
A vereadora recifense Kari Santos (PT) denunciou que passou a receber ameaças de morte em suas redes sociais após uma manifestação feita na Câmara Municipal. Na sessão de terça-feira (25), a parlamentar levou ao plenário uma gaiola contendo a foto de Jair Bolsonaro (PL), em referência à condenação de 27 anos e 3 meses do ex-presidente.
Depois da publicação de um vídeo com a performance, no qual aparece segurando a pequena gaiola e a inscrição “Bolsonaro preso”, mensagens anônimas começaram a ser enviadas à vereadora. Segundo ela, diversos perfis defenderam que ela e seus familiares fossem “esfaqueados” ou “eliminados”.
“Eu só tornei público porque, dessa vez, houve uma quantidade realmente significativa de ameaças de morte, algumas veladas, outras explícitas, e envolveram novamente a minha família. Também vieram ataques à minha honra, à minha imagem, com injúria, calúnia e xenofobia’, afirma a vereadora.
Kari destaca que a publicação “furou a bolha” de apoiadores e chegou até eleitores da direita de outros estados “A gente vive numa democracia, divergências políticas são normais. O que não é normal são os comentários e ameaças que foram dirigidos a mim”, pontua.
“Foi um cenário de perseguição, com o intuito de derrubar minha página e tentar me desestabilizar emocionalmente. Mas não conseguiram. Eu não me senti intimidada nem com medo”, complementa.
Ao ser questionada pelo Diario de Pernambuco se a atitude de levar uma gaiola com a foto do ex-presidente para dentro da Câmara de Vereadores não seria arriscada, Kari disse que não esperava a proporção que as ameaças tomaram.
“As pessoas podem expressar suas opiniões, mas não podem me ameaçar de morte. É um recado pedagógico. E, sinceramente, eu não tenho medo, nunca tive, de bolsonarista. Vou continuar fazendo o que acredito, expressando minhas opiniões e mantendo minhas agendas normalmente”, afirmou.
Ela ainda disse que está reunindo capturas de tela e links para apresentar às autoridades. A intenção é registrar um boletim de ocorrência e solicitar apoio do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para identificar os responsáveis pelos ataques.
De acordo com a parlamentar, o vídeo já ultrapassou 1,2 milhão de visualizações e foi replicado por páginas políticas de grande alcance, o que ampliou a onda de agressões virtuais.
Os insultos seguem sendo enviados, tanto em mensagens privadas quanto nos comentários das publicações da vereadora no Instagram.



