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Brasil termina em 8º, pior colocação da seleção masculina de vôlei em Olimpíadas desde 1972

Brasileiros após derrota para os Estados Unidos — Foto: REUTERS/Annegret Hilse

Com a derrota por 3 sets a 1 para os Estados Unidos, nas quartas de final, o Brasil encerrou as Olimpíadas de Paris na oitava posição. Foi a pior colocação da seleção masculina de vôlei desde os Jogos de Munique, disputados em 1972. Há 52 anos, a equipe também ficou em oitavo lugar.

A única vez em que o Brasil ficou em uma posição abaixo da oitava foi nas Olimpíadas de 1968. Naquela edição, disputada na Cidade do México, a seleção terminou em nono lugar. Desde Sydney, em 2000, a equipe verde e amarela não caía antes das semifinais.

Vale destacar que, para os Jogos de Paris, houve uma mudança no torneio olímpico de vôlei. Pela primeira vez, foram formados três grupos, com quatro times. Os dois primeiros colocados de cada chave avançaram às quartas, assim como os dois melhores terceiros. O Brasil passou de fase justamente como melhor terceiro, com uma vitória e duas derrotas.

Antes, o torneio costumava ter só dois grupos. Nas Olimpíadas de Munique, os dois primeiros de cada chave (com seis times) avançavam – já para as semifinais. O Brasil ficou em quarto no Grupo B, com dois triunfos e três reveses. Assim, precisou jogar outras partidas, para ver qual posição teria na classificação geral (entre a quinta e a oitava). Como perdeu os dois jogos extras, terminou na oitava colocação.

Por serem torneios com formatos e regulamentos diferentes, o ge utiliza na contagem apenas a posição do Brasil na classificação geral. Não leva em conta a quantidade de vitórias e derrotas ao longo da campanha. Assim, o desempenho de Paris foi equivalente ao de Munique.

A eliminação nas quartas das Olimpíadas da capital francesa ainda deixa o Brasil fora do pódio pela segunda edição seguida dos Jogos – foi quarto colocado em Tóquio 2020, perdendo a disputa do bronze para a Argentina. Isso não acontecia desde Atlanta 1996 e Sydney 2000, quando a seleção verde e amarela terminou na quinta e sexta posições, respectivamente.

É BRONZE: Gabriel Medina conquista a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos

O maior surfista brasileiro da história não podia ir embora do Taiti sem levar uma medalha. Gabriel Medina venceu o peruano Alonso Correa na disputa pelo terceiro lugar nos Jogos Olímpicos e faturou a medalha de bronze, em Teahupoo, nesta segunda-feira.

Depois de perder na semifinal para o australiano Jack Robinson em bateria praticamente sem ondas, o tricampeão mundial dominou a disputa contra o peruano e conquistou pela primeira vez na carreira uma medalha – em Tóquio, havia ficado em 4º lugar. O francês Kauli Vaast venceu o algoz de Medina na final do masculino e levou a medalha de ouro. Tatiana Weston-Webb encara Caroline Marks na briga pelo lugar mais alto do pódio ainda nesta segunda.

Pela segunda vez na história, o surfe é disputado nos Jogos Olímpicos. Na primeira edição, em Tóquio, Italo Ferreira levou a medalha de ouro para o Brasil.

Assim como ocorrera nos Jogos de Tóquio, Gabriel Medina perdeu na semifinal em Paris. Desta vez, não conseguiu superar o australiano Jack Robinson. O mar não ajudou o brasileiro.

Depois de uma onda surfada por Robinson faltando 17 minutos para o fim da bateria, Medina precisava de uma nota 6.01 para virar o placar. No entanto, o mar ficou liso, e o brasileiro nem chegou a pegar uma nova onda. A espera só acabou quando o cronômetro zerou, decretando a derrota de Medina.

Diferentemente da semifinal, a bateria contra Alonso Correa foi mais agitada. Medina somou 15.54 e garantiu o bronze para o Brasil.

Brasil vence Portugal e vai às quartas do torneio de equipes masculino do tênis de mesa

Vitor Ishiy e Guilherme Teodoro comemoram em vitória — Foto: REUTERS/Kim Hong-Ji

A equipe masculina do Brasil no tênis de mesa está nas quartas de final das Olimpíadas de Paris. Hugo Calderano, Vitor Ishiy e Guilherme Teodoro bateram os portugueses por 3 vitórias a 1, uma nas duplas (com Ishiy e Teodoro no time) e duas nas partidas individuais (Calderano e Vitor Ishiy foram os responsáveis).

A equipe masculina brasileira agora aguarda o vencedor do duelo entre França e Eslovênia para conhecer o adversário das quartas. A próxima fase acontece na quarta-feira (7), às 11h (de Brasília).

Um eventual confronto com a França vai colocar frente a frente Hugo Calderano e Felix Lebrun, adversários na decisão da medalha de bronze individual, vencida pelo francês por 4 a 0.

Duplas abrem

A disputa começou com a partida de duplas com Vitor Ishiy e Guilherme Teodoro contra os portugueses Tiago Apolonia e Marcos Freitas. O primeiro set começou dando a impressão que seria uma vitória tranquila, abrindo 6/0, mas os portugueses reagiram e deram trabalho para os brasileiros, que fecharam em 12/10.

Os brasileiros ampliaram a vantagem com um 11/9 no segundo set da melhor de cinco, mas viram os adversários reagirem. Com parciais de 11/7 e 11/8, empataram a partida e levaram para a etapa decisiva.

Com emoção, os brasileiros fecharam fecharam o quinto set em 12/10 e garantiram a vantagem no confronto para o Brasil.

Rebeca Andrade se isola como maior medalhista da história do Brasil em Olimpíadas

Rebeca Andrade se isolou como recordista de medalhas do Brasil na história das Olimpíadas. Nesta segunda-feira, a ginasta de 25 anos subiu no alto do pódio pela quarta vez em Paris ao levar medalha de ouro no solo e chegou a seis conquistas – teve duas medalhas em Tóquio. Assim, ela superou a marca de cinco pódios dos velejadores Torben Grael e Robert Scheidt. Além disso, foi a primeira vez que um atleta do Brasil levou quatro medalhas em uma única edição dos Jogos, superando o feito dos três pódios de Isaquias Queiroz na canoagem da Rio 2016.

Rebeca Andrade colecionou e ampliou recordes em Paris. Ela deixou para trás a jogadora de vôlei Fofão e a judoca Mayra Aguiar no ranking de mulheres medalhistas do Brasil. Depois ultrapassou Scheidt e Greal nessa corrida. Também superou a marca de Isaquias Queiroz de três conquistas em uma única edição das Olimpíadas.

Antes disso, nas classificatórias, se tornou a primeira brasileira a avançar a cinco decisões, batendo as três finais de Jade Barbosa em Pequim 2008 e dela mesma em Tóquio 2020.

Rebeca já era a ginasta mais condecorada do Brasil na história. Além das quatro medalhas olímpicas, tem nove pódios em Mundiais, três ouros, quatro pratas e dois bronzes.

As medalhas de Rebeca Andrade
🥈 Tóquio 2020 – prata no individual geral
🥇 Tóquio 2020 – ouro no salto
🥉 Paris 2024 – bronze por equipes
🥈 Paris 2024 – prata no individual geral
🥈 Paris 2024 – prata no salto
🥇 Paris 2024 – ouro no solo

Rebeca Andrade explica choro ao fim da prova e celebra vitória: “Terminei com chave de ouro”

Rebeca Andrade comemora o ouro no solo nas Olimpíadas — Foto: AFP

Rebeca Andrade se emociona ao falar da sua segunda medalha de ouro em Olimpíadas, a primeira em Paris. A ginasta teve momentos de emoção enquanto esperava a nota no solo. Ela acabou ficando em quarto lugar na trave, e não subiu ao pódio. Foi a segunda a se apresentar no solo e esperou outras sete atletas se apresentarem para confirmar o ouro.

– (O choro) foi porque eu terminei a competição inteira. Orei para que eu aproveitasse, voltasse sem me lesionar, sem nada de ruim acontecer. Não acredito, mas acredito porque foi o que pedi para deus. terminei com chave de ouro, estou explodindo.

Rebeca falou, durante as provas do fim de semana, que essa foi a última vez que disputou o solo no individual em Olimpíadas, mas agora deixou o futuro aberto e fica feliz pela forma que se despediu de Paris.

– Vai ficar na cabeça de vocês e na minha. Acho que sim (foi o último). Mas o futuro a Deus pertence. Na trave eu segurei firme, sabe? E o fato depois de faltar só solo também, eu falei não, agora só falta solo, se concentra, vamos lá. Eu fiz o meu melhor tanto na trave, quanto no solo e o ouro veio. Então estou muito orgulhosa, orgulhosa do pódio, orgulhosa das mulheres, orgulhosa de mim, de tudo que a gente tá construindo.

Rebeca Andrade soma R$ 826 mil em premiação nas Olimpíadas de Paris

Rebeca Andrade vai voltar das Olimpíadas de Paris com a mala cheia de medalhas e a conta bancária recheada. Graças à conquista do ouro no solo nesta segunda-feira, a ginasta de 25 anos ganhou mais R$ 350 mil em premiação do Comitê Olímpico do Brasil (COB). Agora ela soma R$ 826 mil de bônus por seus quatro pódios nos Jogos da França – foi prata no individual geral, no salto, e bronze por equipes. É a medalhista brasileira que mais arrecadou em prêmios em Paris.

Não há uma premiação oficial oferecida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) aos medalhistas olímpicos. No entanto, é comum os comitês olímpicos nacionais premiarem seus medalhistas como uma forma de estímulo extra e recompensa pelos serviços prestados ao país. Alguns atletas recebem ainda bônus de seus patrocinadores.

O ouro de Rebeca Andrade lhe rendeu R$ 350 mil, e cada prata R$ 210 mil em premiação. O bronze por equipes foi premiado com R$ 280 mil, que foi dividido igualmente entre as cinco medalhistas. Assim, Rebeca somou R$ 56 mil pelo bronze.

Ranking de premiações de atletas brasileiros
Rebeca Andrade (ginástica artística): R$ 826 mil (bronze por equipes + duas pratas individuais + ouro indinvidual);
Beatriz Souza (judô): R$ 392 mil (ouro individual + bronze por equipes)
Willian Lima (judô): R$ 252 mil (prata individual + bronze por equipes);
Caio Bonfim (marcha atlética): R$ 210 mil (prata individual);
Larissa Pimenta (judô): R$ 182 mil (bronze individual + bronze por equipes);
Rayssa Leal (skate): R$ 140 mil (bronze individual);
Flávia Saraiva (ginástica artística): R$ 56 mil (bronze por equipes);
Jade Barbosa (ginástica artística): R$ 56 mil (bronze por equipes);
Lorrane Oliveira (ginástica artística): R$ 56 mil (bronze por equipes);
Júlia Soares (ginástica artística): R$ 56 mil (bronze por equipes);
Rafaela Silva (judô): R$ 42 mil (bronze por equipes);
Ketleyn Quadros (judô): R$ 42 mil (bronze por equipes);
Leonardo Gonçalves (judô): R$ 42 mil (bronze por equipes);
Rafael Macedo (judô): R$ 42 mil (bronze por equipes);
Guilherme Schmidt (judô): R$ 42 mil (bronze por equipes);
Daniel Cargnin (judô): R$ 42 mil (bronze por equipes);
Rafael Silva (judô): R$ 42 mil (bronze por equipes).

Medalhas de Rebeca Andrade em Olimpíadas
Ouro no solo em Paris 2024 🥇
Ouro no salto em Tóquio 2020 🥇
Prata no salto em Paris 2024 🥈
Prata no individual geral em Tóquio 2020🥈
Prata no individual geral em Paris 2024 🥈
Bronze por equipes em Paris 2024 🥉

Rebeca Andrade é reverenciada por Simone Biles no pódio em imagem histórica

Simone Biles e Jordan Chiles reverenciam Rebeca Andrade no pódio do solo em Paris 2024

A brasileira Rebeca Andrade conquistou nesta segunda-feira (5) a medalha de ouro no solo na Olimpíada de Paris e se tornou a maior medalhista do Brasil na história dos Jogos Olímpicos.

Não bastasse o feito histórico, Rebeca foi reverenciada no pódio pelas estadunidenses Simone Biles e Jordan Chiles, que se curvaram diante da campeã olímpica, em uma imagem emblemática para o esporte brasileiro e que entrará para a galeria de imagens icônicas de Paris 2024.

Rebeca Andrade foi medalhista de ouro no solo com uma apresentação sólida, embalada por uma mistura das canções “End of Time”, de Beyoncé, e “Movimento da Sanfoninha”, de Anitta, a brasileira se apresentou com uma dificuldade de 5.900 e uma execução de 8.266, registrando uma nota de 14.166.

Simone Biles, favorita ao ouro na prova, ficou em segundo lugar com 14.133, e sua compatriota Jordan Chiles completou o pódio com 13.766.

Com a conquista, Rebeca encerrou a sua participação nesta Olimpíada com quatro medalhas: o bronze por equipes, a prata no individual geral, uma outra prata, no salto, e o ouro no solo.

As medalhas na atual edição se juntam às duas conquistadas em Tóquio 2020: ouro no salto e a prata no individual geral.

Paris 2024: Ana Sátila segue para a disputa do bronze no caiaque cross

Ana Sátila, da canoagem slalom

A brasileira Ana Sátila terminou a semifinal 2 do caiaque cross feminino da canoagem slalom dos Jogos Olímpicos de Paris 2024 na terceira colocação e vai disputar o bronze. Todas as etapas a partir das quartas de final acontecem na manhã desta segunda-feira (5).

O Brasil tem 11 medalhas na Olimpíada de Paris. Três delas vieram com os judocas Willian Lima, prata na categoria até 66kg; Larissa Pimenta, bronze na categoria até 52kg; e Beatriz Souza, ouro no +78kg. Os brasileiros também trouxeram o bronze na disputa por equipes mistas do judô.

Outras quatro vieram na ginástica: uma, com o time feminino, bronze na final por equipes; outras, com Rebeca Andrade, ouro no solo, prata no individual geral feminino e prata no salto. Rayssa Leal, bronze no skate street feminino; Caio Bonfim, prata na marcha atlética; e Bia Ferreira, bronze no boxe; também foram ao pódio.

Paris 2024: Rebeca Andrade fica em 4°; Biles fica sem medalha

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Rebeca Andrade ficou muito perto de uma medalha na trave, nesta segunda-feira (5). Em uma prova que contou com várias quedas, a brasileira se manteve de pé com uma série mais simples e não conseguiu o objetivo de terminar na zona da medalha.

Alice D’Amato ganhou com 13,366, seguida da Yaqin Zhou, da China, com 14,100. Manila Esposito, também da Itália, terminou em terceiro, com 14,000, a 0.067 de Rebeca.

Outra brasileira na final, Julia Soares terminou na sétima posição, depois de uma queda. Foi a primeira final individual dela, que só 18 anos e está em sua primeira edição de Jogos Olímpicos.

Olimpíadas: Brasil fecha 1ª fase do vôlei feminino no topo e vai pegar Rep. Dominicana

As próximas partidas da seleção feminina de vôlei na Olimpíada de Paris |  Olimpíada 2024 | Valor Econômico

A seleção brasileira feminina de vôlei venceu a Polônia neste domingo e fechou a fase de grupos com 100% de aproveitamento nas Olimpíadas de Paris. A equipe comandada pelo técnico José Roberto Guimarães foi a única a não ceder sequer um set, terminando assim no topo, com a melhor campanha. Com isso, o Brasil vai encarar nas quartas de final a República Dominicana.

Graças à boa campanha na fase de grupos, o Brasil só vai encarar em uma possível final as outras duas seleções invictas, Itália e China. Se superar a República Dominicana, a seleção brasileira vai encarar o vencedor do confronto entre Polônia e Estados Unidos.

As quartas de final do vôlei feminino das Olimpíadas vão ser disputadas na terça-feira, às 8h (de Brasília). Antes, na segunda-feira, às 16h (de Brasília), a seleção masculina de vôlei do Brasil encara os Estados Unidos pelas quartas de final.

Confira os confrontos das quartas de final do vôlei feminino das Olimpíadas

Brasil x República Dominicana
Estados Unidos x Polônia
Itália x Sérvia
China x Turquia

Vôlei de praia: Carol e Bárbara perdem nas oitavas e estão eliminadas de Paris

Carol e Bárbara não conseguiram bom desempenho

Carol e Bárbara, dupla brasileira no vôlei de praia feminino, perderam para as australianas Mariafe e Clancy por 2 a 0 nas oitavas de final e estão eliminadas da Olimpíada de Paris, com parciais de 22/20 e 21/13.

Já era sabido que seria um duelo difícil, já que a dupla da Austrália foi medalha de prata em Tóquio. As brasileiras, porém, diferente das adversárias, estavam invictas na atual edição dos Jogos.

Carol e Bárbara começaram o primeiro set melhor e chegaram a abrir quatro pontos de vantagem, com 10 a 6. Mas Mariafe e Clancy conseguiram a virada e seguiram pressionando.

No segundo set, as australianas foram superiores e as brasileiras não conseguiram encostar ou criar chances de reverter o placar.

Mais cedo, a dupla de brasileiros George e André perdeu por 2 a 0, para os alemães Ehlers e Wickler nas oitivas de final e também está fora dos Jogos Olímpicos de Paris 2024.

Com lesão, brasileira abandona final em Paris e chora

Valdileia Martins não conseguiu disputar a final do salto em altura

Uma lesão no tornozelo esquerdo tirou a brasileira Valdileia Martins da final do salto em altura nos Jogos Olímpicos de Paris. Ela se machucou nas eliminatórias e tentou competir na final, mas voltou a sentir dores logo na primeira corrida e precisou deixar a prova.

Apesar da lesão nas eliminatórias, realizada nessa sexta-feira (2), Valdileia tentou competir a final. Ela fez tratamento intensivo em Paris mas, logo na primeira corrida para o salto, informou aos organizadores que não tinha condições de continuar.

Após a desistência, ela foi atendida e chorou com a desistência. “Eu não consegui recuperar porque eu acho que deve ter alguma lesão séria. Eu estava com dificuldade de andar. A gente fez tudo que poderia para tentar saltar na final. Tentaram me poupar ainda, mas, quando você tem que usar o pé 100%, eu não consigo, colocando força ainda”, disse em entrevista à TV Globo.

Apesar da lesão, brasileira atingiu o objetivo nos Jogos Olímpicos. Classificada em sexto para a final, ela igualou o recorde brasileiro ao passar pelo sarrafo a 1,92m. Quem também detém a marca é Orlane Maria dos Santos, que atingiu a altura em Bogotá, na Colômbia.

Vôlei de praia em Paris: Evandro e Arthur vencem holandeses e vão às quartas

Evandro e Arthur comemoram vitória sobre a dupla holandesa Van de Velde/Immers pelas oitavas de final da Olimpíada

A dupla brasileira Evandro/Arthur está nas quartas de final do torneio masculino de vôlei de praia na Olimpíada de Paris. Os brasileiros venceram os holandeses Van de Velde e Immers por 2 sets a 0 (21-16 e 21-16), neste domingo (4).

Evandro e Arthur avançam como a única esperança de medalha do Time Brasil no vôlei de praia masculino, uma vez que a dupla George/André foi eliminada pela Alemanha neste domingo.

Nas quartas de final, Evandro/Arthur enfrenta a dupla sueca Ahman/Hellvig, que venceu a cubana Diaz/Alayo.

No Estádio da Torre Eiffel, a dupla brasileira contou com apoio massivo da torcida. E não só pelos barulhentos brasileiros presentes nas arquibancadas, mas também pelo público geral.

Repórter da EBC sofre assédio durante a cobertura dos Jogos de Paris

Verônica Dalcanal foi vítima de assédio de três homens em Paris

A repórter Verônica Dalcanal, que atua como correspondente da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) nos Jogos Olímpicos, foi vítima de assédio de três homens que transitavam na região das casas dos países em Paris neste sábado (3), enquanto a jornalista participava de uma transmissão ao vivo da TV Brasil.

Enquanto a repórter relatava o dia dos atletas brasileiros nos Jogos de Paris, no intervalo da transmissão de um jogo da Série B do Campeonato Brasileiro, três homens, aparentemente estrangeiros, se aproximaram e começaram a cantar.

Um deles, então, chegou mais próximo à jornalista e beijou seu rosto sem consentimento, ato que foi prontamente repelido por ela. Logo depois, outro dos homens também a beijou, o que novamente foi rechaçado por Verônica.

Acho revoltante que jornalistas mulheres ainda passem por esse tipo de situação trabalhando. Pessoalmente, fico também triste porque essa cobertura vai ficar marcada também por esse episódio. Cobrir os Jogos Olímpicos em Paris é um sonho profissional que tive a felicidade de poder realizar. Como outros colegas, queria lembrar dessa cobertura apenas pelas entrevistas, pelas matérias escritas, pelas entradas ao vivo e pela emoção de acompanhar nossos atletas. Infelizmente não será assim. Mas vou me lembrar também da solidariedade dos meu colegas aqui e no Brasil, fundamentais para que eu encerre o dia de hoje bem. Em Paris as mulheres puderam participar de uma Olimpíada pela primeira vez. Nessa edição dos jogos buscou-se a igualdade no número de atletas homens e mulheres participando. 124 anos depois. Infelizmente ainda precisamos brigar para sermos tratadas com respeito. Mas não estamos sozinhas na luta.

A diretora de jornalismo da EBC, Cidinha Matos, condenou o episódio em nome da Diretoria da empresa pública:

É inaceitável o assédio à repórter da TV Brasil, emissora da EBC, Verônica Dalcanal, durante transmissão ao vivo nas Olimpíadas, em Paris. É uma agressão à jornalista, à mulher e ao espírito olímpico, especialmente nesta edição em que as mulheres, em particular as brasileiras, estão conquistando o merecido protagonismo”, destacou.

Nossa solidariedade e apoio da EBC e todos os colegas de trabalho à Verônica e seu profissionalismo na cobertura das Olimpíadas de 2024”.

Triatletas são hospitalizados após nadarem no rio Sena; Bélgica desiste de prova

Prova do triatlo feminino no Rio Sena

Pouco depois da desistência da Bélgica de participar da prova do triatlo de revezamento misto na Olimpíada de Paris, o triatleta suíço Adrien Brifford também não poderá disputá-la após sofrer uma infecção gastrointestinal.

A prova do triatlo de revezamento misto será nesta segunda-feira (5), e tem o polêmico nado no rio Sena como uma das etapas.

A Bélgica confirmou que a triatleta Claire Michel foi infectada pela bactéria E.coli após nadar no Sena. Ela está hospitalizada há quatro dias.

Presente em águas poluídas, a E.coli pode causar infecção, que tem como sintomas mais comuns as fortes cólicas abdominais e diarreia com sangue.

Suíça não confirma infecção por E.coli

Por conta da doença, toda a equipe da Bélgica se retirou da disputa. Já o diretor médico da Suíça, Hanspeter Betschart, declarou que ainda não há confirmação de que a infecção gastrointestinal de Brifford esteja relacionada à qualidade do Sena.

Brifford nadou no Sena na última segunda-feira (29), durante a prova do triatlo masculino, e terminou na 49ª colocação.

Entenda a polêmica

As competições do triatlo seguiram em Paris mesmo após preocupações por conta da qualidade da água do rio Sena. A prova masculina chegou a ser adiada por falta de liberação dos especialistas, inclusive.

A condição foi piorada por conta das fortes chuvas que atingiram Paris no primeiro fim de semana de disputa da Olimpíada, o que afeta a qualidade da água.

Sessões de treinamento às vésperas da competição foram canceladas após uma testagem no Sena apontar que a água não estava segura para os atletas.

Apesar disso, a prova do triatlo de revezamento misto está confirmada para esta segunda-feira.