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A teoria da conspiração trumpista que acusa Kamala de ter usado um brinco disfarçado de escuta no debate

A teoria da conspiração trumpista que acusa Kamala de ter usado um brinco  disfarçado de escuta no debate | Eleições nos EUA 2024 | G1

Uma teoria da conspiração envolvendo os brincos de pérola usados por Kamala Harris no debate desta terça-feira (10) está dominando as redes sociais. Apoiadores de Donald Trump acusam a vice-presidente e candidata democrata às eleições presidenciais de novembro de usar uma escuta.

No post original, criado por um perfil pró-Trump e que teve mais de 5 mil compartilhamentos, uma foto compara o acessório usado por Kamala e um equipamento vendido por uma empresa chamada NOVA H1 Audio Earrings.

“Parece que Kamala Harris estava sendo treinada usando fones de ouvido embutidos em seus brincos durante o debate presidencial da ABC contra o presidente Trump”, teoriza a conta.

Os brincos usados pela vice-presidente, na verdade, são um modelo clássico da Tiffany & Co., feito de ouro 18K e pérolas do Mar do Sul, e a democrata já foi clicada com eles em outras diversas ocasiões, segundo a página “O que a Kamala usava”.

Além das grandes pérolas presente em ambos, há diferenças visuais claras entre eles: os brincos NOVA H1 Audio têm um arco muito mais grosso, enquanto os de Harris têm uma estrutura feita de duas hastes mais finas e delicadas, que envolvem seus lóbulos das orelhas.

Serviços de checagem americanos classificaram a teoria como falsa (caso do Politifact) ou sem evidências (caso do Snopes).

Procurada pela imprensa, a equipe de campanha de Kamala Harris se recusou a comentar as teorias.

Trump diz que não participará de outro debate presidencial contra Kamala

Trump Kamala

Donald Trump, candidato do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos, disse nesta quinta-feira (12) que não participará de outro debate contra Kamala Harris, indicada do Partido Democrata.

“Não haverá terceiro debate!”, disse o ex-presidente na Truth Social após críticas contra a adversária.

O candidato republicano participou de debate com Kamala na terça-feira (10). Ele também enfrentou Joe Biden em junho.

Embora Trump tenha elogiado seu desempenho no embate desta semana, seis doadores republicanos e três conselheiros do empresário que falaram com a Reuters no início disseram achar que a democrata havia vencido.

Ele afirmou na publicação que pesquisas mostram que ele venceu o debate, mas diversos levantamentos apontam que os entrevistados acreditam que Kamala se saiu melhor.

Uma pesquisa da CNN com espectadores conduzida pela SSRS com eleitores registrados revelou que, para 63% das pessoas consultadas, Kamala Harris teve um desempenho melhor; 37% acharam isso de Trump.

“Em apuros”: Trump estampa capa da revista Time após debate contra Kamala

"Em apuros": Trump estampa capa da "Time" após debate contra Kamala

O ex-presidente Donald Trump estampa a nova capa da revista Time divulgada, nesta quarta-feira (11), após o debate presidencial da ABC News do republicano contra a vice-presidente Kamala Harris.

O confronto, que colocou os dois candidatos frente a frente pela primeira vez, foi marcado pela pressão da candidata democrata sobre Trump. Uma pesquisa da CNN apontou que, para 63% dos eleitores que assistiram o debate, Kamala levou a melhor.

A Time desta quarta traz uma ilustração que mostra o ex-presidente em um carrinho de golfe tentando sair de um banco de areia. “Em apuros”, escreve a capa, que acompanha uma reportagem intitulada: “Como Kamala Harris tirou Donald Trump do curso”.

“Naquele que pode ser o seu único debate antes do dia das eleições, o confronto de alto risco entre Donald Trump e Kamala Harris destacou o quão dramaticamente a corrida presidencial mudou desde meados do verão”, afirma a Time.

Por mais claro que seja que Trump gostaria de ainda estar concorrendo contra Biden, é igualmente claro que Harris o abalou”, completa a revista.

O ilustrador responsável pela capa, Tim O’Brien, também comentou a obra: “As capas são como atirar uma flecha contra um vento forte. Você tem que mirar a flecha no vento, pensando em como o vento vai mudar e empurrar e se você tiver sorte e as coisas se alinharem, a flecha pousará.”

Taylor Swift declara apoio a Kamala Harris para presidente dos Estados Unidos

Taylor Swift apresenta primeiro show da "The Eras Tour", em 17 de março de 2023

Taylor Swift declarou apoio a Kamala Harris para presidente na conclusão do debate presidencial da ABC News na terça-feira (10).

Vou votar em Kamala Harris e Tim Walz na eleição presidencial de 2024”, disse Swift em uma publicação no Instagram.

Vou votar em @kamalaharris porque ela luta pelos direitos e causas que acredito que precisam de um guerreiro para defendê-los. Acho que ela é uma líder firme e talentosa e acredito que podemos realizar muito mais neste país se formos liderados pela calma e não pelo caos.”, a cantora acrescentou.

Swift acrescentou: “Fiz minha pesquisa e fiz minha escolha. Sua pesquisa é toda sua, e a escolha é sua. Também quero dizer, especialmente para os eleitores de primeira viagem: lembrem-se de que, para votar, vocês precisam estar registrados!”

Ela assinou seu post, que incluía uma foto com um de seus três gatos, Benjamin Button, com “Taylor Swift, Childless Cat Lady” (mulher sem filhos, donas de gatos, na tradução livre).

Primeira vez em que Trump e Kamala se encontram

O debate de terça-feira (10) marcou a primeira vez que Donald Trump e Kamala Harris se encontram pessoalmente. As últimas pesquisas mostram uma disputa acirrada entre os candidatos.

Este é o sétimo debate presidencial de Trump — três contra Hillary Clinton e três contra Joe Biden.

O confronto acontece na Pensilvânia, um estado que pode decidir a eleição dos Estados Unidos.

Kamala assumiu a candidatura democrata após Joe Biden ter desistido de concorrer à reeleição. O desempenho do presidente americano no Debate da CNN levantou dúvidas sobre sua idade e aptidão para um novo mandato — o que gerou críticas até de apoiadores.

Já Trump tenta voltar à Casa Branca após ter sido derrotado por Biden em 2020.

A eleição presidencial nos Estados Unidos acontecerá no dia 5 de novembro.

Kamala Harris deixa Donald Trump na defensiva em debate repleto de troca de farpas

O ex-presidente dos EUA e candidato presidencial republicano Donald Trump fala durante um debate presidencial com a vice-presidente dos EUA e candidata presidencial democrata Kamala Harris
 (Crédito: SAUL LOEB / AFP)

Kamala Harris deixou Donald Trump na defensiva durante um debate presidencial de terça-feira (10) repleto de ataques pessoais e políticos, no qual a democrata demonstrou um ótimo desempenho.

O resultado foi considerado tão bom que a equipe de campanha da democrata afirmou que ela “está pronta para um segundo debate”.

O evento também agradou a cantora Taylor Swift, que prometeu votar em Kamala, a quem chamou de “guerreira” porque “luta pelos direitos e causas” com as quais ela se identifica.

Um apoio muito importante devido à enorme influência da artista em milhões de jovens. O marido da vice-presidente americana, Doug Emhoff, resumiu o cenário: “Você venceu o debate, mas ainda não ganhamos nada“, comentou.

Temos muito trabalho pela frente“, reconheceu a vice-presidente e candidata democrata, de 59 anos.

Seu rival, o ex-presidente Trump, de 78 anos, também reivindicou a vitória. Em sua plataforma Truth Social, ele afirmou que este foi “seu melhor debate”.

Harris venceu

Trump foi muito mal e Harris venceu por ampla margem“, afirmou o cientista político Larry Sabato.

Talvez não mude muito as pesquisas“, atualmente empatadas, a oito semanas das eleições, lembrou Julian Zelizer, professor da Universidade de Princeton. “Mas ela o empurrou para o tipo de discurso que ilustra o caos que ele trouxe para o cenário político.”

O debate na rede ABC começou com um aperto de mão entre os dois, mas surgiram faíscas quase desde o primeiro minuto.

De pé, atrás do púlpito, ele permaneceu sério, sem tirar os olhos da câmera. Ela virava a cabeça de vez em quando para observar o rival com sarcasmo durante os mais de 90 minutos de debate, que aconteceu na Filadélfia, berço da democracia americana no leste do país.

Ele nos deixou o pior desemprego desde a Grande Depressão (…) a pior epidemia de saúde pública em um século (e) o pior ataque à nossa democracia desde a Guerra Civil, e o que fizemos foi limpar a bagunça de Donald Trump“, disse a democrata.

Ataques pessoais

Ela também o acusou de espalhar “muitas mentiras” sobre o aborto que “ofendem as mulheres“.

Trump chamou a democrata de “marxista” e recorreu ao seu tema favorito: migração. “Muitas pessoas que chegam são criminosas e isso também é ruim para a nossa economia”, disse.

Estão tomando os empregos que agora são ocupados por afro-americanos e hispânicos e também por sindicatos“, disse o republicano, como parte da sua retórica anti-imigração.

Ele foi mais longe ao repetir a mentira de que os migrantes comem “cachorros, gatos e animais de estimação” dos moradores de uma cidade de Ohio (nordeste dos Estados Unidos), um boato repetido desde segunda-feira pelos republicanos e desmentido pelas autoridades.

À medida que o debate avançava, o tom agressivo aumentava.

Estou falando

Estou falando, se não se importa, por favor“, disse a vice-presidente em um determinado momento.

Segundo Trump, a tentativa de assassinato da qual foi vítima em julho “provavelmente” foi motivada pelas críticas dos seus rivais, que o chamam de “ameaça à democracia“.

Ele acusou a democrata de ter “copiado” o programa econômico do atual presidente, mas ela recordou que o republicano não está mais em uma disputa com Joe Biden, e sim com ela.

A vice-presidente não evitou os ataques pessoais. Kamala provocou Trump em um de seus temas favoritos, embora menos sérios — seus famosos comícios. Os participantes, disse ela, estavam saindo cedo dos atos públicos do republicano devido ao “cansaço e tédio.”

Também acusou o adversário de utilizar a raça “para dividir o povo americano” e afirmou que “Líderes mundiais estão rindo de Donald Trump”.

Ditadores e autocratas estão torcendo para que você seja presidente novamente“, disse, “porque podem”.

O presidente russo Vladimir Putin “o devoraria no almoço” e já estaria sentado em Kiev “se o republicano fosse presidente”, declarou.

O republicano se negou a afirmar se deseja ou não uma vitória da Ucrânia contra a Rússia.

Ela odeia Israel. Se ela virar presidente, não acredito que Israel exista em dois anos“, disse o ex-presidente. Como esperado, a democrata negou.

Durante décadas, os debates permitiam que um candidato se distinguisse do seu rival, mas não afetaram consideravelmente a campanha.

Mas o cenário mudou em junho, quando o péssimo desempenho do presidente Joe Biden precipitou sua desistência da reeleição, anunciada em 21 de julho, quando passou o bastão para sua vice-presidente.

Muitos americanos (28%, segundo uma pesquisa New York Times/Siena College) não a conhecem, nem as suas propostas. O debate foi a oportunidade da democrata para convencer os indecisos.

Ele propôs “um novo caminho” para superar a era Trump.

As duas candidaturas precisam dos eleitores indecisos, principalmente nos estados-pêndulo, ou seja, que votam em um partido ou em outro dependendo dos candidatos. Isto concede a tais estados uma influência gigantesca nas eleições devido ao sistema de votação por sufrágio universal indireto.

Trump diz que imigrantes estão comendo cachorros dos americanos e é desmentido ao vivo

Donald Trump faz careta ao reagir à fala de Kamala Harris — Foto: Win Mcnamee/Getty Images via AFP

O ex-presidente Donald Trump afirmou no debate presidencial da ABC News, nesta terça-feira (10), que imigrantes estavam comendo os cachorros e pets dos cidadãos americanos. Ele foi desmentido ao vivo pelo mediador do debate.

Trump estava criticando a política imigratória da gestão de Joe Biden e Kamala Harris, afirmando que os democratas permitiram a entrada de milhões de estrangeiros nos Estados Unidos.

“Em Springfield, eles [imigrantes] estão comendo os cachorros. Eles estão comendo os gatos. Comendo os pets das pessoas que moram lá”, afirmou.

Em seguida, o mediador da ABC News afirmou que a produção do debate entrou em contato com a prefeitura de Springfield, em Ohio, para checar a afirmação de Trump. As autoridades informaram que nenhum caso do tipo havia sido reportado.

Trump rebateu dizendo que havia assistido na televisão pessoas afirmando que tiveram os cachorros roubados.

Mais cedo, a Associated Press reportou que a campanha de Trump estava propagando falsos rumores de que imigrantes haitianos estavam roubando e comendo pets em Ohio.

O candidato a vice na chapa de Trump admitiu que os rumores poderiam ser falsos.

Kamala e Trump trocam acusações sobre economia, imigração e aborto em primeiro debate

Por diferença de alturas, púlpito de Kamala Harris é menor que o de Trump. Candidatos fizeram debate em 10 de setembro de 2024. — Foto: REUTERS/Brian Snyder

O primeiro debate entre Donald Trump e Kamala Harris, os dois principais candidatos nas eleições dos Estados Unidos, realizado na noite desta terça-feira (10), começou com trocas de acusações entre as gestões alheias sobre economia e imigração, os dois temas centrais da corrida à Casa Branca.

O enfrentamento, que acontece na Filadélfia, foi também o primeiro encontro entre o republicano e a democrata, que nunca haviam ficado frente em frente ao vivo.

Em tom mais agressivo e muito expressiva, Kamala Harris investiu em ataques a Trump e evocou seu passado como procuradora-geral, despistando as dúvidas sobre se conseguiria lidar com acusações de Trump em respostas rápidas e sem apoio de sua equipe e de anotações, que não puderam entrar no auditório do debate.

A atual vice-presidente dos EUA disse ter passado os quatro últimos anos “limpando a bagunça de Donald Trump”, acusou o ex-presidente de deixar o governo com altas taxas de desemprego e criticou sua gestão da pandemia, em 2019, quando era presidente dos EUA.

Foi especialmente enfática e cresceu no debate ao ser questionada sobre aborto. Disse que seu adversário vai liderar um “plano nacional para banir o direito ao aborto”, o que Trump, menos assertivo no tema, negou.

Apesar de começar o debate repetindo o tom mais calmo que adotou no debate contra o presidente Joe Biden, em junho, Donald Trump também foi se tornando mais agressivo em reação às provocações constantes da adversária.

No entanto, o republicano insistiu em discursos voltados ao seu eleitorado, como o de que o país está sendo “invadido” por criminosos de outros países. Em cinco ocasiões diferentes, repetiu o discurso anti-imigração, desvirtuando de outros temas. Chegou a dizer que imigrantes estão comendo cachorros de norte-americanos e foi desmentido pelos apresentadores.

O ex-presidente vem culpando Kamala, a quem o presidente Joe Biden designou parte da gestão da política migratória, pelos recordes de entrada de imigrantes ilegais registrados nos EUA desde o fim do ano passado.

Ele também acusou a adversária de “querer fazer operações transgênero pelo país”, a chamou de “marxista” e disse que os EUA se tornarão “uma Venezuela com anabolizante” caso a adversária vença.

Trump também tentou, ao longo do debate, atrelar a candidata democrata a Joe Biden, tentando tirar proveito do mau desempenho do presidente. “Ela é Biden. Ela está querendo se afastar de Biden, mas ela é Biden”, disse.

“Claramente, eu não sou Biden, e certamente não sou Donald Trump”, retrucou Trump. Estou querendo oferecer uma nova geração de líderes aos americanos”.

Para Kamala Harris, o debate foi a primeira e, talvez, única oportunidade de se apresentar para o público geral e de tentar fazer chegar ao eleitorado de Trump o discurso de que seu rival, um bilionário, só governará para si mesmo, enquanto ela, uma ex-procuradora-geral, seguirá pensando no povo.

Ao responder à primeira pergunta, sobre economia, ela disse que “vim da classe média e seguirei governando para a classe média”, enquanto Trump “governará para ele mesmo”. “Meus valores não mudaram”, afirmou.

No entanto, a democrata se esquivou ao ser questionada por um dos dois mediadores sobre se a oconomia do país estava melhor agora do que há quatro anos, quando o governo do qual ela faz parte assumiu, e disse apenas que reduzirá taxas para a compra de imóveis.

Debate presidencial dos EUA pode definir a eleição

Campanha de Trump lança dúvidas sobre debate contra Kamala na ABC News | CNN Brasil

Nesta terça-feira (10), pela primeira vez a vice-presidente dos Estados Unidos e democrata Kamala Harris e o ex-presidente norte-americano e republicano Donald Trump se encontrarão hoje no único debate previsto entre os candidatos à presidência dos Estados Unidos.

No momento, as sondagens apontam os dois candidatos tecnicamente empatados na corrida à Casa Branca, com uma diferença mínima entre ambos. Na maioria das pesquisas realizadas permanece dentro da margem de erro. O confronto, além disso, criou muita expectativa uma vez que promete ser determinante na disputa e vitória da eleição de 05 de novembro.

Nos seis Estados críticos que vão decidir a eleição, Kamala está à frente em quatro, segundo a mais recente sondagem CNN/SSRS: Wisconsin, Michigan, Geórgia e Nevada. Já Trump lidera no Arizona. E na Pensilvânia, os dois estão empatados com 47%.

Na pesquisa conduzida pela SSRS indica que uma média de 15% dos eleitores nos Estados críticos ainda não tomaram uma decisão final sobre em quem vão votar. A pesquisa conduzida pela SSRS mostra que uma média de 15% dos eleitores nos estados críticos ainda não tomaram uma decisão final sobre em quem vão votar.

O debate acontecerá no National Constitution Center, na Filadélfia, e os temas que devem prevalecer são economia, imigração e aborto. De um lado, a ex-procuradora geral dos EUA conhecida pelo seu poder de argumentação e experiente em apresentar um caso convincente.

Mas, as posições que Kamala defende ainda são relativamente desconhecidas do público em geral. Do outro, um ex-presidente com ‘status’ de celebridade que se caracteriza por com um estilo cáustico, insultuoso e politicamente muito incorreto.

O debate é organizado pela emissora ABC News, com duração de 90 minutos e dois intervalos comerciais. Os jornalistas David Muir e Linsey Davis serão os moderadores. No entanto, não haverá público. Os candidatos não poderão fazer declarações de abertura, os microfones serão silenciados enquanto o adversário tiver a palavra e não serão permitidas notas escritas. Cada candidato também terá dois minutos para responder às perguntas, dois minutos para replicar e um minuto extra para acompanhamentos, esclarecimentos ou respostas, contando ainda com dois minutos para as declarações de encerramento.

Candidatos a presidência dos EUA se preparam para o debate que acontece na terça-feira (10)

 (Fotos: Brandon Bell / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP e Charly Triballeau/AFP)

Nesta segunda-feira (9), os candidatos as eleições presidenciais norte-americanas, Kamala Harris e Donald Trump finalizam os preparativos para o debate que acontece terça-feira. O debate irá ocorrer no National Constitution Center, na Filadélfia, e será a primeira vez que se encontrarão pessoalmente. Neste primeiro confronto entre os dois adversários deve se refletir substancialmente as grandes diferenças dos dois políticos nas idéias e na condução do país.

De acordo com os assessores da vice-presidente dos Estados Unidos e candidata democrata, Kamala ficou o fim de semana num hotel histórico no centro de Pittsburgh, na Pensilvânia, elaborando respostas concisas de dois minutos, seguindo as regras do debate.

Já o candidato republicano, o ex-presidente Trump, disse publicamente que não precisa se preparar para o debate e tem se dedicado apenas aos eventos de campanha. Seus assessores também disseram que ele vem revendo posicionamentos políticos com a sua equipe e ainda confirmaram que Trump só chegará a Filadélfia, na tarde de terça-feira, cerca de três horas antes do confronto.

O debate é organizado pela rede ABC News e os jornalistas David Muir e Linsey Davis serão os moderadores do debate, que não terá público. Os microfones serão silenciados enquanto o adversário tiver a palavra e não serão permitidas notas escritas, as mesmas regras já usadas no primeiro debate presidencial deste ano, em junho, entre Trump e o presidente e ex-candidato democrata, Joe Biden, que acabou por desistir da corrida a Casa Branca.

Além disso, os candidatos ficarão atrás de púlpitos, não farão declarações de abertura e não poderão se questionar diretamente durante o debate de 90 minutos, que contará com dois intervalos comerciais.

Cada candidato terá dois minutos para responder às perguntas, dois minutos para refutações e um minuto extra para acompanhamentos, esclarecimentos ou respostas, contando ainda com dois minutos para as declarações de encerramento.

O debate presidencial de terça-feira é o único agendado até ao momento e pode ser até a única vez que os eleitores assistirão Kamala e Trump frente a frente antes da eleição geral de 05 de novembro.

No calendário da temporada eleitoral consta ainda o debate vice-presidencial entre o governador de Minnesota, o democrata Tim Walz, e o senador de Ohio, o republicano JD Vance, agendado para 01 de outubro na cidade de Nova Iorque.

A campanha da vice-presidente lançou hoje um anúncio televisivo com ex-funcionários da administração de Trump alertando sobre os perigos de uma segunda presidência do republicano. Entre eles estão o ex-vice-presidente Mike Pence, o ex-secretário de Defesa Mark Esper e o ex-conselheiro de Segurança Nacional John Bolton.

Já Trump continuou com o seu discurso agressivo contra Kamala Harris e no seu último comício a desqualificou mais uma vez pela sua alegada inexperiência, pelas suas mudanças de opinião e pelas conquistas limitadas na sua vida política.

Pesquisa mostra Kamala e Trump empatados na reta final da eleição americana

A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, e o ex-presidente Donald Trump

O candidato republicano à Presidência dos EUA, Donald Trump, e sua rival democrata, a vice-presidente Kamala Harris, estão efetivamente empatados nas últimas semanas da eleição, de acordo com uma pesquisa nacional realizada pelo The New York Times e pela Siena College.

Trump está um ponto percentual acima de Harris (48% contra 47%) de acordo com a pesquisa divulgada neste domingo (8), uma diferença que está dentro da margem de erro de três pontos da pesquisa, o que significa que uma vitória para qualquer um dos candidatos nas eleições de 5 de novembro ainda é viável.

Embora a campanha de Trump tenha tido um período difícil nas semanas após o presidente democrata Joe Biden ter desistido da corrida em julho, as sondagens mais recentes indicam que o núcleo da sua base de apoio não o abandonará.

A sondagem mostrou que os eleitores sentem que precisam de aprender mais sobre Harris, embora as suas opiniões sobre Trump sejam em grande parte definidas. Na pesquisa, 28% dos prováveis ​​eleitores disseram que precisavam de mais informações sobre a candidata democrata, enquanto apenas 9% disseram o mesmo sobre Trump.

A sondagem indica que o debate presidencial de terça-feira (10) poderá ser um momento crucial.

Harris terá a oportunidade de fornecer mais detalhes sobre suas propostas de políticas públicas enquanto luta com Trump ao longo de 90 minutos. A corrida está tão acirrada que mesmo um impulso marginal para qualquer um dos candidatos seria significativo.

Desde que Harris substituiu Biden no topo da chapa democrata, ela limitou suas aparições improvisadas e reduziu ao mínimo as entrevistas com a mídia.

Os principais números da última pesquisa são semelhantes aos da última pesquisa comparável do New York Times/Siena College, divulgada no final de julho. Nessa sondagem, Trump também subiu um ponto percentual, uma diferença no centro da margem de erro.

As pesquisas nos sete principais estados indecisos que provavelmente determinarão o vencedor das eleições também mostraram consistentemente uma disputa acirrada.

Trump sobre mulher que o acusou de apalpá-la: “Ela não teria sido a escolhida”

Ex-presidente e candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, fala em restaurante em Las Vegas, nos EUA

O advogado do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump pediu a um tribunal federal de apelações nesta sexta-feira (6) que anulasse um veredicto de US$ 5 milhões do júri que considerava Trump responsável por agredir sexualmente e difamar a escritora E. Jean Carroll, que o acusou de estuprá-la há quase três décadas.

Grande parte dos argumentos perante o 2º Tribunal de Apelações do Circuito dos EUA, em Manhattan, basearam-se numa alegação do advogado de Trump de que o juiz de primeira instância não deveria ter deixado outras mulheres testemunharem que o candidato presidencial republicano as agrediu sexualmente há décadas.

Trump criticou a admissão do juiz Kaplan do depoimento de duas acusadoras, Jessica Leeds e Natasha Stoynoff.

Leeds disse que Trump a apalpou em um avião no final dos anos 1970, enquanto Stoynoff disse que a beijou à força em sua propriedade em Mar-a-Lago, em 2005.

Pense na impraticabilidade disso: sou famoso. Estou em um avião. Pessoas estão entrando no avião. E estou olhando para uma mulher e a agarro e começo a beijá-la. Quais são as chances de isso acontecer?” perguntou Trump, relembrando as acusações de Stoynoff.

O ex-presidente continuou: “Não poderia ter acontecido. Não aconteceu. E ela não teria sido a escolhida. Ela não teria sido a escolhida. Ela anda por aí há anos contando essa história, onde quer que eu vá, ela conta história. E é uma mentira total. Agora, presumo que ela vai me processar por difamação como fui processado por E. Jean Caroll.”

Trump está recorrendo de um veredicto de maio de 2023 decorrente de seu suposto encontro com Carroll em meados da década de 1990 no camarim de uma loja de departamentos Bergdorf Goodman em Manhattan, e de uma postagem do Truth Social de outubro de 2022, onde ele chamou a afirmação de Carroll de farsa.

O júri concedeu à ex-colunista da revista Elle US$ 2,02 milhões e US$ 2,98 milhões por suas alegações de agressão sexual e difamação.

Um júri diferente ordenou, em janeiro, que Trump pagasse a Carroll 83,3 milhões de dólares por difamado e prejudicado a sua reputação em junho de 2019, depois de ela o ter acusado pela primeira vez de agressão.

Kamala Harris tem 60% das intenções de voto entre eleitores da geração Z, diz pesquisa

Montagem de fotos com Trump e Kamala — Foto: Umit Bektas e Elizabeth Frantz/Reuters

Kamala Harris é a candidata escolhida por 60% dos eleitores da geração Z que pretendem votar nas eleições presidenciais de novembro dos Estados Unidos, segundo pesquisa promovida pela rede de TV americana NBC em parceria com a SurveyMonkey.

O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (4), ouviu jovens com idades entre 18 e 29 anos entre os dias 23 e 30 de agosto. Dos mais de 2,6 mil entrevistados, um em cada 10 diz que não irá votar – nos EUA, o voto não é obrigatório.

Questionados em quem votariam caso a eleição presidencial ocorresse agora, eles responderam:

50% apoiam Kamala Harris
34%, Donald Trump
6% pretendem votar em outra pessoa
10% não vão às urnas

A diferença entre Kamala e Trump é ainda maior quando o recorte é feito por gênero. A vantagem da democrata entre as jovens eleitoras é de 30 pontos; já entre os homens é de apenas 4.

Harris também recebe apoio robusto de universitários, superando Trump por 26 pontos entre esse grupo: 56% a 30%. Além disso, apenas 5% dos eleitores com nível superior dizem que não votarão para presidente em novembro.

O apoio aos dois candidatos é dividido igualmente entre Harris e Trump entre os independentes, com ambos os candidatos conquistando cerca de 25% dos eleitores jovens.

Pesquisa aponta Kamala Harris com 45% das intenções de voto, ante 41% de Trump, e indica aumento de vantagem entre mulheres e latinos

Pesquisa de intenção de voto aponta Kamala Harris com 44%, e Trump com 42%  - Folha PE

Um pesquisa da agência de notícias Reuters e do Instituto Ipsos divulgada nesta quinta-feira (29) aponta que a candidata democrata à presidência dos EUA, Kamala Harris, lidera as intenções de voto e aumentou a diferença com Donald Trump no eleitorado feminino e latino-americano.

Segundo a pesquisa, Harris tem 45% das intenções de voto, e Trump, candidato republicano, 41%. Foram ouvidos apenas eleitores registrados — ou seja, os que se cadastraram em seus estados para o voto, que não é obrigatório no país.

A vantagem da democrata sobre o republicano aumentou: Harris teve quatro pontos percentuais a mais, entre os eleitores registrados, que Trump. No fim de julho, ela tinha um ponto percentual a mais, segundo levantamento da Reuters/Ipsos na ocasião.

A nova pesquisa, que foi conduzida nos oito dias até quarta-feira (28), teve uma margem de erro de dois pontos percentuais.

O levantamento mostrou também Harris com mais apoio entre mulheres e latino-americanos.

Entre os latino-americanos, também chamados de hispânicos nos EUA, Harris liderou Trump por 49% a 36% – ou 13 pontos percentuais.

Nas quatro pesquisas da Reuters/Ipsos conduzidas em julho, ela também teve uma vantagem de nove pontos entre as mulheres e uma vantagem de 6 pontos entre os hispânicos.

Já Trump liderou entre eleitores brancos e homens, ambos por margens semelhantes às de julho, embora sua liderança entre eleitores sem diploma universitário tenha diminuído para 7 pontos na última pesquisa, abaixo dos 14 pontos em julho.

As descobertas ilustram como a corrida presidencial dos EUA foi abalada durante o verão. O presidente Joe Biden, 81, encerrou sua campanha em 21 de julho após um desempenho desastroso no debate contra Trump, o que gerou apelos generalizados de seus colegas democratas para abandonar sua candidatura à reeleição.

Desde então, Harris ganhou terreno contra Trump em pesquisas nacionais e em estados decisivos. Embora pesquisas nacionais, incluindo Reuters/Ipsos, dêem sinais importantes sobre as opiniões do eleitorado, os resultados estado por estado do Colégio Eleitoral determinam o vencedor, com um punhado de estados de batalha provavelmente decisivos.

Nos sete estados onde a eleição de 2020 foi mais acirrada — Wisconsin, Pensilvânia, Geórgia, Arizona, Carolina do Norte, Michigan e Nevada — Trump teve uma vantagem de 45% a 43% sobre Harris entre os eleitores registrados na pesquisa.

“É óbvio que concorrer contra Harris é mais desafiador para Trump, dada a mudança nesses números, mas certamente não é intransponível”, disse Matt Wolking, um estrategista de campanha republicano que trabalhou na campanha de Trump em 2020.
Ele disse que Trump precisa permanecer o mais focado possível em sua campanha “para não assustar” os eleitores que estavam se inclinando para ele porque não gostavam de Biden.

Desde que aceitou formalmente a nomeação democrata na semana passada, Harris embarcou em uma turnê por estados indecisos, incluindo a Geórgia, onde Biden estava perdendo apoio antes de encerrar sua campanha.

Mais de 200 republicanos assinam carta em apoio a Kamala Harris

A vice-presidente Kamala Harris fala durante o DNC na quinta-feira, 22 de agosto, em Chicago

Mais de 200 republicanos assinaram uma carta em apoio a vice-presidente Kamala Harris para presidente dos Estados Unidos. A lista inclui assessores que trabalharam para figuras importante do partido, como os ex-presidentes George H.W. Bush e George W. Bush; o ex-senador John McCain e o senador Mitt Romney.

O documento foi divulgado pelo jornal americano USA Today.

A carta se assemelha ao apoio que um grupo de republicanos fez a Joe Biden, antes das eleições de 2020. O documento tenta convencer os eleitores que apoiaram candidatos presidenciais republicanos anteriormente a votar em Kamala e evitar que o ex-presidente Donald Trump seja reeleito.

Claro, temos muitas divergências ideológicas com a vice-presidente e o governador Walz. É de se esperar. A alternativa, no entanto, é simplesmente insustentável”, diz a carta.

Em casa, mais quatro anos de liderança caótica de Donald Trump, desta vez focada em avançar as metas perigosas do Projeto 2025, vai ferir pessoas reais, cotidianas e enfraquecer nossas instituições. No exterior, os movimentos democráticos serão irremediavelmente comprometidos quando Trump e JD Vance se curvarem a ditadores como Vladimir Putin enquanto dão as costas aos nossos aliados. Não podemos deixar isso acontecer”, continuou.

Entre os que assinaram a carta estão o ex-chefe de gabinete do presidente George H.W. Bush, Jean Becker, os ex-chefes de gabinete da McCain, Mark Salter e Christopher Koch, e Olivia Troye, ex-conselheira do vice-presidente Mike Pence para a Segurança Interna.

Donald Trump lança livro com foto de atentado na Pensilvânia

Donald Trump lança livro com foto de atentado na Pensilvânia | CNN Brasil

O ex-presidente dos Estados Unidos e candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, lança na próxima semana o livro “Save America”, que reúne fotografias dos quatro anos em que ele esteve na Presidência.

A edição se propõe a apresentar a visão que o republicano quer levar ao movimento político MAGA (Make America Great Again, Faça a América Grande de Novo, em tradução livre). E propõe que o mote da coalizão trumpista passe a ser, justamente, o nome do livro: Save America.

A venda da primeira edição começa na próxima terça-feira (3) e custará US$ 99, cerca de R$ 544.

Esse é o terceiro livro que Trump lança desde que deixou a Presidência, em 2021. A editora afirma que o próprio ex-presidente foi responsável por escrever a legenda para cada uma das ilustrações da obra.

O lançamento ocorre praticamente ao mesmo tempo que a ex-primeira dama dos EUA, Melania Trump, lança sua autobiografia. Será a primeira vez que a esposa do magnata americano narra a própria história com profundidade.