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Morte de Marielle foi idealizada por Domingos e Chiquinho Brazão e meticulosamente planejada por Rivaldo Barbosa, diz PF

A morte de Marielle Franco foi um crime idealizado pelos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão e “meticulosamente planejada” pelo delegado Rivaldo Barbosa, que assumiu o comando da Polícia Civil do Rio de Janeiro um dia antes do crime, segundo a Polícia Federal.

A informação consta das ordens de prisão contra os três, expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, cumpridas neste domingo (24). O magistrado tirou o sigilo da decisão.

Por ter planejado, a PF inclui Rivaldo Barbosa entre os autores do crime.

“Ele foi o responsável por ter o controle do domínio final do fato, ao ter total ingerência sobre as mazelas inerentes à marcha da execução, sobretudo, com a imposição de condições e exigências”, diz a PF.

Domingos Brazão é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (RJ) e Chiquinho Brazão, deputado federal pelo União Brasil do Rio de Janeiro.

Segundo a PF, os dois encomendaram a morte de Marielle por divergência no campo político sobre questões de regularização fundiária e defesa do direito à moradia.

Para que o crime desse certo, contrataram dois serviços: o assassinato, praticado pelo ex-PM do Rio de Janeiro Ronnie Lessa; e a “garantia de impunidade”, por meio de uma organização criminosa na Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro comandada por Rivaldo Barbosa.

Segundo o documento, Rivaldo fez uma única exigência: que Marielle não fosse executada no trajeto de deslocamento para a Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, chegando ou saindo dela.

Caso Marielle: PF vai investigar nomeação de delegado para chefiar Polícia do Rio na véspera do crime

A Polícia Federal vai investigar as circunstâncias da indicação do delegado Rivaldo Barbosa para chefiar a Polícia Civil do Rio de Janeiro em março de 2018, afirmou ao blog o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

Os detalhes dos próximos passos da investigação serão relatados em entrevista coletiva do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, ainda neste domingo (24).

Barbosa assumiu o posto um dia antes da morte da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes. Neste domingo (24), Barbosa e outros dois foram presos como supostos mandantes do crime.

A indicação de Barbosa, que assumiu o cargo um dia antes da execução da vereadora, estava a cargo da intervenção federal no Rio de Janeiro – então comandada pelo general Walter Braga Netto.

A intervenção começou em fevereiro de 2018, quando Braga Netto foi indicado pelo então presidente Michel Temer.

Se há muitos anos os nomes dos irmãos Brazão eram citados por quem investiga os mandantes da morte, a prisão do delegado foi uma surpresa até para a família de Marielle.

Segundo delatores, Rivaldo teria garantido aos irmãos Domingos e Francisco Brazão, também presos como supostos mandantes, que as investigações sobre o crime não andariam.

‘Domingo de muita dor mas também para se fazer justiça’, diz mãe de Marielle Franco

“É um domingo de muita dor mas também para se fazer justiça”, disse a mãe de Marielle Franco, Marinete Silva, na manhã deste domingo (24), após a prisão dos suspeitos de mandarem matar a vereadora.

Uma operação conjunta da Procuradoria Geral da República, do Ministério Público do Rio de Janeiro e da Polícia Federal prendeu três suspeitos de serem os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco, em março de 2018.

Foram presos Domingos Brazão, atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Chiquinho Brazão, deputado federal do Rio de Janeiro, e Rivaldo Barbosa, ex-chefe de Polícia Civil do Rio.

Para Marinete, a maior supresa das prisões foi o envolvimento de Rivaldo Barbosa, já que ele tinha uma relação de confiança com a família.

“A minha filha confiava nele e no trabalho dele. E ele falou que era questão de honra dele elucidar [a morte da vereadora]. Por questões óbvias, porque a Marielle, além dele confiar, a Marielle garantiu a entrada do doutor Rivaldo no Complexo da Maré depois de uma chacina para ele entrar e sair com a integridade física garantida”.

Rivaldo tomou posse como chefe da polícia do Rio um dia antes do crime. A reportagem apurou que ele teria combinado com Domingos Brazão de não andar com as investigações.

Lewandowski: operação para prender mandantes da morte de Marielle foi antecipada para evitar vazamento

Blog da Andreia Sadi

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, disse ao blog que a operação deste domingo (24) foi antecipada alguns dias para evitar vazamentos. O fato de acontecer em um domingo mostra que não foi uma operação usual.

“Uma investigação que durou seis anos – um ano com a Polícia Federal, um trabalho exitoso”, disse Lewandowski ao blog nesta manhã.

Para a PF, o caso Marielle está encerrado do ponto de vista dos mandantes. Segundo o ministro, o próximo passo é aguardar desdobramentos que podem vir dos mandados de busca e apreensão, e desvendar quem é quem no crime organizado do Rio de Janeiro.

‘Ecossistema do crime’
A Polícia Federal quer usar a delação do ex-PM Ronnie Lessa, apontado como autor dos disparos contra Marielle Franco e Anderson Gomes, para avançar nas investigações que desvendem outros crimes no Rio de Janeiro – do jogo do bicho à milícia.

Investigadores e fontes no Supremo Tribunal Federal (STF) tratam Lessa como um arquivo vivo e esperam que, além de desfecho no caso, a delação do miliciano preso possa levar a desvendar o que chamam de “ecossistema” do crime no estado.

Na visão de fontes ligadas à investigação, Lessa é “uma mina de informação’’ e pode ajudar a desmontar a atuação de milicianos no Rio de Janeiro.

Caso Marielle: motivação do crime tem a ver com expansão territorial de milícia no Rio

Investigadores da Polícia Federal ainda trabalham para definir a motivação dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco. Do que já se sabe, os crimes estão ligados à expansão territorial de milícia no Rio de Janeiro.

Os irmãos Domingos Brazão, atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, e Chiquinho Brazão, deputado federal do Rio de Janeiro, foram presos neste domingo (24) como suspeitos de serem os mandantes.

Também foi preso Rivaldo Barbosa, ex-chefe de Polícia Civil do Rio, que teria prometido impunidade aos criminosos. Ele assumiu o cargo um dia antes do atentado contra a vereadora, em março de 2018.

Elo com a milícia
Informações da inteligência da polícia indicavam que os suspeitos já estavam em alerta nos últimos dias, após do Supremo Tribunal Federal (STF) homologar a delação premiada de Ronnie Lessa.

Lessa, ex-PM, está preso desde 2019, sob acusação de ser um dos executores do crime. O ex-PM deu detalhes de encontros com os suspeitos de encomendar o crime e indícios sobre as motivações.

Os mandantes, segundo Lessa, integram um grupo político poderoso no Rio com vários interesses em diversos setores do Estado.

Os irmãos Brazão são políticos com longa trajetória no estado. Historicamente, a família tem o reduto eleitoral e político na Zona Oeste do Rio, região dominada pela milícia, formada por grupos paramilitares.

Foro especial
Como conselheiro do TCE-RJ, Brazão tem direito a foro especial, por isso teve a prisão preventiva expedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele sempre negou o envolvimento com o crime.

O irmão de Domingos, João Francisco Inácio Brazão (União Brasil), o Chiquinho Brazão, é empresário de postos de gasolina. Foi vereador na Câmara Municipal do Rio pelo MDB por 12 anos, inclusive durante os 2 primeiros anos de mandato de Marielle.

Ao contrário do irmão, Chiquinho nunca havia sido citado no caso Marielle.

Israel diz que matou 170 homens armados no Al-Shifa; Hamas afirma que 5 pacientes morreram

Combates foram retomados no sábado (23) em torno do principal hospital de Gaza, onde Israel diz ter matado até agora mais de 170 homens armados em uma operação extensa, que o Ministério da Saúde palestino, controlado pelo Hamas, diz também ter resultado na morte de cinco pacientes.

O braço armado do Hamas e da Jihad Islâmica disse que os seus combatentes estavam envolvidos em batalhas com as forças israelenses fora e nas imediações do hospital Al-Shifa, na cidade de Gaza, embora o Hamas negue qualquer presença dentro das instalações.

As tropas israelenses atacaram Al-Shifa nas primeiras horas da manhã de segunda-feira (18) e vasculharam o amplo complexo, que os militares dizem estar conectado a uma rede de túneis usada como base para o Hamas e outros combatentes palestinos.

O Ministério da Saúde de Gaza disse que cinco palestinos feridos “sitiados” dentro de Al-Shifa morreram por terem sido negados cuidados adequados, água e comida nos últimos seis dias e que a condição de outros pacientes feridos estava piorando.

Os militares israelenses , que perderam dois soldados em combate no hospital, afirmam que estão prevenindo danos aos civis, pacientes e pessoal médico e fornecendo alimentos, água e acesso adequado a cuidados de saúde.

A Reuters não conseguiu acessar o hospital e verificar nenhuma das afirmações.

Al-Shifa, o maior hospital da Faixa de Gaza antes da guerra, é agora uma das poucas instalações de saúde parcialmente operacionais no norte do território e também alojava civis deslocados.

Kate Middleton revela ter câncer

A princesa Kate Middleton, de 42 anos, revelou nesta sexta-feira (22), em anúncio transmitido em redes sociais, estar com câncer. Ela disse que está se submetendo a sessões de quimioterapia.

Em um vídeo de 2 minutos e 20 segundos, Kate falou que se submeteu a uma cirurgia.

“Eu queria agradecer as mensagens de apoio. Foram meses muito difíceis para nossa família. Eu agradeço minha equipe médica. Em janeiro, eu passei por uma grande cirurgia abdominal e na ocasião pensou-se que minha condição não era de câncer. A cirurgia foi bem -sucedida, no entanto exames após a operação notaram que havia câncer. Minha equipe médica aconselhou que eu me submetesse a uma quimioterapia preventiva, e agora estou nos estágios iniciais desse tratamento”.

Ela completou:

“Precisamos de tempo, espaço e privacidade enquanto eu completo meu tratamento. Eu preciso me concentrar em uma recuperação plena.”

Kate não deu mais detalhes sobre a doença.

O estado de saúde de Kate Middleton já era alvo de fortes especulações e virou até tema de teorias da conspiração.

Lewandowski anuncia que delação premiada de Ronnie Lessa no caso Marielle foi homologada

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, anunciou nesta terça-feira (19) que a delação premiada de Ronnie Lessa no caso Marielle Franco foi homologada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Quando faz uma delação, o investigado se compromete com a Justiça e com o Ministério Público a contar o que sabe sobre um crime em troca de redução da pena. Ao homologar, a Justiça reconhece que o acordo de delação é legal e que o depoimento atende os critérios.

Lessa está preso sob acusação de ser um dos executores do assassinato de Marielle.

Vereadora pelo PSOL do Rio de Janeiro, Marielle foi assassinada a tiros há 6 anos, junto com o seu motorista, Anderson Gomes.

A polícia investiga quem são os mandantes da morte de Marielle. Segundo Lewandowski, após a homologação da delação, a conclusão do caso será “breve”.

“Nós sabemos que esta colaboração premiada, que é um meio de obtenção de provas, traz elementos importantíssimos que nos levam a crer que em breve teremos a solução do assassinato da vereadora Marielle Franco”, afirmou o ministro da Justiça.

Irmã vê ‘esperança’; viúva quer respostas
A irmã de Marielle, a ministra Anielle Franco (Igualdade Racial), comentou o anúncio de Lewandowski. Ela afirmou que tem expectativa de solução para o caso em breve.

“Minha mãe está comigo em Brasilia. Estávamos as duas assistindo. Mais um passo dado, e confiamos nesse trabalho que está sendo desenvolvido”, relatou a ministra.

“Esperança de mais um passo dado e algo concreto em breve”, completou.

Putin vence eleição na Rússia e se manterá no poder até 2030

Vladimir Putin venceu a eleição russa e se manterá no poder até 2030. A informação foi confirmada pela TV estatal Russia-24.

De acordo com a Comissão Eleitoral Central da Rússia, Putin teve cerca de 87% dos votos, com cerca de 60% dos distritos eleitorais apurados até por volta das 17h52 deste domingo (17). Este cenário já havia sido indicado por resultados de pesquisas de boca de urna divulgados logo após o encerramento da votação.

O favoritismo de Putin foi confirmado após três dias da votação que começou na sexta-feira (15) e terminou neste domingo por volta das 15h (horário de Brasília). Mais de 8 milhões de pessoas votaram online, segundo o órgão.

O atual presidente não tinha outros concorrentes com real chance de vitória. Isso porque os outros três candidatos, todos deputados, são considerados fantoches — eles votaram a favor da guerra na Ucrânia no Parlamento e já fizeram declarações públicas de apoio a Putin.

Maior país do mundo em área territorial e com uma população de 141 milhões de habitantes, a Rússia adotou a votação em três dias para dar conta de regiões com 11 fusos horários diferentes. São cerca de 114 milhões de eleitores, incluindo ucranianos convocados a votar nos territórios ocupados por tropas russas.

A eleição surge no contexto de uma repressão implacável que sufocou os meios de comunicação independentes e grupos de direitos humanos proeminentes. O mais feroz inimigo de Putin, Alexei Navalny, líder da oposição ao presidente russo, morreu em uma prisão no Ártico em fevereiro, e outros críticos estão na prisão ou no exílio.

Navalny foi homenageado neste terceiro dia de votação. Na capital russa, pessoas visitaram o túmulo do líder opositor morto e, sobre ele, colocaram um modelo da ficha de voto em que se lê o nome dele.

Pelo menos meia dúzia de casos de vandalismo em locais de votação foram relatados na sexta (15) e no sábado (16), incluindo um bombardeio incendiário e pessoas derramando um líquido verde nas urnas. Em 2017, Navalny foi atacado por um agressor que lhe salpicou desinfetante verde na cara.

Yulia Navalnaya, a viúva de Alexei Navalny, participou de um protesto contra Putin neste domingo e votou na embaixada russa em Berlim.

Segundo a BBC, Navalnaya disse aos repórteres ter colocado o nome de Navalny na cédula de votação

Além dos protestos, Putin também enfrentou avanços ucranianos sobre a Rússia.

Durante os três dias de votação, a Ucrânia intensificou os bombardeios contra a Rússia e promoveu incursões em território russo.

Neste domingo, a Ucrânia lançou um ataque com drones contra Moscou. Foram 36 drones de longo alcance direcionados a oito regiões russas. Quatro deles foram tinham como alvo a capital russa.

Putin está no poder há 24 anos e é o presidente mais longevo da Rússia desde Josef Stalin, da época da União Soviética. Caso eleito, o que a imprensa internacional dá como certo, o atual presidente terá a chance de ultrapassar os quase 30 anos de Stalin no comando. Em 2020, Putin mudou a Constituição para poder ficar no cargo até 2036.

O peso desse longo mandato e a supressão completa das vozes eficazes da oposição interna dão a Putin uma mão muito forte – e talvez irrestrita.

A maior parte dos políticos de oposição foi presa, e alguns deles morreram em circunstâncias obscuras, como Alexei Navalny e Boris Nemtsov. Outros, como Garry Kasparov, foram classificados como terroristas e deixaram o país.

Na prática, Putin não permite que opositores reais disputem eleições contra ele, foi o que aconteceu neste ano. Veículos de imprensa também foram banidos — inclusive o “Novaya Gazeta”, cujo fundador venceu um Nobel da Paz por causa do jornal.

A Promotoria do país avisou ainda que qualquer manifestação durante o período de votação é ilegal e está sujeita a punição. Na manhã da sexta, primeiro dia de votação, pouco depois da abertura das urnas, uma mulher foi presa após jogar tinta contra uma urna em um dos locais de votação em Moscou.

Ainda assim, a esposa de Alexei Navalny, Yulia Navalny, convocou um grande ato de protesto na capital russa no domingo.

Diocese de Afogados da Ingazeira prepara-se para celebrar o Centenário de Dom Francisco, “Profeta do Sertão”

A Diocese de Afogados da Ingazeira anuncia os planos para as comemorações do centenário de Dom Francisco Austregésilo de Mesquita, que foi bispo da diocese de 1961 a 2001. O evento, que se estenderá ao longo do ano, homenageará a vida e o legado do “Profeta do Sertão” que marcou a história da nossa região.

Dom Francisco, cujo lema episcopal era “Ut Vitam Habeant” (Para que tenham vida), desempenhou papéis cruciais, incluindo sua participação no Concílio Vaticano II (1962-1965) e sua contribuição como responsável pelo Setor da Pastoral Rural do Regional Nordeste 2 da CNBB. Seu trabalho na mídia, como produtor do Programa “Nossa Palavra” na Rádio Pajeú de Educação Popular, também será destacado nas celebrações.

As atividades do centenário serão organizadas em quatro eixos: cultura, formação, celebração e mídia. A programação terá início no dia 3 de abril, às 19h, na Catedral de Afogados da Ingazeira, sede da diocese. O evento promete ser uma homenagem abrangente, refletindo sobre a vida e ensinamentos de Dom Francisco.

A comunidade está convidada a participar desses momentos significativos, honrando a memória desse líder espiritual cujo impacto perdura nas vidas daqueles que tiveram a bênção de conhecê-lo.

Começa a Superterça, que reúne primárias em até 16 estados dos EUA e deve consolidar Biden e Trump como ‘favoritaços’

Acontece nesta terça-feira (5) a data mais importante do período pré-eleitoral americano: a Superterça, como é chamado o dia no qual vários estados votam simultaneamente em candidatos à Presidência dos Estados Unidos.

Historicamente, o dia costuma ser decisivo tanto para o Partido Republicano quando para o Democrata, mas, principalmente, para a sigla que está na oposição — desta vez, os republicanos.

Mas, diferentemente de outras Superterças com disputas acirradas, neste ano as candidaturas dos dois lados já estão praticamente definidas. Apesar das polêmicas como a questão da idade e da falta memória, pelo lado de Joe Biden, e dos processos judiciais que o republicano Donald Trump enfrenta na Justiça, ambos despontam como favoritos absolutos em seus partidos.

Trump foi presidente dos EUA entre 2017 e 2020; nesta segunda, foi liberado pela Suprema Corte para concorrer. Biden ocupa a presidência dos Estados Unidos desde janeiro de 2021, após derrotar Trump nas eleições de 2020.

Nos Estados Unidos, os pré-candidatos de cada partido disputam prévias em cada estado e território do país, elegendo um certo número de delegados (representantes) em cada um deles. Quem tiver o maior número de delegados ao final do processo se torna o candidato do partido à Presidência. Os maiores colégios eleitorais são os da Califórnia e do Texas.

Neste ano, 15 estados votarão na Superterça pelo Partido Republicano; pelos democratas, serão 16 locais, incluindo o território da Samoa Americana. Os primeiros resultados devem ser conhecidos entre as 20h e as 23h desta terça-feira — as definições ficarão para as primeiras horas de quarta (6).

O “super” da data se dá pelo grande número de delegados envolvidos no mesmo dia. O candidato republicano, por exemplo, precisa de 1.215 delegados para ser indicado à Presidência. Só na Superterça republicana estão em jogo 854 delegados.

Apesar do favoritismo, pela contagem de delegados, nem Trump nem Biden conseguirão a nomeação com a Superterça. Pelos cálculos, os dois pré-candidatos só poderiam ser confirmados como candidatos a partir de meados de março: Trump em 12 de março; Biden, em 19 de março.

Papa afirma que está com bronquite e novamente deixa de ler seu discurso

O papa Francisco, 87, afirmou neste sábado (2) que está novamente com bronquite. O anúncio segue uma semana na qual o pontífice, gripado, teve de diminuir o ritmo das atividades públicas e comparecer a um hospital de Roma para exames.

“Agradeço a todos vocês presentes. Preparei meu discurso, mas não consigo lê-lo por causa de uma bronquite”, disse ele durante a abertura do ano judicial do Tribunal do Estado da Cidade do Vaticano.

Ainda neste sábado, sua agenda contou com uma reunião presencial com o primeiro-ministro da Alemanha, Olaf Scholz, que não foi desmarcada, mesmo levando em conta sua saúde.

Com um quadro de gripe leve nos últimos dias, o papa teve de comparecer a um hospital de Roma na última quarta-feira (28) para realizar consultas e exames. Naquele mesmo dia, durante a manhã, ele realizou sua audiência semanal no Vaticano, mas não leu o próprio discurso, de cerca de uma página, pedindo a um auxiliar para fazê-lo.

O papa também já havia cancelado suas reuniões do sábado passado e da última segunda (26), embora tenha comandado a oração do Angelus no domingo (25). Ainda não se sabe se ele o fará neste domingo (3).

Francisco, que se desloca em uma cadeira de rodas devido a fortes dores no joelho, teve uma série de questões de saúde no decorrer dos últimos anos, especialmente nos joelhos, quadris e no cólon.

Ele foi operado no abdômen em junho passado e, em dezembro, teve de cancelar sua viagem a Dubai para a COP28, a conferência do clima da ONU, devido a uma bronquite. Quando jovem, ainda em Buenos Aires, Francisco teve parte de um pulmão removido.

ONU diz que encontrou muitas pessoas com ferimentos de balas em Gaza após tumulto durante ajuda humanitária

Representantes da Organização das Nações Unidas (ONU) disseram que encontraram muitas pessoas com ferimentos de bala após um tumulto durante a distribuição de ajuda humanitária em Gaza, na quinta-feira (29).

A afirmação foi feita na sexta-feira (1º), quando membros da organização visitaram cerca de 200 pessoas que estão em tratamento no hospital Al-Shifa. Na ocasião, a ONU distribuiu medicamentos, vacinas, combustível e atendeu os feridos no incidente da véspera.

Foi a primeira vez que um comboio da Organização chegou à região em mais de uma semana.

“Enquanto falo com vocês, este hospital está tratando mais de 200 pessoas que ficaram feridas ontem. Vimos pessoas com ferimentos de bala. Vimos amputados e vimos crianças de até 12 anos que ficaram feridas ontem”, disse o chefe do subescritório de Ocha em Gaza, Georgios Petropoulos.

“Precisamos ter uma passagem segura por toda Gaza para chegar às pessoas que precisam de ajuda humanitária”, acrescentou.

Lula compara ação de Israel em Gaza a massacre de Hitler contra judeus

Um dia após se reunir com o primeiro-ministro da Autoridade Palestina, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comparou os ataques de Israel na Faixa de Gaza ao massacre promovido por Hitler contra judeus no século XX. A declaração foi dada neste domingo (18/2), em coletiva de imprensa ao encerrar o giro do presidente brasileiro pela África.

Questionado sobre a suspensão recente de ajuda humanitária aos palestinos chamou o que classificou de “mundo rico” de “essa gente” e rebateu: “Qual é o tamanho da consciência política dessa gente e qual é o tamanho do coração solidário dessa gente que não está vendo que na Faixa de Gaza não está acontecendo uma guerra, mas um genocídio?”.

Segundo ele, não é uma guerra entre soldados e soldados, mas “uma guerra de um Exército altamente preparado e mulheres e crianças”. “Se teve algum erro nessa instituição que recolhe dinheiro, puna-se quem errou, mas não suspenda a ajuda humanitária para o povo que está há tantas décadas tentando construir o seu Estado”.

Noboa diz que Equador vive ‘estado de guerra’ contra grupos terroristas; país tem ruas desertas e clima de medo

O presidente Daniel Noboa, do Equador, afirmou nesta quarta-feira (10) que o país está em estado de guerra com grupos terroristas. As cidades do país passam por um dia atípico, com aulas suspensas, pouco trânsito, ruas vazias e comércio fechado.

Em uma entrevista a uma rádio, Noboa disse que, para os criminosos, seria interessante que o governo denominasse as 22 facções que atuam no país como organizações criminosas, e não como terroristas. “Vivemos em um estado de conflito, um estado de guerra (e nesse caso) se aplicam outras leis, aplica-se também o direito humanitário internacional, que é diferente do direito comum do Equador”, afirmou ele.

Segundo Noboa, ao denominar os grupos como terroristas, eles passam a ser considerados alvos militares. O presidente disse que ele mesmo é o comandante da operação, mas que as decisões táticas serão tomadas pelos militares.

Ruas desertas
As maiores cidades do país viveram dias atípicos. Em todo país as aulas foram suspensas e a rede pública de saúde suspendeu as consultas.

Em Quito, centenas de militares faziam a segurança nas ruas ao redor redor do palácio do governo, no centro da cidade. O parque La Carolina, o maior de Quito, ficou vazio.

Tanto em Quito como em Guayaquil o tráfego de carros foi muito diminuído, e lojas não abriram as portas.

O ataque em Guayaquil à sede do canal TC Televisión na terça-feira aumentou o pânico entre a população, que rapidamente saiu das ruas para se proteger em suas casas.