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Trégua entre Israel e Hamas entra no último dia com 175 pessoas libertadas

O prazo para o fim da pausa nos bombardeios entre Israel e o Hamas acaba nesta segunda-feira (27), após o início da trégua às 2h (horário de Brasília) da sexta-feira (24), às 7h do horário local.

Desde o início da pausa, três listas já foram divulgadas com nomes de reféns na Faixa de Gaza e de prisioneiros palestinos em Israel a serem libertados, como parte do acordo.

Ao todo, 175 pessoas já foram soltas.

Libertados por Israel:

1º grupo (sexta-feira): 39 prisioneiros palestinos
2º grupo (sábado): 39 prisioneiros palestinos
3° grupo (domingo): 39 prisioneiros palestinos

Libertados pelo Hamas:

1º grupo (sexta-feira): 13 israelenses, 10 tailandeses e 1 filipino (24 pessoas)
2º grupo (sábado): 13 israelenses e 4 tailandeses (17 pessoas)
3° grupo (domingo): 14 israelenses e 3 tailandeses (17 pessoas)

Hamas adia libertação de reféns e acusa Israel de impedir que ajuda humanitária entre em Gaza

O Hamas adiou a entrega do segundo grupo de reféns, neste sábado (25), depois de acusar Israel de impedir a entrada de ajuda humanitária entre na Faixa de Gaza. Ainda não há informações sobre quando o grupo será libertado.

Segundo informações das Forças de Defesa de Israel (FDI), a expectativa era que 13 pessoas, entre mulheres e crianças, fossem soltas nessa segunda leva. O acordo previa também a libertação de 39 prisioneiros palestinos.

Questionado pela CNN sobre o adiamento, Richard Hecht, porta-voz das FDI, disse que o processo é “lento”. “Levará tempo, e todos estamos esperando que isso avance.”

A troca de reféns e prisioneiros acontece em meio a uma trégua de quatro dias na guerra em Gaza, e a pausa nos combates também permite que a ajuda humanitária entre na região. Mais de 70 caminhões chegaram a Gaza hoje transportando alimentos, água e medicamentos.

Hamas liberta reféns no 2º dia de trégua na guerra, segundo imprensa israelense

O Hamas libertou neste sábado (25) o segundo grupo de reféns, como prevê o acordo entre Israel e Hamas, que instituiu também uma trégua de quatro dias no conflito na região. Segundo a imprensa israelense, os reféns estão agora com a Cruz Vermelha.

A expectativa é de que o número de reféns liberados pelo Hamas seja de 13 pessoas, mas sem confirmação até o momento.

De acordo com lista prévia informada por Egito e Israel, a expectativa era de que o Hamas liberasse 14 pessoas neste sábado (25). Ainda não se sabe a razão para a mudança.

Ainda não foi confirmada a logística para esse segundo grupo de reféns, desde a libertação até chegar a Israel, mas a expectativa é de que seja uma logística similar à do primeiro grupo, que foram entregues à Cruz Vermelha e seguiram viagem para Israel pela passagem de Rafah, no Egito.

O acordo entre Israel e Hamas foi mediado pelos Estados Unidos e pelo Catar. A operação foi negociada de forma secreta durante mais de um mês e intermediada pelo Catar e pelos Estados Unidos.

O grupo, que estava sob poder do Hamas em Gaza, foi sequestrado durante os ataques do grupo terrorista ao sul de Israel, em 7 de outubro.

Aproximadamente 200 caminhões de ajuda humanitária devem entrar na Faixa de Gaza neste sábado, diz Israel

As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram que aproximadamente 200 caminhões carregando itens de ajuda humanitária devem entrar na Faixa de Gaza neste sábado (25). O movimento é parte do acordo entre Hamas e Israel para libertação de reféns e prisioneiros.

Na véspera, outros 200 veículos entraram na região por meio da passagem de Rafah, que liga Gaza ao Egito. Entre eles:

124 caminhões carregando comida;
38 caminhões carregando água;
18 caminhões carregando suprimentos médicos;
17 caminhões carregando equipamentos de abrigo;
3 caminhões carregando suprimentos de higiene
Além disso, ainda teriam oito veículos adicionais que entraram carregando gás de cozinha e combustível.

Hamas liberta 24 reféns, e Israel solta 39 palestinos no 1º acordo de trégua na guerra

Em uma operação complexa, cuja negociação durou mais de um mês, o Hamas libertou nesta sexta-feira (24) o primeiro grupo de reféns após o acordo entre Israel e Hamas que prevê uma trégua de quatro dias no conflito na região.

No total, 24 pessoas foram libertadas – 13 mulheres e crianças israelenses, como previsto pelo acordo, além de 10 cidadãos tailandeses e 1 filipino, soltos após negociações paralelas com os governos desses países.

Entre troca, Israel colocou em vigor a trégua de quatro dias nos bombardeios e libertou 39 palestinos que estavam presos no país desde antes do início da guerra. O Ministério de Relações Exteriores do Catar, que fez a intermediação do acordo, confirmou todas as libertações.

A operação foi negociada de forma secreta durante mais de um mês e intermediada pelo Catar e pelos Estados Unidos.

Os reféns libertados pelo Hamas foram entregues por membros do Hamas a agentes da ONG Cruz Vermelha, que coordenou a operação.

O grupo, que estava sob poder do Hamas em Gaza, foi sequestrado durante os ataques do grupo terrorista ao sul de Israel, em 7 de outubro.

Por volta do meio-dia no horário de Brasília, os cidadãos entregues pelo Hamas atravessaram a fronteira entre Gaza e o Egito pela cidade de Rafah, a mesma por onde brasileiros que estavam no território palestino cruzaram há pouco mais de dez dias.

Na fronteira, ainda na parte de Gaza, palestinos aplaudiram e sorriram quando o grupo passou, diante da perspectiva de que a devolução dos reféns significava também que a trégua, para o lado deles, estava mesmo em vigor.

Já no Egito, em um local não divulgado, helicópteros do exército Israel receberam o grupo, que foi atendido por médicos e especialistas em comunicação com reféns. Eles então foram levados de volta ao território israelense. Eles vão ficar 48 horas em hospitais em Israel.

Tanques militares de Israel deixam Gaza após início da trégua com o Hamas

Um comboio de tanques militares israelenses e veículos blindados foi visto deixando a Faixa de Gaza e atravessando a fronteira de Israel nesta sexta-feira (24), momentos após o início da trégua programada no conflito contra o Hamas.

O cessar-fogo temporário entrou em vigor às 7h, pelo horário local — 2h, no horário de Brasília. A pausa no conflito deve durar quatro dias e possibilitará a saída de reféns capturados por terroristas.

Minutos após o início da pausa, Israel acionou sirenes para alertar sobre possíveis ataques com foguetes contra comunidades israelenses na região da fronteira.

Um porta-voz do governo de Israel disse que o Hamas lançou um foguete contra o país, violando os termos do acordo. No entanto, nenhum estrago foi reportado.

Enquanto isso, no sul da Faixa de Gaza, palestinos foram vistos voltando para suas casas na região de Khan Younis. Caminhões também foram flagrados atravessando a passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, com suprimentos.

“Estamos cheios de esperança, otimismo e orgulho pela nossa resistência. Estamos orgulhosos das nossas conquistas, apesar da dor que isso causou”, disse o palestino Khaled Abu Anzah.

Mais cedo, as Forças de Defesa de Israel anunciaram que fizeram uma operação para explodir uma rota de túneis na região do Hospital Al-Shifa — um dos mais importantes de Gaza — pouco antes do início da trégua.

“As Forças de Defesa de Israel concluíram os seus preparativos operacionais de acordo com as linhas de combate da pausa”, informaram os militares em comunicado.

Papa diz que conflito entre Israel e Hamas foi além da guerra e se transformou em “terrorismo”

O Papa Francisco reuniu-se nesta quarta-feira (22) com familiares de reféns israelenses detidos pelo Hamas e com palestinianos com familiares em Gaza e disse que o conflito foi além da guerra para se tornar “terrorismo”.

Em sua audiência geral na Praça de São Pedro, logo após as reuniões na sua residência, Francisco disse ter ouvido diretamente como “ambos os lados estão sofrendo” no conflito.

“É isto que as guerras fazem. Mas aqui fomos além das guerras. Isto não é guerra. Isto é terrorismo”, disse ele.

Ele ainda pediu orações para que ambos os lados “não sigam em frente com paixões que, no final, matam a todos”.

Cobertura da posse canônica de Dom Limacêdo terá partipação dos colunistas do blog

Nesta semana, o Blog Alyson Nascimento acompanhará as últimas informações da preparação para a posse canônica de Dom Limacêdo Antônio da Silva, como 5º bispo da Diocese de Afogados da Ingazeira, que ocorrerá no dia 2 de dezembro, às 17h.

De forma exclusiva, o Blog fará a cobertura do evento em uma sala montada ao lado da Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, de onde irá transmitir, pelo YouTube, a Concelebração Eucarística com o rito de posse, a chegada das caravanas e outros detalhes da celebração.

A partir das 16h, sob comando de Alyson Nascimento, o especial “O Blog na Posse” abordará as expectativas para o bispado, explicará os ritos da celebração e os últimos bastidores da posse. A cobertura contará com a participação dos colunistas do blog: Pe. Gutembergue Lacerda, Rosa Amélia, Fátima Oliveira e Mauricéia Aráujo, que farão os comentários.

Após a transmissão da liturgia, o especial fechará a cobertura com as análises dos depoimentos, os momentos marcantes da celebração e os próximos passos do novo bispo.

Além do YouTube, a coberturá também acontecerá na conta do Blog no Instagram.

Israel e Hamas fecham acordo para pausa no combate em troca de libertação de 50 reféns

Israel e Hamas fecharam um acordo para libertar 50 reféns em troca de uma pausa no combate, na quarta-feira (22), pelo horário local, noite de terça-feira (21), no Brasil. As informações foram divulgadas pelo gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

A data para início da trégua no conflito ainda não foi divulgada. De acordo com o governo de Israel, mulheres e crianças feitas reféns pelo grupo terrorista serão liberadas dentro de um intervalo de quatro dias. Durante este período, o conflito estará em pausa.

O gabinete do primeiro-ministro afirmou ainda que a pausa no conflito poderá sofrer prorrogações de um dia para cada 10 reféns liberados.

As negociações vinham sendo feitas desde o início da guerra e de forma secreta. Também nesta terça, fontes dos Estados Unidos confirmaram a existência de conversas, reveladas na semana passada por uma reportagem do jornal “The Washington Post”.

Netanyahu convocou membros do governo para discutirem o acordo nesta terça-feira. As conversas avançaram durante a madrugada de quarta-feira, pelo horário local.

Antes da reunião, o primeiro-ministro de Israel assegurou a autoridades de segurança e do alto escalão do governo que a ofensiva ao Hamas irá ser retomada após a libertação dos reféns.

“Estamos em guerra e continuaremos a guerra”, disse Netanyahu. “Continuaremos até atingirmos todos os nossos objetivos.”

Cerca de 240 pessoas foram sequestradas pelo Hamas em outubro, quando a guerra começou. De acordo com o governo dos EUA, o grupo terrorista afirma que o cessar-fogo é necessário até mesmo para que se possa escolher quais serão os libertados.

Autoridades norte-americanas confirmaram que as discussões para o acordo também envolviam a liberação de 150 palestinos mantidos como prisioneiros.

O presidente dos EUA, Joe Biden, disse nesta manhã estar “perto” de um acordo para a libertação de reféns.

A pausa no conflito também permitirá ajuda humanitária na Faixa de Gaza.

Hamas já havia falado sobre acordo
No começo desta terça-feira, o chefe do Hamas, Ismail Haniyeh, disse que o acordo de trégua estava prestes a ser assinado.

Haniyeh tinha dito isso em uma postagem no Telegram. Uma outra autoridade do Hamas falou a mesma coisa para a rede Al Jazeera.

Veja repercussão da vitória de Milei entre políticos no Brasil

A vitória do candidato de extrema direita e ultraliberal, Javier Milei, na eleição presidencial da Argentina neste domingo (19) repercutiu entre políticos do Brasil.

Nos bastidores, o governo torcia pelo candidato da situação, o peronista Sergio Massa – aliado do atual presidente argentino Alberto Fernández, parceiro de Lula. Milei se define como ultraliberal e tem um forte discurso antipolítica, posições bem distintas das de Lula.

Veja abaixo as manifestações:
Lula, presidente

“A democracia é a voz do povo, e ela deve ser sempre respeitada. Meus parabéns às instituições argentinas pela condução do processo eleitoral e ao povo argentino que participou da jornada eleitoral de forma ordeira e pacífica.

Desejo boa sorte e êxito ao novo governo. A Argentina é um grande país e merece todo o nosso respeito. O Brasil sempre estará à disposição para trabalhar junto com nossos irmãos argentinos.”

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador

“Parabéns, @JMilei. Que Deus ilumine seu caminho na presidência. A Casa Rosada trará desafios gigantescos, mas tenho certeza de que você fará o melhor pela Argentina. Pouco a pouco vamos vencendo a esquerda e o comunismo na América Latina.

Que a Argentina seja um exemplo e apenas a primeira de muitas mudanças para melhor no nosso continente. Milei é um passo decisivo rumo à liberdade da América Latina!”

O senador voltou a publicar em suas redes sociais outra felicitação, dessa vez em espanhol.

“@JMilei parabéns pela eleição e por dar esperança ao povo argentino. Parabéns por libertá-los da desgraça do comunismo, que engana os mais pobres, promete churrasco e lhes dá osso. O único caminho é o da liberdade, da verdade e da democracia.”

Randolfe Rodrigues (Rede-AP), senador e líder do governo no Congresso

“O resultado das eleições argentinas corroboram que o avanço da extrema-direita, potencializado pelas redes, é uma realidade em todo o mundo. Que o histórico de coragem, luta e resistência do povo argentino não arrefeça e que, acima de tudo, a democracia seja respeitada pelo novo governo, como tem sido por seus opositores. Para nós, no Brasil, fica a lição e o alerta. É preciso estar atento e forte!”

Sergio Moro (União Brasil-PR), senador

“Grande vitória para América Latina. O fim do kirchnerismo na Argentina representa uma luz para todo o continente.”

Posteriormente, Moro fez outra publicação associando a vitória de Milei com a conquista da Copa do Mundo.

“Argentina ganhou duas copas do mundo seguidas. Sorte e sucesso agora para Milei.”

José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara dos Deputados

“A extrema direita venceu na Argentina. Que os Argentinos passem por essa experiência trágica como foi aqui no Brasil.”

Ciro Nogueira (PP-PI), senador

“Hoje é dia de autocrítica para a esquerda sul-americana, leia-se PT. A vitória de Milei prova que desprezar o déficit público, cair no populismo, governar para um partido e não para o país tem limite. A Argentina disse não ao PT de lá, tão apoiado pelo PT daqui. A liberdade avança!”

Gleisi Hoffmann (PT-PR), deputada federal

“O resultado das eleições presidenciais na Argentina deve ser reconhecido por todos, como fez prontamente o candidato Sergio Massa, que teve o apoio do PT. Confiamos que o povo argentino e suas instituições saibam atravessar este novo e duríssimo teste para a sua democracia, representado pela eleição de Milei. Seguiremos solidários no desafio de construir a integração entre nossos países e o fortalecimento do Mercosul. Esperamos que tais esforços não sejam interrompidos pelo novo governo, porque representam a possibilidade de um futuro melhor e mais justo para toda a América do Sul. Parabéns aos companheiros (as) que disputaram bravamente uma eleição reconhecidamente difícil. A luta continua!”

Jair Bolsonaro (PL), ex-presidente

“Parabéns ao povo argentino pela vitória com @JMilei. A esperança volta a brilhar na América do Sul. Que esses bons ventos alcancem os Estados Unidos e o Brasil para que a honestidade, o progresso e a liberdade voltem para todos nós.”

Eliziane Gama (PSD-MA), senadora

“As eleições por meio do sufrágio universal são a garantia da democracia. De forma pacífica, a Argentina fez sua escolha. Que Brasil e Argentina mantenham uma boa parceria por uma América do Sul mais forte. Q assim como no Brasil, a força do povo mantenha sempre viva a democracia”

Magno Malta (PL-ES), senador

“A América Latina respira! Parabéns @JMilei!”

André Janones (Avante-MG), deputado federal

“Eu sinto muito que a Argentina tenha elegido o Milei. Mas, eles conseguiram a façanha de se tornar o primeiro país a ser governado por um cachorro que já morreu.”

Luiz Carlos Heinze (PP-RS), senador

“Lula tentou manipular os nossos vizinhos, mas fracassou. Os argentinos disseram um retumbante NÃO ao kirchnerismo! Os hermanos cansaram do populismo que afundou o país e ofereceram a @JMilei a oportunidade de fazer diferente. Em 2026 será o Brasil que irá colocar freio na esquerda! #EleccionesArgentina2023.”

Nikolas Ferreira (PL-MG), deputado federal

“A esquerda destrói o país, depois vem um candidato de direita, arruma a bagunça, perde as eleições e a esquerda retorna ao poder com a casa arrumada. Trump, Bolsonaro e agora Milei. Vamos ver se irá acontecer o mesmo com ele.”

Lindbergh Farias (PT-RJ), deputado federal

“Milei eleito presidente da Argentina. Maioria ignorou os riscos da extrema direita no poder. Projeto ultraneoliberal de ódio e violência vai afundar Argentina e isolar o país na América Latina e no mundo. Sem dúvida, um retrocesso histórico!”

‘Hoje começa a reconstrução’, diz Milei no discurso da vitória

Javier Milei discursou há pouco em Buenos Aires em seu primeiro pronunciamento como presidente eleito.

“Hoje começa a reconstrução da Argentina. É uma noite histórica para o país. Muito obrigado a todos que fizeram isso possível”, disse ele. Em sua fala, Milei agradeceu ainda a Mauricio Macri, ex-presidente do país, e Patricia Bullrich, terceira colocada no 1º turno. Ele afirmou que eles “deram tudo de si para defender a mudança que a Argentina precisa”.

O apoio de Bullrich era considerado um dos pontos cruciais desta eleição por conta da migração de votos – ela angariou cerca de 24% do eleitorado em outubro. No pronunciamento, Milei, porém, não fez menção às suas principais promessas de campanha, como a dolarização da economia argentina e o fim de alguns ministérios. O ultraliberal será presidente a partir de 10 de dezembro.

Javier Milei é eleito presidente da Argentina

O economista ultraliberal Javier Milei, do partido A Liberdade Avança, venceu, neste domingo (19), a eleição para a Presidência da Argentina. Com 86% das urnas apuradas, Milei foi eleito com 55,95% dos votos.

Com 44,04%, Sergio Massa, candidato da coligação governista e atual ministro da Economia, reconheceu a vitória de Milei em discurso. Milei tomará posse em dezembro para 4 anos de mandato.

A vitória de Milei foi uma virada, já que no primeiro turno Milei ficou em segundo lugar, atrás de Massa.

Aos 52 anos, Milei será o 52º presidente do país e terá que enfrentar a pior crise econômica em décadas, com a maior inflação em mais de 30 anos, dois quintos da população vivendo na pobreza e forte desvalorização cambial.

Desafios agravados por uma dívida externa bilionária e pela falta de reservas internacionais.
Durante a campanha, ele encampou propostas radicais para atacar esses problemas, como promover a dolarização da economia Argentina e acabar com o Banco Central do país.

Urnas são abertas na Argentina para 2º turno da eleição presidencial em meio à disputa acirrada e cenário incerto

As urnas foram abertas às 8h [horário de Brasília] deste domingo (19) para que os argentinos decidam quem será o novo presidente do país: o governista Sergio Massa (Unión por la Patria) ou o libertário Javier Milei (La Libertad Avanza).

A disputa é uma das mais acirradas dos últimos anos no país, com cenário incerto que deve ser decidido voto a voto.

Milei lidera as intenções de votos, segundo as pesquisas eleitorais. Na última sexta-feira (10), a Atlasintel, apontou que ele tinha 52,1% contra 47,9% de Massa — com margem de erro de um ponto percentual.

O cenário representa uma possível virada, já que Massa liderou o primeiro turno, em 22 de outubro, com 36,69% dos votos. Enquanto Milei ficou em segundo lugar, com 29,99%.

Em 13 de agosto, nas primárias argentinas, que indicam quais candidatos podem disputar o primeiro turno, Milei havia sido o mais votado do país, com quase o mesmo percentual de votos conquistados em 22 de outubro.

Uma das leituras possíveis para a eventual virada se dá ao apoio a Milei da terceira colocada no primeiro turno, Patricia Bullrich (Juntos por el Cambio), que teve 23,84% dos votos.

Ao discursar após ser derrotada, Bullrich fez críticas a Massa e ao atual governo da Argentina, sinalizando que não o apoiaria. Nos dias seguintes, ela declarou apoio a Milei, apontando-o como a mudança necessária para derrotar o kirchnerismo (vertente política de esquerda, do atual governo e representada por Massa).

“Vote sem medo. Vote pela mudança na sua vida, não pela continuidade de quem encheu o bolso destruindo o país”, escreveu Bullrich em uma rede social, compartilhando outra publicação de Milei.

Por outro lado, diplomatas brasileiros acreditam que a eleição argentina continua em aberto e que Massa mantém o favoritismo do primeiro turno, segundo apuração do analista de política da CNN Caio Junqueira.

Na história do país, somente o ex-presidente Maurício Macri conseguiu, em 2015, sair de segundo colocado no primeiro turno e virar o jogo no segundo turno, se elegendo.

O primeiro turno contou com a participação de 76,53% da população, segundo a Direção Nacional Eleitoral (equivalente à Justiça Eleitoral no Brasil).

EUA, Israel e Hamas fazem acordo para liberar reféns em troca de pausa nos ataques, diz jornal

Em negociações secretas, Israel e Hamas, intermediados pelos Estados, chegaram a um acordo para permitir a libertação de reféns em troca de pausa nos ataques israelenses em Gaza, de acordo com uma reportagem do jornal “The Washington Post” deste domingo (19).

Segundo o jornal, fontes ligadas à negociação afirmaram que o acordo prevê cinco dias de pausa nos bombardeios.

Em troca, o Hamas libertará pelo menos 50 pessoas, de acordo com a reportagem.

Essa libertação, ainda de acordo com as fontes ouvidas pelo jornal, ocorrerá de forma gradual a cada 24 horas.

Nenhuma das partes se posicionou sobre a reportagem, mas a porta-voz do Conselho Nacional de Segurança dos EUA, Adrienne Watson, afirmou que “um acordo ainda não foi alcançado”.

Pacientes e médicos fogem do maior hospital da Faixa de Gaza

Centenas de pacientes do maior hospital da Faixa de Gaza, o Al-Shifa, começaram a deixar a unidade neste sábado (18), naquilo que a direção do local chamou de evacuação forçada pelas forças de Israel. Tel Aviv nega, dizendo que apenas está facilitando a saída a pedido da administração do complexo.

O hospital é o mais polêmico alvo de Israel em sua guerra contra o Hamas, grupo terrorista palestino que comandava Gaza desde 2007 e que, em 7 de outubro, lançou um ataque com 1.200 mortos que disparou o conflito atual.

Na quarta (15), o local foi ocupado após um breve combate entre forças israelenses e terroristas. Desde então, as Forças de Defesa de Israel têm buscado mostrar evidências de que o local era utilizado pelo Hamas como esconderijo e centro de comando.

Armas, equipamento tático, computadores, documentos e ao menos uma entrada para o sistema de túneis do Hamas foram encontrados no local, segundo os militares, que divulgaram vídeos e fotos dos achados. O grupo e a direção do hospital negam o relato, trazendo o debate para o campo pantanoso das verdades de redes sociais.

Com cada lado dizendo uma coisa, e a visita de uma equipe do jornal The New York Times afirmando ser impossível ter certeza do que o túnel achado se tratava, restam por ora as versões. O mesmo ocorre neste sábado.

Há um fato: grandes grupos de pacientes e médicos estão deixando o Al-Shifa. Para a mídia árabe, é uma evacuação forçada, enquanto as IDF, sigla inglesa pela qual são conhecidas as forças israelenses, afirmou em nota que apenas está garantindo a saída de quem quiser deixar o local.