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Filho de cubanos: Quem é o nomeado de Trump para ser embaixador no Brasil

O presidente da Câmara dos Representantes da Flórida, Daniel Perez, visitou Washington na semana passada para uma cúpula da Flórida organizada pela Casa Branca.

A Casa Branca anunciou, nesta sexta-feira (1º), uma série de nomeações enviadas pelo presidente americano Donald Trump para aprovação do Senado.

Entre elas, está o nome de Daniel Perez, que foi indicado para assumir o posto de embaixador dos Estados Unidos no Brasil.

O cargo está vago desde a saída de Elizabeth Bagley, da época do ex-presidente Joe Biden.

Quem é Daniel Perez, nomeado por Trump para ser embaixador no Brasil?

O potencial embaixador americano em Brasília é atualmente um deputado republicano no estado da Flórida e ocupa a cadeira de presidente da Câmara de Representantes estadual.

Segundo seu site oficial, ele nasceu em Nova York, mas se mudou com a família ainda na infância para a Flórida, na cidade de Westchester.

O site também destaca que Perez é filho de cubanos e, por isso, “aprendeu desde cedo a importância do trabalho árduo, do otimismo, do serviço público e da liderança”.

Perez é um homem de família dedicado. Ele é casado com Stephanie Ann Perez e juntos são os orgulhosos pais de Camila Lucia, Matías Daniel e Paulina Andrea“, acrescenta a biografia.

Ele estudou na Florida State University e na Faculdade de Direito da Loyola University New Orleans e foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 2017.

A campanha para o cargo, segundo sua equipe, foi focada em “responsabilidade, impostos mais baixos, menos intervenção governamental e proteção de nossas comunidades”.

Como presidente da Câmara, ele busca abordar questões críticas relacionadas à saúde, infraestrutura, moradia acessível e seguro imobiliário, mantendo-se fiel à sua missão de ser a voz de seus eleitores em Tallahassee“, afirma seu site oficial.

Nomeado pede mudança em Cuba e comemorou captura de Maduro

Em janeiro deste ano, ele compartilhou um vídeo nas redes sociais do secretário de Estado, Marco Rubio, falando sobre a necessidade de mudança de regime em Cuba.

É revigorante ter alguém falando com tamanha clareza direta e moral sobre a necessidade de mudança em Cuba. Obrigado, Secretário Rubio pelo seu serviço a esta nação e pelo compromisso com a liberdade!“, escreveu Perez.

Dias antes, ele fez outra publicação comemorando a operação militar americana em Caracas que capturou Nicolás Maduro.

Hoje, o presidente Donald Trump tomou medidas decisivas para trazer paz e segurança ao nosso hemisfério e desferir um golpe significativo contra os cartéis de drogas que lucram com a morte e a destruição de vidas americanas“, escreveu.

Sou grato a todo o pessoal dos EUA por sua bravura e dedicação à liberdade“, concluiu.

Nomeado para embaixador trava embate com rival de Trump

Desde o ano passado, Perez também tem sido destaque de reportagens do noticiário político americano por sustentar um embate com o governador da Flórida, Ron DeSantis – republicano que rivalizou com Trump na disputa pela candidatura do partido nas eleições de 2024 e perdeu.

Uma reportagem na edição de verão de 2025 da revista Governing escreveu: “Governadores que concorrem sem sucesso à presidência muitas vezes acabam menos populares em seus estados. Esse foi o caso de Ron DeSantis na Flórida. Depois de dominar a política estadual por anos, DeSantis agora enfrenta um antagonista surpreendente: o também republicano presidente da Câmara, Daniel Perez.”

Os dois já discutiram sobre tudo, desde o ensino superior e a exploração de petróleo em alto-mar até o financiamento de serviços de apoio legislativo e normas de segurança para condomínios“, acrescentou a revista.

No início de 2025, destaca a reportagem, os dois entraram em conflito por causa da imigração e uma investigação sobre uma organização sem fins lucrativos ligada à esposa do governador.

“Perez, um cubano-americano de 38 anos de Miami, não recuou nem por um minuto, acusando publicamente DeSantis de mentir, de ser emotivo e de ter ataques de raiva. “Ameaçar os outros para conseguir o que quer não é liderança, é imaturidade”, disse Perez no plenário da Câmara“, escreve a Governing.

O nomeado por Trump para ser embaixador no Brasil chegou a ser descrito como “a primeira oposição real que DeSantis enfrenta desde que assumiu o governo em 2019″.

O embate também foi pauta do jornal The New York Times, que escreveu em julho do ano passado: “A relação entre DeSantis e Perez tornou-se tão rancorosa que, em certo momento, DeSantis se referiu aos deputados como “traiçoeiros”. Perez rebateu dizendo que o governador “emocional” estava fazendo “birras”.”

No final do ano passado, ele chegou a ser cotado para concorrer – com apoio do governo Trump – ao cargo de procurador-geral da Flórida contra um aliado do governador, mas a candidatura não se concretizou e ele seguiu como presidente da Câmara.

Em abril deste ano, conforme reportou o site Politico, Perez voltou a confrontar DeSantis ao obstruir dois projetos de lei do governo, que tratavam de isenções de obrigatoriedade de vacinas e regulamentação da inteligência artificial.

Em maio, durante um evento na cidade de Madison, DeSantis fez novas críticas a Perez. Segundo o jornal local Florida Phoenix, o governador “fez um discurso inflamado por quase 10 minutos para expressar raiva e frustração com o republicano de Miami, alegando que ele [Perez] tem uma agenda pessoal“.

PCC e CV: Meta dos EUA é romper redes financeiras ilícitas, diz porta-voz

PCC e CV: Meta dos EUA é romper redes financeiras ilícitas, diz porta-voz |  CNN Brasil

A decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas gerou preocupações no Brasil sobre possíveis impactos no sistema financeiro nacional, incluindo o Pix. Em entrevista ao Live CNN, Amanda Roberson, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, esclareceu os efeitos práticos da medida.

Segundo Roberson, uma das ferramentas liberadas pelas designações é a possibilidade de bloquear qualquer tipo de transação com os grupos criminosos. Porém, ela não comentou especificamente sobre a situação do Pix. “A implementação dessas designações é responsabilidade do Departamento do Tesouro“, afirmou.

Ela explicou que caberá à pasta realizar análises e investigações, sem que seja possível comentar sobre casos específicos.

Roberson ressaltou que o propósito central da medida é romper as redes financeiras ilícitas utilizadas pelo PCC e pelo CV para financiar suas operações. “O propósito e a meta dessas designações é romper as redes financeiras ilícitas que esses grupos usam para financiar as suas operações“, declarou a porta-voz.

Cooperação entre EUA e Brasil continuará

Diante do temor de investigadores brasileiros de que a designação pudesse restringir o compartilhamento de informações entre os dois países, Amanda Roberson foi categórica ao afirmar que a cooperação não será interrompida.

Os Estados Unidos e o Brasil têm uma cooperação ampla na área de segurança. Temos mais de nove agências federais do governo dos Estados Unidos cooperando no Brasil com as autoridades, e essa cooperação vai continuar”, afirmou.

A porta-voz também destacou que as atividades do PCC e do CV ultrapassam as fronteiras brasileiras. Segundo ela, há evidências da atuação dessas facções em 12 estados norte-americanos.

Estes dois grupos não estão atuando só dentro do Brasil. As suas atividades se estendem além das fronteiras brasileiras em outros países“, disse Roberson, acrescentando que a cooperação entre os dois países é, portanto, fundamental.

Ação como prioridade de segurança nacional
Roberson confirmou que os EUA possuem evidências da atuação do PCC e do CV em território norte-americano, assim como de outros grandes cartéis e organizações criminosas do hemisfério.

É por isso que foi uma prioridade muito importante para o presidente Donald Trump tomar essa ação para proteger a nossa segurança nacional“, concluiu a porta-voz.

Trump devolve proposta do Irã com mais exigências e prolonga negociações

Donald Trump, presidente dos EUA/AFP

O presidente dos EUA, Donald Trump, devolveu ao Irã a proposta de acordo que vinha sendo negociada entre os dois países, exigindo alterações em pontos considerados centrais pela Casa Branca, o que prolonga ainda mais o diálogo.

Segundo três autoridades, citadas pelo New York Times, as alterações têm como objetivo acelerar o processo, pressionando o Irã a aceitar condições mais vantajosas aos EUA. Os detalhes das alterações não foram divulgados.

A maior preocupação de Trump é com o descongelamento de fundos para os iranianos. Ele sempre foi crítico de Barack Obama por ter feito o mesmo no acordo de 2015, que foi assinado para conter o programa nuclear do Irã.

O presidente também tem se frustrado com o tempo que o Irã tem levado para responder às propostas dos EUA. Uma das autoridades americanas disse que o acordo deve agora ser analisado pelo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei.

Otimismo

Na sexta-feira, Trump se reuniu por duas horas na Casa Branca com seus principais assessores para discutir um fim para a guerra, mas deixou a reunião sem fazer nenhum anúncio – embora ele venha repetidamente dizendo que está próximo de um acerto.

O acordo encerraria a campanha militar de EUA e Israel contra o Irã em troca de os iranianos levantarem seu bloqueio ao Estreito de Ormuz, uma via crucial para transporte de petróleo e gás. O estreito estava aberto antes da guerra, que começou em 28 de fevereiro.

As negociações com o Irã estão sendo marcadas por divergências importantes. Trump exige assumir o controle do estoque iraniano de urânio enriquecido. O regime iraniano defende que o processo de negociação não inclui discussões sobre seu programa nuclear.

Os EUA também querem que o Estreito de Ormuz permaneça aberto à navegação, sem cobrança de pedágio ou qualquer tarifa – o que o Irã vem fazendo desde que a guerra começou. Outras exigências americanas incluem o fim do apoio às milícias que operam no Oriente Médio com apoio iraniano: Hezbollah, Hamas, os houthis e os grupos armados xiitas iraquianos.

Trump está em uma encruzilhada. Se aceitar um acordo ruim, corre o risco de ser criticado pela própria base republicana. Se mantiver as hostilidades, com o Estreito de Ormuz fechado, os preços dos combustíveis tendem a seguir aumentando, o que afeta sua popularidade entre os eleitores.

Irã diz que não aceitará transferir material nuclear e mantém divergências sobre Ormuz

Estreito de Ormuz/Giuseppe Cacace/AFP/Getty Images

Autoridades iranianas indicaram nesta segunda-feira (1º) que persistem divergências com os Estados Unidos nas negociações nucleares e sobre o futuro do Estreito de Ormuz, ao mesmo tempo em que elevaram o tom contra Washington e Israel em relação ao cessar-fogo no Líbano.

Saeed Ajorlou, integrante da equipe de mídia da delegação negociadora iraniana, afirmou que, nas fases iniciais das conversas, os EUA exigiram a transferência dos materiais nucleares iranianos para território americano, proposta rejeitada por Teerã. Segundo ele, a versão mais recente da proposta americana abandonou referências explícitas à transferência ou ao descarte desses materiais, passando a utilizar termos como “definição do destino”, “destino dos materiais” ou “resolução da questão dos materiais”.

“Em relação aos materiais nucleares, não assumiremos qualquer compromisso de descarte ou transferência para os Estados Unidos” disse Ajorlou. Sobre Ormuz, acrescentou que ainda existem divergências e que a posição iraniana é de que a gestão do estreito permaneça sob controle do Irã.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, também rejeitou qualquer possibilidade de negociação sobre a capacidade militar do país. Ao comentar declarações do presidente da França, Emmanuel Macron, sobre o programa de mísseis iraniano, afirmou que os europeus precisam “atualizar suas informações”, ressaltando que Teerã não está disposto a discutir temas ligados à sua defesa nacional.

Em meio às tensões, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, escreveu que o cessar-fogo entre Irã e EUA é “inequivocamente um cessar-fogo em todas as frentes, incluindo o Líbano”, acrescentando que qualquer violação constitui violação do acordo como um todo. “Os EUA e Israel são responsáveis pelas consequências de qualquer violação“, afirmou. Na mesma linha, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, acusou os dois países de descumprirem o cessar-fogo por meio do bloqueio naval e da escalada de ações militares no Líbano.

Também nesta segunda-feira, a Marinha da Guarda Revolucionária (IRGC) informou que 15 embarcações, incluindo quatro petroleiros atravessaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas após obterem autorização das autoridades iranianas.

Quem é Abelardo de la Espriella, candidato direitista na Colômbia

O candidato presidencial de direita Abelardo de la Espriella faz campanha em Bogotá, Colômbia, ao lado de seu companheiro de chapa, José Manuel Restrepo, em 7 de maio de 2026.

Em questão de meses, Abelardo de la Espriella passou de um advogado controverso e com grande presença na mídia a candidato à Presidência com chances reais de vitória na Colômbia, graças a uma mensagem clara: impor autoridade.

Ele agora é o rosto de uma direita radical e em constante evolução, que capitalizou a frustração com os partidos tradicionais e conduziu uma campanha de muito espetáculo com uma postura de “outsider”, se posicionando como rival direto do candidato governista de esquerda, Iván Cepeda.

Os dois vão disputar o segundo turno da eleição presidencial no dia 21 de junho.

Ele tem 47 anos, é carismático e gosta de falar firme, apela para o espetáculo e faz declarações categóricas e provocativas. O candidato se apresenta como um empresário de sucesso, amante do que chama de alta cultura e bom gosto.

De la Espriella estruturou seu discurso para conquistar o eleitorado conservador e enfurecer o governo atual. Já moveu processos contra jornalistas, foi acusado de sexismo e afirma ser o maior inimigo do comunismo.

Ele entrou na campanha com a retórica da ultradireita e propostas populistas. Lançou sua campanha presidencial prometendo interromper a continuidade do projeto político do presidente Gustavo Petro, e sua estratégia é a polarização: ele representa um extremo sem restrições para contrapor o outro.

Com seu movimento Defensores da Pátria, seu ímpeto político começou no final de 2025 com o lançamento de sua candidatura, quando as pesquisas começaram a posicioná-lo como a principal voz do voto anti-Petro no país.

E essa trajetória se manteve firme: segundo as últimas pesquisas, ele ocupa o segundo lugar em todas os levantamentos, atrás de Iván Cepeda. Embora sua ascensão meteórica desde o final do ano passado tenha parecido estagnar no final de fevereiro, na reta final ele consolidou sua posição como o principal candidato da oposição rumo ao primeiro turno.

A conclusão é que a estratégia de De la Espriella funcionou: apelar para a polarização; para contrapor o candidato de Petro, a alternativa é ele mesmo, o extremo oposto.

Ao longo da campanha, De la Espriella se declarou aberto a receber apoio de todos os setores políticos, exceto daqueles alinhados a Petro, e as pesquisas o mostram consistentemente como o favorito, apesar de não ser filiado a nenhum partido político.

O advogado afirma ter sido inspirado “pelo alarme gerado pela fraude eleitoral na Venezuela em 29 de julho de 2014” e busca evitar “o risco de um governo que ameace nossas liberdades fundamentais ou tente se perpetuar no poder”.

De la Espriella, que se autodenomina o “Tigre”, expressou simpatia por alguns líderes de direita na região – incluindo Donald Trump – e a mídia o comparou a Nayib Bukele. O candidato elogiou o sistema prisional do presidente salvadorenho e afirma que seu governo promoveria a construção de megaprisões de alta segurança.

Ele nunca ocupou um cargo público nem administrou contratos estatais: apresenta essa falta de vínculos com o establishment como prova de que é “o verdadeiro outsider” na disputa. Além disso, alega não ter grandes financiadores e afirma ser um empreendedor “que construiu seu próprio sucesso” e, portanto, não ter obrigações com a elite.

Ele se apresenta como alguém que admira o legado de Álvaro Uribe e propõe – assim como o ex-presidente colombiano – uma política de “tolerância zero” contra a corrupção. Agora, busca ser o rosto da nova direita na Colômbia, liderar o chamado pós-Uribe.

Eleição na Colômbia: Petro rejeita resultado e aponta votação irregular

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, rejeitou em uma publicação no X o resultado de primeiro turno na eleição do país. Com 99% das urnas apuradas, Abelardo de la Espriella liderou os votos e vai a segundo turno com Iván Cepeda.

Na publicação, Petro diz que não aceita o resultado da contagem preliminar dos votos.

Apesar dos algoritmos do software de contagem e apuração deverem permanecer estáticos, foram alterados três vezes na última semana, adicionando 800 mil fichas de inscrição eleitoral pertencentes a pessoas não incluídas no censo oficial”, alega o atual presidente.

Petro afirma também que as seções eleitorais demonstram que milhares de votos foram adicionados sem a existência de eleitores inscritos.

Ele também argumenta que a contagem “da empresa privada dos irmãos Bautista” tem algoritmos que foram alterados três vezes na última semana. Segundo alega o presidente, a mudança adicionou 800 mil fichas de inscrição eleitoral pertencentes a pessoas não incluídas no censo oficial.

O resultado deste primeiro turno foi dado em contrapartida às pesquisas pré-eleitorais, que mostravam Cepeda na liderança.

Colômbia inicia votação em eleições marcadas por polarização e violência

Colombianos avaliam reformas de esquerda contra repressão da direita em votação presidencial

Os colombianos estão indo às urnas, neste domingo (31), no que provavelmente será o primeiro turno da eleição presidencial, escolhendo entre um candidato de esquerda que promete expandir as reformas iniciadas pelo governo atual, um advogado e empresário independente que promete uma repressão na segurança e uma senadora de direita que busca se tornar a primeira mulher a liderar o país.

O senador de esquerda Iván Cepeda, de 63 anos, lidera as pesquisas, mas provavelmente ficará bem aquém dos mais de 50% de apoio necessários para evitar um segundo turno em junho.

As pesquisas sugerem que ele enfrentará uma disputa muito mais acirrada no segundo turno, quando os eleitores de direita e de centro não tiverem mais vários candidatos para escolher.

Cepeda, filho de um líder comunista assassinado, prometeu buscar a paz com grupos armados ilegais por meio de negociações, uma política que apresentou poucos avanços sob o atual presidente Gustavo Petro.

Ele também planeja aprofundar as reformas destinadas a reduzir a desigualdade e a pobreza, incluindo o aumento de impostos para os mais ricos, a doação de 1 milhão de hectares às vítimas do conflito interno que assola o país há seis décadas e a expansão da cobertura de saúde.

Logo atrás dele nas pesquisas está o advogado e empresário Abelardo de la Espriella, que nunca ocupou um cargo eletivo, mas cujas propostas estéticas e políticas têm sido comparadas às de Nayib Bukele, de El Salvador.

Apresentando-se como um outsider livre de amarras políticas, De la Espriella, de 47 anos, propôs uma dura ofensiva contra grupos armados ilegais, a construção de 10 megaprisões e a redução da pobreza através de melhorias na educação, saúde e habitação para os mais pobres.

De la Espriella, que já representou legalmente figuras controversas, incluindo o magnata bilionário Alex Saab, alertou que Cepeda garantiria a continuidade das políticas econômicas muito criticadas da Petro, incluindo a proibição de novos projetos petrolíferos.

O advogado afirma ter financiado sua campanha com recursos próprios, sem receber doações de partidos ou grandes empresas. A Reuters não conseguiu verificar essa alegação de forma independente.

Em terceiro lugar nas pesquisas está Paloma Valencia, senadora apoiada pelo ex-presidente Álvaro Uribe e, até recentemente, a principal candidata de direita na disputa.

A plataforma de Valencia apresenta semelhanças com a de De la Espriella, incluindo uma linha dura contra a corrupção, o narcotráfico e os grupos armados ilegais.

Ela também apoia incentivos fiscais para empresas criarem empregos e programas sociais para melhorar a saúde, a educação e a habitação, financiados pela retomada da exploração de petróleo e gás.

Mais de 40 milhões de colombianos estão aptos a votar.

As urnas ficarão abertas por oito horas, até as 18h (horário de Brasília), e os resultados definitivos são esperados até às 22h, segundo as autoridades.

EUA afirmam que três homens morreram em novo ataque no Pacífico

. A ação militar ocorreu em uma área internacional e integra as operações contínuas de combate ao tráfico de drogas na região./Reprodução/X

O Exército dos Estados Unidos atacou uma embarcação no Pacífico Oriental no último sábado (30), na qual morreram três homens, afirmaram autoridades. O ataque mais recente eleva para mais de 200 o total de mortos, segundo uma contagem da AFP (Agence France-Presse), desde que o governo do presidente Donald Trump iniciou sua ofensiva em setembro.

Em uma publicação no X, o Comando Sul dos EUA afirmou que um embarque transitava por rotas desconhecidas do narcotráfico no Pacífico Oriental e estava envolvido em operações de tráfico de drogas. “Três homens narcoterroristas morreram durante a ação”, escreveram.

As Forças Armadas americanas lançaram a operação “Lança do Sul” no início de setembro, depois que Trump insistiu que Washington está, na prática, em guerra com os cartéis de drogas que atuam na América Latina. Mas seu governo não apresentou provas definitivas de que as embarcações atacadas envolvidas no tráfico de drogas.

Especialistas em direitos e grupos de direitos humanos indicam que os ataques podem constituir execuções extrajudiciais, visto que aparentemente ocorreram como alvos civis que não representam uma ameaça imediata para os Estados Unidos.

Trump diz que está próximo de fechar um acordo com o Irã para encerrar guerra

Donald Trump / Foto: Anna Moneymaker / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em entrevista a Fox News, neste sábado (30), que está próximo de fechar um acordo com o Irã para pôr fim à guerra iniciada em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel deram início a bombardeios no país do Oriente Médio.

A outra alternativa, segundo Trump, seria retomar as ações militares contra o Irã.

Vamos fazer com que (o acordo) seja ótimo. A outra opção seria apenas voltar atrás e resolver isso militarmente. Mas o acordo seria mais rápido. Provavelmente, é melhor do ponto de vista humano”, disse Trump à política Lara Trump, que conduziu a entrevista.

Trump disse que a condição para fechar acordo é a garantia de que o Irã não terá nenhuma arma nuclear. Segundo o presidente americano, o Irã aceitou a proposta.

Eles diziam inicialmente que não desenvolveriam armas nucleares. Eu disse: ‘Mas e se vocês comprá-las? Agora eles afirmam que não vou desenvolver o armamento e nem comprá-lo em hipótese alguma. Essa é uma grande diferença”.

O presidente dos EUA disse ainda que o acordo permitirá a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, um das principais rotas do petróleo global, cujo fechamento do tráfego de navios está impactando negativamente a economia em todo o mundo.

Mas Trump disse que não tem pressa. E que as negociação são muito duras.

Eu gostaria de dizer que estou com pressa porque o acordo faria os preços da gasolina despencarem. Mas, se tivermos pressa, não teremos um bom negócio”, disse Trump que, em tom de ameaça, acrescentou: “Estamos conseguindo o que queremos. E se não conseguirmos, vamos terminar de uma maneira diferente”.

EUA ataca navio cargueiro que atracaria em porto no Irã

Ainda no sábado (30), o Comando Central dos EUA informou que as Forças Armadas americanas impediram um navio mercante de romper o bloqueio aos portos iranianos disparando um míssil contra a casa de máquinas da embarcação.

Segundo o Comando Central dos EUA, o navio cargueiro Lian Star, com bandeira da Gâmbia, ignorou mais de 20 avisos das forças americanas durante a noite ao tentar entrar em um porto iraniano.

Com a ação, as forças armadas dos EUA impediram seis navios de romper o bloqueio. Um deles foi autorizado a prosseguir. Outros 116 navios foram redirecionados, segundo as forças armadas do EUA.

Os EUA lançaram o bloqueio aos portos do Irã em 17 de abril, em resposta ao fechamento do Estreito de Ormuz pelo país persa.

Um frágil cessar-fogo se mantém desde 7 de abril, enquanto estão em curso negociações sobre a possibilidade de estendê-lo por mais 60 dias, período em que os lados envolvidos na guerra decidiriam sobre o controverso programa nuclear iraniano.

EUA afirmam ter atingido um navio comercial que tentava romper o bloqueio e chegar ao Irã

Embarcações no Estreito de Ormuz são visíveis perto da praia de Bandar Abbas, Irã — Foto: Majid Asgaripour/WANA via REUTERS

O Comando Central dos EUA disse neste sábado (30) que as Forças Armadas impediram um navio mercante de romper o bloqueio aos portos iranianos, disparando um míssil contra a casa de máquinas da embarcação.

O navio cargueiro Lian Star, de bandeira da Gâmbia, ignorou mais de 20 avisos das forças americanas durante a noite, enquanto tentava entrar em um porto iraniano, segundo o Comando Central. O navio permanece à deriva no Golfo de Omã e as forças americanas ainda não o abordaram, afirmou um oficial americano com conhecimento da situação, que falou sob condição de anonimato para discutir operações militares.

Com essa última ação, as Forças Armadas dos EUA impediram seis navios de romper o bloqueio. Um foi autorizado a prosseguir. Outros 116 navios foram redirecionados, informou o Comando Central.

Os Estados Unidos anunciaram o bloqueio em 17 de abril em resposta ao fechamento efetivo do Estreito de Ormuz pelo Irã, após o início da guerra no Oriente Médio com ataques conjuntos dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro. Um frágil cessar-fogo se mantém desde 7 de abril. Agora, a região aguarda notícias sobre a possibilidade de um acordo para estendê-lo por 60 dias, enquanto negociações sobre o controverso programa nuclear iraniano são realizadas.

Os eventos no Estreito de Ormuz, uma importante via navegável entre o Irã e Omã, abalaram a economia global. Carregamentos de quantidades significativas de petróleo, gás natural e suprimentos relacionados, como fertilizantes, estão em grande parte retidos, aumentando a pressão sobre consumidores e produtores de alimentos.

O bloqueio dos EUA busca limitar os próprios carregamentos do Irã e enfraquecer ainda mais seu acesso a capital, agravando os problemas de sua economia já fragilizada.

O presidente dos EUA, Donald Trump, reuniu-se com assessores na sexta-feira (29), mas ainda não decidiu se avançará com um acordo para estender o cessar-fogo e reabrir o estreito. O Irã afirmou que o acordo ainda não foi finalizado.

O tráfego comercial continuou fluindo discretamente pelo estreito, apesar das alegações do Irã de que precisa aprovar qualquer trânsito, embora em um volume muito menor do que antes da guerra.

Qualquer violação dessas regulamentações colocará em sério risco a segurança da passagem”, afirmou o comando militar conjunto do Irã em um comunicado divulgado no sábado pela TV estatal, alertando que qualquer embarcação militar que tentar interferir será alvejada.

O Irã chegou a cobrar pedágios de até US$ 2 milhões pelo trânsito, o que especialistas consideram uma violação de um princípio do comércio marítimo internacional: a liberdade de navegação pacífica.

O vice-primeiro-ministro do Catar, Sheikh Saoud bin Abdulrahman bin Hassan bin Ali Al Thani, disse no sábado que o país do Golfo se opõe à cobrança de taxas de trânsito, “mas em certos casos, quando alegarem que usarão a taxa para desminagem ou algum outro fim temporário, isso é algo negociável e pode ajudar o trânsito pelo Estreito de Ormuz a retornar à normalidade”. O funcionário americano havia declarado anteriormente à Associated Press que os EUA não encontraram nem destruíram nenhuma mina no estreito.

Aliado de Trump ironiza Lula após fala sobre PCC e CV: “Chora mais”

Aliado de Trump ironiza Lula após fala sobre PCC e CV: "Chora mais"

Jason Miller, aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou as redes sociais neste sábado (30) para rebater declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a decisão do governo americano de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.

Na publicação, Miller escreveu que Lula deveria “chorar mais“.

O ex-conselheiro de Trump também escreveu “womp womp” na legenda, expressão usada na internet para debochar de reclamações ou demonstrar indiferença diante da frustração de alguém. O termo remete ao som de um “trombone triste“.

Na sexta-feira (29), durante agenda em Sergipe, Lula criticou o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), chamando-o de “traidor”. A declaração ocorreu após o parlamentar viajar a Washington para encontros com autoridades americanas.

Durante o anúncio de investimentos da Petrobras no estado, o presidente afirmou que Flávio “não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria e ir para os Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil”.

Em referência à Inconfidência Mineira, o petista afirmou que Joaquim Silvério dos Reis ficaria “envergonhado” com as atitudes de Flávio. Responsável por delatar os inconfidentes que queriam a independência de Minas Gerais em relação a Portugal, Silvério é conhecido como um dos principais traidores da história brasileira.

Se ele fosse pedir intervenção para prender miliciano, eles ficavam presos lá“, declarou Lula. A fala faz referência ao ex-assessor parlamentar de Flávio, Fabrício Queiroz, acusado de ter repassado mais de R$ 200 mil ao ex-policial militar Adriano da Nóbrega, acusado de integrar uma milícia no Rio de Janeiro.

O petista utilizou a ocasião para mencionar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública defendida pelo seu governo. “Não brinquem com a soberania desse país, não brinquem com a nossa democracia, não duvidem das coisas que nós fazemos nesse país. Se quiser combater o crime organizado, aprove a PEC da Segurança Pública que está no Senado“, destacou. O texto, no momento, está parado no Senado.

Encontro de Flávio com Trump

O senador Flávio Bolsonaro se reuniu nesta semana com o presidente norte-americano Donald Trump, na Casa Branca. Após o encontro, o congressista admitiu ter pedido a Trump para que ele classificasse as facções brasileiras Comando Vermelho e PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas.

Na quinta (28), dias após o encontro, a Casa Branca anunciou que, de fato, incluiria as duas facções na lista de grupos terroristas. A medida desagrada o governo Lula, que alega que pode abrir espaço para possíveis interferências dos EUA no território brasileiro.

Em crítica à decisão, o presidente Lula disse que para “começar” a combater o crime organizado no Brasil, a Casa Branca deveria começar pelo estado americano de Delaware, onde há empresas brasileiras suspeitas de lavagem de dinheiro.

EUA afirmam ter meios necessários para retomar guerra contra o Irã

Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth/ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP

Os Estados Unidos afirmaram neste sábado (30) que dispõem dos meios necessários para retomar a guerra com o Irã, após assegurarem que um acordo de paz só será possível se suas “linhas vermelhas” forem respeitadas.

A incerteza paira sobre o resultado das conversas entre Teerã e Washington, depois que foram registrados, nesta semana, os confrontos mais graves desde que um cessar-fogo entrou em vigor em 8 de abril.

Fontes em Washington haviam mencionado, na quinta-feira, que as partes chegaram a um acordo-quadro que previa uma prorrogação de 60 dias desta frágil trégua. No entanto, uma reunião de duas horas realizada na sexta-feira na Casa Branca não resultou em nenhum anúncio imediato.

Irã deve aceitar que nunca terá armas nucleares. O Estreito de Ormuz deve ser aberto imediatamente” e Teerã deve se comprometer a removê-las, enumerou antes deste comitê o presidente Donald Trump em sua rede, Truth Social.

O mandatário também exigiu que as reservas de urânio altamente enriquecido da república islâmica sejam “DESTRUÍDAS“.

À noite, um funcionário da Casa Branca indicou à AFP que “o presidente Trump só fará um acordo que seja bom para os Estados Unidos e respeite suas linhas vermelhas”.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, advertiu neste sábado, em Singapura, que os Estados Unidos são “mais do que capazes” de retomar as hostilidades contra o Irã “se for necessário“.

Nossas reservas são mais do que adequadas para isso, tanto lá quanto em todo o mundo, devido à forma como equilibramos munições de alta precisão e munições mais abundantes“, afirmou o chefe do Pentágono durante o Diálogo Shangri-La, a principal cúpula de segurança da Ásia.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, assegurou, por sua vez, em resposta às declarações de Trump, que “as trocas de mensagens continuam, mas ainda não foi alcançado nenhum acordo final”.

Além disso, negou que haja, por ora, qualquer discussão sobre a questão nuclear e defendeu “a situação especial” de Ormuz, uma passagem marítima essencial para o trânsito mundial de hidrocarbonetos, atualmente bloqueada, devido à sua localização geográfica em águas territoriais do Irã e de Omã.

Omã alerta para mina naval em Ormuz; Irã diz que 20 navios atravessaram Estreito em 24H

Embarcações ancoradas no Estreito de Ormuz/AMIRHOSSEIN KHORGOOEI / ISNA / AFP

O Centro de Segurança Marítima de Omã emitiu, na manhã deste sábado (30), um alerta após o avistamento de um objeto flutuante suspeito de ser uma mina naval no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo.

Também neste sábado (30), paralelamente, a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês) afirmou que 20 embarcações atravessaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas sob coordenação de sua força naval.

Segundo o comunicado, o objeto foi identificado a oeste da Zona de Tráfego Costeiro, dentro das águas territoriais de Omã.

A autoridade marítima orientou navegantes, pescadores e embarcações a adotarem máxima cautela ao trafegar pela região, manterem distância de objetos suspeitos e informarem imediatamente qualquer avistamento às autoridades competentes.

O alerta ocorre sob tensões elevadas na região do Golfo e às preocupações com a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo.

Até o momento, as autoridades omanitas não informaram se o objeto suspeito foi identificado ou neutralizado. Não há relatos de interrupções no tráfego marítimo da região.

Drone lançado contra a Ucrânia pela Rússia cai na Romênia

Policiais e peritos forenses examinam o local do impacto após um drone russo atingir um prédio de apartamentos em Galati, no leste da Romênia/Daniel MIHAILESCU/AFP

A Romênia, país-membro da Otan, denunciou nesta sexta-feira (29) uma “grave e irresponsável escalada” após a queda de um drone russo sobre um prédio residencial que deixou duas pessoas com ferimentos leves em Galati, perto da fronteira com a Ucrânia.

O presidente romeno, Nicusor Dan, convocou uma reunião do Conselho Supremo Nacional de Defesa para esta sexta-feira para examinar o impacto do drone, que também foi condenado pela Otan e pela União Europeia.

Dan apontou a necessidade de “debater as implicações do incidente mais grave” no território romeno desde o início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Em mais de quatro anos, a Romênia detectou dezenas de incursões de drones em seu território, mas até agora nenhum havia atingido um prédio residencial.

O caráter sem precedentes do ocorrido exige uma resposta firme, coordenada e proporcional nos âmbitos nacional e internacional”, afirmou Dan.

Segundo o Ministério da Defesa romeno, a Rússia atacou durante a madrugada, com drones, “alvos civis e infraestruturas na Ucrânia, perto da fronteira fluvial com a Romênia”.

Um drone entrou no espaço aéreo romeno“, informou a pasta em comunicado.

O aparelho “foi rastreado por radar até a parte sul da cidade de Galati e depois se chocou contra o telhado de um edifício residencial, o que provocou um incêndio no momento do impacto“, acrescentou.

“Solidariedade absoluta” da Otan

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, assegurou ao presidente Dan a “solidariedade absoluta” da aliança transatlântica.

O comportamento irresponsável da Rússia é um perigo para todos nós”, escreveu Rutte nas redes sociais após uma conversa telefônica com o presidente romeno. “Reiterei que a Otan está preparada para defender cada centímetro do território aliado“, acrescentou.

O Ministério das Relações Exteriores da Romênia convocou o embaixador russo em Bucareste e exigiu uma resposta da União Europeia, da qual também é membro.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, denunciou no X que “a guerra de agressão cruzou outra linha vermelha” e expressou “plena solidariedade” com a Romênia.

“Escalada grave e irresponsável”

Segundo os serviços de emergência romenos, toda a carga do drone explodiu e os dois ocupantes do apartamento afetado, que conseguiram abandonar o prédio por meios próprios, receberam atendimento médico no local por ferimentos leves.

Quando as aeronaves não tripuladas foram detectadas perto do espaço aéreo romeno, dois caças F-16 decolaram da base aérea de Fetesti, no leste do país, e “travaram combate com os alvos”, acrescentou o ministério.

O ministro da Defesa, general Gheorghe Maxim, explicou que os aviões não conseguiram interceptar o drone porque tiveram um tempo “extremamente curto“.

O incidente constitui uma escalada grave e irresponsável por parte da Federação da Rússia“, denunciou o Ministério das Relações Exteriores.

Maia Sandu, presidente da Moldávia, país situado entre a Romênia e a Ucrânia e que também registrou várias incursões de drones em seu território, disse que a Rússia representa um “perigo para todos”.

Outros países da Otan, como Letônia, Estônia e Polônia, estão cada vez mais expostos às incursões em seu território de drones das partes beligerantes.

Ucrânia ativa alerta

A recente intrusão de um drone russo no espaço aéreo romeno (…) mostra mais uma vez que a agressão russa representa uma ameaça real para a região do Mar Negro e para toda a Europa“, reagiu o chanceler ucraniano, Andrii Sibiga.

As autoridades ucranianas ativaram um alerta aéreo nacional diante da possibilidade de novos ataques russos.

Além disso, Kiev acusou Moscou de atacar, também com drone, um cargueiro turco no Mar Negro quando deixava o porto ucraniano de Odessa. Dois membros da tripulação ficaram feridos.

Na Rússia, uma pessoa morreu nesta sexta-feira em um ataque com drones ucranianos contra uma empresa química na região de Volgogrado (sul), informaram as autoridades locais em comunicado.

Diretor da OMS visita capital do Congo antes de viajar ao epicentro do surto de ebola

Tedros Adhanom Ghebreyesus. Foto: Fabrice Coffrini/AFP/

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, se reúne nesta sexta-feira (29) em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo (RDC), com as autoridades do país para discutir o grave surto de ebola, antes de se deslocar ao epicentro da epidemia.

A viagem a Ituri, uma província remota no nordeste do país e principal foco da mais recente epidemia de ebola na RDC, estava prevista para esta sexta-feira, mas foi adiada para sábado (30).

A RDC, um dos países mais pobres do planeta e com mais de 100 milhões de habitantes, declarou em 15 de maio uma nova epidemia. A OMS decretou um alerta de saúde internacional.

Desde então, as autoridades de saúde congolesas e internacionais lutam para conter a propagação do vírus, que já se propagou por três províncias, assim como pela vizinha Uganda, onde sete infecções foram confirmadas, uma delas fatal.

Na RDC foram registrados 246 óbitos entre mais de 1.000 casos suspeitos.

As autoridades internacionais consideram que a real dimensão da epidemia ainda é desconhecida e que os balanços são provavelmente inferiores à realidade, principalmente devido à reduzida capacidade da RDC para fazer testes laboratoriais que confirmem os casos de transmissão.

A doença do ebola, que matou mais de 15.000 pessoas na África nos últimos 50 anos, provoca uma febre hemorrágica aguda e extremamente contagiosa.

A epidemia mais letal na RDC provocou quase 2.300 mortes e 3.500 casos entre 2018 e 2020.

Apesar de uma situação complexa, acredito que podemos parar isto“, declarou Tedros ao chegar à capital congolesa. Em uma carta aberta publicada pouco antes no X, ele destacou que os congoleses “não estão sozinhos“.