saques forçados, marca registrada da dupla, as australianas conseguiram virar e sair na frente, vencendo o primeiro set por 22/20.

O segundo set começou muito disputado, mas a partir dos cinco pontos, as brasileiras conseguiram abrir vantagem. A partir daí, Duda e Ana Patrícia dominaram sem deixar as australianas empatarem e abrindo ainda mais a vantagem e fechando em 21 a 15.

O tie break começou com a dupla australiana mais uma vez forçando o saque e dificultando o passe brasileiro. As duas duplas deram show de defesas e proporcionaram rallys emocionantes, destaque para Duda do lado brasileiro, que não só fez belas defesas, como também virou bolas importantes durante o set.

As parciais foram parelhas até o final, com o empate persistindo até o 12 a 12. Mas nos três últimos pontos, Duda e Ana Patrícia conseguiram a vantagem e fecharam em 15 a 12, garantindo a vaga na final.

Única medalha no vôlei de praia

Duda e Ana Patrícia são as únicas brasileiras ainda vivas na disputa do vôlei de praia em Paris 2024 e agora garantiram medalha, resta saber qual a cor do metal. A outra dupla feminina, formada por Carol e Bárbara, foi eliminada justamente por Mariafe e Clancy nas oitavas de final.

As duplas masculinas também caíram antes das semifinais. André e George foram eliminados nas oitavas pelos alemães Ehlers e Wickler, enquanto Evandro e Arthur caíram nas quartas de final depois de perder para os suecos Hellvig e Ahmann.

Brasil perde para os EUA no vôlei feminino e fica fora da disputa do ouro em Paris

A Seleção Brasileira de vôlei feminino mais uma vez esbarrou nos Estados Unidos e viu o sonho do terceiro ouro na história se encerrar. Nesta quinta-feira (8), as americanas dominaram a semifinal de Paris 2024 e venceram o Brasil por 3 sets a 2, parciais de 25/23, 18/25, 25/15, 22/25 e 15/11.

O cenário é semelhante aos Jogos de Tóquio 2020. Naquela ocasião, o confronto entre brasileiras e americanas ocorreu na final, com a equipe verde e amarela se contentando com a medalha de prata.

Com a derrota na semifinal, resta ao Brasil lutar pelo bronze para garantir um pódio nesta edição olímpica. O adversário sairá do duelo europeu entre Turquia e Itália, também nesta quinta, às 15h. Quem perder encara o Brasil no próximo sábado (10) às 12h15.

O Brasil tinha 100% na Olimpíada antes da queda. A equipe de Zé Roberto Guimarães fechou invicta na fase de grupos, vencendo Quênia, Japão e Polônia, e batendo a República Dominicana nas quartas de final.

Como foi o jogo

O Brasil iniciou a partida sentindo o peso da disputa, e os EUA chegaram a abrir 5 a 0. As meninas da Seleção se recuperaram, conseguiram a virada, fazendo 19 a 16, mas o set foi fechado pelas americanas por 25 a 23.

O cenário do segundo set foi diferente, com as brasileiras mais atentas e dominando as principais ações. Grande nome do duelo pelo lado do Brasil, Ana Cristina foi a responsável por fechar o set em 25 a 18.

Os Estados Unidos acordaram e dominaram o terceiro set, fechando em 25 a 15. O Brasil apresentou muitas falhas, principalmente na recepção e no bloqueio, e não foi páreo para a força ofensiva das americanas.

O quarto set subiu ainda mais a adrenalina do confronto e esteve equilibrado até o fim. O Brasil se assustou e chegou a cometer erros na reta final, mas contou com uma invasão da jogadora Ogbogu para fechar em 25 a 23.

O tie-break foi lá e cá e as seleções se alternavam no placar. O Brasil encontrou dificuldades na armação de jogadas no meio do set e as americanas aproveitaram para abrir vantagem e administrar até o 15º ponto.

Bárbara Domingos vai bem e encaminha vaga na final do individual geral da ginástica rítmica

Bárbara Domingos vai bem e encaminha vaga na final do individual geral da ginástica  rítmica | olimpíadas | ge

Bárbara Domingos estreou nas Olimpíadas com o pé direito. Promessa de medalha para o Brasil na ginástica rítmica, Bárbara apresentou boas séries nos primeiros aparelhos desta quinta-feira: bola e arco. A brasileira volta a competir ainda hoje, pelas rotações das maças e fita, tentando uma vaga na final do individual geral. Ao fim das primeiras apresentações dessas classificatórias, Bárbara está em 6° no quadro geral, somando uma média de 67.850.

As classificatórias do individual geral da ginástica rítmica têm quatro rotações. Na primeira etapa desta manhã, as ginastas se revezaram entre as apresentações do arco e bola. A partir das 10h (Horário de Brasília) desta quinta-feira, elas se apresentam pela segunda etapa, com as rotações das maças e fita. Das 24 atletas disputando essa etapa, apenas as dez melhores ginastas ao fim das séries se classificam para a decisão, que será disputada na sexta-feira (9), às 9h30.

As séries de Bárbara

BOLA

Bárbara Domingos foi a 22ª a se apresentar nesta quinta-feira, quase no final das rotações. Para bailar a primeira apresentação, a brasileira escolheu a música “Je Suis Malade”, da cantora Lara Fabiane. Aos 24 anos, Bárbara estreou nas Olimpíadas e já começou muito bem. Se apresentando primeiro com a bola, a brasileira escolheu um collant vermelho com muito brilho.

Bárbara apresentou uma série difícil, com 1min30s, combinando o ritmo dramático da música com movimentos fortes e ligações complicadas. Mesmo recebendo -0.05 de penalidade na execução, a brasileira foi muito bem na apresentação. Bárbara somou 33.100, recebendo 10.3 pela dificuldade corporal, 7.0 no aparelho, 8.2 no quesito artístico e 7.650 de execução. Ela encerrou a primeira rotação em sétimo lugar, com a alemã Darja Varfolomeeve a italiana Sofia Rafaelli no topo do quadro geral.

Bárbara Domingos tira 33,100 na bola na classificatória da ginástica rítmica nos Jogos de Paris 2024

ARCO

Bárbara voltou à arena pela segunda rotação para realizar a série com o arco. Usando um collant verde e amarelo, a brasileira utilizou a música “Circle Of Life”, tema do filme “O Rei Leão”, com fortes acordes. Novamente, a ginasta apresentou ligações dificílimas, encontrando o arco após o aparelho alcançar alturas incríveis.

Bárbara somou 34.750 no arco, recebendo 11.7 por dificuldade corporal, 6.9 no domínio do aparelho, 8.2 pela parte artística e 7.950 na execução. A brasileira comemorou após o fim da apresentação, que a colocou em 6° no quadro geral, e encaminhou sua vaga para a final.