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Vaticano classifica mudança de gênero e aborto de ‘ameaças graves à dignidade humana’

Foto divulgada pelo Vaticano mostra o Papa Francisco durante a mensagem pascal na galeria central da Basílica de São Pedro — Foto: Handout / VATICAN MEDIA / AFP

Em documento divulgado nesta segunda-feira (8), o Vaticano chamou as cirurgias de mudança de sexo, o aborto, a eutanásia e a barriga de aluguel de “ameaças graves à dignidade humana“.

O documento, chamado de “Dignitas infinita“, foi aprovado pelo papa Francisco e elaborado pela ala mais conservadora da Igreja Católica, liderada por bispos da África.

O novo posicionamento ocorre em reação a outro documento lançado pela Vaticano há quatro meses no qual o papa autoriza que padres deem bênçãos a casais do mesmo sexo dentro do igrejas.

Segundo o chefe do Gabinete de Doutrinamento do Vaticano, o cardeal Victor Manuel Fernández, que divulgou o novo documento, o papa Francisco aprovou a carta após solicitar que os bispos mencionassem nele também “a pobreza, a situação dos migrantes, a violência contra as mulheres, o tráfico de seres humanos, a guerra e outros temas” também fossem classificados como ameaças graves à dignidade humana.

Em meio a discussão de foro no STF, cresce na Câmara articulação para cassar Brazão, apontado como mandante do caso Marielle

deputado Chiquinho Brazão — Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), pretende colocar em votação a análise da manutenção ou não da prisão de Chiquinho Brazão entre quarta (10) e quinta-feira (11) no plenário. A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara começou a analisar o tema, mas um pedido de vista interrompeu a votação.

Nas contas de Lira, o tema deve ser retomado nesta semana.

Parlamentares – de esquerda à direita – têm avaliado dar um recado ao STF e revogar a prisão decidida pelo ministro Moraes e referendada pela primeira turma do Supremo.

Mas, para evitar uma crise institucional, parlamentares estudam cassar Brazão na sequência para aliviar a tensão entre Poderes.

Nas palavras de um cacique do centrão, cresceu muito a ideia de que Brazão pode ser cassado – o que poderia levar de um a dois meses por conta do trâmite no Conselho de Ética.

Se isso acontecer, Brazão, mesmo se for solto pelos deputados, perderia o foro privilegiado.

O STF está às voltas com julgamento para redefinir o alcance do foro privilegiado. Para ministros, a decisão da Câmara pode até ser uma manobra para ajudar Brazão, mas a corte vai definir os limites da prerrogativa de foro nos próximos dias, incluindo esse cenário: de cassação de um parlamentar como Brazão.

Para ministros, a corte deve ”rever tudo” e até lá- se a cassação ocorrer entre uma dois meses- a PGR já deverá ter apresentado denúncia.

Foro no STF

Relator dos casos, o ministro Gilmar Mendes propôs que, quando se tratar de crime praticado no exercício da função, o foro privilegiado deve ser mantido mesmo após a autoridade deixar o cargo. Isso valeria para casos de renúncia, não reeleição, cassação, entre outros. Toffoli, Zanin, Dino e Moraes seguiram o voto.

Além disso, pelo voto do ministro – seguido pelos demais – mesmo cassado o caso de Brazão ficaria no STF. Ministros avaliam que, como teve obstrução, o foro é o Supremo ainda, pois seria um crime continuado de Brazao como deputado federal.

Em seu voto, Mendes cita, também, casos em que o foro prevalece mesmo para parlamentares que deixem função pública – mesmo se houver cassação.

Para um ministro, a eventual cassação pode ser uma manobra da Câmara tentando usar a jurisprudência atual do STF sobre foro, de 2018. Se não houver pedido de vista e o julgamento for concluído no STF, o caso de Brazão permaneceria na corte.

Vai virar um jogo de tempo”, resume ele.

Barroso pediu vista.

Barroso devolveu um pedido de vista (mais tempo para analisar o caso). Com isso, o voto de Barroso deve ser inserido no plenário virtual do STF no dia 12 de abril.

Na prática, dizer que o foro de um político é no STF significa que ele deve ser julgado no tribunal diretamente, e não nas instâncias inferiores.

“Eis aqui a serva do Senhor”

COR LITÚRGICA: BRANCO

Anunciação do Senhor Solenidade | Segunda-feira


Naquele tempo, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33 Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, porque para Deus nada é impossível”. Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se. (Lc 1,26-38)


Após a oitava da Páscoa, a Igreja celebra hoje, a solenidade da Anunciação do Senhor.

Eis que o anjo Gabriel saúda a Virgem e dá a boa notícia: “Salve, ó cheia de graça, o Senhor é contigo”.

Ele a chama com um novo nome. É evidente que Maria ficou assustada, mas ao mesmo tempo ela deu o sim, selando a aliança definitiva com Deus, que assim, lhe revela seu maior segredo.

O ventre de Maria torna-se a casa para receber o ‘Rei da Glória’, encarnação, grande acontecimento.

Em Maria, está o Projeto de uma humanidade melhor. Deus, na obra da salvação, conta com Maria. Jesus vai contar com os Apóstolos. A Igreja, hoje, conta com cada um de nós. Maria é símbolo dos que creem em Deus e o acolhem em sua Palavra-Verbo. Maria, embora não entenda todo o mistério, a fé a sustenta e o Espírito Santo a ilumina.

Nós também recebemos, através do batismo um dom inicial, a graça original que enche a nossa vida e muitas vezes não temos consciência disso. Através do nosso batismo somos revestidos da graça divina, um bem maior que recebemos de Deus.

Maria foi sustentada pela graça de Deus, pois, mesmo perturbada com as palavras do anjo, pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação. O anjo, então, disse-lhe: “Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus”. Ela, na grandeza do seu silêncio, coloca-se como serva, participante da obra da salvação.

Que saibamos ver em Maria um modelo e testemunho de vida para todo cristão. Que a exemplo da Mãe do Senhor, saibamos dar o nosso sim ao serviço do Reino.


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira

Reforma tributária: Haddad diz esperar que Congresso vote regulamentação até o fim do ano

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), disse que expectativa do governo federal é que o Congresso vote a regulamentação da reforma tributária até o fim do ano.

Nossa expectativa é que, até o final do ano ela [regulamentação da reforma tributária] possa ser apreciada. Ninguém tem a expectativa de, em duas semanas ou em um mês, votar a regulamentação da reforma tributária, porque as pessoas vão querer entender o que estão votando, e com razão. É uma reforma histórica no nosso país”, disse Haddad em entrevista ao Podk Liberados, com o senador Jorge Kajuru (PSB-GO) e a senadora Leila Barros (PSB-GO).

Ele ainda afirmou que o governo enviará a regulamentação aos parlamentares até 15 de abril.

A fala de Haddad vai ao encontro da sua declaração em entrevista à CNN, no fim de março, quando demonstrou otimismo com a possibilidade de aprovar, ainda neste semestre, a regulamentação da reforma tributária na Câmara dos Deputados, negando que o envio do texto tenha sido adiado ou que os projetos estejam parados em 2024.

No podcast com Kajuru e Leila, o petista também disse que esse é um momento de união, administrando os interesses de cada ator político, para reorganizar o país após uma década de irresponsabilidade fiscal com baixíssimo crescimento.

É um momento de se unir em torno de uma pauta. Não dá para ser do jeito que o Haddad quer, não dá para ser do jeito que o Lula quer, não dá para ser do jeito que o Lira quer. Nunca vai ser do jeito que alguém quer. Mas o importante é a agenda, nós vamos reorganizar o país, nós temos essa chance”, acrescentou.

Velório de Ziraldo é realizado no Museu de Arte Moderna do RJ

Cartunista Ziraldo, durante visita ao Jornal Correio Brasiliense, em 2016 (foto: André Violatti/Esp. CB/D.A Press)

O velório do cartunista, jornalista, chargista, pintor e escritor Ziraldo Alves Pinto, que morreu na tarde de sábado (6/4), aos 91 anos, será realizado neste domingo (07), na parte da tarde, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. O sepultamento será às 16h30, no Cemitério São João Batista.

Ziraldo ficou famoso por criar a história do personagem Menino Maluquinho, ainda na década de 1980. Entre outras obras, o escritor se tornou um dos mais aclamados escritores infantis do Brasil. Ziraldo deixa três filhos — Daniela Thomas, Fabrízia Alves Pinto e Antonio Pinto.

Segundo informações da assessoria de imprensa da família do cartunista, Ziraldo morreu por volta das 15h deste sábado. Ele estava em casa e dormia.

De acordo com a Agência Brasil, a família chegou a divulgar na noite de sábado que o velório ocorreria na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), mas, horas depois, soltou um novo comunicado com o novo local. A Associação Brasileira de Imprensa confirmou a mudança de local e anunciou que o velório vai começar a partir das 10h e terminará às 15h.

Além do popular O menino maluquinho, as obras de Ziraldo permeiam a arte infantil brasileira. O primeiro trabalho de Ziraldo data de 1939 (com apenas 6 anos de idade). Trata-se de um ilustração publicada no jornal A Folha de Minas — onde anos depois, em 1954, passou a comandar uma página de humor.

Formou-se em direito em 1957, na Faculdade de Direito de Minas Gerais. Antes dos sucessos com trabalhos infantis, Ziraldo trabalhou no Jornal do Brasil e O Cruzeiro, com charges políticas.

A Turma do Pererê foi o primeiro trabalho nacional em quadrinhos e mergulhou no folclore brasileiro. O material parou de circular com o advento da ditadura militar em 1964. Cinco anos depois, Ziraldo fundou o periódico O Pasquim — com importante posicionamento político.

Logo após o Ato Institucional Número Cinco (AI-5) da ditadura, em 1968, Ziraldo foi preso.

Israel retira suas tropas do sul de Gaza após seis meses de guerra com o Hamas

Tropas foram retiradas do sul de Gaza (foto: Exército de Israel/AFP)

O Exército israelense retirou suas tropas do sul de Gaza neste domingo (7), seis meses depois de uma guerra devastadora entre Israel e o movimento islamista Hamas e quando as negociações para uma trégua devem ser retomadas.

As forças de segurança de Israel indicaram, no entanto, que uma “força significativa” continuará operando no território palestino sitiado para “realizar operações precisas baseadas em inteligência“.

Pouco depois, o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, garantiu que Israel está “a um passo da vitória” em Gaza e insistiu que não haverá um cessar-fogo até que o Hamas liberte todos os reféns.

“Isso simplesmente não acontecerá“, declarou perante o conselho de ministros, no momento em que negociações para uma trégua devem ser retomadas no Cairo.

Seis meses de guerra deixaram o estreito território palestino em ruínas e a maioria dos seus 2,4 milhões de habitantes está à beira da fome, segundo a ONU.

O Exército de Israel afirmou ter retirado suas forças do sul de Gaza após meses de confrontos que destruíram diversas cidades, sobretudo Khan Yunis, a principal da região e cidade natal do líder do Hamas, Yahya Sinwar.

Hoje, domingo, 7 de abril, a 98ª Divisão de Comando das FDI [Forças de Defesa de Israel] concluiu sua missão em Khan Yunis“, afirmou o Exército.

Na madrugada de domingo, no entanto, as forças de segurança israelenses bombardearam o leste do Líbano, local com forte presença do Hezbollah, informou uma fonte próxima deste movimento pró-Irã, embora a Defesa Civil não tenha reportado vítimas.

Os ataques israelenses tiveram como alvo duas áreas do Vale do Bekaa, Khanta e Sifri“, disse à AFP uma fonte próxima ao grupo islamista libanês na região oriental de Baalbek.

Desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, as trocas de ataques têm sido diárias entre o Exército israelense e o Hezbollah, que afirma apoiar o Hamas em sua guerra em Gaza.

Retorno de deslocados

O conflito também deixou milhares de pessoas deslocadas internamente, segundo a ONU, tendo a maioria se refugiado em Rafah, na fronteira fechada com o Egito, onde a ONU estima que estão cerca de 1,5 milhão de palestinos.

Após o anúncio do Exército israelense, dezenas de refugiados palestinos em Rafah iniciaram sua viagem de retorno a Khan Yunis a pé, de carro ou em carroças, segundo imagens da AFP.

Neste domingo, caminhões carregados com ajuda humanitária entraram em Rafah procedentes do Egito. Suprimentos médicos também chegaram ao complexo médico Kamal Adwan em Beit Lahia, no norte do território.

A guerra começou em 7 de outubro, quando o Hamas invadiu o sul de Israel e matou 1.170 pessoas, a maioria civis, segundo uma contagem da AFP baseada em dados oficiais israelenses.

Os combatentes palestinos também sequestraram 250 pessoas, das quais 129 permanecem detidas em Gaza, incluindo 34 que teriam morrido, segundo as autoridades israelenses.

A ofensiva aérea e terrestre lançada por Israel em resposta deixou pelo menos 33.175 mortos em Gaza, segundo o último balanço do Ministério da Saúde do território, governado pelo Hamas desde 2007.

Israel também impôs um cerco “completo” ao território, impedindo a entrada de água, combustível e alimentos.

No final de novembro, uma primeira trégua permitiu a entrada de ajuda em Gaza e a troca de uma centena de reféns por prisioneiros palestinos detidos em prisões israelenses. Mas a ajuda, que chega aos poucos e requer a aprovação de Israel, não é suficiente.

Nova rodada de negociações

Na quinta-feira, o presidente americano, Joe Biden, exigiu que Netanyahu chegasse a um acordo para um cessar-fogo e insistiu na necessidade de aumentar o fluxo de ajuda para Gaza.

Biden, cujo governo é o principal fornecedor de armas de Israel, também sugeriu, pela primeira vez, condicionar a ajuda dos EUA a Israel a uma redução nas mortes de civis e a uma maior entrada de ajuda humanitária no território palestino.

Os diálogos entre as duas autoridades ocorreram após Israel ter anunciado a demissão de dois oficiais responsáveis pela morte de sete trabalhadores humanitários, na sua maioria estrangeiros, no ataque contra um comboio da ONG World Central Kitchen (WCK) na Faixa de Gaza.

As negociações para uma trégua devem ser retomadas neste domingo no Cairo, onde o diretor da CIA, Bill Burns, e o primeiro-ministro do Catar, Mohamed bin Abdulrahman bin Al Thani, se encontrarão com mediadores egípcios para conversas indiretas entre as delegações de Israel e do Hamas, de acordo com a mídia egípcia Al Qahera News.

O grupo islamista palestino confirmou anteriormente que suas principais exigências são um cessar-fogo completo em Gaza, a retirada das forças israelenses e o retorno dos palestinos deslocados.

Netanyahu está sob crescente pressão interna para libertar os reféns. Na noite de sábado, dezenas de milhares de pessoas se manifestaram para exigir sua renúncia, e no domingo, familiares dos reféns reuniram-se em Tel Aviv para exigir a sua libertação.

Barroso alerta para disseminação de ódio e mentiras durante as eleições



Barroso disse, ainda, que é preciso que o STF volte a ser "menos proeminente" (foto: Jose Cruz/Agência Brasil)

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), fez, ontem, um alerta para as próximas eleições brasileiras, em outubro: a desinformação e discursos de ódio vão se repetir, tal como aconteceu em 2022 e 2018. Em palestra no Brazil Conference at Harvard & MIT, evento organizado por pesquisadores brasileiros em Boston, nos Estados Unidos, o magistrado afirmou que o pleito municipal ainda terá uma ameaça adicional — o uso de tecnologias de deepfake, que conseguem falsificar voz e imagem para fabricar peças artificiais e espalhar conteúdos sem a autorização da pessoa envolvida.

Mas, para o ministro, esse perigo não está restrito ao Brasil — trata-se, segundo ele, de um fenômeno mundial. “Um grande problema que o mundo enfrenta, e vai enfrentar de novo onde houver eleições este ano, é o uso das plataformas digitais para desinformação, discurso de ódio e teorias conspiratórias. Isso agora vai acontecer sob o espectro do deepfake, que é capaz de colocar a mim ou outros dizendo coisas que nunca dissemos sem que seja possível identificar que aquilo é uma fraude“, adverte.

Para Barroso, “a humanidade corre risco de perda da liberdade de expressão porque somos ensinados a acreditar no que vemos e ouvimos. O dia em que não pudermos acreditar no que vemos e ouvimos, a liberdade de expressão será perdida“. O presidente do STF citou outros riscos às eleições e ao convívio social que se misturam à natureza do que nomeou “populismo autoritário“.

A característica central do populismo é a divisão da sociedade em duas: nós, o povo puro, decente e conservador; e eles, as elites cosmopolitas, progressistas e corrompidas. A primeira falha conceitual desse populismo é a ideia de que só eles representam o povo, quando o povo é plural sempre. Ninguém pode reivindicar para si o monopólio da representação de um povo“, disse.

Inimigos

Barroso afirma que, além de dividir a sociedade intencionalmente, esses movimentos se apoiam na comunicação direta com as massas, passando por cima de instituições intermediárias, como o Legislativo, a imprensa livre e a sociedade civil. O “populismo autoritário” também elege inimigos para manter seus apoiadores mobilizados.

Na maior parte dos casos, um dos inimigos eleitos são as supremas cortes, os tribunais constitucionais. Foi o que aconteceu na Hungria, na Polônia, na Turquia, na Rússia e na Venezuela. Também foi o que aconteceu no Brasil“, disse Barroso, sem citar os ataques feitos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores ao STF.

Populistas autoritários geralmente gostam de cortes preenchidas com juízes submissos ou com poderes limitados. Porque o papel de uma suprema corte é limitar o poder político, assegurar o Estado de Direito e direitos fundamentais, inclusive contra maiorias políticas“, frisou.

Para o ministro, as supremas cortes têm papel importante na resistência a ataques contra a democracia, mas ele salientou que nenhum tribunal resiste sozinho — é necessário o engajamento da sociedade civil, sobretudo da imprensa e de forças políticas democráticas. Barroso lembrou, ainda, que cortes análogas ao STF perderam na Rússia, na Hungria e na Venezuela, mas, no Brasil, venceram, ainda que tenha ficado “por um triz“.

Captura da religião

Para o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, a apropriação de discursos religiosos com fins eleitorais é um risco à democracia. A advertência vem no momento em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca uma maneira de se aproximar dos evangélicos não apenas para melhorar sua populariade, mas, também, para reduzir a influência do ex-presidente Jair Bolsonaro nesse segmento.

“Um fenômeno que precisa ser tratado com delicadeza é a captura da liberdade religiosa pela política extremista que, em algumas partes do mundo, colocou líderes religiosos a serviço de determinadas causas políticas. A pior coisa que pode acontecer é um líder religioso dizer: ‘Meu adversário é o representante do demônio na Terra e, por isso, é preciso enfrentá-lo’. Isso é um desrespeito à integridade do processo eleitoral“, criticou.

Embora Barroso não tenha explicitado, na corrida presidencial de 2022, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro comparou Lula ao diabo. “Quem é o pai da mentira? É o diabo, um homem mentiroso, que quer voltar à cena do crime, que quer voltar a roubar. Mas que, antes de tudo isso, quer colocar todos na cadeia. Porque ele está com uma lista, está com sede de vingança, está com sangue nos olhos para se vingar de todos aqueles que se levantaram contra ele“, disse a ex-primeira-dama.

Golpismo

Barroso disse, ainda, que é preciso que o STF volte a ser “menos proeminente” — embora considere que seja necessário prosseguir com os processos sobre a tentativa de golpe de Estado, em 8 de janeiro de 2023, com a depredação das sedes dos Três Poderes.

Precisamos voltar a um STF que seja menos proeminente o mais rápido possível. Mas não podemos fingir que essas coisas (tentativa de golpe e invasão dos Três Poderes) não aconteceram. Infelizmente, ainda precisamos seguir nesses processos por um pouco mais de tempo. Mas, aí, surgiram investigações mostrando que estávamos mais perto de um golpe de Estado do que imaginávamos. Chegamos muito perto do impensável no Brasil. Estávamos mais próximos ao colapso do que achávamos, constatamos agora“, salientou.

Netanyahu afirma que Israel está próximo da ‘vitória’ em Gaza

Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu (foto: Leo Correa / POOL / AFP)

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, garantiu neste domingo (7) que Israel está “a um passo da vitória” na guerra em Gaza e que não haverá um cessar-fogo até que o Hamas liberte todos os reféns.

Estamos a um passo da vitória. Mas o preço que pagamos é doloroso e desolador“, declarou ele em um discurso perante o conselho de ministros no dia em que se completa seis meses da guerra que eclodiu em 7 de outubro, após um ataque sem precedentes do grupo islamista palestino Hamas em solo israelense.

Não haverá cessar-fogo sem o retorno dos reféns. Isso simplesmente não acontecerá“, acrescentou.

Tocando nossas feridas com Sua Misericórdia

COR LITÚRGICA: BRANCO

2º Domingo da Páscoa


 Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”. Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”. Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”. Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e, para que, crendo, tenhais a vida em seu nome. (Jo 20,19-31).


Amados irmãos e irmãs, Cristo Ressuscitou, Aleluia! Estamos vivenciando o tempo pascal, cinquenta dias que culminam em Pentecostes.

Nesta liturgia do segundo domingo do tempo pascal, é-nos apresentada a comunidade de Homens Novos que nasceu da cruz e da ressurreição de Jesus: a Igreja.

Essa comunidade vive e testemunha no mundo a Vida Nova de Deus e continua entendendo sua missão. Na primeira leitura, vemos os traços de uma comunidade ideal: todos vivem unidos na mesma fé e o amor fraterno se manifesta em gestos concretos de partilha e esperança.

No Evangelho, destacamos a importância de estar reunido. Não existe cristianismo isolado; eles aguardavam Jesus unidos, e O recebem também unidos.

Quem quiser “ver” e “tocar” Jesus ressuscitado, deve procurá-l’O no meio dessa comunidade que d’Ele nasceu e que d’Ele vive.

A atitude de Tomé nos ensina a reconhecer Jesus em nossas dores e humanidade. Onde muitos fogem e escondem, Jesus se revela. “Esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.”

Portanto, neste Domingo da Misericórdia, levemos nossa fé onde temos nossas feridas abertas, e deixemos que Jesus as toque, para que Ele as transborde com Sua misericórdia e nos conduza a Sua ressurreição.

Que possamos nos alegrar ao encontrar Jesus ressuscitado e transmitir aquilo que nossa fé nos ofereceu: a paz. Uma santa Páscoa!


Pe. Gutembergue Lacerda

Sacerdote da Diocese de Afogados da Ingazeira

Vigário Paroquial da Paróquia de São Sebastião / Iguaracy – PE

Lula tentará diálogo com eleitores de Bolsonaro

Lula tentará diálogo com eleitores de Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sido orientado a renunciar ao discurso de polarização política e iniciar diálogo com o eleitorado que votou em Jair Bolsonaro (PL).

A mudança de estratégia, segundo assessores do governo, ocorre com a maior presença do marqueteiro Sidônio Palmeira, responsável pela campanha vitoriosa do petista.

Ele tem feito visitas frequentes ao Palácio da Alvorada para orientar ministros e o próprio presidente sobre a comunicação do governo. A última foi na quarta-feira (4).

A avaliação é de que as menções recorrentes a Jair Bolsonaro afastaram o eleitorado que, apesar de moderado, preferiu apoiar a direita em vez da esquerda na última eleição presidencial.

A orientação repassada à equipe ministerial pelo Palácio do Planalto é a de diminuir a polarização e evitar menções ao governo passado na medida do possível.

A ideia agora é ressaltar as conquistas econômicas da gestão atual, mas, como resumiu um assessor do governo, “respeitando as preferências políticas de cada um”.

O presidente não tem expectativa de conquistar o eleitor ideológico, mas avalia que pode recuperar um eleitorado moderado que reconhece os avanços atuais do país.

O diagnóstico dos estrategistas petistas é de que foi esse eleitor que avaliou a gestão atual como boa ou ótima, em 2023, e agora migrou para regular, ruim ou péssimo.

Nesse sentido, a ideia é adotar o slogan “Fé no Brasil”, em um aceno ao eleitor evangélico, mas com um complemento: “A gente está no rumo certo”, para dialogar com o eleitorado que mudou de opinião sobre a gestão petista.

O mote da nova campanha publicitária é ressaltar que as iniciativas da atual gestão são para todos, mesmo que as pessoas pensem diferente.

Nas palavras de um assessor do presidente, é tentar encontrar pontos de consenso entre eleitores identificados com a esquerda e com a direita, como em relação ao combate à inflação.

A ideia é que a campanha publicitária seja veiculada ainda neste mês.

Equador fala de combate à corrupção ao justificar invasão à Embaixada do México

Equador está sob o comando de Daniel Noboa desde novembro de 2023

Em comunicado à imprensa no sábado (6), o governo equatoriano falou sobre combate à corrupção ao justificar sua invasão à Embaixada do México na sexta-feira (5), em Quito. O Ministério das Relações Exteriores alegou que tinha esgotado todos os recursos diplomáticos no conflito entre os dois países, que surgiu a partir da presença de Jorge Glas Espinel na embaixada, e que o México devia ter “cumprido as obrigações contidas na Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção”.

O ex-vice-presidente foi condenado no Equador por crimes de associação ilícita e suborno no âmbito da “trama Odebrecht”, pela qual foi condenado a seis e oito anos de prisão, respectivamente.

A Chancelaria equatoriana informou que forneceu todas as informações sobre as condenações e ordens de captura contra Glas à Embaixada do México, solicitando em várias ocasiões que se respeitasse as leis equatorianas e que a Polícia Nacional pudesse cumprir a ordem de detenção emitida pela Corte Nacional de Justiça. No entanto, essas solicitações foram negadas pelas autoridades mexicanas.

Ainda alegou que por estar sob uma medida cautelar que exigia sua apresentação periódica às autoridades judiciais, mas ter sido acolhido na embaixada mexicana, o governo do México contribuiu para o não cumprimento da obrigação do equatoriano de se apresentar semanalmente perante as autoridades judiciais. “Isso foi considerado uma interferência nas instituições democráticas do Equador e uma violação do princípio de não intervenção nos assuntos internos de outros Estados”, escreveram na nota.

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, também foi criticado no comunicado por suas declarações que questionaram a legitimidade das eleições equatorianas de 2023, o que foi considerado pelo governo, mais uma vez, uma intervenção nos assuntos internos do país.

O governo mexicano também foi acusado de não cumprir com a Convenção de Viena. “Para o Equador, a concessão de asilo diplomático ao cidadão não é apenas um ato ilícito de México no contexto das disposições acima mencionadas das convenções de asilo, também contraria o artigo 41.º, n.º 3, da Convenção de Viena, uma vez que as instalações da missão não deve ser utilizada de forma incompatível com as funções da missão”, argumentaram.

A Administração de Daniel Noboa ainda defendeu que o Equador “é um país que respeita a lei internacional, em que nenhuma pessoa é perseguida por razões de raça, religião, pertencimento a determinado grupo social ou opinião política, em observância à Constituição, os instrumentos internacionais de direitos humanos e as leis da República”.

Combate à corrupção

O Ministério das Relações Exteriores equatoriano ainda mencionou a Convenção do Nações Unidas contra a Corrupção de 2002 e na Convenção Interamericana contra a Corrupção de 1996, argumentando o dever de cooperação para prevenir e combater atos corrupção no exercício de funções públicas.

É enfatizado que nenhum criminoso pode ser considerado um perseguido político, especialmente quando foi condenado com sentença executória e com ordem de captura vigente”, finalizaram a nota.

Israel lança novos ataques no leste do Líbano após Hezbollah derrubar drone

Membros do Hezbollah desfilam durante um comício que marca o Dia de Al-Quds — Foto: Mohamed Azakir/Reuters

Israel lançou novos ataques aéreos no leste do Líbano neste domingo (7), atingindo locais de infraestrutura do Hezbollah, depois que o grupo armado derrubou um drone israelense sobre o país, enquanto ambos os lados continuam a trocar tiros em meio à escalada de tensões regionais.

De acordo com a Reuters, o exército israelense disse em um comunicado que caças atingiram um complexo militar e três outros locais de infraestrutura pertencentes ao Hezbollah na cidade oriental de Baalbek.

Ele disse que o último ataque foi em resposta à derrubada de um veículo aéreo não tripulado pelo Hezbollah, apoiado pelo Irã, no espaço aéreo libanês, que o grupo identificou como o drone Hermes 900, de fabricação israelense.

O Hezbollah tem negociado fogo com Israel através da fronteira sul do Líbano desde 8 de outubro, um dia após o grupo palestino Hamas lançar um ataque a Israel, que culminou na guerra de Israel em Gaza e levou à escalada das tensões regionais.

Os bombardeios israelenses mataram cerca de 270 combatentes do Hezbollah e cerca de 50 civis. No sul do Líbano, cerca de 90 mil pessoas também foram deslocadas, enquanto mais de 96 mil israelitas foram deslocados da zona fronteiriça norte do país.

Os EUA e outros países procuraram uma resolução diplomática para as trocas de tiros entre o Hezbollah e Israel. O Hezbollah disse que não interromperia o fogo antes que um cessar-fogo fosse implementado em Gaza.

Duas fontes de segurança disseram que o último ataque israelense ao Líbano teve como alvo um campo de treinamento pertencente ao Hezbollah na aldeia de Janta, perto da fronteira com a Síria, e na cidade de Safri, perto de Baalbek.

Não houve relatos de vítimas dos ataques, disseram as fontes.

Musk desafia Moraes e fala em reverter restrições do X, antigo Twitter, no Brasil

Elon Musk (esquerda) e Alexandre de Moraes (direita) (fotos: Angela Weiss / AFP e Gustavo Moreno/SCO/STF)

Em nova publicação nas redes sociais, o dono do X (antigo Twitter), Elon Musk, desafiou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Segundo o empresário, a rede social está “revertendo todas as restrições” aplicadas, mesmo que isso custe a operação do X no país.

De acordo com Musk, existe a possibilidade de fechamento do escritório da rede social no Brasil.

Estamos revertendo todas as restrições. Este juiz aplicou multas pesadas, ameaçou prender nossos funcionários e cortou o acesso ao X no Brasil. Como resultado, provavelmente perderemos todas as receitas no Brasil e teremos que fechar nosso escritório lá. Mas os princípios são mais importantes do que o lucro”, disse ele na publicação.

Guerra em Gaza: seis meses depois, objetivos não foram cumpridos e cessar-fogo está distante

Itens de ajuda humanitária para os moradores da Faixa dde Gaza caem no território — Foto: Ronen Zvulun/Reuters

A certeza da vitória total contra o Hamas, repetida insistentemente pelo premiê Benjamin Netanyahu durante os seis meses de guerra na Faixa de Gaza, soa a cada dia como balela.

Sua campanha militar para vingar o massacre de 1.200 pessoas e o sequestro de outras 240 no sul do país se revelou catastrófica e levou Israel a um beco sem saída: embora enfraquecido, o Hamas não foi, nem será, extinto; metade dos reféns ainda se encontra em Gaza —sabe-se lá em que condições— e seu retorno deixou de ser prioridade para o governo.

Se depender do primeiro-ministro, a prometida vitória não ocorrerá em breve, muito menos o cessar-fogo exigido pelo Conselho de Segurança da ONU. O premiê trata de buscar um pretexto para adiar o fim da guerra que matou pelo menos 32 mil palestinos, segundo os cálculos feitos pelo Hamas, e transformou o enclave em terra arrasada.

Dia sim, dia não, ele acrescenta a conquista de Rafah, onde se encontram mais de 1,3 milhão de palestinos deslocados, a seu plano para a vitória final, embora os preparativos para esta empreitada estejam estancados. A sobrevivência política do primeiro-ministro e da coalizão fundamentalista que ancora o governo ruma para o colapso no pós-guerra.

O confronto desencadeado pela ação terrorista do Hamas produziu um desastre humanitário, pela dificuldade de acesso da população palestina a mantimentos. De acordo com relatório da entidade Integrated Food Phase Classification, a insegurança alimentar afeta 1,1 milhão de habitantes em Gaza, e a fome é iminente nas províncias do Norte.

É preciso parar de restringir a ajuda humanitária, parar de matar civis e trabalhadores humanitários e parar de usar os alimentos como arma. Não há mais vidas inocentes perdidas”, desabafou o chef José Andrés, fundador da World Central Kitchen, após sete agentes humanitários da ONG serem mortos por ataques israelenses.

Em nome da segurança interna, Netanyahu perdeu a guerra da narrativa já na primeira fase da justificada ofensiva em Gaza. O antissemitismo no mundo floresceu e termos como genocídio e Holocausto passaram a ser relativizados.

O premiê enfrenta atualmente a revolta dentro e fora de Israel. A unidade nacional gerada pelo massacre brutal do Hamas em solo israelense dissipou-se. A defesa da saída de Netanyahu e a convocação de eleições antecipadas no meio de uma guerra voltaram a ser alardeadas em protestos de israelenses, como ocorria sistematicamente antes do massacre do Hamas.

Pressionado por partidários e opositores, Netanyahu endurece o discurso

A invasão de Gaza decorreu sem um plano do governo sobre o dia seguinte ao fim da guerra, embora a coalizão fundamentalista do premiê defenda vigorosamente a reocupação do território. A tensão entre colonos e palestinos se acirrou em outra frente de batalha, na Cisjordânia, impulsionada pela ação de ministros extremistas do governo.

As relações entre Israel e seu aliado mais poderoso chegaram ao nível mais baixo, após desafios sistemáticos de Netanyahu a Joe Biden. No último contato entre os dois, nesta quinta-feira, o presidente americano falou duro com o premiê e condicionou o apoio a Israel à proteção de civis em Gaza, embora os EUA ainda mantenham em dia o fornecimento de ajuda militar ao país.

Em seis meses, as tragédias se multiplicaram — mortes de civis, reféns, jornalistas e funcionários de organizações humanitárias; relatos de estupros de mulheres sequestradas pelo Hamas; e ataques a hospitais palestinos pelas forças israelenses em busca de terroristas.

Com tudo isso, o ponto de inflexão para o desfecho dessa guerra, a maior desde a independência de Israel, ainda parece estar muito distante e a anos-luz da chamada solução de dois Estados.

Ucrânia pode ficar sem mísseis de defesa se Rússia continuar com bombardeios

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky

O presidente Volodymyr Zelenskiy alertou, em comentários veiculados neste sábado, que a Ucrânia pode ficar sem mísseis de defesa aérea se a Rússia mantiver sua intensa campanha de bombardeios de longo alcance.

O alerta mais contundente do líder ucraniano até agora sobre a deterioração da situação das defesas aéreas do seu país foi dado após semanas de ataques russos contra o sistema de energia e cidades, usando um vasto arsenal de mísseis e drones.

Se eles continuarem atingindo (a Ucrânia) todos os dias da maneira como estão fazendo no último mês, podemos ficar sem mísseis, e os parceiros sabem disso”, afirmou Zelenskiy, em uma entrevista para a televisão ucraniana.

Ele afirmou que a Ucrânia tem estoques de defesa aérea suficientes para lidar com o momento, mas que já estava tendo que tomar decisões difíceis sobre o que proteger.

Ele destacou especialmente a necessidade do sistema de defesa aérea Patriot.

O sofisticado sistema de defesa aérea dos EUA tem sido vital durante os ataques russos com mísseis balísticos ou hiperssônicos que podem atingir alvos em questão de minutos.

Zelenskiy também disse que a Ucrânia não tem munições suficientes para uma contra-ofensiva contra a Rússia, mas começou a receber algumas de parceiros. “Não temos munições para ações contra-ofensivas, como para a defesa – há várias iniciativas e estamos recebendo armas”, disse.

O presidente ucraniano aonda disse que seu país concordaria com um pacote de ajuda dos EUA na forma de um empréstimo “Concordaremos com quaisquer opções”, disse ele, acrescentando que “quanto mais cedo (a ajuda chegar), melhor”.