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Ataque a tiros deixa 8 pessoas mortas em shopping no Texas; atirador também morreu

Shopping foi alvo de ataque a tiros no Texas — Foto: Reuters

Oito pessoas morreram em um ataque a tiros em um shopping do Texas, neste sábado (6), de acordo com a polícia. As autoridades confirmaram ainda que há sete vítimas feridas, que foram encaminhadas para hospitais da região. O atirador foi abatido.

O ataque aconteceu em um shopping movimentado de Allen, a 40 km de Dallas, durante a tarde. A polícia afirmou que acredita que o atirador tenha agido sozinho. Ele foi morto por um policial do lado de fora do estabelecimento.

A administração de 16 hospitais da região informou que recebeu oito vítimas feridas, com idades entre 5 e 61 anos. Já os bombeiros afirmaram terem socorrido nove feridos, sendo que dois morreram.

“Ele ouviu tiros e neutralizou o suspeito”, descreveu Brian Harvey, do departamento de polícia. “Também chamou ambulâncias.”

O governador do Texas, Greg Abbott, chamando o tiroteio de “tragédia indescritível”.

Um levantamento feito pelo grupo Gun Violence Archive aponta que os Estados Unidos registraram 198 tiroteios em massa desde o início do ano. Esse é o maior número para o período desde 2016. O estudo leva em consideração casos com quatro ou mais pessoas feridas ou mortas, excluindo o atirador.

Ativistas tingem água de fonte em Roma de preto para alertar sobre clima

Um grupo de ativistas tingiu de preto a água da Fonte dos Quatro Rios, em Roma, na Itália. O protesto contra a crise climática faz parte da campanha “Não vamos pagar pelos fósseis”, promovida pelo grupo italiano Última Geração, e seria um alerta sobre o crescente número de secas e enchentes ao redor do planeta.

A Fonte dos Quatro Rios fica na Praça Navona, uma das mais famosas da cidade e onde fica também o prédio da embaixada brasileira na Itália.

Segundo a agência de notícias Ansa Brasil, o líquido preto despejado na fonte é à base de carvão. Ao todo, quatro pessoas foram denunciadas e detidas pela polícia de Roma.

“O nosso futuro é tão negro como esta água. Sem água, não há vida”, disse uma das ativistas envolvidas no ato à agência, alertando que, diante do aumento das temperaturas, as pessoas estão expostas “por um lado à seca e, por outro, às inundações”.

“O colapso já está em curso e não podemos mais detê-lo. Prova disso são os eventos extremos cada vez mais frequentes e devastadores, como a inundação na área de Emilia-Romagna (Roma fica nessa região da Itália) há alguns dias. Por isso, pedimos ao governo que desfaça imediatamente os bilhões que gasta em combustíveis fósseis”, afirmou a ativista.

No começo desta semana, chuvas torrenciais atingiram a Emilia-Romagna, no norte da Itália, causando uma extensa inundação na região e deixando ao menos dois mortos.

Em seu perfil no Twitter, o prefeito da capital italiana, Roberto Gualtieri, criticou o protesto, afirmando que o gesto era sem sentido e que houve uma “desfiguração nos monumentos de Roma”.

“Desta vez, magnífica Fonte dos Quatro Rios, na Piazza Navona, foi manchada. As lutas corretas tornam-se erradas se danificam os bens comuns. Não é pondo em risco o patrimônio artístico que se salva o ambiente”, afirmou Gualtieri em uma publicação.

O prefeito ainda informou que a ACEA (principal operadora de serviços públicos da Itália) foi acionada para retirar o material despejado e disse que, apesar de não terem sido registrados danos permanentes, o pó contido no líquido preto “pode ter danificado algumas das partes porosas” da fonte.

“O ambiente e o patrimônio artístico devem ser protegidos com o mesmo empenho”, disse Gualteri em outra postagem.

Ativistas tingem água de fonte em Roma de preto para alertar sobre clima |  Mundo | G1

Exército e paramilitares em combates no Sudão se encontram para 1ª tentativa de negociação de paz

Moradores de Cartum buscam água, em 6 de maio de 2023 — Foto: Reuters

Enviados do exército do Sudão e das Forças de Apoio Rápido paramilitares (RSF) estão em Jeddah para conversas neste sábado (6), disse o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, enquanto os mediadores internacionais do encontro pressionam pelo fim do conflito que devastou o país africano.

A iniciativa proposta por EUA e Arábia Saudita é a primeira tentativa séria de acabar com três semanas de combates que transformaram partes da capital sudanesa Cartum em zonas de guerra, e descarrilaram um plano apoiado internacionalmente para inaugurar um governo civil após anos de agitação e revoltas.

Riad e Washington saudaram anteriormente as “conversas de pré-negociação” entre o exército e as RSF e os instaram a se engajar ativamente após numerosos acordos de cessar-fogo violados. Mas ambos os lados deixaram claro que só discutiriam uma trégua humanitária, não negociariam o fim da guerra.

Confirmando a presença de seu grupo, o líder das RSF, Mohamed Hamdan Dagalo, conhecido como Hemedti, disse esperar que as negociações alcancem o objetivo pretendido de garantir uma passagem segura para os civis.

As forças armadas do Sudão disseram que enviaram uma delegação à cidade do Mar Vermelho na noite de sexta-feira, mas o enviado especial Dafallah Alhaj disse que o exército não se sentaria diretamente com qualquer delegação que o grupo “rebelde” RSF pudesse enviar.

Enquanto isso, Hemedti prometeu capturar ou matar o líder do exército Abdel Fattah al-Burhan, e também há evidências de que ambos os lados continuam relutantes em fazer concessões para acabar com o derramamento de sangue.

Nas ruas, britânicos vibram com momento da coroação de rei Charles III

Mesmo com chuva, os britânicos celebraram o momento em que rei Charles III foi coroado na Abadia de Westminster na presença de chefes de Estado.

Mesmo com chuva, britânicos celebraram o momento em que rei Charles III foi coroado na Abadia de Westminster, na presença de chefes de Estado.

No exato momento da coroação, autofalantes anunciaram o novo rei, que foi recebido com gritos e aplausos.

Milhares de pessoas se reúnem no parque St James’s, em frente ao palácio de Buckingham, para acompanhar a cerimônia de coroação de Charles e da rainha Camilla.

Manifestantes anti-monarquia são detidos próximos à rota da coroação, diz grupo ativista

Manifestantes anti-monarquia são detidos próximos à rota da coroação, diz grupo ativista

Organizadores de uma manifestação anti-monarquia foram presos próximos à rota da procissão da coroação, disse o grupo protestante.

Republic, o maior grupo ativista anti-monarquia do Reino Unido, disse nas redes sociais que a polícia “não dirá” o porquê de seus manifestantes estarem detidos.

O Republic afirmou anteriormente esperar que entre 1.500 e 2.000 pessoas participassem de seu protesto na Trafalgar Square, ao sul da rota da procissão real.

“Em vez de uma coroação, queremos uma eleição. Em vez de Charles, queremos uma escolha. É simples assim”, twittou o grupo no sábado (6).

A Polícia Metropolitana vem adotando abordagem dura em relação aos protestos em torno da coroação.

“Nossa tolerância para qualquer interrupção, seja por meio de protesto ou de outra forma, será baixa”, escreveu a força no Twitter esta semana. “Vamos lidar com firmeza com qualquer pessoa que pretenda minar esta celebração.”

Representante ucraniano soca rosto de russo durante evento em Ancara

Montagem mostra sequência de imagens onde representante ucraniano soca russo em Ancara — Foto: SERVANT OF THE PEOPLE PARTY PRESS SERVICE/via REUTERS

Um representante ucraniano deu um soco no rosto de russo nesta quinta-feira (4) durante o evento que visa firmar um acordo entre os dois países pelo uso do Mar Negro, em Ancara, na Turquia.

O “Servant of the People Party Press Service” divulgou um vídeo de Olesandr Marikovski acertando o russo e recuperando a bandeira azul e amarela que foi arrancada das suas costas segundos antes.

O nome do enviado russo ainda não foi divulgado.

No início do mesmo dia, alguns representantes da delegação ucraniana brigaram com oficiais de segurança que tentavam afastá-los enquanto faziam um protesto.

Os ucranianos gritavam e seguravam suas bandeiras ao lado da principal delegação da Rússia enquanto ela tentava se dirigir à assembleia.

Os dois países enviaram delegações para Ancara em busca de uma negociação pacífica para a utilização do Mar Negro, região que beira um dos principais pontos de combate da guerra, o sul da Ucrânia.

Atualmente não há negociações de paz para acabar com a guerra, que devastou vilas e cidades ucranianas, matou milhares de pessoas e expulsou milhões de suas casas.

Vulcão mais ativo da América Central entra em erupção na Guatemala

Imagem do vulcão Fogo, em 4 de maio de 2023 — Foto: Divulgação/Via Reuters

O vulcão de Fogo, na Guatemala, o mais ativo da América Central, entrou em erupção nesta quinta-feira (4), com a expulsão de cinza e lava, o que levou ao fechamento preventivo de uma estrada nas redondezas.

A Coordenadoria para a Redução de Desastres (Conred), o órgão responsável pela defesa civil, afirmou que há atividade do vulcão: “A coluna de erupção se mantém a uma altura de 6.000 metros sobre o nível do mar, carregada de cinza abundante, que se dissipa em direção ao oeste e ao sudoeste, a mais de 50 quilômetros de distância”.

Segundo a Conred, a erupção se mantém “em um nível alto” e foi reportada uma queda “abundante de cinza” em, ao menos, sete comunidades localizadas na base do vulcão. Não foram ordenadas evacuações até o momento.

As colunas de gás e cinzas se dispersavam nas direções oeste e sudoeste do vulcão, de 3.763 metros de altura, situado a 35 quilômetros da Cidade da Guatemala.

A erupção começou nas primeiras horas da manhã e pode haver um aumento das emissões, “formando colunas mais altas de gás e cinzas, explosões violentas carregadas de cinzas e fluxos de lava em outras direções”, afirma o órgão.

A lava pode atingir cerca de cinco ou sete quilômetros da cratera, por isso a entidade manterá monitoramento constante devido a proximidade de algumas comunidades.

“Os fluxos piroclásticos são uma mistura de gases, cinzas e pedaços de rocha com altas temperaturas que descem em grande velocidade pelos flancos do vulcão de Fogo”, explicou a Conred.

Como medida preventiva, “tomou-se a decisão de suspender o tráfego de veículos” em uma estrada, disse o vice-ministro das Comunicações, Carlos Figueroa, em coletiva de imprensa. Trata-se de uma via secundária que conecta vários povoados à cidade colonial de Antigua, principal ponto turístico do país e Patrimônio Cultural da Humanidade da Unesco desde 1979.

Imagens de estradas divulgadas pela polícia mostravam automóveis e motocicletas bloqueados na rodovia diante do risco de que a mesma possa ser alcançada pela queda de material vulcânico.

8 pessoas morrem em novo tiroteio na Sérvia

Ataque a tiros deixa 8 mortos e 10 feridos na Sérvia - 04/05/2023 - Mundo -  Folha

Oito pessoas morreram e 13 outras ficaram feridas em um tiroteio em Mladenovac, a 60 quilômetros de Belgrado, na Sérvia, na noite desta quinta-feira (4). O episódio acontece um dia após um ataque a tiros em uma escola da capital do país deixar 9 mortos.

Segundo a mídia local, o agressor estava em um veículo em movimento quando abriu fogo contra um grupo de pessoas. Ele conseguiu fugir, mas, de acordo com a agência de notícias estatal Tanjug, o suspeito foi encontrado e cercado pela polícia.

Comissão Interamericana de Direitos Humanos denuncia possível execução e massacre de manifestantes no Peru

Soldados entram em confronto com manifestantes anti-governo do lado de fora do aeroporto de Arequipa, no sul do Peru, em 20 de janeiro de 2023 — Foto: José Sotomayor/AP

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) denunciou, nesta quarta-feira (3), a possível execução e massacre de manifestantes durante a repressão aos protestos contra a presidente do Peru, Dina Boluarte, que deixaram 50 mortos entre dezembro e fevereiro.

O organismo da Organização dos Estados Americanos (OEA) apresentou um relatório após a visita de uma representação ao país no início do ano, no qual aponta os agentes do Estado por sua suposta responsabilidade em “múltiplas” mortes de civis e pede à justiça peruana que “investigue, julgue e puna” os responsáveis.

A resposta dos agentes de segurança “não foi uniforme em todo o território nacional e houve graves episódios de uso excessivo da força em casos específicos”, afirmou a CIDH.

A comissão detalhou o que ocorreu na cidade de Ayacucho, onde morreram 10 manifestantes, oito deles durante a tentativa de tomada do aeroporto local em 15 de dezembro: “Ao se tratar de múltiplas privações do direito à vida, dadas as circunstâncias de modo, tempo e lugar, [as mortes] poderiam ser qualificadas como um massacre”, afirmou a comissão.

Segundo a CIDH, “por serem perpetradas por agentes do Estado, as mortes poderiam constituir execuções extrajudiciais”.

As vítimas receberam “impactos de armas de fogo, incluindo balas de borracha, na parte superior do corpo”.

Também foram atingidas pessoas alheias às manifestações que começaram em 7 de dezembro, após a destituição do presidente Pedro Castillo (julho de 2021-dezembro de 2022) após sua fracassada tentativa de dissolver o Congresso e governar por decreto.

Ataque armado em hospital deixa um morto e 4 feridos nos EUA

 (Foto: Megan Varner / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
)

Uma pessoa morreu e outras quatro ficaram feridas nesta quarta-feira (3) na cidade de Atlanta, no sul dos Estados Unidos, quando um homem armado abriu fogo na sala de espera de um hospital, informou a polícia.

O Departamento de Polícia apontou Deion Patterson, um ex-integrante da Guarda Costeira, como o suspeito de ter efetuado os disparos no Hospital Northside, pouco depois do meio-dia local (14h00 em Brasília). Patterson seguia foragido na tarde desta quarta.

“Acredita-se que o suspeito está armado e é perigoso, e ninguém deveria se aproximar” dele, publicou a o Departamento de Polícia de Atlanta nas redes sociais.

As vítimas têm entre 25 e 71 anos, informou a polícia em entrevista coletiva nesta quarta. Além disso, todas elas são mulheres, indicou o prefeito de Atlanta, Andre Dickens.

“Nos juntamos a diversas jurisdições” nas buscas por Patterson, informou o chefe de polícia Darin Schierbaum, incluindo o FBI e o Serviço Secreto.

Patterson estava acompanhado de sua mãe na sala de espera do hospital. Ela não ficou ferida no incidente, assinalou Schierbaum. A emissora CNN informou que o homem se “enfureceu” durante uma visita, antes de abrir fogo.

A Casa Branca informou que o presidente Joe Biden e a vice-presidente Kamala Harris já estão a par do incidente. “Os americanos devem ser capazes de se sentirem livres para ir ao comércio, à igreja”, disse a porta-voz Karine Jean-Pierre.

Este ano, ocorreram nos Estados Unidos mais de 190 ataques armados envolvendo quatro ou mais vítimas, fatais ou não, segundo a organização Gun Violence Archive.

Com mais armas do que habitantes, o país tem o índice mais alto de mortes relacionadas com armas de fogo entre os países desenvolvidos: 45.000 em 2020 e mais de 49.000 em 2021.

Realeza britânica convida Lula para ‘petit-comitê’ na coroação de Rei Charles

Rei Charles III e Rainha Camilla, do Reino Unido — Foto: Buckingham Palace

A monarquia britânica enviou nesta terça-feira (2) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um convite para que ele participe de um encontro com o Rei Charles III logo após a coroação, no próximo sábado.

Segundo assessores do Palácio do Planalto, o “petit-comitê” deve reunir no máximo dez líderes mundiais, como o presidente francês Emanuel Macron, a presidente da Comissão Europeia, Úrsula Von der Leyen, e o chanceler alemão, Olaf Scholz.

Lula estará acompanhado apenas da primeira-dama, Janja da Silva, e de um tradutor.

No coquetel reservado não haverá espaço para reuniões bilaterais, mas, de acordo com fontes do Planalto, é possível que Lula aproveite a viagem a Londres para ter encontros com lideranças de outros países, como o presidente francês.

Menino abre fogo em escola na Sérvia e mata oito estudantes e um segurança

Mães de estudantes se abraçam após adolescente abrir fogo em escola em Belgrado, na Sérvia, em 3 de maio de 2023.  — Foto: Djordje Kojadinovic/ Reuters

Um adolescente abriu fogo em uma escola de Belgrado, na Sérvia, nesta quarta-feira (3), e matou oito estudantes e um segurança.

Segundo a polícia local, o atirador, do sétimo ano, tem cerca de 14 anos e foi preso. Ele entrou em uma sala de aula e atirou primeiro em um professor, que ficou ferido. Na sequência abriu fogo contra os alunos, ainda de acordo com autoridades da capital serva.

Outras seis crianças, além do professor estão hospitalizados, de acordo com o Ministério do Interio do país.

O colégio onde ocorreu o tiroteio é a escola primária Vladislav RIbnikar, e fica bairro de Vracar, no centro da cidade.

“Vi crianças correndo para fora da escola, gritando. Os pais vieram, eles estavam em pânico. Mais tarde, ouvi três tiros”, disse uma aluna de uma escola ao lado da Vladislav Ribnikar à TV estatal RTS.

Milan Milosevic, pai de outra aluna, contou à rede local N1 que sua filha estava na sala onde o criminoso abriu fogo, mas conseguiu escapar antes de o atirador começar a abrir fogo.

“Ela disse que (o menino) atirou primeiro contra o professor e depois começou a disparar deliberadamente”, relatou.

Em comunicado, a polícia disse ainda que há mais pessoas hospitalizadas e que uma investigação foi aberta.

Tiroteios em massa são raros na Sérvia, que tem leis de armas muito rígidas. Mas ainda há um forte mercado paralelo de armas clandestinas no país, que são resquício de conflitos locais na década de 1990, como a guerra da Bósnia, em 1992.

Justiça do Quênia processará pastor por ‘terrorismo’ após jejum mortal de fiéis

 (Foto: SIMON MAINA / AFP
)

Um tribunal do Quênia anunciou, nesta terça-feira (2), que processará o pastor Paul Nthenge Mackenzie sob a acusação de “terrorismo” após a morte de 109 pessoas em uma floresta no sudeste do país, onde membros de sua seita se reuniam.

O homem é acusado de ter exortado seus seguidores da Igreja Internacional das Boas Novas a morrer de fome “para encontrar Jesus” na floresta de Shakahola, um caso que comoveu o religioso país do leste africano.

O autoproclamado pastor compareceu a um tribunal na cidade de Malindi nesta terça-feira, junto com outros oito réus. Ele parecia calmo e vestia uma jaqueta esportiva rosa e preta, segundo um jornalista da AFP.

Após a audiência, foi transferido para Mombaça, a segunda cidade do Quênia, onde existe “um tribunal habilitado para julgar casos que dependam da lei de prevenção do terrorismo”, disse a promotora Vivian Kambaga.

Outro pastor, um dos mais famosos do país, Ezekiel Odero, deve comparecer a um tribunal de Mombaça nesta terça-feira.

O tribunal deve resolver um pedido da Promotoria para mantê-lo preso por 30 dias, tempo para realizar a investigação sobre seu possível envolvimento no chamado “massacre na floresta de Shakahola”.

Segundo a acusação, “existem informações confiáveis que ligam os corpos exumados” nesta floresta a “vários fiéis inocentes e vulneráveis” da Igreja Nova Vida de Odero.

A polícia estabeleceu que alguns assassinatos podem ter ocorrido nas instalações do culto Odero, disse a Promotoria.

Os investigadores querem verificar se seus corpos foram “preservados em um necrotério privado” e depois “transportados e enterrados na floresta de Shakahola”.

O televangelista Odero é acusado de “assassinato”, “suicídio assistido”, “sequestro”, “radicalização”, “crime contra a humanidade“, “crueldade contra crianças” e “fraude e lavagem de dinheiro”.

A descoberta de mais de 100 corpos, a maioria de crianças, na floresta de Shakahola chocou o país. O saldo ainda é provisório porque a exumação das valas comuns ainda não terminou.

Muitas das vítimas pareciam ter morrido de fome. Mas as primeiras autópsias realizadas na segunda-feira em uma dúzia de cadáveres também revelaram duas mortes por asfixia.

O escândalo reacendeu o debate sobre a regulamentação dos cultos no Quênia, um país predominantemente cristão que tem 4 mil “igrejas”, segundo dados oficiais.

O presidente William Ruto prometeu agir contra aqueles que “usam a religião para promover uma ideologia obscura e inaceitável” e os comparou a “terroristas”.

Israel e Gaza trocam disparos após morte de prisioneiro palestino em greve de fome

 (Foto: AHMAD GHARABLI / AFP)

Um duelo de artilharia começou nesta terça-feira (2) entre milicianos palestinos da Faixa de Gaza e o exército israelense, após a morte em uma prisão no Estado hebreu de um líder palestino em greve de fome por mais de 80 dias.

Khader Adnan, autoridade do movimento palestino Jihad Islâmica, morreu nesta terça-feira aos 45 anos. Ele havia sido preso inúmeras vezes em Israel e já havia feito quatro greves de fome, o que o tornou um símbolo para os palestinos.

A administração penitenciária de Israel anunciou em um comunicado a morte do detento, que foi “encontrado inconsciente em sua cela” e depois foi hospitalizado.

A Jihad Islâmica e o Clube de Prisioneiros Palestinos confirmaram à AFP a morte de Adnan, de 45 anos.

A organização Médicos pelos Direitos Humanos de Israel o visitou recentemente e exigiu que ele fosse hospitalizado “imediatamente”, assegurando que sua vida estava em risco.

“Khader Adnan escolheu a greve de fome como último recurso, um meio não violento de protestar contra a opressão a que ele e seu povo estão submetidos”, reagiu a organização nesta terça-feira.

Em coletiva de imprensa em sua casa em Arraba, no norte da Cisjordânia ocupada, sua esposa Randa Musa declarou que sua morte é um “orgulho”.

Na sexta-feira, a mulher afirmou que suas condições de detenção eram “muito difíceis” e denunciou que Israel se recusou a transferi-lo para um hospital civil ou permitir a visita de seu advogado.

Foguetes lançados de Gaza
“Não queremos que uma única gota de sangue seja derramada, não queremos que ninguém responda ao martírio (de Adnan), não queremos nenhum disparo de foguetes e depois um ataque a Gaza”, pediu nesta terça-feira.

Durante a madrugada, três foguetes e um obus foram lançados de Gaza em direção a Israel, embora tenham caído em campos abertos ou perto da cerca da fronteira, anunciou o exército.

À tarde, tanques israelenses dispararam contra a Faixa de Gaza, disse o exército, e mais foguetes foram disparados do território palestino em direção a Israel, observaram os jornalistas da AFP.

Estes novos disparos foram reivindicados, em comunicado conjunto, pelos grupos armados da Faixa de Gaza, que afirmaram tratar-se de uma “primeira resposta” à morte de Khader Adnan.

Após o anúncio da morte, a Jihad Islâmica, considerada uma entidade terrorista por Israel, Estados Unidos e União Europeia, alertou que Israel “pagará o preço por este crime”.

Em agosto de 2022, três dias de confrontos entre Israel e a Jihad Islâmica levaram à morte de 49 palestinos, doze dos quais eram membros da Jihad Islâmica, segundo o movimento, e pelo menos 19 eram crianças, disse a ONU.

Da Faixa de Gaza, a Jihad Islâmica disparou cerca de 200 foguetes contra Israel, causando três feridos.

Na manhã desta terça-feira, comerciantes palestinos fecharam suas lojas na Cisjordânia em resposta a uma convocação de greve geral.

No norte deste território, ocupado desde 1967, um israelense foi ferido por estilhaços de vidro e duas viaturas foram danificadas por disparos, informou o exército israelense, que procura os responsáveis.

“Assassinato”
Khader Adnan começou seu protesto no início de sua detenção em 5 de fevereiro, disse a administração da prisão, defendendo que ele “se recusou a fazer exames médicos e receber atendimento”.

Ele foi indiciado por seu envolvimento na Jihad Islâmica e por discursos que incitavam à violência, disse uma autoridade israelense sob condição de anonimato.

Um tribunal militar de apelações recentemente rejeitou seu pedido de libertação, acrescentou.

O presidente do Clube dos Prisioneiros Palestinos, Qaddura Faris, afirmou que Adnan é o primeiro palestino a morrer como resultado direto de uma greve de fome, embora outros tenham morrido por “tentativas de alimentá-los à força”.

O primeiro-ministro palestino, Mohammad Shtayyeh, descreveu a morte como “um assassinato deliberado” por Israel por “recusar seu pedido de libertação, ignorá-lo clinicamente e mantê-lo na cela apesar da gravidade de sua saúde”.

Crianças ucranianas estariam sido levadas para Belarus, diz oposição; Unicef alega preocupação

Bandeiras de Belarus e da Rússia em Minsk, Belarus 08/06/2019 — Foto: REUTERS/Vasily Fedosenko

“Vemos como, com o apoio de Lukashenko, as crianças são levadas da Ucrânia para Belarus e Rússia”, diz à DW o político oposicionista belarusso Pavel Latushko, que vive na Polônia devido às ameaças do regime de Alexander Lukashenko. Em março de 2023, ele foi condenado à revelia a 18 anos de prisão por um tribunal belarusso.

De acordo com a União Europeia e o comissário presidencial ucraniano para os direitos infantis, até agora mais de 16 mil crianças teriam sido deportadas de áreas da Ucrânia ocupadas pela Rússia, sob várias circunstâncias, inclusive de orfanatos. Em março, o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu mandados de prisão contra o presidente russo, Vladimir Putin, e sua comissária para os direitos infantis, Maria Lwova-Belowa, pelo suposto sequestro de crianças ucranianas.

Segundo Latushko, o transporte de menores para Belarus também viola a Convenção de Genebra de 1949. O oposicionista enfatiza que Belarus está disponibilizando seu território para a agressão russa contra a Ucrânia e, portanto, não pode ser considerada um “Estado neutro”. Esses fatos levaram Latushko a coletar material que pretende apresentar não só ao Ministério Público da Ucrânia, como também ao procurador do TPI em Haia.

A estadia dos menores ucranianos em Belarus é amplamente noticiada na mídia estatal daquele país.

“Os propagandistas dizem que as crianças estão sendo levadas para Belarus para descansarem. Mas uma criança de seis anos pode decidir deixar um país por conta própria, neste caso a Ucrânia? Não. Isso é impossível”, argumenta o oposicionista belarusso, enfatizando que nem as famílias deixaram o país voluntariamente, nem as autoridades ucranianas deram permissão para que as crianças fossem levadas.