
O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu nesta quarta-feira (28) o programa do governo que prevê a redução de impostos com o objetivo de estimular a compra, pela indústria nacional, de máquinas. Para ele, a iniciativa pode “melhorar a produtividade” e fazer a economia do país crescer.
Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços – fez as afirmações em entrevista à jornalista Míriam Leitão.
Recentemente, o ministério chefiado por Alckmin enviou ao Congresso um projeto que prevê o abatimento de impostos para indústrias que investirem na compra de novas máquinas. As reduções serão no Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e na Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL).
A medida que trata da chamada “depreciação acelerada” tenta estimular setores econômicos a investirem em novos equipamentos, aparelhos e instrumentos. Com a modernização das fábricas brasileiras, o governo espera um aumento da produtividade.
“Você [empresário] vai investir em bens de capital, e você vai ganhar produtividade. Temos dois problemas na economia: baixo investimento, baixa produtividade. Você vai ao encontro dos dois. Melhorar investimento, melhorar produtividade. O que é a depreciação superacelerada? Substitua suas máquinas e equipamentos, eu diminuo imposto de renda da pessoa jurídica e diminuo a CSSL”, afirmou Alckmin.
Segundo o vice-presidente, o estímulo deve custar aos cofres públicos cerca de R$ 1,7 bilhão neste ano; e mais R$ 1,7 bilhão em 2025.
Desde que Lula assumiu o poder, em janeiro de 2023, a equipe econômica do governo tenta melhorar o desempenho da economia e elevar a arrecadação para zerar o déficit fiscal – meta considerada “ambiciosa” por economistas e especialistas do mercado.
Na próxima sexta-feira (1º), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai divulgar o resultado oficial do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023.






