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Eleições nos EUA: vai e vem nas pesquisas tem ficado dentro da margem de erro há semanas

Trump x Harris: os 7 Estados que poderão decidir eleição nos EUA - BBC News  Brasil

Mais uma pesquisa de intenção de voto nos Estados Unidos mostrou empate entre Kamala Harris e Donald Trump na eleição presidencial.

Já é uma das corridas à Presidência mais acirradas nos Estados Unidos. O vai e vem nas pesquisas tem ficado dentro da margem de erro há semanas.

Nenhum candidato abriu uma vantagem para se consolidar na liderança. Em uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (25) pelo jornal New York Times, Donald Trump e Kamala Harris aparecem empatadfos com 48%.

A disputa voto a voto acirrou o embate. Nesta sexta-feira (25), Kamala Harris afirmou:

“O presidente dos Estados Unidos deveria ser alguém que sobe o nível do discurso e fala sobre o que temos de melhor, não alguém como Donald Trump, que está constantemente humilhando e menosprezando quem é o povo americano”.

Foi uma resposta ao discurso de Trump na quinta-feira (24) no Arizona, quando criticava a política de imigração do atual governo, o candidato republicano afirmou:

“Somos um depósito de lixo. Somos uma lata de lixo do mundo.”, diz o candidato republicano Donald Trump.

E hoje disse que se perder a eleição, ele vai para a Venezuela. Afirmou: “Vai ser mais seguro do que o nosso país”.

A imigração é um dos principais temas da campanha e ganhou mais destaque nesta sexta-feira (25) em que os dois candidatos foram ao Texas, estado na fronteira com o México e onde o Partido Republicano, de Donald Trump, tradicionalmente ganha a eleição.

Na prática, a eleição já começou porque quase todos os estados americanos fazem a chamada votação antecipada. Do começo da semana para cá, o número de eleitores que votaram com antecedência praticamente dobrou e 33 milhões de cidadãos já depositaram as cédulas, presencialmente ou em caixas de correio.

Um dos estados que permitem isso é a Georgia. Ontem Kamala Harris foi até lá e fez um comício do lado do ex-presidente Barack Obama.

Ele afirmou que Trump age como um pateta e o acusou de ser um ditador. Obama concluiu dizendo que os Estados Unidos estão prontos para virar a página.

Em ‘empate raro’, Kamala e Trump têm 48% de intenção de voto cada um, aponta pesquisa do ‘New York Times’

Os candidatos à presidência dos EUA Kamala Harris e Donald Trump. — Foto: Nathan Howard, Jeenah Moon/ Reuters

A menos de duas semanas da eleição nos Estados Unidos, Kamala Harris e Donald Trump estão em uma “situação rara de empate”: ambos aparecem com 48% de intenção de voto cada, segundo pesquisa de intenção de voto do jornal “The New York Times” e do Siena College divulgada nesta sexta-feira (25).

A votação ocorrerá em 5 de novembro.

O resultado “é uma evidência de um eleitorado que está tanto polarizado quanto paralisado”, segundo o The New York Times. “O eleitorado raramente pareceu tão igualmente dividido”.

Desde que Kamala Harris assumiu a candidatura democrata após a desistência do presidente Joe Biden, ela e Trump apareceram em situação de empate técnico na maioria das pesquisas de intenção de voto, mas até o momento não haviam pontuado de forma exata, como ocorreu desta vez.

Ao revelar as porcentagens, o jornal também chamou o eleitorado de “impossivelmente e inabalavelmente dividido”, o que afirmou ser uma má notícia para Kamala. Isso por que, em eleições recentes, os democratas mantinham vantagem na intenção de voto ao longo da corrida — mesmo que o resultado das urnas fosse para o lado republicano.

A pesquisa New York Times/Siena College entrevistou 2.516 eleitores em todo os EUA entre 20 e 23 de outubro. A margem de erro é de cerca de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Também nesta sexta, uma pesquisa da Reuters/Ipsos mostrou que Trump e Kamala abocanharam dois eleitorados tradicionais dos partidos alheios: o republicano cresceu entre os homens latinos, enquanto a democrata, entre mulheres brancas.

Segundo o “The New York Times”, os democratas esperavam que a vice-presidente dos EUA construísse uma liderança sólida tendo estados-chave como Michigan, Pensilvânia e Wisconsin ao seu lado. No entanto, pesquisas de intenção de voto nos seis estados mais importantes da eleição (incluindo Carolina do Norte, Arizona, Geórgia e Nevada) mostra embates equilibrados.

Nas últimas semanas, Trump e Kamala têm intensificado os eventos eleitorais nos estados-chave: Trump distribuiu lanches em um McDonald’s da Pensilvânia no último final de semana, enquanto Kamala “colou” em artistas para animar eleitores –teve até o ex-presidente Barack Obama, que tem a acompanhado em eventos, cantando música do Eminem em comício em Detroit, no Michigan.

Nos últimos dias, Kamala mudou sua retórica de campanha e passou a fazer ataques mais intensos contra Trump, chamando-o de fascista. Trump, por sua vez, recebeu nova acusação de assédio sexual por uma modelo.

Kamala ataca Trump em meio a polêmica por supostos elogios a Hitler

Kamala Harris e Donald Trump  (foto: AFP/Arquivos)

A democrata Kamala Harris disse nesta quarta-feira (23) que Donald Trump está “cada vez mais desequilibrado“, e o acusou de buscar um “poder sem controle“, após supostos elogios que o republicano teria feito a Adolf Hitler há alguns anos.

Os candidatos elevam o tom a 13 dias das eleições, nas quais aparecem empatados nas pesquisas.

É profundamente preocupante e incrivelmente perigoso que Donald Trump invoque Adolf Hitler, o homem que foi responsável pela morte de 6 milhões de judeus e de centenas de milhares de americanos”, afirmou do lado de fora de sua residência em Washington, antes de partir rumo à Pensilvânia para um ato de campanha. “Isso é mais uma prova para o povo americano de quem realmente é Donald Trump.

O ex-presidente “Donald Trump está cada vez mais desequilibrado e instável, e em um segundo mandato, pessoas como John Kelly não estariam lá para serem as salvaguardas contra suas propensões e ações“, afirmou Kamala, referindo-se ao ex-chefe de gabinete de Trump, que alertou que o magnata comentou mais de uma vez que o ditador nazista “também fez algumas coisas boas“.

“Portanto, a conclusão é esta: sabemos o que Donald Trump quer: ele quer um poder sem controle”, opinou Kamala.

Citando declarações de Kelly ao The Atlantic e ao New York Times, Kamala disse que Trump “queria generais como os que Adolf Hitler tinha“. “Donald Trump disse isso porque não quer um exército que seja leal à Constituição dos Estados Unidos“, considerou. “Ele quer um exército que seja leal a ele.

John Kelly, que também é ex-general dos fuzileiros navais, confirmou ontem que o magnata se encaixa na definição de fascista. “Certamente o ex-presidente está na área da extrema direita, é claro que é um autoritário, admira pessoas que são ditadores, ele mesmo já disse isso. Portanto, sem dúvida, se encaixa na definição geral de fascista, com certeza“, declarou.

‘Desesperada’

Kelly também afirmou que Trump “comentou mais de uma vez: ‘Você sabe, Hitler também fez algumas coisas boas‘”.

Kamala, que foi procuradora, fará suas “alegações finais” contra Trump na próxima terça-feira, em Washington, no mesmo local onde o ex-presidente incentivou seus apoiadores antes do ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021, informou um dirigente de sua equipe de campanha.

A equipe de Trump contra-atacou: Kamala “está cada vez mais desesperada, cambaleante, e sua campanha está em ruínas“.

Por isso, ela continua espalhando mentiras e falsidades descaradas que são fáceis de refutar“, disse o porta-voz Steven Cheung em comunicado. Mas a Casa Branca se manteve firme em seu apoio a Kelly e Kamala.

Questionada se o presidente Joe Biden concorda com a avaliação de Kelly de que Trump é um fascista, a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, foi clara: “Concordamos com essa constatação? Sim, concordamos.”

Outras declarações do republicano sobre a imigração ilegal já lhe renderam comparações com Hitler. Os imigrantes “envenenam o sangue do país“, repetiu várias vezes nos últimos meses. Além disso, usou os termos “inimigo interno” e “vermes“.

A propaganda nazista referia-se aos judeus como “vermes“, entre outros adjetivos degradantes.

Cerca de 23,5 milhões de americanos já votaram antecipadamente por correio ou presencialmente nas eleições presidenciais, que estão bastante acirradas e demonstram um empate técnico.

Empate técnico

É difícil determinar o nível de precisão dessas pesquisas. No passado, elas subestimaram o apoio tanto a Trump quanto aos democratas.

O ex-presidente promete reprimir os imigrantes em situação irregular e ativar uma lei de inimigos estrangeiros de 1798 para deportá-los. Se voltarem, serão condenados a 10 anos de prisão, e à pena de morte se tiverem matado um americano ou policial, repete em seus comícios.

Kamala questiona a aptidão mental e física de Trump para o cargo de presidente e tenta atrair eleitores republicanos moderados. Já o ex-presidente afirma que a democrata “não tem a inteligência nem a força” para liderar os Estados Unidos.

Eleições EUA: Kamala visita igreja na Geórgia e Donald Trump frita batatas em rede de fast food na Pensilvânia

Donald Trump frita batatas em uma unidade da rede de fast food McDonald's, na Pensilvânia. — Foto: Reuters/Doug Mills/Pool

A candidata democrata Kamala Harris iniciou seu 60º aniversário, neste domingo (20), com uma visita a uma igreja na Geórgia, enquanto seu rival republicano, Donald Trump, passou o dia fritando batatas em uma unidade do McDonald’s na Pensilvânia.

Com apenas 16 dias restantes até a eleição que definirá o próximo presidente dos EUA, Kamala e Trump estão intensificando suas campanhas em busca dos votos antecipados dos norte-americanos. A votação antecipada pode ser realizada de forma presencial ou por correspondência, dependendo do estado.

Kamala participou de um culto e fez um discurso em uma igreja batista, em Stonecrest, na Geórgia.

“Neste momento em nossa nação, o que vemos são alguns tentando aprofundar a divisão entre nós, espalhar ódio, semear medo e causar caos”, afirmou a candidata, referindo-se a seu oponente republicano.

Após intensificar os ataques pessoais contra Kamala Harris, Donald Trump assumiu o papel de atendente por um dia em uma unidade do McDonald’s em Feasterville-Trevose, Pensilvânia, “só por diversão”. O candidato republicano fritou batatas e atendeu clientes no local.

Em uma postagem no seu perfil do Instagram, Trump anunciou sua ida ao restaurante:

“Indo para o McDonald’s agora. Se eu ficar por 20 minutos, será 20 minutos a mais do que a mentirosa Kamala Harris trabalhou lá. Ela disse que era um trabalho difícil, mas, para a surpresa de todos, descobrimos que ela nunca trabalhou lá!”, escreveu em seu perfil no Instagram.

O gesto de Trump veio após Kamala contar que havia trabalhado em um restaurante da rede na juventude, algo que o republicano contestou, afirmando não acreditar.

Musk sorteará US$ 1 milhão por dia a eleitores na Pensilvânia em apoio a Trump

Musk está fazendo campanha pela eleição de Trump. — Foto: Reuters

O bilionário de tecnologia Elon Musk disse que sorteará US$ 1 milhão (R$ 5,6 milhões) por dia de dinheiro seu para eleitores registrados no Estado da Pensilvânia até a eleição presidencial dos EUA em novembro.

A Pensilvânia é um dos Estados que deverá decidir a eleição presidencial americana, já que os dois candidatos — Kamala Harris e Donald Trump — estão muito próximos um do outro nas pesquisas.

O vencedor do sorteio de Musk será escolhido aleatoriamente entre aqueles que assinarem abaixo-assinado de um PAC criado por Musk, o AmericaPAC. Os PACs são comitês de ação política — entidades legais previstas na legislação americana que serve para indivíduos doarem dinheiro ou apoiarem seus candidatos.

Musk criou o AmericaPAC para apoiar a candidatura de Donald Trump.

O primeiro cheque do sorteio foi dado a um participante surpreso em um evento municipal na noite de sábado (20/10).

A doação incentiva potenciais eleitores de Trump a se envolverem na campanha durante as tensas semanas finais da corrida presidencial antes da votação em 5 de novembro.

O abaixo-assinado é em defesa da liberdade de expressão e os direitos às armas. Quem assina o documento precisa fornecer seus detalhes de contato, potencialmente permitindo que o AmericaPAC os contate sobre seu voto.

Musk havia se oferecido anteriormente para dar US$ 47 (R$ 267) a qualquer um que conseguisse que um eleitor registrado de um Estado indeciso assinasse o abaixo-assinado.

De acordo com o site jornalístico Slate, isso é permitido pela lei eleitoral dos EUA porque ninguém estava sendo pago para votar — apesar de o dinheiro poder servir para identificar prováveis ​​eleitores de Trump.

Nos EUA, é ilegal fornecer pagamentos para fazer as pessoas votarem — não apenas em um determinado candidato, mas simplesmente para votar.

Em 2008, essa regra obrigou a empresa Ben & Jerry’s a dar sorvetes de graça para todos no dia da eleição — depois que a sorveteria anunciou que daria sorvetes apenas a quem estivesse com adesivos dizendo “Eu votei”.

Musk, que surgiu como um importante apoiador de Trump nos últimos anos, lançou o AmericaPAC em julho com o objetivo de apoiar a campanha do ex-presidente.

Até agora, ele doou US$ 75 milhões (R$ 420 ​​milhões) ao grupo, que rapidamente se tornou um agente importante na campanha eleitoral de Trump.

A campanha de Trump depende muito de grupos externos, como o AmericaPAC, para buscar eleitores.

Uma declaração no site do grupo diz: “O AmericaPAC foi criado para apoiar estes valores fundamentais: fronteiras seguras, cidades seguras, gastos sensatos, sistema de Justiça justo, liberdade de expressão, direito à autoproteção”.

Musk disse que quer que “mais de um milhão, talvez dois milhões, de eleitores nos Estados-chave assinem a petição em apoio à Primeira e Segunda Emenda”.

“Acho que [isso] envia uma mensagem importante aos nossos políticos eleitos.”

Musk é atualmente o homem mais rico do mundo, com um patrimônio líquido estimado em US$ 248 bilhões (R$ 1,39 trilhão), de acordo com a revista Forbes.

A corrida presidencial de 2024 provavelmente será decidida por sete Estados: Pensilvânia, Wisconsin, Carolina do Norte, Geórgia, Michigan, Arizona e Nevada.

Elon Musk diz que fará palestras em apoio a Trump na Pensilvânia

Elon Musk e Donald Trump em Butler, na Pensilvânia.

O bilionário Elon Musk declarou que “realizará uma série de palestras em toda a Pensilvânia” desta quarta (16) até segunda (21) para promover a campanha presidencial do ex-presidente e candidato republicano Donald Trump nos Estados Unidos.

Se você quiser assistir a uma de minhas palestras, não há taxa de participação. Você só precisa ter assinado nossa petição apoiando a liberdade de expressão e o direito de porte de armas e ter votado nesta eleição”, postou Musk no X.

A Pensilvânia é um estado decisivo, e Musk é um forte apoiador de Trump. O bilionário já doou quase US$ 75 milhões (aproximadamente R$ 425 milhões) para seu grupo pró-Trump no período de três meses, de acordo com novos registros federais.

As eleições americanas presidenciais acontecem em 5 de novembro. Donald Trump, que tem como companheiro de chapa o senador de Ohio JD Vance, disputa a corrida eleitoral à Casa Branca contra a vice-presidente e candidata democrata, Kamala Harris, que tem como vice Tim Walz, governador de Minnesota.

Aos 100 anos, ex-presidente Jimmy Carter vota em eleição nos Estados Unidos

Ex-presidente dos EUA Jimmy Carter

O ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter votou nas eleições presidenciais de 2024, confirmou um porta-voz do Carter Center à CNN.

Aos 100 anos, Carter, que é o presidente ainda vivo mais velho dos EUA, votou pelo correio nesta quarta-feira (16), de acordo com o porta-voz Matthew De Galan.

Em agosto, o neto de Carter disse que o ex-presidente esperava votar na candidata democrata à presidência, Kamala Harris, durante as eleições de novembro.

Estou apenas tentando votar em Kamala Harris”, disse o ex-presidente, de acordo com seu neto, Jason Carter, que retransmitiu uma conversa que Carter teve com seu filho Chip ao Atlanta Journal-Constitution .

Carter, que completou 100 anos em 1º de outubro, foi internado em cuidados paliativos em fevereiro de 2023, após uma série de internações hospitalares. Jason Carter disse em maio que o 39º presidente está “chegando ao fim” ao fornecer uma atualização sobre sua saúde.

Carter, um democrata e presidente com mandato único, é um sobrevivente de câncer cerebral metastático e câncer de fígado e passou por uma cirurgia no cérebro após uma queda em 2019. O ex-presidente é amplamente reverenciado por sua defesa dos direitos humanos e pela intermediação dos Acordos de Camp David em 1978 entre Egito e Israel.

Eleições nos EUA: americanos começam a votar para presidente na Geórgia

EUA: estado decisivo começa a votar a 3 semanas da eleição presidencial — Foto: Reprodução/TV Globo

A três semanas para a eleição presidencial americana, o estado decisivo começou a votar nesta terça-feira (15).

Os eleitores chegaram cedo para escolher quem será o próximo presidente do país. Na eleição americana, alguns estados fazem a votação antecipada: pode ser por correio ou presencial, como acontece na Geórgia.

Por lá, republicanos e democratas travam uma queda de braço sobre como será a apuração dos votos em novembro. O centro da disputa é a Junta Eleitoral da Geórgia, formada em sua maioria por apoiadores declarados de Donald Trump. O grupo, escolhido por parlamentares estaduais e pelo governador, vem tentando mudar uma série de regras para a eleição deste ano.

Em agosto, a junta determinou que qualquer autoridade eleitoral das cidades da Geórgia podia abrir investigações sobre a votação. E as autoridades podiam se recusar a certificar o resultado das urnas, mesmo sem provas, baseando-se apenas em suspeitas.

Em agosto, em um comício em Atlanta, Trump disse que os integrantes da junta que aprovaram as mudanças são “pitbulls lutando por honestidade, transparência e vitória”.

A professora de Direito Constitucional da Universidade da Geórgia, Lori Ringhand, avalia que mexer nas regras tão perto da eleição traz mais dúvidas do que clareza. E afirmou:

“O risco é de que isso confunda os eleitores e mine a confiança nos resultados”.

Nesta terça-feira (15), a Justiça derrubou a mudança nas regras. O juiz responsável disse que autoridades eleitorais não podem se recusar a certificar o resultado e precisam cumprir prazos previstos em lei. Declarou ainda que qualquer contestação deve ser debatida em tribunal, em um processo público e aberto.

A Geórgia é um dos sete estados decisivos nesta eleição. São os poucos estados onde as projeções indicam uma disputa muito apertada entre Donald Trump e Kamala Harris. E por isso, serão determinantes para o resultado final.

Donald Trump sabe que a Geórgia é fundamental para a candidatura dele. Foi lá que ele tomou medidas drásticas para inverter o resultado das urnas na última eleição.

Em 2020, Trump perdeu para Joe Biden, no estado. Ele alegou fraude na votação, sem apresentar evidências. Depois, difamou e pressionou funcionários eleitorais. Trump telefonou para o Secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, responsável por organizar a eleição. E pediu ajuda para mudar o resultado.

Trump disse: “Só quero encontrar 11.780 votos – um a mais do que nós temos porque nós ganhamos a eleição no estado.” O secretário não cedeu. Os votos foram recontados duas vezes. E, em todas as apurações, a vitória de Joe Biden foi confirmada.

Kamala Harris compartilha vídeo de Trump ‘perdido e confuso’ em evento de campanha: ‘Espero que ele esteja bem’

Os candidatos à presidência dos EUA Kamala Harris e Donald Trump. — Foto: Nathan Howard, Jeenah Moon/ Reuters

A vice-presidente e candidata democrata à Casa Branca, Kamala Harris, usou a rede social X para alfinetar o adversário republicano, Donald Trump, nesta terça-feira (15).

Ela compartilhou um vídeo postado por sua equipe de campanha em que o adversário republicano aparece no palco de um comício na Pensilvânia, apenas ouvindo músicas por mais de 30 minutos, e escreveu apenas:

“Espero que ele esteja bem”.

Na legenda do vídeo postado, a equipe de Kamala diz que Trump parecia “perdido, confuso e congelado no palco” enquanto várias músicas tocaram por mais de 30 minutos, levando a multidão, segundo eles, a sair do local mais cedo.

Trump, de 78 anos, respondeu com uma mensagem em sua rede social, na qual afirma ter obtido resultados “excepcionais” em dois testes cognitivos diferentes e ataca Kamala, dizendo que ela tem “urticária”, “rinite alérgica” e “conjuntivite alérgica”.

“Tenho uma saúde muito melhor do que Clinton, Bush, Obama, Biden e, acima de tudo, Kamala. (…) O Relatório Médico de Kamala é realmente ruim. Com todos os problemas que ela tem, há uma dúvida real sobre se ela deve ou não concorrer à Presidência! MEU RELATÓRIO É PERFEITO – SEM PROBLEMAS!!!”, disse o magnata no Truth Social.

A cena compartilhada pelos democratas ocorreu durante uma sessão pública de perguntas e respostas com apoiadores organizada pelo candidato na cidade de Oaks, na Pensilvânia, um estado-pêndulo, sobre as eleições presidenciais de 5 de novembro.

O evento foi interrompido duas vezes devido a espectadores que passaram mal devido ao calor e precisaram de assistência médica. Trump, então, pediu que sua playlist preferida tocasse, começando por “Ave Maria” cantada por Luciano Pavarotti, e a noite eleitoral tomou o rumo inusitado, com o ex-presidente balançando em pé, com o microfone na mão.

“Alguém mais vai desmaiar? Não vamos fazer mais perguntas. Vamos ouvir música, vamos fazer música. Quem diabos se importa em ouvir perguntas, certo?”.

Além de “Ave Maria, o público pode ouvir “Con te partirò”, de Andrea Bocelli; “Hallelujah”, de Rufus Wainwright; “Nothing Compares 2 U”, de Sinéad O’Connor; “An American Trilogy”, de Elvis Presley; “Rich men north of Richmond”, de Oliver Anthony; “November Rain”, de Guns N’ Roses; e, claro, o sucesso dos comícios de Trump, “YMCA”, de Village People.

O magnata afirmou nas redes sociais que a noite foi “inacreditável”.

“A sessão de perguntas e respostas estava prestes a terminar quando pessoas começaram a desmaiar de emoção e calor. Começamos a ouvir música enquanto esperávamos e não paramos. Foi muito diferente, mas acabou sendo uma ÓTIMA NOITE!”.

Nos últimos dias, Harris, que tem 59 anos, acusou repetidamente seu opositor na disputa pela Casa Branca de ser mentalmente “instável”.

Na noite desta segunda-feira (14), em um comício na cidade de Erie, também na Pensilvânia, afirmou que o republicano está “cada vez mais instável e desequilibrado”.

Geórgia dá início à votação antecipada em disputa pela Casa Branca

Votação antecipada na Geórgia

Dois estados críticos na eleição dos EUA – Geórgia e Carolina do Norte – estão dando início à votação presencial antecipada esta semana.

Entre uma onda de mudanças legislativas e as consequências do furacão Helene, a experiência pode parecer diferente para muitos eleitores que vão às urnas nas próximas semanas.

Na Geórgia, os eleitores podem ir às urnas a partir desta terça-feira (15) e na Carolina do Norte, a votação presencial antecipada começa na quinta-feira (17). Entenda como funcionará a votação e as eleições funcionarão nos dois estados-chave.

Geórgia

Novas leis estaduais após 2020 que endureceram as regras para votação por correio e reprimiram a disponibilidade de urnas podem tornar a opção menos atraente do que a votação presencial antecipada, disseram especialistas em eleições.

Embora muitas urnas estivessem disponíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana em 2020, este ano haverá menos delas, e elas estarão em escritórios eleitorais ou locais de votação antecipada com horários que tendem a imitar o horário comercial normal.

As caixas de coleta foram realmente feitas de forma tão inconveniente que menos eleitores conseguem utilizá-las”, disse Kristin Nabers, diretora estadual da Geórgia para All Voting is Local. “Não quero desencorajar as pessoas de usar as caixas de coleta de forma alguma, mas posso entender por que as pessoas acham que é mais fácil aparecer pessoalmente”.

Enquanto isso, as oportunidades de votar pessoalmente se expandiram: a lei da Geórgia exige dois sábados de votação antecipada e permite dois domingos de votação antecipada se um condado desejar.

Uma lei de 2021 que torna crime oferecer comida ou bebida aos eleitores esperando para votar — que foi amplamente divulgada por veículos de notícias — sobreviveu principalmente a contestações legais. Portanto, oferecer uma garrafa de água ou um lanche aos eleitores a menos de 45 metros de um prédio onde as cédulas estão sendo votadas ainda é proibido.

A lei também buscava proibir ofertas de alimentos ou bebidas a menos de 7 metros de um eleitor na fila, mesmo que estivesse bem além de 45 metros do prédio onde as cédulas estavam sendo depositadas. Um juiz pausou essa disposição, permitindo que grupos de direitos de voto oferecessem o chamado alívio de fila para eleitores que podem se encontrar esperando em filas particularmente longas.

A Geórgia fez várias mudanças para tentar obter resultados eleitorais mais rápidos para os eleitores.

Na noite da eleição, os condados são obrigados a relatar os resultados de suas cédulas antecipadas, presenciais ou por correio. À medida que os condados tabulam a votação do dia da eleição, eles fornecerão atualizações em entrevistas regulares. O objetivo, de acordo com o secretário de estado da Geórgia, é fornecer resultados rápidos, justos e transparentes.

Ao mesmo tempo, várias novas regras aprovadas por uma maioria republicana apoiada por Donald Trump no Conselho Eleitoral do Estado da Geórgia estão criando incerteza em torno do processo pós-eleitoral. O conselho aprovou uma regra que exige uma contagem manual do número de cédulas em cada local de votação, o que pode atrasar o relato dos resultados.

O conselho também aprovou regras que permitem que autoridades do condado examinem materiais eleitorais extensos antes da certificação e exigem que essas autoridades conduzam uma “investigação razoável” antes de certificar os resultados.

Há processos judiciais em andamento relacionados a todas as novas regras, que os democratas e ativistas dos direitos de voto temem que possam ser explorados por autoridades de nível de condado que querem tentar contestar os resultados das eleições ou atrasar o processo de certificação.

Carolina do Norte

As autoridades da Carolina do Norte têm se esforçado após o furacão Helene para garantir que os moradores ainda possam votar.

Acho que haverá uma queda, é difícil prever realmente quanto”, disse Bob Phillips, diretor executivo da Common Cause North Carolina, sobre o impacto da tempestade no comparecimento. “Mas estou encorajado até agora pela resposta que o Conselho Eleitoral Estadual fez para educar as pessoas sobre o que fazer e como votar”.

Quando se trata de locais de votação antecipada, os 25 condados ocidentais mais impactados por Helene planejaram 80 locais de votação antecipada. Entre eles, 75 estarão operacionais quando a votação antecipada começar. “É absolutamente extraordinário que nossos conselhos eleitorais do condado tenham conseguido isso no oeste da Carolina do Norte, dada a devastação e destruição deixadas por Helene”, disse Karen Brinson Bell, diretora executiva do Conselho Eleitoral estadual em um briefing na semana passada.

As autoridades estaduais também ainda estão trabalhando para proteger tudo, de geradores a banheiros portáteis, para abrir o máximo de locais de votação possível em 5 de novembro, disse Brinson Bell.

Selfies de cédula

Tanto a Geórgia quanto a Carolina do Norte proíbem fotografar cédulas.

Hoje em dia, todo mundo tira selfies, até mesmo pessoas da geração baby boomer como eu”, disse Phillips da Common Cause North Carolina. “Mas definitivamente há uma lei que diz que não é permitido tirar selfies.”

Phillips observou que os eleitores ainda podem levar seus telefones para um local de votação se quiserem procurar informações sobre em quem estão votando. Esse não é o caso em todos os estados.

Trump promete contratar policiais de fronteira e aumentar salários de agentes

Trump diz que Kamala é "mentalmente incapacitada" ao falar sobre imigração

O ex-presidente Donald Trump anunciou um novo plano no domingo (13) para aumentar o número de agentes da Patrulha da Fronteira dos Estados Unidos e reter os talentos existentes, enquanto ele faz da imigração e da fronteira uma parte fundamental de sua mensagem de encerramento da campanha contra a vice-presidente Kamala Harris.

Em um comício de campanha no Arizona — onde ele dedicou grande parte de seu discurso a atiçar os medos sobre imigrantes indocumentados — o ex-presidente se comprometeu com a meta de contratar 10.000 novos agentes dos EUA, fornecendo um aumento salarial de 10% e oferecendo um bônus de retenção e assinatura de US$ 10.000.

Isso garantirá que possamos contratar e manter os agentes da Patrulha da Fronteira que precisamos manter. E também podemos trazer muitos novos, realmente ótimos”, disse ele a seus apoiadores lotados no Findlay Toyota Center em Prescott Valley. Ele sugeriu que os agentes da Patrulha da Fronteira têm “boa genética” depois de dizer recentemente que os migrantes que cometem assassinatos têm “genes ruins” em outro exemplo dele usando retórica desumanizadora sobre aqueles que estão ilegalmente no país.

O ex-presidente disse que pediria ao Congresso que aprovasse “imediatamente” o aumento de 10% para todos os agentes.

Trump, no entanto, rejeitou um projeto de lei bipartidário de fronteira no Congresso no início deste ano que teria aberto caminho para mais agentes da Patrulha da Fronteira e que tinha o apoio do Conselho Nacional da Patrulha da Fronteira.

A campanha de Harris e os democratas frequentemente citaram os esforços de Trump para acabar com o acordo enquanto partiam para a ofensiva contra o ex-presidente na segurança da fronteira. O mesmo sindicato, que representa os agentes da Patrulha da Fronteira dos EUA, endossou Trump oficialmente no domingo, depois de anteriormente lhe dar seu apoio.

A campanha de Harris criticou Trump no domingo pelo que disse ser seu “longo histórico de liderança fracassada e promessas quebradas”.

Donald Trump nos disse que o México pagaria por seu muro de fronteira fracassado. Isso foi mentira. Então ele fez os contribuintes pagarem por seu muro de fronteira fracassado. Trump não se importa em resolver problemas, ele só quer concorrer em um”, disse o porta-voz da campanha de Harris, Matt Corridoni, em um comunicado. “É por isso que ele matou o projeto de lei bipartidário de fronteira que teria protegido a fronteira, apesar do fato de ter sido endossado pela Patrulha da Fronteira.

No final de setembro, Harris fez sua primeira visita à fronteira dos EUA como candidata presidencial e, na reunião da Univision da semana passada, ela novamente acusou Trump de afundar o projeto de lei bipartidário de segurança da fronteira, afirmando que ele queria “concorrer em um problema”.

Como a CNN relatou, Trump está concorrendo como se fechar a fronteira e expulsar aqueles que a cruzaram ilegalmente fossem as prioridades mais urgentes para o país. Mas pesquisas recentes têm afirmado repetidamente que a economia é a questão de maior preocupação para o maior número de eleitores. Em uma pesquisa recente da CNN conduzida pela SSRS, mais de quatro em cada 10 prováveis ​​eleitores disseram que a economia era a questão mais importante ao escolherem um candidato para liderar o país. Apenas 12% disseram que a imigração estava em primeiro lugar para eles.

Homem armado é preso perto de comício de Trump na Califórnia

O candidato presidencial republicano e ex-presidente Donald Trump fala em um comício de campanha no Calhoun Ranch, no sábado, 12 de outubro de 2024, em Coachella, na Califórnia. — Foto: AP Foto/Alex Gallardo

Um homem foi preso perto de um comício do candidato republicano Donald Trump na Califórnia, no último sábado (12).

Ele enfrenta acusações por posse de armas, depois que foram encontrados dois armamentos e um carregador de alta capacidade com ele, informaram autoridades locais neste domingo (13).

Mais detalhes sobre as acusações não foram divulgados.

O homem tem 49 anos e é morador de Las Vegas. Ele foi parado em um SUV preto por forças de segurança do condado de Riverside e detido sem resistência, de acordo com o comunicado da polícia.

Ele foi liberado no sábado após pagar uma fiança de US$ 5.000 (cerca de 28 mil reais).

“O incidente não afetou a segurança do ex-presidente Trump ou dos participantes do evento”, disse o escritório do xerife em uma nota à imprensa.

O comício de Trump no sábado ocorreu no Vale de Coachella, famoso por seu festival anual de música.

Em julho, Trump escapou de uma tentativa de assassinato, quando um tiro passou de raspão por sua orelha durante um comício em Butler, na Pensilvânia.

Em setembro, outro homem foi acusado de tentar assassiná-lo após agentes do Serviço Secreto o encontrarem escondido com um rifle perto do campo de golfe de Trump em Palm Beach. Ele se declarou inocente.

Análise: A 25 dias da eleição nos EUA, não há vencedor à vista

Análise: A 25 dias da eleição nos EUA, não há vencedor à vista | CNN Brasil

A menos de um mês das eleições presidenciais nos Estados Unidos, uma pesquisa do Wall Street Journal revela um cenário de incerteza e disputa acirrada entre os candidatos Donald Trump e Kamala Harris.

O analista de Internacional da CNN Lourival Sant’Anna apresentou uma análise detalhada desses dados no programa CNN Prime Time.

Segundo Sant’Anna, a pesquisa focou nos chamados estados-pêndulo, aqueles onde a disputa está mais indefinida e que podem determinar o resultado final da eleição. Nesses estados cruciais, Trump e Harris aparecem tecnicamente empatados, com margens estreitas de diferença.

Complexidade do sistema eleitoral americano

O analista explicou a complexidade do sistema eleitoral dos Estados Unidos, destacando que dos 50 estados, apenas seis ou sete são considerados pêndulos nesta eleição.

Nos demais, há um certo equilíbrio histórico, com tendências mais definidas para democratas ou republicanos.

Entre os estados-pêndulo pesquisados, aqueles onde Kamala Harris aparece à frente somam 52 cadeiras no colégio eleitoral, enquanto os que favorecem Trump totalizam 35.

Entretanto, Sant’Anna ressalta que as margens são extremamente estreitas, impossibilitando qualquer previsão segura neste momento.

Perspectivas para a apuração

O especialista alertou para a possibilidade de uma apuração longa e demorada, lembrando que na última eleição presidencial americana, a projeção final da CNN só foi anunciada no sábado seguinte ao dia da votação.

Não temos ideia de quem vai vencer, provavelmente vai ser uma apuração bastante longa”, afirmou Sant’Anna, indicando que o país e o mundo podem ter que aguardar dias após a votação para conhecer o resultado definitivo.

Trump escala discurso anti-imigração e pede pena de morte para imigrantes que matem cidadãos americanos

Trump pede pena de morte para imigrantes que matem cidadãos americanos durante comício em Aurora, no Colorado, em 11 de outubro de 2024. — Foto: REUTERS/Isaiah J. Downing

Donald Trump retratou os imigrantes como criminosos perigosos durante um comício em Aurora, no Colorado, nesta sexta-feira (11), e pediu a pena de morte para migrantes que matarem cidadãos americanos, escalando sua retórica anti-imigração, carro-chefe de sua campanha presidencial.

“Estou pedindo a pena de morte para qualquer migrante que matar um cidadão americano ou um policial”, disse Trump, recebendo aplausos de uma grande multidão de apoiadores.

Candidato republicano à Casa Branca, Trump endureceu notoriamente sua retórica anti-imigração nas últimas semanas da campanha eleitoral, em que busca derrotar a candidata democrata Kamala Harris em 5 de novembro.

A imigração ilegal é uma das principais preocupações dos eleitores, e pesquisas mostram que Trump é visto pela maioria como o mais capaz de lidar com o tema.

Era esperado que a ida de Trump a Aurora, localizada em um estado historicamente democrata, fosse para explorar a histórico da cidade com a imigração e pintar o local como uma “zona de guerra” dominada por gangues venezuelanas.

O republicano disse em rede nacional durante o debate presidencial contra Kamala Harris que membros da “Tren de Aragua” controlavam vários complexos de apartamentos em Aurora. O boato surgiu após um vídeo mostrando homens armados entrando em um apartamento viralizar na internet, mas as alegações foram refutadas por diversas autoridades da cidade. (Leia mais abaixo)

Após a fala de Trump durante o debate, o prefeito de Aurora, Mike Coffman, um republicano, disse que “as preocupações sobre a atividade de gangues venezuelanas foram grosseiramente exageradas” e convidou Trump a visitar a cidade.

Cercado por pôsteres de supostos membros da gangue venezuelana, Trump também afirmou durante o comício que, se eleito, lançaria uma “Operação Aurora” nacional para alvejar os membros da gangue.

“Vou resgatar Aurora e todas as cidades que foram invadidas e conquistadas”, disse Trump. “Vamos colocar esses criminosos sanguinários na prisão ou expulsá-los do nosso país.”

Os crimes graves em Aurora diminuíram em comparação com o ano anterior, segundo estatísticas do Departamento de Polícia de Aurora.

Uma das marcas da terceira candidatura presidencial de Trump tem sido seu foco no que ele chama de “crime de migrantes”, embora estudos acadêmicos mostrem que imigrantes não cometem crimes em uma taxa maior do que americanos nativos.

Quase metade dos estados dos EUA proíbe a pena de morte. Embora exista a pena de morte federal, ela raramente é usada, segundo o Death Penalty Information Center. A ampliação dos crimes elegíveis para a pena de morte exigiria uma ação do Congresso dos EUA.

Durante sua campanha, Trump já propôs a expansão da pena de morte para outros crimes, incluindo tráfico sexual de mulheres e crianças.

A campanha de Kamala Harris não se pronunciou sobre a proposta do republicano até a última atualização desta reportagem.

A vice-presidente dos EUA endureceu sua posição sobre a segurança das fronteiras desde que se tornou a candidata democrata em agosto e culpa Trump por ter ajudado a bloquear um projeto de lei bipartidário de segurança de fronteiras no Congresso no início deste ano.

Trump descarta participar de um segundo debate com Kamala: “Não haverá revanche”

Ex-presidente dos EUA e candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump   (foto: CHIP SOMODEVILLA / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)

O candidato republicano, Donald Trump, descartou definitivamente nesta quarta-feira a possibilidade de participar de um segundo debate presidencial com Kamala Harris, sua adversária democrata na corrida pela Casa Branca.

Não haverá revanche!“, publicou o ex-presidente em sua rede social, a Truth Social, apesar das propostas das emissoras CNN e Fox News. “Kamala deixou claro ontem que não faria nada diferente de Joe Biden, portanto não há necessidade de um debate.”