Search

Agência de Saúde da União Africana promete vacina contra a cepa do ebola até o fim do ano

Surto atual é causado pelo vírus Bundibugyo, variante rara do Ebola para a qual não há vacinas aprovadas/Carl de Souza/AFP

Uma vacina contra a cepa Bundibugyo do vírus ebola estará pronta até o fim do ano, afirmou, nesta quinta-feira (28), o diretor do Centro Africano para o Controle e a Prevenção de Doenças (Africa CDC).

Podemos dizer-lhes com certeza que, até o fim de 2026, o Africa CDC se assegurará de que tenhamos uma vacina e um medicamento contra a Bundibugyo”, declarou seu diretor, Jean Kaseya, a jornalistas.

Desde que o surto foi noticiado, no início de maio, a Organização Mundial de Saúde (OMS) registrou mais de mil casos suspeitos e confirmados no país africano. Já foram contabilizadas 223 mortes suspeitas atribuídas ao vírus, segundo a organização.

Netanyahu ordena que as tropas israelenses tomem 70% da Faixa de Gaza

Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu/ANGELA WEISS / AFP

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quinta-feira, 28, que deu ordens ao Exército israelense para assumir o controle de 70% da Faixa de Gaza, além da chamada ‘linha amarela’ para a qual as tropas israelenses se retiraram no âmbito do acordo alcançado em outubro do ano passado com o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) para aplicar a primeira fase da proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Agora estamos em um processo no qual estamos gerenciando nossas forças em múltiplas frentes. Temos que pressionar o Hezbollah (no Líbano). Neste momento, estamos pressionando o Hamas. Já controlamos totalmente 60% do território da Faixa de Gaza e minha ordem é chegar a 70%“, declarou Netanyahu durante um evento em uma instituição de ensino, transmitido pelo canal 12 da televisão israelense.

Netanyahu foi interrompido por um membro da plateia que defendeu que Israel deveria tomar “100%” do enclave palestino, ao que o primeiro-ministro respondeu mantendo-se firme em seu objetivo, por enquanto. “Primeiro os 70%, vamos começar por aí”, assinalou, apontando para uma área significativamente maior do que aquela que deveria controlar em virtude do acordo.

O Ministério da Saúde de Gaza informou nesta mesma quinta-feira que, desde a entrada em vigor do cessar-fogo, foram confirmados 922 mortos e 2.786 feridos, enquanto 781 corpos foram recuperados das áreas das quais as forças israelenses se retiraram, agora presentes na chamada “linha amarela”, que cobre mais de 50% do território do enclave palestino.

Mídia diz que EUA e Irã chegaram a acordo de entendimento que depende da aprovação de Trump

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump /Foto:ANNABELLE GORDON / AFP

Segundo publicação do site Axios, fontes das equipes de negociadores dos EUA revelaram que concluíram um entendimento que permitirá negociações para se chegar a um acordo de paz com o Irá. No entanto, os termos ainda precisam da aprovação final do presidente norte-americano, Donald Trump. As fontes afirmam que o memorando prevê a retomada da livre navegação no Estreito de Ormuz e prolonga por 60 dias o cessar-fogo, período no qual será iniciada as negociações sobre o programa nuclear iraniano, que incluirá um compromisso de Teerã em não prosseguir o desenvolvimento de armas nucleares.

A assinatura da minuta seria o avanço diplomático mais expressivo desde o início da guerra, sendo que o acordo final com as exigências nucleares de Trump pede conversações adicionais. “Este é um acordo para reunir todos à mesa das negociações. Vamos acertar os detalhes nas negociações“, adiantou um dos responsáveis norte-americanos.

O governo iraniano não confirmou esta informação. Mas, as fontes disseram que Trump tem todos os detalhes do acordo final, mas não o aprovou de imediato. “O presidente disse aos mediadores que precisa de alguns dias para pensar sobre o assunto“, indicou um responsável norte-americano. Além disso, acrescentou que o bloqueio naval dos EUA também será suspenso, mas isso ocorrerá proporcionalmente à retomada da navegação comercial sem restrições em Ormuz.

Washington ainda se comprometerá a discutir o alívio das sanções econômicas e a liberação de fundos iranianos congelados como parte das negociações, assim como estudar um mecanismo para ajudar o Irã a começar a receber bens e ajuda humanitária. “Quanto mais os iranianos estiverem dispostos a ceder, mais receberão“, garantiu uma das fontes ao Axios.

Entretanto, mesmo com as negociações a principio numa fase avançada, nos últimos dias os EUA e o Irã tiveram confrontos no Estreito de Ormuz, ataques aéreos norte-americanos contra uma base terrestre no sul do país e a retaliação de Teerã a uma base militar norte-americana.

Por sua vez, o Comando Central dos EUA descreveu as suas ações como ponderadas, defensivas e destinadas a manter o cessar-fogo. Enquanto o Irã condenou os ataques como uma grave violação do cessar-fogo e prometeu que não deixará nenhum ato de hostilidade sem resposta. Estes incidentes de ambos as partes são os mais sérios desde a trégua que entrou em vigor em 8 de abril.

Além do mais, Trump negou na quarta-feira (27), após a divulgação pela televisão estatal iraniana da minuta de um suposto acordo entre os dois países de que a normalização da rota no Estreito de Ormuz seria restabelecida com Omã. “Nenhum país terá controle sobre a via navegável”, advertiu Trump, que chegou inclusive a ameaçar Omã, país aliado com o qual mantêm laços militares e econômicos de longa data.

“São águas internacionais e Omã vai se comportar como qualquer outro país, ou teremos de explodi-los. Eles compreendem isso, tudo ficará bem“, avisou. O presidente norte-americano também afirmou ontem que o Irã pretende fechar um acordo, mas que os EUA ainda não estão satisfeitos com o que foi alcançado. Reiterando que caso não seja alcançado um acordo serão retomados os ataques.

Washington já impôs sanções à Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, o organismo iraniano responsável pela cobrança de taxas aos navios que transitam pelo Estreito de Ormuz. “Qualquer navio que pague à autoridade poderá também estar sujeito ao risco de sanções. O governo dos EUA não tolerará qualquer tentativa de estabelecer um sistema de taxas no Estreito de Ormuz. Omã, em particular, deve saber que o Tesouro dos EUA perseguirá implacavelmente qualquer ator envolvido, direta ou indiretamente, no estabelecimento de uma portagem no Estreito, e que qualquer parceiro cúmplice será sancionado“, alertou Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA.

Irã denuncia violação do cessar-fogo após ataque dos EUA

Teerã, capital do Irã./AFP

O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou, nesta quinta-feira (28), o que classificou como uma violação do cessar-fogo por parte dos Estados Unidos, após um ataque na cidade portuária de Bandar Abbas.

As forças americanas bombardearam uma estação de controle terrestre nessa cidade do sul, situada na costa do estratégico Estreito de Ormuz, disse à AFP um alto funcionário americano.

Os ataques provocaram uma resposta imediata. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atingido a base aérea americana de onde partiu o ataque, embora não tenha fornecido detalhes sobre a sua localização.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, declarou que o Irã “tomará todas as medidas necessárias para defender sua soberania nacional” e condenou a “retórica ameaçadora” de Washington dirigida à república islâmica e a Omã.

O presidente americano, Donald Trump, havia ameaçado “explodir” Omã, que também atua como mediador no conflito, ao ser questionado sobre um possível acordo de curto prazo que permitiria ao Irã e àquele país controlar o Estreito de Ormuz.

Segundo o comunicado, Baqaei “expressou sua solidariedade à nação amiga e irmã de Omã”.

O porta-voz diplomático condenou as declarações de Trump como “um sinal preocupante da normalização da anarquia e da intimidação nas relações internacionais”.

Essa troca de hostilidades ocorre logo após as contínuas negociações diplomáticas entre Teerã e Washington, visando elaborar um acordo para pôr fim à guerra iniciada em 28 de fevereiro.

Na quarta-feira, Trump ameaçou “terminar o trabalho” caso Teerã não aceitasse o acordo.

O presidente americano também refutou um esboço do acordo citado pela televisão estatal iraniana, segundo o qual Teerã manteria o controle do Estreito de Ormuz em cooperação com Omã.

O estreito estará aberto a todos. São águas internacionais, e Omã se comportará como todos os outros, ou teremos que explodi-los. Eles entendem; ficarão bem”, advertiu.

Líbano tem um dos dias mais mortais após ataques de Israel em meio à trégua

Ataque de Israel em Tiro, no sul do Líbano, em 8 de abril de 2026

Israel bombardeou o Líbano com mais de 120 ataques aéreos na terça-feira (26), em um dos dias de bombardeio mais intensos em semanas, disseram fontes de segurança libanesas.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que suas forças armadas estavam intensificando as operações no país.

Os bombardeios tensionaram ainda mais o cessar-fogo anunciado em 16 de abril, que visava interromper os combates entre Israel e o grupo armado libanês Hezbollah, e ocorreram no mesmo dia em que o Irã alegou que os Estados Unidos violaram uma trégua separada ao atacar o sul do país.

Fontes de segurança libanesas disseram à agência de notícias Reuters que os ataques israelenses atingiram áreas do sul e do leste do Líbano na terça-feira.

O Ministério da Saúde do Líbano informou que ataques israelenses nas últimas horas mataram 31 pessoas e feriram 40, segundo a agência de notícias estatal NNA, na manhã desta quarta-feira.

A agência afirmou que 14 pessoas morreram na cidade de Burj al-Shamali, no sul do Líbano, incluindo duas crianças e três mulheres.

Alguns ataques atingiram as proximidades do Castelo de Beaufort, uma fortaleza com quase 900 anos no sul do Líbano, que a UNESCO descreveu como um dos exemplos mais bem preservados de castelos medievais da região.

Pelo menos três ataques também atingiram as proximidades do maior reservatório de água do Líbano, a represa de Qaraoun, no leste do país, informou a Agência Nacional de Notícias do Líbano.

Em um comunicado divulgado na terça-feira (26), Netanyahu afirmou que as forças armadas israelenses “estão operando com grande contingente em campo, capturando e controlando áreas”.

Estamos reforçando a faixa de segurança para proteger as comunidades do norte“, disse ele, referindo-se a uma zona de segurança autodeclarada e ocupada por tropas israelenses a alguns quilômetros dentro do sul do Líbano.

Hezbollah ataca tanques israelenses

Duas fontes afirmaram na terça-feira que as forças armadas israelenses expandiram suas operações terrestres no sul do Líbano, ultrapassando a zona de segurança, mas não forneceram mais detalhes sobre a extensão do avanço além da chamada Linha Amarela.

Essa linha, distinta da “Linha Azul” demarcada pela ONU (Organização das Nações Unidas), que marca a fronteira entre o Líbano e Israel após a retirada israelense em 2000, faz parte de uma zona tampão proposta que se estende de 5 km a 10 km para o sul do Líbano.

As forças armadas israelenses ordenaram que os moradores não retornassem a dezenas de vilarejos na zona, e suas tropas têm destruído casas na região.

Um oficial militar israelense afirmou que as forças armadas estavam “operando de forma direcionada além da Linha de Defesa Avançada, a fim de eliminar ameaças diretas aos cidadãos do Estado de Israel” e aos soldados israelenses, “em conformidade com as diretrizes da cúpula política”.

Netanyahu declarou na segunda-feira que Israel intensificaria seus ataques contra o Hezbollah, enquanto um oficial americano afirmou que o grupo apoiado pelo Irã ignorou os alertas para interromper os ataques que corriam o risco de prejudicar as negociações para o fim da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

O grupo afirmou na terça-feira (26) ter atacado forças e tanques israelenses que avançavam em direção à cidade de Zawtar al-Sharqiya, no sul do Líbano, com drones explosivos, foguetes e artilharia.

O Ministério da Saúde do Líbano afirma que o número total de mortos na ofensiva israelense desde 2 de março, quando o Hezbollah lançou projéteis contra Israel em resposta ao início da guerra com o Irã, chegou a 3.213 mortos e 9.737 feridos até 26 de maio.

O Exército israelense informou que 10 de seus soldados foram mortos desde o cessar-fogo de 16 de abril, seis deles por drones explosivos do Hezbollah.

A Organização Mundial da Saúde afirmou que pelo menos 608 pessoas no Líbano foram mortas em ataques israelenses desde o cessar-fogo.

O Hezbollah não divulgou números sobre suas próprias baixas.

Israel opera com grandes contingentes militares no Líbano apesar do cessar-fogo

Região de Tiro, no sul do Líbano/KAWNAT HAJU / AFP

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje que as forças armadas operam com grandes contingentes terrestres no sul do Líbano. Segundo o gabinete do premiê as tropas visam assumir o controle de áreas estratégicas, atingirem as infraestruturas do grupo xiita, assim como expandir as operações por terra para além da linha amarela, demarcação estabelecida pelo exército de Israel a vários quilômetros dentro do território libanês, depois do cessar-fogo em meados de abril.

“Israel esta fortificando a sua chamada zona de segurança em território libanês. Sob a minha direção e a do ministro da Defesa, juntamente com o chefe do Estado-Maior do Exército, estamos aprofundando a nossa operação no Líbano”, declarou.

Na noite de segunda-feira (25), as forças israelenses já atacaram a região do Vale do Bekaa, no Líbano, após Netanyahu ter autorizado a intensificação de ofensiva contra o grupo Hezbollah em todo o território libanês, sobretudo no sul e no leste, com avanços pelo interior do país. O primeiro-ministro anunciou que a guerra prosseguia contra a guerrilha libanesa pró-iraniana do Hezbollah, prometendo esmagar o grupo.

Já a Agência Nacional de Notícias estatal do Líbano informou que Israel bombardeou 70 alvos e que pelo menos 15 pessoas morreram na sequência de um ataque aéreo israelense no leste do território libanês.

Por outro lado, o Hezbollah disse que retaliou as ações e atingiu posições do exército israelense em várias cidades no sul do Líbano, como Shamaa, Bint Jbeil, Srifa e Deir Kifa.

Apesar de ainda estar em vigor o cessar-fogo entre as partes embora as violações ocorram quase que diariamente, o reforço nos últimos bombardeios aconteceu poucos dias antes das delegações libanesas e israelenses se reunirem mais uma vez em Washington, nos Estados Unidos, para negociações diretas.

O governo de Beirute espera que as conversações diretas com os representantes de Israel, às quais o Hezbollah se opõe, conduzam a um cessar-fogo definitivo e uma paz duradoura.

Enquanto isso, mais de um milhão de pessoas no Líbano foi deslocada devido ao conflito, desencadeado pelo Hezbollah, que lançou mísseis contra o norte de Israel em 02 de março em solidariedade ao Irã, que sofreu ataques das forças norte-americanas e israelenses a partir de 28 de fevereiro.

Líder supremo do Irã diz que EUA não terão mais “refúgio seguro” no Golfo

Líder supremo do Irã diz que EUA não terão mais "refúgio seguro" no Golfo |  CNN Brasil

As nações do Oriente Médio “não servirão mais de escudo para as bases americanas”, afirmou o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, nesta terça-feira (26).

Em um discurso escrito para marcar a temporada da peregrinação islâmica (Hajj), Khamenei falou sobre uma “nova ordem” que vem surgindo na região do Golfo e no mundo.

Os Estados Unidos não apenas deixarão de ter um refúgio seguro para suas artimanhas e para o estabelecimento de bases militares na região, como também, a cada dia, se distanciam mais de seu antigo status”, declarou o líder supremo.

Na mensagem, ele também afirmou que Israel e seus líderes estavam “se aproximando dos estágios finais de sua existência miserável”.

Os Estados Unidos não apenas deixarão de ter um refúgio seguro para suas artimanhas e para o estabelecimento de bases militares na região, como também, a cada dia, se distanciam mais de seu antigo status”, declarou o líder supremo.

Na mensagem, ele também afirmou que Israel e seus líderes estavam “se aproximando dos estágios finais de sua existência miserável”.

Temporada de peregrinação

A peregrinação anual do Hajj começou na Arábia Saudita e é um dos cinco pilares do Islã.

A religião exige que todo muçulmano que tenha condições físicas e financeiras faça a viagem à cidade sagrada de Meca pelo menos uma vez na vida.

O Hajj deste ano ocorre em meio à guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, que envolveu várias nações do Golfo e desencadeou uma crise energética histórica.

Novos ataques

Militares dos Estados Unidos realizaram o que chamaram de “ataques de autodefesa”, na noite de segunda-feira (26), contra locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas ao redor do Estreito de Ormuz.

Veículos de comunicação estatais iranianos classificaram os ataques como uma violação do atual acordo de cessar-fogo. Forças de Teerã e Washington já haviam trocado tiros anteriormente durante o cessar-fogo.

Os recentes ataques dos EUA ocorreram enquanto o principal negociador do Irã e o ministro das Relações Exteriores estavam em Doha para conversas com o primeiro-ministro do Catar sobre um possível acordo com os EUA para encerrar a guerra que já dura três meses, disse um funcionário a par da visita.

Em uma publicação no Truth Social na segunda-feira (25), o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que as negociações com o Irã estavam indo “bem”, mas alertou para novos ataques caso fracassassem. “Só haverá um Grande Acordo para todos ou nenhum acordo“, escreveu ele.

Já o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira (26) que as negociações para um acordo com o Irã estão sendo paralisadas por divergências sobre a redação do documento.

Vai levar alguns dias para as coisas se acalmarem… até mesmo as divergências sobre uma palavra, uma frase”, disse Rubio a repórteres em seu avião durante uma viagem à Índia, ecoando comentários anteriores de autoridades americanas. “Vamos ter que resolver isso.”

Trump divulga agenda oficial sem encontro com Flávio Bolsonaro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou na manhã desta terça-feira (26) sua agenda oficial para o dia, que não inclui uma reunião com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo apurou a CNN, o senador embarcou para Washington no último domingo (24), à espera de um encontro com Trump no dia de hoje.

Um dos objetivos do encontro é tentar recuperar o fôlego na corrida presidencial após a crise desencadeada pela revelação dos contatos com o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do já liquidado Banco Master. No entanto, agenda de Trump inclui apenas uma visita ao Centro Médico Militar Walter Reed e reuniões políticas reservadas no Salão Oval.

Segundo apuração da CNN Brasil, aliados do entorno de Flávio disseram haver a possibilidade de o encontro dele na Casa Branca ser com o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e não com o presidente Trump.

O motivo seria a dificuldade de agenda de Trump, que na segunda-feira ordenou ataques contra instalações de lançamento de mísseis e embarcações iranianas no Estreito de Ormuz em meio ao cessar-fogo entre os dois países e às negociações em andamento para o fim da guerra.

No encontro com líderes de governo dos EUA, a expectativa dos aliados é que Flávio trate de temas de interesse do presidente americano que também possam gerar dividendos eleitorais para o pré-candidato do PL ao Palácio do Planalto.

O principal deles é o combate ao crime organizado, com a equiparação de facções brasileiras a organizações terroristas, como defende o governo americano.

EUA atacam instalações de mísseis no Irã

Instalações foram atacadas pelas Forças dos EUA/Reprodução/Redes sociais

Forças americanas atacaram nesta segunda-feira (25) instalações de mísseis no sul do Irã e embarcações que tentavam instalar minas, informou o Comando Central dos Estados Unidos.

Forças americanas realizaram hoje ataques de autodefesa no sul do Irã para proteger nossas tropas das ameaças representadas pelas forças iranianas“, disse Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central, sem dar detalhes.

Israel anuncia intensificação de ataques contra o Hezbollah

Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu/ALEX KOLOMOISKY / POOL / AFP

Nesta segunda-feira (25), o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel está em guerra com o Hezbollah e que irá intensificar as ofensivas contra o grupo xiita no Líbano.

Intensificaremos os ataques, aumentaremos a sua potência e esmagaremos o Hezbollah. Não estamos abrandando o ritmo; pelo contrário, pedi aceleração. O exército vai desferir fortes golpes contra o Hezbollah. E não vamos parar”, prometeu Netanyahu.

O premiê acrescentou que as forças israelenses já mataram 600 membros do grupo nas últimas semanas. Os militares também anunciaram hoje ataques em curso contra infraestruturas do grupo libanês no Vale do Bekaa, no leste do país, e em outras regiões.

O porta-voz militar de Israel, Avichay Adraee, ordenou hoje a evacuação da população de dez cidades no sul do Líbano, na região de Nabatieh, comunicando que o exército era obrigado a agir com força contra o Hezbollah devido a violações do acordo do cessar-fogo.

Apesar do cessar-fogo entre Israel e o Líbano, mediado pelos Estados Unidos, à trégua tem sido violada desde o início pelas forças israelenses e o Hezbollah, que é apoiado pelo regime iraniano.

Por sua vez, o Líbano, que não participa militarmente do conflito, tem um saldo de mais de três mil mortos, incluindo mulheres e crianças, milhares de deslocados, inúmeros danos em várias cidades e vive uma crise humanitária e econômica.

Na semana passada, as autoridades de Beirute e de Tela Aviv concordaram em prolongar o cessar-fogo por mais 45 dias e se comprometeram em realizar uma reunião militar e política nas próximas semanas, com a intenção de avançar para uma solução a longo prazo.

Mesmo assim, os combates entre Israel e o Hezbollah continuam diariamente, além das tropas israelenses ainda ocuparem uma extensa faixa do território libanês ao longo da fronteira.

Enquanto isso, os EUA e o Irã tentam chegar a um consenso nos termos de um acordo para pôr fim ao conflito no Oriente Médio, sendo que um dos pontos do documento é o término da guerra no Líbano.

“Acordo com Irã será significativo ou não haverá acordo”, diz Trump

Presidente dos EUA, Donald Trump, durante uma reunião de gabinete na Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (25) que o acordo com o Irã será ou um acordo excelente e significativo ou não haverá acordo algum com o país.

Trump tem buscado repetidamente distanciar a si mesmo e as negociações em andamento para um acordo de paz com o Irã das comparações com o acordo nuclear firmado pelo ex-presidente Barack Obama, afirmando em uma postagem matinal nas redes sociais na segunda-feira que o acordo, ainda não divulgado, será “exatamente o oposto”.

“O acordo com o Irã será ótimo e significativo, ou não haverá acordo. Será exatamente o oposto do desastre do JCPOA negociado pelo governo Obama, que representou um caminho direto e aberto para o Irã obter armas nucleares”, disse o presidente em uma publicação na rede Truth Social.

O Irã e os Estados Unidos minimizaram as expectativas de um avanço iminente nas negociações para encerrar a guerra que assola o país há três anos.

O principal diplomata americano declarou que Washington conseguirá um bom acordo ou negociará com o país “de outra maneira”.

Obama firmou um importante acordo nuclear com o Irã em 2015, que visava cortar os múltiplos caminhos de Teerã para armas nucleares e incluía verificação rigorosa e constante. Trump retirou-se desse acordo em 2018, classificando-o como “defeituoso”.

Após a retirada de Washington, Teerã intensificou seus esforços para produzir urânio altamente enriquecido.

Principais pontos do acordo

Trump aumentou as expectativas de um acordo iminente no sábado (23), quando disse que Washington e Teerã haviam “negociado em grande parte” um memorando de entendimento sobre um acordo de paz que reabriria o Estreito de Ormuz.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou na segunda-feira que o Irã não cobraria pedágio pela passagem pelo estreito vital, mas acrescentou que é “normal que os serviços prestados tenham um preço“.

Antes do conflito, o estreito era responsável por um quinto das remessas globais de petróleo e gás natural liquefeito.

Os dois lados permanecem em desacordo sobre diversas questões complexas, como as ambições nucleares do Irã, a guerra de Israel no Líbano contra o grupo Hezbollah, apoiada pelo Irã, e as exigências de Teerã para o levantamento das sanções e a liberação de dezenas de bilhões de dólares em receitas petrolíferas iranianas congeladas em bancos estrangeiros.

Um alto funcionário do governo Trump delineou o que considerou os contornos mais recentes das questões em negociação.

Falando sob condição de anonimato, o funcionário disse que o Irã concordou “em princípio” em abrir o Estreito de Ormuz, em troca do levantamento do bloqueio naval dos Estados Unidos, e em se desfazer do urânio altamente enriquecido de Teerã.

Os EUA entenderam que o líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, endossou o esboço geral do acordo, acrescentou ele.

O funcionário rebateu as sugestões de que o Irã não teria aceitado se desfazer de seu estoque de urânio enriquecido. “A questão é como“, disse o funcionário.

Um segundo alto funcionário do governo disse no domingo (24) que a estrutura proposta daria aos negociadores 60 dias para chegar a um acordo final.

Fontes iranianas disseram à Reuters que, em etapas futuras, “fórmulas viáveis” poderiam ser encontradas para resolver a disputa sobre seu estoque de urânio altamente enriquecido, incluindo a diluição do material sob a supervisão da agência nuclear da ONU.

Quase 1,5 milhão de muçulmanos iniciam peregrinação a Meca apesar da guerra

Fiéis muçulmanos caminham pelo complexo da Grande Mesquita sob os ventiladores de névoa de água instalados na cidade sagrada de Meca/ZAIN JAAFAR/AFP

Quase 1,5 milhão de muçulmanos iniciaram nesta segunda-feira (25) os rituais ancestrais do hajj, a grande peregrinação muçulmana a Meca, em um contexto de esperanças com um possível acordo para acabar com a guerra no Oriente Médio.

Reunidos na cidade mais sagrada do islã, sob temperaturas que podem alcançar 47 graus durante o dia, os peregrinos vestidos de branco começaram a segunda-feira com o rito do “tawaf”, que consiste em dar voltas ao redor da Kaaba, a estrutura cúbica preta para a qual todos os muçulmanos do mundo se voltam em oração, no coração da Grande Mesquita.

Neste ano, o início do hajj coincide com um possível avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã para alcançar um acordo de paz.

A Arábia Saudita e seus vizinhos do Golfo, aliados de Washington, enfrentam há várias semanas os disparos de drones e mísseis iranianos, em represália ao ataque de Israel e dos Estados Unidos iniciado em 28 de fevereiro.

Riade se esforça para manter a política à margem da peregrinação, que conta com a participação de milhares de fiéis iranianos.

Apesar da guerra e da incerteza sobre uma retomada do conflito, a peregrinação a Meca atraiu mais visitantes do que no ano passado, segundo as autoridades sauditas.

Enquanto os fiéis em Meca se deixam levar pela euforia espiritual proporcionada pelo cumprimento de um dos cinco pilares do islã, o reino saudita permanece em estado de alerta.

As forças de defesa aérea são responsáveis por proteger o céu sobre os lugares sagrados e enfrentar qualquer ameaça aérea, garantindo a segurança e a tranquilidade dos peregrinos“, afirmou o Ministério da Defesa da Arábia Saudita nas redes sociais, com a publicação de um vídeo que mostra os recursos mobilizados nas imediações de Meca.

Bilhões de dólares

Peregrinos entrevistados pela AFP expressaram esperança em um retorno iminente da paz. “O conflito no Irã afetou o mundo inteiro. Ninguém quer guerras“, disse Mohamed Shahada, um egípcio de cerca de 50 anos, ouvido entre a multidão de fiéis na saída da Grande Mesquita.

A peregrinação, uma das maiores concentrações religiosas do mundo, deve ser cumprida por todo muçulmano ao menos uma vez na vida, desde que tenha condições para tal.

O hajj consiste em uma série de ritos desenvolvidos ao longo de vários dias no coração de Meca e em seus arredores.

Antes de chegar à cidade sagrada, os peregrinos devem entrar primeiro em um estado de pureza, chamado ihram, que exige vestimentas e comportamento adequados.

Os homens usam uma veste branca sem costuras, que ressalta a unidade entre os fiéis, independentemente de sua condição social ou nacionalidade.

As mulheres, por sua vez, vestem túnicas largas, em sua maioria brancas, que deixam descobertos apenas o rosto e as mãos.

O primeiro ritual consiste em dar sete voltas ao redor da Kaaba. Depois, os peregrinos passarão a noite em tendas com ar-condicionado em Mina, antes de seguir na quinta-feira para o Monte Arafat, uma colina situada a cerca de 20 quilômetros de Meca, onde o profeta Maomé teria pronunciado seu último sermão, marcando a etapa central do hajj.

A Arábia Saudita, que abriga os locais mais sagrados do islamismo em Meca e Medina, arrecada bilhões de dólares graças à peregrinação todos os anos.

OMS: Mais de 900 casos suspeitos de ebola foram identificados na RD Congo

Mais de 900 casos suspeitos de ebola, incluindo 101 casos confirmados, foram identificados na República Democrática do Congo, afirmou o diretor-geral da OMS (Organização Mundial de Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus, neste domingo (24).

A Organização Mundial da Saúde declarou o surto da rara cepa Bundibugyo uma emergência de saúde pública de importância internacional.

A OMS afirma que a detecção tardia, a ausência de uma vacina ou de terapias específicas para o vírus, a violência armada generalizada e a alta mobilidade da população tornam país vulnerável.

O que explica o surto da doença no país?

Nas áreas rurais da República Democrática do Congo, uma cepa letal do vírus Ebola devastou comunidades locais, causando mais de 100 mortes e desencadeando uma emergência de saúde global.

O vírus foi descoberto pela primeira vez no país em 1976 e continua sendo uma ameaça constante. O país da África Central registrou 17 surtos, mais do que qualquer outro no mundo – e um surto grave entre 2018 e 2020 deixou 2.299 mortos.

O ebola – um vírus frequentemente fatal que causa sintomas graves, incluindo febre alta e hemorragias internas e externas – tem origem em animais selvagens.

Ele é transmitido aos humanos através do contato próximo com o sangue ou fluidos corporais de animais selvagens infectados, como morcegos frugívoros, porcos-espinhos e primatas não humanos, como macacos, de acordo com a OMS.

Uma vez que o vírus entra em uma comunidade, ele se espalha rapidamente entre as pessoas por meio do contato direto com fluidos corporais ou superfícies contaminadas.

O surto atual é causado pela cepa Bundibugyo, uma forma rara do vírus Ebola. Ao contrário da cepa Zaire, mais comum, a variante Bundibugyo não possui, atualmente, vacinas ou tratamentos aprovados.

Os cientistas acreditam que os humanos contraíram o Ebola pela primeira vez ao caçar, manusear ou comer animais selvagens infectados. Esse tipo de alimento – particularmente morcegos, macacos, ratos-do-mato e antílopes – continua popular na República Democrática do Congo, apenas um dos motivos pelos quais o Ebola permanece um perigo atualmente.

Os surtos recorrentes na RD Congo estão ligados à sua geografia. Vastas e densas florestas cobrem mais de 60% do território do país (mais de 150 milhões de hectares), servindo como um terreno fértil natural para o Ebola.

Para muitos moradores rurais da Bacia do Congo – a segunda maior floresta tropical do mundo – onde a carne de caça representa até 80% da ingestão local de proteínas, caçar animais selvagens é uma questão de sobrevivência, não de preferência.

No entanto, essa fonte vital de alimento serve como principal porta de entrada para a transmissão de vírus mortais de animais para humanos, de acordo com Eteni Longondo, ex-ministro da Saúde Pública do país.

Longondo disse à CNN que regulamentar a caça nas densas florestas do país e impedir que as comunidades consumam animais selvagens, principalmente carcaças, continua sendo um desafio significativo para as autoridades de saúde.

Tudo começa na floresta, e não temos nenhum controle sobre isso”, disse ele, observando que os hábitos tradicionais de caça não podem ser mudados da noite para o dia.

Você não pode simplesmente dizer às pessoas para abandonarem sua cultura e elas pararem imediatamente. Elas continuam comendo carne de animais selvagens porque não têm outra alternativa”, explicou.

A RD Congo é rica em minerais, mas mais de 80% de seus 100 milhões de habitantes vivem em extrema pobreza.

A situação é particularmente grave no leste, onde uma rebelião armada ativa permitiu que uma poderosa coalizão rebelde tomasse o controle de vastos territórios, deslocando milhões de pessoas e mergulhando a região em uma grave crise alimentar.

Nesta quinta-feira (21), os rebeldes confirmaram um caso de Ebola em Bukavu, cidade sob seu controle na província de Kivu do Sul. Eles relataram que o paciente, um homem de 28 anos, havia falecido e sido sepultado em segurança. Além disso, os rebeldes anunciaram a identificação de um caso separado de Ebola em Goma, a maior cidade do leste do país, também sob seu controle.

Trump diz que os EUA não vão “se precipitar em um acordo” com o Irã

Trump diz que os EUA não vão "se precipitar em um acordo" com o Irã | CNN  Brasil

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou neste domingo (24) que Washington não vai “se apressar em um acordo” com o Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio.

Trump disse que o bloqueio americano aos portos iranianos no Estreito de Ormuz continuará em “pleno vigor e efeito” até que um entendimento definitivo seja alcançado.

As negociações estão avançando de maneira ordenada e construtiva, e informei meus representantes para não se apressarem em um acordo, já que o tempo está ao nosso lado”, escreveu Trump em publicação na rede social Truth Social.

O presidente dos EUA acrescentou que “ambos os lados precisam levar o tempo necessário” e afirmou que a relação entre Washington e Teerã está se tornando “muito mais profissional e produtiva”.

Trump também voltou a reforçar que o Irã “não pode desenvolver nem obter uma arma ou bomba nuclear”, tema que segue como principal ponto de atrito entre os dois países.

A declaração ocorre um dia após o presidente americano afirmar que um acordo entre Estados Unidos e Irã já havia sido “amplamente negociado” e que os detalhes finais seriam anunciados “em breve”. Trump também afirmou que o Estreito de Ormuz seria reaberto como parte do entendimento.

Trump também afirmou que um eventual acordo com o Irã será completamente diferente daquele firmado durante o governo do ex-presidente dos EUA, Barack Obama.

Se eu fechar um acordo com o Irã, será um acordo bom e adequado, não como o feito por Obama”, escreveu, alegando que o entendimento anterior deu ao Irã “um caminho claro e aberto para obter armas nucleares”.

Trump também afirmou que o novo tratado ainda “nem foi totalmente negociado” e que poucos conhecem os detalhes das conversas em andamento.

Nosso acordo é exatamente o oposto, mas ninguém o viu, nem sabe do que se trata. Ainda nem foi totalmente negociado. Portanto, não deem ouvidos aos perdedores, que criticam algo que desconhecem completamente”, afirmou.

Enquanto isso, autoridades iranianas seguem sinalizando resistência em relação às exigências americanas sobre o programa nuclear do país.

Uma fonte sênior iraniana disse à Reuters neste domingo que Teerã não concordou em entregar seu estoque de urânio altamente enriquecido, um dos temas considerados centrais pelas autoridades americanas e israelenses.

Segundo a fonte, a questão nuclear não faz parte do acordo preliminar atualmente em negociação entre os dois países.

A questão nuclear será abordada nas negociações para um acordo final e, portanto, não faz parte do acordo atual”, afirmou a autoridade iraniana.

“Não houve acordo sobre o estoque de urânio altamente enriquecido do Irã ser enviado para fora do país”, acrescentou.

Pelo menos seis mortos em novos ataques israelenses no Líbano, apesar do cessar-fogo

De acordo com o último balanço do Ministério da Saúde libanês, pelo menos 3.123 pessoas morreram e 9.506 ficaram feridas desde o reinício dos bombardeios, em 3 de março/Foto: KAWNAT HAJU/AFP

Pelo menos seis pessoas morreram nas últimas horas em novos ataques das Forças Armadas israelenses no sul do Líbano, apesar do cessar-fogo supostamente em vigor.

Três pessoas morreram em uma residência bombardeada pela aviação israelense no bairro de Al Tufahiya, na localidade de Srifa, distrito de Tiro, segundo informaram a Defesa Civil e a organização de ambulâncias Mensagem pela Saúde.

Outra pessoa, um jovem, morreu em um ataque israelense em Arab Salim. Especificamente, as forças israelenses atacaram o indivíduo quando ele estava em sua motocicleta na praça da cidade.

Enquanto isso, em Tiro, mais precisamente em Bazuriye, uma pessoa morreu e outras duas ficaram feridas em outro ataque israelense; e na cidade de Tura, também no distrito de Tiro, uma pessoa morreu e outras duas ficaram feridas.

Do outro lado, as Forças Armadas israelenses emitiram ordem de evacuação para dez municípios do sul do Líbano como medida prévia aos bombardeios aéreos contra supostos alvos do Hezbollah As localidades a serem evacuadas são Mashgara, Deir al Zahrani, Al Sharqiya, Dueir, Qlaile, Sohmor, Zibdin, Nabatiye at Tahta, Arabsalim e Kefar Yuz.

De acordo com o último balanço do Ministério da Saúde libanês, pelo menos 3.123 pessoas morreram e 9.506 ficaram feridas desde o reinício, em 3 de março, das hostilidades entre Israel e o Hezbollah por causa da guerra no Irã, conforme comunicado divulgado neste sábado.