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Pacientes e médicos fogem do maior hospital da Faixa de Gaza

Centenas de pacientes do maior hospital da Faixa de Gaza, o Al-Shifa, começaram a deixar a unidade neste sábado (18), naquilo que a direção do local chamou de evacuação forçada pelas forças de Israel. Tel Aviv nega, dizendo que apenas está facilitando a saída a pedido da administração do complexo.

O hospital é o mais polêmico alvo de Israel em sua guerra contra o Hamas, grupo terrorista palestino que comandava Gaza desde 2007 e que, em 7 de outubro, lançou um ataque com 1.200 mortos que disparou o conflito atual.

Na quarta (15), o local foi ocupado após um breve combate entre forças israelenses e terroristas. Desde então, as Forças de Defesa de Israel têm buscado mostrar evidências de que o local era utilizado pelo Hamas como esconderijo e centro de comando.

Armas, equipamento tático, computadores, documentos e ao menos uma entrada para o sistema de túneis do Hamas foram encontrados no local, segundo os militares, que divulgaram vídeos e fotos dos achados. O grupo e a direção do hospital negam o relato, trazendo o debate para o campo pantanoso das verdades de redes sociais.

Com cada lado dizendo uma coisa, e a visita de uma equipe do jornal The New York Times afirmando ser impossível ter certeza do que o túnel achado se tratava, restam por ora as versões. O mesmo ocorre neste sábado.

Há um fato: grandes grupos de pacientes e médicos estão deixando o Al-Shifa. Para a mídia árabe, é uma evacuação forçada, enquanto as IDF, sigla inglesa pela qual são conhecidas as forças israelenses, afirmou em nota que apenas está garantindo a saída de quem quiser deixar o local.

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