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Senado dos EUA aprova ajuda à Ucrânia, Israel e Taiwan

Ajuda autoriza os Estados Unidos a confiscar e vender os bens russos congelados por sanções (Foto: Unsplash)

Após meses de bloqueio, o Senado norte-americano, de maioria democrata, aprovou um novo pacote de ajuda militar de 95 bilhões de dólares à Ucrânia, Israel e Taiwan. Foram 79 votos contra 18 na votação que aprovou o pacote global.

A ajuda também autoriza os Estados Unidos a confiscar e vender os bens russos congelados, devido às sanções, para que possam ser usados para financiar a reconstrução da Ucrânia.

Segundo o presidente dos EUA, Joe Biden, o envio de armas e equipamentos para a Ucrânia deve acontece ainda esta semana. “Uma maioria bipartidária no Senado se juntou à Câmara para responder ao apelo da história neste ponto de inflexão crítico. Assinarei esta proposta de lei e falarei com o povo norte-americano quando ele chegar à minha mesa”, anunciou Biden.

Há quase um ano e meio que o Congresso não aprovava um grande pacote de ajuda a Kiev, principalmente devido a disputas partidárias. Biden e o Partido Democrático consideram um investimento na segurança dos Estados Unidos em relação a Rússia.

Antes da aprovação foram semanas marcadas por discussões tensas entre republicanos e democratas e, mesmo dentro do Partido Republicano, onde uma ala radical aliada ao ex-presidente Donald Trump ameaçava destituir o líder republicano do Congresso, Mike Johnson, acusando-o de ser cúmplice da Casa Branca. Mas, Johnson decidiu apoiar a medida. “Prefiro enviar munições para a Ucrânia a enviar os nossos jovens para combater”, justificou.

Nesta quarta-feira, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, declarou estar grato ao Senado dos Estados Unidos por aprovar uma ajuda vital à Ucrânia. “As capacidades de longo alcance, a artilharia e a defesa aérea da Ucrânia são ferramentas essenciais para restaurar mais rapidamente uma paz justa”, disse Zelensky.

O pacote inclui o envio de munições, incluindo de defesa aérea e munições de artilharia, que haviam sido pedidas por Kiev, além de veículos blindados e outros armamentos.

Desde o início da invasão russa, os EUA já enviaram mais de 44 bilhões de dólares em ajuda militar ao governo ucraniano.

Proibição de cigarro eletrônico pela Anvisa repercute na bancada federal de Pernambuco

Esses dispositivos podem conter mais de 80 substâncias tóxicas, aumentando o risco de câncer para os fumantes (Foto: Freepik)

A proibição da venda de cigarros eletrônicos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) repercutiu entre deputados da bancada federal em Pernambuco.

Esses dispositivos podem conter mais de 80 substâncias tóxicas, aumentando o risco de câncer para os fumantes.

Popularmente conhecido como “vape”, a Organização Mundial da Saúde (OMS) relaciona que o uso da nicotina em pessoas com menos de 20 anos pode acarretar em mais chances de se tornarem fumantes do cigarro tradicional na vida adulta.

Somente no ano de 2023, segundo dados do Inca, 73.500 pessoas foram diagnosticadas com algum tipo de câncer provocado pelo uso do cigarro. Mais de 156 mil mortes poderiam ser evitadas todo ano se o tabagismo fosse rejeitado.

Por meio de nota, o deputado Eduardo da Fonte afirmou que a Anvisa atendeu a um pedido dele para manter a proibição da comercialização de cigarros eletrônicos no país.

É uma vitória para a saúde do povo brasileiro a proibição da venda dos cigarros eletrônicos. Os usuários destes cigarros estão mais propensos a terem AVC e infarto, além de potencializar a ansiedade, depressão, transtornos de humor e síndrome do pânico. A ilegalidade do vape no Brasil, em contraponto à permissividade em outros países, coloca o bem-estar e a qualidade de vida de todos em primeiro lugar”, justificou Eduardo da Fonte.

Apesar de já serem proibidos em todo o território nacional, esses produtos podem ser facilmente encontrados no comércio ou online.

Os diretores da Anvisa justificaram na sua decisão o aumento do uso entre os jovens em países que liberaram, como os Estados Unidos; o seu potencial de dependência devido à nicotina, que pode chegar a ter cerca de 20 vezes a mais que o cigarro comum; e a ausência de pesquisas a longo prazo.

ONU pede ao Reino Unido que reconsidere plano de deportar imigrantes para Ruanda

Primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, participa de sessão da Câmara dos Comuns, em Londres

Dois altos funcionários das Nações Unidas apelaram nesta terça-feira (23) ao Reino Unido para reconsiderar o seu plano de deportar imigrantes para Ruanda, alertando que a medida teria um impacto prejudicial nos direitos humanos e na proteção dos refugiados.

Em uma declaração conjunta, Filippo Grandi, o Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados, e Volker Turk, o Alto Comissário das Nações Unidas para Direitos Humanos, apelaram ao Reino Unido para que, em vez de transferir requerentes de asilo para o país africano, tomasse medidas práticas para lidar com os fluxos irregulares de migrantes e refugiados.

Falando em nome de Turk em uma conferência de imprensa da ONU em Genebra, a porta-voz Ravina Shamdasani disse que a legislação “prejudica seriamente o Estado de Direito no Reino Unido e estabelece um precedente perigoso a nível mundial”.

O primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, prometeu na segunda-feira (22) começar a enviar requerentes de asilo para Ruanda dentro de 10 a 12 semanas, enquanto a Câmara Alta do Parlamento aprovava uma legislação que foi adiada por semanas devido a tentativas de alterar o plano.

Outros países estão considerando medidas duras para travar a migração ilegal, com a Itália planejando construir campos de acolhimento na Albânia para milhares de migrantes que chegam pelo mar.

Recapturados, fugitivos de Mossoró ameaçam e xingam agentes em presídio

Deibson Cabral Nascimento e Rogério da Silva Mendonça fugiram do presídio federal de Mossoró em fevereiro e foram recapturados no Pará

A direção da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, abriu um processo administrativo contra Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento, conhecidos como os fugitivos de Mossoró. Segundo os policiais, o processo é por “infrações disciplinares graves”.

De acordo com uma portaria emitida, durante uma revista na cela de Mendonça, no isolamento, ele teria desobedecido às ordens dos agentes, sem seguir o protocolo, e proferido ameaças e xingamentos.

Ao ser repreendido, teria dito “palavras e frases em tom ameaçador, chegando a ameaçar até diretamente”. Segundo os agentes, ele teria dito: “Cadê vocês no mato, eu ia encher a cara de tiro”, “Se eu te pegar lá fora, eu taco fuzil na tua cara”, diz o ofício.

Policiais penais ouvidos pela CNN de forma reservada também contaram que os dois integrantes do Comando Vermelho “têm dado muito trabalho”, que seria não seguir as ordens dentro da unidade e ameaçar os agentes.

Deibson e Rogério foram recapturados após permanecerem foragidos por 51 dias da unidade prisional. Eles fugiram em 14 de fevereiro, pela luminária da cela, e ficaram na região rural de Mossoró por duas semanas, sendo essa a primeira fuga do Sistema Penitenciário Federal.

A caçada de 51 dias terminou em 4 de abril, quando os dois foram presos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Federal (PF) em Marabá, no Pará. Os dois estavam na BR 222, com planos de ir até Rondônia e fugir para a Bolívia quando foram interceptados.

À CNN, a advogada Flávia Fróes disse que nesta segunda-feira (22) fez um pedido de transferência do Rogério para outra unidade federal. Segundo ela, o preso relatou tortura e ameaças de morte por parte de policiais penais. E que por isso precisa deixar a unidade. Sobre esse relato, a reportagem procurou a Senappen e aguarda retorno.

Hezbollah lança mais profundo ataque contra Israel desde guerra em Gaza

Bandeiras do Hezbollah sobre foto do líder do grupo, Sayyed Hassan Nasrallah, no sul do Líbano

O grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã no Líbano, disse nesta terça-feira (23) que lançou um ataque de drone contra bases militares israelenses ao norte da cidade de Acre, em seu mais profundo ataque ao território israelense desde o início da guerra de Gaza.

Os militares israelenses afirmaram que não tinham conhecimento de que alguma de suas instalações havia sido atingida pelo Hezbollah, mas disseram mais cedo na terça-feira que interceptaram dois “alvos aéreos” na costa norte de Israel.

O Hezbollah disse que agiu em retaliação a um ataque israelense que matou um de seus combatentes. O grupo publicou o que parecia ser uma foto de satélite, com o local do ataque simbolizado por um flash com um círculo vermelho ao redor, que ficava no meio do caminho entre Acre e Nahariyya, ao norte.

Ataques aéreos israelenses mataram dois combatentes do Hezbollah no sul do Líbano, disseram os militares na terça-feira. Mais tarde, o Hezbollah confirmou a morte de um de seus combatentes, Hussein Azkoul, mas não forneceu mais detalhes.

Um outro ataque israelense, na noite de segunda para terça-feira, matou um combatente da unidade de elite do Hezbollah, as Forças Radwan, disseram os militares, embora o Hezbollah não tenha confirmado sua morte.

Desde outubro, os ataques israelenses mataram cerca de 270 combatentes do Hezbollah e cerca de 50 civis. Os disparos de foguetes e drones do Hezbollah mataram cerca de uma dúzia de soldados israelenses e metade do número de civis. O bombardeio deslocou dezenas de milhares de pessoas de ambos os lados.

Lula pede a Haddad que regulamentação da reforma tributária seja coerente com políticas sociais

Lula pede a Haddad que regulamentação da reforma tributária seja coerente com políticas sociais

O presidente Lula pediu ao ministro Fernando Haddad que garanta que os projetos que vão regulamentar a reforma tributária sejam coerentes com políticas públicas sociais do governo e considerem beneficiar as camadas mais baixas da população, apurou a CNN.

O pedido foi feito durante reunião na noite de segunda-feira (22) no Palácio do Planalto, da qual participaram, além de ambos, o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, e o secretário especial para reforma tributária, Bernard Appy.

O encontro tratou principalmente do alcance das alíquotas reduzidas dos produtos da cesta básica. Parte terá alíquota zero e parte terá alíquota reduzida. O grupo tratou também do chamado Imposto Seletivo, que incidirá sobre produtos que provocam danos à saúde e ao meio ambiente.

O governo agora corre para fazer alguns ajustes. A expectativa é de que eles possam ser apresentados ainda nesta semana — pelo menos de modo reservado aos presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, nesta quarta-feira (24).

A equipe econômica trabalha com dois textos. O primeiro deles — e que deve ser alvo de mais debates — é o que trata de questões do mérito da reforma, como normas gerais para base de cálculo e alíquotas, exceções, regimes diferenciados e impostos seletivos.

A ideia é que a redação deixe que o Congresso Nacional tome a decisão final sobre questões sensíveis como quais produtos entrarão na cesta básica e quais produtos terão regime especial de tributação.

O governo fará a indicação de suas preferências, mas constrói o texto de modo a permitir alterações pelos parlamentares.

O segundo projeto trata de governança do sistema e processos administrativos que possam vir a questionar o sistema. Fontes da equipe econômica relataram à CNN que ele foi negociado previamente com estados e municípios para facilitar a tramitação no Congresso.

PGR denuncia Zambelli e Delgatti em investigação de invasão do site do CNJ

A deputada Carla Zambelli postou foto de encontro com Walter Delgatti — Foto: Reprodução/Twitter

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, denunciou a deputada federal Carla Zambeli (PL-SP) e o hacker Walter Delgatti Neto no âmbito da investigação da invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça.

Zambelli foi denunciada como mandante do crime.

A denúncia é pela prática de 10 crimes:

  • 7 crimes do artigo 154-A e par. 2 do CP (invasão de dispositivo informático);
  • 3 crimes do artigo 299 do CP (falsidade ideológica), por terem inserido documentos ideologicamente falsos no sistema informático.

Procurada, a assessoria de imprensa da deputada e a defesa de Delgatti ainda não se manifestaram sobre a denúncia.

A invasão do site do CNJ, segundo investigação da Polícia Federal, aconteceu em novembro de 2022. Em 4 de janeiro de 2023, Delgatti inseriu documentos falsos no sistema do órgão, como um mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), assinado pelo próprio magistrado.

O hacker disse à PF que Zambelli redigiu o falso mandado, o que ela nega. Delgatti também colocou no sistema uma falsa quebra de sigilo das contas bancárias do ministro.

Indiciamento pela Polícia Federal

No final de fevereiro deste ano, a PF concluiu o inquérito sobre a invasão e indiciou o hacker e a deputada por suspeita de terem cometido diversas vezes os crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica.

O relatório da PF foi analisado pela Procuradoria-Geral da República. Embora a PF não tenha encontrado trocas de mensagens entre Zambelli e Delgatti — ele relatou aos investigadores que apagava as conversas por precaução —, foram achados nos equipamentos pessoais de Zambelli, apreendidos quatro documentos falsos inseridos criminosamente pelo hacker no sistema do CNJ.

A minuta da falsa ordem de prisão contra Moraes foi publicada na imprensa na noite de 4 de janeiro, três horas após Zambelli recebê-la do hacker. A divulgação na imprensa alertou o CNJ sobre o hackeamento e motivou a investigação da PF.

Para a polícia, foi Zambelli que, após instigar o hacker a cometer a invasão do CNJ, divulgou o documento a jornalistas com o objetivo de difundir suspeitas sobre a credibilidade do Judiciário.

Na ocasião, apoiadores de Jair Bolsonaro usaram o episódio para questionar nas redes sociais a lisura do processo eleitoral conduzido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que é presidido por Moraes. A divulgação da invasão do CNJ ocorreu às vésperas dos atos golpistas do 8 de janeiro, quando militantes extremistas acampavam em frente aos quartéis do Exército.

Fraude em sistema do Siafi: criminosos agiram para desviar ao menos R$ 3,5 milhões

A investigação da fraude envolve a Polícia Federal, a Abin, o Tribunal de Contas da União e outros órgãos — Foto: Divulgação

Diversos órgãos envolvidos na apuração da fraude ao sistema de pagamentos da União, o Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), passaram a mapear as operações ilegais e, até aqui, a auditoria aponta que os criminosos tentaram desviar ao menos R$ 3,5 milhões, em diversas operações ilegais.

O Banco Central entrou na força-tarefa porque há suspeita de que parte do valor roubado tenha sido enviado para fora do país. O montante final do prejuízo ainda está sob apuração.

Segundo informação repassada pela Secretaria do Tesouro Nacional a setores do poder público com competência para autorizar pagamentos, ao menos três senhas foram usadas para tentar corromper operações envolvendo mais de 200 credores da União.

Ainda não se sabe quantas dessas violações foram exitosas.

Pelo menos 17 senhas foram corrompidas pelo que se sabe até o momento.

A investigação da fraude envolve a Polícia Federal, a Abin, o Tribunal de Contas da União e outros órgãos.

O que é o Siafi e como foi a fraude

O Sistema Integrado de Administração Financeira, gerido pelo Tesouro Nacional, é responsável pelos pagamentos do governo federal.

Os fraudadores conseguiram acessar ordens bancárias de diversas entidades e alterar dados dos beneficiários das emissões, desviando, em uma série de operações, dinheiro público por meio de um mecanismo que se assemelha ao pagamento via Pix, portanto, de débito automático: o OBpix.

Ao identificar a fraude, que ocorreu durante a Páscoa, o Tesouro passou a exigir licenças diferenciadas para a emissão de ordens de pagamento – e descredenciou a modalidade escolhida pelos bandidos, a OBpix.

Ainda segundo informação apurada pelo blog, a Secretaria do Tesouro Nacional chamou uma reunião com diversos órgãos ordenadores de despesas no dia 12 de abril para informá-los de que o Siafi havia sido alvo de uma invasão.

Julgamento que pode levar Trump à prisão começa a ouvir testemunhas e argumentos

O ex-presidente dos EUA Donald Trump em um Tribunal Criminal de Manhattan para julgamento em 19 de abril de 2024 na cidade de Nova York

O julgamento de Donald Trump, que inaugura a marca do primeiro ex-presidente dos EUA a ser réu, passa a ouvir testemunhas e argumentos acusatórios nesta segunda-feira (22), em processo criminal sobre suposta fraude envolvendo pagamentos feitos à atriz pornô Stormy Daniels em troca de silêncio sobre caso extraconjugal. O caso ocorreu na véspera das eleições presidenciais de 2016.

Com o corpo de jurados formados para administrar o processo, o julgamento tem previsão de duração de cerca de um mês. Este é o primeiro de quatro julgamentos em que Trump é réu.

Stormy Daniels e Michael Cohen, ex-advogado de Trump, estão entre as testemunhas-chave do julgamento. Espera-se que David Pecker, editor do tabloide National Enquirer, seja a primeira testemunha de acusação nesta segunda-feira.

Diretor de inteligência militar de Israel pede demissão por falha em prever ataque terrorista de 7 de outubro

O general israelense Aharon Haliva, que renunciou ao posto de diretor de Inteligência Militar — Foto: Reprodução/Reuters

O diretor do serviço de inteligência militar israelense, general Aharon Haliva, pediu demissão nesta segunda-feira (22) por sua responsabilidade no ataque terrorista promovido pelo Hamas em 7 de outubro.

O general Haliva é o primeiro oficial de alto escalão a renunciar ao cargo pelas falhas de segurança que permitiram o ataque sem precedentes do Hamas, que chocou Israel.

O general Haliva, “em coordenação com o comandante do Estado-Maior, solicitou o encerramento de suas funções devido a sua responsabilidade como diretor de inteligência nos eventos de 7 de outubro”, afirmou o Exército em um comunicado.

“Foi decidido que o general Aharon Haliva deixará sua posição e vai deixar o Exército após a nomeação de seu sucessor”, acrescenta a nota.

Na carta de renúncia, Haliva assume a responsabilidade e afirma que carregará para “sempre a terrível dor da guerra”.

“A divisão de inteligência sob meu comando não esteve à altura da tarefa que nos foi confiada”, afirmou Haliva. “Eu carrego aquele dia comigo desde então. Dia após dia, noite após noite. Carregarei para sempre a terrível dor da guerra”.

Na carta, Haliva pede “uma investigação exaustiva sobre os fatores e circunstâncias” que levaram ao ataque.

Assassinatos e sequestros

O ataque do Hamas de 7 de outubro desencadeou o conflito em Gaza entre Israel e Hamas. Na data, os terroristas assassinaram 1.170 pessoas e sequestraram 250, segundo um balanço da AFP baseado em dados divulgados pelas autoridades israelenses.

A ofensiva israelense em Gaza deixou 34.097 mortos, segundo o Ministério da Saúde do território palestino, governado pelo Hamas desde 2007.

Lula deve falar com Lira e Pacheco nesta semana, diz líder do governo no Congresso

Lula cumprimenta Lira e Pacheco durante diplomação no TSE — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), disse nesta segunda-feira (22) que Lula (PT) deve se encontrar nesta semana com os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Um dos assuntos que preocupam o governo é o avanço de pautas-bomba no Congresso, como a que concede um aumento salarial de 5% a cada cinco anos de serviço para membros do Judiciário e do Ministério Público, conhecida como PEC do Quinquênio.

Os encontros, segundo Randolfe, farão parte de um “roteiro de conversas” que Lula fará nos próximos dias, e deve envolver também os líderes e vice-líderes do governo.

Eu creio que o presidente deverá, nas próximas horas, ainda nessa semana, ter inicialmente a conversa com os dois presidentes das Casas e nós vamos construir uma agenda com os demais líderes sobre os temas que estão em votação no Congresso Nacional, em específico sobre a PEC do Quinquênio”, diz Randolfe.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na última quarta-feira (17). Para Randolfe, pautar a PEC agora é “inoportuno”.

“Nós temos nesse momento um conjunto de servidores públicos de todas as categorias que estão reivindicando realinhamento salarial e nós não estamos conseguindo avançar no debate. Não me parece justo da parte do Congresso aprovar um reajuste determinadas categorias, que constituem a elite do funcionalismo público, que pode representar para essas categorias um ganho de 35% a 40%”, fala Randolfe.

Segundo o senador, na reunião realizada na última sexta-feira com líderes do governo, Lula “se demonstrou muito disposto a conversar” com Lira e Pacheco, além dos líderes. O presidente, segundo o senador, vai pedir uma “arrumação de casa” na base do governo.

Pautas-bomba

A área econômica do governo Lula tenta conter as chamadas “pautas bomba” no Congresso Nacional, que aumentam gastos públicos.

Na semana passada, o governo enviou ao Congresso Nacional o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2025 prevendo aumento de 6,37% no salário mínimo, pagamento de R$ 40 bilhões das emendas impositivas e projeção de déficit zero para 2025.

Algumas pautas, no entanto, podem comprometer esse planejamento:

  • PEC do Quinquênio: se aprovada, a PEC pode causar um impacto fiscal de cerca de R$ 42 bilhões, segundo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner. O governo trabalha para adiar a votação.
  • Perse: o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos concede benefícios financeiros para o setor cultural, em razão dos prejuízos da pandemia. O governo tenta aprovar um limite de R$ 2 bilhões para o Perse e duração até 2027. A equipe econômica queria acabar com o Perse, mas o Congresso resistiu.
  • Emendas parlamentares de comissão: outro ponto delicado para o governo é preservar algo do veto de Lula ao valor de R$ 5,6 bilhões para as emendas parlamentares de comissão. Essa quantia foi aprovada pelo Congresso no Orçamento de 2024, mas Lula vetou. Os parlamentares têm demonstrado ao governo que fazem questão das emendas de comissão. Na reunião, o governo e seus aliados conversaram sobre estabelecer um valor de R$ 2 bilhões.

Lula é cobrado por profissionais da saúde sobre vacina atualizada contra a Covid

Presidente Luis Inácio Lula da Silva e a ministra da saúde Nísia Trindade (Crédito: Hugo Barreto/Metropóles @hugobarretophoto 
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Um grupo de profissionais da saúde, pesquisadores e pessoas com quadros de Covid longa assinaram uma carta que cobra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a ministra da Saúde, Nísia Trindade, pelo início da campanha de vacinação contra o coronavírus no Sistema Único de Saúde (SUS), mas com doses atualizadas para a variante XBB.

O coletivo ainda pede para serem dadas “informações detalhadas e verdadeiras sobre a demora no início da vacinação”. A carta aberta está disponível no site Qual Máscara?.

Na quinta-feira (18/4), o Ministério da Saúde estimou para a próxima semana a chegada das doses atualizadas contra a variante. Segundo o grupo que cobrou o governo, essa vacina “está disponível para o público do Hemisfério Norte desde setembro de 2023, com dose de reforço já liberada para a vacinação de idosos nos Estados Unidos desde fevereiro de 2024”.

Com impacto de R$ 42 bilhões, PEC do quinquênio assusta o governo

Senadores reunidos na CCJ, na quarta, para votar a PEC do quinquênio (Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou na última semana uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que cria um bônus a algumas carreiras do Judiciário, conhecida como PEC do quinquênio. O texto prevê que, a cada cinco anos de carreira, profissionais da magistratura, Ministério Público, ministros do Tribunal de Contas da União (TCU), bem como a conselheiros dos tribunais de contas estaduais e municipais, defensores públicos, servidores da Advocacia-Geral da União (AGU), procuradores dos estados e do DF e delegados da Polícia Federal recebam um adicional de 5% sobre seus salários, limitados a 35%.

O benefício não entraria no teto de remuneração do funcionalismo público de R$ 44.008,52, valor dos vencimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Para Vera Monteiro, professora de direito administrativo da Fundação Getúlio Vargas (FGV Direito-SP) e vice-presidente do conselho do instituto República.org, a medida cairá como “pólvora no Judiciário”. “Além de todas essas carreiras, todas as outras que se qualificarem como as chamadas carreiras de Estado vão querer o benefício. Isso vai ser como pólvora no Judiciário”, comentou a especialista.

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), estimou no dia da votação que o benefício poderia causar um impacto anual de R$ 42 bilhões nas contas públicas, dependendo de quantas categorias seriam impactadas pela PEC. O texto é mais uma das “pautas-bombas” aprovadas ou emperradas pelo Congresso que apertam ainda mais o cumprimento da meta fiscal de zerar o deficit nas contas públicas e pode encurralar ainda mais o governo Lula no cumprimento do arcabouço fiscal.

Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), líder governista no Congresso, prometeu que o governo entrará em campo, com mais uma vez o auxílio do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para negociar a questão, especialmente a diminuição das carreiras contempladas. Originalmente, a matéria concedia o adicional somente a juízes, promotores e procuradores do MP.

Porém, segundo relataram senadores ao Correio, a briga não deve ser para engavetar a PEC. A ideia acordada na reunião dos líderes partidários junto ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que também é autor do texto, é segurar a promulgação da emenda, caso seja aprovada no plenário da Casa Alta e pela Câmara, para que o projeto de lei que combate os supersalários no funcionalismo público possa tramitar.

Complementares

Tanto a PEC quanto o PL chegaram ao Senado em 2022 e se encontravam parados desde então. Pacheco defendia, desde essa época, que as matérias eram complementares e deveriam tramitar ao mesmo tempo. As matérias dividem, inclusive, o relator Eduardo Gomes (PL-TO). Diferentemente do bônus ao Judiciário, que se aprovado será inscrito na Constituição, a baliza para os supersalários ocorreria por meio de uma lei ordinária. A votação da PEC em plenário ainda demorará a acontecer, pois há cinco sessões de debate até que possa ser votada em primeiro turno, o que dá mais tempo para a articulação do governo.

Na sexta, uma reunião emergencial entre Lula, os ministros palacianos e seus líderes no Congresso, tratou de alguns dos empecilhos criados pelos parlamentares ao governo. Após o encontro, o líder na Câmara, José Guimarães (PT-CE), sinalizou que o Planalto deverá ir em busca dos governadores para tentar reverter a PEC. A estratégia seria desenhar o “efeito cascata” que a proposta teria para os cofres estaduais.

“Se essa PEC prosseguir, ela vai quebrar o país. Quebra o país e quebra os estados. Não tem o menor fundamento, na minha opinião. O presidente (Lula) não falou isso. É opinião minha como líder da Câmara. Essa PEC não pode, ela quebra fiscalmente o país”, disse o deputado.

Gabinete de guerra de Israel se reunirá no domingo para discutir reféns em Gaza

Gabinete de guerra de Israel reunido após ataque do Irã

O gabinete de guerra israelense está programado para se reunir na noite do domingo (21) para discutir os esforços para libertar os reféns que ainda estão mantidos em Gaza, de acordo com um funcionário israelense.

O gabinete de guerra é formado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o ministro da Defesa, Yoav Gallant, e Benny Gantz, que é presidente do Partido da Unidade Nacional.

Em um comunicado em vídeo, divulgado pela Assessoria de Imprensa do Governo para marcar a Páscoa no domingo, Netanyahu disse: “esta noite, 133 de nossos queridos irmãos e irmãs não se sentam à mesa do Seder e ainda estão presos no inferno do Hamas.”

Netanyahu acusou o Hamas de rejeitar propostas para um acordo de reféns “de imediato”, e disse que, em breve, Israel vai receber “golpes adicionais e dolorosos” e que aumentará a “pressão militar e política” sobre o Hamas para libertar os reféns.

Negociações

As negociações sobre um cessar-fogo e um acordo com reféns têm sido facilitadas por mediadores internacionais há semanas, mas não produziram avanços significativos ultimamente.

O quadro estabelecido pelos negociadores, de acordo com fontes familiarizadas com as negociações, é de uma pausa de seis semanas nos combates, durante os quais o Hamas libertaria 40 dos reféns restantes, incluindo todas as mulheres, bem como homens doentes e idosos. Em troca, centenas de prisioneiros palestinos seriam libertados das prisões israelenses.

O Hamas disse aos mediadores – que incluem o Catar e o Egito – que não tem 40 reféns vivos que correspondam aos critérios de libertação. O registro da CNN sobre as condições dos reféns também sugere que há menos de 40 reféns vivos que atendem aos critérios propostos.

Família Bolsonaro e aliados discursam em ato da extrema-direita em Copacabana

Manifestação em Copacabana reúne milhares de bolsonaristas (Reprodução)

A família Bolsonaro e aliados subiram em trio elétrico em Copacabana, Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (21) em manifestação para pressionar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, e rebater acusações de golpe contra o ex-presidente.

Antes mesmo do clã chegar no ato, o general Braga Netto, se dirigiu à multidão.“Vocês e Bolsonaro fizeram do PL o maior partido do Brasil. Deus, pátria, família e liberdade”, declarou.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, também discursou em apoio a Jair Bolsonaro (PL). “Agradeço a vocês o carinho com o presidente Bolsonaro e comigo. Continuamos na luta pelo Brasil. Muito obrigada a todos vocês. Tenho que sair”, falou.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi a primeira membro da família a discursar, e se dirigiu aos religiosos. “Uma mulher sábia edifica sua casa. Mulheres sábias edificam a nação. Estamos aqui para fazer uma política feminina e não feminista”, disse.

“A palavra (de Deus) tem poder de libertação. Como os nossos inimigos têm medo desta palavra”, afirmou aos cristãos, antes de puxar oração do Pai Nosso.

O senador Flávio Bolsonaro teceu críticas ao ministro Alexandre de Moraes, seguindo as falas de Elon Musk e as polêmicas de retirada de conteúdos de redes sociais nas últimas semanas, e o acusou de beneficiar o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições.

“Olha como o Alexandre de Moraes interferiu nas eleições de 2022 de uma forma totalmente parcial. Desequilibrou a livre concorrência nas eleições para beneficiar o Lula. Infelizmente, essa é a realidade. Tantas pessoas nas ruas, é exatamente um grito de liberdade ante todas as arbitrariedades que nós temos visto. Há uma perseguição implacável por um ministro apenas, que a gente lamenta”, discursou o filho mais velho de Jair.

O evento também conta com os deputados Nikolas Ferreira (PL), Marco Feliciano (PL) e Eduardo Bolsonaro (PL), o pastor Silas Malafaia, organizador do evento, e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).